APOIO À PRÁTICA PEDAGÓGICA



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Transcrição:

APOIO À PRÁTICA PEDAGÓGICA CANTIGAS DE RODA / MÚSICAS INFANTIS EDUC. INFANTIL/ CICLO DE APRENDIZAGEM I e II / EJA

Prefeito da Cidade de Salvador JOÃO HENRIQUE DE BARRADAS CARNEIRO Secretário Municipal da Educação e Cultura NEY CAMPELLO Coordenadora de Ensino e Apoio Pedagógico ANA SUELI PINHO Equipe Técnica da Edição Original (1996) Coordenação da Elaboração dos Cadernos Kadja Cristina Grimaldi Guedes Consultoria Maria Esther Pacheco Soub Sistematização Antônia Maria de Souza Ribeiro Maria de Lourdes Nova Barboza Elizabete Regina da Silva Monteiro Edição Atualizada (2007) Taise Caroline Longuinho Souza Coordenação da reedição dos cadernos Maria de Lourdes Nova Barboza A reedição deste caderno atende aos objetivos da SMEC em dar suporte didático/pedagógico às atividades de sala de aula. Esta publicação destina-se exclusivamente para uso pedagógico nas escolas Municipais de Salvador, sendo vedada a sua comercialização. A reprodução total ou parcial deverá ser autorizada pela Secretaria Municipal da Educação e Cultura de Salvador. 2

APRESENTAÇÃO É com muita satisfação que a Coordenadoria de Ensino e Apoio Pedagógico - CENAP apresenta aos professores do Sistema Municipal de Ensino, a reedição dos Cadernos de Apoio à Prática Pedagógica. Nascidos em 1996, de um trabalho de vanguarda que conectava a teoria à prática da sala de aula das escolas municipais, tais cadernos procuravam ser e certamente ainda são um instrumento estratégico da nossa luta diária para aumentar os índices de desempenho acadêmico dos alunos da Rede Municipal de Ensino de Salvador. Os Cadernos de Apoio à Prática Pedagógica apresentam vários blocos de sugestões com diferentes gêneros textuais e algumas atividades voltadas para aquisição da base alfabética e ortográfica dos alunos, subsidiando os professores no seu saber-fazer pedagógico. Acreditamos que quanto mais investirmos na formação continuada, na prática reflexiva, na pesquisa de soluções originais, mais será possível uma progressiva redefinição do nosso ofício de professor, no sentido de uma maior profissionalização. Atualizamos e publicamos esses cadernos, apostando no potencial criativo dos professores, tendo em vista o bem comum de todas as crianças, jovens e adultos que freqüentam as escolas municipais de Salvador. Sucesso professor, é o que lhe desejamos! Ana Sueli Pinho Coordenadora da CENAP 3

Cantigas de Roda e Músicas Infantis CANTIGAS DE RODA Introduzida no Brasil pelos portugueses, as Cantigas de Roda foram difundidas como uma atividade típica de meninas. Durante muito tempo, as cantigas de roda ou brincadeiras de roda foram as principais atividades lúdicas de crianças, sendo largamente usada em todo o território brasileiro. Ao longo dos anos, as cantigas de roda deixaram de fazer parte do repertório de brincadeiras das crianças, espaço esse ocupado pelos vídeo-games, jogos e brincadeiras que imitam os desenhos e programas assistidos pela televisão. Entretanto, as cantigas de roda retornam aos círculos de brincadeiras infantis, numa valorização histórica na qual a escola tem sido uma forte parceira. Nesse processo de revitalização, as crianças aprendem a valorizar as relações interpessoais, o respeito mútuo, através da música. A ludicidade é o ponto de partida no trabalho com as cantigas e músicas infantis, onde movimentos, tais como: dar as mãos em um círculo, ouvir, cantar, tocar, incentivam o desenvolvimento infantil, promovem a socialização, colaborando para a conscientização do espírito de grupo. Na Educação Infantil a música ao ser trabalhada, valida a proposta das áreas do conhecimento Música e Movimento, atendendo aos Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil. Além disso, por atender as preferências das crianças dessa faixa etária, possibilita um aprendizado formal de maneira informal e prazerosa. No Ensino Fundamental as cantigas de roda e músicas infantis, envolvem o aluno com os aspectos sociais e culturais pertinentes, favorecendo a ampliação do volume de escrita, dentre outras competências. Os Parâmetros Curriculares Nacionais propõem uma articulação do ensino com a cultura popular na conquista dos objetivos previstos para cada área do conhecimento, situação que torna a atividade com cantigas de roda ainda mais significativa. As crianças precisam ser estimuladas a expressar-se com liberdade, percebendo seu corpo, suas possibilidades e limitações, acompanhando com naturalidade seu timbre, a dinâmica, a duração e a altura dos sons emitidos na sua própria melodia. Encontramos ainda, um trabalho corporal de coordenação global, e até mesmo uma representação cênica, à medida em que, toda a música conta uma história que tanto pode ser real, como parte de tantos sonhos que se tornam essenciais, visto que sonhar, fantasiar, construir utopias, representa liberar emoções e anseios, estado de espírito e experiências que, desde muito cedo, estão no inconsciente graças as imposições e limitações a que somos submetidos no dia-a-dia. 4

MÚSICAS INFANTIS A música consiste em rica atividade para o trabalho pedagógico, especialmente pelo fato de estar intimamente relacionada ao movimento, cuja ludicidade favorece a relação da criança com estes elementos de maneira natural e prazerosa. Dessa forma, aprender a língua materna, conhecer a cultura popular e a história de seu povo se inicia na aprendizagem informal, objetivando a aprendizagem formal. As músicas aqui expostas são sugestões dentre as inúmeras cantigas que fazem parte do repertório das cantigas de roda/músicas infantis. Consiste em área do conhecimento proposta pelo Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil RCNEI - cujos objetivos são: Explorar e identificar elementos da música para se expressar, interagir com os outros e ampliar seu conhecimento de mundo. Perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos por meio de improvisações, composições e interpretações musicais. Existe um conteúdo previsto para o trabalho com a música, organizados nos blocos: o fazer musical e a apreciação musical, evidenciando a importância desta modalidade textual para o desenvolvimento de competências e habilidades específicas que vão desde o conhecimento de outros gêneros musicais, diferentes dos escutados no dia-adia, até a sensibilidade na ausculta frente às competências/habilidades expressas no Diário de Classe. Quanto ao Ciclo de Aprendizagem I e II, estes objetivos devem ser ampliados, diante das necessidades dessa faixa etária, atendendo assim aos PCN s e as habilidades elencadas no Diário de Classe. Importa ressaltar que a condição que caracteriza a música pela ludicidade não isenta o mediador do processo ensino e aprendizagem de planejar o que irá fazer a partir do que foi cantado, escutado e utilizado como brinquedo, evitando que as ações se percam no fazer pelo fazer. É preciso definir o que se quer alcançar, com vistas às habilidades a serem desenvolvidas a partir do trabalho proposto. A música pode e deve ser trabalhada do ponto de vista da interdisciplinaridade, aproveitando os aspectos históricos, sociais e científicos que nela são trazidos, especialmente no que concerne a leitura, interpretação e ampliação dos recursos lingüísticos da criança, numa dimensão multirreferencial com vistas ao seu entendimento e o respeito à diversidade. ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS Exposição, em cartaz, o texto na sala de aula. Brincadeira com as crianças fazendo os gestos e movimentos que cada cantiga de roda permite. Levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos, acerca do texto. Repetição, várias vezes, da música com os alunos, sinalizando no texto as palavras cantadas (leitura virtual). 5

Utilização do domínio do texto, pelos alunos, como recurso na apropriação da base alfabética. Destaque de palavras do texto no trabalho da consciência fonológica. Realização de atividades de escrita: lacunados, plaquinhas com palavras, caçapalavras, ordenação de tirinhas, técnica da preguicinha, auto-ditado, desenho da história da música. Investigação de outras cantigas de roda. Confecção do livro de cantigas de roda, expondo o material produzido. Dramatização das cantigas e músicas AVALIAÇÃO A avaliação é um ato diagnóstico contínuo que serve de subsídio para uma tomada de decisão na perspectiva da construção da trajetória do desenvolvimento do educando e apoio ao educador na práxis pedagógica. Nessa perspectiva, a avaliação funciona como instrumento que possibilita ao professor ressignificar a prática docente a partir dos resultados alcançados com os alunos, ou seja, o resultado é sempre o início do planejamento de intervenções posteriores. Sugerimos a utilização do instrumento avaliativo apresentado a seguir, para acompanhamento do desempenho dos seus alunos e replanejamento de suas ações. 6

Avaliação Produção Textual Modalidades: Cantigas de Roda / Músicas Infantis TÓPICOS DE REVISÃO Sim Desenvolvimento e adequação ao tema O texto produzido corresponde ao tema proposto? Foi produzido o suficiente para o desenvolvimento das idéias? O texto apresenta clareza? O texto apresenta coesão? Características do gênero Estrutura Estética O texto caracteriza-se como um texto poético quanto a linguagem? Apresenta estrutura de texto quanto a linguagem? O texto apresenta estrutura de diagramação/ silhueta de texto poético e ou quadrinha, música e cantiga de roda? Apresenta estrofes? Apresenta Título? O texto esta escrito em verso? Tem rima? Apresenta espaço em branco entre as estrofes? O texto foi escrito respeitando as linhas? A letra empregada é legível? O texto é legível, ainda que com borrões e rasuras? O texto apresenta margem dos dois lados da página? De uma forma geral o aluno: Estrutura Lingüística Escreve convencionalmente as palavras? Acentua adequadamente as palavras? Emprega a pontuação que facilita a leitura e compreensão do texto? Usa letras maiúsculas e minúsculas adequadamente? Emprega o vocabulário de maneira adequada? Apresenta concordância nominal? Apresenta concordância verbal? 7

Cantigas de Roda A CANOA VIROU A canoa virou, Quem deixou ela virar, Foi por causa de fulano Que não soube remar. Se eu fosse um peixinho E soubesse nadar, Tirava (nome da criança) Do fundo do mar. CIRANDA, CIRANDINHA Ciranda, Cirandinha Vamos todos Cirandar Vamos dar a meia volta volta e meia vamos dar O anel que tu me destes era vidro e se quebrou O amor que tu me tinhas Era pouco e se acabou. CAI BALÃO Cai, cai, balão Cai, cai, balão Aqui na minha mão Não cai não, não cai não, não cai não, Cai na rua do sabão. A MACHADINHA Rá, rá, rá Minha machadinha (bis) Quem te pôs as mãos Sabendo que és minha? (bis) Se tu és minha Eu também sou tua (bis) Pula machadinha Pro meio da rua (bis) No meio da rua Não hei de ficar (bis) Porque tenho fulana Para ser meu par (bis) A BARATA DIZ QUE TEM A barata diz que tem Sete saias de filó É mentira da barata Ela tem é uma só ah ah ah oh oh oh Ela tem é uma só ( bis) A barata diz que tem Um anel de formatura É mentira da barata Ela tem é casca dura A barata diz que tem Uma cama de marfim É mentira da barata Ela tem é de capim SAIA PIABA Sai, sai, sai Ó piaba Saia da lagoa Bota a mão na cabeça Outra na cintura Dê um remelexo no corpo Dá uma umbigada Na outra Não hei de ficar (bis) Porque tenho fulana Para ser meu par (bis) 8

GATINHA PARDA A minha gatinha parda Que em janeiro me fugiu Quem roubou a minha gatinha? Você sabe Você sabe Você viu! ALECRIM Alecrim, alecrim dourado Que nasceu do campo Sem ser semeado Foi meu amor Quem me disse assim Que a flor do campo É o alecrim Alecrim, alecrim cheiroso Por causa de ti Vivo eu saudoso. Foi meu amor... SEREIA Eu morava no mar, sereia Me mudei para o sertão, sereia Aprendi a namorar, sereia Com um aperto de mão Oh, sereia. CACHORRINHO Cachorrinho está latindo Lá no fundo do quintal Cala a boca cachorrinho Deixa o meu benzinho entrar Ó crioula lá! Ó crioula lá, lá, lá! Ó crioula lá! Não sou eu quem caio lá! SAMBALELÊ Atirei um cravo n água De pesado foi ao fundo Samba Lelê está doente Os peixinhos responderam Viva Dom Pedro II O CRAVO E A ROSA O cravo brigou com a rosa Debaixo de uma sacada O cravo saiu ferido E a rosa despedaçada. O cravo ficou doente A rosa foi visitar O cravo teve um desmaio E a rosa a chorar. A CANOA VIROU A canoa virou, Quem deixou ela virar, Foi por causa de fulano Que não soube remar. Se eu fosse um peixinho E soubesse nadar, Tirava (nome da criança) Do fundo do mar. CIRANDA, CIRANDINHA Ciranda, Cirandinha Vamos todos Cirandar Vamos dar a meia volta volta e meia vamos dar O anel que tu me destes era vidro e se quebrou O amor que tu me tinhas Era pouco e se acabou. PEIXE VIVO Como pode o peixe vivo Viver fora da água fria? Como poderei viver Como poderei viver Sem a tua, sem a tua Sem a tua companhia (bis) Como poderei viver Como poderei viver SE Sem ESSA a tua, RUA sem a FOSSE tua MINHA Sem a tua companhia Se essa rua, se essa rua fosse minha Eu mandava, eu mandava ladrilhar Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes Só pra ver, só pra ver meu bem passar 9 Nessa rua, nessa rua tem um bosque Que se chama, que se chama solidão

Está com a cabeça quebrada Samba Lelê precisava De umas boas lambadas Samba, samba, samba ô Lelê Pisa na barra da saia ô Lalá (bis) Ó Morena bonita, Onde é que você mora Moro na rua da praia Digo adeus e vou embora BAMBU Bambu tira bu Aroeira mantequeira Tirarás fulana Para ser bambu. PIÃO Fulana não é capaz (bis) De jogar o pião no chão, oi Lá vai, lá vai, lá vai, oi Lá vai o pião no chão, oi RICA e POBRE Eu sou rica, rica, rica de marré, marré, marré Eu sou rica, rica, rica de marré, dé si. Quero uma de vossas filhas de marré, marré, marré de marre, dé si. Escolhei a qual quiser de marré, marré, marré de marré, dé si. Eu quero a fulana de marré, marré, marré de marré, dé si. Que ofício darás a ela de marré, marré, marré de marre, dé si. Dou ofício de "... " de maré, maré, maré de marré, dé si. MEU DOIS PASSARINHOS Por esta rua, dominé Passeou meu bem, dominé Não foi por mim, dominé Foi por alguém, dominé Dois passarinhos, dominé Caíram no laço, dominé Não foi por mim, dominé Foi por alguém, dominé Dá um beijinho, dominé dá um abraço, dominé dá outro beijo, dominé dá outro abraço, dominé Escolha um, dominé Para ser seu par, dominé PINTINHO AMARELINHO Meu pintinho amarelinho Cabe aqui na minha mão Quando quer comer bichinho Com seus pezinhos ele cisca o chão Ele bate as asas Ele faz piu, piu Mas tem muito medo é de gavião. (bis) ROSA VERMELHA A rosa vermelha É do bem querer A rosa vermelha e branca Hei de amar até morrer. 10

Ela aceitou de marré, marré, marré SAPO CURURU Sapo cururu Na beira do Rio Quando o sapo grita ô maninha É que está com frio A mulher do sapo Também está lá dentro Fazendo rendinha ô maninha Pro seu casamento SENHORA D. SANCHA Senhora dona Sancha Coberta de ouro e prata Descubra o teu rosto Queremos ver tua prata. Que anjos são esses Que andam por aí É de noite, é de dia Pai Nosso, Ave-Maria Somos filhos de um Rei Netos da rainha Senhor rei mandou dizer Que escolhesse uma pedrinha VOCÊ GOSTA DE MIM Você gosta de mim, ó fulana Eu também de você, ó fulana Vou pedir a teu pai, ó fulana Pra casar com você, ó fulana Se ele disser que sim, ó fulana Tratarei dos papéis, ó fulana Se ele disser que não, ó fulana Morrerei de paixão, ó fulana Palma, palma, palma, ó fulana Pé, pé, pé, ó fulana Roda, roda, roda, ó fulana Abraçarás quem quiser, ó fulana BA-BE-BI-BO-BU O ba-be-bi-bo-bu Vamos todos aprender (bis) Soletrando o bê-a-bá, Na cartilha do a-b-c ( bis) A menina que está no centro da roda escolhe, mentalmente, a primeira letra do nome de uma das amiguinhas, como por exemplo o B, e canta: O b é uma letra Que se escreve no a-b-c ( bis) Fulana você não sabe Quanto eu gosto de você (bis) A menina do centro abraça a escolhida, que passa para o meio da 11

MARCHA SOLDADO Marcha soldado Cabeça de papel Se não marchar direito Vai preso pro quartel O quartel pegou fogo Francisco deu sinal Acode, acode, acode A bandeira nacional A MODA DAS ANQUINHAS A moda das tais anquinhas É uma moda estrangeira Que põe o joelho em terra Faz a gente ficar pasmada fulana, sacode a saia fulana, levanta o braço, fulana tem dó de mim oh! fulana dá-me um abraço. A COBRA NÃO TEM PÉ A cobra não tem pé A cobra não tem mão Como é que a cobra sobe No pezinho de limão? bis GUABIRABA Quebra-quebra guabiraba Quero ver quebrar Quebra lá que eu quebro cá Quero ver quebrar ATIREI O PAU NO GATO Atirei o pau no gato Mas o gato não morreu Dona Chica admirou-se Do berro, do berro Que o gato deu, miau! FUI NA ESPANHA Fui a Espanha buscar o meu chapéu Azul e branco da cor daquele céu Olha palma, palma, palma Pé, pé, pé! Olha roda, roda, roda Caranguejo peixe é Caranguejo não é peixe Caranguejo peixe é MEU CHAPÉU O meu papel tem três pontas Tem três pontas o meu chapéu. Se não tivesse três pontas Não seria o meu chapéu. MARGARIDA Onde está a Margarida? Olê, olê, olá! Onde está a Margarida? Olê, seu cavaleiro. Margarida está no castelo Olê, olê, olá! Margarida está no castelo. Olê, seu cavaleiro! Eu queria ver a moça Olê, olê, olá! Eu queria ver a moça Olê, seu cavaleiro! Mas o muro é muito alto Olê, olê, olá! Mas o muro é muito alto Olê, seu cavaleiro! Vou tirando uma pedra Olê, olê, olá! Vou tirando uma pedra Olê, seu cavaleiro! Uma pedra não faz falta Olê, olê, olá! Uma pedra não faz falta Olê, seus cavaleiros! Vou tirando duas pedras... Duas pedras não fazem falta... Apareceu a margarida Olé, olé, olá Apareceu a margarida Olé, seu cavaleiro. 12

Caranguejo só é peixe na vazante da maré Samba crioula que veio da Bahia, Pega a criança joga na bacia. Bacia que é de ouro areada com sabão Depois de tudo pronto enxuga no roupão A roupa é de seda, camisinha de filó quem não pegar seu par ficará para a vovó! CARROCINHA A carrocinha pegou Três cachorros de uma vez (bis) Trá-lá-lá-lá Que gente é essa Trá-lá-lá-lá Que gente má! BALAIO Eu queria ser balaio Balaio eu queria ser Pra andar dependurado Na cintura de você. Balaio, meu bem, balaio sinhá Balaio do coração Moça que não tem balaio sinhá Bota costura no chão. Eu queria ser balaio Na colheita da cebola Pra andar dependurado Na cintura da crioula Balaio, meu bem... Eu queria ser balaio Na colheita do café Pra andar dependurado Na cintura da mulher. Balaio, meu bem... VAPOR DE CACHOEIRA POMBINHA Pombinha, quando tu fores Me escrevas pelo caminho Se não achares papel Nas asas de um passarinho. Do bico faz um tinteiro Da língua pena dourada Dos dentes letra miúda Dos olhos carta fechada A pombinha voou, voou Foi-se embora e me deixou O SAPO NÃO LAVA O PÉ O sapo não lava o pé Não lava o pé porque não quer Mora na beira da lagoa Não lava o pé Não lava o pé porque não quer. Mas, que chulé!!! CAMINHO DA ROÇA No caminho da roça Tem maracujá, Mas não tem maduro Pra meu bem chupar. Dona Mariquinha, olé Dona Mariquinha, olá TRÊS, TRÊS PASSARÁ Três, três, passará derradeiro ficará Bom vaqueiro, bom vaqueiro dá licença pr eu passar Com meus filhos pequeninos para acabar de criar 13

O vapor de cachoeira Não navega mais no mar Arriba o pano, toca o búzio Nós queremos vadiar Ai, ai, ai Nós queremos vadiar ESTOU PRESA Estou presa, meu bem Estou presa Estou presa por um cordão Me solta, meu bem Me solta. Me prenda no coração No laço do teu olhar Você me prendeu um dia Fiz tudo pra me livrar (ai meu bem) Mas vi que não conseguia. PERIQUITO MARACANÃ Periquito maracanã cadê a sua Iaiá Faz um ano, faz dois anos. que eu não vejo ela passar. Ora vai fechando, Ora vai fechando, Ora vai fechando até fechar. Ora vai afastando, Ora vai afastando, Ora vai afastando até afastar. Ora vai pulando, Ora vai pulando, Ora vai pulando até parar. Ora vai correndo... FUI NO MAR Fui no mar buscar laranja coisa que o mar não tem voltei toda molhadinha das ondas que vão e vem. Fui no mar da vida um dia fui buscar amor também o amor que eu queria ai meu Deus, no mar não tem. Nas ondas fui embalada até que à praia voltei Sozinha, triste e molhada das lágrimas que chorei ROSA JUVENIL A linda rosa juvenil, juvenil, juvenil A linda rosa juvenil, juvenil Vivia alegre no solar, no solar, no solar Vivia alegre no solar, no solar Um dia uma feiticeira má, muito má, muito má Um dia uma feiticeira má, muito má Que adormeceu a rosa assim, bem assim, bem assim Que adormeceu a rosa assim, bem assim O tempo correu a passar, a passar, a passar O tempo correu a passar, a passar, a passar E o mato cresceu ao redor, ao redor, ao redor E o mato cresceu ao redor, ao redor A MARIA CADEIRA Um dia veio um belo rei, belo rei, belo rei Um dia veio um belo rei, belo rei E despertou a rosa assim, bem assim, bem assim E despertou a rosa assim, bem assim Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá. 14

Onde vai Maria cadeira Vai a casa do capitão Capitão não está ali Joga Maria a cadeira no chão Joga Maria a cadeira no chão PIRULITO QUE BATE-BATE Pirulito que bate-bate Pirulito que já bateu Quem gosta de mim é ela Quem gosta dela sou eu. A CANOA VIROU A canoa virou Deixaram virar Foi por causa de fulana Que não soube remar Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar eu tirava fulana do fundo do mar Airi pra cá airi pra lá fulana é bela e quer casar MESTRE ANDRÉ Foi na loja do Mestre André Que comprei um pianinho Plim, plim, plim, um pianinho (bis) Um pianinho Foi na loja do Mestre André Que comprei um violão Dão, dão, dão, um violão Plim, plim, plim, um pianinho Ai olé, ai olé Foi na loja do Mestre André 15

Foi na loja do Mestre André Que comprei uma flautinha Fá, flá, flá, uma flautinha Dão, dão, dão, um violão Plim, plim, plim, um pianinho Ai olé, ai olé Foi na loja do Mestre André Foi na loja do Mestre André Que comprei uma corneta Tá, tá, tá, uma corneta Flá, flá, flá, uma flautinha Dão, dão, dão, um violão Plim, plim, plim, um pianinho Ai olé, ai olé Foi na loja do Mestre André Fui na loja do Mestre André Que comprei uma sanfoninha Fom, fom fom, uma sanfoninha Flá, flá, flá, uma flautinha Dão, dão, dão, um violão Plim, plim, plim, um pianinho Ai olé, ai olé Foi na loja do Mestre André 16

Músicas Infantis É Bom Ser Criança Composição: Toquinho É bom ser criança, Ter de todos atenção. Da mamãe carinho, Do papai a proteção. É tão bom se divertir E não ter que trabalhar. Só comer, crescer, dormir, brincar. É bom ser criança, Isso às vezes nos convém. Nós temos direitos Que gente grande não tem. Só brincar, brincar, brincar, Sem pensar no boletim. Bem que isso podia nunca mais ter fim. É bom ser criança E não ter que se preocupar Com a conta no banco Nem com filhos pra criar. É tão bom não ter que ter Prestações pra se pagar. Só comer, crescer, dormir, brincar. É bom ser criança, Ter amigos de montão. Fazer cross saltando, Tirando as rodas do chão. Soltar pipas lá no céu, Deslizar sobre patins. Bem que isso podia nunca mais ter fim. Errar é Humano Composição: Touquinho Não, não é vergonha, não, Você não ser o melhor da escola, O bom de skate, o bom de bola ou de natação. Não, não é vergonha, não, Aprender a andar de bicicleta Se escorando em outra mão. Não, não é vergonha, não, Você não saber a tabuada, Pegar uma onda, contar piada, rodar pião. Não, não é vergonha, não, Precisar de alguém que ajude A fazer sua lição. A vida irá, você vai ver, Aos poucos te ensinando Que o certo é você aprender Errando, errando, errando. Não, não é vergonha, não, Ser da rua o mais gordinho, Ter pernas tortas, ser baixinho ou grandalhão. Não, não é vergonha, não. Todos sempre têm algum defeito, Não existe a perfeição. 17

Gente Tem Sobrenome Toquinho Todas as coisas têm nome, Casa, janela e jardim. Coisas não têm sobrenome, Mas a gente sim. Todas as flores têm nome: Rosa, camélia e jasmim. Flores não têm sobrenome, Mas a gente sim. O Jô é Soares, Caetano é Veloso, O Ary foi Barroso também. Entre os que são Jorge Tem um Jorge Amado E um outro que é o Jorge Ben. Quem tem apelido, Dedé, Zacharias, Mussum e a Fafá de Belém. Tem sempre um nome e depois do nome Tem sobrenome também. Todo brinquedo tem nome: Bola, boneca e patins. Brinquedos não têm sobrenome, Mas a gente sim. Coisas gostosas têm nome: Bolo, mingau e pudim. Doces não têm sobrenome, Mas a gente sim. Renato é Aragão, o que faz confusão, Carlitos é o Charles Chaplin. E tem o Vinícius, que era de Moraes, E o Tom Brasileiro é Jobim. Quem tem apelido, Zico, Maguila, Xuxa, Pelé e He-man. Tem sempre um nome e depois do nome Tem sobrenome também. Herdeiros do Futuro Composição: Toquinho A vida é uma grande amiga da gente, Nos dá tudo de graça pra viver: Sol e céu, luz e ar, rios e fontes, terra e mar. Somos os herdeiros do futuro E pra esse futuro ser feliz Vamos ter que cuidar Bem desse país. Será que no futuro haverá flores? Será que os peixes vão estar no mar? Será que os arco-íris terão cores, E os passarinhos vão poder voar? Será que a terra vai seguir nos dando O fruto, a folha, o caule e a raiz? Será que a vida acaba encontrando Um jeito bom da gente ser feliz? Vamos ter que cuidar Bem desse país. 18

Imaginem Composição: Toquinho Imaginem todos vocês Se o mundo inteiro vivesse em paz. A natureza talvez Não fosse destruída jamais. Russo, cowboy e chinês Num só país sem fronteiras. Armas de fogo, seria tão bom, Se fossem feitas de isopor. E aqueles mísseis de mil megatons Fossem bombons de licor. Flores colorindo a terra Toda verdejante, sem guerra. Nem um seria tão rico, Nem outro tão pobrinho: Todos num caminho só. Rios e mares limpinhos, Com peixes, baleias, golfinhos. Faríamos as usinas nucleares Virarem pão-de-ló. Imaginem todos vocês Um mundo bom que um beatle sonhou. Peçam a quem fala Inglês Versão da canção que John Lenon cantou. Lindo e Triste Brasil Composição: Toquinho Sou nascido aqui nesse país. Tão gigante, tão franzino, Seu destino ao deus-dará. Rios e fontes aos montes E dunas de areia em beiras de mar. Tudo aqui é mesmo tão lindo, morena, Pena que o homem não pensa em cuidar. A solidão é viver sem ninguém Em quem poder confiar. Minha gente é gente desse país. Povo lindo, chora rindo, canta na Sapucaí. Entre enredo e passista Misturam-se médico, artista e gari. Com muito pouco que temos Ainda sabemos, sofrendo, cantar e sorrir. Sou do país do futuro, Futuro que insiste em não vir por aqui. Somos muitos e muito podemos fazer. Vai rolinha, pintassilgo, Vai andorinha e tiziu. Nadem golfinhos e peixes Nas águas dos mares, dos lagos, dos rios. Quem sabe ainda veremos O que o Poetinha um dia sonhou mas não viu: Pátria, minha patriazinha, tadinha, Lindo e triste Brasil. Made i n Coração Toquinho Um amigo meu vindo Da terra do sol nascente. Cruzou o Pacífico e Chegou pacificamente. Seu sax coração, Juntou-se ao meu violão E fomos tocando, improvisando, Natureza Distraída Toquinho Como as plantas somos seres vivos, Como as plantas temos que crescer. Como elas, precisamos de muito carinho, De sol, de amor, de ar pra sobreviver. Quando a natureza distraída Fere a flor ou um embrião, 19 O ser humano, mais que as flores, Precisa na vida

Harmonizando emoções. Artistas do mundo no fundo São sempre aprendizes. Do amor somos embaixadores Dos nossos países. Homens poderosos dessa terra, Esqueçam-se da guerra, Reparem no poder de uma canção. Música é a mistura das bandeiras, O som não tem fronteiras: É MADE IN CORAÇÃO. Oito anos Adriana Partimpim Por que você é Flamengo E meu pai Botafogo O que significa "Impávido colosso"? Por que os ossos doem enquanto a gente dorme Por que os dentes caem Por onde os filhos saem Por que os dedos murcham quando estou no banho Por que as ruas enchem quando está chovendo Quanto é mil trilhões vezes infinito Quem é Jesus Cristo Onde estão meus primos Well, well, well Gabriel... iel... Ser Criança é ser feliz Composição: Marli Pereira Ser criança é ser feliz É repartir esperança É espalhar alegria È amar, é ser criança Não importa a raça ou a cor Pois o amor a tudo encanta Quando está depositado Num sorriso de criança Por que o fogo queima Por que a lua é branca Por que a terra roda Por que deitar agora Por que as cobras matam Por que o vidro embaça Por que você se pinta Por que o tempo passa Por que que a gente espirra Por que as unhas crescem Por que o sangue corre Por que que a gente morre Do que é feita a nuvem Do que é feita a neve Como é que se escreve Réveillon Well, well, well Gabriel... Lua De Cristal Composição: Michael Sullivan Tudo pode ser... Se quiser será... O sonho sempre vem, Pra quem sonhar... Tudo pode ser... Só basta acreditar... Tudo que tiver que ser, será... Tudo que eu fizer... Eu vou tentar melhor do que eu já fiz Esteja o meu destino, onde estiver... Eu vou testar a sorte e ser feliz Tudo que eu quiser, o cara lá de cima vai me dar... Me dar toda coragem que puder... Que não me falte forçar pra lutar... Vamos com você, nós somos invencíveis... Pode crer... Todos somos um e juntos não existe mal nenhum... Vamos com você, nós somos invencíveis... Pode crer... O sonho esta no ar... O amor me faz cantar... Lua de cristal, que me faz sonhar... 20 Faz de mim estrela que eu já sei brilhar... Lua de cristal, nova de paixão... Faz da minha vida, cheia de emoção... ( 2 x )

Mover o mundo, essa missão é nossa Letra: Daniela Correia Música: Adalto Benedito Tanta fome e guerra Não há lugar de paz Por que tanta injustiça Nas coisas que o homem faz Crianças pobres nas ruas Velhinhos pedem pão Por que tanta diferença Se somos todos irmãos Vamos juntos na canção Vida, amor e paz plantar Essa é nossa missão Fazer o mundo girar Nós unidos somos fortes Como elos da corrente Podemos mudar o mundo Se acreditarmos sempre Vamos dar as mãos E unidos cantar De todas as partes da Terra Fazer o mundo girar (Refrão) Cada um é como é Toquinho Papai é como é, entendo ele até, Sua vida não é mole, não. Sai pra trabalhar, só volta pro jantar, Cochila em frente da televisão. Mamãe foi sempre assim, cuidou sempre de mim, Uma adorável chateação: É um tal de toma banho, escova os dentes, Troca de roupa e vai fazer sua lição. Homem e mulher, que confusão, Cada um é como é. Por fora, tudo bem, por dentro não. Ninguém parece com ninguém. Vovó é genial, da casa é a mais normal, Com suas manobras radicais. Escondido ela me dá dinheiro pra gastar, Nunca conta nada pros meus pais. Vovô é o que há, tem sempre pra falar Uma novidade genial. Se esquece e conta sempre a mesma história E adormece entre as notícias do jornal. A foca Vinicius de Moraes / Toquinho Quer ver a foca Ficar feliz? É pôr uma bola No seu nariz Quer ver a foca Bater palminha? É dar a ela Uma sardinha Quer ver a foca Comprar uma briga? É espetar ela Bem na barriga Abecedário da Xuxa A de amor, B de baixinho, C de coração D de docinho, E de escola, F de feijão G de gente, H de humano, I de igualdade J juventude, L liberdade, M molecagem N natureza, O obrigado, P proteçã Q de quero-quero, R de riacho, S saudade... T de Terra, U de universo, V de vitória! X o quê que é? É Xuxa! E Z é zum, zum-zum-zum-zum... Vamos cantar! Vamos brincar! Alegria pra valer! O abecedário da Xuxa vamos aprender! 21

Lá vai a foca Toda arrumada Dançar no circo Pra garotada Lá vai a foca Subindo a escada Depois descendo Desengonçada Quanto trabalha A coitadinha Pra garantir Sua sardinha A Sombra de um Jatobá Toquinho Raios de sol na varanda verde cobrindo o jardim poder sentir a vida espreguiçar com o cheiro da madrugada dama da noite, jasmim olhar no céu estrelas pra contar Ter meus amigos comigo quem amo me amando, sim longe do amor de quem nos finge amar Ver na manhã de um domingo, meu filho sorrir pra mim depois dormir à sombra de um jatobá Poucas coisas valem a pena o importante é ter prazer Longe de mim a inveja e a maldade escondidas na vida Hoje estamos nós em cena e não há tempo a perder pois tudo acaba mesmo sempre em despedida A Elefanta Bila Bilú Bila Bilú Bila Bilú Imitando a Bila Bilú Bila Bilú Bila Bilú A elefanta Bila Bilú Ela pula pra dançar Ela pula pra rodar Ela bate forte os pés Vamos dançar com Bila Bilú Bila Bilú... Ela estica as mãos assim Ela adora rebolar Quando pula treme o chão Vamos dançar com a Bila Bilú Bila Bilú... Ter meus amigos comigo quem amo me amando, sim longe do amor de quem não sabe amar ver na manhã de um domingo meu filho sorrir pra mim depois dormir à sombra de um jatobá poucas coisas valem a pe - na o importante é ter prazer longe de mim a in - veja e a maldade 22

escondidas na vida hoje estamos nós em ce - na e não há tempo a perder pois tudo acaba mesmo sem - pre em despedida É de Chocolate Por detrás do arco íris, além do horizonte Há um mundo encantado feito pra você Onde um sonho colorido mora atrás do monte Quero te levar comigo quando amanhecer Vou te mostrar que é de chocolate De chocolate que o amor é feito, de chocolate Choc, choc, chocolate bate o meu coração Choc, choc, choc, choc, choc, choc, chocolate Choc, choc, choc, choc, choc, é de chocolate E numa casinha de biscoito e de sorvete Você vai me esperar a cada anoitecer Brigadeiro, rocambole e doce de deite É só você tomar cuidado pra não derreter A Pulga Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho Um, dois, três Quatro, cinco, seis Com mais um pulinho Estou na perna do freguês Um, dois, três Quatro, cinco, seis Com mais uma mordidinha Coitadinho do freguês Um, dois, três Quatro, cinco, seis Tô de barriguinha cheia Tchau Good bye Auf Wiedersehen Leitura Composição: Mazinho Turle, Dilson Gunane e Barney De repente naveguei Como o pirata da perna de pau Pindorama Brasil Composição: Toquinho No início era Pindorama Craô, Mauê, Carajá. Lisboa, Porto e Alfama Chegaram então de Além-mar. Primeiro foi luta armada, Soldado e índio em coluna: Facão, fuzil e espingarda Contra arco, flexa e borduna. Depois foi ouro trocado Por pente, lâmina e espelho, E o aguardente foi dado Por pau de tinta vermelho. Depois foi tudo uma festa, Com as cunhantãs, curuminhas Deitando pela floresta Com Pedros, Diogos, Caminhas. Numa argamata no brejo, Bambus, maracas, sanfonas E a boca do rio Tejo Beijou o rio Amazonas. Caraíba fez fama Dizendo que descobriu A terra de Pindorama Que agora se chama Brasil. 23

Num instante me encontrei Defendendo jacaré no pantanal Em seguida eu vivi Uma história de amor ao luar Cada dia uma aventura A leitura faz a gente viajar É bom voar nas asas da imaginação É alimentar o corpo, a mente e o coração Lendo a gente pode ser Tudo aquilo que a gente sonhar Se conhece o mundo inteiro Sem ao menos sair do lugar Conhecemos as pessoas E o que existe entre o céu e o mar E numa lição de vida Aprender pra depois ensinar Ver de te quero ver Ver de te quero ver Quero te ver nos campos Quero te ver sorrindo De mãos dadas com você (bis) Verde que te quero Que te quero ver Coisas lindas com você (bis) 24

REFERÊNCIAS BRASIL. Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília, MEC- SEF, 1998. BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais, Brasília, MEC- SEF, 1997. BRASIL.JORNAL DA ALFABETIZADORA.Ano V, nº 29, Porto Alegre: Kuarup, 1998. ESTEVES, Acúrsio e LEITE, Disalda. Pedagogia do Brincar. Bahia : Kelly Graf, 1993. JOLIBERT, Josette. Formando Crianças Leitoras. Porto Alegre : Artes Médicas, 1996. JOLIBERT, Josette. Formando Crianças Produtoras de Textos. Porto Alegre: Artes Médicas,1996. KAUFMAN, Ana Maria e RODRIGUEZ, Maria Elena.Escola, Leitura e Produção de Textos, Porto Alegre : Artes Médicas, 1995. SALVADOR. SMEC CENAP. Projeto TECA, MÓDULO I, II e III, 1996 TEBEROSKY, Ana. Psicopedagogia da Língua Escrita. São Paulo: Editora Universidade de Campinas, 1990. SITES CONSULTADOS: www.cifras.art.br www.jangadabrasil.com.br www.carnaxe.com.br www.letras.terra.com.br 25