DUPLICATA XII. 1. Origem:



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Transcrição:

DUPLICATA XII 1. Origem: - A duplicata constitui um título de crédito que tem origem no Direito brasileiro, e mais especificamente no Código Comercial de 1850, o qual determinava aos comerciantes atacadistas a emissão de fatura ou conta, quando das vendas aos comerciantes retalhistas, contemplando a relação das mercadorias entregues. A fatura era emitida em duas vias, nos termos da lei por duplicata, e, depois de assinadas pelas partes, cada via ficava com uma das partes, e se equiparava aos títulos de crédito, inclusive para a cobrança judicial. - Normas posteriores sucederam as disposições legais contidas no Código Comercial, como instrumentos de controle de incidência tributaria, até que foi editada a Lei de Duplicatas, Lei nº 5.474, de 18.07.1968, modificada pelo Decreto-lei nº 436, de 27.01.1969, passando a duplicata a ter natureza exclusivamente comercial, para representar créditos de operações mercantis ou de contrato de prestação de serviço, isolando-se da influência fiscal. Observase que são duas as duplicatas, ou sejam, a mercantil e a de prestação de serviços; - O regime do aceite constitui o diferencial entre a duplicata e a letra de câmbio, uma vez que é facultativa a vinculação do sacado à cambial, enquanto que para a duplicata a sua vinculação é obrigatória, o que torna a figura do aceite obrigatório; 2. Especificidades da duplicata mercantil: a) Causalidade: - Por documentar créditos que têm origem na compra e venda mercantil a duplicata é considerada um título causal, ou seja, a sua emissão não pode decorrer de ato ou negócio jurídico diverso de crédito nascido de compra e venda mercantil, conseqüentemente, o seu desvirtuamento leva a insubsistência deste título. Deve ser observado que sendo este endossado a terceiro de boa-fé, em função do regime cambiário que envolve a sua circulação (art. 25/LD), a não observância da causa legítima não poderá ser oposta pelo sacado perante o endossatário, podendo, no entanto, ser oposta contra o sacador, o endossatário-mandante ou terceiro de má-fé, por conhecerem o vício na emissão da duplicata; - Como qualquer outro título de crédito a duplicata mercantil está sujeita ao regime do direito cambiário, assim: admite-se o endosso; responde o endossante pela solvência do devedor; o executado não pode opor contra terceiros de boa-fé exceções pessoais; por ser autônomo o aval, as obrigações dos avalistas são autônomas em relação as dos avalizados; e outras situações próprias do regime cambiário; 1

- Nos termos do art. 2º/LD somente pode ser emitida duplicata pelo comerciante para representar o crédito originário de compra e venda mercantil, não sendo admitido qualquer outro título de crédito. O comerciante não está obrigado a emitir a duplicata, mas caso venha a efetuar o saque deverá escriturar no Livro de Registro de Duplicata (art. 19/LD). A falta de escrituração, no caso da falência do emitente, caracteriza crime falimentar (art. 186, VI/LF); - O art. 172/CP, alterado pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990, a qual define crime contra a ordem tributária, econômica, e contra a relação de consumo, define como crime: emitir fatura, duplicata ou nota de venda que não corresponda á mercadoria vendida, em quantidade ou qualidade, ou ao serviço prestado. Estabelece a pena de detenção de 2 a 4 anos, e multa; b) Aceite: - Nos termos do art. 1º/LD, o comerciante ao realizar qualquer venda de mercadoria, com prazo não inferior a 30 dias, contados da data de entrega ou despacho da mercadoria, emitirá fatura numerada, discriminando as mercadorias vendidas, informando quantidade, preço unitário e total ou somente o número e valores da nota de entrega, ou nota fiscal, expedida por ocasião da venda, para apresentação ao comprador, em todo o contrato de compra e venda mercantil. O prazo de 30 dias caracteriza, na presunção legal, a venda a prazo, uma vez que as efetuadas com prazo menor sempre foram consideras venda à vista. Nos termos do art. 3º, 2º/LD, é possível a emissão da fatura e da duplicata, em venda com prazo inferior a 30 dias; - O Sistema nacional Integrado de Informações Econômico-Fiscal, convênio assinado em 14.12.1970, entre o Ministério da Fazenda e as Secretaria de Fazenda estaduais, permite que a Nota Fiscal possa servir como fatura, contendo a mesma discriminação exigida para a fatura, caso em que se passa a denominar Nota Fiscal-Fatura; - A duplicata, diferentemente da fatura, poderá ou não ser extraída, por ocasião da emissão deste documento, o qual constituirá a base da duplicata. Desta forma, extraída a fatura, o vendedor poderá sacar a duplicata correspondente, para circular como título de crédito, a qual conterá os seguintes requisitos: a) a denominação duplicata, a data de sua emissão, que deve ser igual à da fatura e o número de ordem; b) número da fatura; c) data do vencimento ou a declaração de ser a duplicata à vista; d) nome e domicílio do vendedor (sacador) e comprador (sacado), e número de inscrição no Cadastro de Contribuinte; e) a importância a pagar em algarismo e por extenso; f) cláusula à ordem; g) a praça de pagamento; h) declaração de concordância, para ser assinada pelo comprador (sacado); e i) assinatura do sacador (at. 2º, 1º/LD); 2

- O sacado somente pode recusar a dar o aceite na duplicata nas seguintes hipóteses: a) avaria ou não-recebimento das mercadorias, quando transportada por consta e risco do sacador; b) vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou na quantidade; c) divergência nos prazos ou preços combinados (art. 8º/LD). Fora estes casos o sacado não pode recusar a dar o aceite, uma vez que houve por parte do vendedor o cumprimento da sua obrigação contratual, e o saque da duplicata constitui o documento suficiente para vincular o sacado ao seu pagamento, dispensando-se a sua assinatura no título, para a formalização do aceite; - As três modalidades de aceite: a) ordinário: neste caso há a assinatura do sacado no título, e assim sendo aplica-se as regras do direito cambiário, tornando-se a duplicata título executivo extrajudicial contra o sacado e seus avalistas, independentemente de ter sido protestada ou não (art. 15, I/LC); b) por presunção: decorre do recebimento da mercadoria pelo sacado, sem oposição formal da recusa. Desde que recebida a mercadoria sem a manifestação formal da recusa, torna-se o sacado devedor cambiário, mesmo que este não tenha devolvido o título, recebido para aceite, ou o inutilize, ou mesmo o devolva sem a assinatura; c) por comunicação: ocorre quando a instituição financeira (mandatária, descontadora ou caucionada) autoriza o sacado a reter a duplicata em seu poder, desde que o mesmo comunique por escrito à apresentante o aceite e a retenção. A comunicação, neste caso substitui a duplicata para fins de protesto e execução (art. 7º, 2º/LD); d) Protesto: - Nos termos do art. 13/LD, a duplicata pode ser protestada por falta de aceite, devolução ou pagamento. Comporta um protesto único, ou seja, se a duplicata for encaminhada ao cartório de protesto, sem aceite e antes da data de vencimento, caberá o protesto por falta de aceite; se encaminhada a triplicata não assinada, antes do vencimento, o protesto será tirado por falta de devolução; se encaminhada a duplicata ou triplicata, assinada ou não, depois da data do vencimento da mesma, o protesto será por falta de pagamento (art. 21, 1º e 2º/L 9.492/97). Desta forma as circunstâncias em que o título é apresentado a protesto, definem a natureza do protesto, o qual deverá ser tirado na praça de pagamento, constante no título (art. 13, 3º/LD); - O portador que não tirar o protesto da duplicata, em forma regular e dentro do prazo de 30 (trinta) dias, contado da data do vencimento, perderá o direito de regresso contra os endossantes e respectivos avalistas. (art. 14/LD). Deve ser observado que para o aceite presumido, o protesto torna-se indispensável para os efeitos do art. 15, II, da Lei das Duplicatas, ou seja, para fins de execução; 3

- Não podendo o credor apresentar o título em cartório para protesto, por ter sido retido pelo sacado devedor, admite-se o protesto por indicações, ou seja, o credor deverá indicar ao cartório os elementos que identifique a duplicata, a partir dos dados constantes no Livro Registro de Duplicatas, extraindo-se o boleto, contendo todas as informações que são exigidas para o protesto, e deverá ser encaminhado para o cartório de protesto. Também é admissível a emissão de triplicata, para este efeito, embora a Lei de Duplicata admita o seu saque para os casos de perda ou extravio (art. 23); e) Execução: - A duplicata e a triplicata constituem título que nos termos do art. 25/LD, se assemelha à Letra de Câmbio, determinado que lhe seja aplicado, no que couber, os dispositivos da legislação, sobre a emissão, circulação e pagamento pertinentes a este título. Figura entre os títulos executivos extrajudiciais, nos termos do art. 585, I/CPC; - Se a execução contempla o aceite ordinário, a apresentação da duplicata ou triplicata é bastante para o aforamento do processo de execução, não se exigindo o protesto (art. 15, I/LD). Entretanto para o aceite presumido se faz necessário atender o disposto no art. 15, II/LD, ou seja, a exibição do título protestada ou o instrumento de protesto por indicação, acompanhada de documento hábil comprobatório da entrega e recebimento da mercadoria, e que o sacado não tenha, comprovadamente, recusado o aceite, no prazo, nas condições e pelos motivos previstos nos arts. 7º e 8º/LD; - A execução prescreve em 3 anos, a contar da data do vencimento do título, contra o sacado e seu avalista; em l ano, contado do protesto,contra os endossantes e seus avalistas; e 1 ano, contados do pagamento, para o exercício de regresso contra os co-devedores; f) Duplicata de prestação de serviços: - O crédito do prestador de serviços poderá ser documentado, de acordo com a sua natureza, podendo ser representado: pela duplicata de prestação de serviços, a ser emitida por empresas, individuais e coletivas, prestadoras de serviços (arts. 20 e 21/LD); e a conta ou fatura, emitida por profissionais liberais e prestadores de serviço eventuais (art. 22/LD); - Quanto à duplicata de prestação de serviços deve ser observado que a mesma está sujeita ao mesmo regime jurídico da duplicata mercantil, com as adaptações cabíveis (art. 20, 3º/LD). Por ser, também, a duplicata de prestação de serviços um título de aceite obrigatório, de forma a vincular o sacado ao pagamento da cambial, ela somente pode ser recusada nos seguintes casos: a) não corresponder aos serviços prestados; b) vícios e defeitos na qualidade dos serviços prestados, devidamente comprovados; c) divergências nos prazos ou nos preços ajustados; 4

- A conta ou fatura ou fatura de serviços, deverá ser emitido pelo profissional liberal ou pelo prestador de serviços eventual. Para a fatura ou conta não se exige a escrituração. Deve ser emitida com a discriminação dos serviços prestados; sua natureza; valor; data e local de pagamento; vinculo contratual que deu origem aos serviços prestados, e deverá ser levada ao Cartório de Títulos e Documentos para registro, e ser entregue para aquele a quem o serviço foi prestado. O seu não pagamento facultará ao credor providenciar o protesto e a execução (art. 22, 4º/LD). 5