INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA

Documentos relacionados
Condensador equivalente de uma associação em série

Eletrônica Geral. Diodos Junção PN. Prof. Daniel dos Santos Matos

AULA 1 - JUNÇÃO PN (DIODO)

5. Componentes electrónicos

Teoria dos Semicondutores e o Diodo Semicondutor. Prof. Jonathan Pereira

Eletrônica Industrial Aula 02. Curso Técnico em Eletroeletrônica Prof. Daniel dos Santos Matos

Análise de TJB para pequenos sinais Prof. Getulio Teruo Tateoki

Diodo de Junção 1 Cap. 3 Sedra/Smith Cap. 1 Boylestad

Semicondutores de Silício. Equipe: Adriano Ruseler Diego Bolsan

Diodos de Junção PN. Florianópolis, abril de 2013.

Aula. Semicondutores. Prof. Alexandre Akira Kida, Msc., Eng. Eletrônica Geral

Notas de Aula: Eletrônica Analógica e Digital

Introdução Diodo dispositivo semicondutor de dois terminais com resposta V-I (tensão/corrente) não linear (dependente da polaridade!

INICIAÇÃO À PRÁTICA PROFISSIONAL INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS ELETRICIDADE BÁSICA

ENERGIA SOLAR: CONCEITOS BASICOS

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ELETROTÉCNICA ELETRÔNICA 1 - ET74C Prof.ª Elisabete Nakoneczny Moraes

Semicondutores. Classificação de Materiais. Definida em relação à condutividade elétrica. Materiais condutores. Materiais isolantes

Física dos Semicondutores

1-MATERIAIS SEMICONDUTORES

EN 2719 Dispositivos Eletrônicos AULA 02. Semicondutores. Rodrigo Reina Muñoz T1 2018

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA EMBARCADA

O díodo ideal Noções sobre o funcionamento do díodo semicondutor. Modelo de pequenos sinais

Circuitos Electrónicos

Fundamentos de Eletrônica

Fundamentos de Eletrônica

Lista de Exercícios 1 Eletrônica Analógica

Aula 19 Condução de Eletricidade nos Sólidos

NESSE CADERNO, VOCÊ ENCONTRARÁ OS SEGUINTES ASSUNTOS:

Dispositivos Semicondutores. Diodos junções p-n Transistores: p-n-p ou n-p-n

Organização de Computadores

Circuitos Ativos em Micro-Ondas

Unidades. Coulomb segundo I = = Ampere. I = q /t. Volt Ampere R = = Ohm. Ohm m 2 m. r = [ r ] = ohm.m

Dispositivos Semicondutores. Diodos junções p-n Transistores: p-n-p ou n-p-n

Ficha Técnica 6 Semicondutores e díodos de junção

INTRODUÇÃO A ELETRÔNICA

Capacitores e Indutores (Aula 7) Prof. Daniel Dotta

Prof. Willyan Machado Giufrida Curso de Engenharia Química. Ciências dos Materiais. Comportamento Elétrico

IFSC INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA JOINVILLE - SC ELETRÔNICA GERAL I DIODOS E TRANSISTORES

Componentes eletrónicos. Maria do Anjo Albuquerque

Aula 9 Dispositivos semicondutores Diodos e aplicações

DIODOS SEMICONDUTORES

Capítulo 3 Transistor Bipolar de Junção - TBJ. Prof. Eng. Leandro Aureliano da Silva

Eletromagnetismo. Motor Eletroimã Eletroimã. Fechadura eletromagnética Motor elétrico Ressonância Magnética

Dispositivos e Circuitos Eletrônicos AULA 04

Lista VIII de Eletrônica Analógica I Revisão Geral

Lista VIII de Eletrônica Analógica I Revisão Geral

Propriedades e classificação dos sólidos Semicondutores Dopados Dispositivos semicondutores Exercícios

Eletrônica I. Prof. Cláudio Henrique A. Rodrigues

Estudo do Indutor em Corrente Contínua

Materiais Semicondutores

Aluno turma ELETRÔNICA ANALÓGICA AULA 02

Aquino, Josué Alexandre.

Condutividade: maior que a dos isolantes, menor que a dos condutores Germânio Ge : inicialmente Silício Si : actualmente: mais abundante e mais fácil

ELETROTÉCNICA ENGENHARIA

Aluno turma ELETRÔNICA ANALÓGICA AULA 01

OUTROS TIPOS DE DIODOS

Capítulo 1 - Materiais Semicondutores

ELETRÔNICA ANALÓGICA. Professor: Rosimar Vieira Primo

Aula 06 - Indutores. Introdução ELETROTÉCNICA. Introdução ELETROTÉCNICA. Introdução ELETROTÉCNICA 08/02/2014

MÓDULO 1 Noções Básicas de Eletricidade

Roteiro-Relatório da Experiência N o 06 CIRCUITOS RC E RL CC TRANSITÓRIO

MANUTENÇÃO BÁSICA Aula teórica de revisão 01

EFEITO MAGNÉTICO DA CORRENTE ELÉTRICA

RELAÇÕES ENTRE TENSÃO E CORRENTE ALTERNADAS NOS ELEMENTOS PASSIVOS DE CIRCUITOS

Teoria dos dispositivos Semicondutores

Eletricidade Aula 8. Componentes Reativos

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

Retificador de Onda Completa: Transformador Tap Central

SEMICONDUTORES. Conceitos Básicos. Prof. Marcelo Wendling Jul/2011

Cap. 41 -Condução de eletricidade em sólidos

Diodo de junção PN. Diodos 2

Indução Eletromagnética

Materiais Semicondutores. Materiais Elétricos - FACTHUS 1

Fís. Fís. Monitor: Leonardo Veras

Tópico 01: Estudo de circuitos em CC com Capacitor e Indutor Profa.: Ana Vitória de Almeida Macêdo

ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO ARNULPHO MATTOS

EM - ELETROMAGNETISMO. Prof. Eduardo Calsan Depto. de Elétrica EN/TN/MC/AI

Introdução a Diodos Semicondutores

MII 2.1 MANUTENÇÃO DE CIRCUITOS ELETRÔNICOS ANALÓGICOS TEORIA DOS SEMICONDUTORES

Corrente Alternada. Circuitos Monofásicos (Parte 2)

2.9 Protoboard. Na figura a seguir é possível observar um circuito na forma de desenho esquemático e sua montagem no protoboard.

Eletricidade Aula 09. Resistência, Indutância e Capacitância em Circuitos de Corrente Alternada

Biosensores e Sinais Biomédicos 2009/2010

Teoria de Circuitos e Fundamentos de Electrónica: Díodos

Avisos. Entrega do Trabalho: 8/3/13 - sexta. P2: 11/3/13 - segunda

SOLUÇÃO PRATIQUE EM CASA

Aula 19 Condução de Eletricidade nos Sólidos

Eletrônica Básica - ELE 0316 / ELE0937

Transistor BJT FABRÍCIO RONALDO - DORIVAL

CIRCUITOS ELÉTRICOS. Aula 05 CAPACITORES EM CORRENTE ALTERNADA

REVISÃO TRANSISTORES BIPOLARES. Prof. LOBATO

Eletrônica Básica - ELE 0316 / ELE0937

Princípios de Circuitos Elétricos. Prof. Me. Luciane Agnoletti dos Santos Pedotti

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E FÍSICA Professor: Renato Medeiros ENG Eletrônica Geral.

Propriedades elétricas em Materiais

ELETRONICA ANALÓGICA By W. L. Miranda. Fontes de alimentação CA/CC.

Capítulo 2 Transistores Bipolares

RADIOELETRICIDADE. O candidato deverá acertar, no mínimo: Classe B 50% Classe A 70% TESTE DE AVALIAÇÃO CORRIGIDO CONFORME A ERRATA

Transcrição:

Eletricidade

INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA O uso de motores elétricos e circuitos de corrente alternada revolucionou a sociedade moderna. Hoje, seu uso é tão disseminado que é difícil imaginar a vida sem eletricidade. Neste tópico, vamos revisar a base de funcionamento de transformadores e motores de corrente alternada: a indução eletromagnética.

fem induzida Barra condutora AB deslocando-se para a direita com velocidade constante v, numa região sujeita a um campo magnético B perpendicular ao vetor velocidade e entrando no plano do papel. Os elétrões livres da barra ficam então sujeitos a uma força magnética de direção paralela à barra e sentido de A para B. A extremidade A fica carregada positivamente, e a B, negativamente. As cargas continuam a se concentrar nas extremidades até que se estabeleça um equilíbrio. Há um campo elétrico vertical para baixo, e igualdade de módulo entre a força magnética para baixo e a força elétrica para cima. Entre os terminais da barra, há uma fem induzida.

fem induzida Se a barra tem comprimento L, a fem induzida vale:

Fluxo magnético A indução, descrita por Faraday, depende de três fatores: intensidade B do campo magnético; área A a ser atravessada pelas linhas; ângulo θ entre as linhas de campo e a normal à superfície considerada:

Fluxo magnético Variação na área A atravessada pelas linhas de campo A área da espira retangular CDEF, efetivamente atravessada pelas linhas de campo, é reduzida de acordo com o movimento para a direita. Variação no ângulo θ entre as linhas de campo e a superfície A espira retangular gira na região de influência do campo magnético, variando continuamente o ângulo determinado pelas linhas de campo e a normal à superfície da espira.

Lei de Faraday Lei de Lenz O sinal negativo na expressão da lei de Faraday descreve um resultado conhecido como lei de Lenz: A corrente induzida em um circuito aparece sempre com um sentido tal que o campo magnético criado tende a contrariar a variação do fluxo magnético através da espira. O íman em [A] ao afastar-se da espira, origina uma corrente, de acordo com a regra da mão direita, com sentido horário, para compensar a diminuição do fluxo magnético. Em [B], o sentido da corrente induzida é antihorário, para reverter o aumento do fluxo para baixo.

POWERED BY LIGHT/ALAN SPENCER/ ALAMY/OTHER IMAGES Lei de Faraday Correntes de Foucault: são induzidas em condutores maciços. Quando o paralelepípedo entra por completo na região do campo magnético, exibe dois conjuntos de correntes de Foucault, que giram em sentidos opostos. Podem atingir grande intensidade com grande dissipação de energia na forma de calor. Em velocímetros analógicos de automóveis, quando o eixo do carro gira, ele aciona ímãs que produzem pequenas correntes elétricas e campos magnéticos, que movimentam o ponteiro indicador de velocidade. INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA

Correntes alternas São correntes induzidas com sentidos alternantes, produzidas, por indução eletromagnética, pelo funcionamento de motores elétricos mediante a rotação de espiras em regiões atravessadas por campos magnéticos, em movimentos de vaivém. Podemos dizer que a expressão geral da corrente i depende do seu valor máximo e de uma função trigonométrica. A variação pode ser senosoidal: em que = 2 f é a pulsação, f é a frequência com que a corrente varia no tempo, e t, o instante considerado. INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA

Correntes alternadas Gráfico corrente X fase, exibindo variação senoidal da função. Valor eficaz da corrente

Correntes alternadas Transformadores São dispositivos usados para modificar uma ddp alternada. A relação entre a ddp no primário U P e a ddp do secundário U S depende exclusivamente da razão entre o número de espiras entre as bobinas:

Transformador Ideal Relação entre tensões e número de espiras nos enrolamentos primário e secundário: Conservação da potência: Símbolo: 1 2 1 2 0 2 2 0 1 1 ), sen( ) ( ), sen( ) ( N N A A t A t v t A t v ) ( ) ( ) ( ) ( 2 2 1 1 t i t v t i t v

Conceitos básicos de electrónica Resistências Dispositivos que têm como finalidade oferecer uma oposição à passagem de corrente eléctrica. Unidade: Ohm = Ω Múltiplos: kohm = kω = 1kΩ = 10 3 Ω Mohm = MΩ = 1MΩ = 10 6 Ω VALOR FIXO: Os valores de resistência não podem ser alterados. VARIÁVEIS: A resistência varia dentro de uma faixa de valor, através de cursor móvel. Parâmetros de especificação: - Valor nominal - Tolerância Máxima variação do valor nominal (%) do valor nominal - Potência Máxima dissipação de potência

TABELA DE CORES OBS.: Ausência de tolerância = + 20% Resistências de precisão = 5 faixas: Primeiras 3 faixas = 3 algarismos significativos 4 faixa = factor de multiplicação 5 faixa = tolerância Potências: 0,33W, 0,5W, 0,67W, 1,15W e 2,5W

Resistências de acordo com a potência de utilização

Conceitos básicos de electrónica Condensadores Tem como finalidade armazenar energia eléctrica. Formado por duas placas condutoras (armaduras), separadas por material isolante (dieléctrico). Os dieléctricos mais comuns: Papel, mica, cerâmica, materiais plásticos ou o ar. Capacitância (C) = é a característica que o condensador tem de armazenar mais ou menos cargas eléctricas por unidade de tensão: C=8,84 x 10-12 x K x A/d K= Constante dieléctrica, ar = 1, papel = 2-4,8 ou C = Q/V C = Farad Q = carga eléctrica (Coulomb) V = tensão (Volt) Os valores usuais de capacitância dos condensadores são submúltiplos do Farad, ou seja: 1 μf = 10-6 F ; 1 nf = 10-9 F e 1 pf = 10-12 F Tensão de isolamento = Limite de tensões entre os terminais

CÓDIGO DE CORES Condensadores de poliéster

Condensadores variáveis

Conceitos básicos de electrónica Indutores Um fio condutor ao ser percorrido por uma corrente eléctrica produz um campo magnético. Este efeito é maximizado se enrolarmos o fio condutor, em forma de espira, em redor de um núcleo, constituindo o Indutor INDUTÂNCIA Efeito do campo magnético com a corrente eléctrica Unidade Henry H Submúltiplos mh ; μh Podem ser fixos ou variáveis

COMPORTAMENTO EM REGIME DC (corrente contínua) Ao aplicarmos uma tensão DC o indutor armazenará uma energia magnética. Ao ligarmos a chave S a corrente é nula, pois o indutor se opõe as variações bruscas de corrente. A partir daí aumenta gradativamente segundo uma função exponencial até o valor máximo. S E R L

Semicondutores Dos materiais utilizados no campo da electrónica, temos: CONDUTOR - Material que mantém um fluxo de carga quando uma tensão, de amplitude limitada, é aplicada em seus terminais. ISOLANTE - Material que oferece um nível muito baixo de condutividade quando se aplica uma fonte de tensão. SEMICONDUTOR - Material que mantém um nível de condutividade entre os extremos de um isolante e um condutor. BONS CONDUTORES - Cobre é um bom condutor 29 protões e vinte nove electrões, bem como ouro e prata.

Estrutura atômica do Ge e Si

Materiais semicondutores Os semicondutores possuem 4 electrões na camada de valência tornam-se mais estáveis com a participação dos átomos vizinhos formam-se ligações covalentes partilhando electrões dos átomos vizinhos

Fluxo de electrões e lacunas

Semicondutor Intrínseco É um semicondutor puro, ou seja, todos os átomos do cristal são de silício (Si), ou germânio (Ge) ou arseneto de gálio (GaAs) ou fosfeto de índio. A 273 o C o semicondutor intrínseco comporta-se como um isolante perfeito.

Semicondutor Extrínseco De forma a aumentar a condutibilidade de um semicondutor, é o recurso à adição de impurezas aos átomos. Um condutor dopado é chamado de semicondutor extrínseco. Para aumentar o número de electrões livres, adicionam-se átomos pentavalentes ao silício em fusão, ex.: arsênio (As), antimónio (Sb) e fósforo (P). Este processo é chamado de dopagem.

Semicondutor dopado com antimónio Por possuírem electrões livres em excesso são chamados de material tipo N. Num material tipo N os electrões livres são chamados de portadores maioritários e as lacunas de portadores minoritários.

Para se aumentar o número de lacunas, recorre-se a impurezas trivalentes, cujos átomos possuem apenas três elétrons de valência, ex.: alumínio (Al), boro (Bo) e gálio (Ga). Por possuírem lacunas em excesso são chamados de material tipo P. Num material tipo P as lacunas são os portadores maioritários e os electrões os portadores minoritários. Tipo P Tipo N

O DIODO SEMICONDUTOR JUNÇÃO PN O díodo semicondutor é formado juntando um bloco de material tipo P com um bloco de material tipo N Junção PN Díodo não polarizado No momento da junção haverá uma corrente de difusão, criando uma região de iões negativos e positivos não combinados chamado de Região de Depleção e a distribuição da carga nessa área é chamado de Carga Espacial. A largura da região de depleção dependente dos níveis de dopagem dos materiais P e N. O Campo eléctrico que aparece na região de depleção devido aos íiões positivos e negativos é chamada de Barreira de potencial. À temperatura de 25 o C, a barreira de potencial é aproximadamente 0,3 V para o Ge e 0,7 V para o Si.

Diodo não polarizado

Simbologia O lado P da junção PN é conhecido como anodo (A) do diodo e o lado N como catodo (K).

POLARIZAÇÃO INVERSA DA JUNÇÃO

POLARIZAÇÃO DIRECTA DA JUNÇÃO

Curva característica do diodo

Ruptura ou efeito Zener

Simbologias

Transístores Um transístor bipolar (com polaridade NPN ou PNP) é constituído por duas junções PN (junção base-emissor e junção base-colector) de material semicondutor (silício ou germânio) e por três terminais designados por Emissor (E), Base (B) e Colector (C). Altamente dopado Camada mais fina e menos dopada Menos dopado que o Emissor e mais dopado que a Base Altamente dopado Camada mais fina e menos dopada Menos dopado que o Emissor e mais dopado que a Base N Material semicondutor com excesso de electrões livres P Material semicondutor com excesso de lacunas

Principio de funcionamento Para que o transístor bipolar conduza é necessário que seja aplicada na base uma corrente mínima (V BE 0,7 Volt), caso contrário não haverá passagem de corrente entre o Emissor e o Colector. I B = 0 O transístor não conduz (corte) Se aplicarmos uma pequena corrente na base o transístor conduz e pode amplificar a corrente que passa do emissor para o colector. Uma pequena corrente entre a base e o emissor origina uma corrente entre o emissor e o colector

Utilização O transístor bipolar pode ser utilizado: como interruptor electrónico. na amplificação de sinais. como oscilador.

Polarização Para o transístor bipolar poder ser utilizado com interruptor, como amplificador ou como oscilador tem que estar devidamente polarizado através de uma fonte DC. Para o transístor estar corretamente polarizado a junção PN base emissor deve ser polarizada diretamente e a junção base coletor deve ser polarizada inversamente. Regra prática: O Emissor é polarizado com a mesma polaridade que o semicondutor que o constitui. A Base é polarizada com a mesma polaridade que o semicondutor que a constitui. O Coletor é polarizado com polaridade contrária à do semicondutor que o constitui. Emissor Base Colector Emissor Base Colector P N P N P N + - - - + +

Polarização Emissor Base Colector Emissor Base Colector P N P N P N + - - - + + _ + Rb Rc R b Resistência de polarização de base R c Resistência de colector ou resistência de carga Rb Rc + _

Representação de tensões e correntes V CE Tensão colector - emissor V BE Tensão base emissor V CB Tensão colector - base I C Corrente de colector I B Corrente de base I E Corrente de emissor V RE Tensão na resistência de emissor V RC Tensão na resistência de colector

Relação das correntes + I B Rb Rc I C Considerando o sentido convencional da corrente e aplicando a lei dos nós obtemos a seguinte relação das correntes num transístor bipolar I E = I C + I B I E