- MODELO DE ESTATUTOS - APRESENTAÇÃO

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Transcrição:

CONSELHOS PASTORAIS PAROQUIAIS - MODELO DE ESTATUTOS - APRESENTAÇÃO Dom Augusto César Alves Ferreira da Silva, em 01 de julho de 1989, tornando presente a doutrina do Concílio Vaticano II, as recomendações do Código de Direito Canónico, os documentos do Magistério e os novos apelos da pastoral nesta Diocese de Portalegre-Castelo Branco, publicou, com caráter obrigatório em toda a Diocese, umas Normas Estatutárias para o Conselho Pastoral Paroquial. Isto é, publicou um modelo de Estatutos, para que, a partir dele, cada paróquia elaborasse, de acordo com a sua própria realidade, os Estatutos do seu Conselho Pastoral e, depois de elaborado o texto, fosse submetido à aprovação do Bispo Diocesano. Como sempre, a concretização destes desafios depende muito do zelo, da iniciativa, da cultura de comunhão e do sentido de responsabilidade de cada comunidade e dos seus responsáveis. Neste momento, depois de ouvirmos o Conselho Presbiteral e o Conselho Diocesano de Pastoral, sentimos necessidade de olhar, com mais atenção ainda, para estas instâncias de participação e corresponsabilidade, a nível paroquial e, em muitos casos, a nível interparoquial. A constituição dos mesmos torna-se não só num dever de obediência e comunhão eclesial, mas também é uma exigência da necessidade pastoral de ouvir, conhecer, programar, corresponsabilizar e avaliar o nosso desempenho e o desempenho da Comunidade na missão que nos foi confiada. Assim, sem grandes modificações, apresentamos um novo Modelo de Estatutos dos Conselhos Pastorais Paroquiais na esperança de que sejam levados à prática por cada Paróquia, de forma associada ou não, para gerarem vida e encontro, com alegria e esperança. CAPÍTULO I INSTITUIÇÃO, NATUREZA E COMPETÊNCIA Artigo 1º - Criação, duração e regime 1. De acordo com a recomendação do can. 536 do Código de Direito Canónico e de muitos outros documentos do Magistério da Igreja, é constituído, com a aprovação episcopal e por tempo indeterminado, o Conselho Pastoral da(s) Paróquia(s) de ( ), Arciprestado de ( ). 2. O Conselho Pastoral Paroquial rege-se pelos presentes Estatutos, bem como pelas normas estabelecidas sobre o assunto no direito geral ou diocesano.

Artigo 2º - Natureza e fins 1. O Conselho Pastoral Paroquial é um órgão representativo de toda a paróquia (cfr. Can. 536), em que os membros da comunidade ministros ordenados, consagrados na vida religiosa ou laical e leigos - exercem a sua corresponsabilidade relativamente à ação pastoral da Igreja, no âmbito da paróquia. 2. Constitui, por isso, o seu órgão principal de participação e de diálogo, com o fim específico de ajudar o Pároco: a) a conhecer e refletir a realidade humana, cultural e pastoral em que a paróquia se move; b) a despertar todos os membros para a missão comum; c) a unir e a integrar na comunidade os vários centros de culto e de vida cristã, assim como os diversos serviços, movimentos e grupos que compõem a paróquia; d) a elaborar o plano pastoral da paróquia e a fomentar uma atuação coordenada de todos os sectores; e) a escolher e promover a formação dos elementos mais capazes para os serviços pastorais; f) a rever periodicamente a ação pastoral, em renovação permanente; g) A promover, se necessário, a criação de Obras, Movimentos e novas realidades eclesiais para a promoção da evangelização; h) a informar o Bispo da Diocese sobre a real situação da comunidade. CAPÍTULO II COMPOSIÇÃO E MANDATO Artigo 3º - Composição O Conselho Pastoral Paroquial é presidido pelo Pároco e tem a seguinte composição: a) os presbíteros ou diáconos ligados de maneira estável e definida à vida da paróquia; b) um(a) representante de cada uma das comunidades de vida consagrada estabelecidas na paróquia ou que efetivamente colaborem na vida paroquial; c) um representante, pelo menos, do Conselho Económico Paroquial; d) dois representantes dos leigos de cada centro de culto e de vida cristã; e) um de cada movimento, serviço ou grupo devidamente integrado na orgânica pastoral da paróquia; f) outros membros da paróquia diretamente designados pelo Pároco, tendo em conta os critérios da competência, em número não superior a um quarto do total dos membros referidos nas alíneas anteriores.

Artigo 4º - Modo de designação A designação dos membros do Conselho Pastoral Paroquial referidos nas alíneas b - d do artigo anterior é feita da seguinte forma: a) os da alínea b, por indicação dos superiores das respetivas comunidades de Vida Consagrada; b) os das alínea c, por eleição, dentro dos membros do Conselho Económico Paroquial; c) os da línea d, por indicação do Pároco, depois de ouvir os responsáveis do centro de culto e de vida cristã, se os houver; d) os da alínea e, por indicação dos responsáveis das entidades que vão representar; Artigo 5º - Requisitos básicos para a designação ou escolha 1. São designáveis para o Conselho Pastoral Paroquial as pessoas que, cumulativamente: a) estejam em plena comunhão com a Igreja; b) deem testemunho de vida cristã; c) residam na paróquia ou nela tenham algum trabalho pastoral há, pelo menos, um ano; d) tenham completado 16 anos de idade. 2. Na escolha dos membros do Conselho devem ser tidos em consideração ainda os seguintes critérios: - equilibrada participação de ambos os sexos e de diversos escalões etários; - representação, tanto quanto possível, dos vários sectores socioprofissionais. 3. A mesma pessoa não poderá representar mais do que um organismo, movimento, serviço, sector, zona ou lugar. Artigo 6º - Renovação e duração do mandato 1. A nomeação do Conselho Pastoral Paroquial é feita pelo Bispo da Diocese. 2. O mandato dos membros do Conselho Pastoral Paroquial, indicados no artigo 3º, alínea a, tem a duração do respetivo exercício de funções na paróquia. 3. O mandato dos restantes membros tem a duração de três anos, que pode ser renovado duas vezes. Artigo 7º - Extinção do mandato 1. O mandato dos membros do Conselho Pastoral Paroquial extingue-se: a) por renúncia, aceite pelo Pároco; b) por exoneração.

2. São causas de exoneração: a) a incapacidade de facto; b) a perda de alguns dos requisitos indicados no artigo 5º; c) sendo membro representante, o facto de ter deixado de pertencer à entidade que representa ou de por ela lhe ser retirada a confiança; d) a falta a duas reuniões sucessivas sem motivo justificado. 3. A deliberação de exoneração pertence ao Conselho e exige a maioria de dois terços dos votos dos seus membros, ouvida previamente a pessoa em causa. Artigo 8º - Preenchimento de vagas 1. As vagas que ocorrem no Conselho Pastoral Paroquial serão preenchidas em conformidade com o artigo 4º. 2. As novas designações terão lugar no prazo de trinta dias a contar da abertura da vaga. 3. O mandato dos novos membros a que o presente artigo se refere durará pelo tempo que faltar para completar o triénio em curso. Artigo 9º - Renovação do Conselho Quando se tiver de proceder à renovação do Conselho Pastoral Paroquial a designação dos novos membros será feita em tempo conveniente antes de expirar o mandato dos anteriores, os quais, todavia, só cessarão as suas funções quando os novos membros tomarem posse, o que deve acontecer no prazo de um mês após o termo do seu mandato. CAPÍTULO III ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO Artigo l0º - O Conselho em plenário 1. O Conselho Pastoral Paroquial é presidido, por direito próprio, pelo Pároco (cfr. can. 536 1) ou, no seu impedimento, por um delegado, membro do Conselho. 2. O Conselho tem um secretário, eleito de entre os seus membros, a quem compete secretariar as reuniões. 3. O Conselho reúne-se, ordinariamente, pelo menos duas vezes por ano, por convocação do seu presidente, e, extraordinariamente, sempre que este o julgue necessário ou a pedido escrito de dois terços dos seus membros.

4. Cada reunião do Conselho terá uma ordem de trabalhos enviada a todos os seus membros com a antecedência mínima de quinze dias. 5. Para a validade das reuniões do Conselho requer-se a presença de metade mais um dos seus membros. 6. As votações do Conselho serão de natureza consultiva (cf. Cân. 536 2), exceto as que se referem à exoneração dos seus membros ou os assuntos que digam respeito ao próprio funcionamento do Conselho, nomeadamente à eleição do secretário e do vogal, ou vogais, do Secretariado Permanente. 7. De cada reunião será lavrada ata, que será submetida à aprovação do Conselho na reunião seguinte e, depois de aprovada, subscrita pelo secretário e pelo presidente. 8. Em matéria sobre a qual deva consultar o Conselho, o Pároco deve ter na devida conta o parecer do mesmo Conselho e, quando tiver de decidir de forma diferente, deve, na medida do possível, dar as razões da sua decisão. Artigo 11º - Secretariado permanente 1. O Conselho Pastoral Paroquial tem, como serviço de apoio, um Secretariado Permanente de que fazem parte o presidente e o secretário e, pelo menos, um vogal eleito pelo Conselho, bem como todos os que tiverem nomeação episcopal para o cuidado pastoral daquela paróquia. 2. Compete ao Secretariado Permanente: a) preparar a agenda das reuniões do Conselho; b) providenciar pelo cumprimento das decisões do Pároco ou do Conselho na sequência das votações deste, a teor dos números 6 e 8 do artigo l0º; c) assegurar o expediente do Conselho; d) em caso de urgência e dificuldade de reunir o Conselho, pronunciar-se em matéria da competência deste, devendo, contudo, submeter as posições tomadas à sua ratificação na primeira reunião que se seguir. 3. Dirige as reuniões do Secretariado Permanente o presidente do Conselho, ou, no seu impedimento, o membro do Conselho que ele designar para o efeito. 4. O Secretariado Permanente reúne-se pelo menos uma vez por mês. 5. As posições tomadas constarão da ata que, depois de aprovada, por minuta, no termo de cada reunião, será subscrita pelo secretário e pelo presidente.

Artigo 12º - Grupos ocasionais de trabalho Para estudo ou execução de tarefas determinadas, o Conselho Pastoral Paroquial pode constituir grupos ocasionais de trabalho. Estes grupos serão compostos por membros do Conselho Pastoral Paroquial e, se for útil, por outras pessoas, cabendo a presidência a um daqueles membros. CAPÍTULO IV DISPOSIÇÕES FINAIS Artigo 13º - Resolução de conflitos Qualquer conflito que surja no âmbito do Conselho Pastoral Paroquial deve ser resolvido em diálogo pelos membros do Conselho e, se necessário, com a ajuda do Arcipreste. Em último recurso, pelo Ordinário Diocesano. Artigo 14º - Alterações dos Estatutos Qualquer alteração aos presentes Estatutos terá de ser aprovada pelo Bispo da Diocese. Artigo 15º - Dissolução do Conselho O mandato expira com a saída do pároco, podendo o Bispo Diocesano, a pedido do novo pároco ou equiparado, reconduzir o conselho pelo período necessário até ao fim do mandato. O Conselho Pastoral Paroquial só pode ser dissolvido pelo Bispo da Diocese. Portalegre, 7 de outubro de 2014.