ANNIE KAGAN NO CÉU TUDO É PERFEITO As mensagens que o meu irmão me enviou depois de morrer Tradução de José Loja k
Índice Prefácio... 9 Agradecimentos... 13 Primeira parte: Ainda o Billy Um: O primeiro contacto... 19 Dois: Ainda Billy... 29 Três: A natureza divina de todas as coisas... 37 Quatro: Algo que ninguém me pode tirar... 43 Cinco: Não existe brilhar do sol sem sol... 47 Seis: Holograma... 51 Sete: Missão de salvamento... 57 Oito: Primeiro vem o prazer, depois vem a peste... 61 Nove: As cinzas do Billy... 65 Dez: Vincent... 69 Onze: Mais provas... 73 Segunda parte: Até a alma muda Doze: Ser parte do Universo... 79 Treze: Dois universos que atravessam a luz... 83 Catorze: Não sei... 87 Quinze: Um novo corpo... 91 Dezasseis: A esfera azul-esbranquiçada... 97 7
Dezassete: O estado quântico... 101 Dezoito: Um mundo celestial... 105 Dezanove: A saga da pérola e da ostra... 111 Vinte: O livro da vida... 117 Vinte e um: As tribos da alma... 123 Vinte e dois: Patty Malone... 127 Vinte e três: Um som cósmico... 133 Vinte e quatro: A caixa do Billy... 137 Vinte e cinco: Tex... 141 Vinte e seis: A moeda da graça de Deus... 143 Vinte e sete: A torrente da vida... 147 Vinte e oito: A Sagrada Escritura... 151 Vinte e nove: O funeral... 155 Terceira parte: Da alma até ao espírito Trinta: A morte das memórias... 163 Trinta e um: Shvara Lohana... 167 Trinta e dois: O desfile das almas... 171 Trinta e três: O arco... 175 Trinta e quatro: A gruta da lótus dourada... 179 Trinta e cinco: Irmãos da luz branca... 185 8
Prefácio Este fascinante livro poderá, de início, surpreender e confundir algumas mentes. Afinal de contas, os acontecimentos que expõe parecem absolutamente inacreditáveis e muito além da realidade. Por isso mesmo, fico agradecido à Dra. Kagan por me pedir que escreva este prefácio, que me dá uma oportunidade de falar sobre um dos meus assuntos preferidos: o incrível mundo dos filósofos da Antiga Grécia. Algumas pessoas sentirão dificuldade em acreditar na narrativa da Dra. Kagan sobre as suas aventuras sobrenaturais com o irmão falecido. E é pena, isso, porque os filósofos gregos que fundaram o pensamento ocidental tinham grandes conhecimentos sobre o fenómeno extraordinário que ela descreve. Na verdade, os filósofos gregos até tinham um nome para aqueles que estavam, de alguma maneira, suspensos entre esta vida e a próxima. Chamavam-lhes os caminhantes entre mundos. Estes caminhantes tinham funções sociais importantes. Como Heráclito, filósofo da Antiga Grécia, disse: cuidam dos vivos e dos mortos. Por volta de 600 a. C., uma destas figuras, Etálides, tinha a reputação de conseguir atravessar a barreira entre o mundo físico e o mundo espiritual. Na Antiga Grécia, aos caminhantes entre mundos eram destinadas funções que na sociedade moderna ocidental são realizadas por indivíduos que passaram por experiências de quase-morte. Mais especificamente, são mediadores, intermediários ou mensageiros entre o reino dos vivos e o dos mortos. 9
O filósofo Menipo foi outro famoso caminhante entre mundos. Menipo visitou a dimensão do Além, regressou e escreveu um livro sobre a viagem. Foi enviado de volta para o mundo terreno e encarregado de supervisionar todos os acontecimentos relacionados com os humanos. Depois, transmitia toda essa informação para os seus superiores no mundo do Além de forma a mantê-los atualizados sobre o progresso da Humanidade. Menipo aceitou o seu papel. Tinha uma incrível barba cinzenta e vestia um manto cinzento comprido com um laço vermelho atado à cintura. Caminhava com um cajado feito da madeira de um freixo. Usava um chapéu peculiar onde estavam delineados os signos do zodíaco. Levava a sua missão muito a sério. As experiências vividas pela Dra. Kagan são bastante consistentes com o tipo de papel que os caminhantes tinham na Antiguidade. E isso não me surpreende. Acredito que tais experiências são parte da herança psicológica coletiva da Humanidade e não artefatos específicos de uma determinada cultura. Suspeito que existam muitas outras pessoas como a Dra. Kagan. Contudo, o mundo ocidental tem uma impressão absolutamente falsa de que as suas experiências são impossíveis ou até patológicas. Devido a isso, muitas das pessoas que passam por circunstâncias semelhantes não relatam as suas experiências com medo de serem julgadas ou ridicularizadas. Portanto, saúdo a Dra. Kagan pela sua coragem em escrever este livro. Em 2006, dirigi um seminário sobre o luto para profissionais da área e para trabalhadores de hospícios. Uma empresária que trabalhava para a organização fez-me umas perguntas sobre algo que lhe tinha acontecido numa ocasião em que quase tinha morrido. Tinha sofrido ferimentos graves num acidente de aviação e deixara o corpo durante instantes. De imediato, viu um homem, velho e de manto cinzento, mesmo ao lado dela, na estrada. O homem tinha uma barba cinzenta e comprida, tinha um cajado e usava um chapéu peculiar. Sentiu que o homem estava ali para a levar até ao outro mundo. A propósito, nem tinha referido Menipo ou os outros caminhantes na minha apresentação. Aconteceu simplesmente relatar as suas experiências porque se sentia curiosa. Suspeito que tais 10
encontros tenham acontecido ao longo de milhares de anos e, sem qualquer dúvida, continuam a suceder a bastantes pessoas. O relato intrigante da Dra. Kagan é um excelente exemplo. Dr. Raymond Moody 11
Esta é uma história verídica. Alguns nomes, locais e outros pormenores e ocorrências foram modificados para proteger a privacidade dos intervenientes. A cronologia de alguns acontecimentos foi alterada para facilitar a narrativa. 12