Estatística e Probabilidades

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META DA TAXA SELIC 14,5% 14,25% 13,75% 13,75% 13,5% 13,00% 13,25% 12,75% 12,25% 11,75% 12,75% 12,25% 12,75% 12,50% 12,5% 12,00%

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META DA TAXA SELIC 14,5% 13,75% 14,25% 13,75% 13,5% 13,25% 12,75% 13,00% 12,75% 12,50% 12,00% 12,25% 11,75% 12,5% 11,25% 11,00% 10,50% 11,25% 11,25%

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META DA TAXA SELIC 14,5% 14,25% 13,75% 13,75% 13,5% 13,00% 13,25% 12,75% 12,25% 11,75% 12,75% 12,25% 12,75% 12,50% 12,5% 12,00%

META DA TAXA SELIC 14,5% 13,75% 14,25% 13,75% 13,5% 13,25% 12,75% 13,00% 12,75% 12,50% 12,00% 12,25% 11,75% 12,5% 11,25% 11,00% 10,50% 11,25% 11,5%

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Transcrição:

Estatística e Probabilidades Nesse resumo vamos mostrar como a análise crítica de séries estatísticas podem contribuir para uma compreensão mais precisa da realidade. Todos os dias ouvimos falar sobre uma série de indicadores tais como: IPCA, IDEB, IDH, PISA, IBOVESPA, IGP entre outros. Também ouvimos que no mundo existem países desenvolvidos, países em desenvolvimento e países subdesenvolvidos. É interessante perceber que um país pode ter um PIB grande e mesmo assim não ser considerado desenvolvido. É o caso do Brasil. Há também países que possuem padrões educacionais altos, mas que também não são desenvolvidos. É o caso do Chile. O que é que realmente define se um país é desenvolvido ou não? Seu nível de educação, seu IDH, seu PIB, seu PIB per capita ou uma combinação de fatores? Em que momento um país pode deixar de ser classificado como país em desenvolvimento e ser considerado país desenvolvido? Quem é que faz essa classificação internacional? Essa classificação é livre de intencionalidades? Aliás, quais são os países desenvolvidos do mundo? Como é que eles se tornaram desenvolvidos? Existe um caminho histórico, que seja padrão e que pode ser seguido pelos países em desenvolvimento? Para responder essa e outras questões vamos pensar um pouco. A tabela abaixo mostra que o Brasil ocupa a sexta posição entre os países de maior PIB do mundo. 4000000 3000000 Alemanha Brasil França 2000000 1000000 0 1995 2000 2005 2010 2015 A diferença para a França é pequena e poderá ser superada em alguns anos, conforme fica claro visualizando a série histórica da evolução do PIB destes dois países entre os anos 2000 e 2011.

Mas ainda não há motivos para comemorar. O Brasil tem apenas 17% de suas exportações estão relacionadas a artigos tecnológicos. 46% das nossas exportações estão relacionadas aos recursos naturais (sendo destes, 16% minério de ferro). Para compreender o que isso significa podemos dar um exemplo concreto: A China é um parceiro comercial importante para o Brasil. Para cada tonelada exportada para a China recebemos 150 dólares. Mas pagamos 3.000 dólares para cada tonelada importada da China. Vendemos soja, minério de ferro, frango principalmente e compramos produtos com alto valor agregado. Boa parte dos componentes dos aparelhos de climatização splits, muito populares no Brasil, são importados da China para montagem no Brasil. O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores do mundo em diversos setores como: soja, café, açúcar, minério de ferro, carne bovina, carne suína, frangos, carros, bicicletas, motocicletas, aviões comerciais. Mas a riqueza produzida é desigual. Somente as regiões sul e sudeste do país produzem juntas quase 70% do PIB. A região sudeste produz 53% e somente São Paulo 34%. A região nordeste, apesar dos avanços na última década tem seu PIB na ordem de 13,4%. Existem grandes diferenças entre os PIB per capita das cinco regiões brasileiras. O PIB per capita médio da região Norte foi de R$ 14.326 em 2011. A região Nordeste tem PIB per capita médio de R$ 10.132,00. A região centro-oeste tem PIB per capita de 31.103,00, valor que tem no PIB per capita do Distrito Federal uma grande contribuição: R$ 63.020,00 em 2011. A região Sudeste tem PIB per capita de R$ 27.065,00. E a região Sul tem PIB per capita médio de R$ 25.914,00. No Brasil vem ocorrendo um processo de desconcentração do PIB per capita ao longo da última década, conforme visualizado na Tabela. As regiões norte e nordeste foram as que tiveram as maiores taxas médias anuais de crescimento do PIB per capita, resultado de investimentos combinados entre os diferentes níveis de governo e demais entes privados. Se não podemos mudar o passado, podemos conhecer o presente e planejar estrategicamente o futuro.

http://pt.slideshare.net/cristinaramos/brasil-economia-e-populao-observaes-de-texto-37012840

http://economy.blogs.ie.edu/archives/tag/indice-de-gini

Apesar de os termos países desenvolvidos, em desenvolvimento, emergentes ou até mesmo, de primeiro mundo ou de terceiro mundo serem recorrentes e amplamente utilizados, não existe uma definição ou critérios únicos para identificá-los. O FMI, em seus relatórios, considera economias avançadas 33 países ou territórios: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chipre, Cingapura, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, GrãBretanha, Grécia, Holanda, Hong Kong, Islândia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Luxemburgo, Malta, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, República Tcheca, Suécia, Suíça e Taiwan. O Brasil, com todos os demais países, aparece no grupo de economias emergentes e em desenvolvimento. Outros agrupamentos são ainda mais restritos, como o G7, grupo político que reúne as sete economias supostamente mais industrializadas do planeta Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão.O Brasil faz parte do G20, grupo que une as 20 maiores economias do mundo, colocando lado a lado os países considerados desenvolvidos e os países considerados emergentes. Critérios econômicos Um dos critérios comumente usados para classificar os países é o econômico, baseado na ideia de que a riqueza está ligada ao desenvolvimento. Assim, poderia-se considerar um país desenvolvido quando sua renda per capita atinge um determinado patamar. Mas isso significaria incluir no mesmo grupo de países desenvolvidos nações com alta renda per capita, mas com baixo nível de industrialização ou de qualidade de vida, como é o caso de muitos países produtores de petróleo no Oriente Médio, por exemplo. Segundo os dados do FMI (Fundo Monetário Internacional), o Catar tem a maior renda per capita do mundo, com US$ 83.841 anuais, mas o país não figura em nenhuma das listas usuais de países desenvolvidos. Neste critério, o Brasil está em posição intermediária, na 75ª posição do ranking segundo os dados do FMI (renda per capita de US$ 10.514 anuais) ou na 72ª posição segundo os dados do Banco Mundial (renda per capita de US$ 10.427 anuais). Desenvolvimento Humano Um dos critérios mais sofisticados para definir desenvolvimento é o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), calculado pela ONU para medir os avanços de cada país não somente na economia, mas critérios como saúde e educação. Por este critério, o Brasil aparece em 75º lugar num ranking mundial, no grupo de países considerados de alto desenvolvimento humano, com um índice de 0,813 em uma escala que vai de 0 (menor desenvolvimento humano) a 1 (maior desenvolvimento humano). A ONU considera os 38 primeiros países do ranking, com um índice superior a 0,900, como nações de desenvolvimento humano muito alto. A Noruega, com índice 0,971, lidera o ranking. O Brasil somente entrou no grupo das economias de alto desenvolvimento em 2007 e ainda está abaixo, neste critério, de países latino-americanos como Chile (44º do ranking, com índice 0,878), Argentina (49º, 0,866) e Venezuela (58º, 0,844). Ainda assim, o país está mais avançado do que outras grandes economias emergentes como Turquia (79º lugar, com IDH 0,806), China (92º, 0,772) e Índia (134º, 0,612). A China e a Índia estão no grupo de países de desenvolvimento humano médio.

OCDE A participação como membro na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) também é muitas vezes citada como carimbo da aceitação dos países no grupo das economias desenvolvidas. A organização tem 34 membros, incluindo a União Europeia. O Brasil não é membro da OCDE, mas dois outros países latino-americanos são: o Chile e o México. Mas o Comitê de Desenvolvimento e Assistência da OCDE reúne 23 países mais a União Europeia (UE) em um grupo de grandes doadores de ajuda internacional - Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, Suécia e Suíça. Ficam de fora do comitê outros dez membros da OCDE: Chile, Eslováquia, Eslovênia, Hungria, Islândia, Israel, México, Polônia, República Tcheca e Turquia. G20 Africa do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia. A União Europeia também faz parte do Grupo, representada pela presidência rotativa do Conselho da União Europeia e pelo Banco Central Europeu.