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ANÁLISE DE CIRCUITOS I ( AULA 02)

Transcrição:

1 Roteiro elaborado com base na documentação que acompanha o conjunto por: Osvaldo Guimarães PUC-SP Equipamentos 127 V 220 V Multímetro digital 07134.00 07134.00 1 Cabo de conexão, 32A, 50cm, vermelho 07361.01 07361.01 1 Cabo de conexão, 32A, 50cm, azul 07361.04 07361.04 1 Amplificador de medidas DC E 13620.98 13620.93 1 Este conjunto é composto por um amplificador DC extremamente sensível ficha técnica a seguir, multímetro digital e cabos de conexão. A montagem adequada permite a mensuração de intensidades de corrente muito pequenas (modo corrente I no amplificador), como por exemplo, no experimento de Franck-Hertz, ou baixíssimas tensões (modo tensão U no amplificador), ou ainda pequenas cargas (modo carga Q no amplificador). No amplificador há duas conexões BNC para a entrada dos sinais da grandeza a ser medida: superior U ou Q; inferior I. Como saída, o amplificador nos fornece uma tensão que é medida com um multímetro e interpretada de acordo com a escala que nele estiver sendo usada.

2 Amplificador DC Ficha Técnica 1. Finalidades e características O amplificador de medida de corrente contínua é um aparato de aplicação versátil para a medição de pequenas correntes DC, para medição de cargas especialmente em experimentos de eletrostática, assim como para a medição quasistática de tensões contínuas. A comutação para uma das 19 escalas de medidas se faz mediante pulsadores. Uma matriz de LEDs mostra a escala de medida ativa. Ao valor de fundo de escala corresponde uma tensão de saída de 10 V. Para a leitura da tensão na saída pode-se usar um voltímetro ou aparatos para aquisição de dados, como por exemplo, a interface COBRA3 para computador.

3 2. Operação O amplificador de medida de corrente contínua se conecta à rede elétrica de corrente alternada por um cabo de três pinos que acompanha o conjunto. Assegure-se de que a tensão da rede é a adequada (127 V ou 230 V) às especificações que constam da placa metálica presa à carcaça. O porta-fusíveis retangular, situado acima do conector do aparato, pode ser aberto com uma chave de fenda comum, ou algo semelhante, desde que tenha sido removido o cabo de conexão. Fusível de troca M 0,2 C. O interruptor de alimentação da rede se encontra na parte posterior. O aparelho está preparado para operação imediatamente após ser ligado. Para obter-se as precisões de medida especificadas, recomenda-se uma espera de cerca de 5 minutos antes da operação efetiva, para aquecimento e estabilização dos circuitos. 2.2 Elementos funcionais e de operação 1.1 Conector BNC entrada I, Q. Para conexão do circuito de medida nos modos de funcionamento: intensidade de corrente I ou carga Q. Os pólos do conector correspondem ao terminal energizado e ao terra. 1.2 Conector BNC entrada U. Para conexão do circuito objeto das medidas no modo Medição de Tensões. Da mesma forma que o primeiro conector, os pólos correspondem ao terminal energizado e ao terra. 2 Pulsador I Para seleção do modo de funcionamento Medição de intensidade de corrente. 3 Tecla Para seleção do modo de funcionamento Medição de cargas. 4 Pulsador U Para ativação do modo de funcionamento Medição de tensões. 5 Conector terra Unido internamente ao terra do aparelho. 6 Par de conectores de saída

4 Para conexão de um aparelho de medida (multímetro ou interface de coleta de dados). O fundo de escala dessa saída é 10 V. A partir de uma tensão de saída de aproximadamente 10,5 V se ativa a limitação interna de tensão e os valores de saída não correspondem mais às medidas. 7 Pulsador INVERT Para inversão do sinal de saída. 8 Pulsador Para redução da escala de funcionamento em todos os modos de operação. 9 Pulsador Para amplificação da escala de funcionamento em todos os modos de operação. 10 Matriz de LEDs Para indicação do modo de funcionamento e da escala utilizada. 11 Pulsador Para zerar a carga residual que porventura tenha permanecido no aparelho quando se utiliza o modo de funcionamento Q. 12 Botão giratório Para ajuste elétrico do ponto zero. Esse ajuste deve ser feito no modo de funcionamento I se a entrada estiver aberta (escala de 10 na). No modo de funcionamento Q deve-se curto-circuitar-se a entrada (1.2). Numa transição para escalas mais sensíveis deve-se refazer o ajuste do zero. 2.3 Generalidades As medidas feitas nas escalas mais sensíveis podem resultar afetadas por cargas eletrostáticas e tensões de indução. Nas imediações de transmissores de alta freqüência de grande potência (e.g. emissores de rádio), pode ocorrer que o sinal de saída do aparato fique fora das tolerâncias indicadas. As seguintes providências podem minimizar essas distorções: Utilização de cabos isolados. Manejo sobre uma base condutora aterrada. Prevenção para que não haja movimentações dos instrumentos durante as medições.

5 Os pulsadores 8 e 9 para comutação da escala de medida só atuam se mantidos pressionados durante um breve intervalo. Mantendo-se pressionado o pulsador (t > 0,5 s) as escalas de medidas vão sendo ativadas sucessivamente. Os cabos de conexão não devem ter mais do que 3 m de comprimento. 2.4 Medição de intensidades de corrente A queda de tensão durante as medidas não excede 0,5 mv. Na conexão com o circuito objeto de medida deve ser observado que o pólo exterior do conector BNC esteja ligado ao terra, ou seja, a questão da polaridade não é indiferente como ocorre na maioria dos multímetros. A resistência do circuito externo deve possuir um valor mínimo determinado para que o amplificador trabalhe com precisão. Esses valores mínimos dependem da escala que está sendo utilizada e estão especificados no item Dados técnicos. Quando se opera com valores inferiores a esses há distorção nas medidas. Apesar da reduzida resistência de entrada, o amplificador está é eficazmente protegido contra sobrecargas, mesmo operando no modo Medida de corrente. Observando-se que a tensão de entrada não supere 250 V DC, o aparelho estará protegido. 2.5 Medição de tensões No modo de funcionamento Medição de tensões, a entrada 1.2 possui uma resistência muito elevada, superior a 10 11 Ω. Medidas precisas requerem que a resistência do circuito externo seja, pelo menos, 1000 vezes inferior, ou seja, menor do que 10 8 Ω. Mesmo em circuito aberto, é inevitável que a tensão de saída não se anule devido à intensidade mínima de corrente elétrica que circula pelo amplificador operacional. Assim, se um multímetro é acoplado à saída, sua indicação não é nula. Portanto, antes de efetuar-se cada medida de tensão, primeiro deve-se curto-circuitar a entrada 1.2 para então se ajustar o zero. Se a entrada estiver curto-circuitada, o aparato de medida acoplado à saída deve apresentar leitura nula. Caso isso não ocorra, ajuste o zero com o botão giratório 12. (Uma compensação do zero na escala de intensidade de corrente de 10 na (ver mais acima), em geral, também proporciona um zero suficientemente exato para a o modo de funcionamento U ). Medidas de tensão também são possíveis no modo de funcionamento Medição de carga (tópico 2.6). Neste modo de funcionamento, a estabilização fica mais lenta, o que pode ser útil quando se quer evitar sinais parasitas.

6 2.6 Medição de cargas Este modo de funcionamento coincide em grande parte com o modo U, com a diferença que a entrada tem conectada a si, em paralelo, um capacitor de medida de alta qualidade de 100 nf. Deste modo, a partir das escalas de medidas de tensões 10 V... 1 mv se obtém as escalas de medidas de cargas de 1000 nas... 0,1 nas, pois Q = CU. Para a medição da carga armazenada em um capacitor que liguemos à entrada, devemos primeiro zerar a carga residual do capacitor interno usando o botão 11. O capacitor cuja carga queremos medir deve estar desconectado da fonte. A carga pode ler-se imediatamente. Esta técnica de medida pressupõe que a carga se transfira integralmente do capacitor C ao capacitor do amplificador C 0. Essa condição fica garantida se C0 >> C. Se essa condição não for observada, a carga real Q se calcula a partir do valor lido Q da seguinte forma: Q = 1 + Atenção: C C 0 Q' Não deve ser ultrapassada a tensão máxima de 250 V na entrada do amplificador, mesmo neste modo de funcionamento. Há considerável risco de danos aos componentes eletrônicos nos experimentos eletrostáticos. O condutor cuja capacidade se quer medir deve estar desligado da fonte que o carregou.

7 3. Dados técnicos Generalidades Entrada Proteção contra sobrecargas Saída Tensão de saída Resistência de saída Proteção contra sobrecarga conectores tipo BNC - fêmea ±250V em todos modos de operação Par de conectores fêmea 4mm 0...10V 1 kω protegido contra curtos-circuitos Medidas de intensidade de corrente Faixas de medidas 100µA. 10µA...10pA (8 faixas) Precisão 3% Desvio do ponto zero 0.5%/K Queda de tensão 0.5mV

8 Resistência externa mínima Faixa Valor 100µA 100Ω 10µA 1kΩ 1µA 10kΩ 100nA 100kΩ 10nA 1MΩ 1nA 10MΩ 100pA 100MΩ 10pA 1GΩ Medidas de tensão Escalas de medidas Precisão Deslocamento do ponto zero Resistência interna 10V, 1V...100µV (6 escalas) 3% (escalas 10V...1mV) 5% (escala 100µV) 1%/K (escalas 10V...1mV) 2%/K (escala 100µV) >10 11 Ω Medidas de carga Escalas de medidas 1000nAs, 100nAs...0.1nA (5 escalas) Precisão 3% Capacitor de medida 100nF ± 1% Resistência do isolamento > 5 1012Ω Carga própria < ± 12pAs / min