Teoria do texto Poético

Documentos relacionados
A Poética de Aristóteles (1) a.c.

ARISTÓTELES E A ARTE POÉTICA. Prof. Arlindo F. Gonçalves Jr.

Teatro Grego. Teatro de Dioniso Atenas 2011 Foto: Virginia M. Riccobene

Um olhar estético sobre as tragédias gregas. Prof. Arlindo F. Gonçalves Jr.

Gêneros Literários OBRAS LITERÁRIAS: QUANTO À FORMA = VERSO & PROSA QUANTO AO CONTEÚDO = GÊNEROS LITERÁRIOS

Gêneros Literários. Drama. Imita a realidade por meio de personagens em ação, e não da narração. Poética de Aristóteles

M a n u e l C e l e s t i n o V i l e l a T e i x e i r a d e A l m e i d a

RESOLUÇÃO Nº 030/2012 CONSEPE (Vide Resolução nº 007/2013-CONSEPE)

Figura I Experiência prévia em Teatro dos alunos do 1º período do Curso de Graduação em Teatro da EBA/UFMG no 1º semestre de 2009.

Prefeitura Municipal de Venda Nova do Imigrante

ARTE GREGA Por arte da Grécia Antiga compreende-se as manifestações das artes visuais, artes cênicas, literatura, música, teatro e arquitetura, desde

LITERATURA: GÊNEROS E MODOS DE LEITURA - EM PROSA E VERSOS; - GÊNEROS LITERÁRIOS; -ELEMENTOS DA NARRATIVA. 1º ano OPVEST Mauricio Neves

SUMÁRIO PLANO DECENAL MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE ITUIUTABA-MG

Prefeitura Municipal de Venda Nova do Imigrante

Dedução Natural para Lógica Proposicional

Português 11º ano PLANIFICAÇÃO ANUAL Ano letivo 2016/2017

Onde se lê: Leia-se: Onde se lê, no art. 15:

GÊNEROS LITERÁRIOS. Dramático, Épico, Narrativo e Lírico

DISCIPLINAS OPTATIVAS PARA OS CURRÍCULOS, CRIADOS A PARTIR DE 2006, DO CURSO DE LETRAS

ÍNDICE ÍNDICE DE GRÁFICOS... VI ÍNDICE DE QUADROS... VII AGRADECIMENTOS... IX RESUMO... XI INTRODUÇÃO... 1 CAPÍTULO I ENQUADRAMENTO TEÓRICO...

Sumário APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO QUESTÕES CESPE COMENTADAS Transferência de empregados Capítulo III

ANEXO I. Tabela I Reitoria. Nível Cargo Vagas

Ementas por Currículos

Elenco de Disciplinas do Dellin RES. N. 103/00-CEPE RES. N. 33/03-CEPE RES. N. 10/07-CEPE

1º Período º Período º Período

Roteiro de Leitura de Direito Constitucional II 1º Semestre

Curso Técnico de Restauração - variante de Cozinha/Pastelaria*

MANUAL DE NORMAS DIREITO CREDITÓRIO DE EXPORTAÇÃO

Ementas por Currículos

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DO SEGURADO EMPREGADO, DOMÉSTICO E AVULSO

Estudo dos gêneros literários

Ementas por Currículos

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA PORTARIAS DE 22 DE JUNHO DE 2012

RESOLUÇÃO Nº 084/2015 CONSU/IFAC.

O que é o teatro? Uma das mais antigas expressões artísticas do Homem; Tem origem no verbo grego theastai (ver, contemplar, olhar), e no vocábulo greg

2ª feira 02/Dez/ Edição nº de Umuarama.


Notícias Consolidação das Leis Federais

DEPARTAMENTO DE LÍNGUAS 2017 / 2018

Narrativa: Elementos Estruturais (1)

LEI Nº De: 04 de julho de A CÂMARA MUNICIPAL DE UMUARAMA, ESTADO DO PARANÁ, aprovou, e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei:

Estabelece os elementos mínimos que devem ser observados pelas sociedades seguradoras na emissão de apólices e certificados de seguro.

RESOLUÇÃO Nº. 185 DE 14 DE DEZEMBRO DE 2011.

MATRIZ CURRICULAR DE PSICOLOGIA MÓDULO FUNÇÕES SUB-FUNÇÕES C/H Bases Humanas e Ciências Humanas MÓDULO I Sociais Ciências Sociais Comportamento

PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA ANA LISS. Bom Despacho-MG

HORÁRIO 2019 (B) CURSO DE LETRAS

LETRAS HORÁRIO ANO / 1º SEMESTRE - PERÍODO DIURNO E NOTURNO ANO HORÁRIO SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

ATIVIDADES COMPLEMENTARES LETRAS UFGD

ATO DO ADMINISTRADOR FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS MULTISETORIAL SILVERADO OUTLIER III. CNPJ/MF nº

HORÁCIO CARTA AOS PISÕES (POÉTICA)

Índice Sistemático. Obras e Estudos do Autor... XIII Nota da Atualizadora... XVII Prefácio... XXIII. Parte Primeira INTRODUÇÃO AO DIREITO CIVIL

PROPOSTA CURSO DE LETRAS HORÁRIO 2017

HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA C/H 170 (1388/I)

Prefácio 17 Explicação necessária 19

INSTRUÇÃO INFORMÁTICA N.º 36/2007 CONTROLO DE PRAZOS DE REGULARIZAÇÃO DE SINISTROS DE DANOS MATERIAIS COM DANOS CORPORAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

FACULDADE METODISTA GRANBERY - MATRIZ CURRICULAR - CURSO DE ADMINIS

Administração Pública

Capítulo XII - A Comissão Mercantil A comissão mercantil e seu alcance 36. Traços distintivos Contornos legais.

Programa de estudos do Livro dos Médiuns Sexta-feira

Capitulo I Dos Pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC

QUADRO DE VAGAS SiSU º SEMESTRE. Não Optante (60%) Não Optante (60%)

P L A N I F I C A Ç Ã O A N U A L

Federação Espírita Catarinense 14ª União Regional Espírita Departamento de Estudo e Divulgação Doutrinária PROJETO O CONSOLADOR

Plano de Manutenção Predial Preventiva

1º PERÍODO (Aulas Previstas: 64)

ANEXO I EDITAL Nº 112/2015 QUADRO DE VAGAS PARA O PROCESSO SELETIVO VESTIBULAR 2016

- Realização do teste diagnóstico.

EDITAL 019/2018 CHAMADA PÚBLICA PARA PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS NA REVISTA DIÁLOGO E INTERAÇÃO ISSN

- Realização do teste diagnóstico.

Prefeitura Municipal de Palmeira dos Índios publica:

Transcrição:

Teoria do texto Poético Poética de Aristó UFPA, Belém, 2010. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 11

Poética de Aristó a) definição (VI) objeto: meio: modo: homens de caráter elevado; linguagem ornamentada (ritmo, melodia e canto); cênico, dialogado, dramático. objetivo/efeito: Catártico. Catarse = temor e comiseração. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 22

Poética de Aristó b) Partes qualitativas (VI): internas externas mito; (fábula, história...) caráter; idéia; ia; (qualidade moral) (pensamento, elemento lógicol gico) elocução; (falas) melopéia; (canto coral) espetáculo. objeto meios modo Conforme a importância. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 33

Poética de Aristó c) o estudo da tragédia como mito (VII a XI) O mito deve obedecer os critérios rios da necessidade e da probabilidade (verossimilhança); a); Do infortúnio nio à ventura ou da ventura ao infortúnio. nio. 1º - a ação a corresponde a um todo de certa extensão (VII) e uno (VIII); Unidade de ação a = unidade poética + unidade histórica. 2º - Poesia e História (IX); Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 44

Poética de Aristó c) o estudo da tragédia como mito (VII a XI) (cont.) 3º - níveis de qualidade do mito: Episódicos (inferiores): sem verossimilhança a e sem necessidade; Com efeito surpresa (superiores); por obra do acaso, da sorte, ou de propósito. 4º - espécies de mitos (X): Simples: Complexos: 5º - partes do mito (XI): sem peripécia e sem reconhecimento; com peripécia ou com reconhecimento ou ambos. peripécia; reconhecimento; catástrofe (patético): tico): ação a que representa dor, destruição, efeito violento. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 55

Poética de Aristó d) partes quantitativas (XII): prólogo parte completa da tragédia, que precede a entrada do coro ; episódio parte completa entre dois corais ; êxodo parte completa, à qual não sucede canto do coro ; coral (párodo e estásimo) simo) entre os corais, o párodo p é o primeiro, e o estásimo simo é um coral desprovido de anapestos e troqueus ; kommós canto lamentoso da orquestra e da cena a um tempo.. (Os kommós s são peculiares a apenas algumas tragédias). Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 66

Poética de Aristó e) situação e herói i trágicos (XVIII apontamentos no XI) Perfil do herói:... O herói i em situação intermediária; ria; [...] aquele que nem sobreleva pela virtude e justiça, nem cai no infortúnio nio em conseqüência de vício v ou maldade, senão de algum erro, figurando entre aqueles que desfrutam grande prestígio e prosperidade; por exemplo, Édipo, Tiestes e homens famosos de famílias como estas.. (pág. 32) Também m são exemplos: Hamlet, Macbeth e Otelo no teatro de Shakespeare. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 77

Poética de Aristó e) situação e herói i trágicos (XVIII apontamentos no XI) Fábula ideal (bem sucedida): Singela (simples): uma única ação. a Passagem da dita à desdita devido a um erro (hamart( hamartía) ) [ocorrido seja por ignorância, seja por tentar fugir do destino] 2ª fábula ideal dupla intriga, desfechos diferentes. Mais adequada à comédia. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 88

Poética de Aristó e) situação e herói i trágicos (XVIII apontamentos no XI) Fábula ideal (bem sucedida) Singela (simples): uma única ação. a Passagem da dita à desdita devido a um erro (hamart( hamartía) 2ª fábula ideal dupla intriga, desfechos diferentes. Mais adequada à comédia. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 99

Poética de Aristó f) o efeito próprio prio da tragédia e as ações a que levam à sua produção (XIV); Formas de praticar as ações a na tragédia: a personagem conhece os fatos, mas não age (ex: Antígona, de Hêmon) *. a personagem conhece os fatos e age violentamente (ex: Medéia, de Eurípedes, matando os filhos); a personagem age, desconhecendo que háh malvadez nos seus atos, sós sabendo disso depois (ex: Édipo, de Sófocles); S a personagem irá agir de forma terrível, por desconhecimento, mas, antes de fazê-lo, reconhece a vítima. v Conforme a qualidade da encenação. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 10 10

Poética de Aristó g) estudo dos caracteres (qualidade moral) e da verossimilhança a (XV) Bondade (bons); Conveniência (adequados); Semelhança a (oposto a chocante) (hisp: verossimilitud); Coerência (constância) (hisp: consistencia). Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 11 11

Poética de Aristó h) espécies de reconhecimento (XVI) por meios de sinais exteriores, congênitos ou não; forjado pelo poeta; por meio de uma lembrança a esclarecedora; por silogismo (argumento lógico), l ou do paralogismo (falso raciocínio); por meio das próprias prias ações a do mito (da própria pria intriga). Conforme a qualidade. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 12 12

Poética de Aristó i) normas a serem observadas pelo poeta trágico (XVII e XVIII) Produzir um efeito de proximidade dos fatos representados; Usar argumentos (tradicionais ou inventados) dos gerais para os específicos; (XVIII) Outra forma de divisão da tragédia: Nó (enredo): do princípio pio até a reviravolta. Desenlace (desfecho): da reviravolta até o fim. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 13 13

Poética de Aristó i) normas a serem observadas pelo poeta trágico (XVII e XVIII) Quatro espécies de tragédia: Tragédia complexa: constituída de peripécia e reconhecimento; Tragédia catastrófica: patética tica ou de efeitos lentos; Tragédia de caráter; Tragédia episódica. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 14 14

Poética de Aristó j) estudo do pensamento (XIX): Estudado junto com a retórica, rica, visa aos seguintes efeitos: Demonstrar e refutar; Suscitar emoções violentas: piedade, cólera... c Amplificar ou reduzir o valor das coisas. Sem, entretanto, ser necessário interpretação explícita. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 15 15

Poética de Aristó l) estudo da elocução (XIX a XXII): (XIX) Pouca relevância desse estudo para o poeta e para a poética. (XX) Apresenta um estudo do todo da linguagem. (XXI) Nomes e suas espécies e os tipos de desvios que distinguem os nomes. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 16 16

Poética de Aristó A teoria da Tragédia (cap. VI a XXII) l) estudo da elocução (XIX a XXII): (XXII) Apresenta um conjunto de normas para o uso correto dos nomes na elocução poética. Por visar à clareza e à elevação, A. preconiza a mistura e uso discreto de toda espécie de vocábulos, mas enfatiza a importância do uso das metáforas. Relação entre as espécies de nomes e os diversos gêneros poéticos. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 17 17

Poética de Aristó A teoria da Epopéia (cap. XXIII e XXIV) a) a semelhança a com a teoria da tragédia (XXIII e XXIV) Definição: narrativa metrificada,, cujas fábulas f devem-se compor em torno duma ação a inteira e completa, com início, meio e fim a fim de (como um organismo vivo) obter um seu efeito peculiar. Difere das narrativas históricas que apresentam várias v ações a ocorridas a vários v personagens. Entretanto, vários v poetas incidem nesse erro. Por norma deverá ter: um único herói i ou um sós tempo, ou duma sós ação. veja todo o primeiro parágrafo do cap. XXIV. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 18 18

Poética de Aristó A teoria da Epopéia (cap. XXIII e XXIV) b) Diferenças entre epopéia e tragédia (XXIV) A extensão alongada devido a ubiqüidade idade (simultaneidade de fábulas f ou ações): a na epopéia podem-se relatar várias v partes do mito simultaneamente (m.38) A métrica: m o metro heróico: mais pausado e amplo,, ideal para os termos raros e as metáforas foras (A. pág. p 47) Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 19 19

Poética de Aristó A teoria da Epopéia (cap. XXIII e XXIV) c) Os méritos m de Homero (alguns) (XXIV) Impessoalidade na narrativa; o poeta ausente da imitação; Discurso direto e caracterização das personagens; Uso do paralogismo. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 20 20

Poética de Aristó A poesia (arte literária) ria) e a verossimilhança a (cap. XXV) a) Mímese M e referência externa O poeta imita de três maneiras: reproduzindo os originais como eram ou são (presente ou passado); reproduzindo os originais como dizem ou parecem (opinião pública); p reproduzindo como deveriam ser (situação ideal). Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 21 21

Poética de Aristó A poesia (arte literária) ria) e a verossimilhança a (cap. XXV) b) erros contras a mímese: m mese: de ordem poética e acidentais Erro de ordem poética (essencial): quando o poeta resolve apresentar um ser original e não o imita corretamente por incapacidade. Erro acidental (extrínseco à poesia): quando erra na concepção do original; quando se engana ao falar de uma arte particular; quando cria coisas impossíveis. Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 22 22

Poética de Aristó A poesia (arte literária) ria) e a verossimilhança a (cap. XXV) c) a resposta à crítica da mímesem mese O impossível se justifica pelos efeitos da representação; É mais grave um erro essencial que um erro acidental. O campo da mímese m mese não se circunscreve ao da verdade, mas ao do possível; Soluções para outros problemas críticos (quadro) Prof. Prof. MSc. MSc. Abilio Abilio Pacheco Pacheco --Teoria Teoria do do Texto Texto Poético Poético UFPA UFPA 2010 2010 23 23