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Transcrição:

BUNGEPREV Fundo Múltiplo de Previdência Privada Estatuto Aprovação Portaria 2496, de 08/09/2008

ÍNDICE DA SOCIEDADE 3 DOS MEMBROS 4 I DAS PATROCINADORAS 4 V - DO PATRIMÔNIO E DO EXERCÍCIO SOCIAL 7 IV- DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS 6 Seção I Do Patrimônio 7 Seção II Do Exercício Social 7 VI DOS ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS 8 Seção Do Conselho Deliberativo 9 Seção Da Diretoria Executiva 13 Seção I Do Conselho Fiscal 16 Seção IV - Das Assembléias das Patrocinadoras 18 Seção V DA Responsabilidade dos Conselheiros e Diretores 19 V DOS RECURSOS ADMINISTRATIVOS 20 X DAS ALTERAÇÕES 20 XIX - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS 20 Seção I Das Disposições Transitórias 20 Seção II Das Disposições Gerais 21 2

Da Sociedade Art. 1º - O BUNGEPREV Fundo Múltiplo de Previdência Privada, doravante denominado Sociedade, é uma entidade fechada de previdência complementar multipatrocinada, pessoa jurídica de direito privado, constituída sob a forma de sociedade civil, sem fins lucrativos, com autonomia administrativa, patrimonial e financeira. Art. 2º - A Sociedade terá sede e foro na Cidade de Gaspar, Estado de Santa Catarina, podendo manter representações regionais ou locais. Art. 3º - A Sociedade terá como finalidade instituir, administrar e executar planos privados de concessão de benefícios de natureza previdenciária, destinados aos empregados dos patrocinadores e respectivos dependentes, nas condições previstas nos Regulamentos Específicos dos respectivos planos de benefícios, para os quais tenha aprovação do órgão regulador e fiscalizador competente. 1º - A Sociedade poderá administrar plano ou conjunto de planos de benefícios de natureza previdenciária para diversos grupos de participantes vinculados às patrocinadoras ou grupo de empresas, que reger-se-á por este Estatuto e pelos Regulamentos Específicos dos respectivos planos. 2º - A Sociedade poderá instituir programas de natureza financeira, a fim de conceder empréstimos aos Participantes e/ou Beneficiários, obedecidos os preceitos legais e regulamentares aplicáveis. 3º - Nenhum benefício poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente receita de cobertura, devendo ter aprovação do Conselho Deliberativo, da respectiva patrocinadora e do órgão regulador e fiscalizador competente. Art. 4º - A Sociedade reger-se-á por este Estatuto, pelos Regulamentos Específicos dos Planos de Benefícios, por instruções e outros atos que forem baixados pelos órgãos competentes de sua administração e pela legislação a ela aplicável. Art. 5º - A Sociedade poderá estabelecer acordos e convênios com entidades públicas e privadas, objetivando o melhor cumprimento de suas finalidades. Parágrafo Único A Sociedade adotará princípios, regras e práticas de governança, gestão e controles internos adequados ao porte, complexidade e riscos inerentes aos planos de benefícios operados, de modo a assegurar o pleno cumprimento de seus objetivos. Art. 6º - O prazo de duração da Sociedade é indeterminado. 3

Dos Membros Art. 7º - São membros da Sociedade: as Patrocinadoras, definidas no Capítulo III; os Participantes, assim consideradas as pessoas físicas que aderirem aos planos de benefícios administrados pela Sociedade; I os Assistidos, considerados o participante ou seu beneficiário em gozo de benefício de prestação continuada. I Das Patrocinadoras Art. 8º - São patrocinadoras em relação aos planos de benefícios administrados pela Sociedade: as pessoas jurídicas: Bunge Alimentos S.A, Bunge Armazéns Gerais Ltda, Bunge Fertilizantes S.A, Fertimport S.A, Fundação Bunge, Solae do Brasil Indústria e Comércio de Alimentos Ltda e Terminal Marítimo de Guarujá S.A; a própria Sociedade, na qualidade de patrocinadora de plano de benefícios para os seus empregados; I qualquer pessoa jurídica que, mediante assinatura de convênio de adesão vier a formalizar a sua condição de patrocinadora. Parágrafo Único - A Bunge Alimentos S.A. será a patrocinadora principal. Art. 9º - A admissão de qualquer pessoa jurídica na qualidade de patrocinadora de plano de benefícios de caráter previdenciário será precedida de aprovação do Conselho Deliberativo, sujeito à homologação da patrocinadora principal e celebração de convênio de adesão. 1º - O convênio de adesão deverá conter: qualificação das partes e seus representantes legais; indicação do plano de benefícios da natureza previdenciária a que se refere a adesão; I cláusulas referentes aos direitos e às obrigações das patrocinadoras e da Sociedade; IV - cláusula com indicação do início da vigência do convênio de adesão; V - cláusula com indicação de que o prazo de vigência será por tempo indeterminado; 4

V condição de retirada das patrocinadoras; V previsão de solidariedade ou não, entre patrocinadoras, com relação aos respectivos planos patrocinados; VI foro para dirimir todo e qualquer questionamento oriundo de convênio de adesão. 2º - O Convênio de Adesão será submetido à aprovação órgão regulador e fiscalizador competente. Art. 10 - A retirada da patrocinadora dar-se-á: a seu requerimento; por sua extinção; I no caso de fusão ou incorporação a uma pessoa jurídica não patrocinadora; IV - a critério do Conselho Deliberativo, no caso da intervenção de qualquer agente ou órgão governamental na direção de qualquer Patrocinadora e, automaticamente, no caso da apreensão ou desapropriação por qualquer agente de órgão governamental do patrimônio, no todo ou em parte, dessa Patrocinadora; V - no caso de descumprimento do estabelecido no convênio de adesão firmado entre as partes. 1º - A retirada de qualquer patrocinadora será precedida de aprovação do Conselho Deliberativo, sujeito à homologação da patrocinadora principal e do órgão regulador e fiscalizador competente. 2º- Na hipótese dos incisos I e V deste artigo, a critério do Conselho Deliberativo e autorizado pelo órgão regulador e fiscalizador competente, a patrocinadora poderá cessar suas contribuições, após o cumprimento de todas as suas obrigações perante a Sociedade, conforme legislação vigente. 3º - Na hipótese dos incisos II e III deste artigo, as contribuições daquela patrocinadora cessarão após o cumprimento de todas as suas obrigações para com a Sociedade. Art. 11 - As patrocinadoras terão integral responsabilidade pela manutenção dos planos de benefícios que patrocinam e pelas obrigações assumidas perante a Sociedade, previstas no respectivo Regulamento Específico e no Convênio de Adesão, até a data da retirada. Parágrafo Único - Não haverá solidariedade entre as patrocinadoras, salvo se o Convênio de Adesão dispuser o contrário. Art. 12 - As patrocinadoras não responderão, pessoal ou subsidiariamente, pelas obrigações assumidas pela Sociedade, observada a legislação vigente. 5

Art. 13 - Em qualquer caso de retirada ou de cessação de contribuições por parte de patrocinadora, a cobertura dos benefícios para os participantes em atividade e assistidos daquela patrocinadora será feita de acordo com o disposto no Regulamento Específico e respectivo Convênio de Adesão, observada a legislação vigente. Parágrafo Único - Havendo a retirada da patrocinadora principal, as patrocinadoras remanescentes indicarão a sua substituta. IV- Dos Planos de Benefícios Art. 14 - Os planos de benefícios administrados pela Sociedade serão regidos pelos respectivos Regulamentos Específicos, obedecerão a legislação aplicável e deverão ser oferecidos a todos os empregados de patrocinadoras, sendo facultada a adesão como participante. 1º - O Regulamento Específico será o documento que normatizará o plano de benefícios, definirá os procedimentos sobre a inscrição e manutenção de participantes e dependentes, o cancelamento dessa inscrição, os direitos e obrigações dos seus membros, observadas as disposições estabelecidas neste Estatuto, no Convênio de Adesão e na legislação aplicável. 2º - Os planos de benefícios poderão ser extintos, observados os preceitos legais pertinentes, após aprovação do Conselho Deliberativo, das respectivas patrocinadoras e do órgão regulador e fiscalizador competente. 3º - O oferecimento do plano de benefícios previsto no caput deste artigo não se aplica aos planos em extinção, assim considerados aqueles aos quais esteja vedado o acesso a novos participantes. 6

V - Do Patrimônio e do Exercício Social Seção I Do Patrimônio Art. 15 - O patrimônio dos planos de benefícios administrados pela Sociedade serão autônomos, livres e desvinculados de qualquer outra entidade e constituído de: contribuições das patrocinadoras e seus participantes, inclusive assistidos, quando houver, nos termos e nas condições previstas nos Regulamentos Específicos; receitas de aplicação dos recursos; I dotações, doações, subvenções, legados e rendas de qualquer natureza efetuados pelas patrocinadoras e seus participantes; IV - bens móveis, imóveis, títulos e valores mobiliários de sua propriedade. Parágrafo Único - Os bens e direitos que compõem o patrimônio dos planos de benefícios destinam-se exclusivamente ao atendimento de suas finalidades e obrigações assumidas. Art. 16 - A Sociedade aplicará o patrimônio dos planos de benefícios por ela administrados conforme diretrizes estabelecidas no documento Política de Investimentos, elaborado em consonância com a legislação aplicável, aprovado pelo Conselho Deliberativo. Parágrafo Único - O patrimônio dos planos de benefícios não poderá ter aplicação diversa das estabelecidas neste Capítulo e serão nulos de pleno direito os atos que violarem seus preceitos, estando sujeitos seus autores às sanções estabelecidas pela lei. Art. 17 - Em caso de extinção ou dissolução da Sociedade, o patrimônio dos planos de benefícios, correspondente aos participantes e assistidos a ele vinculados, será estabelecido e destinado de acordo com os Regulamentos Específicos, respeitada a legislação aplicável, após aprovação pelo Conselho Deliberativo e pelo órgão regulador e fiscalizador competente. SEÇÃO II Do Exercício Social Art. 18 - Ao final de cada exercício, coincidente com o ano civil, a Sociedade levantará as demonstrações contábeis e as avaliações atuariais de cada plano de benefícios, devendo os resultados ser encaminhados ao órgão regulador e fiscalizador competente e divulgados aos participantes e assistidos. 1º - Ao final de cada exercício, coincidente com o ano civil, a Sociedade deverá levantar suas demonstrações contábeis e as avaliações atuariais de cada plano de benefícios de natureza previdenciária, que serão elaborados por pessoa jurídica ou profissional 7

legalmente habilitado, devendo os resultados ser encaminhados ao órgão regulador e fiscalizador e divulgados aos participantes e assistidos. 2º - Sem prejuízo do disposto no caput, serão elaboradas as demonstrações financeiras, contábeis e atuariais consolidadas. 3º - É parte integrante do Balanço Anual o parecer sobre as Reservas Técnicas do Plano de Benefícios de cada patrocinadora, elaborado pelo respectivo atuário responsável. 4º - O Balanço Anual e os Balancetes Mensais consignarão as reservas técnicas, fundos especiais e provisões da Sociedade. Art. 19 - Para a garantia de suas obrigações e das de responsabilidade do plano de benefícios de natureza previdenciária, a Sociedade constituirá reservas técnicas, fundos e provisões, em conformidade com os critérios fixados pelo órgão regulador e fiscalizador. 1º - Para assegurar os compromissos assumidos junto aos participantes e assistidos, a Sociedade poderá contratar operações de resseguro, por iniciativa própria ou por determinação do órgão regulador e fiscalizador, observados os Regulamentos Específicos dos planos de benefícios e demais disposições legais. 2º - Dentre as garantias a que se refere o parágrafo precedente, poderá ser constituído fundo de solvência, a ser instituído na forma da lei. Art. 20 - A Diretoria Executiva da Sociedade apresentará ao Conselho Deliberativo, em tempo hábil, orçamento-programa de acordo com o cronograma estabelecido pelo órgão regulador e fiscalizador. 1º - O Conselho Deliberativo discutirá e aprovará o orçamento-programa para o próximo exercício. 2º - Para realização de programas cuja execução possa exceder um exercício, as despesas previstas serão aprovadas, globalmente, consignando-se nos orçamentos seguintes as respectivas provisões. VI Dos Órgãos Estatutários Art. 21 - Os órgãos estatutários da Sociedade previstos na legislação específica são: o Conselho Deliberativo; a Diretoria Executiva; I o Conselho Fiscal. 8

1º - São órgãos da administração o Conselho Deliberativo e a Diretoria Executiva e de controle interno e fiscalização o Conselho Fiscal. 2º - No mínimo 1/3 (um terço) dos membros do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal será composto por representantes dos participantes ativos e assistidos, considerando-se o número de participantes vinculados a cada patrocinador, bem como o montante dos respectivos patrimônios. 3º - A Sociedade instituirá, ainda, a Assembléia das Patrocinadoras, cujas competências se encontram descritas neste Estatuto. Art. 22 - Os membros dos órgãos estatutários não serão responsáveis pelas obrigações que contraírem em nome da Sociedade em virtude de ato regular de gestão, respondendo, porém, civil, penal e administrativamente, quando for o caso, por violação da lei, deste Estatuto, dos Regulamentos Específicos dos Planos de Benefícios e de outros atos normativos. Art. 23 - Das reuniões da Assembléia, do Conselho Deliberativo, da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal lavrar-se-ão atas, revestidas das formalidades legais, em livros próprios nos quais também serão registrados os termos de posse dos respectivos integrantes. Art. 24 - Os membros dos órgãos estatutários não poderão efetuar com a Sociedade transações comerciais ou financeiras de qualquer natureza, direta ou indiretamente, excetuadas as relacionadas ao recebimento de benefícios e aos empréstimos e/ou financiamentos aos participantes, observadas as respectivas normas regulamentadoras e a legislação aplicável. Art. 25 - Serão vedadas operações comerciais ou financeiras entre a Sociedade e entidade a que estiver vinculado qualquer administrador ou membro do Conselho Fiscal ou da Sociedade como diretor, gerente, cotista, acionista majoritário, empregado ou procurador, excluídas as transações entre a Sociedade e suas patrocinadoras, nas condições e limites estabelecidos pelas normas legais vigentes. Seção Do Conselho Deliberativo Art. 26 - O Conselho Deliberativo é o órgão responsável pelo controle, deliberação e superior orientação administrativa da Sociedade. Art. 27 - O Conselho Deliberativo será composto por, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, de 6 (seis) membros efetivos designados pela Assembléia das Patrocinadoras, assegurado, no mínimo, 1/3 (um terço) das vagas a representantes dos participantes ativos e assistidos. 1º - O Presidente e o Vice-Presidente do Conselho Deliberativo serão designados pela Assembléia das Patrocinadoras. 9

2º - Os membros de Conselho Deliberativo terão mandato de 3 (três) anos, podendo ser reconduzidos, e permanecerão no exercício de seus cargos até a data da investidura de seus sucessores, se o contrário não decidir o Conselho Deliberativo. 3º - Poderão ser designados suplentes para o caso de vaga de cargo do Conselho Deliberativo, devendo a Assembléia das Patrocinadoras regular o modo de assunção dos cargos de suplentes. 4º - O Vice-Presidente substituirá o Presidente em suas faltas e assumirá a Presidência na vacância desse cargo. 5º - Os membros do Conselho Deliberativo não serão remunerados pela Sociedade a qualquer título. 6º - Os membros representantes dos participantes ativos ou assistidos serão indicados pela Assembléia das Patrocinadoras e aprovados pelos próprios participantes, mediante regras dispostas em ato normativo interno. Art. 28 - Os membros do Conselho Deliberativo deverão atender, cumulativamente, aos seguintes requisitos: ter comprovada experiência no exercício de atividades nas áreas financeira, administrativa, contábil, jurídica, de fiscalização ou de auditoria; não ter sofrido condenação criminal transitada em julgado; I não ter sofrido penalidade administrativa por infração da legislação da seguridade social ou como servidor público; IV - ser participante de plano de benefícios administrado pela Socieldade. Art. 29 - Compete ao Conselho Deliberativo deliberar sobre as seguintes matérias: indicação dos membros da Diretoria Executiva e designação de seus suplentes em caso de faltas ou vacância de cargos; fixação de atribuições aos membros da Diretoria Executiva; I aprovação dos Regulamentos Específicos dos Planos de Benefícios e do Regimento do próprio Conselho Deliberativo, bem como qualquer ato normativo de sua competência; IV - aprovação dos cálculos atuariais e do Orçamento Geral; V - aquisição e alienação de bens do ativo imobilizado, constituição de ônus ou direitos reais sobre eles, edificações em terrenos de propriedade da Sociedade e outros 10

assuntos correlatos que lhe sejam submetidos, podendo fixar alçadas de valores para viabilizar a operação rotineira da Sociedade pela Diretoria Executiva; V aceitação de dotações, doações, subvenções e legados, com ou sem encargos; V opinião sobre as demonstrações financeiras e documentação pertinente, contas e demais aspectos econômico-financeiros da Sociedade após o parecer do Conselho Fiscal; VI alterações deste Estatuto e dos Regulamentos Específicos dos Planos de Benefícios, observado o disposto neste Estatuto e nos referidos Regulamentos; IX - convocação de Assembléia Extraordinária das Patrocinadoras; X - aprovação da indicação de empresas que poderão executar a gestão de atividades terceirizadas da Sociedade, incluídas as instituições financeiras contratadas para gestão dos bens garantidores das reservas técnicas, fundos e provisões dos planos de benefícios administrados pela Sociedade; X aprovação dos regulamentos de empréstimos a participantes e suas alterações, preservando a rentabilidade financeira do Fundo, e respeitando a legislação vigente; X análise dos resultados apresentados nos relatórios de controles internos emitidos pelo Conselho Fiscal, semestralmente, e sobre eventuais medidas, caso se façam necessárias; XI política geral de administração da Sociedade e dos planos de benefícios; XIV - gestão de investimentos e plano de aplicação de recursos; XV - definição da política de investimentos, das diretrizes de longo prazo e das metas das aplicações financeiras do exercício; XV zelar pela adequação e aderência da política de investimentos, das premissas e das hipóteses atuariais dos planos de benefícios, especialmente diante de fatores supervinientes constantes dos relatórios de controles internos semestrais emitidos pelo Conselho Fiscal; XV planos e programas, anuais e plurianuais, normas e critérios gerais e outros atos julgados necessários à administração da Sociedade; XVI apuração de responsabilidades pelas ações de seus administradores; XIX - definição do valor limite de ressarcimento, pela Sociedade, de despesas com serviços advocatícios contratados, conforme previsto no artigo 52 deste Estatuto; 11

XX - exame e julgamento dos recursos interpostos dos atos dos membros da Diretoria Executiva; XX aprovação de novos planos de benefícios, observado o disposto no art. 3º, 2º, desde que aprovados pela respectiva patrocinadora; XX extinção da Sociedade ou de um dos planos de benefícios com aprovação da respectiva patrocinadora e destinação dos bens patrimoniais correspondentes, obedecidos os preceitos legais e regulamentares pertinentes e aprovação do órgão regulador e fiscalizador; XXI aprovação dos atos normativos da Sociedade que regulam matérias estatutárias, devendo os mesmos ser encaminhados ao órgão regulador e fiscalizador, para conhecimento; XXIV - adesão e retirada de patrocinadoras; XXV - casos omissos neste Estatuto e nos Regulamentos Específicos dos Planos de Benefícios. 1º - Além das matérias previstas no caput, compete ao Conselho Deliberativo acompanhar o desempenho da Diretoria Executiva, verificando se essa atende aos interesses da Sociedade, dos planos de benefícios e dos participantes e assistidos. 2º - A iniciativa das proposições ao Conselho Deliberativo será do seu Presidente ou da maioria dos seus membros, da Diretoria Executiva ou do Conselho Fiscal ou da Assembléia das Patrocinadoras. Art. 30 - O Conselho Deliberativo reunir-se-á, ordinariamente, 2 (duas) vezes por ano, e extraordinariamente, quando convocado pelo seu Presidente ou pela maioria dos seus integrantes ou por solicitação do Diretor-Presidente da Sociedade ou por qualquer uma das patrocinadoras. 1º - O Conselho Deliberativo poderá convocar qualquer integrante da Diretoria Executiva para participar de suas reuniões. 2º - As convocações serão pessoais, por escrito e com antecedência mínima de 10 (dez) dias. Art. 31 - O Conselho Deliberativo reunir-se-á com a presença da maioria de seus integrantes, deliberando pelo voto da maioria dos presentes. Parágrafo Único - O Presidente do Conselho participará da votação e poderá votar pela segunda vez quando necessário para o desempate da votação. 12

Art. 32 - Todas as decisões, interpretações, determinações e deliberações do Conselho Deliberativo serão finais, conclusivas e obrigatórias, no âmbito da Sociedade. Art. 33 - Compete ao Presidente do Conselho Deliberativo: I IV - dirigir e coordenar as atividades do Conselho; convocar e presidir as Assembléias, na qualidade de membro com direito a voto; dar posse aos indicados para o Conselho Deliberativo, aos Diretores e aos membros do Conselho Fiscal; designar seu substituto eventual, na impossibilidade de o vice-presidente do Conselho assumir a função. Seção Da Diretoria Executiva Art. 34 - A Diretoria Executiva é o órgão responsável pela administração geral da Sociedade, cabendo-lhe gerir seus recursos, planos e programas, em estrita observância deste Estatuto, dos Regulamentos Específicos, atos e normas internas, bem como das diretrizes e deliberações emanadas do Conselho Deliberativo. Art. 35 - A Diretoria Executiva será indicada pelo Conselho Deliberativo, que considerará para a designação, o montante do patrimônio dos planos administrados, e compor-se-á de, no mínimo, 3 (três) membros, podendo ser empregados das Patrocinadoras, sendo um Diretor- Presidente e os demais Diretores. 1º - Os mandatos dos membros da Diretoria Executiva serão de 3 (três) anos, admitida a recondução, e serão prorrogados automaticamente até a data da investidura de seus sucessores, se o contrário não decidir o Conselho Deliberativo. 2º - O Diretor-Presidente será substituído, nos seus impedimentos, pelo Diretor que for designado pelo Conselho Deliberativo. 3º - A critério do Conselho Deliberativo, os membros da Diretoria Executiva poderão ser remunerados pela Sociedade. Art. 36 - Os membros da Diretoria Executiva deverão ter formação de nível superior e atender aos requisitos previstos no artigo 28 deste Estatuto. Parágrafo Único - Em caráter excepcional poderão ser ocupados até 30% (trinta por cento) dos cargos da Diretoria Executiva por membros sem formação de nível superior, sendo assegurada a participação de um membro nessa condição. Art. 37 - Compete à Diretoria Executiva: 13

apresentar ao Conselho Deliberativo: a) os cálculos atuariais pertinentes aos planos de benefícios; b) o Balanço Anual, a Demonstração de Resultados do Exercício, Notas Explicativas e Pareceres, de acordo com o estabelecido em lei, bem como a Política de Investimentos ; c) o orçamento-programa anual e suas eventuais alterações; d) normas gerais e planos de aplicação do patrimônio; e) propostas sobre a aceitação de dotações, doações, subvenções e legados, com ou sem encargos; f) propostas de aquisição, edificação e alienação de bens do ativo imobilizado, constituição de ônus ou direitos reais sobre esses, edificações em terrenos de propriedade da Sociedade e outros assuntos correlatos; g) proposta de instituição de programa de empréstimo aos participantes e respectivos regulamentos; h) proposta de alteração do Estatuto e dos Regulamentos Específicos dos Planos de Benefícios; i) proposta de criação de novos planos de benefícios; j) propostas de adesão de novas patrocinadoras; k) zelar, no âmbito de suas competências, pela adequação e aderência da política de investimentos, das premissas e das hipóteses atuariais dos planos de benefícios, especialmente diante de fatores supervinientes; l) outros assuntos de interesse da Sociedade. atender às convocações do Conselho Deliberativo; I cumprir e fazer executar as diretrizes fundamentais e as normas gerais baixadas pelo Conselho Deliberativo. Art. 38 Compete, ainda, à Diretoria Executiva adotar medidas para execução das seguintes matérias: aplicação do patrimônio dos Planos de Benefícios administrados pela Sociedade, condicionada à observância das diretrizes gerais a esse respeito fixadas pelo Conselho Deliberativo; 14

cumprimento do orçamento administrativo anual; I contratação de instituições financeiras para administração dos valores da Sociedade; IV - a reforma de estrutura administrativa e da fiscalização da Sociedade; V - contratação de atuário, auditor independente, avaliador de gestão ou inspetor; V celebração de contratos, acordos e convênios; V aprovar outras decisões referentes ao cotidiano da administração da Sociedade; VI formação do quadro de pessoal da Sociedade. Art. 39 - Compete ao Diretor-Presidente: I IV - V - V V VI IX - X - X dirigir, coordenar e controlar as atividades da Sociedade; convocar e presidir as reuniões da Diretoria Executiva; convocar extraordinariamente, por iniciativa própria ou por indicação da Diretoria Executiva, o Conselho Deliberativo; apresentar à Diretoria Executiva programas de trabalhos e medidas necessárias à defesa dos interesses da Sociedade; praticar, "ad referendum" da Diretoria Executiva, atos de competência desta, cuja urgência recomende a solução imediata; representar a Sociedade, ativa ou passivamente, em juízo ou fora dele, excluídos os atos relativos à movimentação dos valores da Sociedade, podendo, juntamente com outro Diretor, constituir procuradores, especificando nos respectivos instrumentos os atos e operações que poderão praticar; admitir, dispensar e transferir empregados da Sociedade; juntamente com um dos Diretores ou com um procurador, assinar contratos, acordos e convênios; fornecer às autoridades competentes as informações sobre os assuntos da Sociedade que lhe forem solicitadas; fornecer ao Conselho Deliberativo e ao Conselho Fiscal as informações que lhe forem solicitadas; informar ao órgão regulador e fiscalizador o responsável pela aplicação dos recursos da Sociedade; 15

X participar, quando convocado, das reuniões do Conselho Deliberativo. Art. 40 - Os demais Diretores praticarão os atos que lhes forem atribuídos pela Diretoria Executiva da Sociedade. Art. 41 - A Diretoria Executiva reunir-se-á mediante convocação do Diretor-Presidente e com a presença da maioria de seus integrantes, deliberando pelo voto da maioria dos presentes. Parágrafo Único - O Diretor-Presidente participará da votação e, em caso de empate, caberá ao mesmo o voto de desempate. Art. 42 - A aprovação pelo Conselho Deliberativo, sem restrições, do relatório anual dos atos e das contas da Diretoria Executiva, com o parecer favorável do Conselho Fiscal, e dos auditores independentes, não isentará os Diretores de responsabilidade, que responderão civilmente pelos danos ou prejuízos que causarem, por ação ou omissão, conforme previsto na legislação vigente. Art. 43 - A movimentação dos valores da Sociedade será obrigatoriamente da competência de dois Diretores, ou de um Diretor e um procurador constituído por dois Diretores, especificamente para aqueles fins. Parágrafo Único - Exceção feita às procurações outorgadas a advogados com a cláusula "ad judicia", todas as demais procurações serão outorgadas por prazo determinado. Seção I Do Conselho Fiscal Art. 44 - O Conselho Fiscal é o órgão de controle interno e fiscalização da Sociedade, cabendo-lhe, precipuamente, zelar pela sua gestão econômico-financeira. Art. 45 - O Conselho Fiscal será composto por, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 6 (seis) membros efetivos, representantes das patrocinadoras, indicados pela Assembléia Ordinária, assegurado, no mínimo, 1/3 (um terço) das vagas a representantes dos participantes ativos e assistidos. 1º - Os membros do Conselho Fiscal terão mandato de 3 (três) anos, podendo ser reconduzidos. 2º - Os membros representantes dos participantes ativos ou assistidos serão indicados pela Assembléia das Patrocinadoras e aprovados pelos próprios participantes, mediante regras dispostas em ato normativo interno. 3º - Os membros do Conselho Fiscal deverão atender aos requisitos mínimos previstos no artigo 28 deste Estatuto. Art. 46 - Compete ao Conselho Fiscal: 16

examinar os balancetes da Sociedade; examinar, a qualquer época, os livros e documentos da Sociedade; I emitir parecer sobre o Balanço Anual da Sociedade, bem como sobre as contas e os demais aspectos econômico-financeiros e contábeis dos atos da Diretoria Executiva; IV - apresentar ao Conselho Deliberativo pareceres sobre os negócios e as operações do exercício, tomando por base os exames procedidos; V - acompanhar o cumprimento das diretrizes e metas estabelecidas no documento Política de Investimentos da Sociedade; V acusar as irregularidades eventualmente verificadas, sugerindo medidas saneadoras; V fiscalizar o cumprimento da legislação em vigor; VI emitir, semetralmente, o relatório de controles internos, conforme legislação vigente. 1º - O Conselho Fiscal poderá solicitar ao Conselho Deliberativo o assessoramento de perito contador ou de firma especializada de sua confiança, sem prejuízo das auditorias externas, de caráter obrigatório. 2 - O Conselho Deliberativo e a Diretoria Executiva devem disponibilizar tempestivamente ao Conselho Fiscal todos os documentos necessários ao exercício de suas atribuições, sob pena de responsabilidade. Art. 47 - O Conselho Fiscal reunir-se-á, ordinariamente a cada semestre e, extraordinariamente, mediante convocação de qualquer patrocinadora, dos seus membros, da Diretoria Executiva ou do Conselho Deliberativo, observada a regra do parágrafo 2º do artigo 30 deste Estatuto. 1º - As deliberações do Conselho Fiscal serão tomadas por maioria dos votos dos presentes, sempre com a presença dos representantes efetivos, em número ímpar e mínimo de 3 (três), convocando-se suplentes na ausência dos efetivos, para completar o número estatutário. 2º - O Presidente do Conselho participará da votação e poderá votar pela segunda vez, quando necessário, para o desempate da votação. Seção IV - Das Assembléias das Patrocinadoras Art. 48 - A Assembléia das Patrocinadoras é o órgão que congrega as patrocinadoras da Sociedade, competente para: examinar, discutir e opiniar sobre a prestação de contas dos órgãos da administração e de controle interno e fiscalização da Sociedade; 17

indicar os membros do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal; I deliberar acerca de qualquer matéria que não seja de competência exclusiva de outro órgão estatutário da Sociedade. Art. 49 - As patrocinadoras reunir-se-ão em Assembléia Ordinária, em até 90 (noventa) dias após o encerramento do exercício social ou, em Assembléia Extraordinária sempre que necessário, a critério do presidente do Conselho Deliberativo ou de 2/3 (dois terços) dos seus membros. Art. 50 - Cada patrocinadora terá direito a 1 (um) voto nas deliberações das Assembléias, ficando condicionado o exercício do direito de voto à indicação prévia e por escrito da patrocinadora que as representará. 1º - As decisões das Assembléias serão tomadas pela maioria de votos dos presentes. 2º - O presidente da Assembléia será o presidente do Conselho Deliberativo, que participará da votação e, em caso de empate, prevalecerá o seu voto. Art. 51 - As Assembléias podem ser convocadas: pelo presidente do Conselho Deliberativo; por qualquer patrocinadora se o presidente do Conselho Deliberativo retardar por mais de 15 (quinze) dias a convocação ou nos demais casos previstos neste Estatuto; I por patrocinadoras que representem no mínimo 25% (vinte e cinco por cento) da totalidade dos seus votos a cargo das patrocinadoras, se o Presidente do Conselho Deliberativo não atender, no prazo de 10 (dez) dias, o pedido de convocação que apresentarem, devidamente fundamentado, com indicação das matérias a serem tratadas. 1º - As Assembléias serão convocadas com antecedência, mediante aviso por escrito enviado à sede de cada patrocinadora, contendo o local, a data, a hora da primeira e a hora da segunda convocação, bem como a ordem do dia, que deverá explicitar as matérias a serem tratadas. 2º - Independentemente das formalidades de convocação, serão consideradas regulares as Assembléias a que comparecerem patrocinadoras representando a totalidade dos votos existentes. 3º - As Assembléias instalar-se-ão em primeira convocação com a presença de, no mínimo, 2/3 (dois terços) da totalidade dos votos existentes, e em segunda convocação, com qualquer número de votos. 4º - As patrocinadoras serão representadas por representante legal ou por procurador legalmente constituído. 18

Seção V Da Responsabilidade dos Conselheiros e Diretores Art. 52 - Os membros do Conselho Deliberativo, do Conselho Fiscal e da Diretoria Executiva serão solidariamente responsáveis pelos prejuízos ou danos aos quais derem causa, por ação ou omissão, decorrente do descumprimento das suas obrigações ou deveres impostos pela lei, Estatuto ou Regulamentos Específicos. Parágrafo Único - A Sociedade poderá ressarcir despesas com serviços advocatícios contratados por integrantes e ex-integrantes da Diretoria Executiva, do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, assim como por seus empregados e ex-empregados, para patrocínio de medidas judiciais e extrajudiciais contra eles interpostas em razão de atos praticados no exercício de suas funções legais, desde que atendidos os requisitos a seguir relacionados: o ressarcimento de despesas estará limitado aos valores definidos pelo Conselho Deliberativo para esse fim; o ressarcimento não será efetivado nos casos em que, de prévia apuração dos fatos no âmbito administrativo interno e externo, resulte comprovação de dolo e conseqüente imputação de responsabilidade ao requerente. V Dos Recursos Administrativos Art. 53 - Das decisões da Diretoria Executiva caberá recurso ao Conselho Deliberativo no prazo de 30 (trinta) dias contados da notificação escrita da decisão recorrida. Parágrafo Único - O Presidente do Conselho Deliberativo poderá receber o recurso com efeito suspensivo sempre que entender a existência de indícios de risco imediato de conseqüências graves para a Sociedade, para os participantes ou para os assistidos. X Das Alterações Art. 54 - Este Estatuto só poderá ser alterado por decisão da maioria dos votos dos representantes das patrocinadoras reunidos em Assembléia, sujeita a homologação do Conselho Deliberativo e aprovação do órgão regulador e fiscalizador competente. Art. 55 - As alterações deste Estatuto observarão a legislação pertinente em vigor e não poderão contrariar os objetivos da Sociedade ou reduzir os benefícios já concedidos ou direitos adquiridos pelos participantes ativos, até a data da efetiva alteração. Art. 56 - A Sociedade somente poderá ser extinta nos casos previstos em lei, mediante a decisão da maioria dos votos dos representantes das Patrocinadoras reunidos em Assembléia, da 19

totalidade dos membros do Conselho Deliberativo, sujeita à homologação da Patrocinadora Principal e do órgão regulador e fiscalizador competente. 1º - A Sociedade não poderá solicitar concordata e não está sujeita a falência, mas somente a liquidação extrajudicial, observando o que a respeito determinar o órgão regulador e fiscalizador e se regulará pelas disposições constantes da Lei Complementar n 109, de 29 de maio de 2001. 2º - No caso de extinção ou dissolução da Sociedade, o patrimônio correspondente será distribuído de acordo com o disposto no artigo 17 deste Estatuto. XIX - Das Disposições Gerais e Transitórias Seção I Das Disposições Transitórias Art. 57 - Para atender ao disposto no 1º do artigo 35, que prevê a coincidência do mandado dos membros da Diretoria Executiva com os dos Conselheiros Deliberativos e Fiscais, não haverá indicação para composição da Diretoria eleita para o biênio 2006-2008, cujos mandatos serão prorrogados até a posterior indicação, na forma deste Estatuto. Seção II Das Disposições Gerais Art. 58 - As patrocinadoras poderão, a seu critério, proporcionar apoio técnico e administrativo à instalação e ao funcionamento da Sociedade, colocando à sua disposição o pessoal necessário, inclusive. Art. 59 - Este Estatuto vigorará por tempo indeterminado, a partir da data do ato homologatório do órgão regulador e fiscalizador. 20