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Transcrição:

Mensagem Circular Petrobras e Transpetro Nº 07/2016 Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 2016. Prezados Companheiros e Prezadas Companheiras, Aos Marítimos da Petrobras e da Transpetro Estivemos reunidos com representantes das empresas Petrobras e Transpetro, na Academia da Transpetro, a partir das 11h00 de hoje, para continuidade das discussões acerca do Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016. Iniciada a reunião os representantes das empresas apresentaram suas propostas com seus comentários e argumentos. As propostas estão transcritas ao final desta mensagem. As propostas, em síntese, trazem a manutenção das condições do acordo vigente, garantem a retroatividade à data-base dos itens propostos e de propõem a vigência de dois anos. A proposta da Transpetro repete a proposta de reajuste dos itens econômicos, assim como a extinção do prazo limitado de ocupação de funções no GIAONT, porém, excluindo o Inspetor Náutico do grupo, e a criação de uma gratificação para o 1OM na função de Chefe de Máquinas. A proposta acrescenta a cláusula para dispensa sem justa causa, a substituição da etapa por vale alimentação/refeição e a apresentação de um estudo sobre o sistema de compensação de folgas. Ao contemplar a cláusula da dispensa sem justa causa, a empresa atende parcialmente nossa reivindicação de termos cláusulas para garantia do emprego. Porém, essa única cláusula, sozinha, não atende às necessidades dos marítimos diante do cenário atual que tratam de notícias de divisão e vendas de ativos da empresa. Para que nossas preocupações sejam diminuídas é necessário também que seja contemplada no ACT da Transpetro a cláusula de excedente de pessoal que consta no ACT da Petrobras, que tem a seguinte redação: A Companhia assegura, nos casos em que haja excedente de pessoal decorrente de redução de atividades, buscar realocar o pessoal em outras atividades inerentes aos marítimos. Desta forma então não tivemos ainda nosso pleito de garantia do emprego atendida e fica evidente a incoerência entre o que é oferecido aos trabalhadores para o Acordo Coletivo de Trabalho e o discurso praticado pela Companhia. A substituição da etapa por vale alimentação/refeição traz um ganho imediato, de curto prazo, pois o valor hoje pago in natura é descontado nos meses em que o marítimo está embarcado. Porém, a médio e longo prazo existem perdas que devem ser levadas em consideração. A etapa deixa de existir na composição da remuneração, portanto não será mais levada em consideração para o cálculo de 13º salário, nem de férias, assim como não fará parte do cálculo da remuneração para PLR, previdência e aposentadoria. A proposta de um estudo sobre o sistema de compensação de folgas menciona a apresentação de alternativas ao seu final do estudo, porém não traz nenhuma garantia de que essas alternativas contemplarão a eliminação dos dias negativos. No entendimento dos Sindicatos Marítimos, a proposta da empresa ainda não avançou até o ponto necessário que garanta aos marítimos condições de manter seus postos de trabalho. Assim como não avançou na evolução da relação entre trabalho x repouso. Ambos os pontos

são importantíssimos tanto para os marítimos, quanto para a empresa. Contribuirão para o equilíbrio futuro dos postos de trabalho, permitirão à empresa se adequar à prática do mercado atual, assim como amplia condições de maior motivação e retenção de seus empregados marítimos. Os sindicatos marítimos têm sido transparentes e coerentes com a Transpetro expondo os anseios dos empregados marítimos e manifestando reiteradamente a disposição para negociar a implantação do regime 1 x 1, avaliando eventuais propostas da empresa sobre as condições e prazos em que este sistema poderia ser implementado. A proposta da Petrobras repete o reajuste para os itens econômicos e a criação de uma gratificação para o 1OM na função de Chefe de Máquinas. E acompanha a Transpetro com proposta de substituição da etapa por vale alimentação/refeição e apresentação de um estudo sobre o sistema de compensação de folgas. Como novidade traz a proposta de aplicar para os marítimos o sistema de horário flexível e uma proposta de ajuste na cláusula da função gratificada para o Capitão de Manobra. Louváveis propostas, porém muito aquém daquilo que é necessário para um avanço justo na direção da isonomia. O ajuste na cláusula da função gratificada do Capitão de Manobra visa a correção de uma distorção surgida ao longo dos anos, diante de do longo período em que a empresa não adotou como política não contratar marítimos para seus quadros. A proposta da empresa ainda não avançou de forma significativa na direção da promoção da isonomia justa e necessária entre marítimos e demais trabalhadores do sistema Petrobras. As empresas insistem na vigência do ACT de dois anos, mantendo inalteradas por dois longos anos as condições atuais sem perspectivas de se atender reivindicações primordiais para nossos representados. Onde as propostas atuais das empresas oferecem um reajuste salarial de 9,53%, que nem mesmo contempla a inflação acumulada no período de 9,93%. Em razão do acima exposto, pelo fato de ser uma segunda proposta das empresas e pela convicção dos Sindicatos Marítimos de que temos condição de avançar na negociação, submetemos as propostas das empresas, que seguem transcritas ao final desta mensagem, com claro e inequívoco indicativo de REJEIÇÃO. Assim sendo, conclamamos aos Companheiros e Companheiras que desejam e entendem que é hora de buscarmos avanços em cláusulas sociais ainda não contempladas, assim como melhoria na relação de trabalho x repouso, que acompanhem o indicativo de REJEIÇÃO dos Sindicatos Marítimos. Com o objetivo de oferecer maior proteção de nossos representados ao seu direito de consulta sem pressão indevida das companhias durante o processo de votação, as Entidades Sindicais Marítimas envolvidas decidiram, por consenso e unanimidade, manter o processo de votação utilizado na consulta acerca da primeira proposta das empresas, cuja sistemática será informada na próxima mensagem circular. Solicitamos a todos que, ao receberem esta mensagem, contribuam com sua ampla divulgação. Despedimo-nos com as já tradicionais Saudações Marinheiras. Observação de praxe: Cumpre lembrar que a não difusão ou a retenção desta correspondência fere o preceituado no art. 5, inciso XII, da Constituição Federal e o art. 266, do Código Penal, ficando o infrator sujeito às sanções previstas na legislação pátria.

*** Assinam o original deste documento: Confederação (CONTTMAF), Federação (FNTTAA), Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (SINDMAR), Sindicato Nacional dos Oficiais de Radiocomunicações da Marinha Mercante, Sindicato Nacional dos Mestres de Cabotagem e dos Contramestres em Transportes Marítimos, Sindicato Nacional dos Enfermeiros da Marinha Mercante, Sindicato Nacional dos Taifeiros, Culinários e Panificadores Marítimos, Sindicato Nacional dos Marinheiros e Moços em Transportes Marítimos e Sindicato Nacional dos Marinheiros e Moços de Máquinas em Transportes Marítimos e Fluviais. 1. Proposta Econômica: Proposta Transpetro Reajuste na tabela de Remuneração Mínima por Regime - RMR de 9,53%; Reajuste das tabelas de gratificações em 9,53%; Reajuste das tabelas de Soldada Básica em 9,53%; Reajuste do valor da Etapa em 9,53%; Reajuste do valor da Etapa de prestação de serviço em terra em 9,53%; Aumento do Adicional do Estado do Amazonas em 9,53%; Reajuste das tabelas dos Benefícios Educacionais em 9,53%, a partir de 1º de janeiro de 2016; Reajuste da tabela do Programa Jovem Universitário em 9,53%, a partir de 1º de janeiro de 2016; Reajuste no auxílio para compra de uniforme em 9,53%. 2. GIAONT: Extinção do prazo de 03 (três) anos para a ocupação das funções do Grupo. Assim, não haverá limitação de prazo para o desempenho das funções de GIAONT; O Grupo de Inspeção e Acompanhamento Operacional de Navios e Terminais será composto pelo capitão de manobras de terminal aquaviário e o assessor náutico. 3. Gratificação do 1º Oficial de Máquinas: Criação de Gratificação do 1º Oficial de Máquinas na Função de Chefe de Máquina. 4. Inclusão da cláusula de Dispensa sem Justa Causa Caso a empresa decida por desligar um empregado marítimo, admitido via concurso público e com contrato de trabalho por tempo indeterminado sem justa causa deverá seguir o procedimento abaixo: Cláusula Dispensa sem Justa Causa Na hipótese de proposição de dispensa, sem justa causa, de empregados do quadro de mar, admitidos via concurso público e com contrato de trabalho por prazo indeterminado, o seguinte procedimento deverá ser observado, no âmbito da Unidade: a) Encaminhar à chefia mediata, da proposta de dispensa do empregado; b) O Titula da Unidade designará comissão para analisar a proposta, a qual deverá se manifestar em um prazo mínimo de 48 (quarenta e oito) horas. Essa comissão será

composta de 3 (três) empregados, incluindo um representante da área de Recursos Humanos e 1 (um) empregado não-gerente; c) O empregado será comunicado da instauração do procedimento, facultando-se ao mesmo pronunciar-se junto à comissão; d) A comissão, decidindo por maioria, deverá apresentar o seu parecer, recomendando formalmente: 1: A efetivação da dispensa; ou 2: A reconsideração da proposta de dispensa. 5. Substituição da Etapa por Vale Alimentação/Refeição Substituição do valor recebido em dinheiro de Etapa por cartão de Vale Alimentação/Refeição, reajustado em 9,53%, mesmo reajuste das demais cláusulas, acrescido de 8% referente ao valor de FGTS que era recebido com a Etapa, totalizando R$605,73. O tempo de implementação desse benefício é de 6 meses a partir da assinatura do acordo. 6. Apresentar estudo sobre o Sistema de Compensação de Folgas A Companhia se compromete a realizar estudo e apresentar as entidades sindicais, em três meses a contar da assinatura do acordo, alternativas para a cláusula oitava, que trata do sistema de compensação de folgas, buscando minimizar os impactos nos dias de desembarque dos empregados. 7. Manutenção da data-base: As condições a serem pactuadas no Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2017 retroagirão a 1º de novembro de 2015, exceto quanto às cláusulas que contiverem disposição expressa em contrário; 8. Vigência: As cláusulas pactuadas no Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2017 terão vigência até 31 de outubro de 2017. Proposta Petrobras 1. Proposta Econômica: Reajuste na tabela de Remuneração Mínima por Nível e Regime - RMNR de 9,53%; Reajuste das tabelas de gratificações em 9,53%; Reajuste das tabelas de Soldada Básica em 9,53%; Reajuste do valor da Etapa em 9,53%; Reajuste do valor da Etapa de prestação de serviço em terra em 9,53%; Aumento do Adicional do Estado do Amazonas em 9,53%; Reajuste das tabelas dos Benefícios Educacionais em 9,53%, a partir de 1º de janeiro de 2016; Reajuste da tabela do Programa Jovem Universitário em 9,53%, a partir de 1º de janeiro de 2016; Reajuste no auxílio para compra de uniforme em 9,53%. 2. Gratificação do 1º Oficial de Máquinas: Criação de Gratificação do 1º Oficial de Máquinas na Função de Chefe de Máquina. 3. Horário Flexível

A Companhia estenderá o sistema de horário flexível, nas Unidades onde é praticado, aos empregados marítimos em prestação de serviço em terra, conforme instruções normativas internas e de acordo com as características operacionais locais de cada Unidade, admitindo-se a prorrogação e a compensação de horas. 4. Função Gratificada Capitão de Manobra Considerando os valores da gratificação de função de Capitão de Manobra constantes na tabela do anexo II do Acordo Coletivo de Trabalho 2015, a Companhia pagará, a fim de evitar prejuízo ao empregado, um valor complementar de manutenção de vantagem nos casos em que haja perda remuneratória em virtude de promoção na carreira e enquanto perdurar o prejuízo. Para aqueles empregados que tiveram perda remuneratória comprovada em decorrência de promoção na carreira no período de 01 de fevereiro 2011 a 01 de fevereiro 2016, a Companhia dará quitação do valor devido em 2 (duas) parcelas, nos meses de março e abril de 2016. 5. Substituição da Etapa por Vale Alimentação/Refeição Substituição do valor recebido em dinheiro de Etapa por cartão de Vale Alimentação/Refeição, reajustado em 9,53%, mesmo reajuste das demais cláusulas, acrescido de 8% referente ao valor de FGTS que era recebido com a Etapa. O tempo de implementação desse benefício é de 6 meses a partir da assinatura do acordo. 7. Manutenção da data-base: As condições a serem pactuadas no Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2017 retroagirão a 1º de novembro de 2015, exceto quanto às cláusulas que contiverem disposição expressa em contrário; 8. Vigência: As cláusulas pactuadas no Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2017 terão vigência até 31 de outubro de 2017.