UNIDADES PROGRAMÁTICAS CARGA (DIA/MÊS) SEGUNDAS

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Transcrição:

PLANO DE ENSINO DE DISCIPLINA PERÍODO LETIVO (ANO/SEM): 2015 / 01 DEPARTAMENTO: Antropologia e Museologia DISCIPLINA CARGA HORÁRIA CRÉD CÓDIGO NOME TEÓRICA PRÁTICA AM099 SR ETNOGRAFIA 50 10 04 TURMA IDENTIFICAÇÃO CURSOS QUE ATENDE PERÍODO Ciências Sociais (licenciatura) Licenciatura 6º período HORÁRIO PROFESSOR No. DE SUB-TURMAS 2ª, 18h50 22h10 Sérgio Neves Dantas EMENTA A alteridade e produção de conhecimento na antropologia. O debate metodológico: circunscrição de objetivos, relação entre pesquisadores e investigados, e, problemas de autoria e autoridade etnográfica. A etnografia como produção de conhecimento e textualização da experiência de campo OBJETIVOS 1. Aprofundar o entendimento da prática etnográfica enquanto emblemática do fazer antropológico, a partir de três contextos focais: a) considerando-a desde os seus primórdios, enquanto forma de pensamento sobre o outro (mundo arcaico grego-romano e indianismo brasileiro), b) na antropologia clássica, como disciplina acadêmica no quadro das ciências e c) no momento atual,envolvendo desdobramentos autocríticos sobre a etnografia enquanto método e como produção autobiográfica e literária processo que reavalia entendimentos sobre observação participante, objetividade, subjetividades envolvidas, afetos, relações de poder etc. 2. Aprimorar o projeto individual de pesquisa de monografia, quer teoricamente, a partir das discussões dos textos, quer na pratica, via exercícios de imersão no campo. METODOLOGIA A disciplina é estruturada essencialmente pela leitura prévia de textos e sua discussão em sala de aula. A combinar com os estudantes, são previstas atividades ligadas a etnografia escolar (ou qualquer outra proposta de exercício etnográfico), ao longo do curso, com apresentações finais em seminário. Ao longo das aulas serão desenvolvidos/apresentados: mídias audiovisuais, leituras dirigidas, e/ou outras atividades que facilitem a aproximação dos temas teóricos discutidos com elementos práticos envolvidos. FORMAS DE AVALIAÇÃO Duas notas semestrais: - um exercício individual ou em dupla sobre aspecctos teóricos da disciplina: valendo até 10 pontos; - um ou mais trabalhos em grupo (máximo de 05 estudantes), com apresentação de Seminário com entrega de resumo e/ou do projeto de pesquisa: media aritmética desses trabalhos valendo até 10 pontos. UNIDADES PROGRAMÁTICAS DATA CONTEÚDO CARGA (DIA/MÊS) HORARIA. TEOR PRAT SEGUNDAS. 16 MARÇO - Apresentações: plano de ensino, professor/alunos(as) e das dinâmicas a serem adotadas (trabalhos, leituras, avaliação); participação em sala como parte na avaliação - centralidade no curso: a pratica etnográfica - Slides ou no quadro: - met etnográfico emblemático do fazer antropológico - - Aspectos pessoais sobre a aventura de uma pesquisa de campo - Dimensão etnográfica de uma pesquisa - elaboração cotidiana caderno de anotações pessoais, diário de campo Vídeo clipe: etnografia dos primórdios Heródoto, Lucrécio, Marco Polo 23 MARÇO A etnografia em meio à expressões embrionárias da prática antropológica: o mundo Greco-romano. Discussão texto de abertura: MELLO, Luiz Gonzaga de. Antropologia PROF RESP.

Cultural, Petropolis, Vozes, 2009 (p. 177 a 190) Vídeo clipe: etnografia dos primórdios Heródoto, Lucrécio, Marco Polo Slides sobre a tradição etnográfica na antropologia 30 MARÇO Etnografia no quadro de uma literatura brasileira emergente: DIAS, Gonçalves. Poesia indianista. São Paulo: Martins Fontes, 2002 (trecho a definir) DIAS, Gonçalves. Gonçalves Dias na Amazônia: relatórios e diário da viagem ao Rio NegroRio de Janeiro, Academia Brasileira de Letras, 2002 (capítulos:etnografia e Diario da viagem ao Rio Negro) Slides 06 ABRIL A etnografia na antropologia científica Preanunciação no evolucionismo Etnografia em Malinowski modelo de fundação da etnografia moderna O modelo de Evans-Pritchard E.E. EVANS PRITCHARD. Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande. Rio de Janeiro: ZAHAR, 1978 (apêndice IV p. 298 à 318) Texto disponibilizado pelo professor na pasta As condições de trabalho de Evans Pritchard, num momento posterior, descrição da experiência de campo Texto: EVANS-PRITCHARD, E. E. Os Nuer. São Paulo, Perspectiva, 2013. Introdução (p. 5 à 21) O diário de campo 13 ABRIL Discussões sobre a Etnografia no cenario antropológico brasileiro textos: OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. O trabalho do antropólogo: olhar, ouvir e escrever. São Paulo: Editora UNESP (cap 1) Texto disponibilizado em PDF, on line e na pasta A favor da Etnografia, de Mariza Peirano PEIRANO, Mariza. A favor da Etnografia. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1995 (introdução) 27 ABRIL Cont. Discussões sobre a Etnografia no cenário antropológico brasileiro Discussão do texto ROCHA, Ana Luiza Carvalho da. Etnografia: saberes e práticas. In PINTO, Celia Regina Jardim (org), Ciências Humanas: pesquisa e método. Porto Alegre: Editora da Universidade, 2008 04 MAIO Desdobramentos contemporâneos da pesquisa etnográfica Etnografia e antropologia simétrica a teoria do ator-rede de Bruno Latour Texto: LATOUR, Bruno, Woolgar, Steve. A vida de laboratório: a produção dos fatos científicos.rio de Janeiro: Relume Dumará, 1997.(cap a escolher) 11 MAIO Contrapontos e complementos da abordagem simétrica. A antropologia de Tim Ingold Texto: FIORI, Ana Letícia. Diálogoa Vagueiros: Vida, movimento e antropologia: entrevista com o professor Tim Ingold (artigo em PDF, on line) Exercicio avaliativo 1 Aplicação do exercício e discussão geral da proposta 18 MAIO Etnografia e Literatura CALDEIRA, Teresa Pires. A presença do autor e a pós modernidade em Antropologia.

Novos Estudos CEBRAP, Nº 21, julho de 1988 pp. 133-157 Etnografia e autobiografia a) Etnografia multi-situada, de George Marcus Texto: ver em espanhol. b) Percursos e superação em situações-limite Livro: CARVALHO, Edgard de Assis. Virado do avesso (pgs 101-132 ) Video-clipe Entrevista com o antropologo Edgard de Assis Carvalho 25 MAIO Etnografia e autobiografia no campo educativo Etnografia escolar Pesquisa de campo na escola Textos: BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Resenha: O TRABALHO DE SABER: cultura camponesa e escola rural texto (em PDF) disponibilizado pelo professor on line e/ou na pasta texto: (a escolher), de Marli Eliza D. Afonso de André. Etnografia da pratica escolar Memória autobiográfica em educação Texto: BRANDÃO, Vera Maria Antonieta T.. Os trabalhos da memória relatos autobiográficos, in Labirintos da memória: quem sou?são Paulo: Paulus, 2009. Cap. 4 e 5 (p. 61 a 91) 01 JUNHO Trabalho etnográfico no campus da UFPE e/ou noutros contextos 08 JUNHO Trabalho etnográfico no campus da UFPE e/ou noutros contextos 15 JUNHO Apresentação da proposta para seminários de fechamento do curso Formatos possíveis: a) Percursos autobiográficos de formação no curso (o dia-a-dia no campus e noutros contextos; b) Apresentação oral (e resumo escrito) sobre um texto ligado ao programa da disciplina; c) Apresentação oral (relatos etnográficos) sobre possiveis dimensões etnográficas envolvendo a pesquisa de monografia Outro TOPICO QUALQUER 22 JUNHO Seminários - 29 JUNHO Seminários (cont.) - 06 JULHO Ultimo dia de Seminário Notas dos seminários e revisão geral para o exame final 27 JULHO EXAME FINAL BIBLIOGRAFIA BASICA ANDRÈ, Marli Eliza D. Afonso de. Etnografia da pratica escolar. Campinas, SP: Papirus, 1995 (cap a escolher) (*) BRANDÃO, Vera Maria Antonieta T.. Os trabalhos da memória relatos autobiográficos, in Labirintos da memória: quem sou? São Paulo: Paulus, 2009. Cap. 4 e 5 (p. 61 a 91) BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Resenha: O TRABALHO DE SABER: cultura camponesa e escola rural CALDEIRA, Teresa Pires. A presença do autor e a pós modernidade em Antropologia. Novos

Estudos CEBRAP, Nº 21, julho de 1988 pp. 133-157 CARVALHO, Edgard de Assis. Virado do Avesso, São Paulo: Selecta editorial, 2005 (cap Regeneração p. 101 a 132) DIAS, Gonçalves. Gonçalves Dias na Amazônia: relatórios e diário da viagem ao Rio Negro, Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Letras, 2002 (capítulos:etnografia e Diario da viagem ao Rio Negro) DIAS, Gonçalves. Poesia indianista. São Paulo: Martins Fontes, 2002 (trecho a definir) E.E. EVANS PRITCHARD. Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande. Rio de Janeiro: ZAHAR, 1978 (apêndice IV p. 298 à 318) EVANS-PRITCHARD, E. E. Os Nuer. São Paulo, Perspectiva, 2013. Introdução (p. 5 à 21) FIORI, Ana Letícia. Diálogoa Vagueiros: Vida, movimento e antropologia: entrevista com o professor Tim Ingold (artigo em PDF, on line) LATOUR, Bruno, Woolgar, Steve. A vida de laboratório: a produção dos fatos científicos.rio de Janeiro: Relume Dumará, 1997.(cap a escolher) MALINOWSKI, Bronislaw. Os Argonautas do Pacífico Ocidental. São Paulo: Abril Cultural, 1978. MELLO, Luiz Gonzaga de. Antropologia Cultural, Petropolis, Vozes, 2009 (p. 177 a 190) OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. O trabalho do antropólogo: olhar, ouvir e escrever. São Paulo: Editora UNESP (cap 1) PEIRANO, Mariza. A favor da Etnografia. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1995 (introdução) ROCHA, Ana Luiza Carvalho da. Etnografia: saberes e práticas. In PINTO, Celia Regina Jardim (org), Ciências Humanas: pesquisa e método. Porto Alegre: Editora da Universidade, 2008 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR (*) FAVRET-SAADA, Jeanne. Ser afetado. Caderno de campo, n. 13, 2005. (http://www.fflch.usp.br/da/cadcampo/ed_ant/revistas_completas/13.pdf) FELDMAN-BIANCO, Bela. Reconstruindo a saudade portuguesa em vídeo. Histórias orais, artefatos visuais e a tradução de códigos culturais na pesquisa etnológica. Horizontes Antropológicos. Ano 1, n. 2. Porto Alegre, 1995. (http://www.ufrgs.br/ppgas/ha/pdf/n2/hav1n2a06.pdf) GODOLPHIM, Nuno. A fotografia como recurso narrativo: problemas sobre a apropriação da imagem enquanto mensagem antropológica. Horizontes Antropológicos. Ano 1, n. 2. Porto Alegre, 1995. (http://www.ufrgs.br/ppgas/ha/pdf/n2/ha-v1n2a13.pdf) RIBEIRO, José da Silva. Antropologia visual, práticas antigas e novas perspectivas de observação. Revista de Antropologia, v. 48, n. 2. São Paulo, 2005. (http://www.scielo.br/pdf/ra/v48n2/a07v48n2.pdf) RICHARDSON, Roberto Jarry..:Pesquisa Social: métodos e técnicas. São Paulo: ATLA, 1999. Obs 1..: (*) Itens não disponíveis nas bibliotecas da UFPE, em Recife; todos os demais itens constam - consulte-se: http://www.biblioteca.ufpe.br/pergamum/biblioteca/ 2. Os itens que não constam nas bibliotecas serão disponibilizados, pelo professor, em PDF ou em copias, na pasta, para xerox, em conformidade com os termos legais. 02/03/2015 / / / / DATA PLANO ASSINATURA DO PROFESSOR APROVAÇÃO NO DEPTO CHEFE DO DEPARTAMENTO