MINISTÉRIO DO INTERIOR SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE INSTRUÇÃO NORMATIVA SACT/CPAR N. 1, DE 1981 Estabelece normas a orientar os órgãos estaduais de controle de poluição e as empresas de transporte de cargas e passageiros, quanto ao atendimento da Portaria GM n. 100, de 14 de julho de 1980. INTRODUÇÃO 1. A presente Instrução Normativa visa a orientar os órgãos estaduais de controle de poluição e as empresas de transporte de cargas e passageiros, quanto ao atendimento da Portaria GM n. 100, de 14 de julho de 1980. 2. Os testes de aferição do índice de fumaça serão realizados, preferencialmente, com a presença do Departamento Estadual de Trânsito, ao qual caberá a penalização aos infratores, conforme legislação em vigor. 3. A posse do certificado de aprovação não exime o portador, de atender à Resolução n. 510, de 15 de fevereiro de 1977, do Conselho Nacional de Trânsito. CAPÍTULO I Do Método de Teste 1. A verificação da emissão de fumaça será realizada conforme a Norma Brasileira Registrada NBR 6065, de julho de 1980, do Conselho Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial - CONMETRO, para veículos equipados com motores naturalmente aspirados, e teste de velocidade constante (Anexo 4), para aqueles equipados com motores turboalimentados, até que o Conselho Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial defina norma específica. CAPÍTULO II Das Empresas de Transporte 1. A solicitação do teste da frota de veículos será feita, diretamente, ao órgão estadual de controle de poluição, conforme formulários (Anexos 1, 2 e 3), em anexo. 2. Para a realização dos testes, serão ajustados, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, entre o órgão do meio ambiente e a empresa interessada, a data, o local e o número de veículos, os quais deverão ser apresentados, no local e dia aprazados, com a observância das seguintes condições: a) o sistema de exaustão não deve apresentar vazamentos; b) o diâmetro do tubo de escape deverá estar de acordo com as especificações do fabricante; c) a bomba injetora deverá estar lacrada pelo fabricante ou seu preposto, conforme o Decreto n. 79.134, de 17 de janeiro de 1977; d) o combustível deverá ser óleo diesel, conforme especificação em vigor, do CNP. 1
CAPÍTULO III Do Órgão Estadual de Controle da Poluição 1. O órgão estadual de controle da poluição fornecerá o certificado de aprovação, de acordo com o modelo anexo, e encaminhará, mensalmente, à SEMA, relatório de atendimento das solicitações recebidas e testes realizados. 2. O órgão estadual de controle da poluição enviará, anualmente, até 31 de janeiro, relatório de avaliação do programa e seus benefícios ambientais, relativo ao período anterior. CAPÍTULO IV Da Secretaria Especial do Meio Ambiente 1. A Secretaria Especial do Meio Ambiente prestará assessoramento técnico aos Estados que não tenham órgãos específicos de controle de poluição atmosférica, para a realização dos testes aludidos, podendo credenciar outras entidades para atenderem às solicitações que lhe forem encaminhadas. CAPÍTULO V Das Disposições Gerais 1. A área destinada aos testes dos veículos deverá corresponder ao da cidade do emplacamento, admitindo-se exceções, desde que acompanhados de autorização expressa do órgão do meio ambiente local - Paulo Nogueira Neves, Secretário do Maio Ambiente. ANEXO 1 MODELO DE CARTA PARA O ENCAMINHAMENTO DO PEDIDO DE CERTIFICADO DO ÍNDICE DE FUMAÇA EM VEÍCULOS DIESEL... (nome da empresa) requer o certificado do índice de fumaça dos... (n. de veículos diesel) veículos de sua propriedade relacionados no memorial anexo... (fls. a ). Declara expressamente estar ciente de que esta certificação não isenta de eventuais sanções legais, por emissão de fumaça excessiva, decorrentes de fiscalização de veículos diesel em uso no Território Nacional....,...de...de 19... Nome:... Assinatura:... 2
ANEXO 2 FOLHA DE DADOS DA EMPRESA NOME DA EMPRESA: ENDEREÇO: TELEFONE: NOME DO SOLICITANTE: ASSINATURA: CARGO: TELEFONE: CONSUMO REAL DE COMBUSTÍVEL: M/MÊS DISTRIBUIDORA: NÚMERO DE VEÍCULOS: A) ÔNIBUS B) CAMINHÕES C) OUTROS OS MOTORES DOS VEÍCULOS DA FROTA ESTÃO DE ACORDO TODAS AS ESPECIFICAÇÕES DO FABRICANTE? SIM NÃO. CASO NEGATIVO, INDIQUE AS DIVERGÊNCIAS: AS BOMBAS INJETORAS ESTÃO LACRADAS? SIM NÃO FORNEÇA AS INFORMAÇÕES ADICIONAIS QUE JULGAR NECESSÁRIO. AS CURVAS OU CERTIFICADOS DE REVISÕES DAS BOMBAS INJETORAS OU ATESTADOS DE FUMAÇA FORNECIDOS POR CONCESSIONÁRIO AUTORIZADO. DESCREVA O PLANO DE MANUTENÇÃO UTILIZADO EM SUA EMPRESA, O MAIS DETALHADO POSSÍVEL. ESTABELEÇA A FORMA MAIS CONVENIENTE (local e dia da semana) PARA SE FAZER A INSPEÇÃO DA SUA FROTA. 3
ANEXO 3 DADOS DOS VEÍCULOS (USO SOLICITANTE) NOME DA EMPRESA: FOLHA DE VEÍCULO 1 2 3 4 5 6 7 ITENS V Nº DA PLACA E Nº DO VEÍCULO Í MARCA C MODELO U CAPACIDADE (PASSAG/TON.) L ANO DE FABRICAÇÃO O QUILOMETRAGEM TOTAL MARCA M MODELO (OU POTÊNCIA) O ANO DE FABRICAÇÃO T QUILOMETRAGEM O Nº DO MOTOR R Nº DA BOMBA INJETORA É TURBO -ALIMENTADO? VAZAMENTO DO CABO DE DESCARGA DIÂMETRO DO CABO DE DESCARGA LACRE DA BOMBA INJETORA CARACTERÍSTICA DO ÓLEO DIESEL NÍVEL DE FUMAÇA DATA DA INSPEÇÃO RESULTADO ASS. DO RESPONSÁVEL: ASS. DO INSPETOR ASS. DO RESPONSÁVEL ANEXO 4 DETERMINAÇÃO DO GRAU DE ENEGRECIMENTO DA FUMAÇA EMITIDA POR MOTORES DIESEL VEICULARES Método em Velocidade Constante 1. Objetivo: Esta Norma prescreve o método de ensaio para a determinação do grau de enegrecimento da fumaça emitida por motores diesel veiculares turboalimentados sob condições de velocidade constante. 2. Definições: Para os efeitos desta Norma, são adotadas as seguintes definições: 2.1 - Velocidade Constante: Regime de funcionamento a que um motor diesel é submetido, definido pela carga a ele aplicada, mantendo as seguintes condições: a) rotação constante dentro de uma tolerância de ± 150 RPM; b) situação de débito máximo de combustível no sistema injetor. 4
A carga aplicada, era referência, poderá ser o resultado da ação dos freios do veículo quando este estiver em via rodoviária ou sobre cavaletes ou rolos livres. Nesse caso, o mesmo efeito poderá ser obtido, também, em dinamômetro de chassi. 2.2 - Condições Estabilizadas e Normais de Operação: As temperaturas da água de refrigeração e do óleo de lubrificação devem estar conforme especificação do fabricante para operação normal. 2.3 - Escala de Ringelmann Reduzida: É uma escala para a comparação colorimétrica de fumaça conforme definido no MB-916 - Determinação do Grau de Enegrecimento de Fumaça emitida por Veículos Rodoviários Automotores com Motor Diesel, utilizando-se a Escala de Ringelmann. 3. Aparelhagem: Escala de Ringelmann Reduzida. 4. Execução do Ensaio: 4.1 - Condições de Ensaio: 4.1.1 - O motor deverá estar sob condições estabilizadas e normais de operação, com suprimento de ar fresco adequado. Quando, por ocasião do início do ensaio, se verificar que o motor não está nas condições previstas, dever-se-á trafegar com o veículo durante pelo menos 10 (dez) minutos. 4.1.2 - O sistema de exaustão deverá ser inspecionado quanto à ocorrência de vazamentos de gases e/ou entradas de ar. Caso se constate tais eventos, dever-se-á providenciar os reparos cabíveis antes da realização do ensaio. 4.2 - Descrição do Ensaio: 4.2.1- Determina-se uma marcha adequada que, quando engatada, permita ao veículo trafegar numa situação tal que, com o pedal do acelerador totalmente pressionado e, simultaneamente, com os freios acionados, se consiga estabilizar a rotação do motor num valor constante, entre 50% (cinqüenta por cento) e 60% (sessenta por cento) da sua rotação máxima. Sugere-se que a velocidade máxima atingível na marcha escolhida seja da ordem de 40 (quarenta) km/h. 4.2.2 - Caso não se disponha de um contagiros, poder-se-á utilizar o velocímetro com o mesmo fim para os veículos com transmissão mecânica. 4.2.3 - O veiculo deverá ser mantido nas condições do item 4.2.1, por um período de 5 (cinco) a 10 (dez) segundos, quando, então, deve-se registrar os valores observados através da Escala de Ringelmann Reduzida. 4.2.4 - Este ensaio deve ser realizado 3 (três) vezes para cada veículo a ser testado. 5. (Omissão do Diário Oficial ): 5.1 - O observador deve estar a uma distância de 30 (trinta) a 150 (cento e cinqüenta) m do veículo a ser avaliado e não deve olhar em direção à luz do sol. 5
5.2 - O observador deve segurar a Escala de Ringelmann Reduzida com o braço esticado e avaliar a fumaça no ponto de medida através do orifício da escala, contra um fundo branco de 1 x 1 m. 5.3 - O observador deve comparar a fumaça (vista pelo orifício) com os padrões de escala, determinando qual das tonalidades mais se assemelhe à fumaça emitida. 6. Resultados: 6.1- O ciclo de testes será considerado válido quando a diferença entre a maior e a menor leitura for superior a 1 (uma ) unidade da Escala de Ringelmann. 6.2 - O valor final considerado como sendo o grau de enegrecimento será a leitura mais freqüente dentre as 3 (três) observadas. 6