MINISTÉRIO DO INTERIOR SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE

Documentos relacionados
DZ-0572.R-4 - DIRETRIZ DO PROGRAMA DE AUTOCONTROLE DE EMISSÃO DE FUMAÇA PRETA POR VEÍCULOS AUTOMOTORES DO CICLO DIESEL PROCON FUMAÇA PRETA.

RODONAVES TRANSPORTES E ENCOMENDAS LTDA. DETALHAMENTO. R TÍTULO: INSPEÇÃO DE RINGELMANN Folha 1 / 5

Resolução CONAMA nº 18, de 06/05/86 - Institui em caráter nacional o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores - PROCONVE.

RESOLUÇÃO Nº 252/CONAMA, DE 07 DE JANEIRO DE 1999 D.O.U. 11/01/99

PORTARIA IBAMA Nº 85, DE 17 DE OUTUBRO DE 1996

147/SVMA-G/2009 EDUARDO JORGE MARTINS ALVES SOBRINHO

Desenvolvimento da Rede - Treinamento

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR - MDIC

a) pressão máxima do ciclo; b) rendimento térmico; c) pressão média

BRASIL. 1. Introdução:

LOTE 04 ESPECIFICAÇÕES TÉNICAS

Portaria n.º 142, de 26 de março de Veiculares, aprovado pela Portaria Inmetro n.º 14, de 14 de janeiro de 2016, publicada no Diário

Lei nº 8.723, de 28 de outubro de (Publicação - Diário Oficial da União - 29/10/1993) (Republicação - Diário Oficial da União - 01/11/1993)

c Deixe o sistema de escapamento esfriar antes de remover os componentes para manutenção, caso contrário estará sujeito a graves queimaduras.

RESOLUÇÃO CONAMA nº 252, de 29 de janeiro de 1999 Publicada no DOU n o 21, de 1 o de fevereiro de 1999, Seção 1, páginas 60-61

Art. 2º A avaliação de que trata o artigo anterior será realizada mediante o uso da Escala de Ringelmann e do Opacímetro.

O Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores

B310r 4x2 rodoviário VOLVO PNEUS 295/80R22,5. DIMENSÕES (mm)

Lista de anotações - Motor. Formulário de encomenda

Portaria n.º 602, de 12 de dezembro de 2013.

Portaria n.º 147, 29 de março de 2016

Mínima x500x22

Estabelece os limites de peso e dimensões para veículos que transitem por vias terrestres.

RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 507, DE 30 DE OUTUBRO DE 1976

PORTARIA Nº - 74, DE 7 DE FEVEREIRO DE 2012

Parágrafo único. O óleo diesel para a aplicação mencionada no caput será denominado óleo diesel S10.

LEI N DE OUTUBRO DE Dispõe sobre a redução de emissão de poluentes por veículos automotores e dá outras providências.

PROCEDIMENTO GERENCIAL

New Holland TS TS6020 TS6040

ANEXO VI PROCEDIMENTOS PARA A MEDIÇÃO DE RUÍDO

Considerando a necessidade de estabelecer os limites de pesos e dimensões para a circulação de veículos, resolve:

ANEXO II CONDIÇÕES DE FORNECIMENTO COMPLEMENTARES E OBRIGATÓRIAS

CHEVROLET S10 CABINE SIMPLES 2.4 FLEXPOWER 2014

REGULAMENTO TÉCNICO DE LIMITES MÁXIMOS DE EMISSÃO DE GASES POLUENTES e RUÍDO PARA VEICULOS AUTOMOTORES

ANEXO I - Modelo de requerimento para solicitação de veículo

DZ-0582.R-1 - DIRETRIZ PARA CONCESSÃO E RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO DE REGISTRO PARA MEDIÇÃO DE EMISSÃO VEICULAR

Relatório de inspeção

ABNT/CB-05 - AUTOMOTIVO Prazo-limite ABNT NBR 10400:1997 Tratores agrícolas - Determinação do desempenho na barra de tração - Método de ensaio

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR - MDIC

RESOLUÇÃO Nº 210 DE 13 DE NOVEMBRO DE

a) veículos não-articulados: máximo de 14,00 metros;

Considerando a necessidade de contínua atualização do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores - PROCONVE;

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 02 DE 22 DE NOVEMBRO DE 2011 Assunto: Utilização de veículos oficiais

Portaria n.º 268, de 28 de maio de 2013.

MT DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM. Avaliação da resistência do concreto por ensaio de luva expansível

CONTROLE DA POLUIÇÃO DO AR - PROCONVE/PROMOT RESOLUÇÃO CONAMA nº 282 de 2001

PORTARIA N 127, DE 30 DE JULHO DE 1999

Procedimento Operacional Assunto: Conduta Disciplinar do Motorista

Relatório de inspeção

Relatório de inspeção

INSTITUI O PROGRAMA DE TRANSPORTE COLETIVO ESCOLAR DO MUNICÍPIO DE PONTE SERRADA SC.

PROCESSO DE COMPRAS Revisão: 01 Página 1 de 8

Principais características

CRITÉRIOS PARA A PRÉ-QUALIFICAÇÃO DE HIDRÔMETROS

1. OBJETIVOS AMBITO CONCEITOS NORMAS APLICÁVEIS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES INSTRUÇÕES GERAIS / PROCEDIMENTOS...

IMPACTOS AMBIENTAIS DO AUTOMÓVEL ANÁLISE NUMÉRICA DO CICLO TERMODINÂMICO DE UM MOTOR DE 170kW OPERANDO A GÁS NATURAL

PROGRAMA PARA A MELHORIA DA MANUTENÇÃO DE VEÍCULOS DIESEL PMMVD

CHEVROLET S10 CABINE SIMPLES 2.4 FLEXPOWER 2015

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO

PERGUNTAS E RESPOSTAS COMENTADAS SOBRE NR 13

ReCon Cummins. Remanufaturados Economia, agilidade e confiabilidade.

Instrução Normativa n 06, DE 15 DE ABRIL DE 2015 (*)

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE SERVIÇOS LEGISLATIVOS LEI Nº 9.628, DE 13 DE OUTUBRO DE D.O

LOTE 05 ESPECIFICAÇÕES TÉNICAS TRATOR 4X4, 85 CV

Resolução CONAMA nº 15, de 13 de dezembro de (Publicação - Diário Oficial da União 29/12/1995)

Sistema Normativo Corporativo

I - MODELO 505 COM E SEM DESCOMPRESSÃO 505A COM E SEM DESCOMPRESSÃO

Transcrição:

MINISTÉRIO DO INTERIOR SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE INSTRUÇÃO NORMATIVA SACT/CPAR N. 1, DE 1981 Estabelece normas a orientar os órgãos estaduais de controle de poluição e as empresas de transporte de cargas e passageiros, quanto ao atendimento da Portaria GM n. 100, de 14 de julho de 1980. INTRODUÇÃO 1. A presente Instrução Normativa visa a orientar os órgãos estaduais de controle de poluição e as empresas de transporte de cargas e passageiros, quanto ao atendimento da Portaria GM n. 100, de 14 de julho de 1980. 2. Os testes de aferição do índice de fumaça serão realizados, preferencialmente, com a presença do Departamento Estadual de Trânsito, ao qual caberá a penalização aos infratores, conforme legislação em vigor. 3. A posse do certificado de aprovação não exime o portador, de atender à Resolução n. 510, de 15 de fevereiro de 1977, do Conselho Nacional de Trânsito. CAPÍTULO I Do Método de Teste 1. A verificação da emissão de fumaça será realizada conforme a Norma Brasileira Registrada NBR 6065, de julho de 1980, do Conselho Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial - CONMETRO, para veículos equipados com motores naturalmente aspirados, e teste de velocidade constante (Anexo 4), para aqueles equipados com motores turboalimentados, até que o Conselho Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial defina norma específica. CAPÍTULO II Das Empresas de Transporte 1. A solicitação do teste da frota de veículos será feita, diretamente, ao órgão estadual de controle de poluição, conforme formulários (Anexos 1, 2 e 3), em anexo. 2. Para a realização dos testes, serão ajustados, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, entre o órgão do meio ambiente e a empresa interessada, a data, o local e o número de veículos, os quais deverão ser apresentados, no local e dia aprazados, com a observância das seguintes condições: a) o sistema de exaustão não deve apresentar vazamentos; b) o diâmetro do tubo de escape deverá estar de acordo com as especificações do fabricante; c) a bomba injetora deverá estar lacrada pelo fabricante ou seu preposto, conforme o Decreto n. 79.134, de 17 de janeiro de 1977; d) o combustível deverá ser óleo diesel, conforme especificação em vigor, do CNP. 1

CAPÍTULO III Do Órgão Estadual de Controle da Poluição 1. O órgão estadual de controle da poluição fornecerá o certificado de aprovação, de acordo com o modelo anexo, e encaminhará, mensalmente, à SEMA, relatório de atendimento das solicitações recebidas e testes realizados. 2. O órgão estadual de controle da poluição enviará, anualmente, até 31 de janeiro, relatório de avaliação do programa e seus benefícios ambientais, relativo ao período anterior. CAPÍTULO IV Da Secretaria Especial do Meio Ambiente 1. A Secretaria Especial do Meio Ambiente prestará assessoramento técnico aos Estados que não tenham órgãos específicos de controle de poluição atmosférica, para a realização dos testes aludidos, podendo credenciar outras entidades para atenderem às solicitações que lhe forem encaminhadas. CAPÍTULO V Das Disposições Gerais 1. A área destinada aos testes dos veículos deverá corresponder ao da cidade do emplacamento, admitindo-se exceções, desde que acompanhados de autorização expressa do órgão do meio ambiente local - Paulo Nogueira Neves, Secretário do Maio Ambiente. ANEXO 1 MODELO DE CARTA PARA O ENCAMINHAMENTO DO PEDIDO DE CERTIFICADO DO ÍNDICE DE FUMAÇA EM VEÍCULOS DIESEL... (nome da empresa) requer o certificado do índice de fumaça dos... (n. de veículos diesel) veículos de sua propriedade relacionados no memorial anexo... (fls. a ). Declara expressamente estar ciente de que esta certificação não isenta de eventuais sanções legais, por emissão de fumaça excessiva, decorrentes de fiscalização de veículos diesel em uso no Território Nacional....,...de...de 19... Nome:... Assinatura:... 2

ANEXO 2 FOLHA DE DADOS DA EMPRESA NOME DA EMPRESA: ENDEREÇO: TELEFONE: NOME DO SOLICITANTE: ASSINATURA: CARGO: TELEFONE: CONSUMO REAL DE COMBUSTÍVEL: M/MÊS DISTRIBUIDORA: NÚMERO DE VEÍCULOS: A) ÔNIBUS B) CAMINHÕES C) OUTROS OS MOTORES DOS VEÍCULOS DA FROTA ESTÃO DE ACORDO TODAS AS ESPECIFICAÇÕES DO FABRICANTE? SIM NÃO. CASO NEGATIVO, INDIQUE AS DIVERGÊNCIAS: AS BOMBAS INJETORAS ESTÃO LACRADAS? SIM NÃO FORNEÇA AS INFORMAÇÕES ADICIONAIS QUE JULGAR NECESSÁRIO. AS CURVAS OU CERTIFICADOS DE REVISÕES DAS BOMBAS INJETORAS OU ATESTADOS DE FUMAÇA FORNECIDOS POR CONCESSIONÁRIO AUTORIZADO. DESCREVA O PLANO DE MANUTENÇÃO UTILIZADO EM SUA EMPRESA, O MAIS DETALHADO POSSÍVEL. ESTABELEÇA A FORMA MAIS CONVENIENTE (local e dia da semana) PARA SE FAZER A INSPEÇÃO DA SUA FROTA. 3

ANEXO 3 DADOS DOS VEÍCULOS (USO SOLICITANTE) NOME DA EMPRESA: FOLHA DE VEÍCULO 1 2 3 4 5 6 7 ITENS V Nº DA PLACA E Nº DO VEÍCULO Í MARCA C MODELO U CAPACIDADE (PASSAG/TON.) L ANO DE FABRICAÇÃO O QUILOMETRAGEM TOTAL MARCA M MODELO (OU POTÊNCIA) O ANO DE FABRICAÇÃO T QUILOMETRAGEM O Nº DO MOTOR R Nº DA BOMBA INJETORA É TURBO -ALIMENTADO? VAZAMENTO DO CABO DE DESCARGA DIÂMETRO DO CABO DE DESCARGA LACRE DA BOMBA INJETORA CARACTERÍSTICA DO ÓLEO DIESEL NÍVEL DE FUMAÇA DATA DA INSPEÇÃO RESULTADO ASS. DO RESPONSÁVEL: ASS. DO INSPETOR ASS. DO RESPONSÁVEL ANEXO 4 DETERMINAÇÃO DO GRAU DE ENEGRECIMENTO DA FUMAÇA EMITIDA POR MOTORES DIESEL VEICULARES Método em Velocidade Constante 1. Objetivo: Esta Norma prescreve o método de ensaio para a determinação do grau de enegrecimento da fumaça emitida por motores diesel veiculares turboalimentados sob condições de velocidade constante. 2. Definições: Para os efeitos desta Norma, são adotadas as seguintes definições: 2.1 - Velocidade Constante: Regime de funcionamento a que um motor diesel é submetido, definido pela carga a ele aplicada, mantendo as seguintes condições: a) rotação constante dentro de uma tolerância de ± 150 RPM; b) situação de débito máximo de combustível no sistema injetor. 4

A carga aplicada, era referência, poderá ser o resultado da ação dos freios do veículo quando este estiver em via rodoviária ou sobre cavaletes ou rolos livres. Nesse caso, o mesmo efeito poderá ser obtido, também, em dinamômetro de chassi. 2.2 - Condições Estabilizadas e Normais de Operação: As temperaturas da água de refrigeração e do óleo de lubrificação devem estar conforme especificação do fabricante para operação normal. 2.3 - Escala de Ringelmann Reduzida: É uma escala para a comparação colorimétrica de fumaça conforme definido no MB-916 - Determinação do Grau de Enegrecimento de Fumaça emitida por Veículos Rodoviários Automotores com Motor Diesel, utilizando-se a Escala de Ringelmann. 3. Aparelhagem: Escala de Ringelmann Reduzida. 4. Execução do Ensaio: 4.1 - Condições de Ensaio: 4.1.1 - O motor deverá estar sob condições estabilizadas e normais de operação, com suprimento de ar fresco adequado. Quando, por ocasião do início do ensaio, se verificar que o motor não está nas condições previstas, dever-se-á trafegar com o veículo durante pelo menos 10 (dez) minutos. 4.1.2 - O sistema de exaustão deverá ser inspecionado quanto à ocorrência de vazamentos de gases e/ou entradas de ar. Caso se constate tais eventos, dever-se-á providenciar os reparos cabíveis antes da realização do ensaio. 4.2 - Descrição do Ensaio: 4.2.1- Determina-se uma marcha adequada que, quando engatada, permita ao veículo trafegar numa situação tal que, com o pedal do acelerador totalmente pressionado e, simultaneamente, com os freios acionados, se consiga estabilizar a rotação do motor num valor constante, entre 50% (cinqüenta por cento) e 60% (sessenta por cento) da sua rotação máxima. Sugere-se que a velocidade máxima atingível na marcha escolhida seja da ordem de 40 (quarenta) km/h. 4.2.2 - Caso não se disponha de um contagiros, poder-se-á utilizar o velocímetro com o mesmo fim para os veículos com transmissão mecânica. 4.2.3 - O veiculo deverá ser mantido nas condições do item 4.2.1, por um período de 5 (cinco) a 10 (dez) segundos, quando, então, deve-se registrar os valores observados através da Escala de Ringelmann Reduzida. 4.2.4 - Este ensaio deve ser realizado 3 (três) vezes para cada veículo a ser testado. 5. (Omissão do Diário Oficial ): 5.1 - O observador deve estar a uma distância de 30 (trinta) a 150 (cento e cinqüenta) m do veículo a ser avaliado e não deve olhar em direção à luz do sol. 5

5.2 - O observador deve segurar a Escala de Ringelmann Reduzida com o braço esticado e avaliar a fumaça no ponto de medida através do orifício da escala, contra um fundo branco de 1 x 1 m. 5.3 - O observador deve comparar a fumaça (vista pelo orifício) com os padrões de escala, determinando qual das tonalidades mais se assemelhe à fumaça emitida. 6. Resultados: 6.1- O ciclo de testes será considerado válido quando a diferença entre a maior e a menor leitura for superior a 1 (uma ) unidade da Escala de Ringelmann. 6.2 - O valor final considerado como sendo o grau de enegrecimento será a leitura mais freqüente dentre as 3 (três) observadas. 6