Universidade Federal do Rio de Janeiro Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas Faculdade de Administração e Ciências Contábeis Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação Disciplina Gestão da Informação e do Conhecimento (ACA603) Profa. Fabrícia Sobral fabricia.protic@gmail.com
AULA 1A DADO, INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E SABEDORIA
Objetivos desta aula Ao final desta aula o aluno será capaz de... Reconhecer os conceitos de dado, informação, conhecimento e sabedoria Compreender a cadeia evolutiva do dado como matéria-prima da informação 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 3
Dado na computação Conjunto de 0 e 1 (linguagem binária); bits e Bytes armazenados e processados pelo computador. Menor parte da informação Ex.: Rio de Janeiro, 13 de abril de 2016. Matéria-prima da informação Considerados fatos em sua forma primária, portanto necessita de processamento. DIA MÊS ANO CIDADE 13 Abril 2016 Rio de Janeiro DATA 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 4
Sobre dados Símbolos sem significado e sem contexto usados para representar a informação. Não dependem de assimilação por parte do usuário. Adquiridos de alguma forma, via coleta, pesquisa ou criação, guardados de outra forma e, possivelmente, apresentados em uma terceira. Nossos sistemas tradicionais são otimizados para processar dados que podem ser facilmente descritos na forma de tabelas, como uma planilha eletrônica, onde cada coluna tem tamanho constante ou previsível, mesmo que a quantidade de linhas seja muito grande. Entretanto, muitos dos novos tipos de dados têm formatos mais livres (textos, imagens etc.) ou com estruturas específicas (redes, por exemplo) (XEXEO, 2006). 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 5
Dados estruturados e não estruturados Estruturados Possuem uma estrutura rígida de armazenamento. Ex: Planilha eletrônica, tabelas relacionais. Semi estruturados Possuem estrutura de armazenamento, porém esta não é rígida. Ex.: e-mail, páginas de hipertextos. Não estruturados Não possuem estrutura de armazenamento definida além de sequências de bytes ou caracteres. Ex.: imagens, vídeos e textos. 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 6
Crescimento dos dados Big Data é um termo utilizado para expressar grande volume de dados no que tange aos desafios impostos pelo aumento de produção de dados. Dados gerados em cada venda em uma rede de supermercados; Cruzamentos com mensagens em redes sociais sobre mercados, produtos, receitas e notícias na mídia; Dados de clubes de relacionamento, de cartão de crédito e as regiões geográficas em que acontecem. (XEXEO, 2013) 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 7
3 Vs do Big Data Volume Grande quantidade de dados que possuímos dentro e fora de uma Organização. De Gigabytes (bilhões de bytes) e Terabytes (trilhões) para Petabytes (milhares de trilhões) ou até mesmo Exabytes (milhões de trilhões). Velocidade Altas taxas de dados para armazenamento em um intervalo muito curto de tempo. Política de seleção e descarte Variedade Formas diferentes de dados compartilhamento de um texto em uma rede social, um post no blog, um review em um e-commerce. (XEXEO, 2013) 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 8
Informação É o dado processado com algum significado e atribuído a um contexto. Apresenta algum tipo de relacionamento, avaliação, interpretação ou organização. DIA MÊS ANO CIDADE 13 Abril 2016 Rio de Janeiro DATA DO PEDIDO 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 9
Informação Fonte: RASCÃO (2006) Existe uma evolução de significados pelas relações dadas entre o dado, a informação e o conhecimento. 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 10
Conhecimento Representa a soma das experiências do indivíduo ou da coletividade, é cumulativo, podendo ser tácito (não codificado) ou explícito (codificado, neste caso, tornando-se informação). O conhecimento pode ser categorizado como: tácito e explícito (codificado), ou seja, é inicialmente inerente ao ser humano (tácito) e se transforma em ação ou é codificado, explicitado, transferido sob a forma de informação. (CIANCONI, 2003), p.29 A informação só se torna conhecimento nas mãos de alguém que sabe o que fazer com ela (Peter Druker ) 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 11
Sabedoria A sabedoria é a utilização do conhecimento com eficácia e eficiência (RÊGO, 2013). Sabedoria é a avaliação, o julgamento, que somente seres humanos podem fazer (CIANCONI, 2003.) 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 12
Dado, Informação e Conhecimento INFORMAÇÃO Dados dotados de relevância e propósito Requer unidade de análise Exige consenso em relação ao significado Exige necessariamente a mediação humana CONHECIMENTO Informação valiosa da mente humana. Inclui reflexão, síntese, contexto De difícil estruturação De difícil captura em máquinas Freqüentemente tácito De difícil transferência Fonte: T. Davenport e L. Prusak c2006, Valentim
Fonte: https://tibau.org/2011/08/20/cadeia-de-valor-do-conhecimento-parte-2/ 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 14
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Fonte: Extraído de RÊGO (2013) 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 16
Sabedoria! Fonte: http://pensador.uol.com.br/frase/mta0mjc5ng/ 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 17
Síntese da aula Nessa aula o aluno... Identificou as características de dado, informação, conhecimento, sabedoria. Compreendeu a cadeia de evolução de dados e informação. 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 18
Leitura recomendada Para melhor entendimento dessa aula, leia: HARVEY, David. Condição pós-moderna. São Paulo: Edições Loyola, 2000. Capítulo 8: O Fordismo, p.121 a p.134. XEXÉO, Geraldo. Big data: computação para uma sociedade conectada e digitalizada. Ciência Hoje, v. 51, n. 306, ago. 2013. 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 19
O que vem na próxima aula Na próxima aula você vai estudar: Tipos de conhecimento: tácito e explícito Informação e conhecimento na Sociedade da Informação Informação e conhecimento no contexto organizacional Opte pelo que faz seu coração vibrar (Osho) 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 20
Referências 1. BUSH, V. As we may think. Atlantic Monthly, v.176, 1, p.101-108, 1945. Tradução Livre de Fábio Mascarenhas e Silva. Disponível em http://www.uff.br/ppgci/editais/bushmaythink.pdf 2. SANTOS, Plácida L. V. A. C.; CARVALHO, Angela M. G. SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO: avanços e retrocessos no acesso e no uso da informação. Inf. & Soc.:Est., João Pessoa, v.19, n.1, p. 45-55, jan./abr. 2009. Disponível em: <http://www.ies.ufpb.br/ojs/index.php/ies/article/view/1782/2687>. 3. MARCONDES, Carlos Henrique; SAYAO, Luis Fernando. Documentos digitais e novas formas de cooperação entre sistemas de informação em C&T. Ci. Inf., Brasília, v. 31, n. 3, p. 42-54, Sept. 2002. Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=s0100-19652002000300005&lng=en&nrm=iso>. access on 12 Apr. 2016. http://dx.doi.org/10.1590/s0100-19652002000300005. 4. WERTHEIN, Jorge. A sociedade da informação e seus desafios. Ci. Inf., Brasília, v. 29, n. 2, p. 71-77, maio/ago. 2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n2/a09v29n2.pdf>. 5. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 2002. 6. XEXEO, Geraldo. Big Data: computação para uma sociedade conectada e digitalizada. 2013. Ciência Hoje, 306, VOL. 51. 7. RÊGO, Bergson. Gestão e Governança de Dados: promovendo dados como ativo de valor nas empresas. Rio de Janeiro: Brasport, 2013. 8. RASCÃO, José Poças. Da Gestão Estratégica à Gestão Estratégica da Informação: como aumentar o tempo disponível para tomada de decisão estratégica. Rio de Janeiro: E-Papers, 2006. Disponível no Google Books. 01/09/2016 Gestão da Informação e do Conhecimento 21