MINUTA DE CONTRATO DE COMODATO Entre: Primeiro (José de Guimarães), adiante designado por Primeiro Contraente. Segundo - (MdeG), pessoa colectiva nº, instituída pelo, com sede na Rua, representada por com poderes bastantes para este acto, adiante designado como Segundo Contraente. Considerando: a) Que o Município de Guimarães se encontra a construir um equipamento designado por Plataforma de Artes e Criatividade, no quadro dos equipamentos incluídos na candidatura de Guimarães a Capital Europeia da Cultura 2012; b) Que, desde a génese de tal equipamento, existe a intenção por várias vezes declarada de ali instalar um Centro Internacional de Artes destinado a acolher parte do espólio do Mestre José de Guimarães; c) Que os contraentes iniciaram já um processo de negociação com vista ao estabelecimento de um contrato de comodato tendo como objecto a cedência, por parte do Mestre José de Guimarães, ao Município de Guimarães, de um conjunto de obras de arte por um período dilatado de tempo, durante o qual tais obras constituiriam o espólio do referido Centro Internacional de Artes; d) Que a tramitação de tal processo negocial, pelas suas implicações legais e patrimoniais, pode prejudicar a possibilidade de assegurar a existência de uma exposição aquando da inauguração do equipamento, prevista para 24 de Junho de 2012; c) Que, por corresponder à vontade manifesta das partes, seria oportuno acordar desde já nos termos em que se viabilizará a exposição de inauguração, sem prejuízo do processo negocial correspondente ao regime de comodato final. Os contraentes acordam no seguinte:
CLÁUSULA PRIMEIRA 1. O Primeiro Contraente cederá ao Segundo Contraente, no regime previsto nos números das cláusulas seguintes, um conjunto de obras de arte a ser seleccionado pelo Primeiro Contraente; 2. Uma vez identificadas nos termos do número anterior, a relação das obras de arte a ceder constituirá o Anexo I deste contrato, dele passando a fazer parte integrante. 3. O Anexo referido no número anterior será elaborado pelo Primeiro Contraente e enviado ao Segundo Contraente até ao final do ano de 2011. 4. O fim exclusivo de tal cedência de obras de arte é o de constituir a exposição que estará patente ao público aquando da inauguração da Plataforma de Artes e Criatividade Centro Internacional de Artes José de Guimarães, de acordo com comissariado a acordar expressa e formalmente entre os Contraentes; 5. O Segundo Contraente não poderá dar qualquer outro destino ou utilização às obras em referência sem o acordo expresso, prévio e escrito, do Primeiro Contraente. 6. O Segundo Contraente poderá delegar a responsabilidade de gestão e coordenação da exposição e do próprio Centro Internacional de Artes noutra entidade, obtido o acordo escrito do Primeiro Contraente. CLÁUSULA SEGUNDA 1. Para além das obras de arte indicadas, o Primeiro Contraente poderá, no futuro, proceder à cedência de outras obras de arte ao Segundo Contraente, se este acordar em tais cedências. 2. Verificando-se novas cedências de obras de arte nos termos do número anterior, os contraentes lavrarão um termo de entrega relativo às mesmas, que será acompanhado de uma relação das obras então entregues e recebidas. 3. As novas cedências de obras de arte terão o regime fixado no presente contrato, aplicando-se-lhes todas as suas cláusulas, salvo se e na medida em que se convencionar diferentemente no termo de entrega. 4. O prazo da cedência destas obras contar-se-á a partir da data do termo de entrega respectivo. CLÁUSULA TERCEIRA
1. Os custos do transporte, quer para o depósito no Segundo Contraente quer para o seu regresso à posse do Primeiro Contraente no termo deste contrato, serão da responsabilidade do Segundo Contraente. 2. Durante a vigência do contrato e enquanto as obras se mantiverem na posse do Segundo Contraente, este será responsável pela guarda, boa conservação e eventual restauro das mesmas obras, recaindo também sobre ele, Segundo Contraente, todos os restantes deveres legais do comodatário. 3. Mais se obriga o Segundo Contraente a celebrar contrato de seguro que cubra os riscos de roubo, perda, extravio, deterioração ou destruição das obras de arte cedidas durante o tempo por que estas estiverem confiadas à sua guarda. 4. Os valores a atribuir às obras para efeitos do seguro previsto no número anterior serão estabelecidos por consenso dos contraentes, que igualmente poderão acordar na eventual actualização de tais valores. CLÁUSULA QUARTA 1. O Segundo Contraente fica ainda obrigado: a) a facultar ao Primeiro Contraente o acesso às obras cedidas para verificação do seu estado de conservação; b) a informar o Primeiro Contraente sobre a eventual necessidade de restauro das obras, identificando o técnico que propõe para a execução do restauro; c) a indicar nas próprias obras, através de legenda adequada, quer em exposições quer em reproduções como Colecção do Primeiro Contraente; 2. O técnico proposto nos termos da alínea b) do número anterior deverá ser aprovado pelo Primeiro Contraente; para o efeito, considerar-se-á haver aprovação tácita se o Primeiro Contraente não responder no prazo de quinze dias à comunicação prevista na citada alínea b). CLÁUSULA QUINTA 1. Durante a vigência do presente contrato, o Primeiro Contraente poderá solicitar ao Segundo Contraente a restituição, temporária ou definitiva, de qualquer das obras cedidas, desde que nisso tenha interesse atendível, a cedência não prejudique o objecto do contrato e a integralidade da
exposição das obras, para o que comunicará a sua pretensão ao Segundo Contraente, com o mínimo de três meses de antecedência. 2. Mais se obriga o Primeiro Contraente a, também durante o mesmo prazo, não alienar a favor de terceiro ou terceiros qualquer das obras cedidas, salvo se previamente obtiver adesão, expressa e escrita, dos terceiro ou terceiros adquirentes ao presente contrato, por forma a que este ou estes adquirentes passem a ocupar a posição contratual do Primeiro Contraente e a assumir as obrigações dessa posição decorrentes. CLÁUSULA SEXTA Nenhum dos contraentes será obrigado a prestar ao outro qualquer retribuição pela cedência das obras regulada pelo presente contrato que é, assim, inteiramente gratuita. CLÁUSULA SÉTIMA 1. A cedência de obras prevista neste contrato faz-se pelo prazo de um ano, a contar da data em que tais obras sejam material e efectivamente confiadas ao Segundo Contraente. 2. Para o início da contagem do prazo contratual fixado no número anterior, será lavrado um termo de entrega das obras, elaborado em duplicado e subscrito quer por um representante do Segundo Contraente, quer pelo Primeiro Contraente ou representante deste devidamente mandatado. 3. O presente contrato extingue-se automaticamente com a celebração de novo contrato de comodato, desde que este inclua a totalidade das obras constantes do Anexo I. CLÁUSULA OITAVA Apenas por documento escrito e subscrito por ambos os contraentes poderá este contrato ser modificado, designadamente mediante a alteração, substituição, eliminação ou aditamento de qualquer das cláusulas ou do Anexo I. CLÁUSULA NONA 1. Tendo em conta que é intenção do Primeiro Contraente instituir uma Fundação que terá como acervo patrimonial parte ou a totalidade das obras que constituem o objecto do presente contrato, os Contraentes deixam desde já expressamente estabelecida a possibilidade de cedência da posição
contratual aqui assumida pelo Primeiro Contraente a favor de Fundação que venha a ser por si instituída. 2. Para o efeito referido no número anterior, bastará que o Primeiro Contraente comunique, por escrito, ao Segundo Contraente a cedência da sua posição contratual, devendo as partes formalizar a cessão da posição contratual no prazo de quinze dias a contar daquela comunicação. 3. Caso se verifique a situação referida nos números anteriores, a posição contratual do Primeiro Contraente transmitir-se-á inalterada, e nos precisos termos em que é agora formalizada, à Fundação cessionária, que passará a assumir, desde a data da cessão da posição contratual, todos os direitos e obrigações contratuais que agora decorrem para o Primeiro Contraente. CLÁUSULA DÉCIMA 1. O presente contrato rege-se pela lei portuguesa. 2. Para apreciação e decisão de qualquer litígio emergente deste contrato - da sua interpretação, execução, cumprimento ou incumprimento, validade ou invalidade - será internacional e territorialmente competente o Tribunal da Comarca de Guimarães (Portugal), foro que os contraentes convencionam com expressa exclusão de qualquer outro. Feito em Guimarães, no dia, em dois exemplares, ambos com o mesmo valor e destinados cada um deles a cada um dos contraentes, e, depois de lido, vai ser rubricado e assinado pelos contraentes, que o acham inteiramente conforme às suas vontades. PRIMEIRO CONTRAENTE SEGUNDO CONTRAENTE