FIBRA POLIESTER APLICAÇÕES: Além de ser a fibra têxtil que mais cresce no mundo o poliéster é também a mais versátil de todas. A cada dia são desenvolvidas novas aplicações para ela. No Brasil, para o consumidor, segundo a tendência mundial, a utilização de poliester vem se diversificando a cada dia. Fibra tergal algodão: Fibra curta que se mistura ao algodão, para utilização em praticamente todas aplicações em que se usa 100% algodão. Em alguns casos, ela se mistura à viscose curta para aplicações similares ás do algodão. São demonstradas algumas misturas entre tergal algodão para fiação de anel e open- end. Fibra Tergal linha de costura: tem a fibra adequada para todos os tipos de costura. Fibra Tergal Tech: É a fibra poliester de alta performance que atende ás exigências de qualidade dos produtos de não tecidos. Seus níveis de frisagem e retração, associados a um tratamento superficial com óleos lubrificantes especiais, permitem alto desempenho na cardagem e processos posteriores, garantindo ganho de produtividade, principalmente aos fabricantes de não tecidos. Tingimento em massa, qualidade de cor: No processo de tingimento em massa de Tergal Tech, o pigmento é misturado ao polímero antes da extrusão. Esse processo garante à cor da fibra a mais alta solidez em todas as solicitações: lavagem, exposição à luz, ao suor e à brasão. E ainda traz uma importante vantagem adicional: no caso de mescla, a fibra complementar pode ser tingida com qualquer corante, sem o risco de alterar a cor preta original de Tergal Tech. Fibra Tergal Lofty: É a fibra de alta performance, especialmente desenvolvidas para aplicações em mantas de enchimento de todas as gramaturas. No uso em mantas de enchimento para vestuário ou edredons, travesseiros ou brinquedos Tergal Lofty é auto suficiente, não precisando de mistura para atender às exigências dessas aplicações. Tergal Lofty é uma fibra de secção transversal oca, extremamente branca branco ótico, disponível em duas versões: standard e siliconada. Propriedades / Características Umidade de equilíbrio: 0,4%. Energia de superfície: baixa. Benefícios Facilidade de manutenção; secagem rápida; ausência de intumescimento; propriedades dinamométricas inalteradas; não retém suor. Dificulta a aderência de sujeiras à sua superfície.
Condutividade térmica: baixa. Termoplasticidade:possui memória térmica. Ponto de fusão: 255 C. Resiliência: alta ( garantia pela frisagem e secção transversal ). Resistência aos ácidos e aos álcalis: alta. Termofusíveis. Densidade: 1,38 g/cm 3 Tenacidade: alta. Retração. Solidez das cores: corretamente tingida, a fibra de poliester tem excelente solidez. Tingimento a 130 C ou 100 C com carrier. Resistência a oxidantes e redutores. Estabilidade dimensional: perfeita. Alergia não - alérgica. Resistência à úmida: elevada. Resistência a microorganismos e insetos: muito elevada. Minimiza o efeito da variação climática. Uma vez fixada, não amarrota nem perde o vinco. Permite a cura de resinas que modificam o toque da superfície. Adequado para filtros que exijam temperaturas elevadas. Efeito mola. Ideal para tapetes/carpetes e mantas ( Fiberfill ) Não sofre degradação em contato com alimentos. Importante nas aplicações industriais. Permite a reciclagem. Em mistura com o algodão, torna o tecido ou malha mais leve. No processo de fiação, permite trabalhar em alta velocidade. Confere maior durabilidade ao produto final. Estabilidade dimensional do produto final. Não desbota. Pode ser tinto em qualquer fase do processo. Importante no processo de acabamento, quando misturado com algodão. Quando o tecido ou malha são acabados corretamente, não há risco de encolhimento ou deformação. Permite o contato direto com a pele. Não degrada, mesmo exposta à umidade por longos períodos. Não é atacada. CARDAS Escolha das guarnições: Existem guarnições para cada órgão da carda, especialmente desenvolvidas para o processamento da fibra poliester, que variam em função do título da fibra a ser Para o processamento de poliester com título entre 1,2 a 1,5 dtex., os mais usuais, os fabricantes de guarnições recomendam: Órgão Pontas/pol. 2 Ângulo Cilindro 620 670 15 200 Doffer 312 365 25 300
Lickerin 24 32-12 - 50 Flatts 270-350 Condições de cardagem: Recomendamos como ponto de partida para um bom processamento da fibra poliéster: Título de saída - Ne 0,12 0,15 RPM Lickerin 650 750 RPM Cilindro 300 400 Velocidade dos Flatts cm/min 2,5 5,0 % Strips de flatts 0,5 0,8 Escartamentos: A Mesa/Likerin ---------------------------------------0,0017-0,0022 B Likerin/Grelha entrada -------------------------0,187 - saída ----------------------------0,029 C Likerin/Cilindro ------------------------------------0,007 D Cilindro/Placa Traseira em baixo------------0,022-0,029 - em cima-------------0,022-0,029 E Cilindros/Flatts --------------------------------------0,022-0,029 F Cilindro/Chapa Dianteira em cima ----------0,034 - em baixo ---------0,022 G Cilindro/Doffer--------------------------------------0,005 H Cilindro/Grelhas na frente--------------------3/16 - no meio-------------------0,034/0,039 (*) - atrás-----------------------0,034 I Entre Calandras destacadoras do véu--------0,005-0,007 (*) Para evitar que o ar possa encontra uma saliência devido a irregularidades nas grelhas, e saia para as laterais da carda ajusta se um degrau no sentido do movimento do Cilindro. Problemas e soluções usuais:
Defeito Causa Provável Ponto de Correção 1 Véu caindo. 1.1 Baixa coesão da fibra 1.1.1 Aplicar sobre a fibra e/ou estática. uma ensima coesiva, e/ou 1.2 Excessivo castigo sobre a fibra. 1.3 Turbulência de dentro da carda. 1.4 Tenção excessiva do véu de saída. 2 Rupturas da fita de saída. 2.1 Baixa coesão e/ou estática. 3 Enfaixamentos de fibras no tambor e/ou lickerin. 2.2 Deposição de sujeira ou asperidade nos pontos de contato da fita. 2.3 Tensão excessiva entre calandra de saída e collier. 3.1 Excesso de ensimagem e/ou umidade na fibra. antiestática. 1.2.1 Ajustar corretamente a carda de acordo ao tipo de fibra trabalhada ( escartamento e rotações entre os órgãos). 1.3.1 Controlar correntes de ar com as chapas e/ou segmentos cardantes, traseiros e dianteiros. 1.4.1 Ajustar tensão do véu. 2.1.1 Aplicar sobre a fibra uma ensimagem coesiva e/ou antiestática. 2.2.1 Limpar e polir os pontos de contato. 2.3.1 Ajusta tensão de maneira que não ocorram falsas estiragens. 3.1.1 Se alguma ensimagem está sendo aplicada, reduzir a % da mesma, ou interromper sua utilização. 3.1.2 Deixar a fibra descansar 24 horas antes da cardagem (quando o batedor for com formação de manta). 3.2 Estática na fibra. 3.2.1 Aplicar uma ensimagem antiestática. 3.2.2 Aumentar a % de umidade relativa da sala (g. água/m 3 ar seco). 3.3 Guarnições sujas de óleo, ou deposição de ensimagem. 3.4 Uso de mecha de maçaroqueira na manta de batedor. 3.5 Mal estado das guarnições por golpes ou incrustações. 3.3.1 Limpar e escovar guarnições. 3.4.1 Eliminar mecha na formação da manta. 3.5.1 Reparar ou trocar guarnições.
3.6 Ajuste inadequados para o mal trabalho. 3.7 Umidade do ambiente excessiva. 4 Fita cardada defeituosa. 4.1 Material alimentado emaranhado ou com partes torcidas. 4.2 Ajustes e velocidades inadequadas a fibra 4.3 Ponta das guarnições arredondadas, sem poder cardante. 4.4 Ponta das guarnições excessivamente afiadas, com formação de rebarbas. 4.5 Movimento irregular dos flats. 4.6 Guarnições inadequadas a fibra 4.7 Abertura deficiente da fibra proveniente do batedor. 5 Véu irregular (U%). 5.1 Manta irregular, que não permite sua alimentação uniforme pelo cilindro alimentador, provocando arrancamento de massas de fibra. 5.2 Estiragem excessiva entre cilindro desenrolador da manta e cilindro alimentador. 5.3 Cilindro e doffer impefeitamente cilíndricos. 5.4 Escartamento entre cilindro e doffer irregular. 6 Claros no véu. 6.1 Abertura insuficiente do material alimentado. 6.2 Excesso de tensão no véu. 3.6.1 Verificar se os ajustes são os adequados a fibra 3.7.1 Adequar as condições de temperatura e umidade da sala. 4.1.1 Revisar e corrigir órgãos de abertura com rebarbas, ou danificados. 4.2.1 Verificar se os ajustes são os adequados a fibra 4.3.1 Afiar as guarnições, ou trocá las se necessário. 4.4.1 Repassar escovas com pontas metálicas rígidas para retirar rebarbas. 4.5.1 Revisar o estado da corrente, e da superfície guia. 4.6.1 Trocar guarnições. 4.7.1 Corrigir abertura no batedor. 5.1.1 Corrigir irregularidade de manta. 5.1.2 Aumentar pressão do cilindro alimentador. 5.2.1 Baixar estiragem. 5.3.1 Retificar superfícies à fundo. 5.4.1 Ajustar corretamente. 6.1.1 Corrigir abertura no batedor. 6.2.1 Reduzir tensão no véu. 6.3 Mal estado das 6.3.1 Retirar incrustações das
guarnições do cilindro ou doffer, por golpes ou incrustações. 7 - Véu recortado nas bordas. 7.1 - manta de alimentação mal formada nas bordas, ou mais larga que a largura útil das cardas. 8 - Véu não desprende facilmente do doffer. 9 - O véu se desprende do doffer antes de ter contato com o sistema destacador. Dicas: guarnições. 6.3.2 Mudar guarnições. 7.1.1 - Colocar nas laterais do batedor guias de madeira ou aço, para reduzir largura da manta. 7.2 - Ajuste das grelhas 7.2.1 - Ajustar corretamente. inadequados. 7.3 - Guarnições sujas de 7.3.1 - Limpar com tetracloreto óleo nas bordas. de carbono. 8.1 - Desajuste do sistema 8.1.1 - Ajustar corretamente. destacador do véu. 8.2 - Condições de 8.2.1 - Verificar se as temperatura e umidade da condições são adequadas. sala, inadequadas ao tipo de fibra 9.1 - Doffer mal afiado. 9.1.1 - Revisar e afiar doffer. A fibra de poliester tende a se agarrar mais nas guarnições que a fibra de algodão. Todas as regulagens e tipos de guarnições recomendadas, visam facilitar a transferência da fibra poliester uma para outra guarnição. Quando se introduz a fibra poliester numa fiação que vem processando 100% algodão, costuma - se iniciar a produção industrial com guarnições próprias para algodão, usando velocidades e escartamentos alternativos. Somente quando se tenha certeza de que o novo artigo já faz parte da linha de produção da empresa, se programa a mudança das guarnições próprias para fibra poliéster, dentro do plano normal das trocas das mesmas. Quando se inicia os primeiros ensaios com fibra poliéster, manter ao alcance engrenagens de tensão do véu e fita, com um dente acima e abaixo da utilizada. É normal a necessidade destes ajustes quando se passa de algodão para poliéster. Maçaroqueira: Condições de processamento: Em geral todas as máquinas existentes no mercado, adaptadas com braço pendular, apresentam condições plenas para o trabalho com poliéster. Título de saída - Irá depender do título final a ser fiado. Normalmente está na faixa Ne 0,80 à 1,60. É que a definição do título de saída resulte numa estiragem total da maçaroqueira entre 8 e 12.
Coeficiente de Torção ( Ke inglês ) - Irá depender do comprimento de corte da fibra poliéster, do tipo e porcentagem da mistura. Segua alguns exemplos: - 100% PES 38 mm ------------------------------ Ke = 0,60-0,65. - 67/33% PES 38mm/CV 38mm--------------- ke = 0,65-0,70. - 67/33% PES 38mm/CO penteado---------- Ke = 0,70-0,75. - 50/50% PES 32mm/CO cardado------------ Ke = 0,75-0,80. O poliéster apresenta normalmente uma maior coesão fibra/fibra que o algodão, principalmente quando recebe alguma torção. Por isso se usa torções mais baixas nas maçaroqueiras, o que não deixa de ser bom pelo aumento de produtividade resultante. Escartamento - Os produtores de braços pendulares distribuem boletins técnicos muito completos, que fornecem ótimas orientações quanto aos escartamentos, posições relativas entre cilindros superiores e inferiores, em função da mistura e comprimento de fibra trabalhadas. Pressão - Embora existam braços pendulares próprios para mistura de algodão e fibras cintéticas, o poliéster apresenta ótimo desempenho quando processado nos braços próprios para 100% algodão.