UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS FACULDADE DE GEOLOGIA DISCIPLINA: INTRODUÇÃO ÀS GEOCIÊNCIAS ALUNA: RANIELLY SOUZA MONTEIRO DA SILVA 201508540033 MONITORA: ÁDRIA KANOME MORI SOARES 201408540001 COMO NASCEU NOSSO PLANETA Etapas da evolução do planeta Terra BELÉM 2015 As rochas podem ser comparadas a um longo livro de história, pois registram os eventos geológicos e as mudanças das formas de vida ao longo do tempo. Através deste estudo foi criada e escala de tempo geológica, que está subdividida, principalmente, em dois grandes éons: Pré cambriano: representa os primeiros 4 bilhões de anos da Terra; Fanerozóico: representa os últimos 540 milhões de anos.
O Pré cambriano representa a maior parte da história do planeta, porém pouco se sabe sobre ele, devido à raridade de fósseis desse período para datação. Dentre seus principais acontecimentos destaca se: Formação da Terra há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, comparado a uma bola de fogo, o planeta era extremamente quente e radioativo. Após milhões de anos, a Terra entrou em um processo de resfriamento gradativo, o que gerou uma estreita camada de rocha em torno dela. Com a mudança de temperatura, através do resfriamento do planeta, foi expelido do interior da Terra gases e vapor de água, que favoreceram a formação da atmosfera e a ocorrência de precipitações, o que culminou com aparecimento dos oceanos primitivos. Há 3,5 bilhões de anos houve o surgimento da vida na Terra, os primeiros seres eram aquáticos, bactérias e microrganismos. O Fanerozóico é marcado pelo aparecimento de animais com partes mineralizadas, o que forneceu os primeiros fósseis propriamente ditos. É subdividido em três eras: Era Paleozoica: de 540 a 248 milhões de anos atrás, é marcada por uma intensa expansão das formas de vida, com o aparecimento de invertebrados, dos primeiros organismos com conchas, peixes, plantas terrestres, insetos, anfíbios e répteis. O movimento das placas tectônicas juntou todos os blocos continentais em um supercontinente chamado pangeia, tal fato ocasionou sérias mudanças climáticas no planeta. Paradoxalmente ao seu início, o final desta era é marcado por uma extinção em massa, estima se que cerca de 90% das espécies desapareceram, as causas são motivos de controvérsias entre os pesquisadores, mas supõem se que as mudanças climáticas ocasionadas, dentre outros motivos, pelo união das massas continentais, estejam relacionadas a extinção. Era Mesozóica: de 245 a 65 milhões de anos atrás, também conhecida como a era dos répteis, visto que estes animais, os dinossauros, atingiram um alto grau de desenvolvimento. Também marcada pelo aparecimento das primeiras aves, mamíferos de pequeno porte e plantas com flores. Além disso, inicia se a fragmentação da pangeia, abrindo caminho para o oceano atlântico, e dando origem a localização dos continentes conforme conhecemos. O final
desta era também é marcado por outra extinção em massa, possivelmente devida a queda de um meteorito com mais de 170 km de diâmetro. O impactou causado na queda do corpo teria gerado uma espessa nuvem de poeira que alterara todo o clima terrestre. Estima se que cerca de 75% das espécies foram extintas. Era Cenozóica: de 65 milhões de anos à atualidade, também conhecida como era dos mamíferos, que se desenvolvem e dominam a área continental. Ocorre uma grande glaciação que afetou os ambientes terrestres e causou a extinção de algumas espécies. Esta era marca um dos mais importantes acontecimentos da história da terra, o aparecimento dos primeiros hominídeos, origem evolutiva do homem. Escalade tempo geológico. Disponível em: http://bioterra catarina.blogspot.com.br/2010/04/escala do tempogeologico.html. Acesso em: 05 de abril de 2015. Teria a terra um fim?
Muito se discute sobre possíveis catástrofes mundiais, sobre novas extinções em massa e sobre um fim para a vida terrestre. Há várias teorias que discorrem sobre o assunto, dentre elas: Nova era glacial: um artigo publicado pela revista Nature Geoscience, eles afirmam que a próxima era glacial começaria em 1.500 anos, podendo ser atrasada por contas das emissões de CO 2. A causa dessas transições entre períodos glaciais e interglaciais seriam as variações sutis na órbita na órbita terrestre, conhecidas como ciclo de Milankovitchi. A volta de tais condições climáticas para o planeta afetaria imensamente as formas de vida, podendo culminar em outra grande extinção. Pangeia última: estima se que daqui a cerca de 200 milhões de anos haverá a formação de um novo supercontinente, quando os oceanos mediterrâneo e atlântico forem engolidos. A colisão dos continentes resultará em novas cordilheiras, além de afetar drasticamente o nível de oxigênio e as temperaturas globais o que pode ocasionar outras extinções. Fim da tectônica de placas: tudo ficará estático quando o motor do planeta terra, o movimento da tectônica de placas, parar, pois o magma que impulsiona tal movimento um dia não terá mais calor. A vida no planeta está intimamente ligada a este movimento, sem ele a história da terra chegará a um fim, a atmosfera e os oceanos entraram em colapso e a terra será um deserto sem vida. A expressão tempo profundo A humanidade sempre tenta mesurar o tempo e a idade das coisas pelas quais são cercadas, no entanto quando se quer saber a idade de uma rocha, do nosso planeta ou do próprio universo a resposta foge daquela noção tão curta de tempo que temos. Assim os geólogos encaram o tempo profundo como o tempo desde o inicio do planeta, medido em bilhões de anos. Ter esta noção de tempo é de fundamental importância para a ciência de nossos dias, pois é vital para o entendimento do surgimento e da evolução de nosso planeta. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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