17/02/ Agosto/2012

Documentos relacionados
09/09/ Agosto/2012

Caldeiras Industriais

SISTEMAS TÉRMICOS DE POTÊNCIA

SISTEMAS TÉRMICOS DE POTÊNCIA

Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Londrina Operações Unitárias na Indústria de Alimentos. Profa. Marianne Ayumi Shirai

SISTEMAS TÉRMICOS DE POTÊNCIA

SISTEMAS TÉRMICOS DE POTÊNCIA

Curso Técnico em Eletromecânica CALDEIRAS A VAPOR. Disciplina: Instalações Industriais 4º Módulo. Prof. Matheus Fontanelle Pereira

Maquinas Termicas Geradores de Vapor

Maquinas Termicas Geradores de Vapor

15/05/ Agosto/2012

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA TM-364 MÁQUINAS TÉRMICAS I. Máquinas Térmicas I

1) A eficiência das caldeiras elétricas varia significativamente de acordo com a carga. ( ) Certo ( ) Errado

MOTORES TÉRMICOS AULA 3-7 SISTEMAS DE POTÊNCIA A VAPOR PROF.: KAIO DUTRA

Caldeiras. Notas das aulas da disciplina de EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS. Equipamentos Industriais 1

NR 13 CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO

SISTEMAS TÉRMICOS DE POTÊNCIA

SISTEMAS TÉRMICOS DE POTÊNCIA

Geração Termelétrica

MÁQUINAS TÉRMICAS E PROCESSOS CONTÍNUOS

Energética Industrial

Geração de Energia Elétrica

J.G INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE GERADORES LTDA EPP

COLÉGIO SANTA CRISTINA - DAMAS AULÃO. ENERGIA Do fogo a energia elétrica. Prof. Márcio Marinho

Maquinas Termicas - Fornalha

MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101

) (8.20) Equipamentos de Troca Térmica - 221

Termodinâmica 12. Alexandre Diehl. Departamento de Física - UFPel

PME 3344 Termodinâmica Aplicada

Capítulo 5: Análise através de volume de controle

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM SISTEMAS E INSTALAÇÕES

MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101

GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA DE ELÉTRICA

GERADORES DE VAPOR GERADORES DE VAPOR

Inspeções Internas. João Gama Godoy. Técnico de Segurança do Trabalho. Senac

EVAPORAÇÃO. Profa. Marianne Ayumi Shirai EVAPORAÇÃO

Aula 6 Vapor e ciclos combinados

Aquecedores de água a gás

PME 3344 Termodinâmica Aplicada

ÁREAS DE ATUAÇÃO DA LD EFICIENCIA ENERGETICA

Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Termodinâmica. Ciclos motores a vapor

REDUÇÃO DO CONSUMO DE ÓLEO COMBUSTÍVEL DA CALDEIRA 7 DA CENTRAL TERMOELÉTRICA 1 CSN*

3. Revisão bibliográfica

Aula 6 Dimensionamento de grandes equipamentos de usinas termoelétricas

Normas para caldeiras

Geração de Energia Elétrica

DISCIPLINA AMB30093 TERMODINÂMICA - Aula 4 Capítulo 3 Propriedades de uma Substância Pura 24/10/2013

Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Termodinâmica. 10) Ciclos motores a vapor. v. 2.5

MÁQUINAS TÉRMICAS Prof. Dr. Charles Assunção

Sumário. Capítulo 1 Introdução... 1 Referências... 8

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA TERMODINÂMICA

Instruções. Leia as questões antes de respondê-las. A interpretação da questão faz parte da avaliação.

Lista de problemas número 1. Exercícios de Refrigeração e Psicrometria A) REFRIGERAÇÃO

Caldeiras Flamotubulares. Não apropriadas para combustíveis sólidos

Máquinas Térmicas Turbinas a Gas. Jurandir Itizo Yanagihara

MINERAIS HIDROGEOLÓGICOS ENERGÉTICOS. de acordo com a finalidade

Termodinâmica. Lucy V. C. Assali

Essa relação se aplica a todo tipo de sistema em qualquer processo

Prof. Dr. Félix Monteiro Pereira

Cogeração na indústria: os benefícios e os ganhos energéticos

CÁLCULO DO RENDIMENTO DE UM GERADOR DE VAPOR

TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 4 Prof. Clélio AULA 4. Volume I do Livro Texto CONTEÚDO: Capítulo 7. Purgadores de Vapor, Separadores Diversos e Filtros.

Centrais de cogeração em edifícios: o caso da Sonae Sierra

12 AVALIAÇÃO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E LOCALIZAÇÃO DE PERDAS

Usinas termoelétricas

TÍTULO: ESTUDO DO VASO DE PRESSÃO COM VIABILIDADE DE MUDANÇAS EM SUAS CARACTERISTICAS

EM 524 : aula 3. Capítulo 3 : Propriedades das. Substâncias Puras

TERMODINÂMICA. Radiação Solar. Anjo Albuquerque

PEA 2200/3100 ENERGIA, MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE. 2ª Prova

MÁQUINAS TÉRMICAS E PROCESSOS CONTÍNUOS

Descrição Macroscópica de um Gás ideal

Física e Química A 10.º ano

SIMULAÇÃO DE UMA USINA COM CICLO SIMPLES A VAPOR (CICLO RANKINE)

Geração de Energia Elétrica

ACH1014 Fundamentos de Física. Usinas térmicas. Profa Dra Patricia Targon Campana

André Oliveira. 30 de março de 2013

Combustível adicional se necessário 10

INSPEÇÃO DE SOLDAGEM. Qualificação de Procedimentos de Soldagem e de Soldadores

FÍSICA QUANTIDADE DE CALOR CALORIMETRIA. Prof. Rangel M. Nunes

PERGUNTAS E RESPOSTAS COMENTADAS SOBRE NR 13

Controle de Caldeiras

A) condensação do vapor de água dissolvido no ar ao encontrar uma superfície à temperatura mais baixa.

Refrigeração e Ar Condicionado

Projeto e Simulação de Sistemas Térmicos 2017/2

Sumário. Apresentação... IX Prefácio... XI Minicurrículo do Autor... XIII

OPERAÇÕES UNITÁRIAS II AULA 9: EVAPORAÇÃO EM SIMPLES EFEITO. Profa. Dra. Milena Martelli Tosi

Introdução. Produção simultânea de potência mecânica ou elétrica e de calor útil a partir de uma única fonte de calor

CALDEIRAS E GERAÇÃO DE VAPOR. Profa. Roberta S. Leone 1

Sistema de Geração de Vapor

Aula 7 Refrigeração e bombeamento de calor

Módulo II Ciclo Rankine Real e Efeitos das Pressões da Caldeira e do Condensador no Ciclo Rankine

Sistemas térmicos. Engenharia Mecânica. Profa. Jacqueline Copetti Sala C02-239

Termodinâmica e Sistemas Térmicos. Prof. M.Sc. Guilherme Schünemann

Refrigeração e Ar Condicionado

SECAGEM E PSICROMETRIA OPERAÇÕES UNITÁRIAS 2. Profa. Roberta S. Leone

PROMOVE NOÇÕES DA CADEIA DE PETRÓLEO

Transcrição:

17/02/2013 1 Agosto/2012

Caldeiras 17/02/2013 2

O VAPOR Um vapor é uma substância na fase de gás à uma temperatura inferior à sua temperatura crítica. Isto significa que o vapor pode ser condensado para um líquido ou para um sólido pelo aumento de sua pressão, sem ser necessário reduzir a temperatura. Por exemplo, a água tem uma temperatura crítica de 374ºC (ou 647 K) que é a temperatura mais alta em que pode existir água no estado líquido. Na atmosfera, em temperaturas normais, entretanto, água em estado gasosos é conhecida como vapor de água e irá condensar para a fase líquida se sua pressão parcial for suficientemente aumentada. Um vapor pode coexistir com um líquido (ou sólido). Quando isto for verdade, as duas fases estarão em equilíbrio, e a pressão de gás será igual à pressão de vapor de equilíbrio do líquido (ou sólido). 17/02/2013 3

O VAPOR Dentro dos limites do conhecimento moderno, o vapor é o veículo de transferência de calor mais econômico e conveniente, tanto para a produção de energia quanto para a transferência de calor. Em uma caldeira, a pressão aumenta a medida que o vapor vai se formando e sendo acumulado, sendo limitado pelas condições de projeto. Três conceitos caloríficos são aplicados, sendo: Calor sensível; Calor latente; Entalpia total. 17/02/2013 4

O VAPOR Calor Sensível (hs) A Adição de Entalpia do Líquido (também chamado de calor sensível) é a quantidade de calorias necessárias para elevar 1 kg de água de 0 ºC até a sua temperatura de ebulição. Calor Latente (hlat) A Adição de Entalpia de Vaporização (também chamado de calor latente) é a quantidade de calorias necessárias para converter 1 kg de água líquida em vapor seco à mesma temperatura e pressão (o calor latente decresce com o aumento da pressão absoluta do vapor). 17/02/2013 5

O VAPOR Entalpia Total (htot) Chama-se Entalpia Total do Vapor de Água, saturado, a relação de soma do calor sensível e do calor latente: htot = hs + hlat Quando não se consegue o vapor seco, têm-se: htot = hs+ x.hlat onde x é o título (variando de 0,0 a 1,0). 17/02/2013 6

O VAPOR USO DO VAPOR Processos dimensionados para a utilização de: Vapor saturado, Vapor superaquecido. 17/02/2013 7

O VAPOR VAPOR SATURADO Amplamente utilizado na grande maioria das industrias e processos, pois o vapor saturado tem a grande vantagem em manter temperatura constante durante a condensação a pressão constante. A temperatura pode variar entre 130ºC a 350ºC, porém a faixa de temperatura até 170ºC com 8kgf/cm², corresponde a grande maioria de pequenos e médios consumidores de vapor. Maiores temperaturas são possíveis a custa do aumento da pressão de saturação, o que implica num maior custo de investimento devido a necessidade de aumento da resistência mecânica e requisitos de fabricação e inspeção do gerador de vapor. 17/02/2013 8

O VAPOR VAPOR SUPERAQUECIDO Utilizado em grandes complexos industriais e na geração de energia elétrica ou mecânica em ciclos termodinâmicos. Vapor superaquecido é aquele que possui temperatura mais elevada geralmente na faixa de 400ºC a 560ºC. Para obtê-lo, é necessário aquecer o vapor saturado, mantendo inalterada a sua pressão. O vapor passa a condição de superaquecimento quando ultrapassa temperaturas de saturação de uma determinada pressão. O vapor superaquecido é isento de umidade e comporta-se nas tubulações como gás. Na geração do vapor superaquecido a limitação de temperaturas de trabalho fica por conta dos materiais de construção empregados. 17/02/2013 9

CALDEIRAS Definição segundo os conceito técnicos: Caldeira é todo e qualquer recipiente metálico cuja função é, entre muitas, a produção de vapor através do aquecimento da água. As caldeiras produzem vapor para alimentar máquinas térmicas, sistemas e instalações, e outras aplicações do calor utilizando-se o vapor. Definição segundo a NR-13: Caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia, excetuando-se os refervedores e equipamentos similares utilizados em unidades de processo. 17/02/2013 10

CALDEIRAS HISTÓRICO 1698 - O inglês Thomas Savery patenteou um sistema de bombeamento de água utilizando vapor como força motriz. 1711 Newcomen desenvolveu outro equipamento com a mesma finalidade. Sua caldeira era apenas um reservatório esférico, com aquecimento direto no fundo, também conhecida como caldeira de Haycock. 1769 - James Watt modificou o projeto, alterando o formato, desenhando a caldeira Vagão, a precursora das caldeiras utilizadas em locomotivas a vapor. 1856 - Stephen Wilcox, projetou um gerador de vapor com tubos inclinados, e da associação com George Babcock tais caldeiras passaram a ser produzidas, com grande sucesso comercial. 1880 - Alan Stirling desenvolveu uma caldeira de tubos curvados, cuja concepção básica é ainda hoje utilizada nas grandes caldeiras de tubos de água. 17/02/2013 11

CALDEIRAS NORMAS PARA PROJETO E FABRICAÇÃO No Brasil a norma mais adotada é o código ASME (American Society of Mechanical Engineers) seção I, Div. I e II. ABNT: NB 227 código para projeto e construção de geradores de vapor estacionários. ABNT: NBR ISO 16528-1 caldeiras e vasos de pressão - requisitos de desempenho N-2309 C - Caldeira Flamotubular a vapor; N-2249 D 1ª emenda - Caldeira Aquotubular - folha de dados; N-2250 C - Caldeira Famotubular - folha de dados; N-2252 D - Gerador de vapor para injeção em poço de petróleo 17/02/2013 12

CALDEIRAS NORMAS PARA INSPEÇÃO ABNT: NB 12177-1 para caldeiras flamotubulares. ABNT: NB 12177-2 para caldeiras aquotubulares. 17/02/2013 13

CALDEIRAS SEÇÕES DO CÓDIGO ASME. I. Power Boilers; II. III. IV. Materials; Rules for Construction of Nuclear Facility Components; Heating Boilers; V. Nondestructive Examination; VI. VII. Recommended Rules for the Care and Operation of Heating Boilers; Recommended Guidelines for the Care of Power Boilers; VIII. Pressure Vessels; IX. Welding Process. 17/02/2013 14

CALDEIRAS São basicamente trocadores de calor que trabalham com pressão superior à pressão atmosférica, produzindo vapor a partir da energia térmica fornecida por uma fonte qualquer (combustiveis sólidos, líquidos, gasosos e resistência elétrica). São constituidas por sistemas, com diversos equipamentos integrados para permitir a obtenção do maior rendimento térmico possível e maior segurança. 17/02/2013 15

CALDEIRAS Existem inúmeros tipos de caldeiras a vapor, sendo que muitos delas são de aplicações restritas (pesquisa e desenvolvimento, ou modelos para fundamentação de pesquisa). Na indústria porém, quanto ao formato de construção e aplicação, destacam-se 5 (cinco) grupos de caldeiras, e das quais se farão nosso estudo. São elas: Caldeiras Flamotubulares; Caldeiras Aquatubulares (ou Aquotubulares); Caldeiras Mistas; Caldeiras Elétricas; Caldeiras de Recuperação. 17/02/2013 16

CALDEIRAS Na essencia, as caldeiras são divididas em 2 (dois) grandes grupos, quanto à disposição da água em relação aos gases de queima. Flamotubulares Aquatubulares 17/02/2013 17

CALDEIRAS FLAMOTUBULARES Nas caldeiras flamotubulares, os gases quentes passam por dentro de tubos, ao redor dos quais está a água a ser aquecida e evaporada. Os tubos são montados à maneira dos feixes de permutadores de calor, com um ou mais passos dos gases quentes através do mesmo. As caldeiras flamotubulares são empregadas apenas para pequenas capacidades e quando se quer apenas vapor saturado de baixa pressão. Há 2 (dois) tipos de caldeiras flamotubulares verticais e horizontais. Os tipos mais comumente encontrados nas indústrias são as horizontais. 17/02/2013 18

CALDEIRAS FLAMOTUBULARES Caldeira do tipo Flamotubuar Vertical 17/02/2013 19

CALDEIRAS FLAMOTUBULARES Caldeira do tipo Flamotubuar Vertical 17/02/2013 20

CALDEIRAS FLAMOTUBULARES Caldeira do tipo Flamotubuar Horizontal (em corte) 17/02/2013 21

CALDEIRAS FLAMOTUBULARES Caldeira do tipo Flamotubuar Horizontal (em corte) 17/02/2013 22

CALDEIRAS FLAMOTUBULARES Caldeira do tipo Flamotubuar Horizontal à GN 17/02/2013 23

CALDEIRAS FLAMOTUBULARES Compartimento de Queima de uma Caldeira Flamotubuar Horizontal 17/02/2013 24

17/02/2013 25

CALDEIRAS FLAMOTUBULARES 17/02/2013 26

CALDEIRAS FLAMOTUBULARES As caldeiras flamotubulares geram somente vapor saturado, uma vez que este sai de um vaso com água líquida, até pelo menos a sua metade, sem receber qualquer aquecimento posterior. As pressões não são elevadas (da ordem de até 25,00 kgf/cm²) e estão limitadas pela espessura da parede externa (chapa cilíndrica) do costado, pois quanto maior a espessura, mais elevada será a pressão. Por serem de operação mais simples, lideram as estatísticas de acidentes. Dessa forma, as principais características deste tipo de caldeira podem ser resumidas conforme segue: 1. A transferência de calor ocorre em toda a área circunferencial dos tubos. 2. Verticais ou horizontais. 3. Fornalha cilíndrica corrugada. 17/02/2013 27

CALDEIRAS FLAMOTUBULARES 4. Número de passes de gases (1, 2, 3 ou 4). 5. Traseira seca ou molhada. 6.Geram somente vapor saturado, pois não tem aquecimento posterior (superaquecedor). 7. Capacidade de geração de vapor e pressão limitadas. 8. Até aprox. 20 ton/h de vapor possuem menor custo de geração em relação às caldeiras aquotubulares. 9. Melhor eficiência de transferência de calor por área de troca térmica. 10. Utilizam o vapor geralmente para aquecimento (maior aproveitamento do calor latente em relação ao calor sensível). 11. Operação mais simples. 17/02/2013 28

CALDEIRAS AQUOTUBULARES As caldeiras do tipo aquatubulares (ou aquotubulares), como o próprio nome indica, tem circulação de água por dentro dos tubos e os gases quentes envolvendo-os. Estas caldeiras são usadas para instalações de maior porte e na obtenção de vapor superaquecido. Normalmente encontradas em usinas termoelétricas, siderúrgicas, refinarias, e ou em plantas industriais com necessidade de geração de grande volume de vapor. 17/02/2013 29

CALDEIRAS AQUOTUBULARES Infograma do funcionamento da combustão de 17/02/2013 uma Caldeira do tipo Aquotubular 30

CALDEIRAS AQUOTUBULARES Caldeira do tipo Aquotubular 17/02/2013 31

CALDEIRAS AQUOTUBULARES Caldeira do tipo Aquotubular 17/02/2013 32

17/02/2013 33

CALDEIRAS AQUOTUBULARES Caldeira do tipo Aquotubular 17/02/2013 34

CALDEIRAS AQUOTUBULARES Caldeira do tipo Aquotubular 17/02/2013 35

CALDEIRAS AQUOTUBULARES Câmara de uma Caldeira do tipo Aquotubular 17/02/2013 36

Caldeira do tipo Aquotubular 17/02/2013 37

CALDEIRAS AQUOTUBULARES As principais características deste tipo de caldeira podem ser resumidas conforme segue: 1. Formada por tubos de troca térmica e tubulões de vapor e lama. 2. A geração de vapor se processa nos tubos da parede d água; 3. Projetadas para operar em médias e altas pressões; 4. Possuem maior capacidade de geração de vapor; 5. Projeto térmico mais elaborado; 6. Trabalham com vapor saturado ou superaquecido; 7. Utilizam vapor tanto para aquecimento quanto para geração de trabalho mecânico; 8. Circulação de Água; 8.1. Circulação natural (diferença de densidade da água); 8.2. Circulação forçada (pequenas diferenças de densidade entre água e vapor inviabilizam a circulação). 17/02/2013 38

CALDEIRAS AQUOTUBULARES Caldeira do tipo 17/02/2013 39 Aquotubular

CALDEIRAS AQUOTUBULARES Câmara de uma Caldeira do tipo Aquotubular 17/02/2013 40

CALDEIRAS MISTAS Estas caldeiras são consideradas como caldeiras híbridas, pois possuem uma parte aquotubular e outra flamotubular. São caldeiras de alta eficiência, já que possuem um misto das vantagens de ambos os tipos de caldeiras (aquotubulares e flamotubulares). No geral, são empregadas em sistemas onde o apelo de economia de combustível e muito difundido, e quando necessita-se de maior eficiência energética, num menor espaço. 17/02/2013 41

CALDEIRAS MISTAS Caldeira do tipo Mista 17/02/2013 42

CALDEIRAS MISTAS Caldeira do tipo Mista 17/02/2013 43

CALDEIRAS ELÉTRICAS Nas caldeiras elétricas, o aquecimento da água, com resultante geração do vapor, é feita por meio de aquecimento (direto ou indireto) de uma resistência elétrica sobre esta. Mais utilizadas em menores instalações, principalmente quando risco para com o armazenamento de combustíveis é um problema. São consideradas caldeiras de baixa eficiência e alto custo, já que o consumo de energia elétrica e alto, e a obtenção de vapor acabase tornando cara (relação custo x beneficio duvidosa). 17/02/2013 44

CALDEIRAS ELÉTRICAS Caldeira do tipo Elétrica 17/02/2013 45

CALDEIRAS ELÉTRICAS Caldeira do tipo Elétrica 17/02/2013 46

CALDEIRAS ELÉTRICAS Caldeira do tipo Elétrica, com sistema Jet Flow 17/02/2013 47

CALDEIRAS DE RECUPERAÇÃO (APROVEITAMENTO) São caldeiras que aproveitam o poder calorífico de um processo ou da combustão de um material (combustível sólido ou gasoso), proveniente de um resíduo ou sub-produto,. Em alguns destes casos a caldeira pode ser tanto aquotubular, como flamotubular, ou ainda mistas, valendo ainda a escolha pela capacidade de produção de vapor. As unidades de recuperação ocupam hoje uma posição importante na tecnologia do aproveitamento e racionalização da energia. Estas unidades podem ser divididas em: Caldeiras de Recuperação de Calor Sensível; Caldeiras de recuperação de Gases Combustíveis Residuais de Processos Industriais; Caldeiras de Recuperação de Calor e de Produtos Químicos em Fábricas de Celulose; Caldeiras de Recuperação de Calor nos Ciclos Combinados; Caldeiras para aproveitamento do Lixo Urbano. 17/02/2013 48

CALDEIRAS DE RECUPERAÇÃO (APROVEITAMENTO) Caldeira do tipo Recuperação 17/02/2013 49

CALDEIRAS DE RECUPERAÇÃO (APROVEITAMENTO) Caldeira do tipo Recuperação (utiliza gás de coqueria) 17/02/2013 50

CALDEIRAS Parâmetros Importantes PRESSÃO DE PROJETO (PP); PRESSÃO DE OPERAÇÃO (PO); PRESSÃO MÁXIMA DE TRABALHO ADMISSÍVEL (PMTA); PRESSÃO DE AJUSTE DO DISPOSITIVO DE ALÍVIO DE PRESSÃO; PRESSÃO DE TESTE HIDROSTÁTICO; PRESSÃO DE TESTE DE ACUMULAÇÃO. 17/02/2013 51

CALDEIRAS Parâmetros Importantes PRESSÃO DE MÁXIMA DE TRABALHO ADMISSÍVEL (PMTA); PMTA = S. F. t R + 0,6 t Onde: PMTA = pressão máxima de trabalho admissível, referente à tensão primária de membrana; S = tensão admissível do material; F = eficiência de junta; t = espessura real; R = raio interno do cilindro (caso a geometria seja cilíndrica). 17/02/2013 52

CALDEIRAS Parâmetros Importantes PRESSÃO DISPOSITIVO DE ALIVIO DE PRESSÃO (Ppsv); Ppsv = PMTA PRESSÃO DE TESTE HIDROSTÁTICO (Pth); Pth = 1,5. PMTA (Samb/Sproj) Onde: Pteste = pressão de teste a uma dada temperatura; PMTA = pressão máxima de trabalho admissível; Samb = tensão admissível do material na temperatura de teste; Sproj = tensão admissível do material na temperatura de projeto. 17/02/2013 53

Fim!!! 17/02/2013 54