Lavra de Mina Subterrânea Descrição de Métodos de Lavra Subterrânea Para corpos de média/baixa inclinação Lavra por frente longa Longwall mining
Sumário Generalidades Definição Aplicabilidade Desenvolvimento Lavra; equipamentos Variante: shortwall Vantagens e desvantagens Comentários
Lavra por frente longa - longwall Definição lavra integral, desmonte em uma face contínua, abrangendo toda a extensão da área a ser lavrada, em avanço ou em recuo, com ou sem abatimento. Aplicabilidade - somente a corpos acamadados (sedimentares), - pequena a média espessura, mas uniforme; - pequeno mergulho ou planos, de grande altura; - grande extensão horizontal, - profundidade a partir de 300m até 1600m; - encaixante deformável e homogênea, - minério pelo menos auto-suportante.
Aplicabilidade Pode ser utilizada para a lavra de: - rocha dura, sem abatimento (ex. minas de ouro da África do Sul) - ou de carvão (80% das minas), com a utilização dos conjuntos mecanizados para lavra por longwall(cortadeira, transportador de frente e suporte auto-marchante).
Desenvolvimento sistema de galerias de transporte (duplas ou triplas), próximas entre si, com cerca de 100 a 200m de comprimento, para material e pessoal, com subida face livre para iniciar desmonte. Frentes de até 450m comprimento; arranjo longitudinal para corpos de pequena espessura; arranjo transversal para espessura a partir de 30m; exige rigoroso controle do contato.
Lavra descendente; subníveis normalmente de 8 a 15m; rocha superior (capa) deve seguir a extração do minério; furos longos, em leque ou paralelos. Rocha dura (20%) - rafa de cerca de 1,5m de profundidade; perfuração, desmonte, equipamentos manuais (pequeno espaço disponível). Para carvão, potássio etc, - mecanização quase completa, cortadeira (plow ou shearer) ou minerador contínuo, transportador de frente (de corrente) ou scraper e suporte auto-marchante no realce; manuseio com transportador de correia e shuttle car (carro transportador) nas galerias de transporte (head gates). Estudos para uso de minerador contínuo em rocha dura.
Cortadeiras plow - de cabo sem fim, com correntes movidas por motores montados em uma extremidade da face, é empurrada através da face; usada para camadas mais brandas e menos espessas, gera menor quantidade de finos,mais utilizada na Europa e nos EUA; shearer - um ou dois tambores que trabalham sobre o transportador de frente,usadas principalmente na Austrália; corte da face pode ser bidirecional (para cima e para baixo) ou unidirecional (de uma extremidade a outra).
Longwall Lavra em avanço - menor desenvolvimento prévio. Lavra em recuo entradas simples usadas apenas por um painel, mais barata, mais rápida, requer menos mão-de-obra; Vantagens e desvantagens grande produtividade (maior em subsolo), grande recuperação na lavra; custo de manutenção elevado (tempo de transferência de equipamentos de um painel para outro), alto custo de investimento ou de capital.
Variante: Shortwall Lavra de blocos de menos de 100m de largura (45 a 60m), 1,2m de espessura, 13 a 27m de largura, em recuo; Apesar da grande expectativa, o método não correspondeu; É um método mais flexível, de produtividade menor, com arraste de material por shuttle car.
Lavra por frente longa (Longwall) 80% desmonte com mineradores contínuos (Corte escavação); Carregamento: transportadores de correntes que operam junto à face. Transporte: Correias transportadoras ou shuttle cars dispostos nas travessas. Segurança: suportes automarchantes.
Longwall Exemplos de uso: lavra de carvão e de potássio para profundidades maiores do que 300m; uso em mineração de ouro em rocha dura (20%), com pilares artificiais; experimentalmente foi usado na lavra de carvão do Leão, CRM, no RS.
Referências Bibliográficas Cummins e Given. SME Mining Engineering Handbook, pp. 9-17 a 9-18. 1973. Brady e Brown, Rock Mechanics for Underground Mining, p. 369-381. 1985. Enciclopédia Britannica, pp. 44-68; www.britannica.com/eb, 2006. Dias, Solanno Fabricius Cabral. Comunicação pessoal. 2004. Germani, D. Lavra: comparação entre os métodos usados no Brasil e no exterior. Brasil Mineral, n. 220, pp. 74. 2002. Hartman, H. L. Introductory Mining Engineering, John Wiley, p. 429-440. 1987. Hibbert, C. Let s talk longwall. Mining Perspectives for both worlds, v. 9, n. 1, pp. 3-11. 2005. Hustrulid, W. A. Underground Mining Methods Handbook, pp. 98. 1982. Maia, J. Notas de Aula Mineração IV, UFOP, pp. 91/94. 1979. P&H. Comunicação na Semana Integrada de Engenharia. UFOP. 2005. Silveira, T.; Amigo, J. E. S. Lavra por longwall. IBRAM. 16pp. Silveira, T.; Girodo, A. C. Métodos e equipamentos de mineração com vistas à melhoria da produtividade. IBRAM, pp. 54-56. 1991. Sydell, M. Thiess to pack a punch at Oaky Creek. Australian Mining, v. 88, n. 9, pp. 6-20. 1996. Villas Bôas, R. C.; Beinhoff, C. Indicators of sustainability for the mineral extraction industry, pp. 211. 2002. Salvadoretti, P.; Kurcewicz, J. A.; Koppe, J. C.; Costa, J. F. C. L.; Pereira, S. P. Simulação de produção de conjuntos mecanizados em mina subterrânea de carvão, Mina Esperança, Treviso/SC. Congresso Brasileiro de Mina Subterrânea. 2004. Silveira, T. Técnicas de Sustentação em Minas Subterrâneas, UFOP. 1987. Dicionário Websters, www.websters-online-dictionary.org/sh, 2006. www.cdc.gov; www.crm.rs.gov.br;;www.dodge-reliance.com; www.tonto.eia.doe.gov; www.uow.edu.au; www.teachmefinance.com, www.mineengineering.com ; acessadas em 2006.