APLICAÇÃO DO CONCEITO DO SELO PROCEL EDIFICA EM EDIFICAÇÕES DO CAMPUS DE PALMAS/UFT

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Transcrição:

APLICAÇÃO DO CONCEITO DO SELO PROCEL EDIFICA EM EDIFICAÇÕES DO CAMPUS DE PALMAS/UFT APPLICATION CONCEPT STAMP PROCEL EDIFICA IN CAMPUS BUILDINGS OF PALMAS/UFT Mariela Cristina Ayres de Oliveira, Nathalia de Almeida Valadares e Livia Kálita Barbosa Amorim Universidade Federal do Tocantins - UFT RESUMO Para que um edifício tenha um bom nível de eficiência energética é preciso relacionar o clima da cidade com as diretrizes arquitetônicas de acordo com sua localização. Esse trabalho tem como objetivo avaliar a eficiência energética do Bloco 3P e Anfiteatro presentes na Universidade Federal do Tocantins (UFT), Campus de Palmas, através da etiquetagem pelo método PROCEL EDIFICA e veicular a isto soluções que melhorem o desempenho dos edifícios. A análise foi realizada com base no Regulamento Técnico da Qualidade do Nível de Eficiência de Edifícios Comerciais, de Serviços Públicos e pela Norma de Zoneamento Brasileiro, que levam em consideração a temperatura, radiação, umidade e movimento de ar, como variáveis diretamente relacionadas com o conforto térmico. A análise dos edifícios foi realizada através do método prescritivo e simulação computacional, nas quais eles recebem a classificação de A (mais eficiente) a E (menos eficiente), de acordo com a avaliação dos sistemas de condicionamento de ar, sistema de iluminação e envoltória. Os edifícios receberam classificação final A, pelo método de simulação e B pelo método prescritivo. A análise aponta algumas atitudes e mudanças projetuais que podem melhorar o desempenho energético da instituição como um todo. Palavras - chave: RTQ-C, métodos, eficiência energética. ABSTRACT For a good level of energy efficiency in buildings, it is essential to correlate the city climate with the architectural guidelines according to building location. This work aims to evaluate the energy efficiency of Block 3P and Amphitheater of the Federal University of Tocantins (UFT), campus located in Palmas, applying labelling by PROCEL EDIFICA method and seeking solutions that improve the energy performance of the building. The analysis was carried out based on the Technical Regulation of Quality Efficiency Level in Commercial Buildings, Public Services and Standard of Brazilian Zoning, which use the temperature, radiation, humidity and air flow as variables directly related to the thermal comfort. The building analysis was performed by prescriptive method and computer simulation. The buildings were classified according to their efficiency, then they receive a classification from rank A (more efficient) to rank E (less efficient), based on the evaluation of the air conditioning systems, lighting systems and the envelopment. As results, both the analyzed buildings receive rank A by the computer simulation and rank B by the prescriptive method and then we presented some attitudes and projective changes which could improve the overall energy efficiency of the institution. Keywords: RTQ-C. Methods. Energy Efficiency. [115]

Recebido em 14/09/2014. Aceito em 07/02/2014. Publicado em 14/01/2015. INTRODUÇÃO A eficiência energética torna-se um aspecto cada vez mais relevante na arquitetura devido aos novos paradigmas ambientais e a crise energética das últimas décadas. Neste cenário é importante implementar meios que incentivem o desempenho energético das edificações, preferencialmente ainda na fase do projeto.o Decreto n nº. 4.131, DE 14/02/2002 determina, no seu art.1. o : E, no art.2. o : Os órgãos da Administração Pública Federal deverão observar meta de consumo de energia elétrica correspondente a oitenta e dois vírgula cinco por cento do consumo mensal, tendo por referência o mesmo mês do ano 2000, a partir de fevereiro de 2002 Os órgãos e as entidades da Administração Pública Federal deverão diagnosticar o grau de eficiência energética dos imóveis sob sua administração, com vistas à identificação de soluções e à elaboração de projeto de redução do consumo de energia elétrica. Com o avanço tecnológico atual é natural que o consumo de energia elétrica de uma edificação aumente significativamente de um ano para o outro, seja pelo aumento na área construída, seja pela simples adição de mais equipamentos eletrônicos (crescimento vegetativo). A redução no consumo de energia elétrica não pode ser calculada sobre o consumo do ano anterior, mas sim, sobre o consumo de energia estimado para o ano seguinte, conforme a tendência de crescimento no consumo do prédio verificada nos últimos anos. Isto pode ser obtido através de uma arquitetura condizente ao lugar em que está inserida, satisfatória aos usuários do ponto de vista da manutenção da qualidade de vida existente e conseqüente redução de despesas para o setor público, encarregado de prover tal energia. Uma ferramenta para que isto aconteça é a Etiquetagem dos Edifícios pelo Selo Procel, através de Regulamentos Energéticos, o RTQ-C 1, Regulamento Técnico de Qualidade do Nível de Eficiência energética de edifícios comerciais, de serviços e públicos e seus complementares, como o RAC-C, Regulamento de Avaliação da Conformidade de edifícios comerciais, de serviços e públicos. Os regulamentos tratam de uma especificação dos 1 Regulamento baseado: NBR 6488, NBR 6689, NBR 5413, NBR 5410, NBR 7256, NBR 15215, NBR 15220-2, NBR 15220-3, NBR 15569, NBR 16401, ASTM E1918-06, ASHRAE 7419-88, ANSI/AHRI Standard 560-2000 e a ISO 9050 [116]

requisitos técnicos necessários para a avaliação, traz as equações para os cálculos de eficiência energética, bem como os métodos para a classificação do edifício avaliado. Durante a avaliação dos Edifícios, o RTQ-C considera a envoltória, sistemas de iluminação e condicionamento de ar, classificando-os em cinco níveis de eficiência, de A até E. Para cada nível de classificação há exigências a serem cumpridas a fim de tornar a edificação mais eficiente. A etiqueta pode ser concedida na fase de projeto e/ou após a construção do edifício, e também pode ser concedida de forma parcial, desde que sempre contemple a envoltória do edifício (INMETRO, 2010). A Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) está dividida em quatro partes: Etiqueta geral: para edifício, pavimento ou conjunto de salas com dados permanentes da edificação e os níveis de eficiência energética para os três sistemas; Etiqueta parcial para Envoltória (30%); Etiqueta parcial para Sistema de Iluminação (30%); Etiqueta parcial para Sistema de Condicionamento de Ar (40%). Também estão contidos os textos indicativos do nível de eficiência alcançado pelo pré-requisito de aquecimento de água (quando aplicável), dos pontos adquiridos com as bonificações, da pontuação alcançada para obtenção da classificação do nível de eficiência global do edifício e textos indicativos específicos de cada sistema. Para o edifício ser legível à etiquetagem, deve cumprir os seguintes requisitos mínimos referentes a circuitos elétricos, aquecimento de água, elevadores, envoltória, e sistema de iluminação. No ano de 2013, com a finalidade de aprimorar a precisão do método prescritivo da Etiquetagem PROCEL, além do modelo de análise através do método prescritivo (onde se atribui peso a cada requisito avaliado), a avaliação também pôde ser feita através de programa computacional. Dentre as vantagens da aplicação da simulação computacional pode-se citar: a simulação de variáveis no interior da edificação; novas alternativas de consumo eficiente; previsão de atenuação de consumo e demanda de energia a partir da implantação de diversas alternativas de conservação; e baixo custo, rapidez e maior precisão dos resultados se comparados a outros métodos disponíveis. Desta maneira objetiva-se o estudo da eficiência energética no Bloco 3P e no Anfiteatro, localizados na Universidade Federal do Tocantins - Campus Universitário de Palmas, por meio do uso dos critérios presentes no RTQ-C. A ENCE visa estimular o uso [117]

eficiente da energia, reduzindo os custos e os impactos ao meio ambiente causados pelo uso inadequado da mesma. MÉTODOLOGIA O presente trabalho foi executado com base nas normas de aplicação do RTQ-C, disseminadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, com o intuito de conceder a ENCE. Para a classificação dos Blocos 3P (Figuras 1) e Anfiteatro de salas de aula (figura 2) utilizou-se o método prescritivo e a simulação computacional, onde se avaliou o sistema de iluminação, o sistema de condicionamento de ar e a envoltória. Para o método prescritivo a avaliação primeiramente ocorreu de forma separada, seguidoda união dos valores dos sistemas e da envoltória para obter a classificação geral. Para a simulação foi necessário utilizar o software S3E para obter a classificação geral. Figura 1: Fachada do Bloco 3P Figure 1: Block Fronte 3P Fonte: Autores, 2014 Figura 2: Fachada do Anfiteatro Figure 2: Amphitheatre front Fonte: Autores, 2014 [118]

1.1. Método Prescritivo Divide-se em Sistema de Iluminação, Sistema de Condicionamento de Ar, Envoltória, conforme itens 2.1.1, 2.1.2, 2.1.3 e 2.1.4. 1.1.1. Sistema de Iluminação Entende-se que edifício mais eficiente é aquele que gera os níveis adequados de iluminância consumindo o mínimo de energia. A NBR 5413 define os níveis de iluminação necessários para diversas atividades. O procedimento de determinação da iluminação pode ser feito por dois métodos (INMETRO 2010): o método de área do edifício e o método das atividades do edifício. Utilizou-se o método da área do edifício, enquadrando-se na função Escola/Universidade, que ocupa mais de 30% da edificação. Segundo a Portaria do INMETRO nº 395/2010 (tabela 4.1), para a função Escola/universidade, foi encontrado os valores 10,7W/m² para nível A, 12,3 W/m² para nível B, 13,9 W/m² para nível C e 15,5 W/m² para nível D 1.1.2. Sistema de Condicionamento de Ar O procedimento para obter o nível de eficiência do sistema de condicionamento de ar pode utilizar dois métodos desenvolvidos a partir da NBR 16401 e da Portaria INMETRO/ MDIC nº 215 de 23 de julho de 2009: um para aparelhos avaliados pelo PBE/ INMETRO e outro para aparelhos não avaliados e sistemas centrais. Para avaliar o sistema de condicionamento de ar encontra-se a capacidade de cada aparelho e dividi-se pela potência total instalada para obter a classificação final. Com o auxilio da Equipe do Patrimônio da UFT, Campus de Palmas os autores quantificaram e especificaram os condicionadores de ar existentes. 1.1.3. Envoltória A envoltória corresponde a todos os planos externos da edificação, incluindo fachadas, empenas, cobertura, brises, marquises, aberturas ou qualquer outro elemento compositivo. Para a região de Palmas, de acordo com sua zona bioclimática 7 2, a transmitância térmica das paredes externas (Upar) não deve ultrapassar 2,5 W/m²K, para paredes com capacidade térmica máxima de 80 kj/m 2 K, e 3,7 W/m 2 K, para paredes com capacidade térmica superior a 2 De acordo com a NBR 15220-2, 15220-3 [119]

80 kj/m 2 K. Para as coberturas o valor máximo é 1,00 W/m²K, para ambientes condicionados artificialmente, e 2,00 W/m²K, para ambientes não condicionados. Os cálculos de envoltória demandam a construção do modelo projetual 3D em ambiente virtual para determinar as áreas das fachadas e o volume da edificação. O levantamento dos dados necessários para a execução dos cálculos utilizou os projetos arquitetônicos e complementares do edifício disponibilizados pela diretoria de obras(doc) da UFT, além de visitas ao edifício para a análise dos materiais. Após a verificação dos pré-requisitos, procede-se a determinação do ICenv. A equação da envoltória requer a inserção de valores específicos determinados pelas variáveis da tabela 1: Tabela 1: Variáveis para a determinação do ICenv. Table 1: Variables for determining the ICenv. Variável Definição Variável Definição Apcob Área da projeção horizontal da cobertura Vtot Volume total da edificação Ape Área de projeção do edifício FA Fator de altura Aenv Área da envoltória FS Fator Solar Atot Área total de piso FF Fator de forma AVS Ângulo vertical de sombreamento AHS Ângulo horizontal de sombreamento PAFt Percentual de abertura total Fonte: RTQ-C, alterado pelos autores, 2014. Após determinar o ICenv do edifício, calcula-se o limite de indicador de consumo para a volumetria; como a área de projeção do edifício (Ape) é maior que 500m², utiliza-se a Equação 1 presente no RTQ-C. Equação 1: Cálculo do ICenv para a Zona Bioclimática 7. Equation 1: Calculation ICenv for Bioclimatic Zone 7. 19,25 AHS ICenc 69,48. FA 1347,78. FF 37,74. PAFt 3,03. FS 0,13. AVS 0,19. AHS 0,04. 306,35 FF ( PAFt. FS) Calcula-se também o ICmín e o ICmax. Os limites entre o ICmáx e o ICmín representam o intervalo no qual a edificação deve se inserir. Esse intervalo é dividido em 4 partes classificativas que variam de A a E (equação 2). [120]

Equação 1 - Intervalo de mudança de nível Equation 2 - Level change interval ICmáxD ICmin i 4 Após isso, calculam-se os limites para cada nível segundo a tabela 2: Tabela 2- IC mínimo e máximo para cada nível Table 2 - IC minimum and maximum for each level IC min e máx para cada nível Níveis de eficiência Limite mínimo Limite máximo A... ICmáxD 3i B ICmáxD-3i+0,01 ICmáxD 2i C ICmáxD-2i+0,01 ICmáxD i D ICmáxD-i+0,01 ICmáxD E ICmáxD+0,01... 1.1.4. Determinação da Eficiência Final Para determinação da eficiência final cada requisito recebe um equivalente numérico de acordo com a classificação obtida, o equivalente varia de 1 a 5, sendo que 1 equivale ao nível E e 5 ao nível A. Os equivalentes são aplicados em equações estabelecidas pelo RTQ-C de acordo com a Zona Bioclimática. O valor obtido é comparado com os parâmetros de classificação estabelecidos pelo regulamento objetivando a classificação final do edifício. 1.2. Simulação Computacional O processo de simulação avalia o desempenho energético de uma edificação e também apresenta pré-requisitos. Eles variam de acordo com o programa e o arquivo climático utilizado para a simulação. Seu objetivo é alcançar resultados adequados. No projeto utilizou-se o programa S3E, desenvolvido pelo Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LabEEE) da Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC). O S3E consiste em um plataforma de calculo amigável que insere os dados do projeto no programa EnergyPlus. Na interface a avaliação do edifício ocorre pela comparação de um modelo real com quatro modelos de referência, cada um dos quatro representa um nível de eficiência. [121]

RESULTADOS 1.3. Prescritivo 1.3.1. Sistema de Iluminação A tabela 3 mostra a somatória das áreas iluminadas e a determinação da potência instalada total. Comparando a potência total instalada com a potência limite encontrada em cada nível, percebe-se que as potências instaladas de ambas as edificações não ultrapassam o limite do nível B, definindo suas classificações. Tabela 3: Ponderação e classificação final do sistema. Table 3: Weighting and final system of classification. Atividade Área DPIL x área total iluminada= potência limite Pot. Inst principal (m²) A B C D (W) EqNum Bloco 3P Sala de aula 3516,90 31369,79 37643,75 43917,71 50191,67 37349,40 4 Anfiteatro Sala de aula 1381,50 14782,05 16992,45 19202,85 21413,25 17760,00 4 Com relação ao atendimento aos pré-requisitos, todos os ambientes do bloco 3P atendem apenas ao pré-requisito de divisão de circuitos, sendo assim, sua classificação cai para o nível C, com EqNum igual a três. Como o nível que atende ao pré-requisito não é o mesmo que foi encontrado, há necessidade de fazer a ponderação entre a potência instalada e o nível de eficiência dos ambientes que não atenderam aos pré-requisitos. O equivalente numérico obtido, com a ponderação, foi igual a três, o que corresponde ao nível C, sendo esta a classificação geral do edifício para a iluminação. Já o Anfiteatro atende aos pré-requisitos de contribuição da luz natural e divisão de circuitos, assim, ele permanece com classificação B. 1.3.2. Sistema de Condicionamento de Ar O Bloco 3P é composto por 36 salas de aula, cada sala é composta por duas unidades de condicionadores de ar tipo split. Das 36 salas, 24 possuem dois tipos de condicionadores, um da marca Fujitsu 3, e o outro, da marca Carrier 4, todos apresentavam a ENCE e o mesmo 3 Modelo ABBA36LCT e potência 32.000Btu/h 4 Modelo 42LVQC12C5 e potência de 12.000Btu/h [122]

nível na classificação geral, nível A. O restante das salas também possui duas unidades de condicionadores de ar tipo split, análogas, porém a ENCE nível B, da marca Carrier 5. O edifício Anfiteatro é composto por seis salas de aula e cinco salas administrativas, que contam com sistema de condicionamento de ar, além da área de circulação, depósito e banheiros que não são refrigerados. Cada sala de aula possui dois condicionadores de ar da marca Coolix 6, e cada sala administrativa possui um condicionador da marca Carrier 7. Seguindo as etapas da metodologia proposta a área que cada unidade é encontrada para calcular a média de eficiência dos ambientes (tabela 4) e em seguida ponderar por área, como mostra a tabela 5. O resultado obtido foi comparado com a tabela 5, presente no RTQ- C, sendo possível notar que ambos os blocos se adéquam aos intervalos para o nível A. Tabela 4: Determinação de eficiência de conjunto de ambientes. Table 4: Assembly environments efficiency determination. Edificação Ambiente Sala de aula - tipo 1 Área Eficiência Coeficiente Resultado EqNum (m²) da unidade de ponderação ponderado 59,67 A 5 0,25 1,24 59,67 B 4 0,25 1,00 Bloco 3P 60,20 A 5 0,25 1,26 Sala de aula - tipo 2 60,20 B 4 0,25 1,00 Total 239,74 - - 1,00 4,50 Anfiteatro Sala de aula - tipo 1 144,18 A 5 0,89 4,45 Sala de aula - tipo 2 17,70 A 5 0,11 0,55 Total 161.88 - - 1,00 5,00 Fonte: Autores, 2014 Tabela 5: Parâmetros para a classificação. Table 5: Parameters for classification. Pontuação Classificação 4,5 a 5 A 3,5 a < 4,5 B 2,5 a < 3,5 C 1,5 a < 2,5 D < 1,5 E Fonte: PORTARIA INMETRO/MDIC 395/2010 5 Modelo 42LUCC22C5 e potência de 22.000Btu/h. 6 Potência de 48.000Btu/h. 7 Potência de 12.000Btu/h. [123]

Os dois blocos em estudo atendem ao pré-requisito, que diz respeito ao sombreamento da unidade condensadora do sistema split. Sendo assim o sistema de condicionamento de ar recebe a classificação A, para ambos. 1.3.3. Envoltória Inicialmente verifica-se a obediência aos pré-requisitos. Calcula-se a resistência da cerâmica (Rcerâmica) 8 e o valor de absortância de cada cor. Os resultados estão presentes na tabela 6. Tabela 6: Valores para transmitância térmica e absortância. Table 6: Values for thermal transmittance and absorbance. Bloco 3P Anfiteatro U 2,4029 m²k/w 2,4724 W/m².K Fachada 0,26 0,9 Absortância Cobertura 0,40 0,9 Fonte: Autores, 2014, baseado na NBR 15575 e NBR 15220 Os valores encontrados para a transmitância, absortância e abertura zenital, quando comparados aos limites dos níveis de A a D, mostram que o edifício 3P só atende aos prérequisitos de transmitância térmica da parede e absorbância da cobertura e das fachadas. O Anfiteatro também atende aos pré-requisitos de absortância e transmitância térmica. Usando a equação 3.10, presente no RTQ-C, obtém-se o índice de consumo da envoltória para o bloco 3P, igual a 133,37 e para o Anfiteatro, igual a 1008,21. Este é um valor numérico e para a obtenção da classificação de eficiência foi necessário estabelecer limites numéricos para cada nível. como A tabela 7 mostra os valores das variáveis utilizadas na equação 3 baseada na equação 2 9. Para o edifício 3P foram utilizados os valores Atot; Aenv=4.169,57m²; FF= 0,27; FA=0,10; FS da parede branca= 1,92%, FS da parede verde clara= 0,03%, FS da parede amarela=0,02, FStot=3,09%; PAFt=0,04%; o Bloco 3P não possui abertura zenital, e consequentemente não possui PAZ; Vtot=14.301,62m²; os valores de AVS e AHS são iguais a 45. Para o anfiteatro foram utilizados os valores Acob=1451,25 m²; Atot=1451,25 m²; 8 Este valor foi usado na fórmula (U=1/RT) para obter o valor da transmitância térmica (U), 99 Os valores aqui demonstrados são validos para o bloco 3P. [124]

Aenv= 2060,25 m²; Vtot=: 5079,38 m³; FA=0,10; FF=0,406; FS Janelas=0,81%, Cobertura=0,54%; FS Parede Externa=2,47%, AVS e AHS= ângulo de 45 FS Tabela 7: Variáveis utilizadas para o cálculo do ICenv Table 7: Variables used for calculating the ICenv Variáveis para o bloco 3 P Variáveis para o anfiteatro Variável Valor Variável Valor AVS = 0 AVS = 0 AHS= 0 AHS= 0 FS = 0,61 e 0,87 FS = 0,54 e 0,81 FF = 0,27 FF = 0,406 Equação 3: Equação para o calculo do ICenv, para FS =0,61 Equation 3: Equation for calculating the ICenv to FS = 0.61 19,25 0 ICenc 69,48*0,61 1347,78. FF 37,74*0,05 3,03*0,87 0,13*0 0,19.*0 0,04. 306,35 0,27 (0,05.*0,87) Em seguida usa-se a tabela 3, presente no RTQ-C, para calcular os limites demonstrados da tabela 8. Tabela 8: IC mínimo e máximo para cada nível. Table 8: Minimum and maximum IC for each level. Edificação Níveis de eficiência Limite mínimo Limite máximo A - 131,41 B 131,42 136,40 Bloco 3P C 136,41 141,39 D 141,40 146,38 E 146,39 - Anfiteatro A - 1015,42 B 1015,43 1015,74 C 1015,75 1016,06 D 1016,07 1016,38 E 1016,39 - Fonte: Autores, 2014, baseados na PORTARIA INMETRO/MDIC 395/2010 [125]

Sendo assim, o nível de eficiência do bloco 3P corresponde a B, e a eficiência do Anfiteatro é igual a A. Fator que se deve principalmente a escolha dos materiais, proteção das aberturas do edifício e uso de manta termo isolante na cobertura. 1.3.4. Determinação da Eficiência Final Para classificação final foi utilizada equação indicada pelo RTQ-C para Zona Bioclimática 7, onde está localizada a cidade de Palmas. Cada um dos itens anteriores recebeu um equivalente numérico de acordo com a classificação recebida, sendo assim, o bloco 3P obteve os equivalentes numéricos 3, 5 e 4 e o Anfiteatro alcançou os equivalentes 4, 5 e 5, relacionados aos sistemas de iluminação, condicionamento de ar e envoltória respectivamente. O resultado da equação final foi 4,21 e 3,8, para o bloco 3P e Anfiteatro, respectivamente. Resultado foi comparado com a tabela 7, presente no RTQ-C, para determinar em quais intervalos o PT se enquadra. Portanto, o bloco 3P e o Anfiteatro recebem a classificação geral B, por apresentarem pontuação total que se enquadram nos intervalos 3,5 a < 4,5. 1.4. Simulação Computacional Os dados utilizados para a alimentação do sistema foram os mesmos obtidos pelo método prescritivo, com exceção de alguns utilizados para a avaliação do condicionamento de ar, onde foram fornecidos pelo fabricante dos condicionadores de ar. Após alimentar o sistema do S3E, o simulador forneceu uma classificação A, tanto para o bloco 3P, quanto para o Anfiteatro. Pois os resultados obtidos, pela simulação, foram menores do que os valores do modelo de referência para o nível A. O software é de fácil manipulação e ele apresenta bastante opção, quanto aos materiais, só houve dificuldade em encontrar o componente construtivo empregado para a vedação das aberturas, sendo assim foi usado o componente com as características que mais se aproximavam do que está presente na construção. CONCLUSÃO Os edifícios Anfiteatro e Bloco 3P, avaliados no trabalho, estão localizados no campus de Palmas da Universidade Federal do Tocantins. Ambos foram analisados através das normas do RTQ-C, a fim de obter a ENCE. Através do método de análise prescritiva os edifícios receberam classificação B, enquanto pelo método de simulação através de análise computacional receberam classificação A. Nota-se que houve divergência nos resultados de [126]

acordo com o método. Pode-se dizer ainda que embora a simulação computacional tenha sido satisfatória a analise de campo encontrou aparelhos ar condicionado com selo B, e valores de condutância não adequados ao clima local. Outro problema levantado foi a questão da divisão de circuitos na área de iluminação artificial. A utilização do simulador S3E facilita o acesso da população a este tipo de software permite que mais edificações utilizem o Selo PROCEL EDIFICA e apresentem maior economia no uso da energia elétrica. Também apresenta a vantagem de poder ser aplicada ainda na fase de projeto, e simular diversas alternativas, a fim de se chegar a mais eficiente energeticamente. O Bloco 3P é composto principalmente por salas de aula de tamanhos semelhantes. A iluminação das salas de aula é totalmente artificial, por mais que tenha aberturas suficientes para iluminá-las por completo. Também são usados, aproximadamente, das oito horas às vinte e duas horas, aparelhos de condicionamento de ar tipo split. O edifício apresenta brises que são capazes de proteger as janelas dos raios solares e os condensadores dos splits, assim, melhoram o conforto térmico dentro das salas. O Anfiteatro é composto basicamente por salas de aulas de grande dimensão, todas recebem iluminação artificial mesmo durante o dia. Quanto à envoltória, observou-se a adoção de medidas que visava o conforto térmico, como o uso de manta termo protetora na cobertura, o uso de elemento vazado para sombreamento das duas principais fachadas e a inclinação do edifício em relação ao eixo Leste-Oeste. Em suma, o estudo de caso realizado mostrou que através das concepções arquitetônicas adequadas ao lugar, é possível construir um edifício energeticamente eficiente e aperfeiçoar o consumo de energia. Quanto ao Selo Procel, foi observado grande avanço nos métodos de utilização do programa, que pode ser feito hoje de maneira mais rápida e metodológica. As ponderações e resultados mostrados aqui são um reflexo geral dos blocos da UFT Palmas. Estes apontamentos poderão contribuir para a diminuição do gasto total de energia da universidade como um todo, adequando seus edifícios a padrões de sustentabilidade. REFERÊNCIAS ASTM - American Society for Testing and Materials.ASTM E1918-06 Standard Test Method for Measuring Solar Reflectance of Horizontal and Low-Sloped Surfaces in the Field, West Conshohocken, PA.. ASTM E1918-06 Standard Test Method for Solar Absorptance, Reflectance, and Transmittance of Materials Using Integrating Spheres (Withdrawn 2005). [127]

ASHRAE - AMERICAN SOCIETY OF HEATING, REFRIGERATING AND AIRCONDITIONING ENGINEERS. ASHRAE Standard 74-1988 - Method of Measuring Solar Optical Properties of Materials. AHRI AIR-CONDITIONING, HEATING, AND REFRIGERATION INSTITUTE. ANSI/AHRI Standard 560 2000: Absorption Water Chilling and Water Heating Packages.. AHRI 1160-2009: Performance Rating of Heat Pump Pool Heaters. ASSOCIACAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS ABNT. NBR 6488 - Componentes de construção - Determinação da condutância e da transmitância térmica - Método da caixa quente protegida. Rio de Janeiro, 1980.. NBR 6689 - Requisitos gerais para condutos de instalações elétricas prediais. Rio de Janeiro, 1981.. NBR 5413 Iluminância de Interiores. Rio de Janeiro, 1992.. NBR 5410 Instalações elétricas de baixa tensão. Rio de Janeiro, 2004.. NBR 7256 - Tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de saúde (EAS) - Requisitos para projeto e execução das instalações. Rio de Janeiro, 2005.. NBR 15215 Iluminação natural. Rio de Janeiro, 2005.. NBR 15220-2 - Desempenho térmico de edificações - Parte 2: Métodos de cálculo da transmitância térmica, da capacidade térmica, do atraso térmico e do fator solar de elementos e componentes de edificações. Rio de Janeiro, 2005.. NBR 15220-3 - Desempenho térmico de edificações - Parte 3: Zoneamento bioclimático brasileiro e diretrizes construtivas para habitações unifamiliares de interesse social. Rio de Janeiro, 2005.. NBR 15569 - Sistema de aquecimento solar de água em circuito direto - Projeto e instalação. Rio de Janeiro, 2008.. NBR 16401 - Instalações de ar condicionado Sistemas centrais e unitários. Rio de Janeiro, 2008. DECRETO Nº. 4.131 - DE 14 DE FEVEREIRO DE 2002 - DOU DE 15/2/2002. Dispõe sobre medidas emergenciais de redução do consumo de energia elétrica no âmbito da Administração Pública Federal INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION ISO.ISO 9050. Glass in building - Determination of light transmittance, solar direct transmittance, total solar energy transmittance, ultraviolet transmittance and related glazing factors. Geneve, Switzerland, 2003. PORTARIA INMETRO/MDIC n 215, de 23 de julho de 2009. Aprovar a revisão dos Requisitos de Avaliação da Conformidade para Condicionadores de Ar. PORTARIA INMETRO n 372 de 20 de maio de 2010, publicada no Diário Oficial da União de 21 de maio de 2010, seção 01, pagina 163 n 395/ 2010 requisitos de avaliação da conformidade para o nível de eficiência energética de edifícios comerciais, de serviços e públicos Mariela Cristina Ayres de Oliveira Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2000), mestrado em Engenharia Civil pela Universidade Estadual de Campinas (2003) e doutorado em Engenharia Civil pela Universidade Estadual de Campinas (2009). Professora Adjunto da Fundação Universidade Federal do Tocantins. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Conforto Ambiental e Ventilação. Membro do Núcleo NEUCIDADES, coordena a linha de pesquisa Cidade, Cultura e Meio Ambiente, com enfase em patrimônio e turismo. E-mail: mariela@uft.edu.br Endereço: [128]

Nathalia de Almeida Valadares Aluna de graduação de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Tocantins. E-mail: nathaliavaladares@hotmail.com Endereço: Universidade Federal do Tocantins - UFT Quadra 109 Norte Av. NS-15, ALCNO-14. Plano Diretor Norte. CEP: 77001-090. Palmas/TO Livia Kálita Barbosa Amorim Aluna de graduação de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Tocantins. E-mail: livia_gary@hotmail.com Endereço: Universidade Federal do Tocantins - UFT Quadra 109 Norte Av. NS-15, ALCNO-14. Plano Diretor Norte. CEP: 77001-090. Palmas/TO [129]