Atividade Sísmica Os sismos
Os movimento das placas litosféricas ou das falhas ocasionam a acumulação de energia, que, ao libertar-se bruscamente, dá origem a um sismo.
A energia libertada pela rutura dos materiais propaga-se, a partir do foco, por ondas sísmicas. Epicentro Foco sísmico ou hipocentro Propagação de ondas sísmicas O ponto na superfície terrestre localizado na vertical do foco designa-se por epicentro e corresponde ao local onde o sismo é, geralmente, sentido com maior intensidade.
Os sismos são movimentos vibratórios que ocorrem na superfície da Terra, com origem nas rochas da litosfera, e são provocados pela libertação de energia.
Abalos premonitórios Sismo de menor intensidade que antecede o sismo principal. Réplicas Sismo de menor intensidade que precede o sismo principal.
Ruptura das rochas em falhas ativas; Fenómenos de vulcanismo provocados por movimentos bruscos durante a ascensão do magma na formação de caldeiras; Abatimento de cavidades da crusta terrestre.
Quando os epicentros se localizam no oceano, a energia sísmica libertada transmite-se à água e provoca movimentos anormais, dando origem a enormes vagas, verdadeiramente devastadoras.
Enchimento de uma barragem, Explosões artificiais em pedreiras e colapsos em minas.
Como avaliar um sismo?
Os sismógrafos são usados para o estudo dos sismos. Estes instrumentos registam, com precisão, os movimentos do solo e, consequentemente, a ocorrência de ondas sísmicas, traçando um gráfico que se designa por sismograma.
A avaliação do efeito do sismo é em função da quantidade e gravidade dos estragos por ele causados sobre as construções e a paisagem. A vantagem do uso de uma escala tão subjetiva tem a ver com o facto de permitir avaliar a intensidade de um sismo com meios muito simples e económicos, sem o recurso a qualquer instrumento. Tem 12 valores. É uma escala fechada. É uma escala qualitativa. Baseia-se nas observações da destruição causada e nos relatos das testemunhas.
Curvas de igual intensidade sísmica. Carta topográfica, onde se encontram representadas as isossistas de um dado sismo.
Permite avaliar a energia libertada no foco, durante um sismo, a partir de cálculos baseados no registo efetuado pelos sismógrafos. É uma escala aberta, mais exacta do que a escala de intensidades, já que esta determinação é efetuada por cálculos matemáticos, a partir dos sismogramas. É mais objetiva, pois é independente dos observadores e do local de observação. Determina a magnitude de um sismo. É uma escala aberta. É uma escala quantitativa.
Sismos de maior magnitude verificados nos últimos 100 anos Data Local Magnitude 16-12-1920 Ningxia-Kansu, China 8,5 02-03-1933 Sanriku, Japão 8,4 15-01-1934 Bilhar, Índia 8,1 10-11-1938 Ilhas Shumagin, Alasca 8,2 07-12-1944 Tonankai, Japão 8,1 22-08-1949 Ilha Queen Charlotte, Canadá 8,1 15-08-1950 Tibete 8,6 09-03-1957 Ilha Andreanof, Alasca 9,1 04-12-1957 Gobi-Altai, Mongólia 8,1 22-05-1960 Chile 9,5 28-03-1964 Prince William Sound, Alasca 9,2 04-02-1965 Ilha Rat, Alasca 8,7 09-06-1994 Bolívia 8,2 23-06-2001 Peru 8,4 25-09-2003 Hokkaido, Japão 8,3 27-02-2010 Concepción, Chile 8,8 11-03-2011 Sendai, Japão 8,9
Os sismos e sua distribuição
Alguns dos sismos mais mortíferos da História Data Local Mortos (*) 1290 Chihli, China 200 000 1556 Shensi, China 830 000 1667 Shemakha, Azerbaijão 80 000 1737 Calcutá, Índia 300 000 1755 Lisboa, Portugal 70 000 1908 Messina, Itália 120 000 1920 Ningxia-Kansu, China 200 000 1923 Kwanto, Japão 143 000 1927 Tsinghai, China 200 000 1970 Yungay, Peru 66 000 1976 Tangshan, China 255 000 2004 Samatra, Indonésia 220 000 2008 Sichuan, China 69 000 2010 Porto Prince, Haiti 200 000
Tal como acontece com os vulcões...
... a ocorrência de sismos está associada a zonas geologicamente instáveis, tais como os limites das placas litosféricas.
Muitas populações humanas vivem em zonas de grande risco sísmico. Grandes cidades foram construídas próximo dos limites de placas litosféricas.
Riscos e proteção das populações
O encontra-se associado à: localização, em termos tectónicos, da região; vulnerabilidade da região; litologia da região.
Exemplos de riscos diretos Destruição de: edifícios; pontes; infraestruturas; linhas de comunicação. Desmoronamento de terras Liquefação de terrenos Tsunamis Perda de vidas humanas
Exemplos de riscos indiretos Propagação de incêndios Doenças
Os sismos são fenómenos naturais que muitas vezes acarretam a perda de vidas humanas e de bens materiais em larga escala.
A probabilidade de ocorrência de um grande sismo em determinada zona é conhecida mas, no entanto, a previsão da sua data exata ainda não é possível. Sendo, então, os sismos dos fenómenos naturais mais destrutivos mas de difícil previsão, a melhor arma das populações contra os seus efeitos é a prevenção.
O estudo dos dados sismológicos de diferentes estações ajudam-nos na elaboração de cartas de perigosidade sísmica. O estudo destas cartas permitem-nos, entre outras coisas, decidir o tipo e qualidade das construções a edificar em cada região. Carta de intensidades máximas Intensidade V Intensidade VI Intensidade VII Intensidade VIII Intensidade IX Intensidade X
Apesar dos progressos, é impossível prever, com exatidão, a ocorrência de um sismo. Por isso, a prevenção é importante para minorar as suas consequências.
Construção antissísmica ou parassísmica Barreiras anti-tsunami Melhor planeamento urbano
Implementação das construções antissísmicas. Cumprimento rigoroso das normas de construção de edifícios, de forma a suportarem as vibrações sísmicas. O estudo geológico dos terrenos. A identificação de zonas de elevado risco sísmico. A aplicação das medidas de prevenção e atuação.
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