RELATÓRIO TÉCNICO CIENTÍFICO

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Transcrição:

RELATÓRIO TÉCNICO CIENTÍFICO Período : Agosto/2014 a Julho/2015 ( ) PARCIAL (X) FINAL IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO Título do Projeto de Pesquisa (vinculado o Plano de Trabalho ): Diversidade de plantas regenerantes em área de floresta nativa no PDS Virola Jatobá, Anapú - PA, Brasil Nome do Orientador: Márcia Orie de Sousa Hamada Titulação do Orientador: Doutora em Ciências Agrárias Faculdade : Faculdade de Engenharia Florestal Título do Plano de Trabalho: Composição do banco de sementes em solo em área de floresta nativa do PDS Virola Jatobá Pará Nome do Bolsista: Jéssica de Araújo Campos Tipo de Bolsa : ( ) PIBIC/ CNPq ( ) PIBIC/CNPq AF ( ) PIBIC /CNPq- Cota do pesquisador ( ) PIBIC/UFPA ( ) PIBIC/UFPA AF ( ) PIBIC/ INTERIOR (X) PIBIC/PRODOUTOR ( ) PIBIC/PE-INTERDISCIPLINAR ( ) PIBIC/FAPESPA ( ) PIBIC/PIBIT

INTRODUÇÃO O processo de ocupação realizado na Amazônia não trouxe o desenvolvimento econômico e qualidade de vida esperados para os habitantes da região, resultando em grande avanço do desmatamento gerado pelos grandes projetos aqui implantados. Segundo Arraes et al, (2012) a taxa de desmatamento vem apresentando diferentes oscilações, decorrentes de diversas causas, tais como incêndios, comércio de madeiras, expansão de atividade agropecuária, aumento da densidade populacional e incentivos fiscais. O Manejo Florestal Comunitário (MFC) reflete manejo que está sob a responsabilidade de uma comunidade local ou grupo social mais amplo, e surge como uma alternativa sustentável ao uso dos recursos naturais. Os objetivos sociais, econômicos e ambientais integram uma paisagem ecológica e cultural e produzem diversidade de produtos tanto para consumo como para o mercado (AMARAL, 2005). Após um distúrbio na floresta, a área passa a receber incidência direta da luz solar, ocorre a colonização de espécies heliófitas que ocupam a área. Essa colonização ocorre porque as florestas tropicais se regeneram naturalmente pela chuva de sementes, banco de sementes, banco de plântulas, regeneração avançada, rebrotações e crescimento lateral do dossel (Garwood, 1989). Neste, sentido, é necessário conhecer melhor os processos de regeneração da floresta, sendo que o padrão de recuperação natural de um ecossistema dependerá da intensidade do distúrbio causado. Segundo Viana (1990) as sementes podem atuar como forma de regeneração no manejo sustentável e recuperação da floresta. JUSTIFICATIVA O entendimento dos mecanismos envolvidos na manutenção da estrutura e da biodiversidade da floresta é fundamental para seu manejo e conservação, existindo uma concordância generalizada de que dinâmica de ocorrência dos distúrbios naturais relaciona-se estreitamente com as características florísticas e estruturais desta floresta (CASTILO; STEVENSON, 2010). A regeneração das espécies na floresta dependerá do banco de sementes que Braga et al (2008) define como sendo todas as sementes viáveis presentes no solo e esse período de viabilidade depende de atributos fisiológicos (tipos de

dormência, interações bióticas e condições abióticas. A composição florística das florestas não é a mesma do banco de sementes que como afirma Monaco et al (2003), as espécies pioneiras geralmente dominam o banco de sementes em áreas tropicais pois suas sementes permanecem longos períodos no solo devido ter algum tipo de dormência, em relação as espécies tolerantes a sombra. Além disso, as pioneiras produzem grande quantidade de sementes com dispersão à longa distância. Desta forma, o conhecimento do banco de sementes e sua dinâmica são fundamentais para a predição da densidade de espécies e, por consequência, definir práticas de manejo apropriadas para uma determinada área. OBJETIVOS Objetivo geral Conhecer a diversidade de espécies regenerantes de uma floresta natural de terra firme não manejada no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Virola- Jatobá, Anapu, Pará. Objetivos específicos Avaliar o banco de sementes no solo do sub-bosque em uma floresta de terra firme não explorada; e Identificar as espécies do banco de sementes no solo do sub-bosque em uma floresta de terra firme não explorada. MATERIAL E MÉTODOS Caracterização da área O estudo foi realizado em 15 propriedades localizadas na área do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Virola-jatobá, criado em 2002, contando com uma área de 32.345 ha, localizado no município de Anapu, sudoeste do Estado do Pará, situado à Rodovia BR 230 Transamazônica, Km 120, norte (Gleba Belo Monte) nas coordenadas geográficas 03º04' 58'' S de latitude e 51º23'11'' W de longitude.

Metodologia A metodologia empregada para a instalação e medição das parcelas permanentes foi baseada em Silva et al. (2005), a saber: as parcelas permanentes instaladas tem dimensões de 50 m x 50 m (0,25 ha), e foram subdivididas em 25 subunidades de 10 m x 10 m, com fins de facilitar a localização e o controle. Dentre as 25 subparcelas, foram sorteadas 5 para a realização da coleta de solo para análise do banco de sementes. A coleta em campo foi realizada em 2 de dezembro de 2014. As amostras de solo foram coletadas com auxilio de gabarito de madeira de 0,5 m x 0,5 m (0,25 m 2 ) para padronização das amostras onde serão colocadas na superfície do solo e coletada a serrapilheira e a camada de solo numa profundidade de 5 cm. As amostras foram homogeneizadas ainda no local de coleta para retirada de uma amostra composta e armazenadas em saco de plásticos para o seu transporte para viveiro. A implantação do experimento em viveiro ocorreu em 21 de Dezembro de 2014. As amostras de solo coletados, foram distribuídas em 12 bandeja de plástico, com 3 cm de profundidade de solo (cada parcela teve 3 repetições). As amostras foram acondicionadas em viveiro com sombreamento de 80% de radiação solar. Figura 1. Implantação do experimento com sombreamento a 80%. Inicialmente foram instaladas seis bandejas em sombrite a 80% e seis bandejas em pleno sol, no entanto, o experimento foi perdido devido uma forte chuva onde se derrubou todas as bandejas e o viveiro impossibilitando a

recuperação. Assim, restou pouco material para execução do experimento e foi decidido em utilizar apenas em bandejas com sombrites de 80%. A irrigação das bandejas foi realizada diariamente, (uma vez ao dia). As primeiras plântulas começaram a emergir a partir de 25 de dezembro de 2014. Figura 2. Emergência e desenvolvimento das plântulas em viveiro. Após cada fluxo de emergência, a identificação das plântulas foi realizada quando apresentarem tamanhos ou estrutura vegetal que permite o seu reconhecimento, contadas e retiradas das bandejas. Este procedimento foi repetido a cada 30 dias, cada contagem foram realizados o envolvimento do solo para estimular novos fluxos de emergência. Assim, totalizando quatro coletas em 120 dias depois da instalação do experimento. As plântulas de todas as espécies identificadas e coletadas foram depositadas no herbário da UFPA e posteriormente, confirmação da sua identificação com auxilio de literatura especializado e por método de comparação no herbário da Embrapa Amazônia Oriental localizada em Belém. Os nomes científicos foram corrigidos e atualizados através do banco de dado do Missouri Botanical Garden disponível em (www.mobot.org/tropicos) e com literatura específica. Após a determinação científica, foram realizadas análises estatísticas para Índice de Valor de Importância (IVI), Similaridade de Bray-Curtis, Índice de Diversidade de Shannon-Weaver (H ) e Índice de Berger-Parker (I (BP) ), segundo formulas:

- Cálculo para o Índice de Shannon-Weaver (H ) H ' = S ( p i ln p i ) i= 1 Onde: S = número de espécies; p i = abundância relativa de cada espécie, calculada pela proporção dos indivíduos de uma espécie pelo número total dos indivíduos na comunidade. - Cálculo para o índice de Berger-Parker (I (BP) ) I BP = N max N Onde: N max = número de indivíduos da espécie mais abundante, e N = número total de indivíduos amostrados. - Índice de Valor de Importância (IVI) IVI = DR + FR mod Onde: IVI mod = Índice de valor de importância modificado, DR = densidade relativa e FR = frequência relativa. RESULTADOS Foram contabilizados 431 indivíduos distribuídos em 27 espécies, pertencentes a 21 famílias. Foi possível realizar a identificação de 20 indivíduos em nível de gênero (74,07%), seis indivíduos em nível de espécie (22,22%) e um individuo (3,70%) foi identificado apenas a nível de família. Tabela 1 - Espécies ocorrentes em banco de sementes em solo em área de floresta nativa do PDS Virola Jatobá Pará. Espécie Família Dab Dre(%) Fab Fre (%) IVI IVI (%) Acanthaceae Acanthaceae 1 0,464 0,2 2,381 2,845 1,422 Annona exsucca DC. ex Dunal Annonaceae 2 0,696 0,2 2,381 3,077 1,539 Byrsonima sp. Malpighiaceae 3 1,160 0,4 4,762 5,922 2,961 Cecropia obtusa Trécul Urticaceae 4 42,227 0,8 9,524 51,751 25,876 Cissampelos sp. Menispermaceae 5 1,392 0,2 2,381 3,773 1,887 Clarisia Moraceae 6 0,696 0,2 2,381 3,077 1,539 Cyathea sp. Cyatheaceae 7 0,464 0,2 2,381 2,845 1,422 Davilla sp. Dilleniaceae 8 0,928 0,2 2,381 3,309 1,655

Desmodium sp. Fabaceae 9 1,392 0,4 4,762 6,154 3,077 Galipea sp. Rutaceae 10 0,696 0,4 4,762 5,458 2,729 Guazuma sp. Malvaceae 11 2,088 0,2 2,381 4,469 2,235 Jacaranda copaia (Aubl.) D. Don Bignoniaceae 12 1,392 0,2 2,381 3,773 1,887 Lindernia sp. 1 Linderniaceae 13 2,320 0,2 2,381 4,701 2,351 Lindernia sp. 2 Linderniaceae 14 20,186 0,8 9,524 29,709 14,855 Lindernia sp. 3 Linderniaceae 15 2,320 0,4 4,762 7,082 3,541 Miconia sp. Melastomataceae 16 0,696 0,2 2,381 3,077 1,539 Nepsera aquatica (Aubl.) Naudin Melastomataceae 17 0,928 0,2 2,381 3,309 1,655 Peperomia sp. Piperaceae 18 0,464 0,2 2,381 2,845 1,422 Philodendron sp. Araceae 19 2,552 0,4 4,762 7,314 3,657 Phyllanthus sp. Phyllanthaceae 20 1,392 0,4 4,762 6,154 3,077 Piper sp. Piperaceae 21 2,088 0,2 2,381 4,469 2,235 Psychanthus sp. Polygalaceae 22 0,464 0,2 2,381 2,845 1,422 Pterolepis sp. Melastomataceae 23 0,464 0,2 2,381 2,845 1,422 Sabicea sp. Rubiaceae 24 1,624 0,4 4,762 6,386 3,193 Scrophularia sp. Scrophulariaceae 25 2,088 0,2 2,381 4,469 2,235 Vernonia cinerea (L.) Less. Asteraceae 26 7,425 0,6 7,143 14,567 7,284 Zanthoxylum rhoifolium Lam. Rutaceae 27 1,392 0,2 2,381 3,773 1,887 Onde: Dab: densidade absoluta; Dre: densidade relativa; Fab: frequência absoluta; Fre: frequência relativa e IVI: Índice de valor de importância. As famílias botânicas com maior número de indivíduos foram Urticaceae com 182 indivíduos, Linderniaceae com 107 indivíduos e Asteraceae com 32 indivíduos. As famílias com maior ocorrência de espécies foram Linderniaceae (três espécies), Melastomataceae (três espécies), Piperaceae (dois espécies) e Ruataceae (dois espécies), corroborando em parte com os resultados encontrados por Leal Filho, Sena e Santos (2013), em famílias Urticaceae e Melastomataceae foram as principais famílias encontradas em banco de sementes em floresta amazônica. As espécies mais importantes foram: Cecropia obtusa Trécul (IVI=51,751), Lindernia sp. 2 (IVI=29,709) e Vernonia cinerea (L.) Less. (14,567). Monaco et al. (2003) afirmam que, em geral, as espécies pioneiras acumulam mais sementes no banco de sementes do que as espécies tolerantes à sombra. Também foram encontradas espécies de valor comercial como Jacaranda copaia e Zanthoxylum rhoifolium. A área apresentou uma riqueza florística de 27 espécies, e a diversidade evidenciadas pelo índice de Shannon de H 2,05 superior ao encontrado por Araujo

et al. (2001) com 1,12 em floresta mas considerada baixa quando comparada com este tipo de vegetação de ecossistemas tropicais. O índide de Berger-Parker de I (BP) 0,42 considerado alto, evidenciando a dominância numérica de algumas espécies. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMARAL, P. Manejo Florestal Comunitário: processos e aprendizagem na Amazônia brasilieria e na América Latina. Belém. IIEB; IMAZON, 2005. ARAUJO, M. M.; OLIVEIRA, F. de A.; VIEIRA, I. C. G.; BARROS, P. L. C. de; LIMA, C. A. T. de. Densidade e composição florística do banco de sementes do solo de florestas sucessionais na região do Baixo Rio Guamá, Amazônia Oriental. SCIENTIA FORESTALIS, n. 59, p. 115-130, jun. 2001. ARRAES, R. A. e; MARIANO, F. Z. M.; SIMONASSIS, A. G. Causas do Desmatamento no Brasil e seu Ordenamento no Contexto Mundial. Revista de Economia e Sociologia Rural, v. 50, n. 1, p. 119-140, 2012. BRAGA, A. J. T.; LIMA E BORGES, E. E. de; MARTINS, S. V. Florística e estrutura da comunidade arbórea de uma floresta Estacional semidecidual secundária em Viçosa, MG. Revista Árvore, n.3, p.493-503, 2011. Castillo, L.S; Stevenson, P.R. 2010. Relative importance of seed-bank and postdisturbance seed dispersal on early gap regeneration in a Colombian Amazon Forest. Biotropica 42: 488-492. Clarke, K. R.; Gorley, R. N. 2006. PRIMER v.6: User Manual/Tutorial. Plymouth, Primer-E. 190 pp. Colwell, R. K. 1997. Estimates 5: Statistical Estimation of Species Richness and Shared Species from Samples. User Guide, 22 pp. GARWOOD, N. C. Tropical soil seed banks: a rewiev. In: LECK, M. A.; PARKER, T.; SIMPSON, R. L. Ecology of soil seed banks. San Diego: Academic Press, 1989. p. 149-209. Hammer, O.; Harper, D.A.T.; Ryan, P.D. 2001. PAST: Paleontological software package for education and data analysis. Paleontologia Electronica 4, v. 1. 9 pp. LEAL FILHO, N.; SENA, J. dos S. SANTOS, G. R. dos. Variações espaço-temporais no estoque de sementes do solo na floresta amazônica. Acta amazônica, v.43, n.3, p.305 314, 2013. MONACO, L.; MESQUITA, R. C. G.; WILLIAMSON, B. Banco de sementes de uma floresta secundária Amazônica dominada por vismia. Acta Amazonica, n.1, p.41-52,

2003. MONACO, L.M.; MESQUITA, R.C.G.; WILLIAMSON, G.B. Banco de sementes de uma floresta secundaria amazônica dominada por Vismia sp. Acta Amazonica, v.33, n.1, p.41-52, 2003. SILVA, J. N. M; LOPES, J. C. A.; OLIVEIRA, L. C. DE; SILVA, S. M. A. DA; CARVALHO, J. O. P.; COSTA, D. H. M.; MELO, M. S.; Tavares, M.J.M. 2005. Diretrizes para instalação e medição de parcelas permanentes em floresta naturais da Amazônia brasileira. 1. Ed. Belém: Embrapa, 68p. VIANA, V. M. Seed and seedling availability as a basis for management of natural forest regeneration. In: ANDERSON, A. B. Alternatives to deforestation: steps toward sustainable use of the Amazon Rain Forest. New York: Columbia University Press, 1990. p. 99-115. DIFICULDADES Falta de transporte ofertado pela universidade para deslocamento do local de coleta (em Anapu-PA) até o viveiro onde houve a montagem do experimento (na UFPA campus Altamira). Ausência de estrutura e materiais adequados na universidade para montagem do experimento. Perca de material coletado devido à má infraestrutura do viveiro, acarretando em atrasos no cronograma. PARECER DO ORIENTADOR: Manifestação do orientador sobre o desenvolvimento das atividades do aluno e justificativa do pedido de renovação, se for o caso. DATA : 17/08/2015 ASSINATURA DO ORIENTADOR ASSINATURA DO ALUNO INFORMAÇÕES ADICIONAIS: Em caso de aluno concluinte, informar o destino do mesmo após a graduação. Informar também em caso de alunos que seguem para pósgraduação, o nome do curso e da instituição.

FICHA DE AVALIAÇÃO DE RELATÓRIO DE BOLSA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA O AVALIADOR DEVE COMENTAR, DE FORMA RESUMIDA, OS SEGUINTES ASPECTOS DO RELATÓRIO : 1. O projeto vem se desenvolvendo segundo a proposta aprovada? Se ocorreram mudanças significativas, elas foram justificadas? 2. A metodologia está de acordo com o Plano de Trabalho? 3. Os resultados obtidos até o presente são relevantes e estão de acordo com os objetivos propostos? 4. O plano de atividades originou publicações com a participação do bolsista? Comentar sobre a qualidade e a quantidade da publicação. Caso não tenha sido gerada nenhuma, os resultados obtidos são recomendados para publicação? Em que tipo de veículo? 5. Comente outros aspectos que considera relevantes no relatório 6. Parecer Final: Aprovado ( ) Aprovado com restrições ( ) (especificar se são mandatórias ou recomendações) Reprovado ( ) 7. Qualidade do relatório apresentado: (nota 0 a 5) Atribuir conceito ao relatório do bolsista considerando a proposta de plano, o desenvolvimento das atividades, os resultados obtidos e a apresentação do relatório. Data : / /. Assinatura do(a) Avaliador(a