REGRAS DO AR (GERAIS) Autoria: Anne Karine de Queiroz (orientadora) - Escola Superior de Aviação Civil Heliabe Machado Araújo (ESAC) - Escola Superior de Aviação Civil Mikaell Alves de Brito (ESAC) - Escola Superior de Aviação Civil Tiago de Almeida Dias Marques (ESAC) - Escola Superior de Aviação Civil E-mail: anne.midias@gmail.com RESUMO ESPANDIDO A palavra Regras já é bem conhecida e seu significado é bem claro, pois é o que a lei impõe para que seja seguido mantendo a normalidade, ou seja, ela determina como deve ser feito, com isso expressa regras do ar, se às leis que os pilotos em comando de uma aeronave devem seguir, para manter uma determinada ordem no espaço aéreo, estando sujeito à punição se não forem seguidas. É de suma importância o conhecimento e a aplicação das normas do ar por todos que dela fazem uso, seja ele piloto em comando ou controlador de tráfego aéreo, estando sempre em sintonia perfeita e atualizada para a aviação em geral. A competência do diretor geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) em nossa aviação é bastante importante, pois é ele que estabelece as regras e também tem poder de modificar, algumas delas tais como suspender operações em aeródromo em virtude de condições meteorológicas, interditar e impraticabilizar área de manobras por via órgãos ATS, fixar os mínimos meteorológicos operacionais e estabelecer as características dos equipamentos de navegação, aproximação e comunicação a bordo de aeronaves civis, fazendo com que os pilotos estejam sempre em estado de alerta. Nesse sentido, a responsabilidade de um piloto é muito grande, mas não tira a seu poder de comandar uma aeronave que terá
autoridade decisória em tudo o que com ela se relacione, enquanto estiver em comando, pois eles não só estão conduzindo uma máquina muito perigosa e valiosa, mas também estão com a responsabilidade de levar centenas de pessoas, no caso dos pilotos de linha aérea, que não podem deixar espaços para acontecer acidentes por quebra de ordem, pois nos dois casos tem regras independentes, podendo ser em voo ou em solo. A pesquisa atual é de caráter bibliográfico, pois é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Assim, esse trabalho tomou como base autores: Plínio Junior; Ariovaldo M. Cardoso, Editora Bianch Pilot Training, DENIS BIANCHINI. Além disso, a pesquisa também se caracteriza como documental, pois utilizou documentos da ICA 100/12 do MINISTÉRIO DA DEFESA de 14 de novembro de 2005, bem como fez uso dos relatórios do CENIPA, analisando acidentes ocorridos no Brasil nos últimos anos envolvendo Regras Gerais. As aplicações dessas regras para as aeronaves estão sujeitas quando a mesma opera no espaço aéreo que se superpõe ao território nacional, incluindo águas territoriais e jurisdicionais, bem como o espaço aéreo que se superpõe ao alto mar que tiver sido objeto de acordo regional de navegação aérea, pois sendo uma aeronave brasileira, onde quer que se encontre, na extensão em que não colida com as regras do estado sobrevoado e com as regras internacionais em vigor por força da convenção da aviação civil internacional, tendo certa obediência aos recursos da OACI. Sendo assim em relação ás aeronaves que estejam em voo ou quando na área de manobras dos aeródromos, que também deve seguir ás regras gerais e, quando estejam em voo sendo visual ou por instrumentos, pois a responsabilidade quanto ao cumprimento das regras do ar é sempre do piloto, uma ocorrência mais grave será evitada com um planejamento de voo entre os destinos solicitados, pra que não haja nenhuma situação que o piloto não esteja esperando. Dessa forma, este trabalho tem o objetivo de apresentar as regras do ar para a comunidade aeronáutica, mostrando sua relevância para a aviação. Regras gerais é um fator na aviação que realiza e organiza as aeronaves de forma que esteja visando uma maior proteção de pessoas e propriedades, pois aeronaves com operação negligente ou imprudente juntamente com o piloto em comando sem condições para operar a aeronave, devem ser chamado a sua atenção como também em outros casos de alturas mínimas para voo em rota, nesse mesmo caso, um voo de pulverização, por exemplo,
são estabelecidas regras para operar nessa região com baixa altitudes, também aeronaves que esteja rebocando outra ou rebocando faixas devem estar dentro dessas condições de regras gerais para estabelecer um tráfego de acordo, visando não atrapalhar as demais, dando também uma grande importância as aeronaves que esteja em lançamento de paraquedas com uma maior liberdade para não acontecer acidentes durante sua operação, pois com áreas restritas á outras aeronaves uma operação de voo acrobático pode ser efetuada com uma maior tranquilidade. A prevenção de colisões na aviação, também tem algumas regras específicas, mas nada disso irá tirar a responsabilidade do piloto em comando em sua separação, dependendo da classe do seu voo, juntamente com a sua regra de voo sendo visual ou por instrumentos, visando á proximidade de outra aeronave ou obstáculos durante seu voo. A capacidade de um piloto em comando de uma aeronave também está entre regras importantes, pois ele terá que manter uma atenção muito grande durante o seu voo, obedecer as regras estabelecidas mesmo com a sua aeronave em bom funcionamento, nenhum piloto de aeronave civil, poderá deixar de cumprir as regras determinadas para um vôo, tanto visual e por instrumento, permitir que uma pessoa que apresente estar embriagada ou que demonstre estar sobre influência de álcool ou outras drogas entre em aeronave sob seu comando, essa regra também cabe ao piloto que não pode estar pilotando depois de ter consumido bebidas alcoólicas e usos de drogas em geral, assim ele esta sujeito também a punições do seu superior que no caso é o diretor geral do departamento de controle do espaço aéreo, tendo ele que estar atento para poder reportar as proas, nível de voo, comunicações e entre outras informações importantes durante o voo, para isso o mesmo tem que estar em plena consciência, e isso tudo está ligado a nada mais que regras do ar, um bom comportamento de um piloto. Desse modo, foram selecionados os seguintes acidentes acontecidos: Aeronave agrícola prefixo PR-AAK, modelo A-188B, ocorrido em 15 de fevereiro de 2011, classificado como manobras a baixa altura. Durante o voo em rota, a aeronave colidiu contra um cabo de telefonia e a seguir contra o solo, em uma área de plantação de soja, tendo os tripulantes sofrido ferimentos leves. Segundo relatório da CENIPA o piloto ao se deparar com um fio de energia elétrica, optou por passar entre o mesmo e a cerca da propriedade, como não percebeu que havia um cabo de fibra ótica de telefonia logo abaixo da rede elétrica, houve a colisão, que
acarretou na perda de controle da aeronave e no choque contra o solo, tendo o piloto deixado de cumprir, intencionalmente, a limitação de altura mínima para o voo visual (VFR) sobre áreas desabitadas, prevista na ICA 100-12 - Regras do Ar e Serviços de Tráfego Aéreo, transportando passageiro a bordo da aeronave, contrariando o previsto no Certificado de Aeronavegabilidade, RELATÓRIO FINAL A - Nº 050/CENIPA/2012. Acidente ocorrido com aeronave prefixo PT-NKJ, modelo EMB- 711-C, em 29 de dezembro de 2009. A mesma decolou do aeródromo de Luziânia, GO, com um piloto e um passageiro com destino ao aeródromo de Goiânia, GO, sem plano de vôo, sob regras de voo visuais e sem contato com os órgãos de controle de tráfego aéreo, durante o voo o piloto fez vários desvios de rota em virtude do mau tempo na região, e para não entrar em nuvens onde sua visibilidade iria para zero, acabou pousando em uma plantação de soja no município de Planaltina, DF. Ao melhorar as condições meteorológicas, o piloto resolveu decolar do local onde estava. Durante a tentativa, a aeronave ganhou sustentação ao passar por uma ondulação, e saiu do solo; com isso, o piloto recolheu o trem de pouso, como a aeronave ainda estava com velocidade mínima necessária para o voo sustentado, a mesma voltou para o chão, arrastando-se por alguns metros no solo e parando adiante. No planejamento do voo não foram considerados os procedimentos básicos de segurança como as condições meteorológicas da região no dia do acidente que não eram favoráveis a realização de voo em condições visuais, não tendo o piloto de proceder de acordo o que determina as regras como consultar os boletins meteorológicos antes do voo, e se consultou desprezou as informações. O piloto ao tentar decolar de uma plantação de soja, situação totalmente irregular, contrariando o que está previsto no RBHA 91, sem que houvessem motivo justificado para tal. A pouca experiência do piloto e há não observância das regras gerais de voo contribuiu para o ocorrido. RELATÓRIO FINAL A - Nº 051/CENIPA/2011. Assim, vimos que o descumprimento das regras gerais na aviação pode gerar danos irreparáveis, existindo assim a necessidade e obrigação de cumpri-las trazendo segurança a passageiros e tripulantes que navegam nos céus do Brasil. É notório que se os pilotos citados nos exemplos acima tivessem seguido as normas de altura mínima para voo, consulta meteorológica para separação mínima vertical e horizontal das nuvens, envio e cumprimento de plano de voo para um acompanhamento
via radar por parte dos centros de controle, ou seja tivessem seguido as regras gerais do ar, muito poderia ter sido evitado. Sabemos então, que o objetivo de uma regra é sempre ser seguida independente dos fatores que estejam ocorrendo em um determinado momento, trazendo segurança e um maior controle das aeronaves que estiverem em navegação, e até mesmo em situações de emergência onde só será prestado serviço de auxílio se a mesma estiver seguindo as normas básicas do ar. Portanto, o propósito das Regras Gerais é manter a disciplina do profissional de modo que ele esteja de acordo com as leis e regras para ter uma maior segurança tanto em solo como em voo. Palavras-chave: Regras- regulamento-segurança Referências JÚNIOR, Plínio. Regulamento de Tráfego aéreo. São Paulo, ASA, 2011 M. CARDOSO, Ariovaldo. Regulamento de Tráfego Aéreo BIANCHINI, Denis. Regulamento Aéreo. São Paulo, BIANCHINI, 2011 BRASIL. ICA 100-12 Disponível em 30 mar 2013. http://publicacoes.decea.gov.br/?i=publicacao&id=2558 http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/index.php http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/anexos/article/18/2013%2003%2015%20aviacao_ civil.pdf