Tratamento da Hiperprolactinemia

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Transcrição:

46º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia do Distrito Federal Tratamento da Hiperprolactinemia Quando, Como e até Quando? Érica Correia Garcia Érica Correia Garcia

Eixo Hipotálamo Hipófise PRL Introdução

Causas de hiperprolactinemia Fisiológicas Processos Hipotalâmicos Hipofisários Farmacológica Outros Processos Macroprolactina

Causas de hiperprolactinemia Fisiológicas Processos Hipotalâmicos Hipofisários Patologia hipofisária Patologia hipotalâmica/da haste hipofisária Farmacológica Outros Processos Macroprolactina

Fisiológicas Causas de hiperprolactinemia Processos Hipotalâmicos Hipofisários Farmacológica Neurolépticos/antipsicóticos Antidepressivos Antihistamínicos H2 Estrógenos: ACO Antihipertensivos: verapamil, metildopa Anestésicos Anticonvulsivantes Opiáceos: cocaína, morfina, heroína Benzodiazepínicos Metoclopramida, domperidona, cisaprida Serotonina, noradrenalina Outros Processos Macroprolactina

Causas de hiperprolactinemia Fisiológicas Processos Hipotalâmicos Hipofisários Farmacológica Outros Processos IRC Insuficiência hepática Hipotiroidismo Trauma torácica/herpes zoster Hiperprolactinemia idiopática Macroprolactina

Causas de hiperprolactinemia Fisiológicas Processos Hipotalâmicos Hipofisários Farmacológica Outros Processos Macroprolactina Dosar quando há hiperprolactinemia assintomática

Objetivos do Tratamento Restauração do eugonadismo pela normalização da hiperprolactinemia Controle de massa tumoral (se for o caso)

Quando tratar? Se o paciente apresentar sinais ou sintomas decorrentes da hiperprolactinemia ou decorrentes da massa tumoral!

Quando tratar? Efeito da Hiperprolactinemia Hipogonadismo Amenorréia ou Oligomenorréia Infertilidade Disfunção erétil Osteoporose ou Osteopenia Efeito de Massa Hipopitiutarismo Déficit Visual (compressão do quiasma) Acometimento de nervos cranianos Cefaléia

1º ) Se hiperprolactinemia por uso de medicações. Tratamento da Hiperprolactinemia Suspender medicação por 3 dias e dosar prolactina no 4º dia ou Substituir por droga alternativa ou Estrogeno ou testosterona em caso de hipogonadismo ou baixa massa óssea de longa data ou Tratamento medicamentoso (agonista dopaminérgico). Como tratar? *obs: Se após suspensão ou substituição da droga, persistir com hiperprolactinemia...

Como tratar? 2º) Se hiperprolactinemia por HIPOTIROIDISMO Levotiroxina 3º) Se hiperprolactinemia por outras causas Agonistas do receptor dopominérgico (DA) Bromocriptina Cabergolina

Tratamento Medicamentoso Bromocriptina Posologia: geralmente 2 a 3x/dia (é possível 1x) Dose terapêutica: 2,5-15 mg/dia (geralmente 7,5 mg) 20-30 mg/dia naqueles que demonstram resistência Eficácia: Microprolactinomas: 80 a 90% Macroprolactinomas: 70% Suspensão da droga: geralmente recorrência do PRL Escolha: mulheres que desejam engravidar

Tratamento Medicamentoso Cabergolina Mais eficaz que a bromocriptina; menos efeitos colaterais. Droga de escolha! Posologia: geralmente inicio com 1 mg/semana (macroprolactinoma) e 0,5 mg/semana (microprolactinoma) tamanho do tumor: 20% em 12-24 meses em mais de 80% dos casos; desaparecimento do tumor em 26-36% dos casos Pacientes que não utilizam outro DA tem melhor resposta (82,3% x 60%)

Como tratar? Monitoração: PRL, RNM, DMO, Ecocardiograma (se dose acima de 2,0) Campimetria (nos macroadenomas)

Como tratar na Gestação? DA ultrapassam barreira placentária Parar o uso do DA assim que souber que está grávida Tratar em macroadenomas selecionados (tumores invasivos ou que tocam o quiasma óptico) Bromocriptina Bromocriptina é a droga de escolha durante a gestação (pela experiência)! Cabergolina

Como tratar na Gestação? Cirurgia antes da gestação: Naquelas que não responderam aos DA antes da gestação Intolerância a bromocriptina e cabergolina NÃO realizar: Dosagem de PRL RM hipofisária em microadenomas ou em macroadenomas intraselares RM hipofisária Cefaleia severa Alteração do campo visual

Desafio terapêutico: resistência aos DA Insucesso no alcance da normoprolactinemia, insucesso na redução de 50% do tamanho do tumor Alguns pacientes apresentam resistência aos DA 24% a bromocriptina 11% a cabergolina

Aumentar a dose do agonista dopaminérgico Substituir a bromocriptina pela cabergolina Aproximadamente 80% dos pacientes com resistência a bromocriptina tem normalização da PRL com a cabergolina Cirurgia transesfenoidal Se sintomático e não responde aos agonistas dopaminérgicos Se sintomático e não tolera altas doses de bromocriptina ou cabergolina Radioterapia Se não respondeu ao tratamento cirúrgico Prolactinomas agressivos ou malignos Temozolamida Prolactinomas malignos Tratamento da Hiperprolactinemia Como tratar a resistência aos DA?

Até quando tratar? Por pelo menos 2 anos sem aumento da prolactina e sem remanescente tumoral na RM.

46º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia do Distrito Federal Direto ao ponto: - Quando? Se sinais ou sintomas decorrentes da hiperprolactinemia ou decorrentes da massa tumoral - Como? Medicamentosa? Suspender medicamento. Hipotiroidismo? Tratar a tireoidopatia. Tumoral ou não? Agonistas dopaminérgicos! A pequena proporção de prolactinomas não responsivos: desafio terapêutico - Até quando? Por pelo menos 2 anos! Tratamento da Hiperprolactinemia Érica Correia Garcia ericacg@globo.com