Xisto (Petróleo e Gás)
O que é o xisto? Xisto é o nome genérico para vários tipos de rocha que se formam em lâminas (folhelhos). Tem interesse econômico principalmente por causa do gás natural, preso em pequenas bolhas. Como outros combustíveis fósseis, o gás existente hoje começou a se formar 300 milhões de anos atrás, a partir da decomposição de plantas e animais.
continuação A extração de gás e petróleo a partir das rochas de xisto tem crescido a cada ano, ganhando destaque nas discussões sobre matriz energética. Em 2013, o petróleo obtido a partir desse minério representou 29% da produção total do produto nos Estados Unidos. O gás de xisto, por sua vez, representou 40% do total.
Como o xisto é extraído? Para produzir petróleo e gás a partir do xisto é preciso explodir as rochas do minério por um processo chamado de fraturamento hidráulico (fracking), que injeta grandes quantidades de água misturada a produtos químicos sob grande pressão. A técnica, porém, é questionada por ambientalista e já foi proibida na França, Holanda e na Bulgária.
Repercussões Menor dependência do Oriente Médio/OPEP; Diminui a vulnerabilidade do instável Oriente Médio; Redução das importações estadunidenses do Brasil (reduziu em 60% as importações em 2013); Em 2015 os EUA passaram a exportar petróleo, além de se tornarem os maiores produtores mundiais.
Questões Ambientais
Município de Toledo (oeste do Paraná) Junho de 2014
Os ambientalistas criticam a forma de exploração do xisto (fraturamento hidráulico) devido a:
(1) Risco de contaminação dos lençóis freáticos: O xisto está aprisionado em pequenas formações rochosas altamente impermeáveis. Sua exploração consiste na fratura das rochas, com a injeção de grande volume de água sob alta pressão, explosivos e substâncias químicas que podem causar vazamentos e chegar aos lençóis subterrâneos de água. (2) Uso intensivo de água no processo de fratura: As estimativas indicam que são usados cerca de 20 milhões de litros de água por poço perfurado, o que pode chegar a proporções gigantescas, caso se considere a previsão da abertura de um milhão de poços no mundo.
(3) Poluição do ar: Na exploração do xisto, as rochas são bombardeadas com uma mistura de água, areia e produtos químicos. A pressão causa fissuras no subsolo e faz com que o gás suba em direção à superfície. (4) Abalos sísmicos: A explosão de rochas subterrâneas inclui o risco de pequenos abalos sísmicos nas áreas exploradas. (5) Receio da possibilidade de o gás de xisto desbancar fontes renováveis de energia, como a eólica e a solar: Admite-se que não se pode reduzir emissões de CO2 sem reduzir o uso do carvão, e o gás de xisto já está destronando o carvão nos EUA. Mesmo que alguma fonte mais limpa se torne posteriormente viável, ainda precisaremos do gás natural como energético para auxiliar na transição para uma economia menos carbono intensiva.
Riscos do Fracking (Filme: Gasland)
Brasil De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), as áreas que têm vocação para apresentar recursos não convencionais, conforme estudos geológicos e sísmicos: do Recôncavo (Bahia), de Sergipe, de Alagoas e de São Francisco (Minas Gerais). Por ser um assunto relativamente novo no Brasil, tanto o governo quanto os investidores ainda buscam respostas mais concretas para questões como o alto nível de risco exploratório e dilemas ambientais. Nesse caso, vale citar gargalos como a falta de infraestrutura e logística nas regiões onde se localizam os blocos e a ausência de rede de gasodutos, fatores estes que podem ter impactos na rentabilidade do produto, consequentemente encarecendo o investimento.
O Brasil também possui grandes quantidades do minério e, em 2013, o governo chegou a realizar leilões de exploração da reserva. A produção a partir desse material, entretanto, está paralisada por falta de regulamentação específica.
Preço atual do petróleo inviabiliza xisto nos EUA (Valor Econômico) A queda recente do preço do petróleo já inviabiliza parte relevante da produção americana de shale oil (óleo não convencional, também chamado de xisto). O produto, que surgiu no mercado global nas últimas décadas como concorrentes do petróleo no mercado global, garantia bom retorno aos produtores nos últimos anos, com preço do petróleo acima de US$ 100 por barril. Agora, o cenário é bem diferente.
continuação A sinalização de que a Arábia Saudita não está disposta a cortar a produção também afeta os preços. A Arábia Saudita, afirmou em um discurso que vai lidar com sólida determinação com o desafio da queda nos preços do petróleo.