ANTICONCEPÇÃO HORMONAL Aula disponível no site: www.rodrigodiasnunes.com.br Rodrigo Dias Nunes
Contracepção hormonal Anticoncepção hormonal oral combinada Monofásica Bifásica Trifásica Anticoncepção hormonal oral progestagênica
Alta dose - superior a 50 mcg de etinil estradiol (EE) Média dose - 50 mcg de etinil estradiol (EE) Baixa dose - 35, 30, 20 ou 15 mcg de etinil estradiol Eficácia das pílulas: 99% Quanto menor a dose estrogênica menos efeitos colaterais Conhecer o agente progestacional
Derivados da 19-nortestosterona: Linestrenol, Noretisterona (estrano), Norgestrel, Levonorgestrel, Desogestrel (etonogestrel), Gestodeno e Norgestimato, Norelgestromina (gonanos) CH OH 3 C CH HO Derivados da Espironolactona: Drospirenona ETINILESTRADIOL C 2o H 24 O 2 Derivados da 17-OH-progesterona: Ciproterona, Clormadinona, Medroxiprogesterona
Mecanismo de ação: Inibição da ovulação (bloqueio das gonadotrofinas hipofisária) Alteração do muco cervical Alteração da motilidade tubária
Benefícios secundários: Regularidade dos ciclos Diminuição da perda sanguínea, da dismenorréia e da TPM Redução do risco de câncer de endométrio e ovário Redução das doenças benignas das mamas (50-70%) Diminuição da oleosidade da pele, acne e hirsutismo.
Estrogênicos: Aumento dos fatores da coagulação (risco de TVP) Aumento dos triglicérides Aumento da pressão arterial Mastalgia Náuseas e vômitos Nervosismo Melasma Progestagênicos: Aumento da resistência periférica a insulina Aumento do LDL colesterol Retenção hídrica Mastalgia Depressão Diminuição da libido
Critérios de elegibilidade Categoria 1: sem restrição Categoria 2: vantagens geralmente se sobrepõem aos riscos Categoria 3: riscos geralmente se sobrepõem as vantagens Categoria 4: condição de risco inaceitável ao uso do método
Contraindicações absolutas (categoria 4) Gravidez Lactantes nas primeiras seis semanas pós-parto Fumante com idade 35 anos, 15 cig/dia HAS sem controle ou múltiplos fatores de risco para doença cardiovascular História de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar Doença vascular Coronariopatia ou derrame (AVC) pregresso ou atual Doença valvular cardíaca complicada (endocardite bacteriana, hipertensão pulmonar, risco de fibrilação atrial) Imobilização prolongada
Contraindicações absolutas (categoria 4) Neoplasia hormônio dependente: ex.: ca mama Hepatite viral aguda, tumor benigno ou maligno do fígado, cirrose grave DM com nefropatia, retinopatia ou mais de 20 anos de evolução Enxaqueca com aura em qualquer idade Enxaqueca sem aura em pacientes 35 anos Mutações trombogênicas: deficiência da proteína S, fator V de Leiden Anticorpos antifosfolípides Lupus eritematoso sistêmico
Contraindicações relativas (categoria 3) Não lactantes menos de 21 dias pós parto Lactantes > 6 semanas e menos que 6 meses pós parto Uso de topiramato e outros anticonvulsivantes Fumante 35 anos < que 15 cig/dia Enxaqueca sem aura em maior que 35 anos Câncer de mama anterior e sem doença ativa há mais de 5 anos HAS controlada Doença biliar sintomática tratada clinicamente Histórico de colestase relacionado ao uso pregresso de ACHO
Interação medicamentosa Diminuem a eficácia dos anticoncepcionais hormonais: rifampicina, anticonvulsivantes exceto ácido valpróico (carbamazepina, fenitoína, topiramato), tetraciclina, griseofulvina, penicilinas, ampicilina, cloranfenicol, nitrofurantoína, barbitúricos. * Antibióticos categoria 1 OMS Tem seus efeitos alterados pelo uso dos anticoncepcionais hormonais: benzodiazepínicos, anticoagulantes, insulina, ácido fólico, imipramina. # Ritonavir e Nelfinavir: diminuem os níveis séricos dos estrogênios, por interação medicamentosa no sistema microssomal hepático.
Mitos e verdades Anticoncepcional dá estrias e celulite Uso prolongado leva à infertilidade É bom parar p/ descansar Não é necessário esperar 2 anos da menarca para iniciar contraceptivos hormonais em adolescentes. As pílulas atuais de baixa dosagem contém quantidade estrogênica insuficiente para promover o fechamento precoce das epífises ósseas.
Contracepção Hormonal Combinada Dosagem hormonal Evolução da contracepção hormonal combinada 1,2 Administração Oral 3 Administração Transdérmica 4 Administração Vaginal 5 Liberação diária: 150 µg mestranol 9.85 mg noretinodrel 50 µg EE < 3 mg progesterona Liberação diária: 33.9 µg EE 203 µg norelgestromina Liberação diária: 15 µg EE 120 µg etonogestrel 1. Darney PD. In: Kronenberg HM et al, eds. Williams Textbook of Endocrinology. 11th ed. Saunders Elsevier; 2008:615 644; 2. Alexander NJ et al. Fertil Steril. 2004;82(1):1 12; 3. Mishell DR Jr. In: Katz VL et al, eds. Comprehensive Gynecology. 5th ed. Mosby Elsevier; 2007:275 325; 4. Circular aos médicos (bula) de Evra. Janssen 5. Circular aos médicos (bula) de Nuvaring. Schering Plough
% média vs dosegem basal de SBHG Contracepção Hormonal Combinada Eventos adversos Tromboembolismo venoso 350 300 250 200 150 100 50 0 Níveis séricos de SBHG Adaptado de Odlind V et al. Acta Obstet Gynecol Scand, 2002; 81:482-90.
Contracepção progestagênica Mecanismo de ação: Espessamento do muco cervical Inibição da ovulação em metade dos ciclos Tipos: Noretisterona (0,35 mg) Levonorgestrel (0,03 mg) Uso: contínuo, sem interrupção Taxa de falha: 0,5 em cada 100 mulheres/ano
Contracepção progestagênica Mecanismo de ação: Espessamento do muco cervical Inibição da ovulação em 97% dos ciclos Tipos: Desogestrel (75 mg) Após 1 ano: 50% amenorréia ou sangramento infrequente E2 sérico semelhante ao da fase folicular do ciclo menstrual Taxa de falha: 0,14 por 100 mulheres em 1 ano
Contracepção progestagênica Contraindicações relativas (categoria 3) Primeiras 6 semanas pós parto TVP ou Embolia pulmonar aguda - Doença isquêmica (2/3) Anticorpos anti-fosfolipídios Cirrose, tumores hepáticos Câncer mama (categoria 4)
Contracepção progestagênica Interação medicamentosa Diminuem a eficácia dos anticoncepcionais hormonais: Fenitoína Carbamazepina Primidona Barbituratos Rifampicina Griseofulvina
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