PSI 3263 Práticas de Eletricidade e Eletrônica I 2016

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Transcrição:

PSI 3263 Práticas de Eletricidade e Eletrônica I 2016 Relatório da Experiência 6 Condutores e Dispositivos de Proteção Nomes: N o USP: 1. Procedimento experimental 1.1 - Levantamento de curva de aquecimento de um fio de cobre, isolado, de seção nominal 1,5 mm 2 ao ar livre. 1.1.1 - Dados Diâmetro externo do condutor D cond = 1,4 mm Diâmetro externo do fio D fio = 2,7 mm Temperatura máxima de operação (PVC) T cond máx = 70 C Resistividade elétrica do cobre a 20 C ρ 20 C = 0,017241 Ωmm 2 /m Coef. de variação da resistividade a 20 C α 20 C = 0,00393 C -1 Resistividade térmica do isolante ρ iso = 6,0 Cm/W Calor específico do cobre c cond = 3,45.10 6 J/ Cm 3 Calor específico do isolante c iso = 1,70.10 6 J/ Cm 3 Constantes da geometria da instalação para um fio isolado ao ar livre (Tabela IEC) E = 3,94 ; g = 0,60 ; z = 0,21 1.1.2 - Calcule os valores abaixo solicitados (não é necessário executar nenhuma conversão de unidades; cada valor calculado deve ser transportado diretamente aos passos subseqüentes) Resistência ôhmica do condutor à temperatura máxima de operação S R cond cond Dcond 2 2 = π.( ) =... mm 2 ρ o 20 C ( Tcond max ) =.[ 1+ 0, 00393 ( Tcond max 20)] =... Ω / m S cond Resistência térmica do isolante Rt iso ρiso Dfio = ln =... Cm / W 2π Dcond 1

Resistência térmica do ar T h = θ = T s R amb t ar =... z 3 ( 10 D ) sup iso fio T 3 10 = π D h θ fio g amb C + E =... = 15 C 0,25 s ( valor adotado) =... Cm / W θ S = elevação de temperatura da superfície da isolação sobre o ambiente ( C); h = coeficiente de dissipação de calor. R tiso R ta T amb Tcond Tsup Tamb θ s Figura 1.1 Capacidade térmica do condutor Capacidade térmica da isolação cond cond cond Q = 10 6 c S =...J/ Cm o Qiso = 6 6 π 10 ciso Siso = 10 ciso ( 2 2 D fio D cond ) =... J / Cm 4 Corrente admissível A curva de aquecimento do condutor é dada por: t 2 θ( t) = Tcond ( t) Tamb = Rcond I ( Rtiso + Rtar ) [ 1 e ( Rtiso + Rtar ) ( Qcond + Qiso) ] Decorrido um intervalo de tempo suficientemente grande (t ), resulta: 2

I I 2 adm = adm Tcond max Tamb Rcond ( Rtiso + Rtar) =... A 1.1.3 - Procedimento Faça a montagem apresentada na Figura 1.2. Esta montagem permite obter elevadas correntes no secundário do transformador (da ordem de 50A) sem prejudicar a rede elétrica, que fornece em torno de 1A ao primário do transformador. O VARIAC nada mais é que um transformador com relação de transformação variável: o ajuste da tensão de saída no VARIAC permite controlar indiretamente a corrente aplicada ao corpo de prova. ATENÇÃO: A plataforma onde se encontra o transformador possui 2 disjuntores de 6A, os quais controlam a alimentação do VARIAC. Freqüentemente estes disjuntores abrem o circuito devido ao pico de corrente durante a energização do VARIAC, cuja indutância é elevada. Se isto ocorrer, efetue diversas tentativas de ligação dos disjuntores até conseguir energizar o VARIAC. VARIAC TRANS- FORMADOR FIO 0 100 % MEDIDOR DE TEMPERATURA 0-220 V 0-3 V 0-100 A AMPERÍMETRO DE ALICATE Figura 1.2 a) Levantar a curva de elevação de temperatura do fio θ(t), para 1 fio ao ar livre, impondo a corrente constante e igual a I adm calculada no item anterior. Completar a primeira coluna da Tabela 1.1. 3

ATENÇÃO: (1) Ao ajustar a corrente calculada em 1.1.2, o fio irá se aquecer. Portanto, após realizado o ajuste de corrente e antes de iniciar as medições, é necessário aguardar que o fio volte à temperatura ambiente. (2) Como a resistência do fio aumenta com a temperatura e a tensão aplicada ao fio é baixa, o aquecimento do fio causará uma redução sensível na corrente. Para manter a corrente no valor especificado será necessário verificar e compensar a corrente durante o levantamento da curva, atuando-se no controle do VARIAC. (3) Se a qualquer momento a temperatura medida for superior à temperatura máxima suportável pelo condutor (70ºC), o experimento deve ser interrompido. Deve-se então ajustar e medir a corrente que mantém o condutor nessa temperatura, anotando o valor da corrente no item (b), a seguir. Tabela 1.1 Tempo (s) Temperatura ( C) 0 10 20 30 40 50 60 90 120 150 180 210 240 270 300 330 360 1 fio ao ar livre (experimental) 1 fio ao ar livre (teórico) 2 fios em eletroduto (experimental) 4

b) Determinar experimentalmente a corrente que resulta em temperatura de regime de 70 C (1 fio ao ar livre). Para isto, variar o valor da corrente com o uso do VARIAC, até que a temperatura medida se estabilize em torno de 70 o C. I EXP adm(1 fio) =...A c) Com a aplicação da expressão teórica, completar a segunda coluna da Tabela 6.1. (Substituir, na expressão abaixo, os valores de tempo t da Tabela 6.1, calculando os valores correspondentes de T cond (t). Utilizar I = I adm calculada anteriormente.) t 2 θ( t) = Tcond ( t) Tamb = Rcond I ( Rtiso + Rtar ) [ 1 e ( Rtiso + Rtar ) ( Qcond + Qiso) ] d) Comentar os resultados, comparando os resultados dos itens (a), (b) e (c):... 1.2 - Levantamento de curva de aquecimento de dois fios isolados em eletroduto Observação: a expressão da elevação de temperatura do fio utilizada no item anterior foi deduzida para 1 fio ao ar livre, não sendo aplicável a 2 fios em um eletroduto. 1.2.1 - Levantar a curva de elevação de temperatura do fio, para 2 fios isolados em eletroduto, impondo a corrente constante igual a I adm calculada no item 1. Completar a terceira coluna da Tabela 1.1. 1.2.2 - Ajustar a corrente para que, em regime permanente, os fios operem a 70 C. I EXP adm (2 fios) =...A 1.2.3 - Comparar: a) I EXP adm (1 fio) e I EXP adm (2 fios)... 5

b) I EXP adm (2 fios) e Corrente Admissível (Tabela C - Anexo 2)... 1.2.4 - Comentar os resultados.... 1.3 - Levantamento da curva de Tempo x Corrente de disjuntor de baixa tensão Faça a montagem apresentada na Figura 1.3. FIO BRANCO (AO CONTADOR DE CICLOS) VARIAC TRANS- FORMADOR Chave faca 0 100 % Disjuntor 0-220 V 0-3 V 0-100 A Figura 1.3 AMPERÍMETRO DE ALICATE Nesta montagem o tempo que o disjuntor leva para interromper o circuito é determinado pelo contador de ciclos. O contador é ativado pela própria corrente que passa no fio branco. Identifique o visor e a chave de reset do contador de ciclos, a qual serve para zerar o conteúdo do visor. Os valores de corrente e tempo deverão ser lançados na Tabela 1.2 e na Figura 1.4. Para cada ponto proceda da seguinte forma: 6

Ajuste o controle do VARIAC na corrente especificada (30A para o primeiro ponto da tabela). Proceda a este ajuste o mais rápido possível, para minimizar o aquecimento do disjuntor. Após alcançar o valor especificado de corrente, interrompa a mesma abrindo a chave faca (não mexa mais no ajuste do VARIAC); Zere o contador de ciclos e coloque-o de volta no modo de contagem; Feche a chave faca. A corrente no circuito ativará o contador. Quando o disjuntor interromper o circuito, o contador exibirá o número de ciclos transcorridos desde o início de circulação da corrente. Para determinar o tempo de abertura em segundos, divida o número de ciclos por 60 (freqüência da rede). ATENÇÃO: Para cada ponto obtido, permitir o resfriamento do disjuntor por um tempo mínimo de 2 minutos. Tabela 1.2 Corrente (A) 30 35 40 45 50 Número de ciclos Tempo (s) 1.4 - Conclusões... 1.5 - Questões adicionais 1.5.1 - Sabendo-se que o custo de um rolo (100 m) de condutor de cobre de 2,5 mm 2 com cobertura de PVC é de aproximadamente R$ 50,00 e assumindo-se que o condutor tenha resistência de 14 Ω/km, qual será o valor da energia dissipada (em kwh) por efeito Joule em um período de 30 dias, considerando que a instalação tem 2 condutores ao ar livre de 15 m cada um nos quais circula uma corrente de 15 A durante 24 horas por dia? Assumindo-se que o custo da energia seja igual a 0,12 R$/kWh, em quanto tempo o custo dessa energia será igual ao do investimento na compra do cabo? 7

1.5.2 - Determine a capacidade de condução de corrente do mesmo condutor que foi utilizado no Anexo 1, considerando agora que o condutor é de alumínio. Neste caso, tem-se ρ 20 C = 0,02828 Ωmm 2 /m e α 20 C = 0,00403 C -1 ). 100 10 30 A t (s) 1 0.1 1 10 100 1000 I (A) Figura 1.4 8