Condutores Elétricos e Dispositivos de Proteção
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- Matilde Vilarinho Sá
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1 Condutores Elétricos e Dispositivos de Proteção Conceitos básicos, aspectos construtivos, aplicações Eletrotécnica Geral Depto. de Engenharia de Energia e Automação Elétricas Escola Politécnica da USP 22 de novembro de 2016 EPUSP Eletrotécnica Geral 1
2 Condutores EPUSP Eletrotécnica Geral 2
3 Definições Fios e cabos O condutor elétrico é um produto metálico, com uma determinada seção transversal geralmente circular, de comprimento bastante elevado; O condutor elétrico é utilizado para transportar energia elétrica ou transmitir sinais elétricos. Normalmente pode ser: Fio elétrico: produto metálico maciço e flexível, com seção transversal invariável, que pode ou não possuir isolação e/ou proteção mecânica; e Cabo elétrico: produto metálico composto de fios elétricos justapostos, que pode ou não possuir isolação e/ou proteção mecânica. EPUSP Eletrotécnica Geral 3
4 Condutores elétricos Fios condutores e cabos elétricos EPUSP Eletrotécnica Geral 4
5 Fios e cabos elétricos Materiais utilizados na sua construção O processo de fabricação de fios e cabos elétricos normalmente emprega os seguintes materiais: Material condutor: responsável pelo transporte da energia elétrica, ou dos sinais elétricos, da origem (fonte) para o destino (carga); Material isolante: garante a integridade da energia elétrica, ou dos sinais elétricos transportados; e Proteção mecânica: responsável por garantir a integridade física do material condutor e do material isolante. EPUSP Eletrotécnica Geral 5
6 Tipos de materiais Materiais condutores Os materiais condutores utilizados na produção de fios e cabos elétricos são o cobre e o alumínio; O cobre utilizado é o cobre eletrolítico recozido, com pureza mínima de 99,9% e condutibilidade de 100% na escala da IACS International Annealed Copper Standard. A sua condutividade é: σ = 5, [ Ω 1 m 1] O alumínio utilizado é de alta pureza, têmpera meio-dura e condutibilidade de 61% na escala IACS. EPUSP Eletrotécnica Geral 6
7 Tipos de materiais Materiais condutores Tabela de resistividade a 20 C Material Resistividade [Ω m] Coeficiente α Prata 1, , 0038 Cobre 1, , 0039 Ouro 2, , 0034 Alumínio 2, , 0039 Platina 1, , 0039 EPUSP Eletrotécnica Geral 7
8 Tipos de materiais Materiais condutores Em instalações elétricas de baixa tensão não se pode utilizar condutores de alumínio: O alumínio oxida com facilidade e a superfície oxidada possui baixa condutividade, sendo assim, conexões entre dois cabos de alumínio devem ser feitas por meio de soldas exotérmicas, que não são apropriadas para instalações de baixa tensão; Conexões do alumínio com outros materiais, em especial o cobre, resulta em pilhas eletrolíticas que favorecem a corrosão. EPUSP Eletrotécnica Geral 8
9 Tipos de materiais Características do cobre e do alumínio EPUSP Eletrotécnica Geral 9
10 Processo de fabricação Trefilação a frio O processo de fabricação consiste em: Conformação mecânica do fio máquina, produzido pelo processo de laminação a quente do material condutor, a partir do lingote obtido pelo processo de fundição; ou Conformação mecânica do vergalhão de material condutor, produzido pelo processo de extrusão a quente do material condutor, a partir do tarugo obtido pelo processo de fundição. EPUSP Eletrotécnica Geral 10
11 Trefilação a frio Exemplo de trefilação a frio EPUSP Eletrotécnica Geral 11
12 Cobre x Alumínio Comparação entre os dois materiais A comparação entre ambos os materiais pode ser conduzida considerando aspectos elétricos e mecânicos; Do ponto de vista elétrico, a comparação consiste em determinar a relação entre as seções transversais de um condutor cilíndrico de de alumínio e um de cobre, que possuam a mesma resistência elétrica; Do ponto de vista mecânico, a comparação consiste em determinar a relação entre as massas desses condutores. EPUSP Eletrotécnica Geral 12
13 Comparação do ponto de vista elétrico Cobre x Alumínio Considerando que dois condutores distintos, um de cobre e outro de alumínio, possuem a mesma resistência elétrica, têm-se: Onde: L S ρ R Cu = ρ Cu L S Cu e R Al = ρ Al L S Al Comprimento do condutor; Área da seção transversal do condutor; Resistividade do condutor. EPUSP Eletrotécnica Geral 13
14 Comparação do ponto de vista elétrico Cobre x Alumínio Igualando as duas resistências, tem-se: ρ Cu L S Cu = ρ Al L S Al E: 0, , = S Cu S Al Portanto: S Cu = 0, 610 S Al e d Cu = 0, 781 d Al EPUSP Eletrotécnica Geral 14
15 Comparação do ponto de vista mecânico Cobre x Alumínio A relação entre as massa de ambos os condutores, que possuem a mesma resistência elétrica é dada por: M Cu = γ Cu S Cu L e M Al = γ Al S Al L Onde: γ Densidade do condutor; S Área da seção transversal do condutor; L Comprimento do condutor; M Massa do condutor. EPUSP Eletrotécnica Geral 15
16 Cobre x Alumínio Comparação do ponto de vista mecânico A relação entre massas pode ser obtida pela divisão de ambas as expressões, considerando que: S Cu = 0, 610 S Al Portanto: M Cu 8, 89 0, 610 = 2, 0 M Al 2, 70 1 Sendo assim, um condutor de cobre com o mesmo comprimento do condutor de alumínio e a mesma resistência elétrica possui o dobro de massa. EPUSP Eletrotécnica Geral 16
17 Materiais condutores Demais materiais Além do cobre e do alumínio, há outros materiais condutores: Prata: alta condutibilidade e, além disso, o óxido é condutor; Platina: possui alta temperatura de fusão e, além disso, é utilizada em contatos por ser um metal inerte ; e Ouro: não oxida e, portanto, pode ser utilizado para proteger outros metais. E ligas metálicas: Bronze, latão, etc. EPUSP Eletrotécnica Geral 17
18 Materiais isolantes Fios e cabos elétricos Os fios e cabos elétricos podem ser: Nus: são fios e cabos sem isolação nenhuma, normalmente aplicados em redes elétricas de distribuição ou de transmissão (AC aluminum cable, AAAC all aluminum alloy conductor, ACSR aluminum cable steel reinforced e ACAR Aluminum conductor alloy reinforced); Isolados: são aqueles cujo condutor é revestido por um material para isolá-lo do meio que o circunda (termoplásticos: PVC cloreto de polivinila e PE polietileno; termofixos: XLPE polietileno reticulado e EPR borracha etileno propileno). EPUSP Eletrotécnica Geral 18
19 Cabos elétricos isolados Aspectos construtivos A seguir é apresentado um cabo isolado completo, normalmente empregado em tensões superiores a 1000 [V]: EPUSP Eletrotécnica Geral 19
20 Proteção mecânica Fios e cabos elétricos Em alguns casos, os cabos isolados podem possuir uma capa externa para proteção mecânica; Há dois tipos de capas: Não-metálicas: geralmente externas, são escolhidas em função da resistência mecânica e/ou química, e são compostas por PVC, neoprene, PC, etc.; e Metálicas: empregadas na forma de armação, quando os cabos são solicitados mecanicamente. A armação pode ser radial (fitas de aço ou alumínio) ou tangencial (fios de aço). EPUSP Eletrotécnica Geral 20
21 Fios e cabos elétricos Seção transversal Fios e cabos elétricos são definidos pela seção transversal. Atualmente, as escalas em uso são: AWG American Wire Gauge: atualmente em desuso; CM Circular mil: área de seção tranversal equivalente a um círculo com o diâmetro de um milésimo de polegada; e Milimétrica: é a escala atualmente empregada no Brasil. EPUSP Eletrotécnica Geral 21
22 Seção transversal Escala AWG Wire_gauge_(PSF).png EPUSP Eletrotécnica Geral 22
23 Cabos isolados Capacidade de condução de corrente em regime permanente Relacionada com a temperatura máxima de operação do isolante; A passagem de corrente produz aquecimento no condutor. Parte é armazenada no cabo e parte é transferida para a atmosfera; Onde: W Q θ(t) R t produzido {}}{ armazenado {}}{ Wdt = Qdθ(t) + transferido {}}{ θ(t) dt R t calor produzido por efeito Joule ( R cond I 2) [ ] W ; m[ capacidade térmica do condutor e do isolante J C m T cabo T amb [ C]; [ C m resistência térmica do condutor e do isolante W EPUSP Eletrotécnica Geral 23 ] ; ].
24 Cabos isolados Capacidade de condução de corrente em regime permanente A solução da equação diferencial: W = Q dθ(t) dt + θ(t) R t É dada por: { } θ(t) = WR t 1 e t QR t EPUSP Eletrotécnica Geral 24
25 Temperaturas de operação características Cabos isolados A tabela a seguir apresenta as temperaturas de operação características, em função do desempenho dinâmico de cada material isolante Tipo de material Regime Sobrecarga Curto-circuito PVC (1) EPR (1) Papel (massa) Papel (oleo) (1) : Fonte: EPUSP Eletrotécnica Geral 25
26 Temperaturas de operação características Cabos isolados Temperatura de regime permanente: maior temperatura que a isolação pode atingir continuamente em serviço normal (principal característica na determinação da capacidade de condução de corrente do cabo); Temperatura em regime de sobrecarga: temperatura máxima que a isolação pode atingir em regime de sobrecarga (segundo normas de fabricação, a duração desse regime não deve superar 100 horas durante doze meses consecutivos, nem 500 horas durante a vida do cabo); Temperatura em regime de curto-circuito: temperatura máxima que a isolação pode atingir em regime de curto-circuito (segundo normas de fabricação, a duração desse regime não deve superar 5 segundos durante a vida do cabo). EPUSP Eletrotécnica Geral 26
27 Cabos isolados Capacidade de condução de corrente em regime permanente A curva de aquecimento é dada por: T(t) - [ºC] WR t +T amb 0-(t) - [ºC] T amb Instante t - [s] inicial EPUSP Eletrotécnica Geral 27
28 Cabo ideal e retilíneo no espaço livre Resistência térmica A resistência térmica do cabo ideal isolado e retilíneo, cuja seção transversal é circular, depende da resistência térmica do material isolante e da resistência térmica do ar. Onde: R isolante t R ar = ρ iso 2π ln D cabo D cond ; e R t = R isolante t + R ar t t pode ser calculado com base na norma IEC EPUSP Eletrotécnica Geral 28
29 Cabo ideal e retilíneo no espaço livre Capacidade térmica A capacidade térmica do cabo ideal isolado e retilíneo, cuja seção transversal é circular, depende da capacidade térmica do material isolante e da capacidade térmica do material condutor. Q = Q condutor + Q isolante Q condutor = c cond S cond e Q isolante = c iso S iso = c iso π {D } cabo 2 Dcond 2 4 Onde: c cond c iso é o calor específico do condutor; e é o calor específico do isolante. EPUSP Eletrotécnica Geral 29
30 Exemplo Cálculo da capacidade de corrente em regime permanente Determine a corrente máxima que pode circular por um condutor isolado ideal e retilíneo, cuja camada de isolação em PVC (70 [C]) possui 1 [mm] de espessura, e cujo elemento condutor de cobre possui seção tranversal circular de área 2, 5 [ mm 2]. Dados: ρ iso = 6, 0 Rt ar = 4, 65 ] [ C m W [ C m W Q condutor = 8, 625 [ Q isolante = 14, 84 [ ] J C m J C m ] ] EPUSP Eletrotécnica Geral 30
31 Exemplo Cálculo da capacidade de corrente em regime permanente O primeiro passo é calcular a resistência térmica do conjunto isolação/ar, desta forma, tem-se: R isolante t = 6, 0 2π ln 4 2, π = 0, , 5 π [ ] C m W Portanto: R t = 0, , 65 = 5, 37 [ ] C m W EPUSP Eletrotécnica Geral 31
32 Exemplo Cálculo da capacidade de corrente em regime permanente Em seguida, calcula-se a resistência elétrica do condutor, considerando sua variação com a temperatura: l cond l cond R cond = ρ 20[ C] [1 + α θ (t)] = ρ 20[ S C] [1 + α (T cond 20 )] cond S cond Supondo que a temperatura ambiente seja 20 [ C] e que o condutor tenha 1 [m] de comprimento (para o cobre: ρ 20[ C] = 1, e α = 3, ), a resistência por metro do condutor é R cond = 1, , [ 1 + 3, (70 20) ] = 8, [Ω/m] EPUSP Eletrotécnica Geral 32
33 Exemplo Cálculo da capacidade de corrente em regime permanente A partir dos dados obtidos anteriormente, pode-se escrever a equação que descreve a elevação de temperatura do condutor. Sendo assim: ( ) θ (t) = 44, I 2 1 e t 126,007 Considerando o tempo tendendo ao infinito, pode-se determinar a corrente I que é capaz de elevar a temperatura do condutor aos 70 [ C]: I = = 33, 59 [A] 44, E a equação fica: ) θ (t) = 50 (1 e t 126,007 EPUSP Eletrotécnica Geral 33
34 Exemplo Dinâmica do sistema A partir da equação da alevação de temperatura pode-se construir o sistema dinâmico ilustrado. Potência de entrada Corrente elétrica M1 M2 1 s Int -K- b Variação a de temperatura -K- -C- Inverso da seção transversal (m^2) M4 M5 Resistência -C- Elétrica Resistividade Cu (20ºC) 1 Valor unitário -C- alfa Cu (20ºC) M3 EPUSP Eletrotécnica Geral 34
35 Exemplo Corrente alternada vs. Corrente contínua Os gráficos a seguir apresentam a elevação de temperatura para o sistema submetido a uma corrente contínua e a uma corrente alternada de valor eficaz igual à corrente contínua Corrente Contínua Corrente Alternada EPUSP Eletrotécnica Geral 35
36 Exemplo Corrente alternada vs. Corrente contínua O gráfico a seguir apresenta a comparação entre a elevação de temperatura para o sistema submetido a uma corrente contínua e a uma corrente alternada de valor eficaz igual à corrente contínua EPUSP Eletrotécnica Geral 36
37 Regime cíclico de carga Corrente admissível para o regime cíclico i(t) - [A] T(t) - [ºC] T cond_max t1 t2 I adm_ciclo 0-(t) - [ºC] T 0 t - [s] t 1 : intervalo de aquecimento (I 0) e t 2 : intervalo de resfriamento (I = 0) EPUSP Eletrotécnica Geral 37
38 Regime cíclico de carga Determinação da corrente admissível para o ciclo Quando o elemento condutor é submetido a um regime cíclico de carga, a corrente admissível durante a etapa de condução desse ciclo pode ser superior à corrente admissível do condutor em regime contínuo de carga; I adm_ciclo I adm_cont Para tanto, deve-se garantir que temperatura final durante a condução, no regime cíclico, seja inferior à máxima temperatura que o condutor pode suportar. T max_ciclo T cond_max EPUSP Eletrotécnica Geral 38
39 Regime cíclico de carga Aquecimento No aquecimento, o condutor respeita a curva definida pela seguinte equação: T cond (t 1 ) = T cond_max = T 0 + ( ) ( ) A I 2 + T amb T 0 1 e t 1 B Onde: A = R cond (R tiso + R tar ) B = (R tiso + R tar ) (Q cond + Q iso ) Obs.: esta é a expressão geral para variação de temperatura em um condutor. A dedução para regime permanente é um caso particular onde T 0 = T amb. EPUSP Eletrotécnica Geral 39
40 Regime cíclico de carga Resfriamento No resfriamento, o condutor respeita a curva definida pela seguinte equação (caso particular da expressão anterior onde I = 0): T cond (t 2 ) = T 0 = T amb + (T cond_max T amb ) e t 2 B EPUSP Eletrotécnica Geral 40
41 Regime cíclico de carga Determinação da corrente admissível do ciclo A corrente admissível do ciclo pode ser determinada substituindo T 0 da equação de resfriamento na equação de aquecimento, lembrando que: T cond_max T amb = A I 2 adm_cont O que resulta em: I adm_ciclo = I adm_cont 1 e t 1 +t 2 B 1 e t 1 B EPUSP Eletrotécnica Geral 41
42 Suportabilidade de corrente do fio em curto-circuito (Hipótese adiabática) Considerando que o fio: se encontra operando na temperatura máxima em regime; é aquecido rapidamente até a temperatura máxima em curto-circuito; e não troca calor com o ambiente nesse curto intervalo de tempo. A corrente máxima admissível em curto-circuito é tal que o calor produzido é igual ao calor armazenado. Sendo assim: Q T R cond Iadm,cc 2 t = Q T e I adm,cc = R cond t Onde R cond é calculada (por metro) na máxima temperatura em curto-circuito. EPUSP Eletrotécnica Geral 42
43 Correção da capacidade de corrente Fator de correção de temperatura Caso a temperatura ambiente seja diferente de da temperatura adotada para a obtenção da curva de aquecimento do condutor, pode-se proceder com a obtenção da nova curva, porém o usual é a utilização de fatores de correção de temperatura que são tabelados (NBR5410). EPUSP Eletrotécnica Geral 43
44 Correção da capacidade de corrente Fator de correção de agrupamento Caso haja dois (ou mais) condutores próximos, o aquecimento produzido pela passagem de corrente em um condutor interfere com o aquecimento produzido pela passagem de corrente em um segundo condutor; Neste caso, a curva de aquecimento comporta-se de maneira diferente e a corrente máxima que pode circular no segundo condutor é menor. EPUSP Eletrotécnica Geral 44
45 Correção da capacidade de corrente Fator de correção de agrupamento T(t) - [ºC] T op2 = T op3 T op1 i 1(t) i 1(t) i 1(t) i 1(t) i 2(t) i 2(t) T amb f = a I 2 I 1 Instante inicial t - [s] EPUSP Eletrotécnica Geral 45
46 Correção da capacidade de corrente Fator de correção de agrupamento Os fatores de correção para agrupamento são tabelados (NBR5410). EPUSP Eletrotécnica Geral 46
47 Dispositivos de proteção EPUSP Eletrotécnica Geral 47
48 Sistemas de proteção Definições Sistemas de proteção são sistemas que tem o objetivo de desligar a parcela do sistema elétrico de potência que se encontra defeituosa, ou operando fora das suas condições normais; Nesse contexto, os sistemas de proteção devem atuar rapidamente para minimizar riscos à vida humana e danos aos equipamentos que compõem os sistemas elétricos de potência; Normalmente, há duas situações que podem produzir danos: Sobrecargas de longa duração; e Curtos-circuitos. EPUSP Eletrotécnica Geral 48
49 Condições anormais de operação Falha no sistema de proteção EPUSP Eletrotécnica Geral 49
50 Componentes dos sistemas de proteção Sistema de proteção de linhas de transmissão Os elementos dos sistemas de proteção mais complexos estão ilustrados na figura. Disjuntor Transformador de corrente Transformador de potencial Dispositivo Eletrônico Inteligente Canal de Comunicação EPUSP Eletrotécnica Geral 50
51 Componentes dos sistemas de proteção Descrição dos componentes Transformadores de instrumentação: responsáveis por adequar os valores dos sinais de tensões e correntes, que circulam no sistema protegido, a valores que podem ser lidos pelos dispositivos eletrônicos inteligentes; Transformador de corrente: responsável por adequar os valores dos sinais de corrente; Transformador de potencial: responsável por adequar os valores dos sinais de tensão. Dispositivos eletrônicos inteligentes (relés de proteção): responsáveis por avaliar se o sistema elétrico encontra-se operando normalmente ou se há alguma condição anormal de operação (sobrecarga ou curto-circuito); EPUSP Eletrotécnica Geral 51
52 Componentes dos sistemas de proteção Descrição dos componentes Dispositivos eletrônicos inteligentes (cont.); Relés de proteção eletromecânicos: são equipamentos utilizados amplamente, cujo princípio de operação é mecânico; Relés de proteção eletrônicos: são equipamentos utilizados durante um curto período, cuja operação é baseada em componentes eletrônicos analógicos; Dispositivos eletrônicos inteligentes (relés numéricos ou relés digitais): são equipamentos desenvolvidos concomitantemente ao desenvolvimento dos processadores digitais, cuja operação é baseada em rotinas de software. EPUSP Eletrotécnica Geral 52
53 Sistemas de proteção Descrição dos componentes Disjuntores: são elementos capazes de seccionar o circuito elétrico que se encontra operando fora das condições anormais de operação, mesmo quando a magnitude da corrente é elevada e há a formação de arco elétrico; Canais de comunicação: são compostos pelo meio físico de comunicação e pelos equipamentos capazes de proporcionar a troca de informações entre os relés de proteção, de modo a melhorar o desempenho global do sistema de proteção como um todo. EPUSP Eletrotécnica Geral 53
54 Formação do arco elétrico Seccionamento de rede de 500 [kv] EPUSP Eletrotécnica Geral 54
55 Funções de proteção Tipos de função de proteção Existem diversas funções de proteção, que foram desenvolvidas para a proteção dos equipamentos dos sistemas elétricos de potência (geradores, transformadores, linhas de transmissão, alimentadores de distribuição, etc.); Dentre as diversas funções de proteção pode-se destacar as funções de sobrecorrente, largamente empregadas em instalações elétricas de baixa tensão: Sobrecorrente instantânea e temporizada (ANSI 50/51); Sobrecorrente direcional instantânea e temporizada (ANSI 67). EPUSP Eletrotécnica Geral 55
56 Proteção de sobrecorrente Exemplo A figura ilustra o exemplo de um dispositivo de proteção de sobrecorrente. Corrente de carga Fonte Dispositivo Eletrônico Inteligente (a) Situação normal Carga Fonte Dispositivo Eletrônico Inteligente Corrente elevada Curto-circuito (b) Situação de sobrecorrente Carga EPUSP Eletrotécnica Geral 56
57 Proteção de instalações elétricas de baixa tensão Componentes do sistema de proteção Sistemas de proteção para instalações elétricas de baixa tensão normalmente são mais simples e apresentam um custo menor do que os sistemas de proteção para instalações elétricas mais sofisticadas; Nesse caso, os dispositivos que discernem as situações normais das situações de sobrecarga e/ou curto-circuito (relés de proteção) confundem-se com os dispositivos que efetuam o desligamento do circuito (disjuntores); Os dispositivos de proteção que encontram-se nessa categoria são: Elos fusíveis; Disjuntores (quicklags). EPUSP Eletrotécnica Geral 57
58 Corrente nominal Definições É o máximo valor eficaz da intensidade de corrente que pode circular pelo dispositivo de proteção (elo fusível ou disjuntor quicklag) sem causar seu desligamento automático; É uma característica técnica do dispositivo de proteção em questão e, portanto, é parâmetro de projeto quando da seleção do dispositivo de proteção mais conveniente para os diversos circuitos da instalação elétrica; Fonte Dispositivo de proteção I = Corrente de carga I nominal < max{ I } Normalmente é a máxima corrente suportada pelo condutor nas condições da instalação Carga (pode variar) EPUSP Eletrotécnica Geral 58
59 Corrente nominal Definições O dispositivo de proteção (elo fusível e/ou disjuntor) se comporta segundo as equações: I < I nominal não ocorre o desligamento; I > I nominal ocorre o desligamento em t = f { I 1} O tempo para seccionamento do circuito elétrico, que é protegido pelo dispositivo de proteção, é dado por: t = t início curto t extinção Esse tempo é inversamente proporcional à magnitude da corrente de sobrecarga ou curto-circuito, isto é, quanto maior essa corrente, menor o tempo para o dispositivo de proteção desligar o circuito. EPUSP Eletrotécnica Geral 59
60 Curva Tempo vs. Corrente Característica de atuação dos dispositivos para proteção contra sobrecorrente A curva Tempo vs. Corrente, ilustrada na figura, descreve o comportamento descrito pelas equações apresentadas anteriormente. tempo - [s] t mínimo Corrente máxima corrente - [A] de carga EPUSP Eletrotécnica Geral 60
61 Capacidade disruptiva Definições É o máximo valor eficaz da corrente que pode ser interrompida pelo dispositivo de proteção; Assim como a corrente nominal, também é uma característica técnica do dispositivo de proteção em questão e, portanto, é parâmetro de projeto quando da seleção do dispositivo de proteção mais conveniente para os diversos circuitos da instalação elétrica; EPUSP Eletrotécnica Geral 61
62 Capacidade disruptiva Definições Normalmente é expressa em termos de corrente máxima ou de potência aparente máxima que o dispositivo de proteção é capaz de interromper: Onde: S disruptiva = 3V nominal I disruptiva circuito trifásico; S disruptiva = V nominal I disruptiva circuito monofásico. V nominal Tensão eficaz nominal de linha [V ]; I disruptiva S disruptiva Corrente disruptiva [A]; Capacidade disruptiva [VA]. EPUSP Eletrotécnica Geral 62
63 Capacidade disruptiva Dimensionamento incorreto EPUSP Eletrotécnica Geral 63
64 Elos fusíveis Definições Elos fusíveis são dispositivos de proteção constituídos por elemento condutor, de composição especial, dimensionado de modo a fundir com intensidade de corrente especificada; O processo de fusão ocorre em um intervalo de tempo bem determinado; O calor para a fusão provém da corrente que o atravessa, por efeito Joule; Os tipos de fusíveis mais comuns, utilizados em instalações elétricas de baixa tensão, são: tipo rosca; cartucho (faca ou virola); diazed; e NH, que possui alta capacidade disruptiva. EPUSP Eletrotécnica Geral 64
65 Elos fusíveis Tipo rosca A figura a seguir ilustra um fusível do tipo rosca. EPUSP Eletrotécnica Geral 65
66 Elos fusíveis Fusível cartucho do tipo virola A figura a seguir ilustra um fusível cartucho do tipo virola. EPUSP Eletrotécnica Geral 66
67 Elos fusíveis Fusível cartucho do tipo faca A figura a seguir ilustra um fusível cartucho do tipo faca. EPUSP Eletrotécnica Geral 67
68 Elos fusíveis Tipo diazed A figura a seguir ilustra um fusível do tipo diazed. EPUSP Eletrotécnica Geral 68
69 Elos fusíveis Tipo NH A figura a seguir ilustra um fusível do tipo NH, que possui alta capacidade disruptiva. EPUSP Eletrotécnica Geral 69
70 Fusível tipo NH Princípio de funcionamento EPUSP Eletrotécnica Geral 70
71 Característica de operação dos fusíveis Curva Tempo vs. Corrente A curva Tempo vs. Corrente, ilustrada na figura, descreve o comportamento genérico de um dispositivo de proteção do tipo fusível. tempo - [s] t mínimo Corrente máxima corrente - [A] de carga EPUSP Eletrotécnica Geral 71
72 Disjuntores Definições Disjuntores de baixa tensão (quicklags) são dispositivos do tipo no fuse, pois interrompem o circuito pela abertura de uma chave; Possuem dois elementos que percebem a ocorrência de sobrecorrente devido à sobrecarga ou curto-circuito: Elemento térmico: responsável pela detecção de eventos de sobrecarga de longa duração; Elemento magnético: responsável pela detecção de eventos de curto-circuito. Além desses elementos, os disjuntores possuem uma chave e uma câmara de extinção do arco elétrico que se forma durante a abertura da chave. EPUSP Eletrotécnica Geral 72
73 Aspectos construtivos Arranjo típico A figura ilustra o arranjo de um disjuntor de baixa tensão. EPUSP Eletrotécnica Geral 73
74 Ilustração das atuações térmica e magnética "Manual de instalações elétricas", Julio Niskier EPUSP Eletrotécnica Geral 74
75 Elemento térmico Princípio de funcionamento EPUSP Eletrotécnica Geral 75
76 Elemento magnético e extinção do arco Princípio de funcionamento EPUSP Eletrotécnica Geral 76
77 Característica de operação dos disjuntores Curva Tempo vs. Corrente A curva Tempo vs. Corrente, ilustrada na figura, descreve o comportamento genérico de um dispositivo de proteção do tipo disjuntor. tempo - [s] Sobrecarga Atuação pelo elemento térmico Curto-circuito Atuação pelo elemento magnético t mínimo Corrente máxima de carga Corrente mínima de curo-circuito corrente - [A] EPUSP Eletrotécnica Geral 77
78 Coordenação da proteção Exemplo I 1 Circuito 1 I = Corrente de carga total I n Quadro de Medição Disjuntor I nominal < max{ I } Normalmente é a máxima corrente suportada pelo condutor nas condições da instalação Quadro de Distribuição Circuito "n" EPUSP Eletrotécnica Geral 78
79 OBRIGADO! Este material é resultado da modernização dos materiais elaborados pelos professores do Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo para as diversas disciplinas da área de Eletrotécnica Geral e foi desenvolvido pelo professor Giovanni Manassero Junior, com a colaboração da professora Milana Lima dos Santos e de Ronald Adrian Poma Fuentes, com a coordenação do professor Hernán Prieto Schmidt. EPUSP Eletrotécnica Geral 79
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