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Transcrição:

Nome do procedimento de acordo com a terminologia da CBHPM/TUSS (se possível, informar também o nome em inglês). Descrição do que consiste o procedimento, qual sua finalidade, qual a importância da inclusão (por exemplo, se não há procedimento com a mesma finalidade, ou quais as vantagens sobre aqueles já existentes no rol). Custo aproximado do procedimento, incluindo honorários, custo operacional, valor dos materiais utilizados (OPME), despesas adicionais (diárias, gases, material de consumo, etc). NÃO ALTERAR AS Procedimento Descrição Custo Inclusão de nova Diretriz de Utilização O edema macular na vasculopatia diabética é CBHPM: Porte 3A, e UCO 8,800 para "Tomografia de Coerência a terceira causa de cegueira irreversível no Óptica" (4.15.01.14-4) para Brasil. A melhora no diagnóstico e no Diagnóstico e Acompanhamento de acompanhamento de seu tratamento traria edema macular na vasculopatia grande impacto na qualidade da saúde ocular. diabética Vários ensaios clínicos multicêntricos mostraram ganho visual significativo com antiangiogênico quando comparado com o tratamento tradicional com fotocoagulação a laser. Mas todos estes trabalhos utilizaram parâmetros micrométricos de medição da espessura foveal que só é obtido através da Tomografia de Coerência Óptica (OCT). Tratamento com antiangiogênico é indicado se espessura foveal for igual ou maior que 250 micrômetros. Eficácia do tratamento também é avaliado com medição da espessura foveal com OCT

Inclusão de nova Diretriz de Utilização para "Tomografia de Coerência Óptica" (4.15.01.14-4) para Diagnóstico e Acompanhamento de edema macular pós oclusão venosa retiniana A oclusão venosa retiniana é a segunda doença vascular mais comum da retina, após a retinopatia diabética. Não existem dados nacionais, mas acredita-se que existam ao redor de 120.000 casos no Brasil, a partir de estatísticas internacionais. Vários ensaios clínicos multicêntricos mostraram tratamento efetivo com antiangiogênico quando comparado com o tratamento tradicional com fotocoagulação a laser. Mas todos estes trabalhos utilizaram parâmetros micrométricos de medição da espessura foveal que só é obtido através da Tomografia de Coerência Óptica (OCT). Tratamento com antiangiogênico é indicado se espessura foveal for igual ou maior que 250 micrômetros. Eficácia do tratamento também é avaliado com medição da espessura foveal com OCT CBHPM: Porte 3A, e UCO 8,800 Inclusão de nova Diretriz de Utilização para "Tomografia de Coerência Óptica" (4.15.01.14-4) para Diagnóstico e Acompanhamento da Doença da Interface Vítreo-Retiniana A tomografia de coerência óptica (OCT), com sua resolução de imagem clareou a patofisiologia de muitas doenças maculares conhecidas como Doença da Interface Vítreo- Retiniana, trazendo diretrizes para o seu tratamento.a classificação destas doenças são baseadas nos achados do OCT. A Doença da Interface Vítreo-Retiniana Focal geralmente leva a formação do BURACO MACULAR, lamelar ou completo, Pseudo Buraco Macular, EDEMA MACULAR CISTÓIDE TRACIONAL e DESCOLAMENTO RETINIANO FOVEAL. TVM Difuso está associado com MEMBRANAS EPIRRETINIANAS e ESPESSAMENTO RETINIANO DIFUSO e diminuição da recuperação da depressão foveal. Resultados cirúrgicos variam com a morfologia da TVM e essas informações só são possíveis com o OCT CBHPM: Porte 3A, e UCO 8,800

Informar se existem profissionais ou serviços em número suficiente, capacitados a realizá-lo em âmbito nacional. Caso sejam utilizados equipamentos ou materiais, informar se estes possuem registro na ANVISA. Assinalar se o procedimento deve ser acompanhado de diretrizes para sua utilização, ou seja, se existem critérios que devem ser seguidos para a indicação (por exemplo, critérios clínicos relacionados à forma da doença ou a características do paciente, resultados de outros exames prévios, profissional que deve indicar, etc). S LARGURAS DAS COLUNAS Disponibilidade Equipamento com distribuição nacional. Procedimento já partcipante do Rol da ANS. Aqui se propõe a inclusão de uma nova Diretriz de Utilização Diretrizes O diagnóstico com OCT do edema macular na vasculopatia diabética, e acompanhamento com OCT de seu tratamento com antiangiogênico para o edema macular diabético se apoia em ensaios clínicos multicêntricos fase II e III, com grau de evidência 1 (RESOLVE, READ- 2, RISE, RIDE, RESTORE, DRCR.net,)

Equipamento com distribuição nacional. Procedimento já partcipante do Rol da ANS; aqui se propõe a inclusão de uma nova Diretriz de Utilização O diagnóstico com OCT do edema macular pós oclusão venosa retiniana, e acompanhamento com OCT de seu tratamento com antiangiogênico para o edema macular diabético se apoia em ensaios clínicos multicêntricos fase II e III, com grau de evidência 1 (RESOLVE, READ- 2, RISE, RIDE, RESTORE, DRCR.net,) Equipamento com distribuição nacional. Procedimento já partcipante do Rol da ANS; aqui se propõe a inclusão de uma nova Diretriz de Utilização Pacientes com baixa de acuidade visual central, e/ou metamorfopsia podem apresentar Doença da Interface Vítreo- Retiniana cujo diagnóstico anatômico preciso é feito apenas com a Tomografia de Coerência Óptica

Informar se existe bibliografia a respeito e suas referências, e qual o grau de evidência da efetividade terapêutica, ou da acurácia diagnóstica do procedimento. Referências Do DV, et al. Ranibizumab for Edema of the Macula in Diabetes Study: 3-Year Outcomes and the Need for Prolonged Frequent Treatment. Arch Ohthalmol 2013;131(2):139-45. Elman MJ, et al. Randomized Trial Evaluating Ranibizumab Plus Prompt or Deferred Laser or Triamcinolone Plus Prompt Laser for Diabetic Macular Edema. Ophthalmology 2010;117:1064-77. Elman MJ, et al. Expanded 2-year follow-up of ranibizumab plus prompt or deferred laser or triamcinolone plus prompt laser for diabetic macular edema. Ophthalmology 2011; 118(4): 609-14. Elman MJ, et al. Intravitreal ranibizumab for diabetic macular edema with prompt versus deferred laser treatment: three-year randomized trial results. Ophthalmology 2012; 119(11): 2312-8. Massin P, et al. Safety and efficacy of ranibizumab in diabetic macular edema (RESOLVE Study): a 12-month, randomized, controlled, double-masked, multicenter phase II study. Diabetes Care 2010;33(11): 2399-405. Mitchell P, et al. The RESTORE study: ranibizumab monotherapy or combined with laser versus laser monotherapy for diabetic macular edema. Ophthalmology 2011; 118(4): 615-25. Nguyen QD, et al. Ranibizumab for diabetic macular edema: results from 2 phase III randomized trials: RISE and RIDE. Ophthalmology 2012; 119(4): 789-801. Nguyen QD, et al. Primary End Point (Six Months) Results of the Ranibizumab for Edema of the macula in diabetes (READ-2) study. Ophthalmology 2009;116(11): 2175-81.e1. Nguyen QD, et al. Two-year outcomes of the ranibizumab for edema of the macula in diabetes (READ-2) study. Ophthalmology 2010; 117(11): 2146-51.

1. Klein R, et al. The epidemiology of retinal vein occlusion: the Beaver Dam Eye Study. Trans Am Ophthalmol Soc. 2000;98:133-41. 2. Campochiaro PA, et al. Ranibizumab for macular edema following branch retinal vein occlusion: six-month primary end point results of a phase III study. Ophthalmology, 2010; 117: 1102 12. 3. Brown DM, et al. Ranibizumab for macular edema following central retinal vein occlusion: six-month primary end point results of a phase III study. Ophthalmology 2010; 117: 1124 33. 4. Campochiaro PA, et al. Sustained benefits from ranibizumab for macular edema following central retinal vein occlusion: twelve-month outcomes of a phase III study. Ophthalmology 2011; 118: 2041 9. 5. Brown DM, et al. Sustained benefits from ranibizumab for macular edema following branch retinal vein occlusion: 12-month outcomes of a phase III study. Ophthalmology 2011; 118: 1594 1602. 6. Varma R, Bressler NM, Suñer I, Lee P, Dolan CM, Ward J, Colman S, Rubio RG; BRAVO and CRUISE Study Groups. Improved vision-related function after ranibizumab for macular edema after retinal vein occlusion: results from the BRAVO and CRUISE trials. Ophthalmology 2012; 119(10):2108-18. Charalampidou S, Nolan J, Beatty S. The natural history of tractional cystoid macular edema. Retina. 2012 Nov-Dec;32(10):2045-51. Barak Y, Ihnen MA, Schaal S. Spectral domain optical coherence tomography in the diagnosis and management of vitreoretinal interface pathologies. J Ophthalmol. 2012;2012:876472. Bottós JM, Elizalde J, Rodrigues EB, Maia M. Current concepts in vitreomacular traction syndrome. Curr Opin Ophthalmol. 2012 May;23(3):195-201. Wolf S, Wolf-Schnurrbusch U. Spectral-domain optical coherence tomography use in macular diseases: a review. Ophthalmologica. 2010;224(6):333-40.