Euclides Pereira Mendonça
by Euclides Pereira de Mendonça 2008 M537r Mendonça, Euclides Pereira de Revivências; poemas da juventude / Euclides Pereira Mendonça a. Brasília : Thesaurus, 2008. 94 p. 1. Literatura, Brasil 2. Poesia Brasileira I. Título CDU 82-1(81) CDD 869.1B ISBN: 978-85-7062-756-8 FICHA TÉCNICA Revisão O Autor Programação visual e arte de capa Hugo Oliveira Editor Victor Alegria Todos os direitos em língua portuguesa, no Brasil, reservados de acordo com a lei. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou transmitida de qualquer forma ou por qualquer meio, incluindo fotocópia, gravação ou informação computadorizada, sem permissão por escrito do Autor. THESAURUS EDITORA DE BRASÍLIA LTDA. SIG Quadra 8, lote 2356 - CEP 70610-400 - Brasília, DF. Fone: (61) 3344-3738 - Fax: (61) 3344-2353 * End. Eletrônico: editor@thesaurus.com. br *Página na Internet: www.thesaurus.com.br Contato com o autor: euclidemen@brturbo.com.br Composto e impresso no Brasil Printed in Brazil
Sumário A poesia de Euclides Mendonça... 9 A Poesia, tal como a sinto... 13 Peregrina Incógnita... 15 Pão de cada dia... 17 Bem-Aventuranças... 18 Teimosa... 20 Exodus... 22 Tempestade Sinfônica... 23 Idade de Ferro... 26 Canto Chão... 28 Requiem... 30 Canto da Noite Estrelada... 32 Natal... 33 Rapto... 36 Divagação... 38 Anseios... 39 Distâncias... 40 Sede... 41 Floradas de Amor... 42 Miragem... 43 Allegro Vivace... 46
Transfusão... 48 Interlúdio... 49 Tépido Noturno... 51 Bosque dos Namorados... 52 Lamentos Chuvosos... 56 O que importa é você... 58 Arroubos... 62 Recado... 64 Confidências... 65 Arribação... 67 Simplificação... 68 Silimitudes... 69 Uma Rosa para cada dia... 70 Cântico das Águas... 72 Evocação de Natal... 75 Complicité... 78 Cumplicidade... 80 Quand Je Pense À Toi...... 82 Quando eu penso em ti... 85 La Recontre... 88 O Encontro... 92
À Ivoneide, companheira e inspiração de todas as horas.
A poesia de Euclides Mendonça A mor, buscas e descobertas; inquietudes existenciais; anseios de transcendência e de fraternidade; conflitos com a vida urbana; intimidade com a natureza; colóquio com as águas que rolam das montanhas ou com as que tombam do mistério das nuvens; devaneios de namorado, evocações e fascínios do Natal tudo isto o leitor vai, prazerosamente, encontrar na poesia de Euclides Mendonça, que floresceu num tempo já distante e hoje vem a público com este belo Revivências Poemas da Juventude. Carlos Drummond de Andrade chegou a dizer, sem falsa modéstia, que estava cansado de ser moderno e queria ser eterno. Euclides Mendonça, por sua vez, não entrou nos domínios da poesia que hoje consideramos moderna. Preferiu viajar no tempo e buscar os poemas de sua juventude, num estilo de beleza clássica, trabalhado com o esmero de quem escreve com amor e inteligência. Com os poemas de Revivências, o leitor faz, também, uma viagem de ternura e beleza, com um peregrino olhar pelo fascínio E UCLIDES MENDONÇA 9
R EVIVÊNCIAS Poemas da Juventude da palavra e das idéias de quem faz da poesia uma expressão de amor e esperança. Na claridade de sua intuição poética, Euclides vê, com imagens da natureza, o nascer da poesia: É preciso que um raio de luz, em manhã risonha, retoque o fruto sazonado, para que se ofereça aos nossos olhos, viçoso e suculento. (...) Uma semente de vida aninha-se em nós e Brota um canto / reponta uma luz / nasce um poema. A poesia de Euclides Mendonça ultrapassa e muito as fronteiras do sentimento e da emoção, porque alcança a visão humanista e nobre de quem deseja Abraçar o pobre e o negro das esquinas / Na igualdade primeira de onde viemos. O poeta nasceu na pequena Visconde do Rio Branco, em Minas Gerais; viveu em Paris, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte hoje mora em Brasília, mas em certos momentos, deseja Lavar a alma / nas fontes cristalinas da paz / Ouvir o canto do galo / entreabrir as manhãs / Em vez das buzinas / das maquinas soturnas. Na Tempestade Sinfônica, um dos pontos altos na obra de Euclides, Descem as águas / avançam os ventos (...) O poeta está à beira-mar, no Rio de Janeiro: O Pão de Açúcar resiste! / Fincam-se as plantas no chão / O mar é aliado! Um momento de grande beleza está no Canto da Noite Estrelada, que deve ser lido nas nas asas de todos os sonhos, flutuando na esplêndida alvorada de outra vida. 10
O poeta enamorado deseja romper nas esteiras de um jato / as distâncias / e partir, dizendo à sua amada que distante é tua morada, distante o teu caminhar / distante teus olhos brandos (...) Perto só os anseios / E este queimor de saudades. Neste livro surpreendente, o poeta mineiro presenteia o leitor com páginas de encantos vários, cheias de reflexão e beleza, com um ponto culminante na Evocação de Natal, que tem um sentido ambivalente. O poema representa o nascimento do Menino Jesus em Belém de Judá, mas é, também, uma homenagem à cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, cidade do seu grande amor, onde sempre foi rever rochas / areias e coqueiros / de Ponta Negra, dos Reis Magos (...) Do Bosque dos Namorados / E na expectante esperança / da meiga aparição / Ouvir sinos, mil sinos natalinos / Bimbalhando nostálgicos, argentinos, NATAL! NATAL! NATAL! E UCLIDES MENDONÇA Victor Alegria 11