Rua Carlos de Campos, 447 Jacareí - SP. CEP: 12.307-430 tel:12 3953 6998 Apostila: Uns aos Outros Nome: Tel: Koinonia: Líder da Koinonia:
ESTUDO 01 CARACTERIZANDO COMUNHÃO O que é mesmo comunhão? Para alguns, é uma agradável conversa entre amigos, acompanhada, quem sabe, de um cafezinho com biscoitos. Para outros, um churrasco ou piquenique de famílias da igreja. Ainda outros diriam que a comunhão consiste em nos reunirmos para cantar, compartilhar os acontecimentos dos nomes da Ceia do Senhor... É claro que existe várias acepções da palavra, mas se realmente quisermos descobrir se há em nosso grupo ou igreja uma Crise de comunhão, teremos de chegar a um conspenso quanto ao significado bíblico do termo. Bases para uma definição: Comunhão é a tradução portuguesa mais usual da palavra grega Koinonia. Vamos examinar as maneiras em que essa palavra é usada no Novo Testamento, assim, formaremos um conceito bíblico desse termo. KOINONIA = SIGNIFICADO LITERAL: Qualidade de existir em comum, participação mútua... Ideias Básicas: Relação ou associação íntima entre cristão e Deus e, de cristãos uns para com outros (Gálatas 2:7-9; 1 Coríntios 1:9 ; 2 Coríntios 13:12-14 ; Filipenses 2:1-2 ; 1 João 1:3) Compartilhar bens materiais para suprir necessidades de outros um donativo ( 2 Coríntios 8:4 ; 2 Coríntios 9:13 ; Romanos 15:26 ; Hebreus 13:16 ) Participação mútua na obra do evangelho, sofrimento, atividades e Ceia do Senhor (Atos 2:2; 1 Coríntios 10:16 ; 2 Coríntios 6 :14 ; Filipenses 1:5 ; Filipenses 3:10) Definição de Comunhão : De acordo com o NT, a comunhão tem a ver com aquela relação pessoal que os cristãos gozam com Deus uns com os outros, em virtude de serem unidos a Jesus Cristo. Quem estabeleceu essa relação foi o Espírito Santo, que habita em todo cristão, unindo-o a Cristo e a todos os que são de Cristo. Essa relação se expressa de diversas maneiras, entre as quais: compartilhar bens materiais, cooperar na obra do evangelho, e manter a unidade e o amor entre cristãos. Importante exemplo de comunhão Atos 2:41-47
Você analisa o exemplo: Nesse texto de Atos 2 você deve ter notado várias características da comunhão. Vamos descobrir as frases que combinem com essas características: 1. Quais expressões de At. 2:41-47 que indicam uma relação bem íntima entre aqueles cristãos e o Senhor? Frequência regular nas reuniões e na comunhão. Participavam das refeições... louvando a Deus. 2. Quais as expressões indicativas de que os cristãos compartilham bens matérias entre si? Repartiam tudo uns com os outros... com os que tinham. 3. Quais os indícios de que eles estavam cooperando na obra de evangelizar? A cada dia o Senhor acrescentava á igreja todos os que estavam sendo salvos 4. Nesse trecho, que provas você encontra de que esses irmãos, ao se reunirem, mantinham unidade e amor? Adoravam juntos no templo, todos os dias, reuniram-se em grupos pequenos nas casas para comunhão. Características de comunhão: A comunhão tem certas características. Algumas, já observamos no trecho de Atos 2 que acabamos de examinar. Outras, aparecem em diversos trechos do NT. Podemos afirmar que a igreja que está demonstrando estas características, esta experimentando a comunhão, no sentido bíblico do termo. Se faltarem tais características a determinada igreja, é provável que ela esteja passando por uma crise de comunhão. Veja agora as principais características da comunhão: 1. De bom grado os cristãos se esforçam tempo e estarem juntos para pensar nos principais da Palavra de Deus, compartilhar experiências, orar e tomar a ceia do Senhor (At 2:42) 2. Os cristãos tem prazer em compartilhar os seus bens materiais com irmãos necessitados (At 2:45 ; 2 Co 8: 3-4) 3. São unidos pelo Espírito Santo (a comunhão do Espírito Santo 2 Co 13:13 ou 14, dependendo da versão) 4. Cooperam na obra do evangelho (FP 1:5 ; Hb 13:16) 5. Compartilham as alegrias do dia-a-dia, como verdadeiros amigos (At 2:46) 6. São Unânimes quanto a propósitos e alvos (At 2:46) 7. Sentem alegria e expressam louvor, quando se reúnem (At 2 46-47) 8. Todos participam igualmente da vida e das atividades do pequeno grupo da igreja em geral (At 2:44) 9. Confessam os pecados e recebem a purificação do sangue de Jesus Cristo, para manterem a unidade e o amor. (1 Jo 1:3, 6-7, 9)
ESTUDO 02 A COMUNHÃO E MUTUALIDADE Vimos que a comunhão se baseia numa relação entre pessoas, e tem diversas maneiras de se manifestar. Já que as relações são mais experimentadas do que vistas, não é fácil defini-las ou descrevê-las. A nossa união com Cristo, por exemplo, é uma verdade espiritual e, por isso mesmo, difícil de se explicar. Mas não deixa de ser verdadeira, tanto assim que somos co-herdeiros com Cristo. A nossa união com Ele faz com que sejamos membros do seu corpo e membros uns dos outros (Rm 12:4-5). Ninguém pode ver os laços que nos unem. O que se pode enxergar, isto sim, são as manifestações externas dessa relação. Entre todas as manifestações, a mutualidade é meio mais pratico de expressarmos a comunhão cristã. Definição de mutualidade Pode afirmar que a mutualidade é um estilo de vida afinado com os mandamentos do N.T. a respeito daquilo que os cristãos devem fazer uns para com os outros a fim de expressar o seu amor e a amor e a unidade. Natural, a mutualidade é o meio mais pratico de expressarmos a comunhão cristã. As expressão recíprocas: O termo mutualidade se refere ás expressões recíprocas, ou seja, àquelas frases do Novo Testamento onde aparecem as palavras uns aos outros. Situação em que cristão A faz algo por cristão B; o B, por sua vez, se dispões a fazer a mesma coisa em favor do irmão A. As expressões recíprocas do NT podemos chamá-las de mandamentos recíprocos, indicam as nossas obrigações mútuas e nossas e as nossas oportunidades de expressar a vida em comum a nossa mutualidade. Definição de mutualidade Podemos afirmar que a mutualidade é um estilo de vida afinado com os mandamentos do NT a respeito daquilo que os cristãos devem fazer uns para os outros a fim de expressar o seu amor e a unidade. Naturalmente, a mutualidade também trata de atitudes que os cristãos devem evitar, a fim de preservar o ambiente de amor e unidade. Você tem lembrança de alguns mandamentos recíprocos? Além do mandamento: Amam-se uns aos outros, você pode mencionar outros que contenham a frase, uns aos outros? 1. 2. 3. 4.
Alguns exemplos para conferir: Procure cada referência bíblica abaixo e cite, não o versículo inteiro, mas somente a parte que represente um mandamento recíproco, ou seja, aquela parte que contenha uns aos outros. a. Jo 15:17 b. Rm 15:7 c. Rm 15:14 d. 1 Co 12:25 e. Ef 5:21 f. Ef 5: 21 g. Tg 5:16 Comunhão e mutualidade: Conclusões 1. A relação entre a comunhão e a mutualidade é a causa e efeito. Onde existe a comunhão, ela se manifesta por meio da mutualidade. 2. Uma igreja, congregação, comunidade ou pequeno grupo que não está manifestado a comunhão por meio da mutualidade, precisa examinar a si mesma, para verificar se ela está ou não em íntima comunhão com o Senhor Jesus.
Uma observação: A mutualidade constitui um aspecto tão importante na vida da igreja, que ela não deve ser deixada ao acaso. Mesmo sem saber muito sobre o assunto, nem sobre a sua importância, alguns membros podem estar praticando a verdadeira mutualidade. Mas esta vida recíproca, para ser totalmente bíblica, precisa ser praticada pelo grupo inteiro. Além disso, as melhores coisas da vida não aparecem por acaso, mas são procuradas e desenvolvidas de modo consciente e esforçado. Para que obedeçamos aos mandamentos de Deus (no caso, aos recíprocos), será preciso conhecer esses mandamentos e saber como aplicá-los em situações concretas. Nos próximos estudos esses mandamentos lhes serão apresentados, um a um. Você ficará compreendendo satisfatoriamente cada um deles e será desafiado a praticar, em companhia dos membros do seu grupo, os mandamentos recíprocos da mutualidade. Uma reflexão pessoal 1. NO TEMPLO ou DE CASA EM CASA Na lista de todos os mandamentos Uns aos outros a serem estudados, verifique: Será que eles se cumprem mais eficientemente na reunião corporativa da igreja (culto, celebração), ou no pequeno grupo ( célula, grupo familiar)? Indique sua opinião, assinalando Reunião Geral ou Pequeno Grupo. Marque os dois, se crê que determinado mandamento se praticaria com igual eficiência nos dois ambientes. A. Os discípulos valorizavam relacionamentos: Mandamento Recíproco 1. Amam-se uns aos outros. 2. Aceitem-se uns aos outros 3. Saúdem-se uns aos outros 4. Tenham igual cuidado uns pelos outros 5. Sujeitem-se uns aos outros 6. Suportem-se uns aos outros B. O Reunião Geral Pequeno Grupo
B. Os Discípulos protegem o corpo contra poluição e infecção: Mandamento Recíproco 7. Não tenham inveja uns dos outros. 8. Deixem de julgar uns aos outros 9. Não se queixem uns dos outros 10. Não falem mal uns dos outros 11. Não mordam e devorem uns aos outros 12. Não provoquem uns aos outros 13. Não mintam uns aos outros 14. Confessem os seus pecados uns aos outros 15. Perdoem-se Mutuamente Reunião Geral Pequeno Grupo C. Os discípulos contribuem para o crescimento uns dos outros: Mandamento Recíproco 16. Edifiquem-se uns aos outros 17. Ensinem uns aos outros 18. Encorajem uns aos outros 19. Aconselhem uns pelos outros 20. Falem entre vocês salmos, hinos e cânticos espirituais Reunião Geral Pequeno Grupo
D. Os discípulos servem uns aos outros: Mandamento Recíproco 21. Sirvam uns aos outros. 22. Levem os fardos uns aos outros 23. Sejam mutuamente hospitaleiros 24. Sejam bondosos uns para com os outros 25. Orem uns pelos outros Reunião Geral Pequeno Grupo Total das respostas Reunião Geral : Total das respostas Pequeno Grupo : 1. Conclusão a que cheguei, a respeito do melhor ambiente para prática da mutualidade: 2. Pelo que estudamos, até este ponto, sei que Deus está querendo me ensinar algo. A principal lição que acabo de aprender desses estudos, creio que é a seguinte: 3. Para pôr em prática aquilo que acabo de anotar acima, creio que algumas atitudes terão que mudar na minha maneira de agir e encarar as coisas. Por exemplo:
ESTUDO 03 MUTUALIDADE E OS DONS ESPIRITUAIS O propósito da mutualidade é que os cristãos animem e ajudem uns aos outros a expressar a vida de Cristo; e que desta maneira demonstrem aquele amor e aquela unidade que pode caracterizar o povo de Deus. Paulo, escreveu em 1 Co 12, nos que diz todo membro do corpo é necessário a todo membro do corpo e, portanto, a igreja inteira. Deus queria que todas as necessidades de seu povo fossem supridas. Por isso Ele, por meio do Espírito Santo, distribuiu entre eles capacitações e habilidades especiais. Essas capacitações são conhecidas pelo nome de dons espirituais. São dons por que são dados de graça aos cristãos. E são espirituais por que não são como os talentos de origem natural. É o Espírito Santo quem os distribuem entre os cristãos. Os dons espirituais funcionaram de modo mais completo num ambiente onde a mutualidade seja bem desenvolvida. Textos básicos sobre dons espirituais: 1 Co 12:14 Rm 12:1-8 Ef 4:1-16 1 Pe 4:7-11 Definição de Dom espiritual J. Robert Clinton, em seu livro Spiritual Gifts, oferece a seguinte definição: Dom espiritual é uma capacidade especial dada pelo Espírito Santo a todo cristão, para serviço em relação a igreja, a fim de que a mesma possa crescer de maneira qualitativa, quantitativa e orgânica Explicação de termos usados nessa definição: Dada...a todo cristão não quer dizer que um só e o mesmo dom será dado a todos pois o contrário é a verdade 1 Co 12:17-20. Significa, isso sim, que toda pessoa regenerada, sem exceção, recebe pelo menos um Dom (1 Co 12:7) Crescer de maneira qualitativa é o processo pelo qual o grupo de cristãos aumentando em sua maturidade espiritual, ou seja, na semelhança de Cristo. Tal crescimento se evidencia pelo grau em que os membros se inter-relacionam com Deus e uns com os outros. Eles agem como membros responsáveis de uma comunidade de pessoas que oram e adoram juntos. Os irmãos se tornam verdadeiros discípulos de Cristo, estudando e aplicando juntos os princípios da bíblia. Eles se ajudam uns aos outros, e mutuamente se preocupam pelo grau de vitalidade que cada um esteja demonstrando da vida cristã.
Crescer de maneira quantitativa isso tem a ver com o acréscimo de novas pessoas ao grupo por meio da evangelização, com o resultado de que esses discípulos se tornem membros responsáveis de uma igreja local em pleno funcionamento. Crescer de maneira orgânica se refere ao processo pelo qual se descobre e se desenvolve a liderança dentro de uma igreja local. Disto resulta aquela estrutura formal ou informal que melhor unifique a vida corporativa da igreja e facilite o seu processo qualitativo e quantitativo. (Numa igreja em células, por exemplo, em cada célula um auxiliar está sendo treinado para ser um futuro líder de célula; lideres de célula estão sendo treinados para se tornarem supervisores; supervisores são treinados para serem pastores de área, e assim por diante). Relação de dons de acordo com a sua principal contribuição ao crescimento do pequeno grupo e da igreja geral A bíblia parece não fornecer nenhuma relação definitiva dos dons espirituais. Todo trecho sobre o assunto apresenta uma lista diferente. Além disto, alguns julgam que as funções mencionadas em Ef 4:11 correspondem a dons, cujos nomes seriam derivados das próprias funções ( o apóstolo teria, então, um Dom de apostolado; o evangelista, de evangelização, da mesma maneira que o profeta tem o Dom de profetizar). Outros entendem que Ef 4:11 se refere somente a certos tipos de lideres. J. Robert Clinton, no livro mencionado, apresenta a seguinte divisão dos dons que ele reconhece, de acordo com aqueles três aspectos do crescimento da igreja. Não gaste o seu tempo brigando com a lista. Se quiser riscar uns ou acrescentar outros para deixar as três relações de acordo com as suas convicções particulares, esteja à vontade! Crescimento Qualitativo Profecia Ensino Conhecimento Sabedoria Encorajamento Línguas Interpretação de Língua Discernimento Fé Contribuição Pastoreio Crescimento Quantitativo Apostolado Evangelização Milagres Curas Misericórdia Crescimento Orgânico Liderança Serviço Dons que correspondem a certos mandamentos recíprocos: Ensino Encorajamento Fé Profecia Serviço Ensinem uns aos outros Encorajem uns aos outros Orem uns aos outros Edifiquem-se uns aos outros Sirvam uns aos outros
Distinções entre mutualidade e o emprego dos dons: As atitudes da mutualidade criam um ambiente amoroso e de aceitação, propício ao desenvolvimento e exercício dos dons. O inverso não é verdade: isto é, pode haver dons sem que se crie um ambiente de mutualidade. Prova disso é a igreja de Corinto. Os membros possuíam todos os dons espirituais (1 Co 1:7), mas demonstram pouca mutualidade (1 Co 3:3). Certos dons correspondem, de modo geral, a certos mandamentos recíprocos. Quem tiver sido capacitado com um desses dons, naturalmente terá maios facilidade em obedecer ao mandamento correspondente: Ensinem uns aos outros. Todo cristão, não importa os dons que tenha ou que não tenha recebido, é responsável por obedecer, de acordo com as suas possibilidades e as oportunidades que lhes forem oferecidas, a todos os mandamentos recíprocos. A mutualidade e o discipulado pessoal Às vezes pensamos no discipulado como ocorrendo num quase vácuo. Fulano leva o seu discípulo Beltrano a um lugar onde possam estar a sós, e ali ensina tudo o que sabe. Esse modelo individualista do discipulado surgiu durante a 2ª guerra mundial, quando um marujo em caso de guerra evangelizava outro marinheiro. Reuniões de grupo eram quase impossíveis, devido aos diversos turnos e às restrições de espaço. Por isso o discipulador levava seu aprendiz a um cantinho qualquer do navio, em hora de folga, para discípula-lo. Terminado a guerra e suas limitações, muitos discipuladores mantiveram o mesmo costume. Conhecemos alguns discipuladores que propositadamente mantêm os seus novos convertidos isolados de qualquer igreja, para evitar que sejam contaminados. Não foi em isolamento, porém, que se desenvolveu aquele discípulo chamado Timóteo. Sabemos isto porque os irmãos de Listra de Icônio davam bom testemunho dele ( At 16:1-2). Esse testemunho, em igrejas de duas cidades, somente poderia surgir por meio da prática da mutualidade. Jesus discípulo em grupos: Pedro, Thiago e João; e os Doze Paulo, Barnabé e os discípulos At 14:21: Eles pregavam as boas novas naquela cidade e fizeram muitos discípulos. Então voltaram a Listra, Icônio e Antioquia At 14:22 Fortalecendo os discípulos e encorajando-os permanecer na fé dizendo: É necessário que passemos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus. At 14:23 Paulo e Barnabé designaram-lhes presbíteros em cada igreja; tendo orado e jejuado, eles os encomendaram ao Senhor em que haviam confiado O distintivo do verdadeiro discípulo: A MUTUALIDADE DO AMOR Longe de autorizar a ideia de se criar discípulos isolados, avulsos, assim diz o Senhor Jesus: Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu vos amei. vocês devem amar-se uns aos outros. Com isto, todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês amarem uns aos outros. (Jo 13:34-35)
ESTUDO 04 AMEM-SE UNS AOS OUTROS Pouco antes de ser preso, julgado e morto, Jesus passou uma última noite em companhia dos seus discípulos. Valeu-se da ocasião para instruir, consolar e prevenir. Sabendo que dispunha de pouco tempo para estar com eles e que em breve os deixaria, Jesus contou aos discípulos alguns dos fatos mais básicos e importantes da vida cristã. Falou sobre o significado da sua morte, a vinda do Espírito Santo, a esperança da vida futura na casa do Pai, a missão a ser cumprida pelos discípulos, e também o conflito entre o mundo e os discípulos. Nessa noite, ele deu a eles um derradeiro mandamento: que se amassem uns aos outros. Esta ordem do Mestre, refletida em todos os livros do NT, é fundamental à vida cristã: serve de base a todos os outros mandamentos recíprocos. Nada mais natural, então, do que estuda-lo em primeiro lugar. O mandamento Disse Jesus: Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Primeiramente enunciado em Jo. 13.34, esse mandamento também se encontra, direta ou indiretamente, nos seguintes trechos: Jo 15. 12,17 Rm 12. 9-10, 13. 8-10 Tg. 2.8 IPe. 1.22, 3.8 (amem-se fraternalmente) Gl. 5.14 IJo. 3.11, 23; 4.7, 11.12; 21 ITes.3.12,4.9-10 2Jo. 1.5-6 O Valor do mandamento sobre o amor Jesus atribuiu a maior importância possível a este mandamento, quando afirmou que a obediência ao mesmo, seria o universal distintivo de todo discípulo seu. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês amarem uns aos outros. (Jo. 13.35). O apóstolo João também deu grande importância a este mandamento, quando disse que o homem que não ama ao seu irmão, também não ama ao pai. Se alguém afirmar: Eu amo a Deus, mas odiar a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a que não vê. (IJo. 4.20). Como isso se aplicar a nós? Este preceito tem, pelo menos, duas implicações básicas: 1. O amar-nos uns aos outros não é optativo. De toda pessoa que crê no Senhor Jesus, se requer que ame a todos os outros também nele creem. Não amar é desobedecer à ordem específica do Senhor Jesus Cristo. 2. Que nos amemos uns aos outros não é automático. É algo que faremos ou não, de acordo com a nossa vontade de obedecer.
Base para definição Amor é uma palavra quase impossível de se definir, mesmo quando descartamos as falsas ideias do amor e nos restringimos àquelas apresentadas pela Bíblia. O amor é algo interno, que se demonstra por ações externas. Essa ligação entre atitudes e ações, João a menciona quando procura definir, em IJo. 4.8-10, o amor de Deus: Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação por nossos pecados. Definição: o amor Do que foi exposto acima, três ideias se tornam claras e ajudam a que formemos uma definição provisória. O amor é... 1. Uma atitude ou afeição interna... 2. Que se manifesta em comportamento e ações de boa vontade... 3. E que procura contribuir unicamente para o bem da pessoa amada. Descrevendo o amor Talvez a melhor descrição de amor seja aquela de ICor. 13.4-7: O amor é paciente. O amor é bondoso. Não inveja nem se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Será Novo? Jesus chamou de novo, este mandamento. A palavra grega ágape que ele utilizava para se referir a esta atitude, comunica a ideia de um tipo de amor previamente desconhecido e de uma qualidade diferente. Não era novidade que os melhores do povo de Deus devessem amar uns aos outros. Já os israelitas do AT tinham o dever de amar, inclusive aos estrangeiros e peregrinos (Dt. 10.18-19). A nova qualidade do amor de Cristo ordenava, parece que consiste no fato que devemos amar assim como Cristo nos tem amado. Antes que Deus se revelasse plenamente em Jesus Cristo, o amor talvez consistisse principalmente em evitar qualquer ação prejudicial ao próximo (Êx. 20.13-17). Mas agora, o amor tem um padrão que é novo, porque mais alto. O discípulo deve procurar ativamente oportunidades para fazer o bem aos outros, e de modo especial aos cristãos, assim como Jesus tomou a iniciativa de fazer o bem a nós.
O Amor de Jesus para conosco Jesus manifestou ágape, esse perfeito amor para conosco, de muitas maneiras. Considere os seguintes exemplos: Tornando-se servo a nosso favor (Fl. 2.7). Dando-se a si mesmo por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade (Tt. 2.14). Levando em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro (IPe. 2.24, Rm. 5.6). Dando a própria vida por nós (Jo. 10.11). Fazendo constante intercessão por nós (Hb. 7.25). Compadecendo-se das nossas fraquezas (Hb. 4.15). Socorrendo-nos ao sermos tentados (Hb. 2.18). Exercendo paciência para com os nossos pecados (IPe. 3.9). Perdoando-nos os pecados (IJo. 1.9). Purificando-nos de toda injustiça (IJo. 1.9). Dando-nos plenitude de vida (Jo. 10.10). Preparando-nos um lugar para estarmos com ele (Jo. 14.2). Nosso amor ao próximo Da mesma maneira como Jesus nos amou, assim é que nós devemos amar-nos uns aos outros. Fazendo isto (somente com o poder do Espirito Santo, é claro), obedecendo aos mandamentos recíprocos do NT. Filhinhos, não amemos da palavra nem de boca, mas em ação e em verdade (IJo 3.18). Exemplos positivos do amor Amado, você é fiel no que está fazendo pelos irmãos, ainda que eles lhe sejam desconhecidos. Eles falaram à igreja a respeito deste seu amor... (3Jo. 1.5-6). Se o seu irmão se entristece devido ao que você come, você já não esta agindo por amor. Por causa da sua comida, não destrua seu irmão, por quem Cristo morreu. (Rm. 14.15). A atitude do amor O amor mútuo não é automático, é uma atitude assumida. Não por constrangimento, por medo de levar um castigo se não obedecer a esta lei. Deus quer que amemos uns aos outros de boa vontade, desejando positivamente o bem-estar dos irmãos. O cristão vive de dentro para fora, como Jesus afirmou:... a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar...... de seu interior fluirão rios de águas viva. (Jo. 4.14b; 7.38b). Sendo cristão, somos todos membros da família de Deus, filhos de um mesmo Pai. Assim como existe, entre membros de famílias terrenas, um natural amor de irmãos, também deve existir, entre membros da família de Deus, um amor fraternal. Paulo deu aos cristãos de Roma a seguinte recomendação: Dediquem-se uns aos outros com
amor fraternal (Rm. 12.10). Deus quer que amemos sinceramente, intensamente e com um coração puro (IPe. 1.22). Por isso Ele próprio se dispõe a nos ensinar como crescer, aumentar e progredir no amor uns para com os outros (Its. 3.12, 4.9). Uma reflexão pessoal 1. Esta lição e ajudou, porque daqui em diante, quando alguém me pedir uma definição do amor, poderei dizer que o amor é: 2. Comparando o meu amor com o de Jesus, faço a seguinte auto avaliação: a. De que pessoa humana já me tornei servo? b. Por quem eu faço constante intercessão? c. Pelas fraquezas de quem eu me compadeço? d. Quem é que, sendo tentado, é socorrido por mim? e. Quem é que peca contra mim, mas não consegue esgotar a minha paciência? f. A que pessoa tenho dado, ultimamente, total e livre perdão pelo que fizeram de ruim para mim? g. A favor de quem eu tenho me sacrificado, ultimamente? (Fiz com alegria ou por constrangimento?). 3. Cristo está preparando um lugar onde todos os cristãos possam estar com ele. Mas será que há cristão que eu não quero perto de mim? Por quê?
ESTUDO 05 ACEITEM-SE UNS AOS OUTROS Sinônimos: Recebam uns aos outros. Acolham-se uns aos outros. Nenhum outro grupo daquela época era igual à Igreja Primitiva a do primeiro século depois de Cristo quando a diversidade de etnias, de formação e de classes sociais. Ali, na mesma igreja, se encontravam judeus, romanos, bárbaros, gregos, escravos e livres, ricos e pobres. Essas pessoas traziam para dentro do Corpo de Cristo as mais variadas formações educacionais e culturais, divergentes pontos de vista e diferentes escalas de valores. Em meio a tanta diversidade, era inevitável que existissem problemas. Os cristãos judaicos muitas vezes desprezavam os seus irmãos incircuncisos. Por sua vez, os gentios poderiam menosprezar os irmãos israelitas, por serem de um país insignificante e de um povo que rejeitava o Messias. Alguns cristãos eram mais avançados na vida cristã (ou pelo menos nos conhecimentos de fatos e doutrinas), e se consideravam superiores aos irmãos mais novos e fracos. Por essas e por outras razões, surgiram tensões entre indivíduos e subgrupos da igreja. Tão fortes eram, às vezes, essas tensões que os cristãos tinham dificuldades para se aceitarem uns aos outros em total pé de igualdade. Paulo, sobre quem pesava diariamente uma pressão interior, a saber, a...preocupação com todas as igrejas (2 Co. 11.28), e sabendo das muitas e contraproducentes tensões dentro do Corpo, desejava que os cristãos se amassem uns aos outros sem fingimento, e vivessem em paz uns com os outros. O mandamento Aquilo que o Senhor ordena, por meio de Paulo, se encontra em Rm 15.7: Portanto, acolham-se (aceitem-se) calorosamente uns aos outros na igreja, tal como Cristo acolheu calorosamente vocês; e, então Deus será glorificado. Definição dessa aceitação Aceitar-nos uns aos outros significa acolhermos os nossos irmãos em Cristo, livremente, sem constrangimento ou reservas, em pleno reconhecimento da nossa comunhão igual e mútua em Cristo. A principal ideia do mandamento é que nós, os cristãos, devemos aceitar dentro da nossa comunhão toda pessoa que afirma ser Cristo, o seu Senhor, mesmo existindo falhas visíveis na sua conduta; lacunas no seu conhecimento ou compreensão das
Escrituras; ou mesmo diferenças de opiniões menos essenciais da doutrina. Isto não é o mesmo que aprovar tais falhas, lacunas ou divergências. Significa isto sim, que aceitamos a pessoa como discípulo de Cristo, porque ela afirma que é de Jesus; e que aceitamos a responsabilidade de ensiná-la a obedecer a tudo que o Senhor Jesus ordenou (Mt 28.20). Vez por outra, pode ser que abramos a porta a um falso irmão. Mas a Bíblia não nos autoriza a julgar e rejeitar pessoas que procurem unir-se ao nosso grupo, pelo motivo egoístico de querermos criar uma imagem de infalibilidade na admissão de membros. O mandamento do Senhor da igreja é clara: Aceitem ao que é fraco na fé; aceitem-se uns aos outros. Exemplo de aceitação: Filemon: 1: 15-16 Você talvez pudesse pensar nisto da seguinte maneira: ele fugiu de você por um curto momento, mas agora poderá pertencer-lhe para sempre, não mais apenas um escravo, porém algo muito melhor: um irmão amado, especialmente para mim. Agora ele significa muito mais para você também, porque é não somente um servo, mas também seu irmão em Cristo. Exemplos negativos: não quiseram aceitar Eu mandei a igreja uma cartinha a respeito disto, porem o orgulhoso Diótrefes, que gosta de aparecer como líder dos cristãos daí, não admite a minha autoridade sobre ele e se recusa a ouvir-me. Quando eu for, contarei a vocês algumas das coisas que ele esta fazendo, e as coisas perversas que anda falando a meu respeito, e a linguagem insultuosa que está usando. Ele não somente se recusa a acolher os missionários em viagem, mas diz aos outros que não o façam e quando eles o fazem procura expulsa-los da igreja. (3João 1:9-10). Ao chegar a Jerusalém, ele tentou encontrar-se com os cristãos, porem estavam todos com medo dele. Pensavam que estava fingindo! (Atos 9:26) Uma reflexão pessoal 1. Já me senti acolhido por pessoas e grupos. Também já me senti rejeitado. Ações que as pessoas geralmente tomam para mostrar que me aceitam, são as seguintes: 2. Quando a Igreja de Jerusalém não queria acolher Saulo de Tarso, lemos em At. 9.27 que Barnabé o levou pessoalmente aos apóstolos e lhe deu uma recomendação. Como resultado, ele foi aceito. A pessoa da minha igreja que seria capaz de dar uma de Barnabé numa situação dessas é:
Pensando sobre a aceitação A razão por que os cristãos devem aceitar uns aos outros, é que Cristo já os aceitou. Ele morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm. 5.8), recebeu-nos para dentro do seu Corpo e nos franqueou todos os privilégios e benefícios pertencentes a membros. Da mesma maneira, nós devemos acolher outros cristãos, não importando quais diferenças, fraquezas ou falhas que possuam; e devemos estender-lhes todos os benefícios e privilégios da nossa comunhão, a não ser que estejam sob disciplina sem privilégios, em razão de não estarem arrependidos. É necessário que nos os cristãos sejamos misericordiosos, assim com Cristo o é. Não é razoável que sejamos mais severos do que o nosso Senhor, rejeitando as pessoas a que ele quer receber (Mt. 19.13-14). Possíveis desculpas para não aceitar o irmão: Em certos grupos, os membros tem um pé atrás quanto a estender aceitação e comunhão a um irmão, por motivos como estes: 1. Sendo bastante conservador o grupo, a pessoa em questão esse permite o uso moderado do vinho, vai ao cinema, joga futebol, etc. 2. Os membros foram criados em um ambiente que valoriza certos usos e costumes, portanto se escandalizam quando um cristão aparece com um aspecto físico ou roupas que não combinam com as preferências do grupo. 3. A pessoa é de outra raça, posição social, grau de instrução... 4. A pessoa crê de modo diferente a respeito de algumas doutrinas não essenciais (isto é, que não afetam o evangelho de Cristo) ou tem uma experiência diferente da atuação do Espirito Santo em sua vida. Uma reflexão pessoal 1. Reconheço que tenho um pouco de dificuldade em acreditar que alguém seja realmente convertido e, portanto, aceitá-lo como irmão, se ele: (marque com x as frases que combinam com as suas inquietações). Toma vinho nas refeições. Assiste às novelas de televisão. Leva os filhos ao cinema para assistir a filmes da Disney. Joga futebol em companhia de incrédulos. É torcedor doente de certo clube de futebol. Sendo homem, usa cabelos bem mais compridos que os do meu pai. Sendo mulher, usa cabelos mais curtos que os da minha mãe. Sendo mulher, usa calça comprida. Sendo mulher, usa joias. Sendo homem, usa brinco na orelha. Aceita ser padrinho/madrinha em batizados de criancinhas. Sendo eu tradicional, ele é carismático/pentecostal; ou vice-versa. Pertence à denominação bem diferente da minha.
2. O eunuco aceitou a Cristo, e foi batizado, porque Filipe o acolheu imediatamente e sem duvidas. O mesmo aconteceu com o carcereiro de Filopos, a quem Paulo e Silas acolheram e batizaram naquela mesma noite. a. Digamos que um politico corrupto se converte. Será que devemos acolhê-lo e batiza-lo, deixando para depois, o ensina-lo a não mentir e roubar? SIM NÃO Porque? b. Digamos que uma vez voe foi agredido injustamente por um policial que o confundiu com certo foragido da penitenciária. Mais tarde, esse mesmo policial aparece na igreja, afirmando que aceitou a Cristo como salvador e pedindo para fazer parte do grupo. Você o aceita? SIM NÃO Porque? 3. Como é que dá para conciliar A com B, abaixo? As duas citações são igualmente de Paulo, mas parecem dizer coisas contrárias: A.... Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la,...e apresenta-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável. (Ef. 5.25b, 27). B. Aceitem ao que é fraco na fé... A vontade de Deus é... abstenham-se da imoralidade sexual. Como justos, recuperem o bom senso e parem de pecar...(rm.14.1ª,its 4.3, ICo15.34ª). Se Cristo quer uma igreja santa e sem defeito, como ele pode querer gente tão problemática como essa do B acima? Será que é porque o espirito Santo sela (Ef.4:30), não a cristão perfeitos, e sim, àqueles a quem ele aceitou a incumbência de aperfeiçoar? Será que também porque Cristo, tendo amado a Igreja, entregou-se a si mesmo por ela para santifica-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra (Ef. 5.26), e esta santificação será um processo demorado? Sobre isso, de aceitar gente imperfeita para nossa comunidade, eu penso o seguinte:
Cuidado... 1. Os cristãos não devem acolher outro cristão dentro da sua comunhão, fingindo amor, quando na realidade o propósito seja o de disputar e argumentar sobre diferenças. Dêem uma calorosa acolhida a qualquer irmão que deseje unir-se a vocês, mesmo que a sua fé seja fraca. Não o censurem por ele ter ideias diferentes das suas a respeito daquilo que está certo ou errado. (Rom. 14:1) Do seu ponto de vista, quais seriam alguns desses assuntos controvertidos que não devemos discutir? 2. A Bíblia manda que os cristãos não acolham aquele que se diz irmão, se ele ensina uma doutrina contrária ao evangelho de Cristo. Se alguém for ensinar a vocês e não crê no que Cristo ensinou, nem sequer o convidem para entrar em suas casas. Não o apoiem de forma nenhuma (2João 1:10). Também, o irmão excluído da igreja por rebeldia, tem de manifestar arrependimento antes que possa ser, novamente, acolhido ( ICo. 5.11-13). O Valor do mandamento sobre aceitar Tem grande valor este mandamento de aceitarmos uns aos outros da mesma maneira como Jesus, graciosamente, nos aceitou. Leia Rm. 15.5-7. Ali, Paulo afirma que Deus recebe grande glória do testemunho unido e harmonioso que os cristãos apresentam quando se acolhem livremente, com base na vida que todos igualmente compartilham, em união com Cristo. Tal aceitação mútua resulta em que o amor se expresse de maneira mais fervorosa, criando um ambiente mais propício para os ministérios de todos os membros. Refletindo um pouco mais Às vezes, chegam novas pessoas para o nosso grupo. O que eu, pessoalmente, tenho feito para que elas se sintam aceitas, é:
ESTUDO 06 SAÚDEM-SE UNS AOS OUTROS Você caminha pela rua e nota que vem se aproximando um membro da sua igreja, o Eduardo. Prazerosamente, você aguarda o feliz momento de se encontrarem. - Como é bom, como é animador, a gente cruzar o caminho com um irmão! você pensa. Mas o Eduardo prende o olhar na calçada e passa, sem mesmo dar sinal de ter ouvido o sei amigável: - Oi, Eduardo! - Que será que ele tem? Ensurdeceu? Estará preocupado com algum problema? Seja o que for a verdadeira razão, o Eduardo acaba de lançar uma sementinha de irritação e discórdia entre irmãos. O mandamento Paulo, escrevendo aos cristãos de Corinto, diz: Todos os amigos daqui me pediram que os saudasse por eles. E, vocês, quando se encontrarem, apertem-se as mãos afetuosamente.(ico. 16.20b). O mesmo preceito se encontra nos seguintes trechos, escritos por Paulo e por Pedro: Rm. 16.16, 2Co. 13.12 e 1Pe. 5.14. Definição de saudar Saudar-se uns aos outros é um reconhecimento externo, visível, da vida em união com Cristo que mutuamente compartilhamos, e do amor fraternal que temos uns para com os outros. O principal significado do mandamento é que os cristãos não devem ignorar a presença uns dos outros, ao surgirem oportunidades para se comunicarem. Exemplos de saudações As igrejas daqui da Ásia enviam saudações afetuosas a vocês. Áquila e Priscila lhes enviam suas estimas, bem como todos os outros que se reúnem em casa deles para o culto. (ICo. 16.19). Eu, Tércio, aquele que está escrevendo esta carta por Paulo, enviou também minhas saudações, como irmão em Cristo. (Rm. 16.22). A escala seguinte depois de deixarmos Tiro foi Ptolemaida, onde cumprimentamos os crente... (At. 21.7) Exemplo negativo: não quis saudar Você deixou de ME dar o costumeiro beijo de saudação, porém ela beijou meus pés diversas vezes desde a hora em que EU entrei aqui. (Lc. 7.45)
Observação sobre o contexto cultural/histórico O modo de saudação mencionado por Paulo é o beijo (também chamado osculo). Paulo se refere ao beijo santo, e Pedro, ao beijo de amor. Nos países orientais onde foi escrita a Bíblia, o beijo na face é uma maneira bem comum das pessoas se saudarem. Na época do NT, o beijo muitas vezes era trocado entre membros da mesma família e entre amigos íntimos, bem assim como entre os que pertenciam ao mesmo grupo religioso (Henri Daniel-Rops, Daily Life in the Time of Jesus, págs. 302-303). Os cristãos primitivos, como filhos que eram de um só e do mesmo Pai Celestial e, portanto, membros da família de Deus, mutuamente se reconheciam como irmãos e irmãs no Senhor. Expressavam essa relação de família, através do beijo, já consagrado pelos costumes da época. Nos países latinos da atualidade, as saudações variam de forma, desde o beijo e os abraços até o simples aperto de mão, sendo que este ultimo é o modo adotados nos países de língua inglesa. Quanto à saudação verbal, os judeus pronunciavam a palavra Shalom!, que quer dizer paz! ou saúde, bem-estar!. Os gregos, por sua vez, preferiam Charis! ou seja, graça!, felicidade! Paulo, sendo transcultural de formação e de ministério, saudava das duas maneiras ao mesmo tempo Graça e paz! Os costumes variam de um lugar para outro e de uma época para outra; mas o principio que não muda é o seguinte: os cristãos devem reconhecer uns aos outros e saudar uns aos outros, de uma maneira tão santa e ao mesmo tempo tão amorosa, que o irmão saudado receba a mensagem dos dois mandamentos anteriores: Eu amo você! ; e Eu aceito você, assim como está!. Uma reflexão pessoal 1. Já fui... Ainda não fui... acolhido por um grupo de cristão onde a saudação era de um beijo na face. O que penso de tal forma de saudação é o seguinte: 2. Há certos grupos, em cujas reuniões eu gosto de chegar. Até que ponto isto se deve ao fato de que sou cordialmente saudado por um ou mais desses irmãos? 3. De acordo com 2Jo. 1.9-11, há uma classe de pessoas a quem posso, quem sabe dar um Bom dia, mas não devo saudar afetuosamente no Senhor. Que Classe de pessoas é essa?
Implicações deste mandamento As diferenças entre os costumes são consideráveis, de uma cultura para outra e de um grupo para outro. Isto não permite que se elabore uma lista de regras específicas sobre como saudar os irmãos. Mas quando estudamos as diversas saudações no NT, podemos encontrar quatro diretrizes. Nem sempre se poderão aplicar todas as quatro na mesma situação. As calorosas saudações entre cristãos devem: Ser pessoais e, havendo possibilidade, individuais (3Jo 1.15). Ser oferecidas com imparcialidade (1Co. 1.2-3). Comunicar, quando viável, reconhecimento e apreço pelo trabalho que a pessoa faz (Rm. 16.12). Ser negadas às pessoas, que se dizendo irmãos, estejam ensinando doutrinas contrárias ao evangelho (2Jo 1.9-11). Observação sobre a Primeira implicação deste mandamento Devemos saudar o irmão em Cristo de maneira pessoal e individual. Paulo muito se esforçava por saudar individualmente aos seus muitos amigos e cooperadores. Quase todo capitulo 16 da Carta de Romanos é dedicada a saudações. O aspecto individual das saudações é salientado também por João, o apóstolo do amor, que escreve em III Jo. 15: Portanto, adeus, por ora. Os amigos daqui enviam lembranças e de minha parte apresente a casa um dos do nosso povo uma saudação especial.. Ao que parece, os apóstolos criam que o amor cristão deve ser expresso de maneira pessoal e individual, sempre que possível. Disso eles próprios davam exemplo. Pensando nisso 1. Se está certa esta implicação do mandamento vejo que não é só o líder do pequeno grupo ou pregador da celebração que deve procurar saudar ao maior numero possível de irmãos, antes e depois das nossas reuniões. Mesmo que eu não seja oficialmente líder, creio que devo: Observação sobre a Segunda implicação deste mandamento Devemos saudar com imparcialidade os irmãos. Paulo pede aos Filipenses (em Fp. 4.21) e aos romanos (Rm. 16.15) que entreguem as saudações dele a todos os santos de determinado grupo. O escritor da Carta aos Hebreus quer que sejam saudados todos os líderes e todos os membros das igrejas (Hb. 13.24). Isto não quer dizer que o cristão, ao saudar um grupo, não possa salientar provas de especial amizade por certos irmãos, ou que deva evitar de reconhecer feitos exemplares de um irmão ou outro. O que significa, isto sim, é que não devemos ignorar a presença dos irmãos menos conhecidos ou apreciados. O apóstolo Tiago diz que se fizermos acepção de pessoas, especialmente em relação à maneira de tratar os irmãos quando nos reunirmos, seremos condenados pela Lei como transgressores. (Tg. 2.9).
Refletindo Aquele meu costume de saudar, depois da reunião dos irmãos a todos os meus amigos mais chegados, e depois me afastar, deixando de saudar os outros, já não me perece tão certo. A quem não queira obedecer direito ao mandamento: saúdem uns aos outros o apóstolo Tiago chama de PECADOR. (Verifique a resposta, vendo Tg.2.9) Observação sobre a Terceira implicação Às vezes temos ocasião de fazer uma saudação mais formal. Outras vezes, gozamos de mais tempo durante uma visita à pessoa, por exemplo, ou quando lhe escrevemos uma carta. Aí, além de saudarmos de maneira que comunique nossa aceitação da pessoa, poderemos, também, expressar reconhecimento ou apreço pelo trabalho que essa pessoa realiza. Paulo é generoso na formulação de saudações que incluam expressões de apreço pelo trabalho das pessoas. Um exemplo: Saúdem a Trifena e Trifosa, mulheres que trabalham arduamente no Senhor. Saúdem a amada Pérside, outra que trabalhou arduamente no Senhor. (Rm. 16.12). Um pouco mais de reflexão Estou pensando numa pessoa específica do meu pequeno grupo ou da igreja em geral, há quem muito aprecio. Agora, estou imaginando uma situação em que sou chamado para fazer uma saudação formal a essa pessoa. O que eu poderia fizer para expressar, não somente minha aceitação, mas também o meu apreço pela maneira como essa pessoa serve aos outros? Aí vai o meu pensamento: Observação sobre a Quarta implicação A saudação nitidamente cristã não deve ser estendida a ninguém que, dizendo-se irmão, ensine doutrinas contrárias ao evangelho. João, o apóstolo do amor, deve ter sentido vontade de saudar a todo mundo. Mas é justamente ele quem nos adverte, a respeito dos enganadores: Se alguém for ensinar a vocês e não crê no que Cristo ensinou, nem sequer o convidem para entrar em suas casas. Não o apoiem de forma nenhuma. Se vocês o fizerem estão tornando-se companheiros dele em sua maldade. (2Jo. 1.9-11). 1. Em outras palavras, quando o Senhor manda que eu acolha e saúde a todos os irmãos, ele abre uma exceção, no caso de alguém que...
2. Segundo o meu entender, as seguintes pessoas devem ser tratadas como exceções, isto é, não saudadas afetuosamente: (marcar X nas respostas consideradas certas). a. A Testemunha de Jeová que me aparece à porta b. Aquele irmão que sempre me irrita. c. O visitante que chegou hoje, foi apresentado à igreja como irmão, mas não o conheço. d. Um simpático par de mórmons. e. Aquele irmão que me caluniou, e até agora não tem pedido desculpas. 3. Paulo e Pedro, dentro da situação cultural daqueles tempos, mandavam saudar os irmãos com beijo santo de amor. A minha maneira de aplicar isso, nos dias de hoje, creio que deve ser a seguinte: Observação sobre a Quarta implicação O valor deste mandamento é grande, para ajudar a se criar um ambiente de amor e afeto fraternal entre os cristãos. Praticando-o de maneira constante e coerente, o grupo ou congregação ficará ainda mais unida, e ganhará maior ânimo para expressar, de muitas maneiras, o seu mútuo amor em Cristo.
ESTUDO 07 TENHAM IGUAL CUIDADO UNS PELOS OUTROS Sinônimos: Cooperem, com igual cuidado, em favor uns dos outros. Sejam solícitos uns para com os outros. Todas as partes tenham o mesmo interesse umas pelas outras. Pense, por um momento, no grupo de cristãos do qual você faz parte. Responda às seguintes perguntas: 1. Qual é a pessoa humana mais importante da minha igreja? E do meu pequeno grupo? 2. A igreja tem algum membro que, segundo o meu entender, nada faz de muito ruim, mas verdade seja dita atrapalha pela presença, e deixaria todos mais à vontade se fosse embora? 3. Eu acredito que o ministério que realizo é importante para a vida da igreja? 4. Mas será que sinto que o meu serviço é pouco reconhecido pela maioria? 5. Sei de algum membro que é mais ou menos marginalizado pelos outros, por não ser muito inteligente, talentoso, etc.? 6. Na igreja, algum grupo ou pessoa parece chamar toda a atenção e autoridade para si? Tendo respondido a essas perguntas, veja se pode afirmar que todo membro do seu pequeno grupo e da sua igreja tem igual cuidado pelo bem-estar de todos os outros membros. Todos são igualmente valorizados? Se a sua igreja é como muitas outras, você terá de responder com um pesaroso Não. Foi quando estava preocupado com semelhante situação na igreja de Corinto, que Paulo escreveu o mandamento que agora passamos a estudar! O mandamento Isso produz harmonia entre os membros, que assim tem, uns para com os outros, o mesmo cuidado que tem consigo mesmos (1Co. 12:25). Observação sobre o contexto: No capitulo 12 de I Co, Paulo trata de certos problemas que a igreja de Corinto está experimentando, com relação ao uso dos dons espirituais. Alguns dos dons (especialmente o de línguas) estavam sendo encarados quase como fins em si e não como meios que Deus usasse para cumprir propósitos com respeito à sua igreja. Era evidente que pessoas empregavam esses dons para alimentar o seu orgulho e dar prazer a si mesmas. Além disso, o grupo atribuía grande valor a um
Dom (o de línguas) que nem por perto era o mais útil à igreja. A maneira com que expressavam esses dons resultava em inveja, orgulho espiritual e divisões partidárias. Além disso, por causa do desequilíbrio no emprego dos dons, os cultos de adoração eram caracterizados por desordens e deixavam de cumprir os propósitos de Deus para reuniões do Corpo. (J. Robert Clinton, Spiritual Gifts, pag. 36). No capitulo 12 de I Co, Paulo traz à lembrança dos coríntios o fato que Deus coloca cada membro do Corpo no lugar que ele próprio escolheu (ICo. 12.18). O Espírito Santo dá os dons, distribuindo-os de acordo com a sua própria decisão sobre quais, cada um de nós deve receber, para servir aos outros (ICo.12.11). Cada membro tem posição e função. Todo membro é importante. Nenhum membro é desnecessário. Definição de ter igual cuidado: Ter igual cuidado uns pelos outros é o mesmo que mostrar semelhante e imparcial interesse pelo bem-estar e pelo ministério de cada membro, reconhecendo e aceitando plenamente a posição e a função que esse membro recebeu de Deus, para um ministério útil ao Corpo de Cristo. Exemplo: Vocês estão aí discutindo se eu sou maior do que Apolo ou não, e dividindo a Igreja. Isso não mostra como vocês têm crescido pouco no Senhor? Quem sou eu, e quem é Apolo, para que sejamos causa de uma discussão? Ora, nós somos apenas servos de Deus, cada um de nós com determinados talentos especiais. E com nossa ajuda é que vocês creram. Meu trabalho foi o de plantar a semente no coração de vocês, o de Apolo foi rega-la, porém foi Deus, e não nós, quem fez crescer a lavoura em seus corações. Uma pessoa que planta ou rega não é muito importante; Deus é que é importante, porquanto é Ele quem faz as coisas crescerem. Eu e Apolo trabalhamos em equipe, com o mesmo alvo, ainda que seremos recompensados pelo trabalho árduo que cada um de nos fizer. (ICo.3.4-8). Exemplo negativo: Porem com a rápida multiplicação dos crentes, houve murmúrios de descontentamento. Aqueles que só falavam grego, queixavam-se de que as viúvas deles estavam sendo postas de lado, e que na distribuição diária não estavam dando tanto alimento a elas como as viúvas que falavam hebraico. (At. 6.1). Veja também Tiago 1:5-6 Hoje também: Em muitas igrejas, ainda persiste o problema do cuidado desigual para com os membros. Quase sempre uma igreja terá certos componentes que são humildes e normais, porem não muito talentosos. Estes podem ser meramente tolerados; ao passo que outros, por causa da profissão, suas posses ou seu destaque na sociedade, são honrados. Por conseguinte, a igreja pode conter certo numero de irmãos menosprezados
e ignorantes; e ao mesmo tempo, um grupinho de irmãos arrogantes. Certas igrejas permitem distinções desfavoráveis entre jovens e velhos; iletrados e instruídos; brancos e negros, entre descendentes de portugueses, alemães, italianos, japoneses, e assim por diante. Certos membros recebem muita atenção, outros são invisíveis. É para sanar esse tipo de doença espiritual, que existe o mandamento bíblico: Tenham igual cuidado uns pelos outros. Uma reflexão pessoal: Na igreja de que eu faço parte, há pessoas que recebem menos atenção e honra, e que alguém poderia chamar de comuns. A minha atitude pessoal para com os membros desse tipo tem sido a seguinte: Implicações deste mandamento: Tenham igual cuidado é um mandamento que encerra varias verdades: 1. Não deve haver arrogância ou orgulho da parte daqueles membros que tenham dons ou ministérios mais visíveis. (ICo. 12.21). 2. Também não deve existir inveja ou ciúmes da parte daqueles membros cujos dons e ministérios sejam mais corriqueiros e menos aparentes. (ICo. 13.4; 12.15-16). Aplicação pessoal. Eu luto mais com a tendência de sentir: ( ) Desprezo dos que apresentam ter menos capacidade que eu. ( ) Inveja dos que parecem mais capacitados do que eu. 3. Todo membro, reconhecendo que o seu Dom e o seu ministério são importantes para o bem-estar de todo o Corpo, deve exercer o seu Dom de maneira diligente, de acordo com a medida da fé que Deus lhe repartiu. (Rm. 12.1-8). 4. Se algum membro do grupo sofrer de qualquer maneira (quer física, espiritual, emocional ou financeiramente), todo outro membro do grupo deverá interessar-se pelo seu caso, de modo ativo e compassivo. Os membros também sofrerão pelo fato que esse membro está temporariamente impossibilitado de contribuir para vida do Corpo (1Co. 12.26, Rm. 12.15). 5. Se a um membro foi outorgada alguma honra especial, todos os demais membros deverão alegrar-se juntamente com ele. Isto porque todos são membros do mesmo Corpo e um dos outros, o que significa que aquela honra é gozada em comum por todos (ICo. 12.26, Rm 12.15).
O Valor do mandamento sobre igual cuidado: Quando todo membro de determinado grupo é igualmente solicito em favor de todos os outros, a unidade do grupo se preserva e aumenta, porque o grupo evita as divisões partidárias. Rivalidades, orgulho, inveja e a auto-suficiencia são refreados. O grupo apresenta ao mundo um testemunho harmonioso. Muitos poderão reconhecer esses cristãos como verdadeiros discípulos de Jesus! Uma reflexão pessoal: 1. Três pessoas que você muito estima dentre os membros do meu pequeno grupo ou congregação são: a. b. c. 2. O que você faz para demonstrar a essas pessoas o seu apreço: 3. Três pessoas da igreja que você talvez tenha estimado em menor grau, são as seguintes: a. b. c. 4. O que você poderia começar a fazer, dentro dos próximos 15 dias, pelas pessoas que acaba de mencionar? (Fortalece-me, Senhor, para te obedecer!)
ESTUDO 08 SUJEITEM-SE UNS AOS OUTROS Sinônimos: Submetam-se uns aos outros. Sejam obedientes uns aos outros. - Mas, não me venha com bobagens! Não pode ser de outra maneira, tem que ser do jeito que já falei! Olha, se começarmos a admitir tudo quanto for ideia do pessoal, vai ser aquela bagunça!. Já ouvi alguém falar desse jeito? Também na igreja de Corinto se escutava esse tipo de conversa. O partido Paulo se achava mais apto do que os outros para explicar a sã doutrina. Quem rejeitava totalmente essa opinião era o partido Apolo, que por sua vez recebia oposição do partido que escolhera o nome Cristo! Cada um desses grupos se julgava o melhor. Certos membros da igreja de Corinto afirmavam que não se deve comer carne já oferecida a ídolos. Outros, porém, rejeitavam completamente esse escrúpulo. As mulheres não se sujeitavam a usar o véu, embora isto fosse, na cultura daquela época, um sinal de respeito. Algumas das mulheres não se submetiam à autoridade dos homens para ensinar na igreja. Parece que sujeitar-se não fazia parte do vocabulário dessa igreja! Não acontece o mesmo hoje? Alguém faz uma coisa, não porque tenha a convicção de que é bom e proveitoso faze-lo, mas para provar pra essa gente que eu sou dono do meu nariz. Exemplos: - O líder desse ministério só me considera para componente se eu apresentar qualidade de vida e for fiel nos compromissos? Não gostei! - Os membros do grupo querem que eu apareça toda semana? Onde já se viu, limitar a liberdade pessoal da gente? - Não gostei dessa decisão da liderança. Sabe, vou parar de contribuir financeiramente, até que eles aprendam a fazer as coisas de um jeito que me agrade. A Bíblia não nos deixa dúvida quanto à vontade do nosso Senhor, a respeito daquela nossa tendência a sermos insubmissos. O mandamento: Conversem muito uns com os outros a respeito do Senhor, citando salmos e hinos, entoando cânticos sacros e louvando ao Senhor com canções no coração. Sempre deem graças por tudo a nosso Deus e Pai, no nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Honrem a Cristo pela submissão de uns aos outros. (Ef. 5.19-21).
Definição de sujeitar-se: O sujeitar-nos uns aos outros significa que cada um de nós se considera submisso à autoridade dos irmãos, cooperando facilmente com as instruções, os desejos e os pedidos deles. Exemplo: - Depois da gloriosa experiência de com apenas 12 anos de idade confundir mestres da lei na importante cidade de Jerusalém, Jesus desceu com eles (José e Maria) para Nazaré, e lhes era obediente (Lc. 2.51ª). Cidadezinha sem importância, gente sem projeção social, Jesus entendia coisas que eles não entendiam mas ele foi submisso. Observação: O NT menciona algumas relações dentro das quais se define claramente quem deve submeter-se a quem: A todo cristão, a Bíblia diz. Portanto, submetam-se a (Tiago 4.7ª). Esposas, a seus próprios maridos. (Ef.5.22,24, CI3.18, 1Pe3.1). Todos devem sujeitar-se às (Rm.13.1,Tt.3.1,1Pe.3.1).. Sujeitem-se a seus senhores com todo o respeito (1Pe.2.18ª, Tt.2.9). Em relação aos lideres espirituais: que se a pessoa como eles e a todos os que cooperam e trabalham conosco (ICo.16.16). Da mesma forma,, sujeitem-se aos mais velhos. (IPe.5.5ª). A todos os cristãos: Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo. (Ef.5.21). Importante distinção entre submissão e obediência: Alguns acham que a submissão e obediência são a mesma coisa. Mesmo que a submissão resulte, quase sempre, em obediência, existem entre essas duas atitudes uma distinção sutil, mas importante. A obediência pode ser exigida e forçada. Ela pode ser oferecida de maneira relutante, de má vontade, quando a pessoa não quer obedecer com alegria. A desobediência pode ser punida e corrigida. Mas a submissão é oferecida livre e espontaneamente. É uma atitude que a pessoa se impõe a si mesma, por humildade e abnegação. É uma expressão de amor, que não procura seus interesses (1Co. 13.5), antes, procura servir ao próximo (Gl.5.13, 1Pe.2.16-17). Como escreveu Derek Prince, (em New Wine Magazine, de fevereiro 76):
Submissão é uma atitude interna de espírito, não uma mera obediência externa. É possível obedecer sem, contudo, ser submisso (foi o caso do irmão mais velho, na parábola do filho perdido Lc. 15.25-30). É possível, também, ser submisso de modo geral, mas recusar a obediência em casos específicos (como o fizeram Pedro e os outros apóstolos em At. 4.19-20, 5.28-29). Porém, somente manifestamos verdadeira submissão quando esta nos obriga a fazer algo que de outra forma, não faríamos. Três implicações sugeridas pelo contexto do mandamento: O mandamento foi citado em Ef. 5.21. O contexto imediato desta ordem bíblica nos apresenta três importantes verdades: 1. A submissão para com os irmãos é um indício de que o cristão está cheio do Espírito Santo. A pessoa pode considerar o grau em que ela se submete aos demais membros do corpo, como indicador da medida em que ela esta sob o controle do Espírito. 2. Tal submissão é para ser oferecida por temos a Cristo. Isto significa que devemos nos submeter aos irmãos, com a mesma sinceridade de coração com que nos sujeitamos a Jesus. A submissão é como ao Senhor. (Ef. 5.22). Portanto, nenhum irmão deve abusar da disposição que o outro tem, de se submeter a ele (Ef. 6.5-6, 1Pe 5.1-5). 3. A submissão a qualquer pessoa sempre deverá ser governada pela nossa submissão a Deus. Não podemos deixar de nos submeter às instruções e aos desejos de Deus, revelados em sua Palavra. Se estivermos numa situação onde a submissão ao irmão implique em obedecermos à Palavra de Deus, não deveremos nos submeter a ele nesse ponto. Mas devemos faze-lo com tristeza, porque gostaríamos de poder submeter-nos Á vontade do irmão. O Valor de nos sujeitarmos uns aos outros: O valor é muito grande. Quando todo cristão se submete aos outros cristãos quer nos casos ligados à vida geral da igreja, quer nos relacionamentos do pequeno grupo o problema das contendas e do descontentamento tende a desaparecer. Todos se empolgam com o mesmo propósito, são unidos de espírito e cheios do amor mútuo (Fp.2.2). A comunhão se expressa de maneira harmoniosa, simpática, fraternal, com boa vontade e humildade. O mundo vê o amor de Cristo. Cria-se no pequeno grupo e na congregação, um ambiente propicio ao crescimento, à edificação e ao serviço (1Pe.3.8).
ESTUDO 09 SUPORTEM-SE UNS AOS OUTROS Sinônimos: Sofram com resignação. Na igreja primitiva se encontravam lado a lado pessoas das mais diversas etnias e camadas sociais. Elas tinham diferentes opiniões e maneiras de trabalhar. Além disso, no mesmo grupo havia pessoas em distintos níveis de maturidade na fé. Sabemos pelas cartas do NT, que certos cristãos demoravam para aplicar a cruz de Cristo às velhas atitudes pecaminosas e custavam para se revestir totalmente do novo homem. Alguns se orgulhavam da sua avançada espiritualidade que muitas vezes não passava de uma cabeça cheia de conhecimentos e uma vida desafinada. Outros se entregavam à tarefa de criticar tudo e todos. Ainda outros eram corroídos pela inveja. Havia irmãos briguentos. E como sempre acontece, havia certos cristãos com hábitos e cacoetes que irritavam os mais sensíveis. Enfim, as igrejas eram compostas de cristãos que, apesar de terem crido em Cristo, ainda eram imperfeitos. Foi a grupos de cristãos desse tipo, que Paulo ordenou que usassem de paciência e tolerância, que suportassem uns aos outros. Nenhum deles era perfeito; todos precisavam colocar-se mais e mais sob o controle do Espírito Santo. A igreja dos nossos dias não é diferente. Os cristãos não deixaram de ser humanos e falhos. Muitos acham difícil e pouco atraente a ideia de tomar a cruz, fazendo morrer velhos hábitos e práticas pecaminosas. O mandamento que Paulo entregou há dois milênios, vale igualmente para os dias de hoje. O mandamento: Encontra-se duas vezes no NT, em cartas quase gêmeas: Efésios e Colossenses. Paulo as escreveu da sua prisão domiciliar em Roma aos cristãos de duas cidades da província romana chamada Ásia: Eu lhes suplico eu, um prisioneiro aqui na cadeia por estar servindo ao Senhor: que vivam e comportem-se de maneira digna daqueles que foram escolhidos para receber bênçãos tão maravilhosas quanto estas. Sejam humildes e amáveis. Sejam pacientes uns com os outros, tendo tolerância pelas faltas uns dos outros por causa do amor entre vocês. Procurem sempre ser juntamente guiados pelo Espírito Santo, e assim vivam em paz uns com os outros. (Ef. 4.1-3). Sejam amáveis e prontos para perdoar; jamais guardem rancor. Lembrem-se que o Senhor os perdoou, portanto vocês devem perdoar os outros. Acima de tudo, deixem que o amor dirija a vida de vocês, porque assim toda a Igreja permanecerá unida em perfeita harmonia. (Cl. 3.13-14).
Observação: Nesse trecho da carta aos Colossenses, as traduções geralmente empregam a forma imperativa: Suportem-se. Mas no original, o verbo tanto em Efésios como em Colossenses está na forma do gerúndio (Suportando-vos, como na Almeida Revista e Corrigida). Isto significa que o mandamento não pode ser separado do seu contexto imediato, onde outros mandamentos estes sim, no imperativo indicam as atitudes que nos ajudam a nos suportarmos uns aos outros. Juntando o contexto ao mandamento que estudamos, tiramos a seguinte conclusão: Uma prova externa de que estamos andando de modo digno e nos revestindo das qualidades de coração que Deus requer, é o fato de estarmos dispostos a nos suportar uns aos outros. É verdade que este mandamento está redigido no medo indireto, mas é fato inescapável que suportar aos irmãos é um padrão que Deus requer de todos os que ele chamou para integrar a família celestial. Definição de suportar: Suportamo-nos uns aos outros que dizer que vamos aguentar e tolerar, generosamente, as atitudes e ações desagradáveis dos irmãos. O mandamento inclui a ideia de que a repreensão, disciplina ou correção por atitudes e ações pecaminosas será adiada pelo maior prazo possível, na esperança de que o próprio ofensor reconheça o mal que praticou e tome providências para corrigi-lo. Exemplos positivos: Jesus sabia que os seus discípulos iriam, quase todos, abandoná-lo na hora em que fosse preso, e que um deles, Pedro, o negaria três vezes. Mas nessa mesma noite, como lemos em Jo. 13.1-5, o Senhor pôs-se a cavar os pés desses discípulos decepcionantes. Depois, enquanto à toalha secava, ele entregou-lhes algumas das mais belas instruções e verdades (Jo. 14-16) do seu ministério terreno. Também orou amorosamente por eles (Jo.17). O rei Davi teve muitas oportunidades para observar as atitudes e ações do Senhor para com ele. Com base nisso, ele afirmou: O Deus Eterno é bom e cheio de compaixão; ele demora a ficar irado e tem sempre muito amor. (Sl. 145.8BLH). Uma reflexão pessoal: 1. No pequeno grupo de que faço parte na igreja em geral, há pessoas que me parecem insuportavelmente... (assinalar todas as frases aplicáveis) ( ) Orgulhosas em sua maneira de me tratar. ( ) Perseguidas por um complexo de inferioridade. ( ) Barulhentas e conversadeiras. ( ) Tímidas e pouco comunicativas. ( ) Risonhas. ( ) Sérias. ( ) Ativas. ( ) Preguiçosas
2. Justamente a respeito dessas coisas irritantes, o Senhor me entrega o seu mandamento: - se uns aos outros. Observação quanto a suportar: Deus nunca manda fazer nada que ele próprio não esteja disposto a fazer. A tolerância de Deus tem sido uma das suas grandes maneiras de expressar o amor para com o mundo. Você já leu a maravilhosa historia da sua tolerância para com Israel no Salmo 78? Ali você descobre que somente depois de muito tempo e de muitas advertências é que Deus passou a castigar a nação de Israel. Paulo diz (Rm. 2.4, NTV): Será que não compreendem quão paciente ele está sendo com vocês? Ou então, não se incomodam vocês com isso? Não vêem que ele tem esperado todo esse tempo sem castiga-los, a fim de dar tempo para que abandonem o pecado? Sua bondade tem a finalidade de leva-los ao arrependimento. Veja o que Pedro tem a dizer sobre a tolerância de Deus: O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ele é paciente com vocês não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. (2Pe 3.9). Deus é paciente conosco, amando-nos assim como somos. Apesar das nossas fraquezas, ele é tardio para se irar. Da mesma maneira, nós devemos ser lentos para nos irarmos contra os irmãos em Cristo (Tg.1.19), amando-os, não obstante as fraquezas ou falhas que eles apresentem. Outra observação: Atitude Um escritor dos Provérbios afirma que o que perdoa a transgressão mostra amor (Pv.17.9). Paulo nos mostra que o amor é paciente... tudo crê... tudo suporta (1Co.13.4,7). Portanto, não é resmungando, contrariados, que devemos suportar-nos uns aos outros, obedecendo, por constrangimento a um mandamento. Pelo contrario, devemos fazê-lo motivados pelo amor, querendo contribuir ativamente para o maior bemestar de cada irmão. Claro que a tolerância tem limites... O próprio Deus não tolerou para sempre a desobediência de Israel. Depois de Ter persistido por muito tempo no pecado, desprezando as muitas advertências, essa nação recebeu um castigo exemplar. Se é vontade de Deus que inicialmente toleremos até o pecado do irmão, esperando que ele por si mesmo venha a se corrigir, também é verdade que poderá chegar o momento em que precisemos adverti-lo a respeito do seu pecado. (E nisto, não há acepção de pessoas veja 1Tm. 5.19-20). Hábitos ou cacoetes que simplesmente irritem e não cheguem à categoria de pecados, devem ser suportados por tempo indeterminado. Mas o pecado óbvio, que está prejudicando a vida e o testemunho da igreja, faz com que o ofensor necessite de correção. É muito importante que isto seja administrado com amor, e dentro do padrão
que Jesus nos deu das três tentativas de recuperação. (Abra, leia, e marque na Bíblia e na memoria, Mt. 18.15-17). Dos três níveis de advertência ali mencionados, o terceiro o mais público cabe aos líderes do grupo. Se você, em espírito de brandura, após um período de tolerância, for em particular ao seu irmão faltoso, a fim de ajuda-lo a se corrigir, você poderá, muitas vezes, ganhar esse irmão. O amigo quer o nosso bem, mesmo quando nos fere... (Pv. 22.6ª, BLH). Não esqueça de sua responsabilidade de aguentar, com amor, qualquer coisa desagradável que acontecer quando for aconselhar esse irmão faltoso. É possível que, no primeiro contato seu com ele, surjam, da parte dele, relações irritantes ou dolorosas. Se acontecer que você, obedecendo ao padrão de Mt. 18.15-17, tiver que levar o pecado desse irmão ao conhecimento de outros, faça até isto com o máximo de amor (1Co. 16.14). O cristão terá de se manter sensível e obediente à direção do Espírito Santo, para não incorrer no erro de um excesso de tolerância. Tal excesso seria prejudicial à vida e à saúde espiritual da Igreja, como você pode verificar lendo 1Co. 5. O valor do mandamento sobre suportar: Suportar-nos uns aos outros é uma maneira de preservar a unidade do Espírito e a paz entre os irmãos. Se os cristãos forem propensos a criticar uns aos outros, apontando os hábitos indesejáveis, as excentricidades de personalidade e os pecados, o resultado poderá ser um ambiente enfumaçado por críticas e condenações situação pouco acolhedora! Quando os cristãos são impacientes uns com os outros, as sementes da discórdia germinam. Por outro lado, se os irmãos cobrirem os pecados uns dos outros (no sentido de usar de tolerância), em vez de ataca-los com as picaretas da crítica a fim de os expor à vista de todos transeunte, os pacificadores estarão contribuindo para a formação de um ambiente de amor (1Pe.4.8). Se imitarem o exemplo de Deus que muitas vezes diminuiu a sua ira e acabou com o seu furor. Lembrou-se de que eram mortais. (Sl.78.38 38b-39ª BLH) -, os cristãos se tornarão mais dispostos a procurar meios de ajudar os irmãos a crescer na semelhança a Cristo. Dentro desse ambiente de mútua solicitude e amor, os cristãos sentirão mais vontade de confessar e abandonar toda e qualquer coisa que venha a ofender os irmãos. Uma reflexão pessoal: Deus me tem suportado com impressionante paciência! Assim, resolvo, agora mesmo, no amor de Cristo pelo auxílio do Espírito Santo, suportar as insuportabilidades do(a) até agora insuportável irmão (dizer o nome, diante do Senhor).
Recapitulando... 1. Caracterizando a comunhão - Qualidade de existir em comum... 2. A Comunhão e a Mutualidade - Mandamento recíprocos: uns aos Outros... 3. A Mutualidade e os Dons Espirituais - Os dons só fluirão onde houver mutualidade... 4. Amem-se uns aos outros - Se demonstra por ações externas. 5. Aceitem-se uns aos outros - O que fazer quando pessoas novas chegarem?... 6. Saúdem-se uns aos outros - Cria-se um ambiente de amor e afeto fraternal... 7. Tenham igual cuidado uns pelos outros - Cooperara, ser solícito,... 8. Sujeitem-se uns aos outros - Submeter-se, ser obediente ao outro... 9. Suportem-se uns aos outros - Sofrer com resignação, aguentar, tolerar...
ESTUDO 10 NÃO TENHAM INVEJA UNS DOS OUTROS Quando estudamos o mandamento de termos igual cuidado uns pelos outros, nos lembramos que certos cristãos possuem habilidades que todo mundo vê. Pensamos, também, naqueles discípulos a quem o Espírito Santo habilitou com dons que são úteis, mas poucos aparece. A respeito destes irmãos, poderíamos soltar um suspiro de alívio: Esse sim, é que nunca darão ao Corpo problemas causados pelo orgulho afinal das contas, eles não têm nada de que se orgulhar! Mas espere um pouco! Aquele que tem baixa autoimagem, que acha que não estava em casa na hora em que os talentos e os melhores dons foram distribuídos você acha que ele não luta com o problema do orgulho? Luta sim, ainda que o orgulho vire ao avesso, aparecendo como falsa-humildade! Aquela virtude de pensar: Eu não sirvo pra nada, muitas vezes joga lenha na fogueira interna da inveja. Inveja de quem? Muitas vezes, daqueles irmãos talentosos e eloquentes. Por exemplo, pense no seu corpo. Os pés, que passam tanto tempo presos e mal acomodados dentro dos sapatos e meias nem sempre perfeitamente limpos e perfumados será que esses pés não são tentados a sentir inveja das mãos, que têm o privilegio de participar, pública e livremente, de todos os mais interessantes contatos, comunicações e tarefas do corpo? Tomando de inveja, o pé poderia reclamar: Porque não sou mão, não pertença ao corpo. (1Co 12.15). A inveja é um pecado silencioso, capaz de se esconder totalmente dos olhos da maior parte dos observadores. Mas você sabe que um veneno não precisa soltar gritos para ser mortífero. A falsa humildade, cheia de inveja, é um veneno que o Senhor Jesus quer afastar totalmente do seu Corpo. O mandamento: Se, agora, estamos vivendo pelo poder do Espírito Santo, sigamos a liderança do Espírito Santo em todos os aspectos da nossa vida. Então não precisaremos mais andar em busca de honras e de popularidade, que levam à inveja e a maus sentimentos. (Gl. 5.25-26). Observação: No caso dos cristãos da Galácia que foram os primeiros a receber esse mandamento, ele se aplicava principalmente aos que se ressentiam porque outros possuíam mais autoridade, eram mais reconhecidos ou exerciam mais influência na igreja. Mas o NT repete em diversos trechos, o mandamento geral contra a inveja e a cobiça. Confira os seguintes trechos Tg. 4.1-3 Ef. 5.3 1Pe. 2.1 Cl. 3.5 1Tm. 6.6-8
Definição: Invejar ao irmão é desejar para si mesmo a posição, as habilidades, realizações ou possessões dele; sentindo, ao mesmo tempo, tristeza ou ressentimento por ser ele o possuidor dessas coisas. Exemplos negativos: pessoas que invejavam 1Co. 3.2-3 Tg. 3.14-16 Mc. 15.9-11 Se o pé disser: Não sou membro do corpo porque não sou mão, nem por isso deixa de ser um membro do corpo. E que pensariam vocês se ouvissem uma orelha dizer: Não sou membro do corpo, porque sou apenas orelha, e não olho? Será que isso a faria menos parte do corpo? Esse trecho, 1Co. 12.15-16, foi escrito a respeito de cristãos insatisfeitos com os dons que o Espírito lhes concedera, e obcecados com a ideia de conseguir outros, mais vistosos. O Espírito querendo manter equilíbrio no Corpo, não haveria distribuído esses dons a todos. Como isso se aplica a nós? O mandamento Não tenham inveja uns dos outros encerra várias verdades. Entre elas, vamos destacar as seguintes: 1. O cristão que tem inveja de outro irmão é descontente e ingrato para com Deus. É como se estivesse afirmando que Deus não sabe das suas necessidades, ou que não quer supri-las. Diz Francis Schaeffer, em seu livro Ter Spirituality, que a verdadeira espiritualidade encerra duas atitudes básicas: 1º a confiança em Deus e 2º a gratidão a ele. A presença da inveja, portanto, é um sinal vermelho que se acende no seu painel para indicar que a fé e a gratidão estão em nível baixo. 2. O cristão que inveja a um irmão é culpado dos pecados de orgulho e vaidade. O seu orgulho se manifesta quando se lamenta: Eu mereço algo melhor, e me sinto revoltado porque esse algo melhor está nas mãos de Fulano ; ou se gaba Vejam como sou humilde não como Beltrano, que só faz para aparecer. Tanto a falsa humildade como o orgulho escancarado, são entrelaçados com algo que a escritura proíbe em Rm. 12.3: o ter de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter. 3. Pode acontecer que o seguidor de Jesus, invejando alguém que possui as capacidades que ele mesmo gostaria de ter, venha a entrar em greve. Recusase a funcionar e servir, até que a suposta insuficiência seja reparada. Com essa desculpa, ele retarda o seu próprio crescimento e prejudica o ministério do Corpo. 4. Longe de invejar aquele irmão que tem boas qualidades e capacidades, o cristão deve agradecer a Deus por ter dado a ele um companheiro tão bem preparado e capaz. Quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele (1Co. 12.26b). Formamos um só Corpo, do qual todos somos igualmente membros, dentro de um ambiente de amor e unidade, onde os talentos e dons de cada irmão estão a serviço de todos.
Uma reflexão pessoal: Das manifestações de inveja mencionadas nos parágrafos anteriores, creio que aquela que mais se aplica a mim, é a seguinte: (escolha uma). Orgulhar-me do fato que gosto de ajudar nos bastidores, não exigindo para mim os mais altos cargos. Sentir uma certa raiva do Senhor por Ele ter deixado de me fornecer capacidade que julgo necessárias. Não sentir desejo de trabalhar de todo coração para Cristo, até que o Senhor me faça diferente do que sou. Achar difícil sentir verdadeira alegria e gratidão, quando um irmão é honrado, e não eu Se marquei, acima, algum aspecto da inveja, quero começar a mudar. O primeiro passo específico que vou dar é o seguinte: Tenciono dar esse passo dentro do seguinte prazo: Jesus como supremo exemplo da vitória sobre a inveja Embora fosse Deus, não exigiu nem tampouco se apegou a seus direitos como Deus, mas pôs de lado seu imenso poder e sua glória, ocultando-se sob a forma de escrevo e tornando-se como os homens. (Fp. 2.6-7, NTV). Veja como Jesus demonstrou aqueles dois elementos da verdadeira espiritualidade (segundo Schaeffer): a fé (confiança) e a gratidão: 1. Confiança: No deserto, tentado pelo inimigo a se rebelar contra a maneira em que eram supridas as suas necessidades, ele respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Em Samaria:...Minha comida vem de fazer a vontade de Deus que Me enviou, e terminar sua obra. (Jo 4.34, NTV). Tanta confiança teve a ele na vontade do Pai, que não manifestou um só pingo de inveja, ao anunciar que meros discípulos, como Pedro, fariam, depois do Pentecostes, obras maiores do que ele, Filho de Deus, havia realizado durante o ministério terreno. (Jo. 14.12).
2. Gratidão: A gratidão de Jesus se baseava em sua plena confiança no Pai. Ele expressava sua gratidão, mesmo antes que a resposta se tornasse visível. Por exemplo, ao lado do túmulo de Lázaro, com esse amigo ainda morto e o ar carregado de indícios da corrupção:... Jesus olhou para cima e disse: Pai, eu te agradeço porque Me ouviste. Eu sabia que sempre Me ouve, mas disse isto por causa do povo que está aqui, para que creia que Tu Me enviaste. (Jo. 11.41-41). Observe-o na noite em que será traído. Em torno Dele estão os discípulos que, por covardia, iriam abandonar, ou mesmo negá-lo. Nas mãos Ele segura o pão da Ceia, que simboliza o corpo que será entregue, nas próximas horas, a horríveis torturas, por amor a gente indigna. Sob todo esse stress, que faz Jesus? Dá graças! (Mt. 26.26-27). Essa mesma atitude de confiança, contentamento e gratidão, todo cristão deve desejar para si: Você quer ser verdadeiramente rico? Você já é se for feliz e bondoso. (1Tm.6.6,NTV). O valor deste mandamento sobre a inveja Quando cristãos se põem a invejar uns aos outros, lançam no Corpo as sementes da guerra e da contenda (Tg. 4.1-3). Pesam e agem em beneficio próprio, e não em nome do Senhor e para o bem da sua Igreja. Deixam de ser amorosos e solícitos uns pelos outros. A alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8.10). Mas afetados pelo insidioso veneno da inveja, esses cristãos são emocionalmente enfraquecidos. Sentem dor e não alegria, quando ouvem dizer que coisas boas acontecem aos outros. A obediência a este mandamento é essencial, para que os membros cooperem com igual cuidado uns em favor dos outros em amor, contentes com a posição e a tarefa que cada um recebeu do Senhor.
ESTUDO 11 DEIXEM DE JULGAR UNS AOS OUTROS O inimigo, querendo a todo custo prejudicar o amor mútuo e a unidade do pequeno grupo e da Igreja em geral, encontrou uma infalível estratégia: é só convencelos de que devem estar julgando uns aos outros! Vamos imaginar um seguidor de Jesus que chega à firme convicção de que a sua opinião, a sua maneira de fazer as coisas, etc., é sempre a melhor. Especialmente em relação àquelas práticas sobre as quais a Bíblia não apresenta nenhum mandamento direto e claro, ele não somente tem firme opinião pessoal o que é bíblico e certo mas também se nomeia a si mesmo juiz autocrático, impondo os seus padrões particulares em todos os outros. Assim como a cidade de São Paulo sofre de ar poluído, certas igrejas vão se enchendo de divisões e inimizades. Essa poluição resulta em que o Corpo de Cristo sofra doenças respiratórias (espiritualmente falando), porque o louvor e a oração são prejudicados. Já que um corpo doente não pode trabalhar bem, os ministérios dessa igreja são desvirtuados, muitas vezes por causa de briguinhas a respeito de coisas de importância secundaria. É sobre esse tipo de problema que Paulo fala em Rm 14, de onde vem o presente mandamento. O mandamento: Portanto, deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão. (Rm. 14.13) Versão Almeida. Observação sobre o julgar: Mesmo antes da conversão de Paulo, Jesus havia enunciado este mandamento, no Sermão do Monte. O Senhor somente não desdobrou a explicação do mandamento, como Paulo mais tarde o faria em Rm. 14. Confira o que Jesus disse: Não critiquem, e assim vocês não serão criticados! Porque como vocês tratam os outros, eles também vão tratar vocês. E porque se preocupar com um cisco no olho dum irmão, quando vocês tem uma tábua no seu próprio olho? Você diria: Amigo, deixe-me ajudar você a tirar esse cisco do seu olho, quando você mesmo nem pode enxergar, com uma tábua em seu próprio olho? Fingido! Livre-se da tabua primeiro, assim você poderá enxergar para ajudar seu irmão. (Mt. 7.1-5). Definição daquilo que devemos evitar: Julgar-nos uns aos outros significa tomarmos por certo que a nossa ideia sobre determinada prática duvidosa ou questão doutrinária secundária é a única admissível. Ao assim fazer, criticamos e condenamos a qualquer outro irmão que não esteja compactuando e concordando com a nossa ideia.
Exemplo negativo: Eu mandei à igreja uma cartinha a respeito disso, porém o orgulho Diótrefes, que gosta de aparecer como líder dos cristãos daí, não admite a minha autoridade sobre ele e se recusa a ouvir-me. Quando eu for, contarei a vocês algumas das coisas que ele está fazendo, e as coisas perversas, que anda falando a meu respeito, e a linguagem insultuosa que está usando. Ele não somente se recusa a acolher os missionários em viagem, mas diz aos outros que não o façam e quando eles o fazem procura expulsa-los da igreja. (III Jo. 1.9-10). Como isso se aplica a nós? O mandamento de não julgarmos uns aos outros implica em várias considerações. Por exemplo: 1. Há certos aspectos da doutrina e dos padrões de conduta que a escritura não especifica, mas deixa a critério da consciência individual do cristão. Um crê que pode comer de tudo; já outro, cuja fé é fraca, come apenas alimentos vegetais. Aquele que come de tudo não deve desprezar o que não come, e aquele que não come de tudo não deve desprezar o que come, pois Deus o aceitou. Quem é você para julgar o servo alheio?... (Rm. 14.2-4ª). A respeito de tais coisas (as duvidosas e secundarias) não temos o direito de exigir a total conformidade. Seria como anunciar: Amor e aceitação à venda! O preço? Total conformidade do freguês às nossas convicções! 2. Os cristãos não devem exigir de seus irmãos aquilo que a própria Escritura não tenha ordenado. Assim fazendo, estariam julgando a própria Escritura, dizendo à Palavra de Deus (Oh! Que blasfêmia!): Pesada foste na balança, e achada em falta. Pelo contrário: Não vos critiqueis uns aos outros, meus irmãos. Se o fizerdes, julgais vosso irmão e colocai-vos acima da Lei de Deus, porque no fim de contas chegastes a ser crítico da Lei em vez de a ela obedecer, passais a serem juízes, quanto afinal há um só Juiz. O que promulgou a Lei, e tem nas mãos o poder da vida e da morte. Como podereis ser tão ingênuos para imaginar que sois juízes do próximo? (Tg 4.11-12, paráfrase de Philips). 3. A Escritura deixa a critério da consciência individual certos aspectos da doutrina e do comportamento. Por isso, a igreja não deve exigir a um cristão que ele pense ou aja, em relação a estas coisas, de maneira idêntica à nossa, como condição de o acolhermos como membro da igreja. (Rm. 14.1,3-4). 4. Embora certas coisas sejam deixadas ao critério individual, cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente (Rm. 14.5b). Quando o cristão tem a convicção de que a sua maneira de entender e agir é certa, ele deve agir de acordo com essa convicção. Mas nem por isso deve acusar de pecado ao irmão que tenha formado outra convicção, nem menosprezar ou desprezá-lo (Rm. 14.3).
5. Em última analise, é ao Senhor que cada irmão terá de prestar contas, pelo que faz e pelo que pensa. (Rm14.4, 6-10; 1Co. 4.3-4). 6. Não somente devemos evitar julgar os irmãos a respeito de coisas secundárias, como também devemos aceitá-los e suportá-los de maneira generosa, como tendo igual direito à liberdade que há em Cristo. (Rm 15.7, Cl 3.13). Uma reflexão pessoal: 1. O mandamento recíproco que estou estudando ordena: Deixem de uns aos outros. 2. A segunda metade de Rm 14.5 indica que eu particularmente, apesar de não estar autorizado a julgar e desprezar os irmãos a respeito de questões secundárias de doutrina e de comportamento, devo: Distinção entre o julgamento proibido e aquele que é permitido Embora a Escritura proíba o tipo de julgamento que acabamos de considerar, ela mesma ensina que existem certos tipos de julgamentos que deve ser praticado pelos cristãos. Devemos: Tomar decisões que combinem com propósitos certos; Avaliar tudo o que ouvimos e lermos, para reter somente o que for bom, e Aplicar disciplina aos rebeldes da igreja. REFLETIR: 1. Rm. 14.13 diz, literalmente, no grego: Não nos julguemos mais uns aos outros; antes julguemos isto: não pôr tropeço ou escândalo ao irmão. Esta maneira certa de se julgar significa: decidir, resolver. O jogo que Paulo faz, nesse versículo, entre não julguemos... antes julguemos, aparece mais claramente na paráfrase de Philips, Cartas às Igrejas Novas, onde se lê: Acabemos com a crítica aos nossos irmãos. Ou então se quisermos ser críticos, façamos a crítica ao nosso próprio procedimento, e não dificultemos a vida do nosso semelhante, pondo-lhe obstáculos no caminho onde possa tropeçar e cair. 2. Como filhos adultos de Deus, temos a responsabilidade (1Co. 14.29) e a capacidade (Jo. 10.5,14) de julgar as comunicações que recebemos. Devemos avalia-las quanto à sua procedência divina (1Jo 4.1-6) e utilidade para as nossas vidas (1Ts 5.21). Neste sentido e não no da crítica mesquinha e egoístas é que devemos, como pessoas espirituais, discernir todas as coisas (1Co. 2.14-15).
3. Para que todos os cristãos possam exercer, quando necessário, o ministério interdependente de aconselhar-nos uns aos outros, e para que os líderes exerçam a disciplina na igreja, é preciso que membros sejam avaliados quanto à sua obediência à Palavra de Deus. A Escritura mostra que isto deve ser: a. Feito somente quando necessário; b. Limitado pelo mandamento: Suportem-se uns aos outros; e c. Dirigido mais à verificação de uma possível atitude de rebeldia do que à crítica das coisas feitas pelo irmão (a rebeldia é focalizada nas frases: não ouvir... e recusar a ouvir... em Mt. 18.16-17: Mas se ele não ouvir...; Se ele se recusar a ouvi-los...; e se ele recusar a ouvir também a igreja... ). O valor do mandamento de não julgar: O mandamento de que deixemos de julgar uns aos outros, é essencial à manutenção da unidade do Corpo de Cristo. Um grande perigo para a paz e unidade do grupo de cristãos, é uma pessoa com espírito de crítica. Rápida no gatilho critica tudo o que não gosta ou não entende. Semeia dúvida e suspeitas. Em outras palavras, infecciona o Corpo! Quando os cristãos ficam se julgando uns aos outros, surgem divisões, contendas, amarguradas, orgulho e maledicência. Tais coisas destroem a harmonia que deve caracterizar o Corpo de Cristo. Por conseguinte, a glória de Deus é diminuída. Quando, porém, os irmãos evitam julgar-se uns aos outros, tais coisas não tem vez, e o Corpo de Cristo pode expressar, tanto na vida interna com também nos contatos com o mundo, aquele amor e aquela unidade que glorifiquem a Deus (Rm. 15.6).
ESTUDO 12 NÃO SE QUEIXEM UNS DOS OUTROS Sinônimos: Não murmurem uns dos outros. As circunstancias difíceis e irritantes podem trazer à tona o melhor que há dentro de um cristão, mas também podem revelar o que há de pior nele. Pode ser que ele suporte com paciência tais circunstancias, confiante de que Deus fará cooperar todas as coisas para o seu bem. Por outro lado, pode ficar gemendo e resmungando porque a sorte lhe caiu de maneira tão pouco agradável. E se acontecer que um certo irmão está contribuindo para o seu desconforto, ele pode começar a se queixar desse irmão, em todos os seus círculos de amigos. Tiago, irmão do Senhor e principal presbítero da igreja de Jerusalém, tinha muita compreensão de como funciona a confiança em Deus, dentro das circunstancia do dia-adia. Sobre isto escreveu em sua carta. Algo que Tiago observou foi que mesmo nós, os cristãos, temos a tendência de transferir para os outros o nosso estado emocional de depressão, impaciência ou irritação. A infeliz verdade é esta: muitas vezes, procuramos outros a quem culpar pelas nossas dificuldades, ou ficamos a nos imaginar explorados pelo egoísmo dos outros. Passamos a abrir a boca em conversa com os amigos, nos queixando, murmurando e gemendo a respeito do desgosto que Fulano ou Beltrano nos causa. Tiago, vendo como essa poluição se generalizava e ameaçava a saúde do Corpo de Cristo, exclamou: Meus irmãos, isto não pode ser assim! (Tg. 3.10b). Definição: Queixar-se de um irmão é o mesmo que expressar geralmente em conversa reservada, às escondidas da pessoa criticada descontentamento, impaciência ou desagrado para com ele. O mandamento: Irmãos, Não se queixem uns dos outros, para que não sejam julgados. O juiz já está às portas (Tg.5.9). Versão Almeida. Observação: Lendo o mandamento, você pode ter notado que se fala em juízo para os que não vivem de acordo com o mesmo. Neste detalhe, Tiago apresenta todos os três mandamentos de modo igual: Não julguem uns aos outros; Não falem mail uns dos outros; e Não se queixem uns dos outros. Todas essas atitudes, diz Tiago, são pecados que desagradam muito a Deus, especialmente quando ocorrem no meio do seu povo. Apesar de ser mencionado dentro
do mesmo contexto, o queixar-se não é sinônimo de julgar, nem do falar mal. À palavra grega para queixar-se significa, basicamente, gemer. O que distingue este pecado dos outros mencionados é a especial ênfase sobre dois aspectos: 1º a impaciência ou irritação, e 2º a maneira furtiva, secreta, em que esta é comunicada. Exemplo negativo de se queixar: Porém com a rápida multiplicação dos crentes, houve murmúrios de descontentamento. Aqueles que só falavam grego, queixavam-se de que as viúvas deles estavam sendo postas de lado, e que na distribuição diária não estavam dando tanto alimento a eles com às viúvas que falavam hebraico. (At. 6.1). Como isso se aplica a nós? Quando a Escritura diz para não nos queixarmos uns dos outros, ela quer dizer, no mínimo, o seguinte: 1. Os cristãos devem reconhecer que Deus utiliza as situações difíceis e penosas para desenvolver neles uma fé, uma paciência e uma esperança mais firme e cheias de frutos. (Tg. 1.2-3). 2. Os cristãos, na conversa com terceiros, não devem acusar os irmãos de terem causado ou intensificado as situações difíceis ou irritantes em que se encontram. Não é para um cristão julgar as motivações ou ações de seu irmão isto não é serviço dele. O cristão é responsável, isto sim, por enfrentar e lidar com as dificuldades de uma maneira que glorifique a Deus. Se alguém for culpado, ele deverá deixar isso àquele Juiz que é perfeitamente capaz de lidar com o assunto culpa (Tg. 1.19, 4.12; 5.10-11). 3. Quando um cristão sofre por qualquer motivo, mesmo que outro irmão tenha sido o causador, ele não deve queixar-se e resmungar. Pelo contrario, deve orar, confiando no Senhor para agir em seu auxilio (Tg. 5.13; Fp. 4.6-7). 4. Ainda que pense ter bastante motivo de queixa, o cristão não deve gemer as suas mágoas aos outros (Pv. 17.9). Ele te apenas duas opções bíblicas: suportar e perdoar ao irmão (Cl. 3.13), ou advertir e aconselhá-lo (1Ts. 5.14; Rm. 15.14). Uma reflexão pessoal: 1. Tenho que reconhecer que já me acostumei a soltar aquela musica de gemidos e queixumes, até ao ponto de nem notar que o faço (como a pessoa que, adormecida, ronca cavernosamente se notar que o faz). Deus acaba de usar
Tiago para me comunicar que, para os ouvidos dele, as queixas que dirijo contra os irmãos são tão desagradáveis como os miados dos gatos Romeu e Julieta, em cima do telhado. Em vez de ficar me queixando a respeito dele (a), devo fazer o seguinte: 2. Não será por covardia que me queixo do irmão Fulano, dentro da rodinha consoladora dos meus prediletos, em vez de ir falar diretamente com ele, como manda Jesus em Mt. 18.15? Não gosto de olhar no espelho o rosto de um covarde! Que bom que o Espirito Santo está disposto a me ajudar a fazer o certo: Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. (2Tm.1.7). O valor deste mandamento sobre queixumes É uma lastima ter de reconhecê-lo, mas é fato que a Igreja precisa muito deste mandamento. As criticas proferidas às escondidas são meios desgraçadamente eficazes de se semear ressentimentos e brigas dentro da Igreja de Cristo. A presença da murmuração indica que os cristãos estão assumindo uma responsabilidade que não lhes compete a de se julgarem uns aos outros. O queixar-se dos irmãos é um pecado grave, porque gera discórdia entre irmãos e leva a confrontações pouco amistosas. Os cristãos devem manifestar, em alto grau, o mútuo amor e a unidade. O Corpo de Cristo não pode funcionar bem quando os membros estão trabalhando uns contra os outros. Mas quando todos obedecem a este mandamento, o Corpo de Cristo fica livre desse tipo de contendas e das incapacitações que elas causam. Assim, o pequeno grupo e a igreja podem edificar-se na semelhança a Cristo.
ESTUDO 13 NÃO FALEM MAL UNS DOS OUTROS Sinônimos: Maledicência (1Pe. 2.1). Calúnia (2Co. 12.20). Um dos pecados mais generalizados entre os cristãos é o de falarem de modo negativo, uns a respeito dos outros. Muitas vezes, falamos sem pensar, não nos lembrando do impacto negativo que essas palavras terão sobre a pessoa criticada, quando chegarem aos seus ouvidos. Outras vezes, ridicularizamos um irmão, fazendo cerrada gozação de alguma excentricidade dele, de algum erro que cometeu. Pode ser, ainda, que passemos adiante a mais recente fofoca sobre alguém (criada, naturalmente, pelos outros...). Tudo isso sem pensar... Mas temos de reconhecer que houve horas em que nós movidos por inveja, ira ou ódio deliberadamente pusemos mãos à obra para machucar alguém ou lhe diminuir a reputação; Tal conduta, considerada indigna até pelos incrédulos mais esclarecidos, é profundamente ruim para o cristão. Mas o triste fato é que nos conformamos com a presença da maledicência dentro do nosso pequeno grupo ou da nossa igreja, desde que ela seja convenientemente disfarçada. Um cristão que não se conformava, de modo algum, com essa situação, foi Tiago, aquele presbítero de Jerusalém que tanto ensinou sobre o uso da língua. Ele esclarece que se falarmos mal dos nossos irmãos, estaremos incorrendo em grave pecado. Vamos estudar o que ele escreveu sobre essa poluição do Corpo de Cristo. O mandamento: Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão, fala contra lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está se colocando como juiz. (Tg. 4.11). Versão Almeida. Observação: o contexto. Em Tg. 4.11-12, recebemos a ordem de parar de nos julgar uns aos outros. No capítulo anterior (3.1-12), Tiago já falou de modo mais geral sobre o uso da língua e sobre a importância desse pequeno mas tão indomável! - membro do corpo humano. Aqui em Tg.4.11, ele explica que o falar mal do irmão, na realidade, é o mesmo que julgálo. Diz que tanto o falar mal do outro como também julgá-lo, são transgressões do principio básico de que somente Deus é o legislador e o juiz do seu povo. O que é falar mal? Falar mal do irmão é dizer palavras a seu respeito que resultem em que ele seja desacreditado, desonrado, menosprezado ou desprezado, quanto ao caráter ou ás ações.
Exemplo negativo: Quando eu for, contarei a você algumas das coisas que ele esta fazendo, e as coisas perversas que anda falando a meu respeito, e a linguagem insultuosa que esta usando... (IIIJo. 1.10ª). Como isso se aplica a nós? O mandamento de não falarmos mal uns dos outros, tem pelo menos as seguintes implicações: 1. Se eu falar mal de alguém, estou afirmando que sou melhor do que ele. É prova de que já desobedeci a outro mandamento recíproco: o que não julgar ao irmão. 2. Quem fala mal de outro cristão está desprezando o Pai que criou esse irmão à sua própria semelhança e o redimiu de acordo com um glorioso propósito (Tg. 3.9; Rm 8.28-29). 3. Ainda que um cristão venha a cometer algum erra ou pecado, o seu irmão não deve falar em detrimento dele. A sua responsabilidade é de ensinar, encorajar ou aconselhar a fim de que o irmão seja edificado. Isto não é nada parecido com a atitude de desmontar o irmão pela maledicência. 4. Existem programas de rádio e televisão dedicados à maledicência. Cada vez mais, a cultura que nos cerca, aceita esse tipo de procedimento. Mas nós, os cristãos, devemos ter muito cuidado com a nossa maneira de falar, especialmente com relação aos filhos do nosso Pai celestial. Uma reflexão pessoal: Quando alguém faz fofoca a meu respeito, quero que isso pare e se apague imediatamente! Mas ao se tratar de fofoca sobre outro cristão, muitas vezes saboreio essa historieta e a passo adiante. Que egoísmo, ter uma medida para mim e outra para o meu irmão! Que maneira esquisita de amar, assim como Cristo me amou! Sei que desobedeci a este mandamento, quando criei ou passei adiante fofocas sobre meus irmãos. Creio que o Senhor Jesus quer que eu corrija esta situação, fazendo o seguinte: (Fortalece-me, Senhor, para te obedecer!)
O valor do mandamento contra a maledicência: Novamente se trata de um mandamento essencial à manutenção da saúde do Corpo de Cristo, que exige um ambiente interno de amor e unidade. Quando um só membro é desprezado ou caluniado, o corpo inteiro sofre o impacto negativo. Quando essa poluição se generaliza, os membros formam panelinhas. Procuram os próprios interesses em vez de colocar o Senhor em primeiro lugar. A amargura e as contendas formam uma espécie de artrite espiritual, atacando as juntas do Corpo inteiro. A maledicência também ataca as cordas vocais do grupo, porque torna impossível que os membros, com um só coração e uma só boca, glorifiquem a Deus (Rm. 15.6). Hoje em dia, certos cristãos se tornam especialistas da maledicência disfarçada. Sem estarem submissos a nenhuma autoridade espiritual, se intitulam caçadores de heresias, e acabam falando mal de todo líder cristão que não tenha as mesmas práticas ou ênfase doutrinaria que ele. O Corpo de Cristo precisa de um sistema excretório, para eliminar doutrinas e atitudes espiritualmente tóxicas. Mas quando o sistema excretório começa a julgar e atacar aqueles que mesmo sendo diferentes, não deixam de estar procurando o reino de Deus e a sua justiça; Quando os caçadores de heresias rejeitam aquela palavra de Jesus:... quem não é contra vocês, é a favor de vocês (Lc.9.50b) uma devastadora toxina é solta para dentro do Corpo. Os membros vivem desconfiados de muito cristãos, de cujos exemplos eles poderiam aprender. E no campo da batalha, em vez de investirem contra o inimigo, ficam, como soldados de olhos vendados, atirando uns nos outros. Mas quando os cristãos evitam a maledicência, todos podem confirmar-se mutuamente e se edificarem uns aos outros. Assim será mais provável que os membros do Corpo tenham igual cuidado uns pelos outros e expressem, diante do mundo, o amor e a unidade que Jesus quer.
ESTUDO 14 NÃO MORDAM E DEVOREM UNS DOS OUTROS Sinônimos: Não fiquem fingindo e criticando-se. outros. Não fiquem agindo como animais, ferindo e prejudicando uns aos Imagine a terrível cena que tanto se repetia na arena romana: um pequeno e indefeso grupo de cristãos, repentinamente atacados por esfomeadas feras, diante do cruel e indiferente olhar da multidão nas arquibancadas. As presas estraçalham os corpos, as carnes dos nossos irmãos são abocanhadas pelas feras... Repugnantes? Claro que sim. Mas quanto não seria aumentado o horror da situação, se as feras fossem repentinamente desmascaradas e se revelassem como sendo, na realidade, outros cristãos????? Tal foi o retrato que Paulo pintou dos cristãos na Galácia para ajuda-los a entender como eles pareciam aos olhos de Deus, nas horas em que se entregavam a brigas e contendas. O problema central das igrejas do Senhor Jesus na Galácia era que gente de fora tinha chegado e estava ensinando insistentemente que os cristãos não judeus tinham de adotar a circuncisão cerimonial do judaísmo e a guarda da lei de Moisés. Esse legalismo tinha de ser combatido. Mas na hora em que Paulo escrevia sobre esse assunto, os cristãos Gálatas não estavam se limitando a debater esse problema, procurando sintonizar o pensamento do Corpo com a vontade daquele que é Cabeça, Jesus. Deixando de lado a causa em pauta, eles estavam condenando amargamente os defeitos e maneiras irritantes uns dos outros. Dedicando-se a desancar uns aos outros, eles eram incapazes de alcançar qualquer decisão pacífica. Você já notou, provavelmente como é fácil o mesmo acontecer entre os cristãos de hoje? O que começa com uma simples troca de ideias divergentes sobre um ponto de doutrina, uma diretriz administrativa ou um aspecto de conduta dos membros, passa ao campo das batalhas pessoais. Em vez de atacar os problemas, os membros começam a atacar uns aos outros, como fizeram os midianitas em presença do pequeno exército de Gideão. Na carta aos Gálatas, Paulo adverte sobre o perigo desse tipo de procedimento. Ele avisa que isto pode resultar na destruição do amor e da unidade; e daí, os passos são poucos para a inutilização da própria igreja. É terrível que sejamos capazes de desencadear, dentro do Corpo que Cristo tanto ama, esta série de males progressivos: MORDIDAS DEVORAÇÕES DESTRUIÇÃO. O mandamento: Toda a lei se resume nem só mandamento: Amarás a teu próximo como a ti mesmo. Mas se você se mordem e devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutualmente. (Gl. 5.14-15) Versão Almeida.
Definição: Morder e devorar são expressar hostilidade e má vontade para com o irmão, por meio de ataque sobre o seu caráter, valores, propósitos, crenças ou ações, a fim de estabelecer alguma vantagem sobre ele. Observação: Este mandamento emprega linguagem pitoresca. Morder e devorar são atividades próprias das feras do gato em relação ao camundongo, do leão em relação ao antílope, etc... É como se Paulo nos dissesse: Quando vocês tratam desta maneira uns aos outros, estão deixando de agir como seres humanos, e muito menos, como cristãos! Por amor a Jesus e ao seu Corpo, a Igreja, devemos prestar muita atenção neste mandamento, para proteger o grupo de cristãos contra tão desastroso câncer espiritual. Como isso se aplica a nós? O mandamento que não mordamos e devoremos uns aos outros, traz consigo, no mínimo, quatro aplicações: 1. Os cristãos devem evitar ao máximo, as desavenças e as discussões. Haverá, é claro situações em que uns discordarão do pensamento de outros. Haverá momentos em que pensamentos e atitudes de alguém tenham de ser avaliadas e serão reconhecidas com falhas. Mas, seja qual for a situação, nunca os irmãos deverão rebaixar-se ao nível dos ataques pessoais. Antes, procurem, dentro dum ambiente de mutuo amor, sujeitando-se uns aos outros, encontrar uma solução que se harmonize com as Escrituras. Existe uma natural tendência, especialmente da parte dos inseguros, de querer arrasar aqueles que se opõem ao seu modo de pensar. Mas Deus colocou um permanente sinal de fechado ao transito diante deste modo de proceder: pois a ira do homem não produz a justiça de Deus. (Tg. 1.20). 2. Os cristãos precisam dar-se conta de que o morderem e devorarem uns aos outros traz uma séria ameaça à vida da igreja. As mútuas hostilidades podem resultar na mútua destruição espiritual e emocional dos irmãos. O grupo ou igreja pode ficar sem nada que se pareça com a verdadeira comunhão. É preciso que paremos e pensemos sobre a ordem crescente dos prejuízos causados pelos ataques pessoais a irmãos: MORDER DEVORAR DESTRUIR. 3. Morder e devorar são pecar contra a lei do amor. O amor edifica e presta serviço ao irmão (Gl. 5.14); isto é totalmente oposto ao abocanhá-lo. 4. O contexto do mandamento oferece a seguinte lição: O cristão que se entrega à prática de morder e devorar está satisfazendo os desejos da carne (Gl.5.16), em vez de andar pelo Espírito (Gl.5.25). A atitude de morder e devorar podem ser comparadas a algumas das obras da carne mencionadas em Gl. 5.19-21. As que mais contribuem para hostilizar e rebaixar pessoalmente o irmão, talvez isso seja pavoroso: quem morde e devora os irmãos está procurando os seus próprios interesses, não os do Senhor Jesus e do seu Corpo, A Igreja.
Uma reflexão pessoal: 1. Como é possível que um cristão venha a agir como se fosse um animal feroz? Que explicação cada um dos seguintes trechos parece oferecer para essa anomalia? a. Rm. 7.7-25: b. Gl. 5.16-26: c. Tg. 3.13-18: 2. Você já presenciou, entre cristãos, as seguintes mordidas e devorações?: Conspirar para destruir a confiança dos outros num terceiro. Passar de casa em casas para falar mal de alguém. Sempre atribuir motivos ruins a alguém, por qualquer coisa que faça. Mentir descaradamente a respeito de alguém. Assassinar, em público, o caráter de alguém. Demonstrar, pela expressão do rosto, pelo tom da voz e pela escolha das palavras, ódio para com alguém. Chegar a bater fisicamente em alguém. 3. Pelo estudo deste mandamento, Deus me mostrou que eu, na minha maneira de tratar os outros, preciso fazer a seguinte mudança:
O valor deste mandamento: O valor prático deste mandamento dispensa explicações. Os cristãos são membros uns dos outros. (Rm.12.5). Se eles derem para morder e devorar uns aos outros, em certo sentido estarão praticando a autodestruição. É impossível que o Corpo de Cristo realize devidamente os seus ministérios internos, nem tampouco a sua tarefa de demonstrar ao mundo o amor e a unidade, quando envolvidos em guerras internas. Essa infecção é mortífera: ameaça a vida da igreja e torna inacessível o alvo de se glorificar a Deus. Mas se a igreja der ouvidos à advertência de Paulo, o Corpo poderá manter a comunhão e resolver quaisquer problemas de maneira agradável a Cristo, preservando o seu testemunho. Verificando... 1. Caracterizando a comunhão - Qualidade de existir em comum... 2. A Comunhão e a Mutualidade - Mandamento recíprocos: uns aos Outros... 3. A Mutualidade e os Dons Espirituais - Os dons só fluirão onde houver mutualidade... 4. Amem-se uns aos outros - Se demonstra por ações externas. 5. Aceitem-se uns aos outros - O que fazer quando pessoas novas chegarem?... 6. Saúdem-se uns aos outros - Cria-se um ambiente de amor e afeto fraternal... 7. Tenham igual cuidado uns pelos outros - Cooperara, ser solícito,... 8. Sujeitem-se uns aos outros - Submeter-se, ser obediente ao outro... 9. Suportem-se uns aos outros - Sofrer com resignação, aguentar, tolerar... 10. Não tenham inveja uns dos outros - Não desejar para si as posições do outro... 11. Deixem de julgar uns aos outros - Nem sempre o que pensamos é verdadeiro... 12. Não se queixem uns dos outros - Não murmurem uns dos outros... 13. Não falem mal uns dos outros - Maledicência, calúnia,...
ESTUDO 15 NÃO PROVOQUEM UNS AOS OUTROS Sinônimos: Não irritem uns aos outros. Não desafiem uns aos outros. Eu não tenho medo de pular daqui até lá embaixo! Nem eu! Tem medo, sim! Não tenho, não! Tem, sim! Não tenho! Pule, então, para provar que não tem medo! Essa conversa infantil (que talvez resulte numa perna quebrada!), é muito semelhante a certas conversas semi-adultas que levam à quebra de carros, casamentos, vidas... Em toda conversa desse tipo, aparecem os seguintes fatores: Orgulho inseguro, Um desafio que a pessoa insegura lança à alguém que pareça constituir algum tipo de ameaça a ela, e A reação (muitas vezes insensata) provocada pelo desafio. O desafiador espera que a reação leve o desafiado a se colocar no campo de contenda em situação de desvantagem, para que o resultado seja a alimentação daquele seu orgulho inseguro. Quem conhece um pouco os cristãos sabe que não somos, de maneira alguma, isentos de orgulho! Em Rm. 12.3, Paulo manda que nenhum de nós tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deva ter. Isto não significa que o cristão deva menosprezar a si mesmo, nem às suas capacidades. Paulo quer dizer, isto sim, que todo cristão deve passar em revista as suas próprias qualidades e capacidades; pensar sobre como melhor aplica-las para o bem-estar e o progresso do Corpo de Cristo; e pôr-se a servir, com espírito de contentamento e gratidão pelos talentos e dons que Deus concedeu. O subestimar-se não contribui, de maneira alguma, para a glória daqueles que, sendo o Pai das luzes, envia, para dentro da vida de cada cristão, boas dádivas e dons perfeitos. (Tg. 1.17). Mas quando um cristão começa a superestimar-se, julgando-se aquilo que não é, e dono de capacidades que não tem, o grupo todo entra em problema. Desse tipo de arrogância e altivez, brotam muitas contendas.
O mandamento: Se, agora, estamos vivendo pelo poder do Espírito Santo. Sigamos a liderança do Espírito Santo em todos os aspectos da nossa vida. Então, não precisaremos mais andar em busca de honrar e de popularidade, que levam à igreja e a maus sentimentos. (Gl. 5.25-26). Observação: o contexto do mandamento O comentarista John Brown, escreve o seguinte: Em Gl. 5.26 a primeira exortação é que não nos deixemos possuir de vanglória. Vangloriarmo-nos é o mesmo que nos gabar de algo que, na realidade, não possuímos; ou então de algo que, embora o tenhamos, carece de valor, ou vale muito menos do que pensamos. Para melhor entender a palavra, consulte Fp.2.3; 2Co.10.17; 12.1-10; Fp. 3.3-10. As igrejas da Galácia se dividiam entre dois partidos: o dos judaizante, e o dos seus oponentes. Os primeiros se gloriavam da sua circuncisão e do maior grau de santidade que julgavam ter alcançado por estarem guardando as leis mosaicas. Gloriavam-se, ainda, da honra de serem descendentes de Abraão, pai dos fiéis. Assim agindo, eles se gloriavam de coisas que, na realidade, careciam de valor. O partido oposto, por sua vez, estava em perigo de se gloriar da sua liberdade das restrições mosaicas, e de olhar com desprezo os seus irmãos, como homens de mentalidade limitada. Esta liberdade era em si mesmo algo muito bom, mas não um motivo de se gloriarem. Não constituía afinal das contas, a sua principal benção. O reino de Deus não consiste em comida nem bebida, mas na justiça, na paz com deus; na alegria no Espirito Santo (Rm 14.17). Estas, sim, são as bênçãos nas quais o cristão deve gloriar-se. Nelas está à verdadeira gloria. Ora, assim se dirige o apóstolo aos dois partidos. Não sejam vangloriosos. Não se glorie o judeu ou judaizante na sua submissão à Lei; nem, tão pouco, o gentio na sua libertação da Lei; como se fosse uma ou outra dessas coisas o principal beneficio outorgado ao cristão. Pela razão de os gálatas se entregarem à vanglória, surgia, naturalmente, entre eles contendas e ódio: provocando uns aos outros para se engalfinharem no campo das discussões. Quando um dizia: Sou melhor do que você, porque me submeto escrupulosamente à Lei de Moisés ; e outro retrucava: Pelo contrario, o melhor de nós dois sou eu, porque sou liberto da Lei tais afirmações naturalmente resultavam em debates e brigas insensatas a respeito de mandamentos. E as contendas, por sua vez, faziam com que o mútuo desagrado se aprofundasse em ódio. Definição: Provocar um irmão é lançar lhe, de modo irritante, um desafio com respeito à sua obra, sua reputação, seu medo pessoal de agir ou suas crenças; com o fim de leva-lo a uma discussão ou competição que o rebaixe, e que, por conseguinte, pareça elevar a situação do desafiador.
Importante distinção: PROVOCAR X INCENTIVAR No sentido de desafiarmos o irmão de maneira irritante, para trazer à tona alguma falha que a discussão torne visível, provocar é proibido ao cristão. Mas qualquer um que conhece o N.T. sabe que existe um mandamento de incentivar-nos ao amor e às boas obras. (Hb. 10.24). Entre o estimulo de Hb. 10.24 e 2Co.9.2, e a provocação de Gl. 5.26, as diferenças saltam à vista. a. Quanto à motivação: Provocação O vanglorioso orgulho do desafiador. b. Quanto à maneira: Provocação Feita de modo irritante. Estímulo O abnegado amor do exortador. Estímulo Feita de maneira amorosa. c. Quanto ao objetivo: Provocação Estímulo Desprestigiar e desanimar o desafiado. Levar o estimulado a um maior envolvimento no amor e nas boas obras. d. Quanto ao efeito sobre a igreja Provocação Produz divisões Estímulo Edifica e une cada vez mais o Corpo (Hb 10.25). Em suma: Aquele que deseja enfraquecer a igreja provoca, não estimula. Mas aquele que estimula, não provoca, está cooperando com o Senhor Jesus, que disse: Edificarei a minha igreja. O Valor deste mandamento: Não é difícil enxergarmos o valor do mandamento que proíbe as provocações e irritações aos irmãos. Os cristãos devem cooperar com igual cuidado uns em favor dos outros. Quem desafia e provoca, prejudica aquele amor e elimina aqueles cuidados que devem existir entre os membros do Corpo. Como resultado, o grupo para de funcionar da maneira certa.
ESTUDO 16 NÃO MINSTAM UNS AOS OUTROS Uma das mais impressionantes expressões de amor e unidade entre os primeiros membros da igreja de Jerusalém surgiu quando vários irmãos resolveram vender suas propriedades particulares, para ajudar no sustento de irmãos necessitados. Mas essa feliz comunhão sofreu um terrível impacto negativo na hora em que Ananias (não o de Atos 9, naturalmente) e sua esposa Safira, procuraram enganar a igreja, e tiveram de tombar mortos aos pés de Pedro. Você se lembra de que os dois haviam vendido, sem coação alguma da parte do grupo de cristãos, uma propriedade. Resolveram como era do seu direito ficar com uma parte do preço e contribuir com a outra parte para o ministério de assistência social. O problema foi que mentiram à igreja, afirmando que o donativo representava a renda total da venda. O Espírito Santo, zeloso pela pureza da primeira igreja do NT, revelou a Pedro o engano, e o próprio Espírito Aplicou pena de morte física ao casal. O acontecimento pode nos parecer um tanto estranho, mas é fato que aquilo serviu de importante lição à nova e inexperiente igreja. A mentira e o engano não seriam tolerados dentro da comunidade cristã, porque o mentir a um irmão importa em estar mentindo ao Espírito Santo que nele habita, e a mentira entristece o Espírito da verdade. (Observe a ligação contextual entre Ef. 4.25 e 4.30). O mandamento: Não mintam uns aos outros, a vida velha que vocês levavam, com toda a sua perversidade, é que fazia essa espécie de coisas, agora ela está morta e desapareceu. (Cl. 3:9). Deixem de mentir uns aos outros, falem a verdade, pois somos membros uns dos outros e quando mentimos uns aos outros estamos fazendo mal a nós mesmos (Ef. 4.25). Definição: Mentir ao irmão é: contar a ele, como verdadeiro, aquilo que sabemos ser falso. É fazer qualquer distorção da verdade. É apresentar uma falsa imagem de nós mesmos ou qualquer coisa, com o intuito de enganar. Tipos comuns de mentiras: 1. Falsas acusações contra o próximo (Mt. 5.11; PV.6.19). 2. Mentirinhas ou meias-verdades (At.5.3-4). 3. Enfeitar ou exagerar a verdade (Pv. 30.6). 4. Gabar-nos de coisas que realmente não fizemos (Pv.25.14 é negativo; Rm 15.18 dá um exemplo positivo). 5. Racionalizar ou desculpar o pecado quer da gente, que do próximo (Pv.17.15;24.12). 6. Diminuir ou subestimar o caráter ou as ações do próximo. (Pv. 17.15). 7. Brincadeiras e trotes que enganam e prejudicam o próximo (Pv. 26.18-19). 8. Deixar de cumprir promessas feitas a Deus ou ao próximo. (Ec.5.4-6; Tg. 5.12).
Observação: Deus e a mentira Parece que Deus se sente especialmente ofendido pelo pecado da mentira. Ele é, por natureza, totalmente verdadeiro, sendo, também, a fonte de toda a verdade. (Jo. 3.33;Rm.1.25; 3.4). O escritor da Carta aos Hebreus diz que Deus não pode mentir (Hb.6.18); e Salomão afirma, no livro dos Provérbios, que a mentira é uma abominação ao Senhor. (Pv 6.16-17; 12.22). A Bíblia também afirma que Jesus Cristo, o qual veio a fim de revelar o Pai aos homens, é, por natureza, a verdade. (Jo. 14.6; 1.14) Jesus quer que os homens cheguem ao conhecimento da verdade (Jo 8.32; 16.13; 17.17, 19) e passem a agir de acordo com essa verdade. A respeito do Espírito Santo, que veio habitar em nós para sempre, Jesus disse o seguinte: Mas quando o espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade... (Jo. 16.13ª). Diante do trino Deus, a mentira é uma inominável poluição, uma toxicidade que não tem lugar na Igreja, Noiva de Cristo. Portanto, todos os que se chamam pelo nome cristão, tem a obrigação de refletir a natureza e o caráter de Deus, o qual é verdadeiro, e não a imagem de Satanás, enganador e o pai da mentira. (Jo 8.44). O propósito para o qual Deus nos chamou, é que nos tornemos semelhantes à imagem do seu Filho. (Rm. 8.29). O mandamento: Não mintam uns aos outros, é apresentado em Cl. 3.9-10 dentro de um contexto que fala de novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador. (v. 10). Se quisermos refletir exclusivamente a imagem daquele que nos fez nova criação (2Co.5.17), é claro que teremos de fazer o que Paulo manda em Ef. 4.25: Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo. Jesus Cristo esteve neste mundo como a testemunha fiel. (Ap. 1.5), Quando ele diz, aos seus apóstolos:...vocês...serão minhas testemunhas... (At. 1.8), é logico que está esperando que sejamos fieis e verdadeiros como ele. O embaixador tem de apresentar a mesma mensagem do seu rei. O nosso Rei é Cristo, o Verdadeiro. (1Jo. 5.20). Se os diáconos tem de ser homens de palavra (1Tm. 3.8), é porque o mesmo padrão se exige de todo líder de grupo e de todo cristão que segue o exemplo desse líder! Num mundo cheio de engano, Jesus falou e viveu somente a verdade. Quando a nós, discípulos dele, devemos viver de acordo com 1Jo. 4.17c:... porque neste mundo somo como ele. O que isso implica, para o dia-a-dia dos cristãos? O mandamento de que nós, os cristãos, não devemos mentir uns aos outros, tem, pelo mesmo, as seguintes implicações: 1. Os cristãos devem ser sinceros e abertos em todos os seus contatos sociais. Na batalha espiritual contra Satanás o enganador e pai da mentira -, todo cristão precisa se vestir de armadura de Deus, para poder ficar firme contra as ciladas do diabo. (Ef.6.11). Essa armadura começa justamente pelo cinto da verdade (v.14). Disso se pode tirara duas conclusões: Quem não se apega à verdade, não é protegido pela armadura de Deus. Quem estiver protegendo a sua reputação, etc., pela mentira, ficará desprotegido diante do inimigo.
2. Para o bom funcionamento do Corpo de Cristo, é essencial que os membros sejam honestos e confiáveis. Qualquer forma de engano prejudicará o seu ministério mútuo. 3. A Bíblia não nos apresenta apenas um mandamento negativo. Em Ef. 4.25, 29 notamos que temos a responsabilidade positiva de falar de tal modo à verdade, que outros membros do Corpo sejam edificados. Guardando a palavra (de Deus) no coração (Sl. 119.11BLH), o cristão será capacitado, cada vez mais, a encher a sua conversa de tudo o que for verdadeiro. (Fp. 4.8). 4. Não se esqueça disto para que o grupo de cristãos tenha, diante do mundo, um testemunho autêntico, é preciso que nos apeguemos de todo o coração, à verdade! Uma reflexão pessoal: Desta lição sobre mentira, vi, naturalmente, uma porção de aplicações a outras pessoas! Mas a mudança mais especifica que o Espirito Santo esta me indicando para o meu comportamento, é a seguinte: O valor deste mandamento: É porque precisam ser preservados o mútuo amor e a sinceridade e fidelidade do Corpo de Cristo, que recebemos a ordem de não mentirmos uns aos outros. Uma só mentira pode lançar as sementes da duvida e do ceticismo entre os membros. Para que o Corpo funcione ininterruptamente em amor, é preciso que todo cristão possa contar com a sinceridade total dos outros. A vida do Corpo e o seu testemunho de Cristo, dependem, em grande parte, da nossa obediência a este mandamento.
ESTUDO 17 CONFESSEM OS SEUS PECADOS UNS AOS OUTROS Sinônimos: Confessem suas faltas. Todo cristão, às vezes, deixa de cumprir uma obrigação para com um irmão. Pode ser de proposito, ou sem querer, ou mesmo sem saber: Ofendeu o irmão, prejudicando a relação entre os dois. Outras vezes, fazemos algo que prejudica a obra e o testemunho do grupo ou da igreja inteira. Quando descubro que prejudiquei determinado irmão ou grupo de cristãos, o que eu faço? Faço de conta que não houve nada, fingindo que não sei por que o relacionamento piorou? Projeto e justifico o meu pecado por meio de realizações? Ou será que me arrependo verdadeiramente e reconheço, diante de Deus e daquele(s) a quem ofendi, o meu pecado, esforçando-me por restabelecer as relações prejudicadas e o testemunho danificado? O NT fala sobre isto. O mandamento: Confessem suas faltas uns aos outros e orem uns pelos outros, a fim de que vocês possam ser curados (Tg.5.16). Observação: Nos versículos imediatamente anteriores a esse mandamento, Tiago diz que se houver um doente entre os membros da igreja, o mesmo deverá chamar os presbíteros, para que, em resposta à oração, o enfermo seja curado e os seus pecados perdoados. Nem toda doença resulta diretamente de um pecado. Por exemplo, quando Paulo diz, a respeito de um colega de ministério: Trófimo, deixei-o doente em Mileto (2Tm. 4.20b), ele não esta querendo dizer que esse obreiro esta segurando algum pecado e por isso não se cura. Amados, se o nosso coração não os condenar, temos confiança diante de Deus (1Jo. 3.21). Mas devido ao fato que corpo, alma e espírito são intimamente interligados, muitas vezes um mal físico é causado pela danificação de um relacionamento, com Deus e/ou com alguma pessoa. Neste caso, diz Tiago, a pessoa doente precisa confessar, ao irmão que vai orar por ela, o pecado subjacente e causador da situação física. O propósito dessa confissão é que o discípulo doente que tenha cometido pecado seja curado. Somos muito mais do que meros corpos a Bíblia se refere a espírito, alma e corpo. Por isso, a cura mencionada por Tiago pode ser do aspecto espiritual, emocional ou físico da pessoa. Ou, quem sabe, de qualquer combinação dos três. Leia o trecho inteiro (Tg. 5.13-20), e notará que a principal ênfase é sobre o aspecto espiritual. Definição: Confessar os pecados uns aos outros é reconhecer, em comunicação com outros cristãos, os pecados que temos cometido. Esse reconhecimento verbal é sinal exterior da nossa tristeza interior pela ofensa cometida. Dá a entender que temos a intenção de mudar; e que desejamos a reconciliação com aquele que foi prejudicado. Entende-se que
tal reconhecimento diante dos irmãos seja precedido ou acompanhado por igual confissão do pecado a Deus (ver Salmo 51, por exemplo). Exemplo: Muitos dos crentes, que tinham praticado magia negra, confessaram as usas obras. Trouxeram seus livros de magia e bruxaria e os queimaram numa fogueira pública. (Alguém calculou o valor dos livros em 50.000 dentários). Isto demonstra como a região toda foi muito abalada pela Palavra do Senhor (At. 19.18-20). Isto aconteceu nos primeiros dias do evangelho em Éfeso. Sobre esse arrependimento e confissão, surgiu uma igreja realmente poderosa. Situação que tornam necessária a confissão: O cristão deve confessar os seus pecados a outra(s) pessoa(s) quando: 1.... tenha ofendido um irmão em Cristo, ficando o relacionamento entre os dois prejudicado ou rompido pelo ressentimento (Mt. 5.23-24). Neste caso o faltoso deve confessar unicamente a esse irmão (Mt. 5.18.15); 2.... tenha sido aconselhado pelos líderes da célula ou da igreja que tenham autoridade espiritual sobre ele (Mt. 18.16; Tt 3.10-11). Ele deve confessar a esses líderes e também a qualquer pessoa que tenha conhecimento de ter sido prejudicada pelo pecado em questão; 3.... tenha cometido algum pecado que tenha prejudicado a paz, a unidade ou o testemunho público do grupo inteiro. Ele deve confessar grupo reunido, sob orientação dos líderes (Ef. 4.3; ITm 5.19-20; Mt 18.17); 4.... queira obter o auxilio de um irmão muito chegado discipulador ou parceiro de oração para vencer determinada prática pecaminosa. A Bíblia não manda especificamente que se faça isto, mas tal uso da confissão pode trazer resultados benéficos, dentro de uma amizade caracterizada por muita confiança e prestação de contas. Limites quanto à confissão dos pecados: 1. Compare Mt. 18.15-18 (o grupo inteiro envolvido somente em última instância; o ideal sendo que não mais de três pessoas saibam do pecado), com Tg. 5.14-15 ( somente os lideres ouvindo a confissão). Dessa comparação, pode-se concluir que a confissão mútua dos pecados funciona melhor dentro os limites do discipulado (um a um) ou do pequeno grupo em que todos se conheçam bem, se amem muito e tenham estabelecido um relacionamento de mútua confiança. De modo geral, só o(s) prejudicado(s) pelo pecado e/ou os responsáveis pela liderança deve(m) ouvir a confissão. Quando outros tiverem que se envolver, o numero devera ser o mais reduzido possível. 2. Não é necessário, nem aconselhável, que os pecados sejam confessados com riqueza de detalhes. Davi, no Sl.51, não incluiu os detalhes do seu adultério nem da perfídia para com Uria. Tais descrições poderiam levar um irmão ao desânimo; ou por outro lado, à tentação de praticar o mesmo pecado. Quando a Bíblia diz: Tudo seja feito para edificação..., isto inclui a maneira em que confessarmos os nossos pecados uns aos outros. Evitemos qualquer coisa que sirva de tropeço
ao irmão (mas por outro lado, não usemos isto como desculpa para não obedecermos ao mandamento). Como isso se aplica a nós? O mandamento: Confessem os seus pecados uns aos outros, leva-nos às seguintes considerações: 1. A confissão dos pecados é uma peça importante na engrenagem do processo de restauração espiritual e do crescimento cristão na semelhança de Cristo. 2. Cada cristão deve tomar a iniciativa de lidar com os seus próprios pecados. Deve examinar regulamento, à luz das Escrituras, a sua vida e os relacionamentos com os irmãos, a fim de descobrir se é culpado de alguma ofensa que requeira confissão (ICo. 11.31-32; IICo. 13.5). 3. A confissão de determinado pecado indica um estado de espírito em que a pessoa esteja pronta a abandonar esse pecado e fazer tudo o que for necessário para reabilitar os relacionamentos prejudicados. Também indica que a pessoa deseja o auxílio e a cooperação dos irmãos. 4. O machista pode pensar que a confissão dos pecados é sinal de fraqueza. Pelo contrario, pode ser sinal de maturidade espiritual. O cristão que confessa os seus pecados a outros, obedece a um mandamento entregue por meio do Espírito Santo, e demonstra o desejo de conduzir a sua vida em conformidade com a Palavra de Deus. 5. Aquele a quem o irmão confessa os seus pecados deve orar por ele e perdoá-lo (Lc. 17.4; Tg. 5.16). De maneira alguma deve desmerecer a confiança de que se abriu desta maneira, com ele! Irmão, se alguém for surpreendido em alguma transgressão, vocês que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado (Gl. 6.1). O Valor do mandamento sobre confissão: A mútua confissão de pecados é de muito valor para restabelecer e reforçar relacionamentos entre aqueles cristãos que tenham sido prejudicados por ações ou atitudes negativas. Todo cristão deve esforçar-se ao Maximo para não pecar contra os irmãos. Mas quando, apesar de tudo, tais pecados forem cometidos, o certo é que o culpado procure reconciliar-se com o ofendido, pela confissão. Dessa maneira o irmão que pecou é restaurado, a paz da igreja é garantida e o bom testemunho diante do mundo é mantido. Além dessas considerações, também é fato que a mútua confissão dos pecados torna possível que os cristãos se edifiquem uns aos outros de maneira mais eficiente e orem uns pelos outros com mais conhecimento. Uma reflexão pessoal: Durante o estudo deste mandamento, talvez você se lembrou que precisa falar com alguém específico e confessar-lhe algum pecado praticado... Aproveite esta reflexão e coloque esta questão em ordem!!
ESTUDO 18 PERDOEM-SE MUTUALMENTE Deus não pode contemplar com aprovação o meu pecado. Os seus olhos são puros demais para olharem o mal, como afirmou Habacuque (1.13). Mesmo assim, ele tomou a iniciativa de me oferecer perdão por meio de Cristo. Quanto mais eu medito nesse perdão e o valorizo, mais aprendo a oferecer perdão àqueles que me tenham prejudicado. Quem perdoa muito, aprendeu essa atitude por meditar sobre o quanto Deus lhe perdoou. Porque está seguindo o exemplo de Deus no perdoar, ele mantém um bom relacionamento com o Pai. Mas aquele que perdoa pouco é porque pouco valoriza o perdão que ele próprio recebeu de Deus. Essa atitude o deixa numa comunhão fraca com o Senhor. A boa notícia é que existe a possibilidade de crescimento dentro desse tão importante setor, que é o perdão. O mandamento: Deixem de ser mesquinhos, irritados e mal-humorados. As contendas, as palavras ásperas e a antipatia pelos outros não devem ter lugar na vida de vocês. Em vez disso, sejam bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-se mutuamente, tal como Deus os perdoou por vocês pertencerem a Cristo. (Efésios 4. 31-32). Definição: Perdoar a outro cristão que me tenha maltratado ou ofendido, significa, por um lado, que deixarei de considerar essa pessoa com desprezo ou ressentimento; e por outro, que terei compaixão dela, abrindo mão de toda idéia de me vingar daquilo que me fez ou de fazê-la sofrer pelas conseqüências do seu ato. Observação: A razão pela qual devemos perdoar aos outros, é que Deus já nos perdoou. Quando transgredimos a vontade dele e o ofendemos, Deus não reagiu com espírito de vingança. Pelo contrário, teve compaixão de nós e nos enviou o seu Filho, para morrer pelos nossos pecados e reconciliar-nos com o Pai. Apesar de estarmos merecidamente condenados, Deus não executou apressadamente a sentença, antes ofereceu-nos o dom gratuito da vida eterna um presente que nunca poderíamos ter merecido. Já que o nosso Deus fez tudo isso por nós, também nós devemos perdoar, livre e espontaneamente, ao nosso próximo. Ao contemplarmos os nossos irmãos em Cristo, devemos lembrar que Deus lhes perdoou, e assim, fazer o mesmo. Jesus salientou esse fato quando afirmou aos seus discípulos: Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas (Mt.6.14-15). A pessoa que recebe o perdão incorre na obrigação de perdoar ao próximo.
Exemplo: Agora é o momento de perdoá-lo e confortá-lo. Do contrário, ele poderá ficar tão amargurado e tão desanimado que não será capaz de reabilitar-se....quando vocês perdoam alguém, eu também o faço. E tudo quanto eu perdoei (até onde aquilo me atingiu também), perdoei-o pela autoridade de Cristo, e para o bem de vocês. Outra razão para perdoar é não deixarmos Satanás, com a sua astúcia, obter vantagens sobre nós, pois bem sabemos o que ele esta procurando fazer. (2Co. 2.7; 10-11). Na prática, como isso se aplica a nós? O mandamento de nos perdoar mutuamente tem várias implicações. Vamos pensar em algumas: 1. Perdoar ao próximo não é facultativo. Os perdoados pelo Senhor têm a obrigação de perdoar ao próximo (Lc. 17.3-4; leia também, a parábola do credor incompassivo, Mt 18.23-35). 2. O perdão deve ser sincero, de coração, como disse Jesus em Mt. 18.35. è mais do que simplesmente pronunciar as palavras: Você está perdoado. É querer ministrar à pessoa a mesma qualidade de misericórdia que nos recebemos de Deus. 3. O irmão que perdoa tem a obrigação adicional de fazer todo o possível para trazer de volta o ofensor ao caminho da obediência e a um estado de saúde espiritual (Lc. 17.3; Gl 6.1). 4. Perdoar a um irmão é mais um ato de vontade do que das emoções. Devo perdoar ao irmão quantas vezes ele me prejudicar, quer me sinta ou não, emocionalmente disposto a fazê-lo (Mt. 18.21-22). 5. Muitas vezes uma pessoa diz: Perdoar é esquecer. Depois, por não conseguir se esquecer do mal que a outra pessoa lhe fez, chega a acreditar que é um caso perdido, que é impossível perdoar nem caso desses. O Dr. Manford George Gutzke, em seu livro Palavras Chaves da Fé Cristã, pag. 68, diz o seguinte sobre o assunto: Quando perdoamos alguém, exoneramo-lhe, damo-lhe quitação do mal que nos fez. Renunciamos todo o direito ou intenção de um ajuste de contas com ele. Abrimos mão do direito e do privilegio de tirar uma desforra. Se perdoamos alguém, nós o dispensamos do que lhe podíamos fazer. Pelo que o Dr. Gutzke escreveu, podemos ver que não vamos, necessariamente, esquecer do mal que o irmão praticou contra nós. Mas se verdadeiramente perdoarmos, a lembrança do mal não terá consigo o ressentimento, a ira, a vontade de nos vingar. É assim, o esquecimento de Deus (Is 43.25). Sendo ele consciente, nada escapa à sua memória. Mas ele transfere os nossos pecados da categoria a pagar para a categoria pago.
Muitas vezes, o perdão encontra um grande empecilho, na forma di seguinte pensamento: Estaria disposto a perdoar Fulano, se ele me pedisse o perdão. Mas até agora ele continua de cabeça erguida, como se não me devesse nada. É verdade que esse irmão tem a responsabilidade de reconhecer a sua ofensa e confessá-la (mandamento anterior). Mas a minha obrigação é perdoá-lo, mesmo que ele não reconheça e confesse o que me fez. Quando a Bíblia diz: Perdoem como o Senhor lhes perdoou, a escritura se refere a um perdão unilateral, em que o ofendido toma a iniciativa, providenciando o perdão mesmo antes que o ofensor se humilhe e o busque: Mas Deus demonstra seu amor por nós pelo fato de Cristo ter morrido em nosso favor quando ainda éramos pecadores (Rm 5.8). Em At.7.60 vemos Estevão demonstrando o perdão unilateral quando ora por Saulo de Tarso e os outros envolvidos no seu apedrejamento, pedindo: Senhores não os considerem culpados deste pecado. Nesse momento Estevão enxerga o Senhor Jesus, que normalmente senta à destra do Pai. Mas Estevão o vê em pé. Alguém sugeriu que o Filho de Deus talvez se tenha levantado para honrar a Estevão e à sua palavra de perdão unilateral! (David Du Plessis, citado no livro de Larry Christenson, The Renewed Mind, pág. 58). Deus quer que perdoemos, mesmo que o irmão tenha cumprido a sua obrigação de confessar e pedir perdão. Reflexão pessoal: Acabo de refletir coisas muito profundas sobre o perdão. Creio que a principal lição que estou aprendendo neste instante, sobre o perdão, é a seguinte: (Compartilhar) O Valor deste mandamento A prática do mútuo perdão entre os membros é essencial ao bem-estar interno e ao bom testemunho externo da igreja. Sem esta prática, os micróbios da amargura, do ódio e do ressentimento estarão livres para se multiplicarem no Corpo, tornando difícil ou mesmo impossível o seu bom funcionamento. Onde faltar o perdão, também haverá falta de vontade de edificar e servir aos demais membros.
ESTUDO 19 EDIFIQUEM-SE UNS AOS OUTROS Sinônimos: Ajudem uns aos outros. O Apostolo João nos dá a entender que um grupo de cristãos normalmente inclui membros em três níveis de maturidade. São eles: os filhinhos, que sabem que foram salvos pela fé em Jesus; os jovens, que já aprenderam a aplicar a palavra às suas vidas e sabem como permanecer firmes diante dos ataques do inimigo; e os pais, que têm um mais profundo conhecimento do Senhor e já levaram outros a crer em Jesus (1Jo. 2.12-14). Nada contra o ser filhinho ou jovem, se a pessoa em questão é relativamente recémconvertida. O que não deve acontecer, porém, é que membros do grupo estacionem, permanecendo ignorantes e pouco praticantes dos princípios revelados na Bíblia. Jesus não se conforma com a eterna infância de muitos cristãos. Aquilo que ele, Cabeça do Corpo, deseja para a sua igreja, é que todos alcancem a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo (Ef. 4.13). Somente por crescermos na maturidade espiritual, é que alcançaremos o supremo alvo da igreja, ou seja, a glória de Deus. O mandamento: Em duas ocasiões Paulo apresentou a mesma ordem do Senhor: Portanto, aninem-se uns aos outros e edifiquem-se uns aos outros, tal como já estão fazendo. (1Ts 5.11). Desta forma, tenham como alvo a harmonia na igreja e procurem edificar-se uns aos outros. (Rm 14.19). Definição de edificar: Edificar-nos uns aos outros é um processo geral de interação entre nós, os cristãos, no qual cada um, pelo ensino ou pelo exemplo, ajuda os outros a formar um caráter e um modo de viver, semelhantes aos de Cristo. Exemplos positivos: A igreja passava por um período de paz em toda a Judéia, Galiléia e Samaria. Ela se edificava e, encorajada pelo Espírito Santo, crescia em número, vivendo no temor do Senhor (At. 9.31). Estou dizendo isso para o próprio bem de vocês; não para lhes impor restrições, mas para que vocês possam viver de maneira correta, em plena consagração ao Senhor (1Co 7.35). Vocês pensam que durante todo este tempo estamos nos defendendo perante vocês? Falamos diante de Deus como alguém que está em Cristo; e tudo o que fazemos, amados irmãos, é para fortalecê-los (2Co. 12.19).
Exemplos negativos: Pois se alguém que tem a consciência fraca observar vocês, que tem este conhecimento, comer num templo de ídolos, não será induzido a comer do que foi sacrificado a ídolos? Assim, esse irmão fraco, por quem Cristo morreu, é destruído por causa do conhecimento que você tem (1Co. 8.10-11). Observação: É mais fácil usar do que definir o termo edificar. Quem se interessa por edificar ao irmão em Cristo, deixará de fazer ou dizer alguma coisa que possa derrubá-lo ou enfraquecê-lo, induzindo-o a pecar. Evitará toda a crítica destrutiva e as ações que possam ofendê-lo. Mas edificar é bem mais do que simplesmente evitar prejudicar ao irmão. Devemos, ativa e positivamente, procurar oportunidades para ajudá-lo a crescer e se desenvolver espiritualmente. Philips traduz Rm. 14.19 da seguinte maneira: Concentremo-nos, pois, nas ações que possam originar a harmonia e o desenvolvimento do caráter de cada um de nós. Não podemos nos contentar simplesmente com o fato de não estarmos atrapalhando o progresso dos irmãos; devemos isto sim, promover ativamente o seu desenvolvimento. Como isso se aplica a nós? Este mandamento de nos edificarmos uns aos outros, encerra várias verdades. Entre elas: 1. Para que o cristão possa desenvolver em sua vida o caráter e o comportamento de Cristo, ele terá de se valer do ministério de outros irmãos. Todo membro da igreja recebeu de Deus uma habilidade e um ministério que são essenciais à edificação de outros membros (Ef. 4.16). Por isso é o Espírito Santo que dá tanta ênfase, em nossos dias, à formação de pequenos grupos ou células, onde os membros da igreja possam edificar-se uns aos outros. 2. Todo cristão pode edificar alguém. Por causa da presença do Espírito Santo nele, nenhum cristão é tão fraco ou tão ignorante que nada tenha a contribuir. Por outro lado, nenhum cristão é tão forte e instruído que não precise do auxilio dos seus irmãos para crescer na graça e no conhecimento do Senhor (2Pe 3.18; Ef.4.16; Fp. 3.12; Ef. 6.18-20). 3. Para edificar ao irmão, você precisa conhecê-lo bem, a fim de que toda palavra falada seja a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade... (Ef. 4.29). É nos pequenos grupos que os cristãos podem ficar se conhecendo e se edificando de modo eficiente e eficaz.
4. Para edificar a um irmão, você terá, às vezes, que sacrificar os seus próprios desejos e preferências (Rm. 15.2). Será, porém, um sacrifício bem recompensado, porque essa expressão de amor fará com que o Corpo todo seja beneficiado pelo crescimento resultante (Ef. 4.16). O Valor deste mandamento: O mandamento Edifiquem-se uns aos outros é de profunda importância para a igreja. Fortalecidos dessa maneira, os membros do grupo serão cada vez mais enraizados... nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão (Cl. 2.7). Haverá unidade e santidade de vida, e a alegria e paz dos membros atrairão outras pessoas para serem acrescentadas ao Corpo. Quando a igreja cresce de modo qualitativo, ela também transborda de modo a se edificar quantitativamente (At. 9.31).
ESTUDO 20 ENSINEM UNS AOS OUTROS Se pensar em tudo de mais importante que faz, você notará que aprendeu tudo na presença de alguém, não sozinho. Mas, pense agora: quanto disto você aprendeu de modo formal, em sala de aula com professor? Pode ser que você tire a conclusão de que as coisas mais importantes da vida não se excluindo a vida cristã a gente aprende de modo não-formal e muitas vezes sem a presença de qualquer pessoa com título formal de professor(a). Esta consideração talvez ajude você não pensar que somente umas poucas pessoas, oficialmente reconhecidas como mestres, é que devem obedecer ao presente mandamento recíproco: Ensinem uns aos outros. Na segunda carta a Timóteo, o apóstolo Paulo escreve que: Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra (2Tm. 3.16-17). A Palavra escrita de Deus, que hoje temos sob forma de Antigo e Novo Testamentos, serve de base ao ministério da edificação uns dos outros. A Palavra escrita nos apresenta a verdade a respeito da Palavra rica, Cristo Jesus, e nos mostra o que ele fez por nós. A Bíblia nos indica o que fazer para nos tronarmos semelhantes a Jesus. Para podermos obedecer ao mandamento que agora vamos estudar, teremos de procurar muitas maneiras e oportunidades geralmente informais e pouco ligadas a salas de aula para ensinarmos a Palavra uns aos outros. O mandamento: Lembrem-se do que Cristo ensinou e que as suas palavras enriqueçam a vida de vocês e os tornem sábios; ensinem essas palavras uns aos outros e cantem-nas em salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com corações agradecidos (Cl. 3.16) Definição: Ensinar ao irmão é mostrar e explicar a ele princípios da Bíblia, de modo que ele os entenda e tenha possibilidade e vontade de aplicá-los na modificação do seu comportamento. Observação: Este mandamento incentiva todo cristão a procurar oportunidades para ajudar os irmãos a aprender, com base nas Escrituras, as mesmas coisas que ele já aprendeu. É claro que certos cristãos terão maior capacidade do que outros para ensinar. É os que receberam do Espírito Santo o dom de ensinar. Os possuidores desse dom poderão
receber dos dirigentes da igreja a incumbência de beneficiar uma larga faixa dos membros pelo ensino. Muitos não recebem o dom de ensinar. Mas isto não anula, de maneira alguma, a responsabilidade que todos temos de ensinar uns aos outros. Quando um irmão, dentro do ambiente de pequeno grupo, compartilha com simplicidade algo que o Senhor lhe ensinou, isto pode ter um valioso impacto sobre as vidas dos outros. Nas reuniões de pequeno grupo, a presença de pessoas que tenham o dom de ensinar será útil. Entretanto, essas pessoas não deverão dominar a reunião e concentrar a atenção em palestras suas. O Espírito Santo deseja habilitar todos para contribuírem com algo para a vida dos outros. É por isso que o mandamento é dirigido a todos: Ensinem uns aos outros. Quem poderia apresentar justificativa bíblica por se acorrentar o ensino ao verbo palestrar e depois prendê-lo dentro duma sala de aula, escondendo a chave no bolso do professor?! Exemplo: E aconteceu chegar a Éfeso, vindo de Alexandria no Egito, um judeu chamado Apolo, um admirável pregador e mestre da Bíblia. Era bem instruído no Caminho do Senhor, falava com entusiasmo e ensinava de modo correto a respeito de Jesus. Mas só conhecia a respeito do batismo de João. Quando Priscila e Áquila ouviram Apolo pregar na Sinagoga, o convidaram a ir à sua casa. Então explicaram, com mais detalhes, o que havia acontecido com Jesus (Atos 18:24-26) Como isso se aplica a nós? Pelo menos as seguintes verdades acompanham de perto este mandamento: 1. Para poder instruir a outros, o cristão precisa esforçar-se, no sentido de aumentar continuamente o seu conhecimento prático da Palavra. 2. Todos os cristãos têm o privilégio e a obrigação de ajudar outros a compreender e aplicar a Palavra de Deus. Embora haja alguns especialmente dotados para esse tipo de ministério, o Espírito Santo pode ajudar todos a compartilhar com os irmãos aquilo que aprenderam. 3. Porque o caráter e o comportamento do cristão têm de basear-se nos princípios das Escrituras, o ensino é um ministério fundamental para a edificação. Tanto o encorajamento como também o aconselhamento, depende da pressuposição de que a pessoa visada já recebeu ensinamentos bíblicos sobre a atitude em questão.
4. O ensino pode ocorrer dentro de situações as mais variadas como, por exemplo: Reuniões da célula (1Co. 14.26; At.20.20,...ensinei-lhes... de casa em casa); Celebrações gerais da igreja (At. 2.42ª, ensino dos apóstolos); Ou circunstâncias quase totalmente informais (At. 18.24-26; 20.20). Temos de valorizar as oportunidades informais! Não foi em sala de aula que você aprendeu a amarrar os sapatos, trocar um pneu, pagar o imposto de renda ou expressar o amor pelo cônjuge. É por seguirmos o exemplo de alguém a quem respeitamos, quase sempre em situações não-formais, que aprendemos as coisas que mais modificam o nosso comportamento. Qualificações fundamentais para se ensinar: Basicamente, duas coisas se requerem dos que devem ensinar: 1. Uma aptidão para compreender a Palavra de deus (Cl. 3.16); 2. Sabedoria na comunicação das verdades bíblicas aos outros, para que estes se sintam incentivados e capacitados a interiorizar e vivenciar as verdades ensinadas. Qualificações fundamentais para se ensinar: O ensino (que pode, como vimos ser ministrado de maneira bem pessoal e informal), é de suprema importância para que os cristão possuam alicerces bíblicos sobre os quais desenvolver os princípios revelados nas Escrituras, nessa medida todos serão capacitados a se tornar mais semelhantes a Jesus (Cl. 1.28). Ao mesmo tempo, serão habilitados a praticar, de maneira satisfatória, toda boa obra (2Tm 3.17).
ESTUDO 21 ENCORAJEM-SE UNS AOS OUTROS Sinônimos: Animem-se uns aos outros. Consolem-se uns aos outros. A respeito de certo jovem seminarista, um dos professores opinou: Ele é bom rapaz, mas o que lhe falta é motivação. Entretanto, esse professor nada fez para chamar o jovem para junto de si, em obediência ao mandamento, Aceitem-se uns aos outros. Também, nada fez para fortalecer a motivação do seminarista, como indica o presente mandamento, Encorajem uns aos outros. Será que você já cometeu, com relação a outra pessoa, o mesmo descuido daquele professor? Em todo grupo de cristãos e em qualquer momento, poderemos encontrar pessoas que enfrentem provações e problemas. Alguns desses irmãos sabem o que fazer, mas sentem hesitação ou resistência para com o padrão bíblico de comportamento. Um sofre emocionalmente por causa de uma doença ou de uma morte na família; outro tem o lar ou o emprego cheio de problemas. Seja qual for o motivo da tentação ao desanimo, a Palavra manda que nos edifiquemos mutuamente por nos encorajarmos uns aos outros. O mandamento: (Aparece com verbos diferentes em português. A palavra grega é uma só: parakaleo ) Portanto, tomem cuidado com seus próprios corações, queridos irmãos, para não virem a descobrir que eles também são maus e incrédulos, e estão levando vocês para longe do Deus vivente. Falem diariamente uns com os outros a respeito destas coisas enquanto ainda há tempo, para que nenhum de vocês, cegado pela fascinação do pecado, se torne endurecido contra Deus. (Hb 3.12-13). Definição: Encorajar uns aos outros é um tríplice ministério em que: Exercemos pressão positiva uns sobre os outros no sentido de praticarmos os princípios da Palavra; Animamo-nos mutuamente por meio do que a Bíblia diz, E nos consolamos uns aos outros por aplicarmos as verdades da Bíblia aos nossos problemas. A idéia básica do mandamento é que devemos, dentro dos estreitos laços da comunhão, ajudar-nos uns aos outros a nos valer dos recursos que o Pai oferece para o nosso dia-a-dia.
Exemplos do 1 aspecto: exercer pressão positiva Agora eu quero pedir-lhe um favor. Eu poderia exigi-lo de você no nome de Cristo, porque isto é exatamente o que você deve fazer, porem eu o amor e prefiro apenas pedir-lhe eu, Paulo, agora um velho, e aqui na prisão por causa de Jesus Cristo. Minha súplica é que você mostre bondade para com o eu filho Onésimo, a quem eu ganhei para o Senhor enquanto estava aqui nas minhas cadeias. (Filemon 1:8-10) Exemplos do 2 aspecto: animar Ao chegar e ver as maravilhosas coisas que Deus estavam fazendo, ele ficou cheio de entusiasmo e de alegria, e animava os crentes a continuar firmes no Senhor. (Atos 11:23) Exemplos do 3 aspecto: consolar Foi então que Deus, aquele que anima os abatidos, revigorou-nos com a chegada de Tito. Não só a sua presença foi uma alegria, mas também as notícias que ele nos contou como vocês estavam ansiosos por minha visita e como estavam tristes pelo que tinha acontecido, assim como da lealdade e caloroso afeto que vos tem para comigo, exultarei de alegria (2Cor. 7:6-7). Reflexão pessoal 1. Pelo que li na definição acima, estou vendo que o verbo grego parakaleo (deste mandamento) é usado no N.T. para indicar que devo tomar pelo menos três atitudes em relação aos irmãos: a. Exercer pressão sobre eles, para levá-los a praticar os princípios da Palavra; b. - los, com base naquilo que a Bíblia diz; c. - los, por aplicar as verdades da Bíblia aos seus problemas. Como isso se aplica a nós? Encorajem uns aos outros é um mandamento que encerra verdades como as seguintes: 1. Os cristãos precisam da ajuda dos irmãos no viver diário. Alguém pode querer dar um impressão de muito espiritual afirmando: Todo o meu auxilio vem diretamente do Senhor; não preciso dos irmãos. Mas o fato é que tal afirmação seria antibíblica. O Senhor manda que demos e recebamos exortações. 2. A exortação se baseia não num currículo preestabelecido, e sim na necessidade da pessoa em dado momento. Pode ser que o irmão precise ser pressionado a fazer o que é certo; ou animado; ou consolado. A palavra de exortação será conforme a necessidade (Ef. 4.29). Nada mais frustrante do que ser exortado sobre algo inaplicável à nossa situação! Por isso devemos pedir ao Espírito Santo que nos dê sabedoria para a situação específica.
3. Para poder encorajar direito o seu irmão, o cristão terá de se envolver ativamente na vida desse irmão coisa que acontece com mais naturalidade e profundidade dentro do pequeno grupo. A não ser por revelação sobrenatural, como é possível exortar a alguém, sem lhe conhecer as necessidades? E como se pode conhecer as necessidades, sem que se consiga um profundo conhecimento da pessoa, como esse que surge dentro da comunhão da célula ou grupo familiar? 4. O encorajamento pode acontecer em qualquer situação onde existam relacionamentos pessoais entre irmãos. Paulo, por exemplo, encorajou Timóteo e muitas outras pessoas, por meio de cartas. Entretanto, ele preferia fazê-lo face a face: Anseio vê-los, a fim de compartilhar com vocês algum dom espiritual, para fortalecê-los, isto é, para que eu e você sejamos mutuamente encorajados pela fé (Rm. 1.11-12). Observação: atitude Creio que até este ponto, já deu para você entender que o encorajamento é um ministério positivo, não de correção disciplinar. Na hora da exortação não pode existir o desejo de prejudicar, criticar ou irritar; e sim o de afirmar, animar e estimular. Quando exortamos, nós o fazemos: 1. Pelo amor do Espírito (Rm 15.30; Fm 1.9); 2. Pela mansidão e bondade de Cristo (2Co 10.1); 3. Como um pai a seus filhos (1Ts 2.11-12ª); 4. Ou como um filho a seu pai (1Tm 5.1); 5. Com toda paciência e doutrina (2Tm 4.2; compare a tradução NTV: Esteja todo o tempo alimentando-os pacientemente com a Palavra de Deus). Situações que podem requerer o encorajamento Algumas exortações típicas, entregues à igreja primitiva, podem tornar-se necessárias também nas situações que nós enfrentamos. Irmãos foram encorajados a: a. Orar (Rm 15.30; 1TM 2.1-8. Hb 13.18-19); b. Evitar falsas doutrinas e falsos mestres (Rm 16.17; 1 Tm 1.3); c. Evitar divisões (1Co 1.10; Jd 1.17-19); d. Parar de brigar, voltando a ser amigos (Fp. 4.2); e. Seguir o exemplo de alguém com vida cristã modelar (1Co. 4.16); f. Reconhecer a autoridade espiritual dos obreiros (1Co. 16.15-16); g. Perseverar até completar determinada tarefa (2Co. 8.6); h. Consolar os atribulados ou enlutados (2Co. 1.4-6; 1Ts 3.1-3; 4.18); i. Levar a vida a sério, trabalhar intensamente, ser obediente aos patrões (Tt 2.6; 1Ts 4.10-12; 1Tm. 6.1-2); j. Reunir-se, com regularidade, para adoração e ministério (Hb. 10.25); k. Abster-se das paixões carnais e do endurecimento do pecado (1Pe 2.11; Hb 3.13-14); l. Progredir na prática do amor fraternal (1Ts. 4.9-10); m. Viver de modo digno da alta vocação que receberam (Ef. 4.1; 1Ts2.11-12). O Valor deste mandamento O encorajamento mútuo é uma maneira muito útil de levarmos os membros do Corpo a viver de modo digno de Cristo. O grande alvo do cristão é ser semelhante a Cristo. Por nos encorajarmos uns aos outros, somos ajudados a nos aproximar desse alvo. Os efeitos do encorajamento se tornarão visíveis ao mundo, ao notarem o nosso crescimento na santificação. Assim, o testemunho da igreja perante o mundo, a respeito de quem é Jesus, se terá cada vez mais autoridade.
ESTUDO 22 ACONSELHEM UNS AOS OUTROS Sinônimos: Admoestem uns aos outros. Advirtam uns aos outros. Instruam uns aos outros Para lidar com as provocações, tristezas e decepções da vida, os cristãos precisam receber esse ministério sobre o qual estudamos no último encontro: Encorajar uns aos outros. Dessa maneira eles são incentivados, animados e confirmados. Mas além das provações que vem de fora, o cristão também enfrenta o problema interno do pecado. É fácil escorregar de volta aos hábitos pecaminosos (atitudes), que antigamente lhe agradava. É fácil, infelizmente, esquecer-se das lições que já se aprendeu a respeito da vida cristã. É fácil deixar cair a nossa cruz e começar a agir de modo egoísta. Os pés começam a trilhar um caminho que não busca o Reino de Deus e a sua justiça. Isso tem nome: pecado. Quando viramos as costas para a vontade revelada de Deus, podemos ter a certeza de que ele nos tratará como a filho, disciplinando-nos (Hb. 12.7). E por causa do grave valor que ele dá a relacionamentos, muitas vezes o Senhor operará através de outro(s) irmão(s) para nos trazer de volta à conformidade com os princípios da sua Palavra. É disto que a Bíblia fala quando diz que os cristãos devem aconselhar-se uns aos outros. O mandamento: Eu sei, meus irmãos, que vocês são sábios e bons, e que conhecem essas coisas tão bem que são capazes de ensinas (ACONSELHAR) aos outros tudo a respeito delas. (Rm. 15.14). Definição: Aconselhar-nos uns aos outros é um ministério disciplinar, no qual um cristão chama a atenção de outro às suas atitudes ou práticas perigosas ou pecaminosas, ou às suas obrigações não cumpridas. Ao mesmo tempo, aquele que aconselha oferece instruções corretivas que ajudem e animem aquele irmão a afinar a sua vida com a vontade de Deus. Exemplos: Não estou tentando envergonhá-los ao escrever estas coisas, mas procuro adverti-los, como a meus filhos amados. (1Co 4.14 escrito depois de um trecho sobre problemas e pecados da igreja de Corinto). E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos para si. Por isso, vigiem! Lembrem-se de que, por três anos, jamais cessei de advertir a cada um de vocês, noite e dia, com lágrimas. (At. 20.29-31).
Exemplo negativo: Um dos membros estava persistindo num pecado grosseiro e que servia de motivo de chacota entre os inimigos do evangelho. Mas a igreja de Corinto não havia aconselhado essa pessoa. Por toda parte se ouve que há imortalidade entre vocês, imoralidade que não ocorre nem entre os pagãos, a ponto de alguém de vocês possuir a mulher do seu pai. E vocês estão orgulhosos! Não deviam, porém, estar cheios de tristeza e expulsar da comunhão aquele que fez isso? (1Co. 5.1-2). Gravando a diferença entre encorajar e aconselhar: Encorajar e aconselhar são semelhantes em que representam envolvimento na vida da pessoa que será animada ou advertida. Encorajar é diferente de aconselhar, em que a exortação é positiva: incentiva a progredir na direção certa; ao passo que a advertência aponta o erro que esta sendo cometido, a fim de que a pessoa se corrija. Após a correção, o encorajamento novamente pode entrar em ação, para confirmar o irmão na pratica do bem. Numa bateria: O encorajamento é o pólo positivo; o aconselhamento é o negativo. Como isso se aplica a nós? Aconselhem uns aos outros é um mandamento que encerra os seguintes aspectos: 1. De maneira alguma podemos imaginar que ficamos totalmente livres dos efeitos da velha natureza pecaminosa (o EU ). Pecamos, às vezes, por ignorância; mas outras vezes, voluntária e conscientemente. Enfrentamos, portanto, problemas causados pelos nossos pecados. Outras vezes, temos de ajudar irmãos a se livrar dos pecados deles. 2. Irmãos precisam ajudar-nos a reconhecer e vencer os nossos pecados negligencia e problemas. Eu, agindo isoladamente, posso chegar a acreditar de tal modo nas minhas próprias racionalizações, que chegue a me arraigar na resistência e desobediência para com a vontade de Deus. Ou pode acontecer que eu simplesmente não enxergue o erro das minhas ações. Agradável não será, mas a advertência da parte de um irmão, fará com que o meu pecado seja identificado e eficientemente vencido. 3. Lembre-se de que o aconselhamento, por mais que tenha de apontar o erro negativo, é um ministério de edificação. Se um cristão esta sendo levado pelo pecado a se distanciar do Senhor e dos irmãos, a coisa mais amorosa e edificante que um irmão pode fazer é adverti-lo. 4. Jesus mostrou, em Mt. 18.15-17, o padrão a ser seguido. De acordo com esse trecho, o aconselhamento sempre deve observar a seguinte ordem crescente de envolvimento. a. Aquele que notou o pecado adverte sozinho e sem espalhar fofoca, sobre o irmão que pecou.
b. Se o aconselhamento administrado por um só cristão não surte efeito, fazse outra tentativa, envolvendo mais dois ou três irmãos. c. Se a admoestação feita por essa equipe não deu resultado positivo, o grupo todo oferece o seu aconselhamento coletivo faltoso. São três níveis de advertência. Se a pessoa resolve manter-se rebelde e desobediente, depois que esses três níveis foram esgotados, a única opção bíblica é a exclusão do rebelde (Mt. 18.17; 1Co. 5.11-13). Note bem: A única atitude totalmente incompatível com os privilégios de membro do Corpo local é a rebeldia (1Sl. 15.22-23). 5. O aconselhamento inclui três elementos: a. Um problema a ser resolvido ou obstáculo a ser vencido: algo que não vai bem à vida do irmão a ser aconselhado; uma atitude negativa a ser vencida, não pela ameaça, mas por influenciar o pensamento do irmão. O aconselhamento tem o propósito de efetuar uma mudança na atitude e na conduta da pessoa. b. Instrução oferecida ao aconselhado, por meio de palavras que procurem levar o irmão a assumir a devida responsabilidade pelos seus problemas, de acordo com a Palavra de Deus. Portanto, já temos dois elementos: um problema da vida a ser resolvido e instrução oferecida em forma verbal. Vamos ao terceiro elemento. c. O alvo do aconselhamento é o bom maior do aconselhado. Não aconselhamos para descarregar a nossa própria irritação, causada pelas estripulias do irmão. O aconselhamento tem motivação altruísta, não egoísta. Mesmo sendo o problema do irmão bem grave, o aconselhamento ataca o problema, oferecendo instruções verbais, para libertar o irmão de tão prejudicial domínio. Como lemos em II Ts 3.15: Contudo, não o considerem como inimigos, mas chame-lhe a atenção como irmão. 6. O aconselhamento é um ministério de base bíblica. Entretanto, o melhor conselheiro não será aquele que mais fatos souber da Bíblia, e sim, aquele que mais estiver obedecendo aos princípios de conduta apresentados na Bíblia (Caráter X Conhecimento). 7. O aconselhamento exige que nos envolvamos profundamente nas vidas uns doa outros. O lugar por excelência onde poderá acontecer isso é no pequeno grupo ou célula. Parece evidente que Paulo esta descrevendo a vida de célula quando escreve Cl. 3.16. 8. O aconselhamento pode acontecer em particular ou em reuniões de cristãos, de acordo com a natureza e a extensão do problema. Mas com poucas exceções, deve começar no plano particular, do um-a-um.
Observações: qualificações para aconselhar o irmão Embora todos tenham a responsabilidade de advertir alguém quando houver necessidade, os mais bem sucedidos serão os que reunirem estas três qualidades: 1. Conhecer a Palavra de Deus e a natureza humana (Rm 15.14; Cl 3.16); 2. Ser sábio na aplicação da Palavra a situações da vida (Cl. 3.16; 1.28); 3. Ser bondoso(a), ter boa vontade, querer fortalecer, não destruir (Rm. 15.14); Se for verdade que todo cristão terá horas em que tenha de advertir a um irmão, temos nisso mais um incentivo para encher o nosso coração da Palavra e aprendermos como aplicar, em nossas próprias vidas, os princípios de conduta ali apresentados. Situações que exigem aconselhamento Vejamos algumas advertências típicas do NT, aplicáveis na atualidade. Irmãos foram aconselhados a: 1. Não cobiçar coisas más (1Co 10.6); 2. Não prestar culto a falsos deuses (1Co. 10.7); 3. Não se entregar à imoralidade sexual (1Co. 10.8); 4. Não tentar explorar a bondade de Deus (1Co. 10.9); 5. Não reclamar contra a vontade de Deus (1Co. 10.10); 6. Evitar discussões insensatas e a criação de divisões (Tt 3.9-10); 7. Não ensinar falsas doutrinas (At. 20.29-31); 8. Não negligenciar o dom espiritual (1Tm 4.14). Observação: atitude: O estado de espírito com que se aconselha o irmão é muito importante. Não se deve fazê-lo como superior, como crítico, como juiz, porque tais atitudes nos distanciam da pessoa. O cristão tem de admoestar por sentir genuína preocupação com o bem-estar desse irmão. O NT mostra que devemos aconselhar: 1. Com tristeza (com lágrimas, At. 20.31) por ser necessário advertir ao irmão; 2. Com preocupação fraternal (2Ts 3.15); 3. Com humildade (At. 20.19; Gl. 6.1); 4. E sem qualquer intuito de envergonhar (1Co. 4.14). O Valor deste mandamento: O aconselhamento ajuda o cristão individual e seu grupo, a se manterem dentro do caminho que conduz à semelhança de Cristo. Praticando a advertência, os cristãos se ajudam mutuamente a vencer e a evitar práticas pecaminosas. Deixam de cair na negligencia espiritual. Como resultado, o testemunho da igreja diante do mundo aumenta em poder e credibilidade, na medida em que o poder transformador de Cristo se demonstra pela maneira santa e amorosa em que os membros vivem.
ESTUDO 23 FALEM ENTRE VOCÊS COM SALMOS, HINOS E CÂNTIGOS ESPIRITUAIS Através dos milênios da sua historia, o povo de Deus sempre tem cantado. Moisés e os israelitas cantaram louvores a Deus, após a libertação do Egito (Ex 15.1-21). Quarenta anos mais tarde, Moises compôs um cântico de encorajamento e aconselhamento, com meio de ensinar a Israel os caminhos do Senhor, após anos de desobediência a disciplina, e antes que entrassem na terra prometida (Dt. 32.1-44). Moises escreveu um salmo. Davi escreveu mais da metade dos 150 cânticos que se encontram no livro de Salmos. Muitos desses cânticos eram usados, tanto em casa como na sinagoga, para expressar louvor e petição a Deus. Outros salmos, os didáticos, exortam e advertem. Os cânticos da Terra são pequenos prenúncios do Louvorzão do qual participaremos no céu. Entre inúmeros elementos do louvor e adoração, entoaremos o cântico de Moises, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro (Ap. 15.2-4). Ao que tudo indica, Deus considera a música um eficaz e agradável meio de ensinar ao seu povo e de receber o seu louvor. Não é de estranhar, portanto, que Paulo mande aos cristãos que façam uso da música para a mútua edificação e para louvarem ao Senhor. O mandamento: O mandamento recíproco musical é derivado das duas cartas bem semelhantes que Paulo escreveu, da prisão em Roma, para igrejas da província romana da Ásia. Não bebam muito vinho, porque muitos males se encontram nesse caminho, em vez disso, sejam cheios do Espírito santo e governados por Ele. Conversem muito uns com os outros a respeito do Senhor, citando salmos e hinos, entoando cânticos sacros e louvando ao Senhor com canções no coração. Sempre dêem graças por tudo a nosso Deus e Pai, no nome do nosso Senhor Jesus Cristo (Ef. 5.18-20). Lembrem-se do que Cristo ensinou e que as suas palavras enriqueçam a vida de vocês e os tronem sábios; ensinem essas palavras uns aos outros e cantem-nas em salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com corações agradecidos. (Cl. 3.16). Definição: Falar entre nós com salmos e hinos e cânticos espirituais significa instruir, exortar ou advertir aos irmãos, ou nos unirmos a eles em expressão de louvor a Deus tudo por meio de letras musicadas. Exemplo: cantar para consolar: Depois de serem severamente açoitados, foram lançados na prisão. O carcereiro recebeu instrução para vigiá-los com cuidado. Tendo recebido tais ordens, ele os lançou no cárcere interior e lhes prendeu os pés no tronco. Por volta da meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus, os outros presos os ouviam. De repente, houve um terremoto tão violento que os
alicerces da prisão foram abalados. Imediatamente todas as portas se abriram e as correntes de todos se soltaram (At. 16.23-26). Exemplo: cantar para edificar Procurem crescer naqueles (dons) que trazem a edificação para a igreja... Então, que farei? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. Se você estiver louvando a Deus com o espírito, como poderá aquele que esta entre os não instruídos dizer o amém à sua ação de graças, visto que não sabe o que esta dizendo? Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado (1Co 14.12b; 15-17). Observação Já houve grupos ( uma ala do presbiterianismo na Escócia, por exemplo), onde se ítpróprio AT, entretanto, predizia que a vinda de Cristo iria resultar em cânticos novos (Is 42.10), e já no primeiro capitulo de Lucas, estes começaram a aprender. O Novo Comentário da Bíblia categoriza a seguinte maneira os hinos do NT: Cânticos Lc 1.46-55 ( Magnificat ) Lc 1.68-79 ( Benedictus ) Lc 2.29-32 ( Nunc Dimittis ) Doxologias Lc 2.14 1Tm. 1.17 1Tm. 6.15-16 Ap. 4.8, 11 Ap.5.9, 12-13 E outras em Apocalipse Reflexão pessoal: Atualmente é cada vez mais difundida a prática de se musicar versículos bíblicos, transformando a Bíblia em hinário. Tal pratica é recomendada em: (escolha a certa). ( ) Ef. 5.19-20 somente ( ) Cl. 3.16 somente ( ) Os dois trechos, igualmente Das musicas de louvor e adoração que eu conheço, as seguintes são exemplos de trechos bíblicos musicados: Título ou primeira linha Exemplo: Grandes são as tuas obras Ap. 15.3-4 1. 2. 3. Referencia Bíblica Como isso se aplica a nós? O mandamento de falarmos entre nós com salmos e hinos e cânticos espirituais, traz consigo idéias como essas:
1. O ensino, o encorajamento podem ser comunicados, de modo eficaz, por meio de palavras musicadas; 2. A música é um meio especialmente agradável de louvar a Deus e, ao mesmo tempo, animar a fé dos irmãos; 3. O fato de estarmos louvando juntos pode ser um indício de estarmos cheios do Espírito, e pode até ajudar a nos colocarmos sob o controle do Espírito (Ef. 5.18-190; 4. O coração agradecido a Deus, naturalmente se põe a cantar (Ef. 5.20; Cl.3.16); 5. Esses cânticos são principalmente para honrar a Deus. O nosso próprio prazer fica em segundo plano (Cl.3.17). Refletindo um pouco mais A música contemporânea é assunto de debate em certas igrejas. Segundo o meu ponto de vista: 1. O uso de música contemporânea, desde que as letras combinem com as verdades da Palavra de Deus, pode ter as seguintes: Vantagens: Desvantagens: 2. Creio que o uso exclusivo de hinos e corinhos escritos de 50 a 200 anos atrás, pode ter as seguintes: Vantagens: Desvantagens: 3. Mesmo antes de trocar idéias com o líder do meu grupo sobre esse assunto, tiro a seguinte conclusão provisória sobre música de louvor e adoração:
O Valor deste mandamento: A música pode servir de veículo para três atividades básicas da igreja: 1. Instrução 2. Encorajamento 3. Advertência A letra musicada muitas vezes fala com maior impacto emocional do que as mesmas palavras, sem musica. As qualidades líricas, rítmicas e harmoniosas combinam para tornar mais fácil o gravamos na memória às palavras musicadas, do que as comuns. Cânticos baseados firmemente na Bíblia ajudam-nos a fazer com que habite ricamente em nós a palavra de Cristo. Quanto à música em relação ao louvor, a Bíblia tem muito a dizer. Em Sl. 147.1, o salmista exorta: Louvai ao Senhor, porque é bom e agradável cantar louvores ao nosso Deus; fica-lhe bem o cântico de louvor. O Pai procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade (Jo. 4.23). Por isso, ele faz questão de ouvir música do seu povo, dedicadas ao louvor: Cantem com alegria a Deus, nosso defensor; cantem louvores ao Deus de Jacó. Comecem a música e toquem os tamborins: toquem músicas alegres nas harpas e nas liras. Toquem a trombeta para a festa quando chegar a lua nova e quando for lua cheia. Isso é lei para Israel, é uma ordem do Deus Jacó. Ele deu essa leia ao povo de Israel quando marchou contra a terra do Egito (Sl. 81.1-5 BLH). Quem seria capaz de rejeitar, como tendo aplicação somente ao povo de AT, as palavras de Sl. 92.1-4, onde se apresentam de mãos dadas, a adoração e a música? Bom é render graças ao Senhor, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã a tua misericórdia e, durante as noites, a tua fidelidade, com instrumentos de dez cordas, com saltério, e com a solenidade de harpas. Pois me alegraste, Senhor, com os teus feitos; exultarei nas obras das tuas mãos. E que dizer da música como testemunho pessoal? Ò Deus Eterno, eu sempre cantarei a respeito do teu amor e anunciarei a tua fidelidade. Sei que o teu amor durará para sempre e que a tua fidelidade é tão firme como o céu (Sl. 89.1-2BLH). Ele me ensinou a cantar uma nova canção, um hino de louvor ao nosso Deus. Quando virem isso, muitos temerão ao deus Eterno e aprenderão a confiar nele (Sl. 40.3 BLH). A música permite a todos usarem a voz ao mesmo tempo, mas sem confusão. Isto serve para ilustrar aquilo que o Espírito Santo quer operar no grupo pelo fortalecimento da comunhão: O Deus que concede perseverança e ânimo lhes dê um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para quem com um só coração e uma só boca vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm. 15.5-6).
ESTUDO 24 SIRVAM UNS AOS OUTROS Sinônimos: Ajudem-se mutuamente. Cada um use o seu próprio dom para o bem dos outros. O nosso mundo emprega vários critérios para avaliar a grandeza de alguém. É grande quem exerce muito poder sobre os semelhantes; quem ocupa alta posição social; quem dirige uma grande empresa; quem conseguiu reunir riquezas e posses; quem realizou uma façanha muito difícil; quem goza de grande popularidade junto ao público... De modo geral, as pessoas tendem a achar que ser grande significa poder controlar muitas pessoas ou recursos. Mas Jesus aperta o botão desliga dessa idéia: Não será assim entre vocês. Pelo contrario, quem quiser tornar-se grande entre vocês deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos (Mc. 10.43-44). O mandamento: Porque vocês, caros irmãos, receberam a liberdade: não a liberdade para fazer o mal, mas a liberdade para amarem e servirem uns aos outros. Pois toda a Lei pode ser resumida neste único mandamento: Ame aos outros como você ama a si mesmo. (Gl. 5.13-14). Observação: contexto histórico Na província da Galácia, Paulo e Barnabé fundaram igrejas durante a Primeira Viagem Missionária. Mais tarde, certos homens chegaram e começaram e começaram a ensinar a esses cristãos gentios, que para serem agradáveis a Deus, eles precisavam aceitar a circuncisão e a responsabilidade de praticar a inteira lei de Moises. Sabendo disso, Paulo imediatamente escreveu uma carta de advertência e recordação, lembrando aos cristãos gálatas que Cristo os libertara da escravidão ao legalismo, dando-lhes o seu Espírito, para viverem por meio da fé. Ao mesmo tempo, Paulo advertiu aos gálatas que não usassem a sua liberdade da lei mosaica como desculpa para se entregarem ao egoísmo desenfreado. Antes, deveriam considerar-se servos não da lei, mas uns dos outros, pelo amor de Cristo. Definição: Servir uns aos outros mediante o amor, significa que livre e espontaneamente nos dispomos a realizar, a favor dos irmãos, qualquer serviço necessário ou útil ao seu bemestar espiritual, emocional, mental ou físico. Exemplos: Uma das primeiras coisas que o carcereiro de Filipos fez, após a conversão, foi servir: Naquela mesma hora da noite o carcereiro os tomou e lavou suas feridas; em seguida, ele e todos os seus foram batizados (At. 16.33). Em horas de necessidade financeira, Paulo colocava a sua habilidade profissional a serviço dos colegas de equipe: Voces sabem que estas minhas mãos trabalham
para pagar minhas próprias despesas e até para as despesas daqueles que estavam comigo (At. 20.34, NTV). O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes ele me reanimou e não se envergonhou por eu estar preso; pelo contrario, quando chegou a Roma procurou-me diligentemente até me encontrar. Conceda-lhe o Senhor que, naquele dia, encontre misericórdia da parte do Senhor! Você sabe muito bem quantos serviços ele me prestou em Éfeso (IITm. 1.16-18). Observação: Com o verbo que ele emprega ao enunciar o mandamento, Pedro indica que devemos ser garçons uns dos outros. Paulo usa um verbo ainda mais forte: devemos ser escravos uns dos outros. Isto significa que devemos das aos interesses e ás necessidades dos irmãos, aquela importância que um escravo precisa dar à vontade do seu senhor. Agradar primeiro ao irmão, sempre que possível esta é a atitude indicada NT Também eu (Paulo) procuro agradar a todos de todas as formas. Porque não estou procurando meu próprio bem, mas o bem de muitos, para que sejam salvos (1Co. 10.33). Somos ligados uns aos outros, por elos do amor, como servos. Como isso se aplica a Nós? 1. Tornar-se servo em relação aos irmãos é uma servidão que o cristão impõe a si mesmo. Não é por exigência dos outros que nós servimos, e sim porque esta é uma das melhores e mais naturais maneiras de expressar nosso afeto e amor. 2. Este é um mandamento recíproco. Isto põe em destaque o fato de que o NT não reconhece, para a igreja, uma hierarquia de dominadores. O líder serve ao seguidor. O seguidor serve ao líder. É mútuo. Os líderes, muito embora possuam autoridade espiritual no pequeno grupo e na igreja em geral, são escolhidos principalmente para servir de modo especial ao Corpo de Cristo. É totalmente inaceitável que haja líderes diotrefóides (3Jo 1.9-19), se considerando senhores ou dominadores da igreja (1Pe 5.3). 3. Servimos aos outros de acordo com situações especificas, não segundo um programa rotineiro. Quando surgirem necessidades individuais, irmãos deverão oferecer auxilio na hora Não estou de plantão você pode imaginar Jesus falando dessa maneira?! 4. Para me tornar servo de determinado irmão, terei de me envolver ativamente na sua vida. Não se podem suprir bem as necessidades de alguém a quem não se conheça e pelo qual não se tenha afeto. Essas coisas vêm através do convívio, que se desenvolve de modo especial em pequeno grupo. 5. Tornar-se servo dos irmãos exige abnegação e sacrifício. Os serviços ocupam tempo e energia. É preciso que o cristão se disponha a ajudar por todos os meios disponíveis: talento, capacidades, posses materiais.
Reflexão pessoal: Lendo esses cinco parágrafos acima, senti o maior impacto quando meditei sobre a seguinte idéia: O exemplo de Jesus: Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,...esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo... (Fp 2.5-7ª). Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos (Mc 10.45). Quando terminou de lavar-lhes os pés, Jesus tornou a vestir sua capa e voltou ao seu lugar. Então lhes perguntou: vocês entendem o que lhes fiz? Vocês me chamam Mestre e Senhor, e com razão, pois eu sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei exemplo para que vocês façam como lhes fiz (Jo 13.12-15). Já nas profecias do AT. (Is 42, etc.), foi revelado que Jesus seria o Servo. Quando veio, ele dedicou-se integralmente ao serviço dos outros. Na tão estressante noite em que foi traído, vemos o Rei da gloria lavar os pés empoeirados de 12 homens. Um deles era o próprio traidor. Os outros, dentro em breve, fugiriam, quase todos, deixando-o nas mãos do carrasco. Mas não foi esse o mais humilhante e abnegado serviços que ele prestou. O mais difícil o que exigiu maior grau de sacrifício foi no próximo dia, quando levaram em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro (1Pe 2.24ª). O exemplo desse serviço fica para sempre diante de nós. Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos (1Jo 3.16). Exortação: Tendo fornecido o exemplo, Jesus deu aos discípulos a seguinte palavra da exortação: Agora que vocês sabem estas coisas, serão bem-aventurados se as praticarem (Jo 13.17). Tiago, homem intensamente prático, também nos exorta. Ele lança a seguinte pergunta: Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até ficar satisfeito, sem porem lhe dar nada, de que adianta isso? (Tg. 2.15-16). É bom lembrar: o premio do tribunal de Cristo será outorga por obras realizadas, não por conhecimentos armazenados! Modo de servir: Há muitas maneiras em que podemos manifestar a nossa qualidade de servos uns dos outros. O mandamento parece focalizar aquelas coisas práticas e corriqueiras,
de que os irmãos tantas vezes estejam precisando. Exemplos de serviços mencionados no NT: 1. Levar os fardos pesados uns dos outros (Gl 6.2); 2. Compartilhar, com aqueles que nos ensinam a Palavra de Deus, coisas boas que possuímos (Gl. 6.6); 3. Ser mutuamente hospitaleiros (1Pe 4.9); 4. Empregar o dom espiritual em benefício do irmão (1Pe 4.10); 5. Ajudar com roupas, alimentos, etc., ao irmão necessitado (Tg 2.15-16). Mas não precisamos de uma lista pormenorizada. É só ter a atitude de servo e manter os olhos abertos, que as oportunidades surgirão. A história é simples: viu o problema do irmão, tinha meios de ajudar, ajudou, Deus gostou. Reflexão: 1. Um dos membros do meu pequeno grupo quer conversar comigo sobre um assunto, mas eu, pessoalmente, sinto grande vontade de dormir. Para obedecer a esse mandamento: Sirvam uns aos outros, creio que eu... 2. Cheguei cansado e mal-humorado à reunião do grupo. Mas sem certo momento ouvi alguém orar, de maneira tão confiante e alegre, que logo senti uma melhora no estado de espírito. Será que aquela pessoa estava, em certo sentido, lavando os meus pés? ( ) Sim ( ) Não Porque: 3. Normalmente, sou eu quem dirige a reunião do pequeno grupo. Mas desta vez não vai ser possível; vão me segurar até tarde na empresa. Faltam poucas horas para a reunião, vou pedir que o Jorge me substitua. Tenho certeza que ele vai ajudar, porque ele é um exemplo vivo do mandamento, uns aos outros. O Valor deste mandamento: Este mandamento é de grande importância à igreja. Tornando-nos servos uns dos outros, demonstraremos, de maneira prática, diante do mundo e dos irmãos, que nos amamos uns aos outros. É por meio do serviço que o amor evita limitar-se a um conceito abstrato, e se demonstra de modo visível, palpável. É quando servimos uns aos outros que o Corpo pode desempenhar os seus ministérios. E assim o Corpo cresce e progride, para a glória de Deus.
ESTUDO 25 LEVEM OS PARDOS PESADOS UNS DOS OUTROS Sinônimos: Ajudem uns aos outros Partilhem as dificuldades e problemas uns dos outros Aquele cristão que declarou publicamente: Desde o dia em que Cristo entrou na minha vida, nunca mais tive um só problema, pode ter pensado que estava perfumando o ambiente do Corpo com a sua afirmação. Mas o fato é que o estava poluindo. Precisava aprender a obedecer ao mandamento: Não mintam uns aos outros! Deus não é glorificado por fingimentos dessa natureza. Até Paulo, o grande apóstolo, revela de modo transparente, os muitos e profundos problemas que enfrenta. Em 2Co.1.8, ele escreve que:... Tribulações que sofremos... foram muito além da nossa capacidade de suportar, a ponto de perdermos a esperança da própria vida. Nada de fingir que uma cama de pregos é um mar de rosas! De todo lado surgem dificuldades. São sofrimentos, ansiedades, fome, enfermidade, problemas... Neste mundo declarou Jesus em Jo 16.33 vocês terá aflições... A fé em Cristo não nos isenta dos problemas. Mas esta fé nos capacita para encarar as provocações com a certeza de que Deus fará todas as coisas cooperarem para o nosso bem (Rm 8.28). Foi por meio desta fé que em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito (1Co. 12.13ª). Assim foi que passamos a fazer parte de um grupo de pessoas que, devido ao seu amor por Jesus e por nós, procuram aliviar a nossa preocupação, levando os nossos fardos. O mandamento: Levem os fardos pesados uns dos outros e, desta forma, cumpram a lei de Cristo. (Gl 6.2). Partilhem as dificuldades e problemas uns dos outros, obedecendo desta forma a ordem do Nosso Senhor. (Versão Viva). Definição: Levar o fardo do irmão é o mesmo que tomar sobre a gente a dificuldade, o problema, a circunstancia opressiva dele, como se fosse da gente; e fazendo um esforço para aliviar o problema. Exemplos: Naqueles dias alguns profetas desceram de Jerusalém para Antioquia. Um deles, Ágabo, levantou-se e pelo Espírito predisse que uma grande fome sobreviria a todo o mundo romano, o que aconteceu durante o reinado de Cláudio. Os discípulos, cada um segundo as suas possibilidades, decidiram providenciar ajuda
para os irmãos que viviam na Judéia. Assim o fizeram, enviando suas ofertas aos presbíteros pelas mãos de Barnabé e Saulo (At. 11.27-30). Onésimo escravo fujão encontrou, na pessoa de Paulo, alguém que levasse a sua carga: Peço em favor de meu filho Onésimo, que gerei enquanto estava preso... Assim, se você me considera companheiro na fé, receba-o como a mim. Se ele o prejudicou em algo ou lhe deve alguma coisa, ponha na minha conta. Eu, Paulo, escrevo de próprio punho: Eu pagarei... (Fm 1.10; 17-19ª). Reflexão: A tendência do Eu é tirar o corpo fora, dizendo: Problema dele! Mas que atitude o nosso Pai nos apresenta pelo NT? (escolha a certa) ( ) Problema só dele ; ( ) Problema só meu ; ( ) Problema de nós dois. Exemplos de fardos pesados: 1. Fraquezas ou falhas de personalidade, de fé, de hábitos 2. Aflições físicas: enfermidade, fome, surras, prisões, etc. 3. Necessidades financeiras, falta de moradia 4. Aflições espirituais e emocionais, tais como: Conflitos externos, temores internos (2Co. 7.5-6) Perplexidade (2Co. 4.8) Preocupação pelo bem-estar de alguém (Fp. 2.19-21) Isolamento, saudade (Fp. 2.26) Irmãos que já levaram fardos pesados meus: Quem levou O fardo pesado que me ajudou a levar Por outro lado, irmãos a quem eu ajudei a levar fardos pesados: A quem eu ajudei O pesado fardo que ajudei essa pessoa a levar
Como isso se aplica a nós? Estas verdades se associam ao principio de levarmos os fardos pesados uns dos outros: 1. Os cristãos têm fardos de diversos tipos. Isto não é nem descomunal, nem vergonhoso 2. Quando um cristão se sentir sobrecarregado, ele deverá comunicar esse fato aos outros do seu grupo. Deus nunca quis que um filho seu tivesse de levar, sozinho, o seu fardo. Por isso, ele criou o Corpo, com diversos membros para se ajudarem mutuamente. 3. Uma vez sabendo que o seu irmão está lutando debaixo de um fardo pesado, você tem a obrigação de assumir uma parte de responsabilidade pelo mesmo. Claro que existem limites práticos. Mas não fique procurando desculpas para tirar o corpo fora. A lei de Cristo, a lei do amor, não permite isto. 4. Os fardos variam quanto a tipo, peso e quantidade de ajuda que o irmão deve receber. Teremos que descobrir, dentro de cada situação, o que é melhor fazer. Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade: e lhe será concedida (Tg. 1.5). 5. O fato de levarmos os fardos do irmão é um indicio de estarmos andando pelo Espírito (vivendo pelo poder do Espírito Santo, NTV). Isto se deduz do fato que o mandamento sobre os fardos (Gl. 6.2) vem somente três versículos depois daquele sobre andar no Espírito (Gl. 5.25). O cristão que faz vista grossa para os problemas do irmão, não pode afirmar que esta cheio do Espírito, antes precisa confessar-se negligente. Algumas maneiras de levar o fardo: A sua criatividade poderá ajudá-lo a imaginar, na hora e dentro da situação específica, aquilo que melhor alivie o peso sobre os ombros do irmão. Algumas sugestões gerais: 1. Diga ao irmão que você esta solidário com ele e tem desejo de ajudar. Comunique a sua compaixão e preocupação. 2. Ore com ele e por ele. 3. Gaste tempo em contato com a pessoa sobrecarregada quando ela precisar de comunhão e consolação. 4. Ofereça auxílio prático, de acordo com a situação e as suas possibilidades: agasalho, abrigo, dinheiro, alimentos, uma mão para ajudar num serviço braçal... 5. Peça ao Espírito Santo que ajude você a encontrar trechos da Palavra que sejam uma mensagem para animar essa pessoa e ajudá-la a ganhar forças.
O maior exemplo de todos Ao considerar o mandamento sobre os fardos, você levanta os olhos e encontra um tremendo incentivo no exemplo de Cristo: Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e, as nossas dores, levou sobre si... (Is 53.4ª). Mas ele foi transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades: o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados (Is 53.5). Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados (1Pe 2.24). Para isto vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu em lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos (1Pe. 2.21). Outra reflexão pessoal Tudo isto me leva a pensar em certos irmãos, cujo fardo eu deveria ajudar a levar: Pessoa Fardo que carrega Como eu poderia ajudar Que bom, se um dia, cada uma dessas pessoas puder afirmar a meu respeito, como Paulo em relação a Onesíforo: Muitas vezes ele me reanimou! O Valor deste mandamento: Levando os fardos uns dos outros, os cristãos contribuem para o bem-estar individual e coletivo do Corpo de Cristo. Quando um membro sofre, todos sofrem. Quando um é ajudado, todos sentem o alívio. Além disto, o ministério de levar as cargas serve para demonstrar ao mundo, de modo pratico, o amor que Cristo nos deu uns pelos outros. Seremos mais capazes de atrair outros para junto de Cristo, quando obedecemos à exortação do velho João: Filhinhos, deixemos de dizer apenas que amamos as pessoas; vamos amá-las realmente e mostrar isto pelas nossas ações. (1JO 3.18, NTV).
ESTUDO 26 SEJAM MUTUAMENTE HOSPITALEIROS Nos primeiros tempos da igreja, muitos cristãos viajavam de um lugar para outro, levando o evangelho e ensinando as verdades da Bíblia, ou mesmo transportando ofertas de uma igreja para outra (At. 11.29-30; 20.4). Além dos viajantes, havia também os flagelados; as vitimas da perseguição; os órfãos e as viúvas. O NT mostra que dentro desse tipo de circunstância, o irmão era acolhido no lar de alguma família crista e tratado como gente de casa. Embora as condições atuais sejam um pouco diferentes existem hotéis, restaurantes e serviços públicos de assistência social os irmãos ainda precisam oferecer hospitalidade uns aos outros. Missionários, evangelistas e outros irmãos muitas vezes têm de viajar sob conduções precárias. Terremotos, incêndios e enchentes ainda deixam nossos irmãos em Cristo com falta de abrigo e alimentos. O pequeno grupo de que fazemos parte precisa reunir-se em nossa casa. Tanto hoje como há dois mil anos, o Senhor quer que sejamos mutuamente hospitaleiros. O mandamento: O fim de todas essas coisas está próximo. Portanto, sejam criteriosos e sóbrios, dedicando-se à oração. Sobretudo, amem-se intensamente uns aos outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados. Sejam mutuamente hospitaleiros, sem murmuração (1Pe. 4.7-9). O fim do mundo chegará logo. Por tanto, sejam homens de oração fervorosos e diligentes. O mais importante de tudo é continuarem a mostrar um profundo amor uns pelos outros, pois o amor compensa muitas das faltas de vocês. Abram de bom grado os seus lares para aqueles que necessitarem de um refeição ou de um lugar para passar a noite. (V.Viva) Definição: Somos mutuamente hospitaleiros quando abrimos nossos lares aos irmãos especialmente aos necessitados ou forasteiros e cuidamos das suas necessidades como se fossem nossas. Exemplos: A partir do momento da conversão, o carcereiro de Filipos mostrou-se hospitaleiros para Paulo e Silas: Naquela mesma hora da noite o carcereiro os tomou e lavou suas feridas; em seguida, ele e todos os seus foram batizados. Então os levou para a sua casa, serviu-lhes uma refeição e com todos os de sua casa alegrou-se muito por haver crido em Deus (At. 16.33-34). Antes daquela noite de terremoto no cárcere, outra pessoa de Filipos já se mostrara hospitaleira, a partir da sua conversão: Uma das que ouviam era uma mulher temente a Deus chamada Lídia, vendedora de tecido de púrpura, da cidade de Tiatira. O Senhor abriu seu coração para atender a mensagem de Paulo. Tendo sido batizada, bem como os de sua casa, ela nos convidou dizendo: Se os senhores me consideram uma crente no Senhor, venham e fiquem em minha casa. E assim nos convenceu (Atos 16.14-15).
Amado, você é fiel no que está fazendo pelos irmãos, ainda que eles lhe sejam desconhecidos. Eles falam à igreja a respeito deste seu amor. Você fará bem se os encaminhar em sua viagem por modo digno de Deus, pois foi por causa do Nome que eles saíram, sem receber ajuda alguma dos gentios (3Jo 1.5-7). Reflexão pessoal: Quando penso em pessoas que já me ajudarem por meio da hospitalidade, sinto especial gratidão para com as seguintes: Quem me hospedou Razão por que eu precisava Ocasiões: Algumas circunstâncias que podem tornar necessárias a hospitalidade mútua: 1. Amigos ou obreiros, de visita em sua cidade e precisando de alojamento e/ou refeições. 2. Famílias desabrigadas por motivo de desastres naturais: enchentes, terremotos, incêndios... 3. Viúvas ou órfãos, sem lar, precisando de auxilio. 4. Amigos cristãos, perseguidos ou maltratados por incrédulos. 5. Famílias recém-chegadas no bairro ou na igreja, precisando de comunhão crista. Outra interação com este conceito: 1. Em 2Rs 4.8-10, leio sobre a seguinte maneira de se oferecer hospitalidade: 2. Leio, em At. 2.46, que os cristãos da igreja de Jerusalém partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições. Isto me parece ( ) falar ( )não falar da hospitalidade, porque: 3. Leio, tanto em 1M 3.2, como também em Tt.1.8, que é necessário que o líder seja hospitaleiro. Se fosse aplicado a mim esse requisito de líder da igreja, creio que a minha nota de hospitalidade seria (numero de 1 a 10).
Como isso se aplica a nós? Quem pensa no mandamento de sermos mutuamente hospitaleiros, pensa também nas seguintes verdades: 1. Os bens materiais que temos, nós o recebemos da graciosa mão do Senhor. Devemos aplicá-los, na medida do possível, no serviço a ele. O Senhor manda que ofereçamos auxilio pratico aos irmãos. 2. Os cristãos devem procurar oportunidade de praticar a hospitalidade. E com alegria como se o hospede fosse o próprio Senhor Jesus! Ou um dos seus anjos: Não se esqueçam da hospitalidade: pois praticando, sem o saber, alguns acolheram anjos (Hb. 13.2). 3. Ao hospedar seu irmão, o cristão deve oferecer o melhor que tem, no verdadeiro espírito do amor fraternal. Por exemplo: se estivesse preparando a cama para Jesus, que lençóis você iria usar? 4. O mandamento é para todos os cristãos, não unicamente para os abastados. Quem dá o mandamento sabe das nossas limitações, e poderá suprir todas as nossas necessidades, de acordo com suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus (Fp. 4.19). Assim foi no caso daqueles irmãos de Filipos, Tessalônica e Beréia quando Paulo estava levantando uma oferta de assistência aos necessitados de Jerusalém: No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade. Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam... (2Co 8.2-3). 5. Negar a hospitalidade a um irmão seria uma atitude diabólica, como afirmar o nosso Rei Jesus: Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês não me colheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram... o que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também a mim deixaram de fazê-lo (Mt. 25.42-43,45b). O Valor deste mandamento: A prática da hospitalidade é um importante ministério da igreja. Multiplica as oportunidades de irmãos se conhecerem e expressarem a comunhão de Cristo por exemplo, abrindo o lar para o rodízio das reuniões de pequenos grupos. Ajuda irmãos a cumprir as suas tarefas, mesmo quando estejam viajando ou flagelados. Como resultado, a igreja é edificada, e o mundo tem muito mais razão de crer que Cristo é realmente Filho de Deus e que o seu evangelho, além de verdadeiro, também opera maravilhosas transformações.
ESTUDO 27 SEJAM BONDOSOS UNS PARA COM OS OUTROS Sinônimos: Sejam benignos uns para com os outros Sejam bons uns com os outros. Na igreja da cidade portuária de Jope, havia uma senhora chamada Tabita. Assim é que lhe chamavam os irmãos judeus; mas Lucas, escrevendo em grego no livro de Atos, traduz o nome para o grego, Dorcas. Esta crista gastava muito tempo, esforço e dinheiro no ensino material dos necessitados. Fazia e presenteava roupinhas, especialmente às viúvas da congregação. Que maneira bondosa de estar obedecendo ao mandamento: Sirvam uns aos outros! Pode ser que também na igreja de que você faz parte, haja uma ou mais pessoas do tipo Dorca. Gente sempre pronta a ajudar; a oferecer uma palavra de encorajamento ou apreciação; a fazer um esforço para mostrar aceitação e amizade àquele irmão quieto, acanhado, ignorado pela maioria... A uma pessoa que sirva aos irmãos dessa maneira, acho que você concordaria em chamar de bondosa. O mandamento: Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo. (Ef. 4.31-32). Definição: Ser bondosos uns para com os outros é o mesmo que expressar amor e boa vontade aos irmãos por meio de atos de generosidade, prestimosidade e consideração. Dentro de qualquer tipo de circunstancia, sem pensar em recompensa. Exemplos: Então o servo saiu-lhe ao encontro e disse: Dá-me de beber um pouco de água do teu cântaro. Ela respondeu: Beba, meu Senhor. E, prontamente, baixando o cântaro para a mão, lhe deu de beber. Acabando ela de dar a beber disse: Tirarei água também para os teus camelos, até que todos bebam (Gn. 24.17-19); trata-se do encontro do servo de Abraão com Rebeca, futura esposa de Isaque). Em Jope havia uma discípula chamada Tabita (que traduzido significa Dorcas), que se dedicava a praticar boas obras e dar esmolas (At. 9.36).
Exemplo negativo: faltava bondade Quando vocês se reúnem, não é para comer a ceia do Senhor, pois cada um come sua própria ceia sem esperar pelos outros. Assim, um fica com fome, outro se embriaga. Será que vocês não têm casa onde comer e beber? Ou desprezam a igreja de Deus e humilham os que nada têm? Que lhes direi? Eu os louvarei por isso? Certamente que não! (1Co. 11.20-22). Reflexão pessoal: O mandamento usa a palavra bondosa, que também se traduz por bons ou benigna. A respeito de cartas pessoas, a gente às vezes exclama: Como o Fulano é bom para mim! ou Como a Beltrana é bondosa! Eu reconheço uma pessoa bondosa pelas seguintes características: Agora, vou comparar o que escrevi sobre as características de uma pessoa bondosa, com uma lista apresentada por Harold Alexander, na pagina 21 do seu livro La Mutualité: 1. A pessoa bondosa é tolerante, sem fazer pouco caso do pecado (leia Rm 12.9). Ela não pode fazer vista grossa para o pecado ou fraqueza espiritual da gente, mas não exige a absoluta perfeição como condição de nos acolher; 2. Ela sempre tem uma palavra agradável e animadora para a gente; 3. Quando surge uma diferença de opinião, ela cede facilmente ao nosso ponto de vista, desde que não se trate de nenhuma violação de principio bíblico; 4. Ela sabe escutar; 5. Compreende a gente; 6. Defende os nossos direitos contra toda injustiça; 7. Por desejar o maior bem à gente, ela não hesita em nos repreender; mas o faz de maneira suave, respeitando tudo de bom que há na personalidade da gente (Rm. 12.9). Vou anotar aqui, com gratidão a Deus, os nomes de certos irmãos em Cristo que exemplificam, para mim, o mandamento: Sejam bondosos uns para com os outros. Quem foi bondoso para mim A situação em que isto aconteceu
Algumas maneiras de se manifestar bondade: O amor é bondoso (1Co. 13.4). O como de se expressar a benignidade varia de situação em situação. Aí vão algumas sugestões: 1. Tolerando as fraquezas do irmão; 2. Animando e apoiando o irmão desanimado ou apertado por circunstâncias difíceis; 3. Distribuindo alimentos ou roupas aos necessitados dentre os membros; 4. Oferecendo auxilio financeiro aos necessitados, sem exigir devolução; 5. Visitando membros doentes ou isolados por outros fatores; 6. Ajudando o irmão acanhado ou pouco atraente a se ambientar no grupo. Reflexão pessoal Lembrei-me de alguém que esta precisando de uns atos de bondade da minha parte, mas que tenho ignorado ultimamente. Vou fazer o seguinte: O Valor deste mandamento O sermos bondosos uns para com os outros é de grande valor à igreja. Fortalece mútuo amor. Cada membro do grupo fica sabendo que os outros realmente lhe querem bem e o considera membro da família. O mundo vê um bom testemunho de Cristo. Quanto mais nós, os cristãos formos bondosos uns para com os outros, mais amostras grátis estaremos apresentando ao mundo, provando que o Pai realmente enviou o Filho e que esse Pai e Filho são bons. As pessoas se sentirão atraídas para Jesus e para a vida abundante que ele oferece.
ESTUDO 28 OREM UNS PELOS OUTROS Desde os primeiros dias da sua ligação a Jesus, você vem descobrindo e verificando como é fundamental a oração o privilégio, a responsabilidade de entrar na presença de Deus e lhe pedir direção, proteção e provisão. Mas o cristão não pode limitar-se a orar sobre os seus próprios interesses. O fato é que formamos um sacerdócio real (1Pe 2.9), tendo o dever de orar uns pelos outros e por todos os homens (1Tm. 2.1-2),...pois a minha casa será chamada casa de oração por todos os povos (Sl. 56.7 BLH). Devemos orar pelos outros com o mesmo fervor com que oramos por nos mesmos; pois somos membros uns dos outros (Rm. 12.5). A oração recíproca é fundamental ao bemestar da igreja. O mandamento: Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. (Tg 5.16). Observação: Contexto: Em Tg.5.16, a oração pelos irmãos é diretamente relacionada com a mútua confissão de pecados, e precisa ser considerada dentro desse contexto. Mas em outras partes do NT, encontramos o mandamento geral de orar pelos irmãos a respeito de qualquer tipo de necessidade que estejam enfrentando. Exemplos: Ef. 6.18-19; Cl. 4.2; 1Tm 2.1. Definição: Orar uns pelos outros significa comunicar a Deus as necessidades, as preocupações ou mesmo os pecados dos nossos irmãos, pedindo ao Senhor que ele aja em beneficio desses irmãos para realizar a sua vontade. Exemplos: Pedro, então, ficou detido na prisão, mas a igreja orava intensamente a Deus por ele (At. 12.5); De fato, já tínhamos sobre nós a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus, que ressuscita os mortos. Ele nos livrou de tão grande e mortal perigo, e continuará nos livrando. Nele temos colocado nossa esperança de que continuará nos livrando, à medida que vocês nos ajudam com suas orações. Assim muitos darão graças por nossa causa, pelo favor a nós concedido em resposta às orações de muitos (2Co. 1.9-11);
Sempre damos graças a deus por todos vocês, mencionando-os em nossas orações (1Ts 1.2) Em muitas das cartas de Paulo nós o encontramos orando a favor dos membros das igrejas que fundou. Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica: tendo isto em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos. Orem também por mim, para que, quando eu falar, seja-me dada a mensagem a fim de que, destemidamente, torne conhecido o ministério do evangelho (Ef. 6.18-19). Reflexão: Eu me dedico a ajudar todos os dias, por meio de orações a seu favor, às seguintes pessoas: Na igreja de que faço parte, a pessoa mais semelhante a Epafras (aquele que batalhava nas orações pelos colossenses), talvez seja: Situações que exigem a mútua oração 1. Tg. 5.16 fala da oração diretamente relacionada à mútua confissão dos pecados. Quando o irmão revela o seu pecado, devemos orar a fim de que ele se restabeleça na saúde espiritual e na comunhão dos irmãos; 2. Tg. 5.16 também incluem o fato que devemos orar pela cura física dos irmãos. As palavras que aparecem antes e depois deste mandamento, dentro do mesmo versículo, justificam plenamente tal afirmação. Mesmo que a enfermidade não tenha sido causada especificamente pelo pecado, Deus quer que oremos pelo bem-estar geral uns dos outros. Na oração por irmãos enfermos, Greig e Springer, em seu livro The Power and the Glory, pags. 426-428, sugerem o seguinte procedimento: a. Entrevistar: Perguntar à pessoa: Que é que você quer que eu peça a Deus para você?. b. Buscar a condição causadora: Perguntar a si mesmo(a): Será que algum mau relacionamento com Deus e/ou com outra pessoa está contribuindo para esta situação? (Aqui entra aquilo que Tiago mencionou de a pessoa confessar os seus pecados, se os houver. Escreve Roger Barrier, na pag. 224 do livro acima citado: Os nossos presbíteros animam a pessoa a pedir que Deus vasculhe o seu coração e revele se porventura a sua enfermidade esta relacionada a um pecado não confessado ou um pecado de que ela ainda não se arrependeu ).
c. Escolher a oração: Perguntar a si mesmo(a): Que é que Deus está querendo fazer, no presente momento, na vida desta pessoa? Senhor, ajuda-me a pedir de acordo com a tua vontade. d. Orar (com ou sem unção com óleo; co ou sem imposição de mãos): Pedir que o Espírito Santo ministre a graça e o poder de Deus à vida desta pessoa de maneira que mais glorifique o Senhor. 3. Os mandamentos sobre a mútua oração nos ordenam que apresentemos a Deus as necessidades especificas de irmãos individuais ou de grupos inteiros. Além das petições por necessidades materiais, haverá, por exemplo, orações: Por irmãos atribulados ou em perigo (At. 12.5; 2Ts 3.2); Pedindo para os irmãos um ministério mais eficiente e produtivo (2Ts 3.1); Pedindo para os irmãos oportunidades para comunicar as boas novas (Cl. 4.3); No sentido de que os irmãos progridam e se firmem na vida cristã (2Ts 3.5); Pedindo que irmãos conheçam a vontade de Deus para suas vidas (Cl. 1.9); Pelo crescimento espiritual dos irmãos (Cl. 4.12); Pelo alívio do fardo pesado de um irmão (Mt. 26.38, 40, 45). Como isso se aplica a nós? O mandamento de orar uns pelos outros traz consigo considerações como estas: 1. Precisamos criar situações em que cristãos se sintam à vontade para tornar conhecidas as suas necessidades e pedir que outros orem por eles. O pequeno grupo é onde isso melhor pode acontecer. 2. Temos a obrigação de orar uns pelos outros de modo geral, mesmo que nenhum irmão tenha mencionado um pedido específico de oração. 3. Devemos deixar o irmão saber que estamos orando por ele. Isso o anima a confiar mais completamente em Deus para a solução dos seus problemas. 4. Sempre que possível, devemos incluir nas orações pedidos específicos. 5. A oração deve ser feita com plena confiança de que Deus gosta de premiar a obediência à sua ordem de orar. Ele estabeleceu o plano de suprir as necessidades do seu povo em resposta à oração. Assim sendo, ele gosta de ouvir e de responder à oração. Deus... recompensa àqueles que o buscam (Hb 11.6b). 6. A oração pelos irmãos é um serviço que exige tempo e esforço. Embora seja um ministério quase sempre silencioso e pouco notado, muitas vezes a oração é a ajuda mais valiosa que podemos fazer por um irmão. O Valor deste mandamento: É de inestimável valor a prática da oração em ambiente de mutualidade. Quando os cristãos revelam, uns aos outros, as suas necessidades, para que os irmãos orem a seu favor, cada um é levado a depender mais de Deus e dos membros do Corpo. Todos são incentivados a ser mais sinceros e abertos, quando descobrem que os membros do grupo os amam e se preocupam pelo seu bem-estar. Em resposta à oração, as necessidades individuais do grupo inteiro são supridas. Os membros se sentem mais animados e agradecidos e todos vivem de modo mais produtivo e semelhante a Cristo.