Ministério da Comunicação Social Discurso de Sua Exa. Ministro da Comunicação Social, na Cerimónia de Abertura do 1º Encontro Nacional de Quadros da Comunicação Social Excelências Sr. Vice Ministro da Comunicação Social, Manuel Miguel de Carvalho Wadjimbi; Sr. Director Nacional José Luís Matos; Caríssimos Directores e Responsáveis da Comunicação Social, Estimados Participantes; Caros Convidados; Meus Senhores. Em primeiro lugar dou as boas vindas a todos e agradeço a presença de Vossas Excelências nesta cerimónia de abertura do 1 Encontro Nacional de Quadros da Comunicação Social. Angola regista significativas mudanças políticas, culturais, económicas e sociais. Vivemos numa época fortemente marcada pelas tecnologias da informação. Num mundo competitivo em que, vence quem primeiro informado estiver e quem melhor perceber que a gestão da informação marca a diferença para o sucesso de qualquer projecto. Estamos, pois, perante uma nova conjuntura em que o país e o mundo confrontam se com novos desafios e exigências que determinam alterações qualitativas nas políticas e acções a empreender no sector da informação e da comunicação. Neste contexto, a realização do 1º Encontro Nacional de Quadros da Comunicação Social afigura se deveras importante para abordar o presente e perspectivar acções futuras, tendo em conta a importância dos meios de comunicação social no processo de reconciliação, consolidação de paz e da democracia angolana e no próprio processo de desenvolvimento económico, social e cultural. É nesta perspectiva que reunimos aqui, representantes da família da Comunicação Social. Vamos auscultar e trocar experiências com as diversas sensibilidades do sector, com vista a encontramos o caminho a seguir, para um melhor desempenho dos profissionais da informação nacional. 1
Excelências; Ilustres convidados; Caros participantes; Minhas senhoras e Meus senhores. O homem é o factor principal em qualquer actividade. Por isso, constitui prioridade em todas as políticas de desenvolvimento. O Ministério da Comunicação Social assume o homem como factor prioritário da sua acção, pelo que a aposta na formação de quadros e o aperfeiçoamento técnicoprofissional constituem tarefas de primeira ordem, no âmbito da implementação da Estratégia do Governo para a Comunicação Social 2005/7. Na verdade só há plena democracia com informação de qualidade e só há informação de qualidade com jornalistas e profissionais de informação bem formados e sobretudo bem preparados do ponto de vista técnico e éticodeontológico. Nesta esteira, aproveito a oportunidade para exortar os profissionais da comunicação social, em especial todos os jornalistas, no sentido de actuarem com profissionalismo e observarem os princípios da verdade, responsabilidade, isenção e patriotismo no desempenho da sua actividade. O Governo dirigido por Sua Excelência José Eduardo dos Santos prepara uma política de quadros da Comunicação Social, tendo como base a competência, a formação académica, desempenho, mérito e outros valores... O Governo vai, também, criar o Instituto Superior de Comunicação Social para, não só formar quadros em jornalismo, mas também em outras áreas ligadas à ciência da comunicação. 2
Excelências, Meus Senhores Como fizemos questão de sublinhar, estaremos reunidos durante dois dias para, em termos gerais, trocarmos experiências e equacionarmos os problemas que dizem respeito, sobretudo, aos quadros da comunicação social. Para além do factor homem, importa sublinhar que outros factores concorrem para a existência de uma comunicação social de qualidade, eficaz e eficiente, que responda e corresponda aos anseios dos cidadãos. Estes factores são, entre outros, o quadro jurídico legal, o reforço da capacidade técnico material, operativa e infraestrutural e a modernização tecnológica. Estamos a trabalhar arduamente e de forma inclusiva, buscando uma base consensual ampla e realista com os parceiros sociais do Governo no sector. No que concerne ao quadro jurídico, está em curso um programa de adequação da legislação ao actual contexto socio político, económico e cultural do País, no âmbito do qual está já em vigor uma nova Lei de Imprensa, elaborada com a contribuição dos diversos parceiros e actores do sector e não só. Foi instituído, por outro lado, o prémio nacional de jornalismo, como incentivador do bom exercício da actividade jornalística. Está em curso a produção de legislação complementar à Lei de Imprensa, ao nível da regulação, co regulação e auto regulação. Ao nível da regulação estão em elaboração diplomas para regularem a actividade de rádio, televisão, publicidade e outras afins. No que toca a co regulação está a ser finalizado o Estatuto dos Jornalista e respectiva carteira a serem submetidos brevemente aos órgãos competentes para aprovação. Enquanto que, no que tange a auto regulação, a classe jornalística será chamada a adoptar, em assembleia promovida pelo Conselho Nacional da Comunicação Social, o Código de Ética e Deontologia e o Regulamento de Disciplina. Em relação ao reforço da capacidade técnico material, operativa e infraestrutural, importa sublinhar que decorre um programa de apetrechamento técnico material, reabilitação de infra estruturas e adequação das estruturas organizativo funcionais dos órgãos de informação públicos e trabalha se num diploma de incentivo do Estado à imprensa privada, além de apoios pontuais do Governo à media privada. 3
Estas acções têm permitido a melhoria da qualidade dos sinais de Rádio e Televisão, maior circulação dos jornais e em consequência, vem permitindo o acesso de maior número de cidadãos à informação, um direito fundamental de origem constitucional e que marca indubitavelmente o compromisso do Governo com a Democracia. A modernização tecnológica, que constitui, também, um item da Estratégia do Governo para a Comunicação Social, está a permitir revolucionar os órgãos de informação, com vista à conquista de um grau de desenvolvimento de nível internacional. Neste contexto, os órgãos estão a ser equipados com equipamentos e sistemas de informação e comunicação modernos. Mais recentemente, destaca se o facto de três Províncias: Benguela, Huíla e Cabinda possuírem já estações terrenas de satélite de televisão que permitem ligações e transmissões directas com Luanda e vice versa o que é inédito. Huambo será a próxima província. A construção de novos e modernos centros de produção de Televisão e centro Emissor da Rádio Nacional de Angola e Televisão Pública de Angola é outro motivo prático inequívoco da acção do Governo na valorização e melhoria de condições de trabalho para os profissionais. Ainda neste quadro, de realçar a inserção dos canais 1 e 2 da TPA na multichoice, apesar da cobertura se restringir ainda só ao território nacional. Hoje mais localidades têm televisão, mais rádios e mais jornais. É um avanço inquestionável mas temos consciência que é necessário fazer mais. E o Governo está a fazer. 4
Excelências, Meus Senhores! Só há democracia com acesso à informação. Por isso vamos continuar a prestar especial atenção a extensão do sinal da rádio, da televisão, assim como a presença da imprensa escrita em todos os cantos do País. Queremos que todos os angolanos tenham possibilidade de usufruir das prerrogativas das novas tecnologias, do acesso à informação, no intuito de todos pudermos participar no processo de decisão politica e no processo de reconciliação e reconstrução nacional e desenvolvimento socioeconómico e cultural de Angola. Desejo, assim, uma profícua reunião participativa, da qual e das contribuições de todos possamos encontrar os caminhos a seguir para desenvolver o sector em beneficio do interesse público ou seja ao serviço das populações. Declaro aberto o 1 Encontro Nacional de Quadros Dda Comunicação Social. Muito Obrigado. Luanda, 03 de Setembro de 2007 5