Expansão Marítima: Fatores e Ciclo Oriental. Módulo 1

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Transcrição:

Expansão Marítima: Fatores e Ciclo Oriental Módulo 1

1. Transição do Feudalismo para o Capitalismo Expansão marítimo-comercial: um dos principais momentos de transição da Idade Média para a Idade Moderna. Crise do Feudalismo; Formação do Capitalismo.

O pré-capitalismo Fatores para o surgimento do capitalismo: Cruzadas: renascimento do comércio na Europa; Especiarias; Moedas a partir dos saques em cidades muçulmanas;

Rotas Comerciais: Mediterrâneo: cidades italianas a Constantinopla e a outros portos do litoral oriental desse mar; Champagne: Itália a Flandres, e de lá ao Mar do Norte rumo a Constantinopla. Existência de rotas secundárias. Surgimento das feiras medievais: de temporárias a permanentes centros de trocas.

Burgos e burgueses; Artesãos e a organização em corporações. Expansão marítima: eliminaram obstáculos que se opunham à economia de mercado europeia e a contribuíram para a desintegração do sistema feudal. Burguesia Mercantil e Monarquias Nacionais; Cultura Renascentista e Reforma.

2. Fatores da Expansão Ultramarina Europeia Plano econômico: Crises dos séculos XIV (retração do comércio) e XV (necessidade de expansão do comércio). Novos mercados para consumo de produtos europeus, quanto para o fornecimento de metais preciosos e artigos orientais (nova rota).

Plano Sociopolítico: interesse da burguesia mercantil em ampliar a circulação comercial juntamente com o fortalecimento do poder do estado Nacional. Plano Cultural: divulgação de novas ideias, e a contribuição de invenções (pólvora, bussola, papel e imprensa). Plano religioso: ideal cruzadista.

4. Origem de Portugal Séculos V e VI a Península Ibérica é habitada por cristãos; Século VIII foi conquistada por muçulmanos vindos do norte da África. Até o século XV cristãos e muçulmanos alternavam entre conflitos e épocas de paz.

Durante as Guerras de Reconquista luta dos cristãos contra os muçulmanos que tinha por objetivo a retomada dos territórios ocupados formaram-se alguns reinos católicos ao norte da península. Terras reconquistadas foram transformadas em condados.

Portugal originou-se de um condado do reino de Leão, chamado condado Portucalense. Transformou-se em uma monarquia independente em 1139 sob o comando dos Borgonha, que incrementou a atividade comercial. Governou até 1383.

Revolução de Avis Morre D. Fernando em 1383, último rei dos Borgonha. Disputa entre D. Leonor Teles, rainha regente, e D. João, Mestre da ordem de Avis, meio-irmão do falecido rei. Leonor foi acusada de favorecer o reino de Castela, pois sua filha, Beatriz havia se casado com D. João, rei de Castela. População, grupos mercadores e parte da nobreza lusitana apoiaram D. João de Avis. Iniciou-se uma Revolução cuja vitória foi de D. João de Avis. Fundava-se uma nova dinastia e se consolidava o Estado Lusitano. Governou até 1580 o que favoreceu a expansão marítima precoce de Portugal.

A Expansão Marítima Portuguesa Teve início após a Revolução de Avis, pelo fato da consolidação da monarquia nacional e sua convergência com a burguesia mercantil. Buscava-se rotas de comércio que visavam aumentar o poder da realeza ao mesmo tempo em que garantiam lucros ao seu grupo mercantil. As atividades comerciais passavam a ser garantidas pelo Estado, que também era abastecido de mais recursos com o bom desempenho dos mercadores. Dessa forma, o Estado passava a promover ações com o intuito de atender às demandas mercantis.

Pioneirismo Luso nas Grandes Navegações Teve início após a Revolução de Avis, pelo fato da consolidação da monarquia nacional e sua convergência com a burguesia mercantil. Buscava-se rotas de comércio que visavam aumentar o poder da realeza ao mesmo tempo em que garantiam lucros ao seu grupo mercantil. As atividades comerciais passavam a ser garantidas pelo Estado, que também era abastecido de mais recursos com o bom desempenho dos mercadores. Dessa forma, o Estado passava a promover ações com o intuito de atender às demandas mercantis.

Fatores Necessidade de novos mercados; Falta de metais preciosos; Interesse dos Estados Nacionais; Propagação da fé cristã; Ambição material; Progresso tecnológico; Centralização administrativa precoce; Mercantilismo; Ausência de guerras; Posição geográfica; Podemos elencar até mesmo uma questão de aventura por novos descobrimentos;

Viagens Portuguesas Devassamento do litoral da África e procura de um novo caminho marítimo para o Oriente. A primeira foi iniciada em 1415 com a tomada de Ceuta. Fundam-se várias feitorias na costa africana para traficar escravos e produtos locais. Tomada de Constantinopla pelo turcos em 1453 levou os preços das especiarias orientais a elevarem-se repentinamente, o que incentivou a busca de uma rota para as Índias. Com a morte do Infante D. Henrique (1640), o Estado português empenhou-se no périplo africano:

Romper com o monopólio árabe-italiano sobre as especiarias. Procurava-se um caminho para o Oriente contornando a África (Périplo Africano): Ceuta (1415); Cabo Bojador (1434); Cabo da Boa Esperança (1486-87); Índias (1498 Vasco da Gama); Brasil (1500 Pedro Álvares Cabral). Lisboa torna-se rival de Veneza.

No século XVI (Almirante Francisco de Almeida) novas tentativas são desenvolvidas e em 1509 aproximadamente os portugueses vêm a conhecer sua principais vitórias: 1515 D. Afonso de Albuquerque passou a ter sucessivas vitórias no Oriente (Golfo Pérsico até a Indochina).

Colombo pensava que, mais para o interior da terra por ele descoberta, encontraria homens de um só olho e outros com focinho de cachorro. Ele dizia ter visto três sereias pularem para fora do mar, decepcionando-se com seu rosto: não eram tão belas quanto imaginara. Em uma de suas cartas, referia-se às pessoas que, na direção do poente, nasciam com rabo. Boris Fausto.