REDES INTEGRADAS DE TELECOMUNICAÇÕES I 2011 / 2012



Documentos relacionados
CONFIGURAÇÃO DE ROTEADORES CISCO. Prof. Dr. Kelvin Lopes Dias Msc. Eng. Diego dos Passos Silva

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito

Aula 03 Comandos Básicos do IOS Cisco

Guia de Laboratório de Redes Encaminhamento OSPF

Consulte a exposição. Qual declaração descreve corretamente como R1 irá determinar o melhor caminho para R2?

Laboratório Configurando a Autenticação OSPF

BC-0506: Comunicação e Redes Aula 04: Roteamento

A camada de rede. A camada de rede. A camada de rede. 4.1 Introdução. 4.2 O que há dentro de um roteador

Redes de Computadores. Trabalho de Laboratório Nº6

Tabela de roteamento

Protocolos em Redes de Dados Ficha de Laboratório Número 4 BGP

Laboratório Configurando o Processo de Roteamento OSPF

Laboratório Verificando a Configuração Básica de EIGRP

Redes de Computadores. Guia de Laboratório Configuração de Redes

Redes de Computadores I Conceitos Básicos

CCNA 2 Conceitos Básicos de Roteadores e Roteamento

Nota: Lista Roteadores Teoria e Comandos Professor: Roberto Leal Aluno: Data: Turma: Número: Redes Locais e Metropolitanas

Curso: Redes II (Heterogênea e Convergente) Tema da Aula: Características Roteamento

Laboratório Configurando o Roteamento EIGRP

Laboratório Revisão da Configuração Básica do Roteador com RIP

Formação IPv6 Maputo Moçambique 26 Agosto 29 Agosto 08

Capítulo 2. Laboratório 2.1. Introdução ao Packet Tracer, Roteadores, Switches e Inicialização

O endereço IP (v4) é um número de 32 bits com 4 conjuntos de 8 bits (4x8=32). A estes conjuntos de 4 bits dá-se o nome de octeto.

VLANs and IP networks. 1. Computadores ligados ao Switch

CST em Redes de Computadores

ICORLI. INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO e OPERAÇÃO EM REDES LOCAIS e INTERNET

Encaminhamento exterior BGP-4

Redes de Computadores. Trabalho de Laboratório Nº2

Actividade 3: Configuração de VLANs

Laboratório 1.1.4a Configuração do NAT

Relatório do 2º Guião Laboratorial de Avaliação: Encaminhamento de pacotes. Licenciatura: ETI Turma : ETC1 Grupo : rd2_t3_02 Data: 30/10/2009

GUIÃO DE Protocolos em Redes de Dados. Ficha de Laboratório nº 1

Redes de Computadores II

Laboratório Convertendo RIP v1 para RIP v2

Arquitetura do Protocolo da Internet. Aula 05 - Protocolos de Roteamento. Prof. Esp. Camilo Brotas Ribeiro cribeiro@catolica-es.edu.

Relató rió. Gestão de equipamento activo de rede

Laboratório - Gerenciamento de arquivos de configuração de roteador com software de emulação de terminal

Interconexão de Redes. Aula 03 - Roteamento IP. Prof. Esp. Camilo Brotas Ribeiro cribeiro@catolica-es.edu.br

Guia de Laboratório de Redes Switches: Spanning Tree e VLANs

Protocolo OSPF. O p e n S h o r t e s t P at h F i r s t. E s pec i a li s ta

Capítulo 10 - Conceitos Básicos de Roteamento e de Sub-redes. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de Página

FICHA INFORMATIVA E DE TRABALHO MÓDULO REDE LOCAL INSTALAÇÃO

Protocolos básicos de LANs IP (primeiro trabalho laboratorial)

Na Figura a seguir apresento um exemplo de uma "mini-tabela" de roteamento:

O Servidor de impressão DP-300U atende a seguinte topologia: Podem ser conectadas 2 impressoras Paralelas e 1 USB.

Packet Tracer 4.0: Overview Session. Conceitos e práticas

L A B O RATÓRIO DE REDES

Configurando Interfaces e roteamento entre dois roteadores Cisco

Laboratório 1.1.4b Configuração do PAT

Capítulo 2 Laboratório 2.2 Comandos Show

Os protocolos de encaminhamento têm como objectivo a construção e manutenção automática das tabelas de encaminhamento.

Capítulo 5: Roteamento Inter-VLANS

Encaminhamento IP. Entrega Directa e Indirecta de Datagramas Tabela de Encaminhamento

REDES DE COMPUTADORES

Redes IP. M. Sc. Isac Ferreira Telecomunicações e Redes de Computadores: Tecnologias Convergentes

O Servidor de impressão DP-301U atende a seguinte topologia: Com o DP-301U pode ser conectada uma impressora USB.

24/03/2015. Prof. Marcel Santos Silva

Configurando uma rede Frame Relay + EIGRP

Arquitetura de Rede de Computadores

Tornado 830 / 831 ADSL Router - 4 port Ethernet switch - Wireless G - Access Point - Firewall - USB printer server

CCNA 2 Conceitos Básicos de Roteadores e Roteamento

CCNA 2 Conceitos Básicos de Roteadores e Roteamento. Capítulo 5 - Gerenciamento do Software Cisco IOS

CST em Redes de Computadores

Abra o software de programação. Clique na opção VOIP, depois opção configuração conforme as imagens:

Trabalho de VLANs e Redes IP

Redes de Computadores 3ª Colecção Exercícios diversos 16 de Dezembro de 2005 Spanning Tree, Protocolo IP, Encaminhamento em redes IP e Cam.

Redes de Computadores II

Introdução Introduç ão Rede Rede TCP/IP Roteame Rotea nto nto CIDR

Roteamento e Comutação

Laboratório Verificando Configurações de VLANs.

Redes TCP/IP. Prof. M.Sc. Alexandre Fraga de Araújo. INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO Campus Cachoeiro de Itapemirim

Equipamentos de rede. Repetidores. Repetidores. Prof. Leandro Pykosz

CARLOS RAFAEL GUERBER EXERCÍCIOS ROTEADOR

Laboratório de Sistemas e Redes. Nota sobre a Utilização do Laboratório

Projeto de Redes de Computadores. Projeto do Esquema de Endereçamento e de Nomes

Segurança de Rede Prof. João Bosco M. Sobral 1

Redes de Computadores II INF-3A

Configurando o Roteador Prof. Isaías Lima. Carregar o arquivo de texto para configurar outro roteador usando o HyperTerminal.

Laboratório Configurando o roteamento Inter-VLAN

Arquivos de configuração alternativos e da restauração

Administração de Redes e Conectividade ao PoP-BA. III WTR do PoP-BA Luiz Barreto luiz@pop-ba.rnp.br PoP-BA: Ponto de Presença da RNP na Bahia

Entendendo como funciona o NAT

Handson Policy Based Routing

Administração de Sistemas

Semestre 4 do CCNA Prova final baseada em habilidades Treinamento do aluno Diretrizes para o instrutor Visão geral e administração da prova

Formação em Redes de Computadores, composta pelos seguintes módulos:

Administração de Redes 2014/15. Dynamic Host Configuration Protocol (DHCP)

Configurar o router de banda larga sem fios.

Encaminhamento interior OSPF

Laboratório a Configuração de listas de acesso padrão

Arquitectura de Redes

Comandos Packet Tracer

Configuração de VLANS em ambientes CISCO

Listas de Controlo de Acesso (ACLs)

Módulo 10 Fundamentos de Routing e de Sub-redes

Transcrição:

Departamento de Engenharia Electrotécnica REDES INTEGRADAS DE TELECOMUNICAÇÕES I 2011 / 2012 Mestrado Integrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores 4º ano 7º semestre Configuração de routers Cisco utilizando IOS Hugo Renato Afonso Azevedo Tiago Macara Duarte Luís Bernardo http://tele1.dee.fct.unl.pt

Índice Índice... 2 CISCO IOS... 3 A.1 Estabelecer ligação com o dispositivo... 3 A.2 Comandos básicos... 4 A.3 Cópia do IOS... 5 A.4 Interfaces... 6 A.5 Encaminhamento... 8 A.5.1 RIP... 8 A.5.2 IGRP... 9 A.5.3 EIGRP... 10 A.5.4 OSPF... 11 A.5.5 Rotas estáticas... 12 Referências... 13

CISCO IOS A Cisco criou um sistema operativo standard para todos os seus produtos que possam ser configuráveis, desde routers, a switches ou mesmo firewalls. Este sistema operativo denominado por Internetwork Operating System, IOS, permite que a maior parte dos produtos de rede da Cisco possam ser configuráveis através da mesma interface, utilizando as mesmas técnicas de configuração. Como se pode imaginar, existem inúmeras configurações possíveis a ser utilizadas pelos dispositivos da rede. Neste sentido torna-se importante esquematizar as configurações mais utilizadas. Este documento tem como objectivo resumir alguns comandos importantes e que são suficientes para configurar um router e um switch. É de notar que foi utilizada a versão de IOS 12.2(6), pelo que com outras versões de IOS os comandos podem ser ligeiramente diferentes. Para um visão mais profunda do IOS sugere-se a leitura dos documentos em [Cisco], ou do livro [Jam02]. A.1 Estabelecer ligação com o dispositivo Para estabelecer comunicação com o router, liga-se a porta da consola do router à porta série do computador. Depois, por exemplo, através de um programa como o HyperTerminal (que vinha no Windows XP) ou o TeraTerm, cria-se uma ligação com os seguintes parâmetros: Figura 0.1: Configuração da ligação com o router através da porta série 3

Em Linux pode ser utilizado o Call Unit, que através do comando cu l /dev/ttys0 se estabelece uma ligação com o router. A.2 Comandos básicos Alguns sistemas operativos pedem logo ao princípio uma palavra-chave para se entrar no modo simples. User Access Verification Password: Cisco1720_4> Para se ver quais as opções que existem, depois de entrar no modo simples: Cisco1720_4>? Como resultado desta operação é devolvido uma lista dos comandos possíveis. Para completar um comando utiliza-se a tecla TAB, como se utiliza em Linux. Depois de escolher um comando, pode-se voltar a utilizar o ponto de interrogação para saber as opções do comando escolhido. Para entrar no modo privilegiado utiliza-se o comando enable, onde posteriormente o utilizador terá que introduzir a palavra-chave do administrador. Cisco1720_4> enable Password: Cisco1720_4# Para se entrar em modo de configuração é necessário estar em modo privilegiado e utilizar o comando configure terminal. Cisco1720_4#configure terminal Enter configuration commands, one per line. End with Ctrl-Z Cisco1720_4(config)# Para sair do modo de configuração basta utilizar o comando exit e para sair do modo privilegiado utilizar o comando disable. O comando show tem inúmeras opções, que permitem visionar todo o tipo de configurações, ligações, estados das interfaces, etc. De seguida são apresentados alguns casos que podem ser úteis: 4

show running-config mostra a configuração que está a correr no momento. show startup-config mostra a configuração de arranque (pode ser igual ou não à running-config). show interface interfaces mostra a configuração da interface, por exemplo, Serial 0 ou FastEthernet 0. show version mostra a versão de IOS, e outras aspectos, como o tipo de router, o ficheiro de imagem do sistema, entre muitas outras coisas. show ip route mostra a informação de que é utilizada para fazer o encaminhamento dos pacotes. A.3 Cópia do IOS Como qualquer sistema operativo, o Cisco IOS pode ser sujeito a um upgrade. Além disso pode haver necessidade de fazer um backup do sistema. Neste subcapítulo vai ser descrito como isso será feito. Quando o sistema é inicializado, toma a configuração que está no ficheiro startup-config. Depois da inicialização, todas as mudanças que se fizer na configuração vão afectar apenas o ficheiro running-config. Se o utilizador pretende gravar a configuração, para que quando o dispositivo for desligado a configuração se mantenha, deverá copiar a running-config para a startupconfig. Cisco1720_4#copy running-config startup-config Destination filename [startup-config]? Building configuration... [OK] Cisco1720_4# De notar que quando o sistema é inicializado o ficheiro de running-config é igual ao ficheiro startup-config. Como segurança do administrador de rede convém fazer uma cópia do startup-config para um disco amovível. Para isso é necessário ligar um servidor de tftp no computador. Depois de ter um servidor tftp devidamente configurado, basta: Cisco1720_4#copy flash tftp Source file name []? c1700-k8sy-mz.122-6.bin 5

Address or name of remote host []? 172.16.4.8 Destination filename [c1700-k8sy-mz.122-6.bin]?!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 5268404 bytes copied in 34.572 secs (154953 bytes/sec) Cisco1720_4# De forma análoga pode-se transferir dados do servidor tftp para a memória flash. De notar que para se poder escrever na flash é necessário dar permissão para isso: Cisco1720_4#config terminal Cisco1720_4(config)#config-reg 0x2101 Cisco1720_4(config)#exit Cisco1720_4#reload Para voltar a proteger a flash utiliza-se o valor 0x2102. A.4 Interfaces Para se configurar uma interface, tem-se que estar no modo privilegiado e entrar no modo de configuração. Depois de entrar no modo de configuração de uma interface através do comando interface interfaces, onde interfaces poderá representar FastEthernet 0, Serial 0, Serial 1, conforme a interface que se deseja configurar: Cisco1720_4(config)#interface Serial 0 Cisco1720_4(config-if)# Dentro do menu correspondente à interface que se pretende configurar, existem inúmeras opções de configuração, onde mais uma vez só serão apresentadas as mais importantes e que são suficientes para activar a interface. Neste sentido para ligar a interface existe o comando no shutdown. Cisco1720_4(config-if)#no shutdown Cisco1720_4(config-if)# É de notar que o comando no é utilizado para negar o comando que o segue, no caso anterior era para negar o comando shutdown, logo era para ligar a interface. 6

Para escolher a largura de banda da interface existe o comando bandwidth valor. Note-se que este valor da largura de banda serve apenas para o algoritmo de encaminhamento saber qual a largura de banda de cada interface, pois não é a verdadeira largura de banda da interface. Cisco1720_4(config-if)#bandwidth 10000000 Cisco1720_4(config-if)# Para cada par de interfaces está associado uma frequência, clock rate, e essa frequência é imposta pela ligação DCE. Por exemplo se a interface Serial 1 tiver uma ligação DCE, então ter-se-á que configurar a interface Serial 1 com uma frequência x e a outra ponta da ligação, DTE, estará ligado uma interface que não será necessário configurar o clock rate, aliás, não se pode configurar! Cisco1720_4(config)#interface serial 1 Cisco1720_4(config-if)#clock rate 2000000 Cisco1720_4(config-if)# DCE DTE Router1 Interface serial 1 Interface serial 0 Router2 Figura 0.2: Ligação DCE/DTE Outra configuração importante a ter conta em cada par de interfaces é o encapsulamento. Cada par de interfaces ligado por um cabo série, DCE/DTE, terá que ter o mesmo protocolo de encapsulamento, PPP, HDLC, x.25 ou outro. Neste sentido, para cada par de interfaces directamente ligados executa-se o mesmo comando de encapsulamento encapsulation protocolo. Supondo que o serial 0 do router três está directamente ligado ao serial 1 do router quatro, então as linhas de configuração serão as seguintes: Router 1 Cisco1720_1(config)#interface serial 1 Cisco1720_1(config-if)#encapsulation HDLC Cisco1720_1(config-if)# 7

Router 2 Cisco1720_2(config)#interface serial 0 Cisco1720_2(config-if)#encapsulation HDLC Cisco1720_2(config-if)# Para atribuir um endereço ip à interface utiliza-se o comando ip address A.B.C.D AM.BM.CM.DM, onde A.B.C.D será o endereço que se pretende atribuir à interface e AM.BM.CM.DM será a mascara da rede: Cisco1720_1(config)#interface serial 0 Cisco1720_1(config-if)#ip address 172.16.5.1 255.255.255.0 Cisco1720_1(config-if)# A.5 Encaminhamento Este capítulo é exclusivamente alusivo aos routers, visto que são os aparelhos de uma rede que fazem encaminhamento. Para que um router possa fazer encaminhamento tem que saber para onde encaminhar os pacotes. Neste sentido existem protocolos que ajudam o router a executar esta tarefa, são os chamados algoritmos de encaminhamento. Estes algoritmos estão divididos em dois grandes blocos, os algoritmos de encaminhamento exterior (Exterior Gateway Protocol - EGP) e os algoritmos de encaminhamento interior (Interior Gateway Protocol - IGP). Neste documento só serão focados alguns algoritmos de encaminhamento interior. Para que numa rede os algoritmos de encaminhamento funcionem, é necessário que todos os routers estejam configurados com o mesmo algoritmo, caso contrário tem-se que delimitar áreas, onde em cada área utiliza-se o mesmo algoritmo. Neste caso, para fazer a troca de informação entre áreas utiliza-se um router que faça a passagem entre áreas. De seguida serão explicados alguns algoritmos de encaminhamento, quais as principais características e como configurá-los através do Cisco IOS. A.5.1 RIP Routing Information Protocol (RIP) [RFC1723] é o algoritmo mais antigo que é utilizado nos dias de hoje. Mesmo assim é utilizado por um grande número de routers por ser de simples configuração. Mas por outro lado é um algoritmo com algumas limitações a nível de encaminhamento, pois só utiliza uma métrica, baseada no 8

número de hops. Neste sentido pode ser bastante limitado no caso da mesma rede ter ligações com velocidades diferentes entre si. Outra limitação deste algoritmo de encaminhamento é que converge muito lentamente quando acontece uma falha de ligação entre routers. Existe o problema da convergência para o infinito ([CNET01], pag.322/326). Para redes de pequena escala este método pode funcionar, mas para redes com muito tráfego e de maiores dimensões esta troca de pacotes pode congestionar ainda mais a rede. Ainda outra desvantagem do RIP é que não suporta máscaras de sub-rede de dimensão variável, o que faz com que sejam desperdiçados endereços IP. Para configurar este algoritmo é necessário entrar em modo de configuração e em seguida fazer router rip para que o algoritmo fique activo: Cisco1720_4(config)#router rip Em seguida basta configurar cada rede à qual o router deverá fazer encaminhamento com o comando network A.B.C.D, onde A.B.C.D será o endereço da rede que se pretende fazer encaminhamento: network 172.16.0.0 network 193.168.1.0 network 193.168.3.0 A.5.2 IGRP Este algoritmo, denominado de Interior Gateway Routing Protocol, IGRP, é um algoritmo baseado no vector distância, utilizando como métrica o número de hops em conjunto com a largura de banda de cada ligação. Por outro lado, em comparação com o protocolo anterior, RIP, este protocolo têm uma melhor convergência o que significa poupança de tempo e na estabilidade do algoritmo. Por outro lado ainda apresenta a desvantagem de ser necessário difundir na rede toda a tabela de encaminhamento de tempo em tempo. Em contrapartida este algoritmo é relativamente mais difícil de configurar do que o RIP, não suporta VLSM (Variable Length Subnet Mask) e só pode ser utilizado em redes CISCO, pois é um algoritmo que pertencente à CISCO. Para configurar este algoritmo é suficiente seguir os passos que serão descritos a seguir: 9

1. Activar o algoritmo de encaminhamento IGRP Cisco1720_4(config)#router igrp 101 2. Definir quais as redes em que se vai fazer encaminhamento network 172.16.0.0 network 193.168.1.0 network 193.168.3.0 3. Definir uma largura de banda máxima para cada interface, com a excepção da interface Ethernet pois o router atribui um valor por defeito para esta interface. Esta largura de banda é utilizada para o algoritmo poder calcular o melhor destino tendo em conta a largura de banda. Cisco1720_4(config)#interface serial 1 Cisco1720_4(config-if)#bandwidth 125 Cisco1720_4(config-if)#exit Cisco1720_4(config)#interface serial 0 Cisco1720_4(config-if)#bandwidth 125 Cisco1720_4(config-if)# A.5.3 EIGRP Este algoritmo é uma extensão ao IGRP, tendo por isso a denominação de Enhanced Gateway Routing Protocol. Sendo um melhoramento ao algoritmo que lhe deu origem, este já suporta VLSM. Este algoritmo vê melhorado o modo como converge, no sentido que tem uma máquina de estados que é capaz de eliminar os ciclos que ainda podiam existir no IGRP. Este protocolo também é capaz de descobrir os vizinhos e também vê incrementada a sua escala. Este protocolo tem ainda a vantagem de não ser mais complicado de configurar do que o IGRP como se pode ver de seguida: 1. Activar o algoritmo de encaminhamento EIGRP Cisco1720_4(config)#router eigrp 101 2. Definir quais as redes em que se vai fazer encaminhamento 10

network 172.16.0.0 network 193.168.1.0 network 193.168.3.0 3. Definir uma largura de banda máxima para cada interface, com a excepção da interface Ethernet Cisco1720_4(config)#interface serial 1 Cisco1720_4(config-if)#bandwidth 125 Cisco1720_4(config-if)#exit Cisco1720_4(config)#interface serial 0 Cisco1720_4(config-if)#bandwidth 125 Cisco1720_4(config-if)# A.5.4 OSPF Open Shortest Path First, OSPF, é o algoritmo mais complexo dos apresentados e tem um algoritmo baseado no protocolo estado de linha ([TAN11], pag.366/475). É um algoritmo que pode ser utilizado em larga escala, pois obriga a utilização de áreas, conjuntos de router. Obrigatoriamente tem que existir uma área 0, backbone, onde a partir daí podem-se juntar outras áreas. Isto tem a vantagem de se escalonar bastante bem a rede, com a desvantagem de introduzir alguma complexidade. Neste sentido deve ser utilizado quando a rede tem dimensões que o justifiquem. No entanto para pequenas redes também pode ser utilizado, com uma configuração simples. Quando é utilizado em redes de grandes dimensões deve-se ter o cuidado de não ter áreas muito grandes (menos de cinquenta routers ou cem interfaces), pois como é um algoritmo complexo, tende a ser um pouco pesado para os CPUs quando na sua área existem muitos routers. Este algoritmo tem ainda a vantagem de ser standard, e por isso pode ser utilizado por qualquer marca de routers, e não apenas pelos da CISCO. Tem todas as características do EIGRP incluindo a característica de utilizar a largura de banda de cada troço para fazer encaminhamento. Converge bastante rápido quando da alteração repentina na topologia da rede e suporta VLSM. Para configurar o router a utilizar este algoritmo de encaminhamento, deve-se utilizar o comando router ospf n_processo, onde n_processo é o número do 11

processo associado com o encaminhamento, tal como existia nos protocolos IGRP e EIGRP. Cisco1720_1(config)#router ospf 100 Cisco1720_1(config-router)# Para definir as redes a utilizar pelo algoritmo utiliza-se novamente o comando network A.B.C.D E.F.G.H area n_area, onde A.B.C.D é a rede que se pretende inserir o router, E.F.G.H é o wildcard dessa rede e n_area é o número da área que se pretende inserir o router. Para a área do backbone é definida a área 0. network 172.16.0.0 0.0.255.255 area 0 network 193.168.1.0 0.0.0.255 area 0 network 193.168.3.0 0.0.0.255 area 0 Quando se pretende disseminar a rota por defeito de um router para os outros routers a correr OSPF é possível usar o comando default-information originate. default-information originate Para configurar o router a utilizar este algoritmo de encaminhamento, deve-se utilizar o comando router ospf n_processo, onde n_processo é o número do processo associado com o encaminhamento, tal como existia nos protocolos IGRP e EIGRP. A.5.5 Rotas estáticas O IOS permite definir acrescentar rotas estáticas à tabela de encaminhamento, por exemplo para interligar a rede local a um router de entrada de outra entidade, que não está disposta a correr um protocolo de encaminhamento. Para configurar rotas estáticas no router, deve-se utilizar o comando ip route A.B.C.D E.F.G.H gwaddress, onde A.B.C.D é um endereço de rede (ou 0.0.0.0 para encaminhamento por omissão), E.F.G.H é a máscara dessa rede, e gwaddress um endereço de um router, ou uma interface de rede (e.g. FastEthernet 0). // default Cisco1720_4(config)#ip route 0.0.0.0 0.0.0.0 192.168.2.1 // rede Cisco1720_4(config)#ip route 10.1.55.0 255.255.255.0 172.16.33.3 12

Referências [Jam02] Boney, James, Cisco IOS in a Nutshell, First Ed. O Reilly & Associates, Inc., 2002; [TAN11] Tanenbaum, Andrew S. and Wetheral, David J., Computer Networks, Fifth Ed., Prentice-Hall International, Inc, 2011; [CNET01] Kurose, James K. and Ross, Keith W., Computer Networking, A topdown approach featuring the internet, Addison Wesley Longman, Inc, 2001; [RFC1723] G. Malkin, RIP Version 2 - Carrying Additional Information, novembrode 1994; [Cisco] Cisco IOS Release 12.2. http://www.cisco.com/univercd/cc/td/doc/ product/software/ios122/index.htm 13