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Transcrição:

IX Congresso da Associação Portuguesa de Licenciados em Farmácia XXVII Encontro Nacional de Técnicos de Farmácia IV Encontro Nacional de Estudantes de Farmácia LIVRO DE RESUMOS COORDENADORES: Luís Miguel Fernandes do Nascimento Isabel Cristina Jornalo Freire Pinto Olívia Rodrigues Pereira

FICHA TÉCNICA Título IX Congresso da Associação Portuguesa de Licenciados em Farmácia, XXVII Encontro Nacional de Técnicos de Farmácia, IV Encontro Nacional de Estudantes de Farmácia Autores/Editores Luís Miguel Fernandes do Nascimento; Isabel Cristina Jornalo Freire Pinto; Olívia Rodrigues Pereira Editora Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança Data 24 e 25 de outubro de 2014 ISBN 978-972-745-177-7 2

Esta edição é publicada pela Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança Agência Nacional ISBN IX Congresso da Associação Portuguesa de Licenciados em Farmácia, XXVII Encontro Nacional de Técnicos de Farmácia, IV Encontro Nacional de Estudantes de Farmácia ISBN 978-972-745-177-7 Editora: Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança Livro em 1 volume, 49 páginas Este livro contém informações obtidas de fontes autênticas. A responsabilidade pelo conteúdo dos resumos é única e exclusivamente dos autores. Os resumos publicados neste livro são propriedade da ESSa- IPB. Este livro ou qualquer parte do mesmo, não poderá ser reproduzido ou transmitido em qualquer formato ou por qualquer meio, electrónico ou físico ou por qualquer sistema de armazenamento de informação ou de recuperação, sem autorização prévia da ESSa-IPB. Todos os direitos reservados. Escola Superior de Saúde Instituto Politécnico de Bragança Avenida D. Afonso V - 5300-121, Bragança, Portugal Tel: (+351) 273 303 200 / (+351) 273 331 570 Fax: (+351) 273 325 405 2014 by ESSa-IPB ISBN 978-972-745-177-7 3

O3. CONHECIMENTO E UTILIZAÇÃO DA CONTRACEÇÃO DE EMERGÊNCIA EM MULHERES JOVENS ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR Ribeiro, M.*; Fernandes, A.** *Professora Adjunta do Instituto Politécnico de Bragança; Investigadora do Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento Colaboradora da Unidade de Investigação para o Desenvolvimento do Interior **Professor Adjunto do Instituto Politécnico de Bragança; Investigador do Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento Introdução: A contraceção pós-coital de emergência (CE) é o único método que pode ser utilizado após a relação sexual para prevenir a gravidez [1]. Não é considerado um método abortivo e não tem efeitos teratogénicos [1-2]. A sua eficácia é tanto maior quanto menor o tempo de administração após a relação sexual desprotegida. Assim, é recomendado que a toma da pílula seja efetuada nas primeiras 12 a 72 horas após a relação sexual. O mecanismo de ação da pilula do dia seguinte depende da fase do ciclo menstrual onde se encontre a mulher só sendo eficaz se ainda não tiver ocorrido a implantação do óvulo [3-4]. Objectivos: Avaliar o nível de conhecimento e a frequência de uso da contraceção de emergência em mulheres jovens estudantes do ensino superior; e, verificar se o nível de conhecimentos está correlacionado com a idade e o ano curricular frequentado. Material e Métodos: Trata-se de um estudo transversal, analítico, observacional e quantitativo que teve como base uma amostra probabilística aleatória simples constituída por 245 mulheres com idades compreendidas entre ao 18 e os 24 anos. Os dados foram recolhidos, aplicando um questionário anónimo de autopreenchimento, em contexto de sala de aula, no período de janeiro a março de 2014. Estas jovens frequentavam um curso da área científica da saúde. Resultados: O preservativo masculino foi o método contracetivo mais conhecido (100%), seguido do preservativo feminino (96,7%), dos métodos contracetivos hormonais orais (96,1%), da contraceção de emergência (91,4%) e do Diafragma (90,6%). Para a esmagadora maioria (95,9%), a escola foi principal fonte de informação. Das 234 jovens sexualmente ativas, 36,3% nunca recorreram à contraceção de emergência, 8,9% recorreram apenas 1 vez e as restantes recorreram mais do que uma vez (54,8%). A distribuição das jovens pelo nível de conhecimento foi o que se segue: 0,4% Mau; 25,7% Reduzido; 64,5% Médio; 9% bom e 0,4% Muito Bom. O teste de correlação de Spearman provou existirem correlações, estatisticamente, significativas, fracas e positivas entre o nível de conhecimento, a idade (Rs=0,134; p=0,034) e o ano curricular frequentado (Rs=0,187; p=0,003). Conclusão: Considera-se que o nível de conhecimento registado foi pouco satisfatório dado o nível de formação das jovens estudantes. A idade e o ano curricular frequentado mostraram estar correlacionados com o nível de conhecimentos sobre a contraceção de emergência. Estes 15

resultados mostram a necessidade do reforço da formação dos futuros profissionais de saúde no que diz respeito aos métodos contracetivos. Palavras-chave: Métodos contracetivos, Contraceção de emergência, Jovens, Mulheres. Bibliografia: [1] Nunes, M. Conhecimento e utilização da contracepção de emergência em alunas do Ensino Secundário em Guimarães. Rev Port Clin Geral. 2005, 21: 247-56. [2] Souza, R. Pílula do dia Seguinte: uma revisão de literatura sobre anticoncepção de emergência. Cadernos UniFOA. 2008; Edição Nº08. [3] Nogueira, A.; Reis, F.; Neto, O. Anticoncepcionais de emergência Porque não usar?. Medicina Ribeirão Preto. 2000, 33: 60-63. [4] Zucchi, R.; JR, J.; Zucchi, F.; Camano, L. Gravidez Ectópica após uso da Contracepção de Emergência: relato de caso. RBGO. 2004, 26 (9): 741-743. 16