Parcelamento de débitos federais Lei nº 11.941/09 Portaria PGFN/RFB nº 06/09 1
Base legal: MP nº 449/08 Lei nº 11.941/09 Regulamentação: Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 06/09 Ato Declaratório Executivo CODAC nº 65/09 Período de adesão: Entre 17/08/09 e 30/11/09 2
Débitos que podem ser parcelados Débitos de qualquer natureza junto à PGFN ou à RFB, vencidos até 30/11 11/08; Constituídos ou não; Com exigibilidade suspensa ou não; Inscritos ou não em Dívida Ativa; Objeto de execução fiscal ajuizada ou não; Parcelados com base no REFIS, PAES ou PAEX, ou nas Leis nºs. 8.212/91 e 10.522 522/02, ainda que tenha havido rescisão ou exclusão do respectivo programa ou parcelamento. 3
Débitos que não podem ser parcelados Débitos de pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional (vedação instituída pela Portaria PGFN/RFB nº 06/09 09 sem fundamento na Lei nº 11.941 941/09); Débitos parcelados em outras modalidades que não o REFIS, PAES, PAEX ou nos parcelamentos ordinários previstos nas Leis nºs. 8.212/91 e 10.522 522/02. 4
Reduções para pagamento à vista Aplicação a débitos anteriormente parcelados ou não (arts. 2º, I, e 6º, caput, da Portaria PGFN/RFB nº 06/09 09): 100% das multas de mora e de ofício; 40 40% das multas isoladas; 45% dos juros de mora; 100% sobre o valor do encargo legal. O pagamento à vista deve ser realizado concomitantemente à apresentação do requerimento de adesão (art. 16 da Portaria PGFN/RFB nº 06/09 09). 5
Parcelamento - Reduções dos débitos não parcelados anteriormente Quantidade de Prestações 30 meses 60 meses 120 meses 180 meses Multa de mora e de ofício 90% 80% 70% 60% Multa isolada 35% 30% 25% 20% Juros 40% 35% 30% 25% Encargo legal 100% 100% 100% 100% 6
Parcelamento - Reduções dos débitos anteriormente parcelados REFIS PAES PAEX ORDINÁRIO (60 meses) Multa de mora e de ofício 40% 70% 80% 100% Multa isolada 40% 40% 40% 40% Juros 25% 30% 35% 40% Encargo legal 100% 100% 100% 100% 7
Formalização do montante a ser parcelado Momento da indicação dos débitos; Lei x portaria Os débitos a serem parcelados serão indicados no momento da consolidação do parcelamento; Apresentação do requerimento = informação dos grupos de débitos. 8
Cálculo da 1ª parcela (art. 3º da Portaria) Interpretação mais conservadora Requerimento de adesão ao parcelamento, apuração pelo contribuinte do valor total da dívida (com os benefícios) e decomposição de acordo com o número de prestações pretendidas; Cálculo e pagamento das parcelas, nos moldes acima, até a consolidação definitiva do parcelamento. Interpretação menos conservadora Requerimento de adesão ao parcelamento com pagamento das parcelas mínimas indicadas na Portaria nº 06/09 09, conforme o caso; Pagamento das parcelas mínimas até a consolidação definitiva do parcelamento. 9
Parcelas Mínimas (arts. 3º e 9º da Portaria) Natureza DÉBITOS PARCELADOS ANTERIORMENTE NÃO OU Origem Pessoa Física R$ 50,00 Pessoa Jurídica R$ 100,00 IPI alíquota zero ou não-tributado R$ 2.000,00 Valor PARCELAMENTO ATIVO EM 03.12.2008 REFIS 85% da média das prestações devidas entre os meses de dezembro de 2007 a novembro de 2008; ou 85% da média das parcelas devidas no Programa antes da edição da Medida Provisória nº 449/08 (exclusão ou rescisão em um período menor que 12 meses). PAES PAEX ORDINÁRIO 85% do valor da prestação devida no mês de novembro de 2008. DÉBITOS PROVENIENTES DE MAIS DE UM PARCELAMENTO Somatório das parcelamento. prestações mínimas definidas para cada 1
Cálculo do saldo remanescente dos parcelamentos anteriores para migração ao novo parcelamento Dívida inicial objeto do parcelamento anterior acrescida da recomposição de juros calculados pela variação da Taxa SELIC desde a respectiva adesão até hoje e dos percentuais integrais de multas ou encargos porventura reduzidos; Subtração dos valores pagos a título de prestações mensais dos parcelamentos anteriores = saldo remanescente sobre o qual irá incidir os benefícios previstos no artigo 3º, 2º, da Lei nº 11.941 941/09. 11
Tratamento dos honorários de sucumbência Questões previdenciárias Inclusão conjunta dos débitos e honorários para aplicação dos redutores de acordo com a modalidade de parcelamento eleita; Exemplos: FNDE, INCRA, SAT, etc. Demais tributos Redução a 0 (zero) do valor dos honorários, incluídos no conceito de encargo legal. 1
Possibilidade parcelados de segregação dos débitos a serem Desistência parcial de processo administrativo ou de ação judicial; Débitos passíveis de distinção : quanto à natureza e/ou aos períodos de apuração. 1
Redução para antecipação do pagamento de parcelas Benefício: mesmas reduções do pagamento à vista Requisitos: Amortização, no mínimo, do valor equivalente a 12 (doze) prestações; Quitação de eventuais parcelas vencidas até a data da antecipação. Sistemática da redução: amortização das últimas parcelas, sem redução do valor das prestações. 1
Utilização de prejuízo fiscal de IRPJ e base de cálculo negativa de CSLL Possibilidade de liquidação das multas (de mora ou de ofício) e juros moratórios; Apurados até o ano-calendário de 2008, inclusive; Alíquotas de 25% (prejuízo fiscal) e 9% (base negativa); Inaplicabilidade do limite de 30% para compensação; A solicitação de utilização desses créditos, a ser efetuada no momento da consolidação, será expressa e irretratável. 1
Efeitos da adesão ao parcelamento Desistência compulsória e definitiva dos parcelamentos anteriores; Confissão irrevogável e irretratável parcelamento; dos débitos abrangidos pelo Necessidade de desistência expressa e irrevogável de qualquer questionamento administrativo ou ação judicial proposta, bem como renúncia a quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundam tais processos administrativos e judiciais. 1
Efeitos da adesão ao parcelamento (cont.) Consentimento à implementação de endereço eletrônico para recebimento de comunicações/notificações, de qualquer natureza, por parte da RFB; Manutenção das garantias eventualmente apresentadas; Impossibilidade de aplicação cumulativa de outras reduções previstas na legislação, vedado o pagamento/parcelamento via compensação; Inexistência de novação da dívida parcelada. 1
Migração entre parcelamentos (MP nº 449/08 e Lei nº 11.941 941/09) Acaso o contribuinte tenha aderido ao parcelamento nos moldes em que foi instituído pela MP nº 449/08 e regulado pela Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 01/09 09 e não deseje optar pela modalidade instituída pela Lei nº 11.941 941/09 deverá manifestar tal intenção expressamente; No caso de inexistência de manifestação expressa, a migração entre os parcelamentos ocorrerá automaticamente. 1
Parcelamento de débitos da PJ por PF As pessoas físicas responsabilizadas em razão de tributos devidos por pessoas jurídicas poderão efetuar pagamento à vista ou parcelado, desde que com anuência desta no caso de opção pelo parcelamento; Os débitos da pessoa jurídica serão consolidados em nome da pessoa física, mantida a responsabilidade daquela; A pessoa física passará a ser solidariamente responsável em relação à dívida parcelada. 1
Rescisão do parcelamento Causas: Inadimplência de 3 (três) prestações, consecutivas ou alternadas; Inadimplência de 1 (uma) prestação, estando paga a totalidade do parcelamento (condição somente verificável ao término do parcelamento). Efeitos: Exigibilidade imediata da totalidade do débito confessado; Remessa do débito para inscrição em DAU ou prosseguimento da execução fiscal, conforme o caso; Cancelamento dos benefícios concedidos; Automática execução da garantia existente. 2
Rescisão do parcelamento (cont.) Outros aspectos: A exclusão do parcelamento será comunicada ao contribuinte por meio eletrônico (art. 21, 4º, da Portaria), a ser definido pela RFB (art. 12, 7º, da Portaria); A inadimplência de tributos vincendos não implica rescisão do parcelamento; Possibilidade de apresentação de recurso com efeito suspensivo, no prazo de 10 (dez) dias; Possibilidade de nova adesão ao parcelamento, no caso de não pagamento da 1ª parcela, desde que tal opção seja feita até o dia 30 de novembro de 2009; A liquidação integral do débito consolidado, desde que efetuada até o término do prazo para interposição de recurso, prejudica a rescisão. 2
Prazos Obrigação Termo inicial Termo final Prazo/Venc. Adesão ao parcelamento previsto na Lei nº 11.941/09 e desistência quanto aos anteriormente concedidos 17/08/2009 30/11/2009 - Pagamento da primeira parcela Protocolo do requerimento de adesão - Último dia útil do respectivo mês Apresentação de pedido de desistência nos autos dos processos administrativos e/ou judiciais que tenham por objeto os débitos que serão parcelados Ciência do deferimento do requerimento de adesão ao parcelamento (apresentação das informações) ou da data do pagamento à vista - 30 dias Apresentação de cópia da 2ª via do pedido de Apresentação do pedido de desistência - 30 dias desistência junto ao órgão responsável pela administração do débito Manifestação, por escrito, quanto ao interesse de manter débitos fiscais no parcelamento de que trata a MP nº 449 Interposição de recurso em face da decisão que determinou a exclusão do Contribuinte do parcelamento 17/08/2009 30/11/2009 - Ciência da exclusão - 10 dias Regularização das prestações devedoras decorrentes da recomposição dos valores indevidamente amortizados a titulo de prejuízo fiscal e/ou base de cálculo negativa da CSLL Pagamento à vista, com liquidação de multas e juros decorrente da utilização de créditos relativos a prejuízo fiscal e base de cálculo negativa da CSLL Ciência da recomposição - 30 dias 17/08/2009 30/11/2009-2
Marcos temporais relevantes Início do prazo de 30 dias para desistência de ações ou processo administrativos, no caso de pagamento à vista Apresentação do requerimento ou pagamento à vista Intimação apresentação informações necessárias consolidação parcelamento para de à do Término do prazo de 30 dias para desistência de ações ou processos administrativos 17.08 08.0909 Início do prazo para apresentação do requerimento ou pagamento à vista Pagamento da 1ª parcela até o último dia útil do mês de apresentação Apresentação de informações necessárias à consolidação do parcelamento. Deferimento do parcelamento e início do prazo para desistência 2
Aspectos polêmicos Depósitos administrativos e judiciais Os valores depositados serão utilizados para abater a totalidade dos débitos consolidados ou apenas o respectivo débito? 2
Aspectos polêmicos (cont.) Desistência de ações judiciais Deve-se desistir de ações judiciais cujo crédito tributário, incluído no parcelamento, não esteja com a exigibilidade suspensa? Possibilidade de desconsideração da confissão irretratável e irrevogável nas hipóteses em que os débitos incluídos em parcelamento são, subsequentemente, tidos por inconstitucionais pelo STF? Tal pretensão encontraria óbice no argumento de que se trataria de hipótese de confissão irretratável e irrevogável de dívida? 2
Aspectos polêmicos (cont.) IR Fonte e CPRF Lei nº 11.941 941/09: possibilidade de incluir quaisquer débitos; Lei nº 10.666 666/03 03: vedação quanto à concessão de parcelamento de contribuições previdenciárias descontadas dos empregados. Remissão/Anistia de multas de mora e de ofício Haverá remissão/anistia das multas cujo principal já foi pago? E nos casos em que se discute a denúncia espontânea? 2
Aspectos polêmicos (cont.) Penhoras em execução fiscal e garantias de parcelamentos anteriores As garantias oferecidas em parcelamentos anteriores poderão ser levantadas? As Cartas de Fiança Bancária oferecidas em garantia de execução fiscal poderão ser desentranhadas ou o contribuinte continuará a arcar com o respectivo custo durante o prazo de parcelamento? Apresentação de novas garantias Diante do art. 36 da Portaria, que determina a aplicação dos arts. 10 a 13, bem como do caput e 1º e 3º do art. 14-A e art. 14-B da Lei nº 10.522 522/02, é possível que a Fazenda Nacional exija garantia do contribuinte? 2
Aspectos polêmicos (cont.) Impossibilidade de opções distintas de parcelamentos num mesmo grupo de débito Exemplo: (i) demais débitos parcelamento de débitos de COFINS em 120 prestações e de 180 para débitos de IRPJ CND Momento da suspensão da exigibilidade - Indefinição A partir do requerimento? No pagamento da primeira parcela (mínima ou cheia )? Ou na consolidação do parcelamento? 2
Aspectos polêmicos (cont.) Exclusão de débitos em caso de êxito judicial ou administrativo Há a possibilidade de exclusão do débito antes do decurso do prazo para desistência de ações judiciais administrativas? A não apresentação da desistência levaria à rescisão do parcelamento? 2
MUITO OBRIGADO! 3
Parcelas parcelados: mínimas para os débitos que já foram Débitos provenientes de mais de um parcelamento: prestação mínima será equivalente ao somatório das prestações mínimas definidas para cada um dos parcelamentos. VOLTAR 3
Portaria Art. 14. A dívida será consolidada na data do requerimento do parcelamento ou do pagamento à vista. Art. 15. Após a formalização do requerimento de adesão aos parcelamentos, será divulgado, por meio de ato conjunto e nos sítios da PGFN e da RFB na Internet, o prazo para que o sujeito passivo apresente as informações necessárias à consolidação do parcelamento. ( ) 2º No momento da consolidação, o sujeito passivo que aderiu aos parcelamentos previstos nesta Portaria deverá indicar os débitos a serem parcelados, o número de prestações e os montantes de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da CSLL a serem utilizados para liquidação de valores correspondentes a multas, de mora ou de ofício, e a juros moratórios. Lei Art. 1º ( ). 11. A pessoa jurídica optante pelo parcelamento previsto neste artigo deverá indicar pormenorizadamente, no respectivo requerimento de parcelamento, quais débitos deverão ser nele incluídos. (...) VOLTAR 3
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TRIBUTÁRIO. CONFISSÃO DE DÍVIDA. PARCELAMENTO. REVISÃO JUDICIAL. POSSIBILIDADE. LIMITES. 1. Considerando a natureza institucional (e não contratual) da obrigação tributária - insuscetível, por isso mesmo, de criação por simples ato de vontade -, é cabível o controle da legitimidade das fontes normativas que disciplinam a sua instituição, mesmo quando há confissão de dívida. (...) 2. No caso, a revisão judicial da confissão da dívida tem por fundamento a ilegitimidade da norma que instituiu o tributo, e nesses limites é viável o controle jurisdicional. 3. Recurso especial a que se dá provimento. (STJ, 1ªT, REsp 948.094/PE, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 04.10 10.2007, p. 207) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL IMPOSTO DE RENDA BENEFÍCIOS RECEBIDOS DE ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA LEI 7.713/88 ISENÇÃO VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE: SÚMULA 284/STF AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO SÚMULA 211/STJ DISSÍDIO NÃO CONFIGURADO PARCELAMENTO CONFISSÃO DE DÍVIDA DISCUSSÃO JUDICIAL DO DÉBITO. ( ) 4. Hipótese em que houve confissão de dívida e acordo de dois parcelamentos subseqüentes não honrados pelo contribuinte. Nessas circunstâncias, não é possível impedir a discussão judicial do que lhe está sendo cobrado pelo Fisco em execução fiscal. Além disso, trata-se de obrigação decorrente de lei, não se podendo conceber a cobrança acima do devido, mesmo que haja uma confissão de dívida. 5. (...) (STJ, 2ªT, REsp 852.040/CE, Rel. Min. Eliana Calmon, DJ de 11.04 04.2008, p. 1) VOLTAR 3