Rio Doce: passado, presente e futuro Fábio Vieira Consultor Ambiental e professor colaborador no Programa de Pós Graduação em Zoologia, ICB, UFMG
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Manchete da Revista Galileu em 13/NOV/2015 FONTE: http://revistagalileu.globo.com/ciencia/meio-ambiente/noticia/2015/11/e-oficial-o-rio-doce-esta-completamente-morto.html 07/47
A bacia do rio Doce 08/47
A bacia do rio Doce 09/47
A bacia do rio Doce FONTE: http://www.cprm.gov.br/publique/media/20151120_1_monitoramento_qualidade_de_agua.jpg 10/47
O Rio Doce em 1815 (Gravura do príncipe Maximilian Alexander Philipp Wied-Neuwdied, Fundação Biblioteca Nacional) http://www.estacaocapixaba.com.br/2016/01/a-exploracao-do-rio-doce-e-seus.html 11/47
http://ape.es.gov.br/indios-botocudos-do-rio-doce-walter-garber#prettyphoto 12/47
Extinto no rio Doce 13/47
Pesca na década de 1970 14/47
15/47 A ictiofauna 70-80 espécies nativas 13 ameaçadas de extinção (3 afetadas) 3 possivelmente extintas na bacia (marinhas) 30 exóticas Entre as três regiões (alto, médio e baixo), o baixo apresenta informações menos confiáveis sobre a fauna de peixes
Nativas 16/47
Ameaçadas de extinção 17/47
Nativas (recentemente descritas ou em descrição) 18/47
Exóticas 19/47
FONTE: http://abeco.org.br/web/informativos/ 20/47
21/47 Questões abordadas O mito do rio Morto ; Hiperinflação de espécies; Projeto Arca de Noé ; Descoberta de nova espécie;
22/47 O mito do rio morto Dentro da bacia hidrográfica os impactos do rompimento da barragem de Fundão estiveram restritos à calha do rio Doce e seus formadores (rio Gualaxo do Norte/Carmo). Atingiram uma extensão de aproximadamente 670 km lineares entre a barragem e a foz em Regência ES, e não 853 km como amplamente divulgado. Considerando somente para efeito de análise uma faixa média de calha do rio com largura de 1 km (superestimado), conclui-se que a área afetada dentro da bacia seria de no máximo 670 km 2 (calha dos rios + áreas marginais na porção alta). Essa área representa aproximadamente 0,81 % do total da bacia do rio Doce, estimada em 83.000 km 2, portanto, impossível falar em rio morto, seja para qualquer organismo que se use como exemplo. Uma bacia de drenagem é infinitamente maior que o rio principal!
O mito do rio morto FONTE: http://www.cprm.gov.br/publique/media/20151120_1_monitoramento_qualidade_de_agua.jpg 23/47
O mito do rio morto FONTE: imagens IBAMA - http://siscom.ibama.gov.br/mariana/#/ 24/47
25/47 O mito do rio morto Dentro da bacia hidrográfica os impactos do rompimento da barragem de Fundão estiveram restritos à calha do rio Doce e seus formadores (rio Gualaxo do Norte/Carmo). Atingiram uma extensão de aproximadamente 670 km lineares entre a barragem e a foz em Regência ES, e não 853 km como amplamente divulgado. Considerando somente para efeito de análise uma faixa média de calha do rio com largura de 1 km (superestimado), conclui-se que a área afetada dentro da bacia seria de no máximo 670 km 2 (calha dos rios + áreas marginais na porção alta). Essa área representa aproximadamente 0,81 % do total da bacia do rio Doce, estimada em 83.000 km 2, portanto, impossível falar em rio morto, seja para qualquer organismo que se use como exemplo. Uma bacia de drenagem é infinitamente maior que o rio principal!
O mito do rio morto Manchete do Jornal Metro Grande Vitória em 20/DEZ/2015 FONTE: http://www.metrojornal.com.br/nacional/foco/peixes-e-camaroes-sobrevivem-a-lama-contaminada-no-rio-doce-247323 26/47
O mito do rio morto Manchete do Jornal Metro Grande Vitória em 20/DEZ/2015 FONTE: http://www.metrojornal.com.br/nacional/foco/peixes-e-camaroes-sobrevivem-a-lama-contaminada-no-rio-doce-247323 27/47
O mito do rio morto Diagrama ilustrativo mostrando o funcionamento da sonda GARMIN modelo echomap 52DV FONTE: Fábio Vieira Dados inéditos 28/47
O mito do rio morto Distribuição espacial das áreas avaliadas ao longo da bacia do rio Doce, afetadas ou não pela passagem do sedimento liberado durante o acidente com o rompimento da barragem de Fundão,Mariana, MG. FONTE: Fábio Vieira Dados inéditos 29/47
O mito do rio morto Visão da tela do sonar quando este detectava diversos peixes Área 5 Reservatório da UHE Aimorés. FONTE: Fábio Vieira Dados inéditos 30/47
O mito do rio morto Número total de registros de peixes entre as áreas amostradas FONTE: Fábio Vieira Dados inéditos 31/47
32/47 Questões abordadas O mito do rio Morto ; Hiperinflação de espécies; Projeto Arca de Noé ; Descoberta de nova espécie;
Hiperinflação de espécies Manchete da Gazeta Online 20/NOV/2015 FONTE: http://www.gazetaonline.com.br/_conteudo/2015/11/noticias/cidades/3915239-duzentas-especies-de-peixes-do-rio-doce-ameacadas-pela-lama.html 33/47
Hiperinflação de espécies FONTE: http://www.gazetaonline.com.br/_conteudo/2015/11/noticias/cidades/3915239-duzentas-especies-de-peixes-do-rio-doce-ameacadas-pela-lama.html 34/47
Hiperinflação de espécies FONTE: http://www.gazetaonline.com.br/_conteudo/2015/11/noticias/cidades/3915239-duzentas-especies-de-peixes-do-rio-doce-ameacadas-pela-lama.html 35/47
36/47 Questões abordadas O mito do rio Morto ; Hiperinflação de espécies; Projeto Arca de Noé ; Descoberta de nova espécie;
Projeto Arca de Noé Se propôs a recolher os peixes no ES em uma extensão de 145 km de rio com largura superior a 1 km em alguns trechos. Somente por essas medidas do rio já se teria ideia da inocuidade da empreitada, mas mesmo assim foi conduzida com ampla aceitação dos diversos setores da sociedade. O próprio Instituto Estadual do Meio Ambiente do ES (IEMA) reconheceu, já no início, os problemas com a qualidade dos exemplares capturados para repovoamentos futuros, evidenciando o fracasso de tal iniciativa. FONTE: http://www.gazetaonline.com.br/_conteudo/2015/11/noticias/cidades/3915239-duzentas-especies-de-peixes-do-rio-doce-ameacadas-pela-lama.html 36/47
Projeto Arca de Noé FONTE: http://vitorianews.com.br/geral/noticia/2015/11/baixo-guandu-consegue-preservar-35-especies-aquaticas-do-rio-doce-antes-da-invasao-com-lama-toxica-62081.html 38/47
38/47 Questões abordadas O mito do rio Morto ; Hiperinflação de espécies; Projeto Arca de Noé ; Descoberta de nova espécie;
Descoberta de nova espécie FONTE: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/pesquisadores-descobrem-possivel-nova-especie-de-peixe-no-rio-doce/ 40/47
Descoberta de nova espécie FONTE: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/pesquisadores-descobrem-possivel-nova-especie-de-peixe-no-rio-doce/ 41/47
Descoberta de nova espécie FONTE: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/pesquisadores-descobrem-possivel-nova-especie-de-peixe-no-rio-doce/ 42/47
Descoberta de nova espécie FONTE: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/pesquisadores-descobrem-possivel-nova-especie-de-peixe-no-rio-doce/ 43/47
Descoberta de nova espécie FONTE: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/pesquisadores-descobrem-possivel-nova-especie-de-peixe-no-rio-doce/ 44/47
FONTE: http://g1.globo.com/espirito-santo/desastre-ambiental-no-rio-doce/noticia/2016/02/justica-proibe-pesca-na-foz-do-rio-doce-por-risco-de-contaminacao.html 45/47 Apesar da passagem do tempo Manchete na TV Gazeta 19/FEV/2016
46/47 Para reflexão Se foi decretada a proibição da pesca na foz por risco de contaminação, qual a razão para não se adotar o mesmo procedimento para o rio?
47/47 Uma breve conclusão Continua faltando Ciência e sobrando achismo e especulação! Obrigado!