Grupo Caiçara. Guanandi

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Transcrição:

Grupo Caiçara Guanandi O Guanandi é uma espécie nativa do Brasil que há aproximadamente 6 anos vem sendo utilizado em plantios comerciais no nosso país. Foi escolhida pelas ótimas características silviculturais e pela excelente qualidade de madeira. O Guanandi é plantado em países da América Central, como a Costa Rica, há mais de 15 anos, onde apresentou crescimento bem satisfatório. A Tropical Flora possui plantios próprios desde 2003 na região de Garça, interior de São Paulo. A região possui clima quente/úmido no verão e ameno/seco no inverno, apresentando 2 a 3 meses com pouca ou nenhuma chuva. A região recebe, em média, 1200 mm de chuva por ano. Nessas condições o Guanandi tem apresentado um desenvolvimento espetacular. Além desse plantio a Tropical Flora implantou e/ou prestou consultoria técnica em outras regiões do estado de São Paulo como: Bragança Paulista, Novo Horizonte, litoral norte, e outros estados do Brasil como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná.

O fator limitante encontrado pelo Guanandi nos locais de plantio foi a pouca resistência a geadas freqüentes no início do seu desenvolvimento (2 primeiros anos). Fora isso o Guanandi se adapta bem em diversos tipos de solo e clima, respondendo bem ao bom manejo silvicultural. O corte final do Guanandi está previsto para o 18º ano e os desbastes para os 6º, 12º e 15º anos. O rendimento de madeira previsto é de 300 m³ de madeira por hectare. O valor do m³ do Guanandi pode ser calculado comparando sua madeira a outras semelhantes como o Mogno e o Cedro Rosa, pois sua madeira é hoje muito escassa não sendo encontrada em mercados consumidores até o momento, o que com certeza mudará nos próximos anos, com a oferta dos nossos plantios e dos outros clientes que acreditaram nessa espécie promissora. As sementes são inspecionadas, beneficiadas, mantendo-se assim, ao longo dos anos, o ápice dos padrões de qualidade e produtividade nacional. Dentre os fatores determinantes da qualidade das espécies a serem germinadas, a semeadura e o acondicionamento, são imprescindíveis a esta Empresa. Calophyllum brasiliense (Guanandi) O guanandi, durante o período regencial, tornou-se monopólio do Estado Brasileiro e, em 1835, passou a ser a primeira Madeira de Lei do país. Desde então, a intensa exploração quase o extinguiu. Atualmente, as populações de guanandi estão expostas à devastação, tanto pela extração ilegal de madeira, quanto pela pressão de ocupação nas áreas de ocorrência. 2. Taxonomia Segundo o Sistema de classificação de Cronquist: Família: Clusiaceae. Espécie: Calophyllum brasiliense Cambessèdes. Sinonímia botânica: Calophyllum antillanum Brit. Standl.; Calophyllum ellipticum Rusby; Calophyllum rekoi Standl. Nomes vulgares: bálsamo-jacareúba, beleza, cedro-mangue, cedro-do-pântano, guanandi-amarelo, guanandi-carvalho, guanandi-poca, guanandi-cedro, guanandi-jaca, guanandi-landim, guanandi-lombriga, guanandi-piolho, guanandi-rosa, guanandivermelho, guanantim, guanandi-da-praia, guanandirana, gulanvin-carvalho, inglês, jacaríuba, jacareaba, jacareíba, jacareúba, landinho, lantim, landi-carvalho, landi, landim, lanfim, mangue, mangue-seco, olandi-carvalho, oanandí, oonandi, olandí, olandim, pau-de-maria, pau-de-azeite, pau-de-santa-maria, pau-sândalo, pindaíva, uáiandi (fruta oleosa). 3. Aspectos ecológicos O guanandi é uma espécie pertencente ao grupo sucessional secundária/intermediária tardia, porém ocorrem guanandizais quase puros, em condições pioneiras, no litoral paranaense (Carvalho, 1996).

A espécie ocorre em todas as bacias brasileiras, sobretudo em planícies temporariamente inundadas. Observa-se, nessas condições, que mesmo submersas as sementes mantêm a viabilidade, bem como as plantas crescem normalmente em solo encharcado. 4. Descrição Quando adulta, a árvore pode atingir até 20m de altura e diâmetro (DAP) entre 20 a 50 cm. Na região amazônica pode atingir 40 m de altura e 150 cm de DAP. Seu tronco é geralmente reto e cilíndrico, apresentando fuste de até 15 m de altura. O guanandi é uma espécie de folhas perenes, com copa larga e arredondada, densa e de coloração verde-escuro. A casca externa é marrom-escuro ou pardacenta, fissurada de alto a baixo, descamando em placas retangulares. A casca interna possui coloração rósea, é aromática, amargosa e ácida, exsudando látex amarelado e pegajoso. As folhas são simples, opostas, elípticas, coriáceas e apresentam dimensões de 5 a 15 cm de comprimento por 3 a 7 cm de largura, com nervuras laterais abundantes, próximas e paralelas. O pecíolo é verde-escuro, lustroso, espesso e mede até 2 cm de comprimento. O guanandi possui flores masculinas e hermafroditas na mesma planta, brancas, reunidas em racemos axilares ou panículas de 2,5 a 6 cm. Os frutos são do tipo drupa globosa, indeiscentes, carnosos, com pericarpo verde lactescentes quando maduros, apresentando dimensões de 19 a 30 mm de diâmetro. A polpa é oleaginosa, envolvendo uma semente, que é globosa e de coloração castanha (Carvalho, 1994). 5. Informações sobre reprodução e fenologia O guanandi é uma planta hermafrodita, cuja polinização é feita principalmente por abelhas e diversos insetos pequenos (Carvalho, 1994).. A frutificação, no Estado de São Paulo, ocorre entre abril e outubro (Carvalho, 1994). 6. Ocorrência natural Calophyllum brasiliense ocorre naturalmente entre as latitudes 18º N (Porto Rico) e 28º 10 S (Brasil), em altitudes de 5 a 1.200 metros. 7. Clima O guanandi ocorre sob os tipos climáticos subtropical úmido, subtropical de altitude e tropical. A precipitação anual média é de 1.100mm (São Paulo) a 3.000mm (Pará), sendo que no litoral da Bahia até Santa Catarina, região de Belém-PA e noroeste do Amazonas as chuvas são uniformemente distribuídas ao longo do ano e, nas demais

regiões, são periódicas e concentradas no verão. Tolera estação seca de até três meses, com déficit hídrico moderado (região Centro-Oeste). Essa espécie desenvolve-se bem em temperatura média anual de 18,1ºC (Minas Gerais) a 26,7ºC (Pará e Amazonas) a espécie suporta geadas, desde que em baixa freqüência (máximo de uma por ano). 8. Solo O guanandi ocorre em solos aluviais com drenagem deficiente, periodicamente inundáveis e brejosos, e com textura variando de arenosa a franca. A Embrapa Florestas realizou experimentos com plantio de guanandi em solo bem drenado, de fertilidade média a alta, textura franca a argilosa e, nessas condições, a espécie têm apresentado crescimento satisfatório. 9. Sementes Para obtenção de sementes, colhem-se os frutos no solo, quando estes já estão totalmente ou parcialmente despolpados por morcegos. A semente é extraída por maceração, retirando-se epicarpo e mesocarpo, permanecendo o endocarpo aderido à testa sugere a utilização direta do fruto como semente, sem despolpá-lo. Quebra de dormência. As sementes de guanandi apresentam dormência tegumentar, que pode ser superada por escarificação mecânica ou estratificação em areia úmida por 60 dias. Sem aplicação de tratamentos para superação de dormência, a germinação pode demorar até seis meses AS SEMENTES DEVE SER DESCASCADA cobrir AS SEMENTES com uma leve camada de substrato. A germinação é bem mais rápida se não fazer isto as semente pode não germinar. 10. Produção de mudas A produção de mudas pode ser feita em viveiro, semeando-se uma semente em sacos de polietileno com dimensões de 20 cm de altura e 7 cm de diâmetro ou em tubetes grandes de polipropileno. A germinação pode ocorrer em até 145 dias após a semeadura, e a taxa de germinação é bastante variável (15 a 95%). As mudas ficam prontas para o plantio em campo após dois meses. Em Porto Rico, a semeadura é realizada diretamente no campo, com taxas de germinação próximas a 100% (Flinta, 1960). Aconselha-se, na fase de viveiro, utilizar sombreamento de 50% de intensidade luminosa. 11. Aspectos silviculturais

Calophyllum brasiliense é uma espécie florestal esciófila, que se regenera abundantemente à sombra, portanto necessita de sombreamento de intensidade média na fase juvenil. O crescimento do guanandi é monopodial, característica que proporciona fustes bem definidos. Os galhos são finos, mas a desrama natural é fraca, sendo necessárias as podas (Carvalho, 1994). Os métodos de regeneração para os povoamentos de guanandi comumente utilizados são plantios puros a pleno sol ou em plantios mistos, associados às espécies pioneiras. Pode-se também utilizar plantios em faixas na vegetação matricial arbórea. Outra característica importante para a silvicultura dessa espécie é a capacidade de brotação a partir da touça após o corte. O ciclo de corte é de aproximadamente 18 anos, mas a primeira receita é obtida aos 10 anos, proveniente do desbaste. 12. Crescimento e produção O guanandi é uma espécie de crescimento lento a moderado. Em Manaus-AM, apresentou incremento médio anual de 8,40 m³/ha./ano, aos nove anos de idade. 13. Pragas e doenças Não há registros sobre ataques significativos de pragas e doenças a essa espécie. 14. A madeira A madeira de guanandi possui massa específica aparente entre 0,62 e 0,79g/cm³, a 15% de umidade e densidade básica entre 0,49 a 0,51 g/cm³. Trata-se, portanto, de uma madeira moderadamente densa O alburno possui coloração bege-rosado. O cerne pode é bege-rosado a róseo-acastanhado. De modo geral, esta madeira apresenta superfície lustrosa e áspera, textura fina e grã geralmente irregular (Carvalho, 1994). A durabilidade natural dessa madeira é moderada a alta para as podridões branca e marrom, considerada imputrescível dentro da água. Apresenta baixa permeabilidade aos tratamentos preservativos em função de possuir os poros parcialmente preenchidos por óleo-resina. Espaçamento O espaçamento é de 3 metros entre linhas e 2 metros entre plantas 15. Usos e preço da madeira A madeira de guanandi pode ser usada para fabricação de móveis, construção civil, construção naval, parquete, marcenaria, mourões, laminados decorativos, fabricação de barris de vinho, entre outros (Lorenzi, 1992; Carvalho, 1994).

A madeira de guanandi está sendo comercializada por aproximadamente R$ 2.000,00/m³, cotação realizada no ano de 2005). 16. Outros usos Além da produção de madeira, o guanandi é indicado para obtenção de resina com propriedades medicinais (uso veterinário), taninos (casca e folhas), óleo essencial (fruto) e saponina (folhas) (Carvalho, 1994). A árvore pode ser utilizada em projetos paisagísticos de parques e praças, bem como em reflorestamento para recuperação ambiental, especialmente em áreas de solo encharcado. Quem conhece os altos e baixos das atividades agropecuárias sabe: pela crescente escassez, as duas únicas atividades seguros para investir, onde nunca haverá a mínima possibilidade de surgir competidores que derrubem os preços dos produtos, são os setores de ÁGUA E MADEIRAS NOBRE (DE LEI). Receita Liquida para modulo de 5 hectares = R$ 6.352.128,00. As despesas totais no valor de R$ 47.872,00, divididas pelos 18,5 anos, representam um investimento anual de R$ 2.587,68 / 5 hectares. (ver planilha abaixo). Mais vendas dos subprodutos: da madeira de menor diâmetro que vai sendo desbastada (molduras, painéis decorativos, artesanatos, barris de vinho, etc.); das sementes, folhas e galhos das podas para indústrias farmacêuticas; das sementes, para reprodução a partir do 5º ano. Sobre subprodutos, ver mais detalhes em "Receita dos Subprodutos ". Do livro de Carvalho (pág.127): "Madeira largamente plantada em outros paises onde substitui o mogno e o cedro.. Moral da história: Este projeto agrega valor à sua terra pelo plantio da mata nobre. Quero dizer que, na hipótese de venda da terra, ela valerá mais com a madeira em cima (valor agregado). Será mais atrativa e valorizada. Cultivando tecnicamente, uma tora de eucalipto (para indústria move leira) leva 18,5 anos para se formar. O Guanandi também leva o mesmo tempo. Vai depender do capricho, tratos, adubação, etc., para crescer mais rápido. Do livro de H. Lorenzi (pág. 116)... "É a primeira madeira de lei do país (lei de 7 de janeiro de 1835 do Governo Imperial)" Desde 2004, fomentamos e orientamos plantios em mais de 1.000 propriedades desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul. A Floresta nativa plantada pode ser cortada. Ver Artigo 12 do Código Florestal - Lei Federal 4.771 / 1965. De todas as nativas, é a mais resistente em terrenos alagadiços, embora vá muito bem a solos pobres e secos.

O modo de plantar é igual ao eucalipto e pinus. Difere que a madeira do Guanandi vale 100 vezes mais que a do eucalipto e pinus. Uma vez plantado, semeia e refaz o ciclo sozinho. Roçar até fechar. Só esperar o corte. Boa aposentadoria. A formiga pouco ataca. Receita / Despesas - Planilhas - Modulo 5 hectares 1 - DESPESAS: 1.1 - Plantio (0 a 1 ano): A) Mão de obra R$ 1 - Plantio das 7.500 mudas 760,00 2 - Capinas 240,00 3 - Aplicação herbicidas 120,00 4 - Aplicação formicidas 100,00 5 - Aplicação adubação cobertura 120,00 B) Insumos 1 - Mudas-7.500 ( se optar por sementes este 18.750,00 item se reduz a 1/3 do valor) 2 - Adubação plantio 2.250,00 3 - Isca formicida 1.125,00 4 - Adubação de cobertura 1.200,00 5 - Herbicida ( Roundup) 300,00 6 - Seguro contra sinistros ( 1% do custo de 212,00 implantação ) C) Total do plantio ( 0 a 1 ano ) 25.177,00 1.2 - Manutenção ( 2 ao 5 anos ): A) Mão de obra R$ 1 - Capinas 960,0 2 - Herbicida 480,00 3 - Aplicação adubação cobertura 480,00 4 - Desrama ( poda de eliminação de galhos ) 1.000,00 B) Insumos 1 - Herbicida ( Roundup ) 1.200,00 2 - Adubação de cobertura 4.800,00 C) Total da manutenção ( 1 ao 5 anos ) 8.920,0 1.3 - Manutenção ( 6 aos 10 anos ): A) Mão de obra R$ 2 - Desrama (poda de eliminação de galhos ) 1.250,00 3 - Desbastes de 2.500 plantas em torno do 6 º ano 2.000,00 4 - Manutenções de aceiros contra fogo 1.200,00 5 - Coletas de sementes (*) 2.000,00 C) Total da manutenção ( 5 ao 10 anos ) 6.450,00

1.4 - Desbaste de 2.500 plantas aos 10 anos: Por conta do comprador da madeira 1.5 - Manutenção (10 aos 18,5 anos ): A) Mão de obra R$ 2 - Desrama ( poda de eliminação de galhos ) 3 - Corte final 2.125,00 Por conta do comprador 4 - Manutenção de aceiros contra fogo 1.200,00 5 - Coleta de sementes (*) 4.000,00 C) Total da manutenção (10 ao 18,5 anos ) 7.325,00 1.6 Total das Despesas: R$ 25.177,00 ( item 1.1 ) + R$ 8.920,00 ( item 1.2 ) + R$ 6.450,00 ( item 1.3) + R$ 7.325,00 ( item 1.5) = R$ 47.872,00 Obs: Essa despesa de R$ 47.872,00 dividida pelos 18,5 anos, representa um investimento anual de R$ 2.587,68 / 5 hectares. despesas acima não estão inclusos: a) - remuneração do capital TERRA que equivale ao valor de um arrendamento de terras ou da renda que essa terra teria se cultivada com outra cultura ou da renda que esse capital terra teria se estivesse aplicado em investimentos financeiros; b) - depreciação dos outros investimentos fixos (tratores, implementos em geral, casas, etc..); c) - salário de administração para o proprietário. Nas receitas acima não estão inclusos: a) - inflações futuras e aumentos do valor da madeira além da inflação b) - outros rendimentos tais como os sub-produtos e a venda de créditos de carbono. TABELA 2: Se quiser conhecer à taxa interna de retorno (TIR) do Projeto Guanandi, nos moldes que você esta imaginando,a fórmula é a seguinte:

T.I.R = Taxa interna de retorno L.L = Lucro Liquido (Receitas - Despesas) I = Investimento (terra, maquinaria, etc..) OBS.: pela nossa experiência, você chegará a uma TIR entre 20% e 27% por ano, portanto melhor que os 6%/ano da poupança ou os 12%/ano dos investimentos financeiros. Grupo Caiçara Entre em contato: televendas@sementescaicara.com.br FAX *55 (*18) 3646-1337 Site www.sementescaicara.com.br Site www.sementescaicara.com