Ética e os Custos com Cuidados de Saúde

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Transcrição:

Ética e os Custos com Cuidados de Saúde Simpósio de Ética, 11 de Novembro de 2011 Alexandre Lourenço www.acss.min-saude.pt

Sumário Pontos de vista Contextualização do Sistema de Saúde Português Perspectivas futuras dos sistemas de saúde Dar mais saúde ao investimento Desafios ao sistema de saúde 2

Sumário Pontos de vista Contextualização do Sistema de Saúde Português Perspectivas futuras dos sistemas de saúde Dar mais saúde ao investimento Desafios ao sistema de saúde 3

Homo homini lupus Plauto Homo homini sacra res Seneca O Homem é o lobo do Homem O Homem é sagrado para o Homem 4

Homo homini lupus Plauto Homo homini sacra res Seneca O Homem é o lobo do Homem O Homem é algo sagrado para o Homem 5

Perspectiva do Financiador/ Comprador Capacidade para pagar Qualidade/ Acesso aos Cuidados Perspectiva do Cidadão + Saúde Qualidade Clínica Perspectiva Clínica Adaptado de Wallace P, 2004. 6

Sumário Pontos de vista Contextualização do Sistema de Saúde Português Perspectivas futuras dos sistemas de saúde Dar mais saúde ao investimento Desafios ao sistema de saúde 7

Crescimento anual médio na despesa em saúde per capita (%) Crescimento anual da despesa em saúde e PIB per capita, 2000-2008 12 10 SVK 8 6 4 2 PRT ITA LUX ESP NZL GBR NLD OECD DNK USA CAN SWE MEX BEL AUS AUT FRA CHE JPN NOR DEU ISL FIN IRL CHL KOR POL GRC TUR CZE HUN 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Notas: 2000-2006: Luxemburgo e Portugal. 2000-2007: Austrália, Dinamarca, Grécia, Japão e Turquia. 2000-2009: Islândia. Crescimento anual médio do Produto Interno Bruto per capita (%) OECD Health Data, 2010 8

França Suíça (2007) Áustria Alemanha Bélgica [1] Portugal (2006) (2008) Dinamarca (2007) Grécia (2007) Suécia Islândia Itália Holanda [1] Espanha Irlanda Reino Unido Noruega Finlândia UE Eslovénia República Eslovaca Hungria Bulgária (2007) Luxemburgo (2006) [2] República Checa Polónia Letónia (2007) Lituânia Estónia Turquia (2007) Chipre (2007) Roménia 6,1 6,0 5,7 5,5 7,3 7,3 7,2 7,1 7,0 7,0 6,6 7,8 11,2 10,6 10,5 10,5 10,2 10,1 9,7 9,7 9,4 9,1 9,1 9,1 9,0 8,7 8,7 8,5 8,4 8,3 8,3 Peso % da despesa total em saúde no PIB, 2008 % PIB 14 Despesa pública em saúde Despesa privada em saúde 12 10 8 6 4 2 0 [1] Despesa corrente em saúde (excluindo investimentos). [2] Despesas com saúde destinadas à população segurada, diferente da população residente. Fonte: OECD (2010), Health at a Glance: Europe 2010, OECD Publishing; Eurostat Statistics Database; WHO National Health Accounts. 9

United States Norway Switzerland Luxembourg (2006)1 Canada Netherlands Austria France Belgium Germany Denmark Ireland Sweden Iceland Australia (2006/07) United Kingdom OECD Finland Greece Italy Spain Japan (2006) New Zealand2 Portugal (2006) Korea Czech Republic Slovak Republic Hungary Poland Mexico Turkey (2005) 1 688 1 626 1 555 1 388 1 035 823 618 4 763 4 417 4 162 3 895 3 837 3 763 3 601 3 595 3 588 3 512 3 424 3 323 3 319 3 137 2 992 2 984 2 840 2 727 2 686 2 671 2 581 2 510 2 150 7 290 Despesa pública e privada per capita em saúde 7 000 6 000 5 000 4 000 3 000 2 000 1 000 0 OCDE, 2010

Fluxos de Financiamento 51,1% ACSS 14,5% 2,9% 2,2% Subsistemas Públicos Subsistemas Privados Seguros privados ARS ACES ULS Financiamento Pagamento Reembolso Dedução Fiscal População e empresas 71,3% Hospitais Públicos SNS Doentes 28,7% Serviços Privados INE, Conta Satélite da Saúde 2008 11

Comprador/ Prestador de Serviços Outras Influências Objectivos Processos Recursos Inputs Produtos Resultados Intencionais e não intencionais Economia Minimizar o custo dos recursos utilizados mantendo a qualidade dos serviços Eficiência Resultado entre os produtos e os recursos utilizados para os produzir Efectividade Resultado entre os resultados/ impacto de um serviço e os recursos utilizados Custo-Efectividade Utilização de recursos com o objectivo de alcançar resultados desejados 12

Comprador/ Prestador de Serviços Outras Influências Objectivos Processos Recursos Inputs Produtos Resultados Intencionais e não intencionais Economia Minimizar o custo dos recursos utilizados mantendo a qualidade dos serviços Eficiência Resultado entre os produtos e os recursos utilizados para os produzir Efectividade Resultado entre os resultados/ impacto de um serviço e os recursos utilizados Custo-Efectividade Utilização de recursos com o objectivo de alcançar resultados desejados 13

Esperança de vida à nascença e PIB per capita 2007 84 82 80 78 KOR NZL PRT ESP GRC ITA FRA DEU FIN JPN ISL DNK SUE BEL GBR CHE AUS CAN NLD AUT IRL USA NOR LUX CZE 76 74 POL MEX SVK HUN TUR R² = 0,56 72 10000 15000 20000 25000 30000 35000 40000 45000 50000 55000 60000 PIB per capita (USD PPP) OCDE, 2009

Esperança de vida e despesa em saúde 84 82 80 78 KOR PRT JPN ITA ESP NZL GRC AUS SUE DEU FIN IRL GBR DNK ISL FRA CAN NLD AUT BEL LUX CHE NOR USA CZE 76 74 72 POL MEX SVK HUN TUR R² = 0,55 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 Despesa em saúde per capita (USD PPP) OCDE, 2009

Sumário Pontos de vista Contextualização do Sistema de Saúde Português Perspectivas futuras dos sistemas de saúde Dar mais saúde ao investimento Desafios ao sistema de saúde 16

Perspectiva sobre a necessidade de recursos Comprador/ Prestador de Serviços Outras Influências Objectivos Processos Recursos Inputs Produtos Resultados Intencionais e não intencionais Economia Minimizar o custo dos recursos utilizados mantendo a qualidade dos serviços Eficiência Resultado entre os produtos e os recursos utilizados para os produzir Efectividade Resultado entre os resultados/ impacto de um serviço e os recursos utilizados Custo-Efectividade Utilização de recursos com o objectivo de alcançar resultados desejados 17

População Custos anuais 1% 25% 5% 50% 10% 66% Em 2030; 25% mortes associadas a alergias/ asma/ DPOC (doenças crónicas pulmonares) 33% mortes associadas a diabetes 50% mortes associadas a demência World Health Organization; 2006 Berk ML, Monheit AC. Health Aff 1992;11:145-9. Berk ML, Monheit AC. Health Aff 2001;20:9-18. Yu W, Ezzati-Rice T. Expenditure Panel Survey Agency for Healthcare Medical Research and Quality 2005. Zuvekas SH, Cohen JW. Health Aff (Millwood) 2007;26:249-57. 19

Orçamento do Serviço Nacional de Saúde 9.000,0 Integração dos SS Públicos 8.000,0 Orçamentos Rectificativos Reforço Gripe 8.100,0 7.000,0 6.000,0 Regularização de Dividas 5.000,0 4.000,0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 OE Inicial OE Final 22

SNS Saldo (universo comparável) (milhões de euros) 2008 2009 2010 52,9-337,1-448,9 23

HEPE - Resultados Operacionais 2008-2010 (universo comparável) (milhões de euros) 2008 2009 2010-263,4-293,0-395,5 24

Dívidas a Fornecedores (milhões de euros) 1.550,2 1.724,6 1.643,1 1.818,8 608,7 606,0 831,5 740,4 2T2010 3T2010 4T2010 1T2011 HEPE SPA

Sumário Pontos de vista Contextualização do Sistema de Saúde Português Perspectivas futuras dos sistemas de saúde Dar mais saúde ao investimento Desafios ao sistema de saúde 26

Dar mais saúde ao investimento Comprador/ Prestador de Serviços Outras Influências Objectivos Processos Recursos Inputs Produtos Resultados Intencionais e não intencionais Economia Minimizar o custo dos recursos utilizados mantendo a qualidade dos serviços Eficiência Resultado entre os produtos e os recursos utilizados para os produzir Efectividade Resultado entre os resultados/ impacto de um serviço e os recursos utilizados Custo-Efectividade Utilização de recursos com o objectivo de alcançar resultados desejados 27

Dar mais saúde ao investimento Comprador/ Prestador de Serviços Outras Influências Objectivos Processos Recursos Inputs Produtos Resultados Intencionais e não intencionais Economia Minimizar o custo dos recursos utilizados mantendo a qualidade dos serviços Eficiência Resultado entre os produtos e os recursos utilizados para os produzir Efectividade Resultado entre os resultados/ impacto de um serviço e os recursos utilizados Custo-Efectividade Utilização de recursos com o objectivo de alcançar resultados desejados 28

Dar mais saúde ao investimento Comprador/ Prestador de Serviços Outras Influências Objectivos Processos Recursos Inputs Produtos Resultados Intencionais e não intencionais Economia Minimizar o custo dos recursos utilizados mantendo a qualidade dos serviços Eficiência Resultado entre os produtos e os recursos utilizados para os produzir Efectividade Resultado entre os resultados/ impacto de um serviço e os recursos utilizados Custo-Efectividade Utilização de recursos com o objectivo de alcançar resultados desejados 29

Dar mais saúde ao dinheiro Comprador/ Prestador de Serviços Outras Influências Objectivos Processos Recursos Inputs Produtos Resultados Intencionais e não intencionais Economia Minimizar o custo dos recursos utilizados mantendo a qualidade dos serviços Eficiência Resultado entre os produtos e os recursos utilizados para os produzir Efectividade Resultado entre os resultados/ impacto de um serviço e os recursos utilizados Custo-Efectividade Utilização de recursos com o objectivo de alcançar resultados desejados 30

Relação entre a despesa de saúde e nível de cuidados Menos episódios Autocuidado ou cuidado por amigos & familiares C Saúde Primários C Saúde Secundários CS Terciários Menos custos Proporção da despesa de cuidados de saúde

Incidência de amputações em diabéticos / 10 000 habitantes (2008) 32

Prevenção Abordagem tradicional Gestão da doença + Cuidados de paliativos de fim de vida 20 30 40 50 60 70 80 90 Idade Activa Idade Idade Activa ou não Esperança de vida adicional A despesa apresentada após os 55 anos não é proporcional

Taxa bruta de mortalidade por cancro do cólon e recto antes dos 65 anos (2008) Disponível em www.websig.min-saude.pt

Milhões Despesa com antiretrovíricos (em milhões de euros) 250 +70,1% 200 192 150 +113,7% 113 100 50 +1044,0% 53 0 5 1995 2000 2005 2009 Fonte: Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida Fonte: Inquérito Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida. A despesa em 2009 conta com 24 HH respondentes em 30 inquiridos

Processo de Cuidados de Saúde Adaptado de Sakellarides C, 2009. alourenco@acss.min-saude.pt

Demora média de internamento (dias) 7,83 7,60 7,40 7,47 2007 2008 2009 2010 37

Proporção de reinternamentos com diagnóstico principal de doença crónica no episódio original Cardoso C. 2009

Dar mais saúde ao investimento Comprador/ Prestador de Serviços Outras Influências Objectivos Processos Recursos Inputs Produtos Resultados Intencionais e não intencionais Economia Minimizar o custo dos recursos utilizados mantendo a qualidade dos serviços Eficiência Resultado entre os produtos e os recursos utilizados para os produzir Efectividade Resultado entre os resultados/ impacto de um serviço e os recursos utilizados Custo-Efectividade Utilização de recursos com o objectivo de alcançar resultados desejados 39

Sumário Pontos de vista Contextualização do Sistema de Saúde Português Perspectivas futuras dos sistemas de saúde Dar mais saúde ao investimento Desafios ao sistema de saúde 40

Desafios ao sistema de saúde O SISTEMA DE SAÚDE DEVE ASSEGURAR Planeamento de cuidados e gestão da doença crónica na comunidade Racionalização e especialização nos cuidados agudos Melhoria da experiência do cidadão pela gestão mais efectiva dos cuidados mais informação clínica e melhor utilização das tecnologias A MUDANÇA NECESSITA DE ALAVANCAS Recursos humanos mais flexíveis e eficientes Reconfiguração dos cuidados agudos novos contratos (incentivos) à deshospitalização, e alocação de recursos de base populacional.

Homo homini lupus Plauto Homo homini sacra res Seneca O Homem é o lobo do Homem O Homem é sagrado para o Homem 46

Homo homini lupus Plauto Homo homini sacra res Seneca O Homem é o lobo do Homem O Homem é sagrado para o Homem 47

Alexandre Lourenço alourenco@acss.min-saude.pt Tel. 21 792 55 22 Fax. 21 792 55 23 49