RELATÓRIO E CONTAS SEMESTRAL 30 DE JUNHO DE 2011 BANIF ACÇÕES PORTUGAL Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais
RELATÓRIO DE GESTÃO SEMESTRAL 30 DE JUNHO DE 2011 BANIF ACÇÕES PORTUGAL Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais O Banif Acções Portugal Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais, adiante designado por Banif Acções Portugal, Fundo ou OIC, é um fundo de acções nacionais, gerido pela Banif Gestão de Activos Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA. e iniciou a sua actividade em 5 de Janeiro de 1998. Enquadramento Macro-económico O ciclo de expansão económica, iniciado em 2009, prosseguiu no primeiro semestre de 2011, com as economias emergentes a continuarem a registar um crescimento superior às economias desenvolvidas. Com efeito, no primeiro trimestre do ano, a Zona Euro e os EUA registaram um crescimento do PIB de 2.5% e 2.3%, respectivamente, enquanto o Brasil cresceu 4.2%, a China 9.7% e a Índia 7.8% (valores homólogos). No bloco desenvolvido, em particular nos EUA, verificou-se um abrandamento do ritmo de expansão, sentido principalmente ao nível do consumo. Esta situação deveu-se à forte subida do preço dos derivados de petróleo, na sequência do aumento da instabilidade no Norte de África e no Médio Oriente e, numa segunda fase, ao terramoto ocorrido em Março no Japão, o que condicionou cadeias de produção em sectores como o automóvel e o tecnológico. Com efeito, os EUA sofreram uma quebra dos principais índices qualitativos a partir de Abril, com o índice da indústria - o ISM Manufacturing - a atingir, em Maio, 53.5 (queda de cerca de 7 pontos) e um abrandamento substancial do mercado de trabalho: em Maio e Junho, foram criados apenas 25 000 e 18 000 postos de trabalho, respectivamente. A Reserva Federal Americana manteve inalteradas as taxas de juro directoras, tendo optado pelo encerramento do segundo programa de compra de activos - o denominado quantative easing 2 - até ao final de Junho. Na Zona Euro a desaceleração também se fez sentir, tendo o índice PMI Manufacturing registado em Junho o valor de 52, uma queda assinalável desde o valor máximo de 59, observado em Fevereiro. Esta tendência não inibiu o Banco Central Europeu (BCE) de subir as taxas de juro, por duas vezes, para 1.5%, a fim de fazer face ao aumento da taxa de inflação para valores acima da banda de referência de 2%, num contexto marcado por ritmos de crescimento diferenciados entre as economias da Zona Euro Core e as denominadas de periféricas. Enquanto a Alemanha e a França cresceram, em 2
termos homólogos, no primeiro trimestre, 4.9% e 2.2%, respectivamente, a Espanha cresceu apenas 0.8% mas Portugal contraiu - 0.6% e a Grécia - 5.5%. Nos mercados Emergentes, o sobreaquecimento das principais economias espoletou uma subida da inflação para níveis que motivaram a adopção de políticas monetárias mais restritivas, condicionando o ritmo de crescimento da região. Na China, o banco central aumentou não só a taxa de reserva mínima dos bancos por seis vezes para 21.5%, mas também a taxa de cedência, de 5.35% para 6.1%. No Brasil, a autoridade monetária elevou as taxas de referência em quatro vezes para 12.25%, tendo a inflação homóloga atingido em Junho 6,7%, o valor máximo dos últimos dois anos. Finalmente, destaque-se os principais marcos da evolução da crise soberana, que tem assolado a Zona Euro desde o final de 2009: Janeiro O BCE interveio, de forma inesperada, no mercado secundário de dívida pública periférica; Março O Governo Português demitiu-se; Abril Portugal solicitou oficialmente o auxílio financeiro à Troika, cuja aprovação ocorreu no mês seguinte; Junho O Parlamento Grego aprovou um pacote adicional de medidas de austeridade, imposto pela Troika como contrapartida de um novo financiamento. Neste âmbito, desenvolveu-se a discussão em relação ao envolvimento dos credores privados. Neste contexto, o mercado accionista português registou uma desvalorização, com o índice PSI20 a descer 3.49% no primeiro semestre do ano, penalizado pelas preocupações em relação à sustentabilidade das finanças públicas portuguesas. Sectorialmente, assistiu-se em Portugal a um desempenho superior das empresas não financeiras com maior exposição internacional, como a Jerónimo Martins (+16.14%), a Galp (+14.71%), a EDP Renováveis (+4.89%%) e a Cimpor (+3.93%). A excepção a esta regra foi a Sonaecom (+12.37%), que beneficiou de uma melhoria nos seus níveis de eficiência operacional. Pela negativa o destaque foi para o sector financeiro (Banif - 28.39%, BCP -24.09%, BPI -19.39%), penalizado pela subida do prémio de risco da República portuguesa, que condicionou o acesso ao financiamento por parte dos bancos. No que respeita a movimentos corporativos, destaque para os aumentos de capital efectuados pelo BCP e pelo BPI, destinados a reforçar os seus rácios de capital, em face das maiores exigências regulatórias. 3
Política de investimento do OIC O Banif Acções Portugal manteve a política de investimento inalterada nos últimos 3 anos. Assim, o Fundo investe um mínimo de 2/3 do valor global líquido em acções nacionais. No contexto, acima referido, de elevada volatilidade, a política de investimentos do Banif Acções Portugal foi orientada para um posicionamento mais defensivo durante os períodos onde se assistiu a uma intensificação do risco soberano, nomeadamente em Março, em Abril e em Junho. Durante estes períodos, o Fundo manteve elevados níveis de liquidez e uma exposição reduzida ao sector financeiro. No que respeita à selecção de títulos, o Fundo manteve ao longo do semestre uma exposição mais elevada a empresas com forte presença internacional, como a Cimpor, a Jerónimo Martins ou o grupo Portucel/Semapa. Dentro das empresas mais expostas internacionalmente, merece especial destaque a Galp, que foi a principal posição do fundo ao longo do período, devido ao potencial de valorização dos seus projectos na área do pré-sal no Brasil. Também a Portugal Telecom foi uma aposta importante do Fundo até Maio, dada a sua remuneração accionista atractiva, embora dentro do sector das telecomunicações, o Fundo tenha terminado o período com maior exposição a Sonaecom, uma empresa que apresentou melhorias operacionais significativas. Valorização dos activos do OIC Os activos encontram-se valorizados de acordo com as regras de valorimetria estabelecidas no ponto 3.2 do Capítulo II do Regulamento de Gestão do Fundo, as quais se encontram descritas na Nota 4 do Anexo às Demonstrações Financeiras. Evolução da actividade do OIC Em 30 de Junho de 2011, o montante sob gestão do Fundo era de 5 095 393 Euros, sendo o valor da unidade de participação de 4,0224 Euros, havendo 1 266 751 unidades de participação em circulação. No primeiro semestre de 2011, os custos com comissões de gestão e de depósito ascenderam a 53 766 Euros e 2 830 Euros, respectivamente. No que se refere à componente de custos e proveitos, os primeiros representam 1 945 559 Euros, enquanto que o montante de proveitos neste período foi de 1 745 250 Euros. 4
O quadro que se apresenta de seguida demonstra, a evolução nos últimos três anos, do volume sob gestão, bem como dos proveitos e custos do OIC, e ainda, as comissões de gestão e de depósito suportadas: 2010 2009 2008 Volume sob gestão 6 194 487 8 148 078 5 178 793 Proveitos (totais) 4 519 467 6 054 090 7 044 577 Custos (totais) 5 969 596 4 025 673 12 839 367 Comissão de gestão 134 990 123 259 150 142 Comissão de depósito 7 105 6 487 7 902 Comissões de transacção 81 161 40 549 63 126 No que se refere às unidades de participação (UP s), indica-se de seguida o nº de UP s em circulação e o seu valor unitário, no final dos últimos 5 exercícios: 2010 2009 2008 2007 2006 Nº UP s 1 481 704 1 598 715 1 428 714 1 699 963 1 531 075 Valor das UP s (EUR) 4,1807 5,0966 3,6248 7,6406 6,8416 De seguida apresenta-se a evolução das rendibilidades e risco do OIC dos últimos 10 anos: Ano Rendibilidade % Risco % Nível de risco 2010-17,97 20,77 6 2009 40,59 18,58 5 2008-52,46 36,97 6 2007 11,61 17,94 4 2006 32,67 9,78 3 2005 19,17 6,67 3 2004 21,96 9,23 3 2003 23,76 10,23 4 2002-17,36 14,56 4 2001-17,93 21,43 6 5
De forma a dar cumprimento ao disposto no art. 87º do Regulamento nº 15/2003 da CMVM acresce referir que: (i) as rendibilidades divulgadas representam dados passados, não constituindo garantia de rendibilidade futura, porque o valor das unidades de participação pode aumentar ou diminuir em função do nível de risco que varia entre 1 (risco mínimo) e 6 (risco máximo); (ii) os valores divulgados não têm em conta comissões de emissão e resgate eventualmente devidas; (iii) as rendibilidades mencionadas, apenas seriam obtidas se o investimento fosse efectuado durante a totalidade do período de referência; e (iv) existem prospectos relativos ao OIC que são objecto de acções publicitárias ou informativas, os quais se encontram disponíveis nas entidades comercializadoras do Fundo, bem como na Sociedade Gestora. Perspectivas da actividade do OIC Durante o segundo semestre do ano o mercado português deverá estar condicionado pela execução do programa de ajustamento assinado entre as principais forças políticas nacionais e a troika. No entanto, se o contexto macroeconómico global se mantiver favorável, as condições do mercado português podem registar uma melhoria face ao verificado no primeiro semestre. Lisboa, 25 de Agosto de 2011 CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE GESTORA 6
BALANÇO DO BANIF ACÇÕES PORTUGAL - Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais (valores em euros) Data: 30-06-2011 ACTIVO CAPITAL E PASSIVO CÓDIGO DESIGNAÇÃO 2011 2010 CÓDIGO DESIGNAÇÃO Períodos Bruto Mv mv / P Líquido Líquido 2011 2010 CARTEIRA DE TÍTULOS CAPITAL DO OIC 61 Unidades de Participação 6 318 528 7 950 789 21 Obrigações 62 Variações Patrimoniais (221 150) (455 927) 22 Acções 4 656 695 120 033 540 249 4 236 479 6 124 201 64 Resultados Transitados (801 676) 648 453 23 Outros títulos de capital 65 Resultados Distribuidos 24 Unidades de Participação 66 Resultados Líquidos do Exercício (200 309) (1 330 501) 25 Direitos 132 231 24 401 107 830 26 Outros instrumentos de dívida TOTAL DO CAPITAL DO OIC 5 095 393 6 812 814 TOTAL DA CARTEIRA DE TÍTULOS 4 788 926 120 033 564 650 4 344 309 6 124 201 PROVISÕES ACUMULADAS OUTROS ACTIVOS 48 Provisões para Encargos 31 Outros Activos TERCEIROS TOTAL DE OUTROS ACTIVOS 0 0 0 0 TOTAL PROVISÕES ACUM ULADAS 4 11+ +4 18 Contas de Devedores 51 181 51 181 934 439 424 Estado e Outros Entes Públicos 111 136 111 136 TERCEIROS TOTAL DOS VALORES A RECEBER 162 317 162 317 934 439 421 Resgates a Pagar a Participantes 5 245 4 999 422 Rendimentos a Pagar a Participantes DISPONIBILIDADES 423 Comissões a Pagar 8 513 11 365 11 Caixa 424+ +429 Outras Contas de Credores 217 622 484 519 12 Depósitos à ordem 819 335 819 335 255 018 43+12 Empréstimos Obtidos 13 Depósitos a prazo e com pré-aviso 14 Certificados de depósito TOTAL DOS VALORES A PAGAR 231 380 500 883 18 Outros meios monetários TOTAL DAS DISPONIBILIDADES 819 335 819 335 255 018 ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS 55 Acréscimos de custos 51 Acréscimos de proveitos 812 812 39 56 Receitas com Proveito Diferido 52 Despesas com Custo Diferido 58 Outros Acrécimos e Diferimentos 58 Outros Acrécimos e Diferimentos 59 Contas Transitórias Passivas 59 Contas Transitórias Activas TOTAL DOS ACRÉSCIM OS E DIF. ACTIVOS 812 812 39 0 0 TOTAL DO ACTIVO 5 771 390 120 033 564 650 5 326 773 7 313 697 TOTAL DO CAPITAL E DO PASSIVO 5 326 773 7 313 697 Total do Número de Unidades de Participação em Circulação 1 266 751 1 593 990 Valor Unitário da Unidade de Participação 4.0224 4.2741 Abreviaturas: Mv - Mais valias; mv - Menos valias P - Provisões TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE GESTORA 7
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO BANIF ACÇÕES PORTUGAL - Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais (valores em euros) Data: 30-06-2011 CUST OS E PERDAS PROVEITOS E GANHOS CÓDIGO DESIGNAÇÃO 2011 2010 CÓDIGO DESIGNAÇÃO 2011 2010 CUSTOS E PERDAS CORRENTES PROVEITOS E GANHOS CORRENTES JUROS E CUSTOS EQUIPARADOS: JUROS E PROVEITOS EQUIPARADOS 711+...+718 De Operações Correntes 67 812 + 813 Da Carteira de Títulos e Outros Activos 719 De Operações Extrapatrimoniais 811+814+817+818 Outros, de Operações Correntes 5 944 222 819 De Operações Extrapatrimoniais COMISSÕES E TAXAS 722+ 723 Da Carteira de Títulos e Outros Activos 24 625 39 739 724+ +728 Outras, em Operações Correntes 59 938 77 146 RENDIMENTO DE TÍTULOS E OUTROS ACTIVOS 729 De Operações Extrapatrimoniais 1 920 4 665 822+ +824/5 Da Carteira de Títulos e Outros Activos 123 359 183 401 PERDAS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS 829 De Operações Extrapatrimoniais 732 + 733 Da Carteira de Títulos e Outros Activos 1 537 497 2 762 880 731+ +738 Outras, em Operações Correntes 739 Em Operações Extrapatrimoniais 292 788 454 021 GANHOS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS 832 + 833 Na Carteira de Títulos e Outros Activos 1 338 181 1 533 342 IMPOSTOS 831+837+838 Outros, em Operações Correntes 7411 + 7421 Impostos Sobre o Rendimento 27 820 37 040 839 Em Operações Extrapatrimoniais 277 645 329 923 7412 + 7422 Impostos Indirectos 971 1 587 7418 + 7428 Outros Impostos PROVISÕES DO EXERCÍCIO 751 Provisões para Encargos REPOSIÇÃO E ANULAÇÃO DE PROVISÕES 851 Provisões para encargos 77 OUTROS CUSTOS E PERDAS CORRENTES 240 87 OUTROS PROVEITOS E GANHOS CORRENTES TOTAL DOS CUSTOS E PERDAS CORRENTES (A) 1 945 559 3 377 385 TOTAL DOS PROVEITOS E GANHOS CORRENTES (B) 1 745 129 2 046 888 CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS 781 Valores Incobráveis PROVEITOS E GANHOS EVENTUAIS 782 Perdas Extraordinárias 881 Recuperação de Incobráveis 783 Perdas de exercícios Anteriores 882 Ganhos Extraordinários 788 Outros Custos e Perdas Eventuais 4 883 Ganhos de Exercícios Anteriores TOTAL DOS CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS (C) 0 0 888 Outros Proveitos e Ganhos Eventuais 121 63 IMPOSTOS S/ RENDIMENTOS DO EXERCICIO TOTAL DOS PROVEITOS E GANHOS EVENTUAIS (D) 121 0 66 RESULTADOS LÍQUIDO DO PERÍODO (se»0) 0 0 66 RESULTADOS LÍQUIDO DO PERÍODO (se«0) 200 309 1 330 501 TOTAL 1 945 559 3 377 389 TOTAL 1 945 559 3 377 389 (8x2/3/4/5)-(7x2/3) Resultados da Carteira de Títulos E Outros Activos (100 582) (1 085 876) D-C Resultados Eventuais 121 (4) 8x9-7x9 Resultados das Operações Extrapatrimoniais (17 063) (128 763) B+D-A-C+7411+7421 Resultados Antes de Impostos s/o Rendimento (172 489) (1 293 461) B-A Resultados Correntes (200 430) (1 330 497) B+D-A-C Resultados Líquidos do Período (200 309) (1 330 501) TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE GESTORA 8
CONTAS EXTRAPATRIMONIAIS DO BANIF ACÇÕES PORTUGAL - Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais DIREITOS SOBRE TERCEIROS RESPONSABILIDADES PERANTE TERCEIROS Data: 30-06-2011 CÓDIGO DESIGNAÇÃO 2011 2010 CÓDIGO DESIGNAÇÃO 2011 2010 OPERAÇÕES CAMBIAIS OPERAÇÕES CAMBIAIS 911 À vista 911 À vista 912 A prazo (Forwards cambiais) 912 A prazo (Forwards cambiais) 913 Swaps cambiais 913 Swaps cambiais 914 Opções 914 Opções 915 Futuros 915 Futuros TOTAL 0 0 TOTAL 0 0 OPERAÇÕES SOBRE TAXAS DE JURO OPERAÇÕES SOBRE TAXAS DE JURO 921 Contratos a prazo (FRA) 921 Contratos a prazo (FRA) 922 Swap de taxa de juro 922 Swap de taxa de juro 923 Contratos de garantia de taxa de juro 923 Contratos de garantia de taxa de juro 924 Opções 924 Opções 925 Futuros 925 Futuros TOTAL 0 0 TOTAL 0 0 OPERAÇÕES SOBRE COTAÇÕES OPERAÇÕES SOBRE COTAÇÕES 934 Opções 934 Opções 935 Futuros 403 700 276 744 935 Futuros TOTAL 403 700 276 744 TOTAL 0 0 COMPROMISSOS DE TERCEIROS COMPROMISSOS COM TERCEIROS 942 Operações a prazo (reporte de valores) 941 Subscrição de títulos 944 Valores recebidos em garantia 942 Operações a prazo (reporte de valores) 945 Empréstimo de títulos 943 Valores cedidos em garantia TOTAL 0 0 TOTAL 0 0 TOTAL DOS DIREITOS 403 700 276 744 TOTAL DAS RESPONSABILIDADES 0 0 99 Contas de Contrapartida 99 Contas de Contrapartida 403 700 276 744 TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE GESTORA 9
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA SEMESTRAL BANIF ACÇÕES PORTUGAL - Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais (valores em euros) DISCRIMINAÇÃO DOS FLUXOS PERÍODO PERÍODO 2011 2010 OPERAÇÕES SOBRE AS UNIDADES DO OIC RECEBIMENTOS: Subscrição de unidades de participação 9 746 301 528 PAGAMENTOS: Resgates de unidades de participação 905 451 301 292 Rendimentos pagos aos participantes Fluxo das operações sobre as unidades do OIC (895 705) 236 OPERAÇÕES DA CARTEIRA DE TÍTULOS E OUTROS ACTIVOS RECEBIMENTOS: Venda de títulos e outros activos 7 377 815 11 831 706 Reembolso de títulos e outros activos Resgates de unidades de participação noutros OIC Rendimento de títulos e outros activos 96 836 146 407 Juros e proveitos similares recebidos Vendas de títulos e out activ c/ acordo de recompra Outros recebimentos relacionados com a carteira PAGAMENTOS: Compra de títulos e outros activos 6 135 147 11 649 967 Subscrição de unidades de participação noutros OIC Juros e custos similares pagos Vendas de títulos com acordo de recompra Comissões de Bolsa suportadas 4 005 1 411 Comissões de corretagem 20 487 36 444 Outras taxas e comissões 3 709 4 503 Outros pagamentos relacionados com a carteira Fluxo das operações da carteira de títulos 1 311 303 285 788 e outros activos OPERAÇÕES A PRAZO E DE DIVISAS RECEBIMENTOS: Juros e proveitos similares recebidos Operações cambiais Operações de taxa de juro Operações sobre cotações 277 645 329 923 Margem inicial em contratos de futuros e opcções Comissões em contratos de opções Outras comissões Outros recebimentos op. a prazo e de divisas PAGAMENTOS: Juros e custos similares pagos Operações cambiais Operações de taxa de juro Operações sobre cotações 292 788 454 021 Margem inicial em contratos de futurose opcções Comissões em contratos de opções Outras Comissões 1 920 4 665 Outros pagamentos op. a prazo e de divisas Fluxo das operações a prazo e de divisas (17 063) (128 763) 10
DISCRIMINAÇÃO DOS FLUXOS PERÍODO PERÍODO 2011 2010 (continuação) OPERAÇÕES GESTÃO CORRENTE RECEBIMENTOS: Cobranças de crédito vencido Compras com acordo de revenda Juros de depósitos bancários 4 439 168 Juros de certificados de depósito Comissões em operações de empréstimo de títulos Outros recebimentos correntes PAGAMENTOS: Comissão de gestão 56 051 72 031 Comissão de depósito 2 950 3 791 Comissão de garantia Despesas com crédito vencido Juros devedores de depósitos bancários 67 Compras com acordo de revenda Imposto e taxas 1 112 024 Taxa de Supervisão 600 616 Auditoria 2 299 2 640 Outros pagamentos correntes Fluxo das operações de gestão corrente (57 462) (191 001) OPERAÇÕES EVENTUAIS RECEBIMENTOS: Ganhos extraordinários Ganhos imputáveis a exercícios anteriores Recuperação de incobráveis Outros recebimentos de operações eventuais PAGAMENTOS: Perdas extraordinários Perdas imputáveis a exercícios anteriores Outros pagamentos de operações eventuais Fluxo das operações eventuais 0 0 Saldo dos fluxos de caixa do período (A) 341 073 (33 740) Disponibilidades no início do período (B) 478 262 288 758 Disponibilidades no fim do período (C) = (B) +- (A) 819 335 255 018 TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE GESTORA 11
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2011 BANIF ACÇÕES PORTUGAL Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais Nota Introdutória O Banif Acções Portugal Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais, adiante designado por Banif Acções Portugal, Fundo ou OIC, é um fundo de acções nacionais, gerido pela Banif Gestão de Activos Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA. A constituição do Fundo foi autorizada pela Comissão de Mercados de Valores Mobiliários em 11 de Dezembro de 1997 por tempo indeterminado e tendo o fundo iniciado a sua actividade em 5 de Janeiro de 1998. Bases de apresentação e principais políticas contabilísticas As Demonstrações Financeiras foram preparadas de acordo com as normas do Plano de Contas dos Organismos de Investimento Colectivo, Regulamento da CMVM n.º 16/2003 Contabilidade dos Organismos de Investimento Colectivo, tendo em atenção as normas emitidas pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. O Fundo respeita o princípio contabilístico da especialização diária dos custos e proveitos. No que diz respeito ao critério valorimétrico dos títulos, estes são registados pelo valor de aquisição, sendo valorizados de acordo com as regras estabelecidas no prospecto completo do fundo, as quais são descritas na Nota 4 do presente anexo. O critério valorimétrico para a saída de títulos de carteira utilizado foi o método de custeio FIFO. As notas omissas no presente anexo não são aplicáveis. Os valores encontram-se expressos em Euros. 12
Nota 1 Variação do Valor Global Líquido do OIC e das Unidades de Participação Discriminação das variações ocorridas durante o período no valor líquido global e unitário do OIC, bem como das unidades de participação: Descrição No Início Subscrição Resgates Dist. Res. Outros Res. Per. No Fim Valor base 7 390 709 11 557 1 083 738 6 318 528 Diferença p/ Valor Base (394 547) (1 811) (175 208) (221 150) Resultados distribuídos Resultados acumulados 648 453 (1 450 129) (801 676) Resultados do período (1 450 129) 1 450 129 (200 309) (200 309) S O M A 6 194 486 9 746 908 530 0 0 (200 309) 5 095 393 Nº de unidades participação 1 481 704 2 317 217 270 1 266 751 Valor unidade participação 4.1807 4.2064 4.1816 4.0224 A 30 de Junho de 2011 a divisão dos participantes do fundo era a seguinte: Nº UPs 25% 10% Ups < 25% 5% Ups < 10% 2% Ups < 5% 0,5% Ups < 2% Ups < 0,5% 1 3 32 481 O OIC apresentou a seguinte evolução: 2011 VLGF Valor da UP N.º Ups em Circulação Jan 6 099 743 4.2109 1 448 563 Fev 6 134 424 4.2911 1 429 575 Mar 5 751 160 4.1735 1 378 027 Abr 5 399 676 4.1364 1 305 390 Mai 5 295 596 4.1332 1 281 221 Jun 5 095 393 4.0224 1 266 751 13
Nota 3 Inventário da carteira de títulos A 30 de Junho de 2011, a carteira de títulos do Fundo decompõe-se da seguinte forma: INVENTÁRIO DA CARTEIRA em 30 de Junho de 2011 BANIF ACCOES PORTUGAL (Valores em EURO) Descrição dos Títulos Preço de aquisição Mais valias menos valias Valor da carteira Juros corridos SOMA 1 - VALORES MOBILIÁRIOS COTADOS 1.1 - Mercado de bolsa nacional 1.1.4 - Acções Redes Energ.Nac.SGPS 49 164 2 895 52 059 52 059 EDP Renováveis 164 439-675 163 764 163 764 Portucel SGPS Em-95 170 290-2 974 167 316 167 316 EDP-Nom. 241 328-16 020 225 308 225 308 Brisa - Nom. (Priv.) 286 812-34 212 252 600 252 600 BCP -No 142 509-16 639 125 870 125 870 BESCL -No 272 662-25 942 246 720 246 720 BANIF -No 263 282-202 851 60 431 60 431 BPI SGPS, S.A. 216 145-2 995 213 150 213 150 Ibersol - SGPS 44 558-6 233 38 325 38 325 Cofina - SGPS 59 432-23 768 35 664 35 664 Cortic.Amorim - SGPS 51 283-7 723 43 560 43 560 SAG Gest- SGPS 56 006-11 006 45 000 45 000 Cimpor,SGPS -No 326 518 26 505 353 023 353 023 Mota Engil SGPS-Em95 166 705-25 905 140 800 140 800 J.MARTINS-PO 209 717 23 307 233 024 233 024 Semapa-SGPS-Nom. 174 575-17 705 156 870 156 870 Zon Multimedia 240 655-19 786 220 869 220 869 Sonae.Com 400 079 3 443 403 522 403 522 Galp Energia-SGPS SA 429 617 63 883 493 500 493 500 Novabase, SGPS - Nom 140 870-28 120 112 750 112 750 P.Telecom -No Em-95 256 630-34 428 222 203 222 203 Altri SGPS SA 149 808-22 788 127 020 127 020 Sonae Indústria,SGPS 143 611-40 479 103 132 103 132 BCP - Cautelas Subsc 132 231-24 401 107 830 107 830 Sub-Total: 4 788 926 120 033-564 650 4 344 309 0 4 344 309 Total 4 788 926 120 033-564 650 4 344 309 0 4 344 309 14
Discriminação da liquidez do OIC: Contas Saldo inicial Aumentos Reduções Saldo final Caixa Depósitos à ordem 478 262 819 335 Depósitos a prazo e com pré-aviso Certificados de depósito Outras contas de disponibilidades Total 478 262 0 0 819 335 Nota 4 Critérios de valorização dos activos do OIC Momento de referência da valorização a) O valor da unidade de participação é calculado diariamente nos dias úteis e determina-se pela divisão do valor líquido global do Fundo pelo número de unidades de participação em circulação. O valor líquido global do Fundo é apurado deduzindo à soma dos valores que o integram o montante de comissões e encargos suportados até ao momento da valorização da carteira. b) O momento de referência para determinação dos preços e da composição da carteira do Fundo ocorre às dezassete horas, hora de Portugal Continental. c) Todas as operações realizadas no dia serão englobadas para efeitos da composição da carteira. Regras de valorimetria e cálculo do valor da UP a) As acções cotadas, tanto na Euronext Lisboa como em Bolsa de Valores da União Europeia, são valorizadas à cotação de fecho ou referência, divulgadas pela Entidade Gestora do mercado onde os valores se encontram admitidos à cotação. b) As acções não cotadas, nacionais e internacionais, são valorizadas tendo por base o valor das ofertas de compra firmes ou, na impossibilidade da sua obtenção, o valor médio das ofertas de compra e de venda, difundidas através de entidades especializadas, que não se encontrem em relação de domínio ou de grupo com a entidade gestora. Caso não se verifiquem estas ofertas, a valorização será feita pelo consenso de vários métodos, dos quais se destacam: Fluxos de caixa descontados: as estimativas usadas para o cálculo serão os valores divulgados nas análises efectuadas por corretoras ou consultoras especializadas. No 15
caso de não existir essa informação, o cálculo será feito com base nas projecções da equipa de gestão da Entidade Gestora (cujo método utilizado será preferencialmente o método da consultora Mckinsey). Múltiplos comparáveis: serão comparadas as empresas que operam no mesmo sector de actividade e em mercados com as mesmas características, por forma a extrapolarse o valor da empresa. Os múltiplos com maior relevância vão depender do sector de actividade da empresa, e encontrar-se-ão no conjunto de múltiplos constituído por Price Earnings Ratio, Price Cash-Flow, Price Book Value e Enterprise Value/EBITDA. Esta informação tem por base análises efectuadas por corretoras ou consultoras especializadas. c) Os derivados futuros e opções, são valorizados de acordo com as cotações de fecho ou valor de referência de cada um dos mercados, nacional e espanhol, divulgados pelas entidades gestoras do mercado onde os valores se encontram admitidos à cotação. d) Os activos em processo de admissão à cotação serão valorizados tendo por base outros valores mobiliários da mesma espécie, emitidos pela mesma entidade e admitidos à cotação, tendo em conta as condições de fungibilidade e liquidez entre as emissões. e) As unidades de participação de fundos de investimento são avaliadas ao último valor conhecido e divulgado pela respectiva entidade gestora, ou, se aplicável, à cotação de fecho ou referência em que as UP s se encontram admitidas à negociação no mercado mais representativo, tendo em consideração o preço, a frequência e a regularidade das transacções. Nota 13 Exposição ao risco de cotações O quadro que se apresenta de seguida demonstra o valor total de activos expostos ao risco de cotações, as operações extra-patrimoniais realizadas, bem como a posição de risco não coberta à data de 30 de Junho de 2011: Quadro Exposição Risco de Cotações Acções e Montante Extra - Patrimoniais valores ( ) Futuros Opções SALDO Acções e Direitos 4 344 309 403 700 4 748 009 16
Nota 14 Perdas potenciais inerentes à carteira do OIC A 30 de Junho de 2011, a perda potencial máxima da carteira com e sem derivados, era a seguinte: Perda potencial no final do período Perda potencial no final do período anterior Carteira sem derivados Carteita com derivados 471 962 719 118 512 112 772 530 Os pressupostos utilizados para o cálculo da perda potencial máxima foram: (i) a detenção da carteira por um período de 30 dias, (ii) um intervalo de confiança de 95% e (iii) volatilidade de um ano. Os referidos pressupostos encontram-se de acordo com o estipulado no art. 22º do Regulamento nº15/2003 da CMVM. Nota 15 Custos imputados ao OIC Os custos imputados ao OIC, discriminam-se da seguinte forma: CUST OS VALOR % VLGF (*) Comissão de Gestão Componente Fixa 53 766 0.94 Componente Variavél 0 0.00 Comissões de Depósito 2 830 0.05 Taxa de Supervisão 600 0.01 Custos de Auditoria 0 0.00 Outros Custos 0 0.00 TOTAL 57 196 TAXA GLOBAL DE CUSTOS (TGC) 1.00 (*) Média relativa ao período de referência Nota 17 Outras informações Não se verificou qualquer pagamento ao fundo e a participantes de carácter compensatório, decorrente da aplicação do disposto no artigo 46.º do Regulamento n.º. 15/2003 da CMVM. TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE GESTORA 17