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Transcrição:

I - Conceito e dimensões: 1. O sacramento da Confirmação que imprime caráter e pelo qual os batizados, continuando o caminho da iniciação cristã são enriquecidos com o dom do Espírito Santo e vinculados mais perfeitamente os obriga a serem testemunhas de Cristo pela palavra e ação e a difundirem e defenderem a fé. (Cân. 879) 2. Imprimindo na alma do cristão um sinal espiritual indelével, a confirmação só poderá ser recebida uma vez. 3. Pela força que o cristão recebe do Espírito Santo ao ser crismado, tornando-se sinal e luz é chamado a compartilhar das solicitudes pastorais da Igreja local, na fidelidade ao mesmo Espírito do Senhor. II - Celebração: 1. É conveniente que o Sacramento da Confirmação seja celebrado na Igreja e dentro da Missa; por causa justa e razoável, pode ser celebrado fora da Missa e em qualquer lugar digno. (Cân. 881) 1 / 8

2. O crisma utilizado no Sacramento da Confirmação deve ser consagrado pelo Bispo, mesmo que por virtude de concessão especial, o Sacramento seja ministrado pelo presbítero. 3. Tudo que se refere à celebração deve ser preparado com o maior zelo litúrgico. 4. Não sejam esquecidos: sal, água, sabonete e crachás com o nome bem legível do crismando. 5. Crismandos e padrinhos devem ser orientados quanto ao uso de vestimentas adequadas. III - Ministro da Confirmação: 1. Como sucessor dos Apóstolos e aquele que preside aos diversos carismas dos membros de sua comunidade, o Bispo é o ministro ordinário da Confirmação. (Lumen Gentium 26; Rito da Confirmação, 7) 2. O presbítero que, em virtude do ofício ou mandado do Bispo Diocesano, batiza a quem já saiu da infância ou admite na plena comunhão da Igreja Católica já batizado. (Cân. 883, 2) 2 / 8

3. O pároco ou qualquer presbítero, quando a pessoa se acha em perigo de morte. IV - Quem pode receber a Confirmação: 1. Todo batizado que ainda não esteja confirmado e somente ele. (Cân. 889, 1) 2. Exceto em perigo de morte, para alguém receber licitamente a Confirmação, se requer caso tenha uso da razão, que esteja convenientemente instruído, devidamente disposto e que possa renovar as promessas do Batismo. (Cân. 889, 2) 3. Quem tenha no mínimo quinze anos completos de idade na época da inscrição para o curso de preparação. (Norma da Arquidiocese de Niterói) 4. Quem tenha freqüentado o curso de preparação; mínimo de seis meses e máximo de um ano, sendo tolerados, apenas 10% de faltas e com justificativas. (Norma da Arquidiocese de Niterói) 5. O crismando que tenha participado das celebrações Eucarísticas aos domingos e dias de preceito. 3 / 8

6. Deficientes físicos ou mentais, devendo usar-se da máxima compreensão e caridade e facilitando-lhes, o mais possíveis, a celebração do Sacramento, segundo as suas capacidades e as normas eclesiásticas (cf. C. T.41). V - Padrinhos: 1. Enquanto possível, assista ao confirmando um padrinho, a quem cabe cuidar que o confirmado se comporte como verdadeira testemunha de Cristo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes a este sacramento. (Cân. 892). 2. Seja escolhido pelo próprio crismando. (Cân. 874) 3. É conveniente que se assuma como padrinho o mesmo que assumiu esse encargo no Batismo. (Cân. 893, 2) 4. Tenha dezesseis anos completos. (Cân. 874, 2) 5. Seja católico confirmado, já tenha recebido o Santíssimo Sacramento da Eucaristia e tenha vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir. (Cân. 874, 3) 4 / 8

6. Não tenha sofrido nenhuma pena canônica legitimamente declarada. (Cân. 874, 4) 7. Não seja pai ou mãe do confirmando (cf. Cân. 874, 5) 8. Seja admitido, apenas, um padrinho ou madrinha para cada confirmado. 9. Não é exigido que padrinho ou madrinha seja do mesmo sexo do confirmando. 10. Não pode ser padrinho ou madrinha do confirmando, mas, apenas, testemunha, junto com o padrinho católico ou madrinha católica, quem é batizado e pertence a uma comunidade eclesial não católica. (Cân. 874, 2) VI - Registro da Confirmação: 1. No livro de Crisma da paróquia, o pároco deve anotar os nomes dos confirmados, pais, padrinhos, do ministro do sacramento, o lugar e o dia da Confirmação. 5 / 8

VII - Preparação: 1. Deve haver uma preparação que conscientize o crismando da responsabilidade que está assumindo, versando a mesma sobre um conteúdo bíblico-doutrinário-litúrgico. 2. Quanto ao método a ser utilizado sugerimos o VER-JULGAR-AGIR, assumido pela Igreja Latino-Americana, em Medelin e Puebla reassumido por Santo Domingo, quando foram acrescentados o REVER e o CELEBRAR. 3. Não devem ser esquecidas técnicas dinâmicas e recursos audiovisuais, que dinamizem e facilitem o processo ensino-aprendizagem, motivando os confirmados a uma vivência verdadeiramente cristã. 4. Ao longo da preparação deve haver encontros catequéticos para pais e padrinhos. 5. A responsabilidade desta preparação cabe à equipe de pastoral da Confirmação da paróquia, sob a supervisão do pároco. 6. Os membros da equipe devem estar atentos à importância dos seguintes quesitos: 6 / 8

testemunhos de fé e vivência cristã; acolhida e bom relacionamento com a comunidade; elaboração do plano dos encontros; acompanhamento e avaliação quanto ao crescimento dos confirmandos sob os aspectos espiritual e humano. VIII - Comunhão na Igreja: Muitas vezes, falaremos aos crismandos sobre a unidade em nossa paróquia. Sendo assim, além do pároco, os responsáveis pela equipe de confirmação devem dar exemplo de estar unida ao Vigário Episcopal e ao Arcebispo, seguindo as orientações da Arquidiocese, procurando valorizar os subsídios por ela preparados, comparecendo as reuniões vicariais e arquidiocesanas, quando convocados. É só vivendo assim que podemos convidar e nos alegrar pela presença do Bispo quando vem para administrar o sacramento da Confirmação. (Arquidiocese de Niterói) Por: Lourdinha Salles e Passos - Paróquia São Francisco Xavier Niterói RJ 7 / 8

JMJ 8 / 8