7 - SUJEITOS DE DIREITO Pessoa Natural é o homem possuidor de capacidade para adquirir direitos e assumir obrigações; Todo ser humano é pessoa; 02 categorias: PN e PJ
Personalidade jurídica é a aptidão genérica para titularizar direitos e contrair obrigações, ou, em outras palavras é o atributo necessário para ser sujeito de direito. Pablo Stolze e Rodolfo Pamplona. In Novo Curso de Direito Civil, Parte Geral. é a aptidão genérica para adquirir direitos e contrair obrigações ou deveres na ordem civil, Carlos Roberto Gonçalves, In Direito Civil Brasileiro, Vol. 01.
7.2 Aquisição da personalidade 7.2.1 Nascimento com vida A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. (art. 2º da Lei 10.406/02); 7.2.2 Docimasia hidrostática de Galeno; 7.2.3 Não exige forma humana ou viabilidade (feto anencéfalo). 7.3 Nascituro (expectativa de direitos);
7.3 Capacidade (art. 1º da Lei 10.406/02) - É a medida da personalidade, podendo ser plena ou limitada. Divide-se em: Capacidade de direito ou de gozo ou de aquisição de direitos E Capacidade de fato ou de exercício ou de ação
7.3.1 - Capacidade de direito ou de gozo ou de aquisição de direitos; 7.3.1.1 - É Geral, basta nascer com vida; 7.3.1.2 Faltam requisitos materiais. (art. 3º da Lei 10.406/02); 7.3.1.2 A pessoa não pratica os atos da vida civil por si só.
7.3.2 - Capacidade de fato ou de exercício ou de ação (art. 5º da Lei 10.406/02) - É a aptidão para exercer, por si só, atos da vida civil. 7.3.2.1 Possui esta capacidade aquele que adquire a maioridade, tem discernimento e pode exprimir sua vontade.
7.4 Incapacidade (art. 3º e 4º da lei 10.406/02) - É a inaptidão para exercer, por si só, atos da vida civil. A estas pessoas falta a capacidade de fato. - A incapacidade pode ser absoluta e relativa. Incapacidade absoluta (art. 3º da lei 10.406/02) I - os menores de dezesseis anos; II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos; III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.
Incapacidade relativa (art. 4º da lei 10.406/02) I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido; III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV - os pródigos. Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial.
Emancipação (Art. 5, único C.C) É a antecipação da capacidade plena. Pode ser voluntário, judicial e legal. I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; II - pelo casamento;
Emancipação (Art. 5, único C.C) III - pelo exercício de emprego público efetivo; IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.
Emancipação Judicial Duas Hipóteses: 01 - MENOR SOB TUTELA, pois o tutor não pode emancipar voluntariamente o pupilo através de escritura pública, pois a lei nesse caso exige sentença judicial; 02 - HAVENDO DIVERGÊNCIA DOS PAIS. Se o pai quer emancipar o filho e a mãe se opõe ou vice-versa, será necessário que o conflito seja dirimido por sentença judicial. Nesse caso o processo de emancipação será contencioso, ao passo que, na hipótese anterior, o procedimento é de jurisdição voluntária.
Estado da Pessoa Natural Estado político leva-se em conta a posição do indivíduo em face ao Estado (nacionais ou estrangeiros); Estado Familiar leva-se em consideração a posição do individuo em relação a família (casado, viúvo, solteiro, primo, irmão) Estado Individual leva-se em conta a condição física do indivíduo. (homem; maior; capaz)
Extinção da Pessoa Natural (art.6) Morte Parada do sistema cardiorespiratório; Atestado por Profissional médico ou 2 testemunhas; Morte Presumida Ausentes I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento.
Extinção da Pessoa Natural (art.6) Morte Simultânea (comoriência) Qdo. 2 ou mais indivíduos falecem ao mesmo tempo, não podendo se averiguar quem morreu peimeiro. Importante para a sucessão.
Pessoas Jurídicas (art.40) Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo
Pessoas Jurídicas (art.40) é a unidade de pessoas naturais ou de patrimônio, que visa à consecução de certos fins, reconhecida pela ordem jurídica como sujeito de direitos e obrigações; são 3 os seus requisitos: organização de pessoas ou de bens; lícitude de seus propósitos ou fins; capacidade jurídica reconhecida por norma.
Pessoas Jurídicas (art.40) Deve conter no Registro: I - a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração e o fundo social, quando houver; II - o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores, e dos diretores; III - o modo por que se administra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente; IV - se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração, e de que modo; V - se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais; VI - as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio, nesse caso.
Pessoas Jurídicas (art.40) Podem ser: Pessoa Jurídica de direito Público Interno e Externo; Pessoa Jurídica de direito Privado
Extinção da PJ Dissolução da Sociedade