CÉLULA VEGETAL E PAREDE CELULAR

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Transcrição:

Universidade Federal do Pampa Campus de São Gabriel Centro de Ciências Rurais Curso de Ciências Biológicas CÉLULA VEGETAL E PAREDE CELULAR Monitora: Rosangela Gonçalves

Célula Vegetal As células vegetais se assemelham às animais em muitos aspectos de sua morfologia, como a estrutura molecular das membranas e várias organelas, replicação do DNA e sua transcrição em RNA. Diferem, porém em algumas característica morfofisiológicas importantes. Juntamente com a presença da parede celular rígida e o desenvolvimento de um grande vacúolo. Os plastídios também são componentes característicos da célula vegetal. Eles conferem a essa células a capacidade de sintetizar compostos orgânicos utilizando CO2 e a energia da luz solar, através da fotossíntese.

VACÚOLO O vacúolo chega a ocupar 95% do volume celular. Ele é cheio de fluidos, muitas vezes chamados de suco celular. Os vacúolos são organelas muito versáteis, pois desempenham inúmeras funções. Além de acumularem nutrientes, metabólitos e catabólicos, servem de depósito de substâncias específicas como proteínas, látex e, também de várias substâncias venenosas ou de gosto desagradável, que protegem a planta contra seus predadores (insetos e animais herbívoros).

PLASTOS Os plastídios ou plastos constituem um grupo de organelas específicas das células vegetais que contêm membrana dupla e um genoma próprio, características estas comuns com as mitocôndrias. Diferentes tipos de plastos são classificados em termos de cor e função. Se contêm pigmentos são denominados CROMOPLASTOS e, se incolores, sem pigmentos, incolores, recebem o nome de LEUCOPLASTOS. Os cromoplastos podem ser: xantoplastos, cloroplastos, eritroplastos.

Parede celular A parede celular, melhor do que qualquer outra característica, diferencia as células animais das vegetais.

Sem parede celular, as plantas seriam muito diferentes do que conhecemos. De fato, a parede celular é essencial para muitos processos no crescimento, no desenvolvimento, na manutenção na produção. Como um rígido revestimento envolvendo a célula, a parede celular atua como um exoesqueleto que controla a forma a possibilita o desenvolvimento de altas pressões de turgor.

A parede celular limita a expansão do protoplasto, evitando a ruptura da membrana plasmática quando o protoplasto aumenta pela entrada de água na célula. A parede celular determina em grande parte o tamanho e a forma final do órgão vegetal. Os tipos celulares são freqüentemente identificados pela estrutura da parede e a função da célula.

As paredes celulares contêm uma variedade de enzimas que desempenham importantes papéis na absorção, transporte e secreção de substâncias nas plantas. Além disso, a parede pode desempenhar um papel ativo na defesa contra bactérias e fungos patogênicos, recebendo e processando a informação da superfície do patógeno e transmitindo essa informação à membrana plasmática da célula vegetal.

COMPONENTE PRINCIPAL DA PAREDE CELULAR: O principal componente da parede celular é a celulose, a qual determina em grande parte a sua arquitetura. O arcabouço de celulose da parede é preenchido por uma matriz de moléculas não-celulósicas entrelaçadas. Essas moléculas são polissacarídeos conhecidos como hemicelulose e pectinas, bem como as proteínas estruturais chamadas glicoproteínas.

Outro importante constituinte das paredes de muitos tipos de células é a LIGNINA, que fornece resistência à compressão e rigidez à parede celular. A lignina é comumente encontrada na parede de células vegetais que têm uma função mecânica ou de sustentação.

A CUTINA, a SUBERINA e as CERAS são substâncias graxas comumente encontradas na parede celular dos tecidos externos, protetores do corpo da planta. A cutina, por exemplo, é encontrada na parede das células da epiderme e a suberina é encontrada naquelas do tecido protetor secundário, o súber. As duas substâncias ocorrem combinadas com ceras e têm a importante função de reduzir a perda de água da planta.

PAREDE PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA As paredes da célula vegetal variam muito em espessura, dependendo e parte do papel determinadas células desempenham na estrutura da planta e em parte da idade individual da célula.

As camadas da parede celular formadas primeiramente constituem a PAREDE PRIMÁRIA. A região de união das paredes primárias de células adjacentes é chamada de LAMELA MEDIANA ou SUBSTÂNCIA INTERCELULAR. Muitas células subseqüentemente depositam camadas adicionais, formando a PAREDE SECUNDÁRIA. Quando presente, a parede secundária é depositada pelo protoplasto da célula sobre a superfície mais interna da parede primária.

Fig.1. Porção da parede celular entre duas células Fig.2. Célula com parede primária e células de amido

LAMELA MEDIANA A lamela mediana é uma camada rica em pectina que mantém juntas as paredes primárias de células adjacentes. Frequentemente é muito difícil distinguir a lamela mediana da parede primária.

A PAREDE PRIMÁRIA A parede primária é depositada antes e durante o crescimento da célula vegetal. As paredes primárias são formadas por celulose, hemicelulose, substâncias pécticas, proteínas e água. As paredes primárias também podem conter lignina, suberina e cutina. Células se dividindo ativamente, de modo geral, têm somente paredes primárias, assim como a maioria das células maduras envolvidas com processos metabólicos, tais como fotossíntese, respiração e secreção.

A PAREDE SECUNDÁRIA A formação da parede secundária ocorre frequentemente após a célula ter cessado o seu crescimento e a parede primária não estar aumentando mais em superfície. As paredes secundárias são particularmente importantes em células especializadas, que têm como função aumentar a resistência, e naquelas envolvidas na condução de água. A celulose é mais abundante nas paredes secundárias do que nas paredes primárias. A parede secundária é, portanto, rígida e não favorece a distensão

Bibliografia: JUNQUEIRA, L.C. & CARNEIRO, J. Biologia molecular e celular. Ed. Guanabara Koogan SA.- Rio de Janeiro. 7ª Edição. 2000; RAVEN. Biologia Vegetal. Ed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro.7ªEdição. 2007; LINCOLN,T.; ZEIGER,E. Fisiologia Vegetal. Ed.Artmed. Porto Alegre. 3ª Edição. 2004.