Geocentrismo e Heliocentrismo



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Transcrição:

Geocentrismo e Heliocentrismo O interesse sobre a ordenação do Sistema Solar proporcionou muitos anos de observações, estudos e debates. Ao longo da história, as duas teorias mais conhecidas são: a do Geocentrismo, desenvolvida pelo astrônomo grego Cláudio Ptolomeu; e a teoria do Heliocentrismo, formulada por Nicolau Copérnico. Veja as características de cada uma dessas teorias. Modelo Geocêntrico A teoria Geocêntrica, também chamada de sistema ptolomaico, foi elaborada pelo astrônomo grego Claudio Ptolomeu no início da Era Cristã, defendida em seu livro intitulado Almagesto. Conforme essa teoria, a Terra está no centro do Sistema Solar, e os demais astros orbitam ao redor dela. Os astros estariam fixados sobre esferas concêntricas e girariam com velocidades distintas. Ptolomeu afirmava que o Sol, a Lua e os planetas giravam entorno da Terra na seguinte ordem: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno. O Geocentrismo foi defendido pela Igreja Católica, pois apresentava aspectos de passagens bíblicas. No entanto, após 14 séculos, a teoria Geocêntrica foi contestada por Nicolau Copérnico, que elaborou uma outra estrutura do Sistema Solar, o Heliocentrismo. Modelo Heliocêntrico 1

O Heliocentrismo consiste num modelo teórico de Sistema Solar desenvolvido pelo astrônomo e matemático polonês, Nicolau Copérnico (1473-1543). Conforme Copérnico, a Terra e os demais planetas se movem ao redor de um ponto vizinho ao Sol, sendo este, o verdadeiro centro do Sistema Solar. A sucessão de dias e noites é uma consequencia do movimento de rotação da Terra sobre seu próprio eixo. O modelo, também chamado de sistema copernicano, não foi aceito pela Igreja Católica, que adotava a teoria do Geocentrismo, elaborada por Ptolomeu. A teoria Heliocêntrica foi aperfeiçoada e comprovada por Galileu Galilei, Kepler e Isaac Newton. Atualmente, é a mais aceita entre a comunidade científica. Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/geocentrismo-heliocentrismo.htm Equipe Brasil Escola ROTAÇÃO E TRANSLAÇÃO Movimentos da Terra Rotação, translação e estações do ano Como todos os corpos do Universo, a Terra também não está parada. Ela realiza inúmeros movimentos. Os dois movimentos principais do nosso planeta são o de rotação e o de translação, cujos efeitos sentimos no cotidiano. Rotação O movimento de rotação da Terra é o giro que o planeta realiza ao redor de si mesmo, ou seja, ao redor do seu próprio eixo. Esse movimento se faz no sentido anti-horário, de oeste para leste, e tem duração aproximada de 24 horas (Figura 1, abaixo). Graças ao movimento de rotação, a luz solar vai progressivamente iluminando diferentes áreas, do que resulta a sucessão de dias e noites nos diversos pontos da superfície terrestre. Vale lembrar que, durante o ano, a iluminação do Sol não é igual em todos os lugares da Terra, pois o eixo imaginário, em torno do qual a Terra faz a sua rotação, tem uma inclinação de 23 o 27, em relação ao plano da órbita terrestre. O movimento aparente do Sol - ou seja, o deslocamento do disco solar tal como observado a partir da superfície - ocorre do leste para o oeste. É por isso que, há milhares de anos, o Sol serve como referência de posição: a direção onde ele aparece pela manhã é o leste ou nascente - e a direção onde ele desaparece no final da tarde é o oeste ou poente. Translação Já o movimento de translação é aquele que a Terra realiza ao redor do Sol junto com os outros planetas. Em seu movimento de translação, a Terra percorre um caminho - ou órbita - que tem a forma de uma elipse. A velocidade média da Terra ao descrever essa órbita é de 107.000 km por hora, e o tempo necessário para completar uma volta é de 365 dias, 5 horas e cerca de 48 minutos. 2

Esse tempo que a Terra leva para dar uma volta completa em torno do Sol é chamado "ano". O ano civil, adotado por convenção, tem 365 dias. Como o ano sideral, ou o tempo real do movimento de translação, é de 365 dias e 6 horas, a cada quatro anos temos um ano de 366 dias, que é chamado ano bissexto. Figura 1 Estações do ano As datas que marcam o início das estações do ano determinam também a maneira e a intensidade com que os raios solares atingem a Terra em seu movimento de translação. Essas datas recebem a denominação de equinócio e solstício. Para se observar onde e com que intensidade os raios solares incidem sobre os diferentes locais da superfície terrestre, toma-se como ponto de referência a linha do Equador. As estações do ano estão diretamente relacionadas ao desenvolvimento das atividades humanas, como a agricultura e a pecuária. Além disso, determinam os tipos de vegetação e clima de todas as regiões da Terra. E são opostas em relação aos dois hemisférios do planeta (Norte e Sul). Quando no hemisfério Norte é inverno, no hemisfério Sul é verão. Da mesma maneira, quando for primavera em um dos hemisférios, será outono no outro. Isso ocorre justamente em função da posição que cada hemisfério ocupa em relação ao Sol naquele período, o que determina a quantidade de irradiação solar que está recebendo. Durante o inverno, as noites são tanto mais longas quanto mais o Sol se afasta da linha do Equador. É esse afastamento que faz as temperaturas diminuírem. Já durante o verão, os dias são tanto mais longos quanto mais o Sol se aproxima da linha do Equador e dos trópicos. Por isso, as temperaturas se elevam. No outono e na primavera, os dias e as noites têm a mesma duração. 3

Equinócio No dia 21 de março, os raios solares incidem perpendicularmente sobre a linha do Equador, tendo o dia e a noite a mesma duração na maior parte dos lugares da Terra. Daí o nome "equinócio" (noites iguais aos dias). Nesse dia, no hemisfério norte, é o equinócio de primavera - e no hemisfério sul, o equinócio de outono. No dia 23 de setembro, ocorre o contrário: é o equinócio de primavera no hemisfério sul - e o equinócio de outono no hemisfério norte. Solstício Os solstícios ocorrem nos dias 21 de junho e 21 de dezembro. No dia 21 de junho, os raios solares incidem perpendicularmente sobre o trópico de Câncer, situado a 23 o 27, 30,,, no hemisfério norte. Nesse momento ocorre o solstício de verão nesse hemisfério. É o dia mais longo e a noite mais curta do ano, que marcam o início do verão. Enquanto isto, no hemisfério sul, acontece o solstício de inverno, com a noite mais longa do ano, marcando o início da estação fria. Já no dia 21 de dezembro os raios solares estão exatamente perpendiculares ao trópico de Capricórnio, situado a 23 o 27, 30,,, no hemisfério sul. É o solstício de verão no hemisfério sul. Nesse dia, a parte sul do planeta está recebendo maior quantidade de luz solar que a parte norte, propiciando o dia mais longo do ano e o início do verão. No hemisfério norte, acontece a noite mais longa do ano. É o início do inverno. Figura 2 Vale ressaltar que as datas utilizadas na determinação do começo e do final de cada estação do ano (21/3; 21/6; 23/9; 21/12) são convencionais. Foram selecionadas para efeito prático, pois, na verdade, a interferência de diversos fatores tende a alterar esses dias, para mais ou para menos, a cada determinado período de tempo. A estação se inicia, verdadeiramente, quando o planeta Terra e o Sol estão numa posição em que os raios solares incidem perpendicularmente a linha do Equador (primavera e outono) ou a um dos trópicos (verão e inverno). Fonte: http://educacao.uol.com.br/geografia/movimentos-da-terra-rotacao-translacao-eestacoes-do-ano.jhtm 4

O HOMEM, AS PAISAGENS E O ESPAÇO GEOGRÁFICO 5

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Bibliografia: LUCCI, Elian Alabi - BRANCO, Alselmo Lazaro Geografia Homem & Espaço: a natureza, o homem e a organização do espaço, 5ª série.20.ed. ver e atual São Paulo: Saraiva, 2005. 14

EIXO TERRESTRE E ZONAS CLIMÁTICAS O eixo terrestre É uma linha imaginária que atravessa o centro da Terra de um polo ao outro, sobre este eixo é que ocorre o movimento de rotação. A particularidade do eixo terrestre é que o mesmo esta inclinado em relação ao plano de movimento da Terra em torno do Sol. Diferentes Temperaturas Por causa dessa inclinação do eixo terrestre e da forma geóide da Terra, a luz e o calor do Sol, importantes para a vida na Terra, não chegam com a mesma intensidade a todos os lugares do planeta. Uma das consequências desse fato, é que, nos polos faz muito frio, praticamente o ano todo, enquanto que, nas regiões próximas a linha do equador, faz calor o ano todo. A explicação para essa grande diferença de temperaturas entre as regiões polares e as equatoriais esta no fato de os raios solares atingirem a região equatorial mais diretamente ( menor inclinação mais calor), enquanto que nos polos os raios chegam a superfície com maior inclinação ( menos calor ). Zonas Climáticas da Terra: como resultado do aquecimento maior que ocorre na região equatorial, e do menor aquecimento na região dos pólos, a superfície terrestre foi dividida em zonas climáticas ou zonas térmicas. Para delimitar essas temos as principais linhas imaginárias da superfície terrestre. Linhas Imaginárias da Terra São as linhas dos Trópicos de Câncer e Capricórnio, os Círculos Polares: Ártico e Antártico e a Linha do Equador. As cinco as zonas climáticas da terra. Zona tropical ou intertropical: esta localizada entre o trópico de câncer e o trópico de capricórnio. É a região mais quente da terra. Zona temperada do norte: entre o Trópico de Câncer e o Círculo Polar Ártico. Como recebem raio do sol mais inclinados, são menos aquecidas e iluminadas. Zona temperada do sul: entre o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico. Zona polar do sul: abrange as áreas localizadas dentro do Círculo Polar Antártico. Zona polar do norte: abrange as áreas situadas dentro do Círculo Polar Ártico. Fonte: ensinomedio01.wordpress.com/4_zonas_climaticas/ 15