PLANO DE REVITALIZAÇÃO



Documentos relacionados
Preçário DEUTSCHE LEASING IBÉRICA, E.F.C., SAU. - SUCURSAL EM PORTUGAL SUCURSAL

Preçário INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE CRÉDITO. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS. Data de Entrada em vigor:

Novas regras para insolvência avançam em Maio, mas falta regular actividade dos gestores.

Preçário BMW BANK GMBH, SUCURSAL PORTUGUESA BANCOS. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS Consulte o FOLHETO DE TAXAS DE JURO

Preçário BMW BANK GMBH, SUCURSAL PORTUGUESA BANCOS. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS Consulte o FOLHETO DE TAXAS DE JURO

ÁREA DE FORMAÇÃO: CONTRAIR CRÉDITO CRÉDITO À HABITAÇÃO

Preçário BANCO BNP PARIBAS PERSONAL FINANCE, SA BANCOS. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS Consulte o FOLHETO DE TAXAS DE JURO

Preçário BMW BANK GMBH, SUCURSAL PORTUGUESA BANCOS. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS Consulte o FOLHETO DE TAXAS DE JURO

Preçário FORTIS LEASE PORTUGAL, INSTITUICAO FINANCEIRA DE CREDITO, SA INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DE CRÉDITO

Preçário BANCO PRIMUS, SA BANCOS. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS Consulte o FOLHETO DE TAXAS DE JURO

Preçário GE CONSUMER FINANCE, I.F.I.C., INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE CRÉDITO, SA. Instituição Financeira de Crédito

10 de Setembro 2013 Contencioso de Cobrança

Preçário BBVA LEASIMO - SOCIEDADE DE LOCACAO FINANCEIRA, SA SOCIEDADES DE LOCAÇÃO FINANCEIRA

Preçário BANCO PRIMUS, SA BANCOS. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS Consulte o FOLHETO DE TAXAS DE JURO

Linha de apoio à reestruturação de dívida bancária das empresas dos Açores- Condições e Procedimentos

Preçário BANCO PRIMUS, SA BANCOS. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS Consulte o FOLHETO DE TAXAS DE JURO

Preçário FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS. Data de Entrada em vigor: FOLHETO DE TAXAS DE JURO. Data de Entrada em vigor:

Preçário MERCEDES-BENZ FINANCIAL SERVICES PORTUGAL - INSTITUICAO FINANCEIRA DE CREDITO, SA INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DE CRÉDITO

PME Investe VI. Linha de Crédito Micro e Pequenas Empresas

ÁREA DE FORMAÇÃO: CONTRAIR CRÉDITO CRÉDITO PESSOAL

Preçário SOFINLOC - INSTITUICAO FINANCEIRA DE CREDITO, SA INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DE CRÉDITO. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS

REGULAMENTO DE EMPRÉSTIMO A PARTICIPANTE DO PLANO DE BENEFICIO CEBPREV.

REGULAMENTO DE EMPRÉSTIMO

Preçário RCI BANQUE SUCURSAL PORTUGAL BANCOS. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS Consulte o FOLHETO DE TAXAS DE JURO

Regulamento de Empréstimo

Preçário FCE BANK PLC BANCOS. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS Consulte o FOLHETO DE TAXAS DE JURO. Data de Entrada em vigor: 23-set-2015

Preçário DE LAGE LANDEN INTERNATIONAL, B.V. - SUCURSAL EM PORTUGAL SUCURSAL

PROPOSTA DE PLANO DE RECUPERAÇÃO MANUEL MENDES & FILHOS, LDA

Produto BNDES Exim Pós-embarque Normas Operacionais. Linha de Financiamento BNDES Exim Automático

PLANO/ ACORDO DE RECUPERAÇÃO

Plano para recuperar ou liquidar a empresa

LEI Nº , DE 25 DE SETEMBRO DE 2007

RELATÓRIO. O presente RELATÓRIO é elaborado nos termos do disposto no artigo 155º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas CIRE.

5º REVOGADO. 6º REVOGADO. 7º REVOGADO. 8º REVOGADO. 9º REVOGADO.

Produto BNDES Exim Pós-embarque Normas Operacionais. Linha de Financiamento BNDES Exim Automático

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 96/2013 de 3 de Outubro de 2013

ASSEMBLEIA GERAL DE ACCIONISTAS DE 17 DE ABRIL DE 2012

Preçário BANQUE PSA FINANCE (SUCURSAL EM PORTUGAL) SUCURSAL. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS Consulte o FOLHETO DE TAXAS DE JURO

COOPERATIVA DE CRI:DfTO DO SERVIDOR FEDERAL LTOA. SIC008 CREDFAZ SERVIDOR FEDERAL

Novas regras na habitação

EXERCÍCIOS PROF. SÉRGIO ALTENFELDER

Preçário BANQUE PSA FINANCE (SUCURSAL EM PORTUGAL) SUCURSAL. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS Consulte o FOLHETO DE TAXAS DE JURO

POLÍTICA DE CRÉDITO E DE EMPRÉSTIMO OUTUBRO D E

Preçário UNION DE CREDITOS INMOBILIARIOS, S.A., EFC - SUCURSAL EM PORTUGAL

PROCEDIMENTO EXTRA JUDICIAL DE CONCILIAÇÃO

REGULAMENTO DE EMPRÉSTIMO PESSOAL GERDAU PREVIDÊNCIA

Secção II 1* Fundos e sociedades de investimento imobiliário para arrendamento habitacional

Linha de Crédito PME Investe II

Comissões IVA. Acresce Imposto. Valor Com Imposto IS Cont. Mad. Aç. Cont. Mad. Aç. Comissões Iniciais % 22% 18% 24,60 24,40 23,60

Preçário SOFINLOC - INSTITUICAO FINANCEIRA DE CREDITO, SA INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DE CRÉDITO. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS


BHG S.A. BRAZIL HOSPITALITY GROUP. Companhia Aberta CNPJ/MF nº / NIRE CVM

2. OPERAÇÕES DE CRÉDITO (PARTICULARES) (ÍNDICE)

Linha Específica para as Micro e Pequenas Empresas

Juízos Cíveis de Coimbra

ANÚNCIO INSOLVÊNCIA DE ALCINO MANUEL POLÓNIA SOARES VENDA DE BENS

MINISTÉRIO DA FAZENDA. Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional PORTARIA PGFN Nº 79, DE 03 FEVEREIRO DE 2014

O incumprimento por parte dos compradores, consequências e soluções, a perda de habitação e das poupança das famílias

Conciliação para empresas em dificuldades

PME Investe VI Aditamento

Linha Garantia Mútua - FEI Ficha de Produto

Preçário COFIDIS SUCURSAL DE INSTITUIÇÃO DE CRÉDITO COM SEDE NA UNIÃO EUROPEIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA MATEMÁTICA FINANCEIRA MAT 191 PROFESSORES: ENALDO VERGASTA, GLÓRIA MÁRCIA, JODÁLIA ARLEGO

INSTRUÇÕES N.º 2 /00 2.ª SECÇÃO 1.ª. Âmbito

Regimes de Custas desde 15/09/2003

Preçário COFIDIS SUCURSAL DE INSTITUIÇÃO DE CRÉDITO COM SEDE NA UNIÃO EUROPEIA

Preçário BANCO CREDIBOM, SA BANCOS. Consulte o FOLHETO DE COMISSÕES E DESPESAS Consulte o FOLHETO DE TAXAS DE JURO

Preçário. CrediAgora, Instituição Financeira de Crédito, S.A. Instituição Financeira de Crédito

o empréstimo referido no número anterior destina-se ao pagamento de dívidas do de Apoio à Economia Local (PAEL)" ENTRE

Preçário COFIDIS SUCURSAL DE INSTITUIÇÃO DE CRÉDITO COM SEDE NA UNIÃO EUROPEIA

Preçário COFIDIS SUCURSAL DE INSTITUIÇÃO DE CRÉDITO COM SEDE NA UNIÃO EUROPEIA

NOTAS / OBSERVAÇÕES. Nota 2: Crédito reconhecido sob condição da opção pelo cumprimento ou resolução do contrato.

Abrangência: Esse programa abrange:

J4 Processo 1098/14.0TBSTS Insolvência de Carla Patrícia Fernandes Rodrigues Lapa Sebastião

Linhas de Crédito PME INVESTE IV

PROPOSTA DA ADMINISTRAÇÃO Assembleia Geral de Debenturistas de 7 de agosto de 2014

ÁREA DE FORMAÇÃO: CONTRAIR CRÉDITO NOÇÕES BÁSICAS SOBRE CRÉDITO

Taxa Anual Nominal (TAN) Euribor 6 meses + Spread 1,750% a 4,250% Euribor 6 meses + Spread 3,750% a 6,250% 0,032% 0,596% Euribor 6 meses +

Linha Específica. Dotação Específica do Têxtil, Vestuário e Calçado CAE das divisões 13, 14 e 15

Regulamento de Propina

Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social

PROJETO DE LEI N.º 837/XII/4ª. Determina as taxas de juro aplicáveis aos mutuários de crédito num contexto de taxa de referência negativa

Regulamento do Plano de Empréstimo. Aprovado em 01 de Janeiro de 2015

3º Alargamento de Prazo das Linhas de Crédito PME Investe - Documento de divulgação - V.1

Cédula de Crédito Imobiliário - CCI

Outros actos que têm de ser registados no Registo Comercial

PROCEDIMENTOS PARA A VENDA DOS APARTAMENTOS DA VILA DE JOGOS AOS JOVENS NACIONAIS

POLÍTICA DE CRÉDITO DA COOPERATIVA DE CRÉDITO MÚTUO DOS SERVIDORES DA SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO - CREDIAFAM

Transcrição:

PLANO DE REVITALIZAÇÃO O Plano de Recuperação deve indicar claramente as alterações dele decorrente para as posições jurídicas dos credores da devedora, porquanto, e analisada a viabilidade económica da empresa e o seu equilíbrio financeiro, temos por bem propor: I PROPOSTAS DE PAGAMENTO: A) Créditos bancários: BANIF Reestruturação do Grupo Couto & Couto UNICOUTO COMÉRCIO DE MADEIRAS, CARPINTARIAS E MÓVEIS, LDA Assunção do valor da dívida pela sociedade Real Quality Housing, Lda (sociedade comercial com NIF 512.094.004, com sede no Parque Industrial, Lote 19, 9680-000 Vila Franca do Campo, Concelho de Vila Franca do Campo, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Vila franca do Campo, com capital social de 50.000,00 (Cinquenta mil euros) e que no âmbito da sua actividade comercial dedica-se à Promoção Imobiliária. Compra e venda de bens imobiliários ) com fixação daquele valor em 175.000,00 (cento e setenta e cinco mil euros), à data de 11/01/2013, sendo ainda devidos juros remuneratórios e moratórios, bem como despesas legais e contratuais, até à formalização das operações propostas. CONSTRUÇÕES COUTO & COUTO, LDA Dação em pagamento de bens imóveis: 1. Lombinha, Artigo Matricial 937 NIP, Rua Laura Araujo Pimentel, Água D Alto, Vila Franca do Campo 2. Apartamento Porto, Fracção BB, T3, Artigo Matricial 12958 NIP, Rua da Telheira nº 439 3. Apartamento Porto, Fracção B13, T2, Artigo Matricial 13251 NIP, Rua dos Miosótis nº 159 4. Lugar Garagem, Fracção DD, Artigo Matricial 12958 NIP, Rua da Telheira nº 439 1

5. Lugar Garagem, Fracção BX, Artigo Matricial 13251 NIP, Rua dos Miosótis nº 159 6. Malaca, Matriz: artigo 39, Secção B.R.C, Terreno 34.848 M2, Sito Malaca de Cima, Lagoa Cedência da posição contratual dos dois Leasings Imobiliários. Reestruturação após concretização dos pontos anteriores pelo montante de 2.263.000,00 (Dois milhões, duzentos e sessenta e três mil euros), valor da divida à data de 11/01/2013, sendo ainda devidos juros remuneratórios e moratórios, bem como despesas legais e contratuais, até à formalização das operações propostas. Os valores em dívida não incluem o crédito sob condição ou seja as Garantias Bancárias reclamadas no PER. O valor da reestruturação poderá sofrer alteração se e quando o BANIF venha a ter que honrar Garantias Bancárias: o Consolidação das operações numa única operação; o Reembolso em 20 (vinte) anos com dois anos de carência de capital; o Periocidade anual; o Taxa juro Euribor 12M + 5%; o Garantias: aval pessoal do Legal Representante da sociedade Devedora e hipoteca genérica dos Foros Tribunal de Vila Franca do Campo e Foros Solmar. REAL QUALITY HOUSING, LDA Fixação da dívida em 9.985.000,00 (nove milhões, novecentos e oitenta a cinco mil), valor da divida à data de 11/01/2013, sendo ainda devidos juros remuneratórios e moratórios, bem como despesas legais e contratuais, até à formalização das operações propostas. Os valores em dívida não incluem o crédito sob condição ou seja as Garantias Bancárias reclamadas no PER. O valor da reestruturação poderá sofrer alteração se e quando o BANIF venha a ter que honrar Garantias Bancárias: Novo financiamento dos Foros Solmar até 470.000,00 (quatrocentos e setenta mil euros) para finalizar a obra em 1 (um) anos; 2

Consolidação de todas as responsabilidades num empréstimo com liquidação de todos os outros empréstimos existentes nas seguintes condições: o Consolidação das operações numa única operação; o Reembolso em 20 (vinte) anos com dois anos de carência de capital; o Periocidade anual; o Taxa juro Euribor 12M + 5%; o Garantias: aval pessoal do Legal Representante da sociedade Devedora e hipoteca genérica dos Foros Tribunal de Vila Franca do Campo e Foros Solmar. CAIXA GERAL DEPÓSITOS, S.A. Reestruturação do valor em dívida da empresa, a 12 (doze) anos, com 2 (anos) de carência de capital, à taxa Euribor + 3% ao ano. B) Créditos comuns: A proposta junto destes Credores passa pela transformação do valor do seu crédito em capital social da Devedora CONVERSÃO DA DÍVIDA EM CAPITAL SOCIAL: Aumento do capital por entradas em espécie nos termos do artigo 28º, do Código das Sociedades Comerciais por conversão dos créditos em capital com a emissão de acções preferenciais remíveis no valor nominal correspondente. Estas acções preferências remíveis não terão direito de voto e garantirão um dividendo prioritário adicional. O dividendo prioritário será no montante da aplicação da taxa de inflação, índice dos preços ao consumidor, do exercício anterior ao valor nominal de cada acção. No prazo máximo de 10 (dez) anos a Sociedade Devedora promoverá a extinção das acções pelo reembolso do seu valor nominal aos accionistas. Não o fazendo as acções converter-se-ão em acções ordinárias com direito de voto. C) Estado: C1) Instituto da Segurança Social: 3

Pagamento de 100% dos créditos de capital e de 20 % dos juros de mora vencidos (o perdão de juros é imprescindível à viabilização da empresa), em 150 prestações mensais progressivas com início 30 dias após o trânsito em julgado da sentença de homologação do Plano de Recuperação; Perdão de 80 % (oitenta por cento) dos juros vencidos Garantia a prestar: penhor mercantil; Face à garantia prestada, a taxa de juros vincendos a considerar será de 4,5%; Consolidação da dívida dos créditos constituídos ou vencidos até ao final da data fixada para a reclamação de créditos; As acções executivas pendentes para cobrança de dívidas à segurança social não são extintas e mantêm-se suspensas após aprovação e homologação do plano de recuperação até integral cumprimento do plano de pagamentos; Pagamento integral dos valores referentes a custas processuais devidas no âmbito de acções executivas que se encontram suspensas na respectiva secção de processo executivo, no prazo de 30 dias após o trânsito em julgado do plano de recuperação. C2) Fazenda Nacional: Pagamento de 100% dos créditos de capital, coimas, multas, custas ou outras quantias da mesma natureza e de 20 % dos juros de mora vencidos (o perdão de juros é imprescindível à viabilização da empresa), em 120 prestações mensais de igual valor com início 30 dias, após trânsito em julgado da sentença de homologação do Plano de Recuperação; Perdão de 80 % (oitenta por cento) dos juros vencidos, tal como previsto para a Segurança Social, e relacionadas com créditos constituídos ou vencidos até ao final da data fixada para a reclamação de créditos; Garantias a prestar: penhor mercantil; Juros vincendos à taxa de 4,50%. D) Créditos relacionados com contrato de trabalho: Considerando o valor dos créditos constituídos e vencidos até ao final da data fixada para a reclamação de créditos, é entregue ao Trabalhador a declaração para accionar o Fundo de Garantia Salarial, (expressamente previsto no artigo 336º, da Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro sucessivamente alterada até à sua mais recente versão Lei n.º 47/2012, de 29 de 4

Agosto), que nos termos legais aquele Fundo suporta o pagamento de salários até ao montante equivalente a seis meses de retribuição, desde que os rendimentos mensais não sejam três vezes superiores ao salário mínimo. Quanto ao valor remanescente dos créditos (diferença entre o valor do crédito do Trabalhador constituídos e vencidos até ao final da data fixada para a reclamação de créditos e o valor pago ao Trabalhador pelo Fundo de Garantia Salarial) o pagamento será de 100% dos créditos do capital, em 3 anos, em prestações mensais, vencendo-se a primeira 7 (sete) meses após trânsito em julgado da sentença de homologação do Plano de Recuperação. Perdão total dos juros vencidos e vincendos. II ÂMBITO: As alterações dos créditos sobre a devedora introduzidas pelo plano de recuperação produzir-seão independentemente de tais créditos terem sido, ou não, reclamados ou verificados (n.º 1 do artigo 217.º do CIRE). Nos termos do artigo 209.º, n.º 3 do CIRE, o Plano de Recuperação acautela os créditos eventualmente controvertidos em processo de impugnação de forma que venham a ter o mesmo tratamento que os da classe em que se inserem. E por antecedente ao disposto neste mencionado preceito acautela todos os créditos que venham a ser reconhecidos em sede de 129.º do CIRE. III IMPACTO EXPECTÁVEL: O Plano de Recuperação, apresentado pela administração da devedora, tem por finalidade expor as condições em que esta e os credores definem a continuidade da empresa, sob administração da devedora, e nomeadamente os termos em que serão feitos os reembolsos dos créditos sobre a devedora. Na ausência do apoio dos credores ao Plano de Recuperação, tornar-se como certo o Cenário de Liquidação abrupta dos activos da empresa a revitalizar. Este cenário caracterizar-se-á por: venda dos activos e recebimentos de clientes. E, como também se depreende, o cenário de não Recuperação não deixará de acarretar perdas substanciais na venda daqueles bens. Estima-se no cenário de não Recuperação que os credores comuns nomeadamente Fornecedores, Bancos e Restantes Credores receberão uma percentagem REDUZIDA OU MESMO NULA DOS SEUS CRÉDITOS. 5

Em alternativa, com a aprovação do plano, teremos a garantia pagamento das obrigações assumidas perante os credores a 100%. Assim, atendendo-se ao supra exposto, a aprovação do plano afigura-se claramente mais vantajosa. IV PRECEITOS DERROGADOS: Âmbitos das derrogações ao CIRE Com o presente plano foram derrogados os seguintes preceitos legais do CIRE que importa esclarecer: Foi derrogado o princípio da igualdade (art.º 194.º do CIRE) relativamente aos créditos do Estado, por força do enquadramento legal que rege os pagamentos à Fazenda e Segurança Social. Foi derrogado o princípio da igualdade (art.º 194.º do CIRE) relativamente ao montante, prazos de carência e de liquidação dos créditos laborais em virtude do privilégio creditório que lhes assiste e ainda relativamente aos créditos junto das Instituições Bancárias. V EXECUÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO E SEUS EFEITOS: Com a sentença de homologação, além dos demais efeitos legais, produzem-se as alterações dos créditos sobre a devedora introduzidas pelo plano de recuperação, independentemente de tais créditos terem sido, ou não, reclamados ou verificados (art.º 217.º do CIRE). A Administração, 6