Classificação de Aroldo de Azevedo



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Transcrição:

GEOGRAFIA DO BRASIL Relevo O relevo brasileiro apresenta grande variedade morfológica (de formas), como serras, planaltos, chapadas, depressões, planícies e outras, - resultado da ação, principalmente, dos agentes externos sobre estruturas geológicas de diferentes naturezas e idades. Os agentes externos que mais participaram da formação do relevo brasileiro foram o clima (temperatura, ventos, chuvas) e os rios. (in: SENE, Eustáquio. Geografia Geral e do Brasil. São Paulo, SP: Scipione, 2010.) Página 1

Em sua porção continental, o relevo brasileiro não apresenta formas oriundas da atuação recente dos agentes internos (vulcanismo, tectonismo), como as elevadas montanhas que caracterizam as cordilheiras de tipo andino, alpino e himalaio. Apesar de as estruturas geológicas que lhe deram origem serem em geral antigas, as formas atuais de nosso relevo foram esculpidas principalmente ao longo do Período Terciário e do início do Quaternário. Esses dois períodos pertencem à mais recente das eras geológicas: a Cenozóica. No aspecto altimétrico, o relevo brasileiro caracteriza-se pelo predomínio de altitudes relativamente modestas. Apenas um ponto do território chega próximo a 3 mil metros de altitude: o Pico da Neblina (2.994m), localizado no estado do Amazonas, próximo à fronteira com a Venezuela. Mais de 98% do relevo brasileiro possui altitudes inferiores a 1.200 metros. O predomínio de altitudes medianas deve-se, de um lado, à inexistência de dobramentos modernos e, de outro, à intensa ação erosiva que, ao longo do tempo, desgastou as velhas estruturas geológicas mais salientes do território brasileiro. Classificação de Aroldo de Azevedo Uma das mais antigas divisões do relevo foi feita na década de 1940 pelo professor Aroldo de Azevedo e serviu de base para todas as outras divisões feitas posteriormente. Ao elaborar sua divisão, ele levou em conta principalmente as diferenças de altitude. Desse modo, as planícies foram classificadas como as partes do relevo relativamente planas com altitudes inferiores a 200 metros. Por sua vez, os planaltos foram considerados as formas de relevo levemente onduladas, cujas altitudes superam 200 metros. Essa classificação divide todo o território brasileiro em planaltos, cuja área total ocupa 59% de toda a superfície do país, e planícies, que ocupam os 41% restantes. (in: AB SABER, Aziz, Domínios Morfoclimáticos e províncias geomorfológicas do Brasil, in Revista Orientação) Página 2

Classificação de Aziz Ab'Saber No final da década seguinte, de 1950, o professor Aziz Nacib Ab'Saber aperfeiçoou a divisão do professor Aroldo de Azevedo, introduzindo critérios geomorfológicos, especialmente as noções de sedimentação e de erosão. As áreas nas quais o processo de erosão é mais intenso do que o de sedimentação foram chamadas de planaltos. As áreas em que o processo de sedimentação supera o de erosão foram denominadas planícies. Nota-se, assim, que essa classificação não leva em conta as cotas altimétricas do relevo, mas os aspectos de sua modelagem, ou seja, a geomorfologia. (in: AB SABER, Aziz, Domínios Morfoclimáticos e províncias geomorfológicas do Brasil, in Revista Orientação) Classificação de Jurandyr Ross Em 1989 o professor Jurandyr Ross elaborou uma classificação do relevo, dessa vez usando como critério três importantes fatores geomorfológicos: a morfoestrutura - origem geológica; o paleoclima - ação de antigos agentes climáticos; o morfoclima - influência dos atuais agentes climáticos. A classificação do relevo brasileiro em grandes unidades, ou compartimentos, é uma síntese dos processos de construção e modelagem da superfície e das formas resultantes. Essa classificação distingue três tipos de compartimentos: os planaltos, as depressões e as planícies. Nas duas primeiras unidades, predominam os processos erosivos, e nas planícies, o processo de acumulação de sedimentos. Página 3

(in: ROSS, J. (org.). Geografia do Brasil. São Paulo, Edusp, 1996.) OS PLANALTOS Os planaltos brasileiros se distinguem pelas estruturas geológicas que os sustentam. Há planaltos em escudos cristalinos (como os Planaltos e Serras do Atlântico-Leste-Sudeste, da Borborema e outros) e planaltos em bacias sedimentares (como o Planalto da Amazônia Oriental, os Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná e outros). De modo geral, porém, esses compartimentos caracterizam-se como relevos residuais, isto é, eles permaneceram mais altos que as depressões circundantes, pois suas estruturas rochosas ofereceram maior resistência à erosão. Página 4

AS DEPRESSÕES As depressões circundam os planaltos e foram geradas pelo desgaste erosivo das massas rochosas menos resistentes. Sendo assim, são em geral constituídas por bacias sedimentares. As bordas de contato das depressões com os planaltos, formadas muitas vezes por escarpas praticamente verticais, atestam a resistência desigual do substrato rochoso à erosão. A unidade dos Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná, sustentada pelas camadas de arenitos da Era Paleozoica e pela cobertura de rochas vulcânicas derramadas na Mesozoica, limita-se a oriente com a Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná, que não está assentada sobre basaltos. A modelagem do relevo pela erosão diferencial fica evidente nesse contato. Os sedimentos da depressão foram intensamente desgastados, enquanto a resistente camada de rochas vulcânicas do planalto sofria erosão muito menor. Em consequência, formou-se uma escarpa que demarca o contato entre os dois compartimentos. Seus paredões íngremes voltados para oriente constituem frentes de cuestas que podem ter 300 ou 400 metros de altura. Do outro lado, as vertentes voltadas para a calha do Rio Paraná, a ocidente, apresentam inclinação suave. As frentes de cuestas são feições de relevo características de diversas áreas do Brasil. Elas aparecem, extensivamente,nos contatos dos Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná com as depressões do Araguaia, Cuiabana e do Miranda. No contato entre os Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba e a Depressão Sertaneja e do São Francisco, as serras do Ibiapaba e Grande do Piauí formam frentes de cuestas. Em todos esses casos, as feições do relevo foram esculpidas pela erosão diferencial. AS PLANÍCIES As planícies são as únicas unidades do relevo brasileiro cujo arcabouço consiste em bacias de sedimentação recente, formadas por deposições ocorridas no Período Quaternário. As superfícies apresentam-se notavelmente aplainadas e ainda em processo de consolidação. A Planície e Pantanal Mato-Grossense é a mais extensa dessas unidades e constitui parte de uma vasta área rebaixada que se limita, a oeste, pelos contrafortes da Cordilheira dos Andes, e a leste, pelos Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná. Essa área rebaixada é o Chaco Sul-Americano, que abrange terras brasileiras, paraguaias, argentinas e bolivianas, inclusive os pantanais do Rio Guaporé. O Chaco funciona como bacia de captação de inúmeros cursos fluviais com nascentes nos planaltos do Brasil ou na vertente oriental andina. Página 5

(in: ROSS, J. (org.). Geografia do Brasil. São Paulo, Edusp, 1996.) Página 6

TESTES 1. (UNESP) Observe o mapa. Juntando-se as três legendas que representam as mais baixas altitudes do relevo brasileiro, é possível afirmar que a maioria dessas terras apresenta a) altitudes sempre superiores a 800 metros. b) altitudes inferiores a 800 metros. c) planaltos com altitudes maiores que 800 metros. d) planícies com altitudes em torno de 800 metros. e) altitudes médias superiores a 800 metros 2. (UNIFESP) O mapa aponta três grandes unidades do relevo brasileiro. Assinale a alternativa que as identifica corretamente no perfil AB e o processo que predominou na sua formação. a) Planaltos, sedimentação; Depressões, dobramentos; Planícies, erosão. b) Planícies, dobramentos; Planaltos, sedimentação; Depressões, sedimentação. c) Depressões, erosão; Planícies, erosão; Planaltos, dobramentos. d) Planícies, sedimentação; Planaltos, erosão; Depressões, erosão. e) Planaltos, erosão; Depressões, sedimentação; Planícies, sedimentação. Página 7

3. (PUCCAMP) Objeto de ambição, eis uma expressão que cabe perfeitamente quando nos referimos ao subsolo brasileiro. Explica a afirmação, dentre outras, a) a extensa área de terrenos pré-cambrianos ricos em minérios. b) a ocorrência de combustíveis fósseis no escudo cristalino. c) a baixa altimetria, responsável pela concentração mineral. d) a ausência de alterações geológicas desde o Mesozóico. e) os vários períodos de glaciação durante o Cenozóico. 4. (EsPCEx) A seguir são apresentados os mapas de geologia e relevo do Brasil. Comparando as formas de relevo e as estruturas geológicas apresentadas nos mapas acima, pode-se afirmar que a) só há planaltos em estruturas geológicas mais antigas. b) as planícies ocorrem, em geral, em estruturas geológicas mais modernas. c) as várias unidades de depressão correspondem às bacias sedimentares. d) as unidades de planalto limitam-se aos escudos cristalinos. e) as unidades de planície limitam-se às estruturas geológicas antigas. 5. (EsPCEx) Os relevos residuais são resultantes da erosão diferencial, ou seja, do trabalho desigual dos agentes de erosão e da resistência desigual à erosão do substrato rochoso desses relevos e das áreas existentes em seu entorno. As Chapadas do Araripe e do Apodi são exemplos dessas formações e estão situadas, segundo a classificação do relevo brasileiro de Jurandir Ross, na Depressão. Essa Depressão é caracterizada pela presença de muitos Inselbergs. Assinale a única alternativa que completa corretamente a lacuna do texto acima. a) da Amazônia Ocidental b) Cuiabana c) do Araguaia d) do Tocantins e) Sertaneja e do São Francisco Gabarito: 1.b / 2.d / 3.a / 4.b / 5.e Página 8