Yvonne T Semeadores de Esperança Crônicas de um Convite à Vida Volume 11
Crônicas de um Convite à Vida
Livre d IVI Convidados a Viver
PREFÁCIO Estou comovida por escrever este prefácio : tudo o que se refere a Yvonne Trubert é importante para mim, para nós, para todos. Não se trata de escrever aqui sobre ela. Ela não o desejava; mas certamente podemos fazê-lo, podemos falar do seu ensinamento. Então, é por onde eu começarei a falar de seu ensinamento, e o farei com uma grande alegria, pois conheço seu ensinamento, gosto dele e o pratico há vários anos. No começo, ele parece simples, tão simples que nem prestamos atenção, tão habituados que estamos à sofisticação dos textos de hoje. Mas não temos de nos enganar. Sua profundidade só se revela à medida que o praticamos. É um ensinamento de vida, então, não podemos deixar de transmitilo. Mesmo escrito, ele ainda é operante. Ele age e, pouco a pouco, a sua grandeza se impõe e eis que vamos nos abastecer na própria fonte da vida, uma vida cheia de amor, brilhante dos fogos do espírito. Eu bebi desta fonte, e tudo se clareou. Aprendi o que era o amor, a origem e o fim de todas as coisas. É bem difícil praticá-lo, porque esse amor vem de Deus e nós ainda não nos tornamos à sua imagem. Yvonne (é assim que prefiro chamá-la), Yvonne não está mais aqui, sua vida partiu para outro lugar, mas o Caminho que ela traçou está bem presente, cavado no fundo de nós mesmos e, também, no fundo da humanidade. Nesse livro vocês poderão encontrar os ecos dos colóquios que ela desejou. Eles foram aventuras proféticas. Participei desses colóquios. Os colóquios que hoje eu organizo, são resultantes dos mesmos, empregando da melhor maneira o que eu aprendi. Participando da escolha dos palestrantes, eu admirei a associação improvável de personalidades vindas de domínios tão diferentes como a ciência, a saúde, as tradições e a espiritualidade, que conviviam no pódio erguido entre flores, no campo formado de tendas nômades. Eram tendas de Beduínos, para bem representar que estamos de passagem 5
sobre esta Terra. O mesmo respeito e o mesmo interesse pelo homem e pela sua sobrevivência estavam presentes em suas intervenções. Era algo audacioso. Isto nunca havia sido visto, exceto em Sevilha, nos tempos antigos, esses tempos abençoados, em que viviam em bom entendimento as três religiões da Bíblia. Esses colóquios impulsionaram a escuta e a aceitação do outro, praticados nesses temos. Sentimos uma nostalgia porque, onde fomos parar, nessa era de mísseis e de atentados a bomba entre inimigos irmãos? Vocês lerão como Yvonne comenta a aventura. Posso testemunhar sua verdade. Um tipo de exaltação nos tinha contaminado, pois sabíamos que era uma aventura de vida e de futuro. Eu me lembro dos encontros sob a tenda de oração, ao cair da noite, sob o sopro de um vento cheio de doçura vindo do sul e das estrelas. Momentos místicos de amor espiritual compartilhado entre todos. Volto a rever os Aborígenes. Eles estariam pouco a vontade? Muito pouco! Eles tinham levado seu país consigo. Seu dji djé ridoo se tornou um símbolo rapidamente adotado. Eu me lembro... sim! Tudo está ficando mais nítido: o impressionante Indígena que veio das terras da América do Norte. Ele era severo, austero, mas generoso: sem hesitar, ele se ofereceu para dormir no chão, para deixar sua bela tenda aos estrangeiros vindos de longe. Como tenho belas lembranças. Se fecho os olhos, sinto um pouco o perfume de um Paraíso perdido, onde reinavam a amizade e a beleza em profusão. Para mim, isso foi o nascimento de uma vocação, a de aliar as mais refinadas descobertas da ciência, da física quântica, ao que chamo de espiritualidade. Eu vi, ouvi, compreendi que isso funcionava. Vou citar como exemplo uma frase de Yvonne, sublime, misteriosa e complexa que descreve, efetivamente, o que esta ciência nos revela sobre a derradeira realidade do Universo: As ciências físicas predominam sobre 6