PROPRIEDADE DA PATENTES Módulo Básico Eng. Sérgio Bernardo - DSc. Pesquisador em Propriedade Industrial Divisão de Química II - DIRPA Curso de Capacitação em Propriedade Intelectual Módulo Básico Diretoria de Patentes - Maceió- AL 18 de Agosto de 2009 1
Propriedade Intelectual É o conjunto de direitos que incidem sobre as criações do intelecto humano. Sistema criado para garantir a propriedade ou exclusividade resultante da atividade intelectual nos campos industrial, científico, literário e artístico. Possui diversas formas de proteção: patentes, marcas, direitos de autor e indicação geográfica... Diretoria de Patentes - 2
Propriedade Industrial A propriedade industrial é a expressão genérica que se confere aos direitos legais relativos às atividades industriais e/ou comerciais de pessoas físicas ou jurídicas. Abrange, de acordo com o Art. 1o da Convenção da União de Paris de 1883, não apenas a indústria e o comércio propriamente ditos, mas também as indústrias agrícolas e as extrativas, por exemplo: vinhos, cereais, tabaco em folha, frutas, animais, minérios, águas minerais, cervejas, flores e farinhas. Diretoria de Patentes - 3
Evolução Legislativa Brasileira 1785 - Alvará que determinou o fechamento das indústrias no Brasil; 1809 - Alvará do Príncipe Regente; 1830 - Lei Brasileira; 1945 - Código da Propriedade Industrial; 1970 - Criação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial; 1971 - Novo Código da Propriedade Industrial; 1996 - Lei Brasileira No 9.279, em vigor: Resoluções (); Atos Normativos (). Diretoria de Patentes - 4
Convenção da União de Paris (CUP) - 1883 Princípios Básicos: Tratamento Nacional; Prioridade Unionista; Territorialidade; Independência das patentes. Última revisão 1967. Secretaria Internacional da União Proteção da Propriedade Industrial; para Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) 1967 administra 15 tratados relativos à matéria. Diretoria de Patentes - 5
Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT) - 1970 Objetivos do Tratado: Diminuir os custos do sistema de patentes; Avaliação prévia acerca da patenteabilidade. Fase Internacional: Depósito do pedido internacional; Busca Autoridade Internacional de Busca (ISA); Exame preliminar internacional (IPER). Fase Nacional: Iniciada em até 30 meses da prioridade unionista ou do depósito internacional. Diretoria de Patentes - 6
Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT) 140 países membros (02/06/2009) Depósito Internacional OMPI Não há Patente Mundial!!! Diretoria de Patentes - 7
Depósitos de pedidos de patentes em outros países CUP DEPÓSITO NO PAÍS DE ORIGEM PCT 12 MESES DEPÓSITO EM OUTRO PAÍS 12 MESES 18 MESES DEPÓSITO INTER Diretoria de Patentes - 8
Constituição da República Federativa do Brasil (05/10/1988) Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para a sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimentos tecnológico e econômico do País. Diretoria de Patentes - 9
Lei da Propriedade Industrial LPI - Lei 9.279/96 Art. 1 - Esta lei regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial; Art. 2º - A proteção dos direitos relativos à propriedade industrial, considerado o seu interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País, efetua-se mediante: I - concessão de patentes de invenção e de modelo de utilidade; II - concessão de registro de desenho industrial; III - concessão de registro de marca; IV - repressão às falsas indicações geográficas; e V - repressão à concorrência desleal. Diretoria de Patentes - 10
Lei 9.279/96 De acordo com o artigo 5o da LPI, a Propriedade Industrial é considerada um bem móvel. Assemelha-se a qualquer outro ativo móvel da empresa / depositante. É um bem patrimonial. Diretoria de Patentes - 11
Outros Dispositivos Legais em Propriedade Intelectual no Brasil Lei no 10.196/01 - altera e acresce dispositivos à Lei n 9.279; Lei de Cultivares, no 9.456/97 - em vigor desde abril de 1997. Institui a proteção para plantas; Lei de Programa de Computador, no 9.609/98 - em vigor desde fevereiro de 1998; Lei de Direitos Autorais, no 9.610/98 - em vigor desde junho de 1998, substituiu a Lei 5.988/73; Decretos e Atos Normativos do. Diretoria de Patentes - 12
PROPRIEDADE DA O SISTEMA DE PATENTES Diretoria de Patentes - 13
Tornar público para o meio científico Conhecimento Manter em segredo Depositar um pedido de patente Instrumento legal de ação contra contrafatores Diretoria de Patentes - 14
Patente: o que é? Título de propriedade temporário outorgado pelo Estado ao inventor ou à pessoa legitimada. A patente permite que terceiros sejam excluídos de atos relativos à matéria protegida. Diretoria de Patentes - 15
Patentear: por que e para que? Para o País: Ferramenta para a disseminação da informação: Disponível após a publicação; Fonte de dados para os indicadores do grau de desenvolvimento tecnológico e econômico; Acompanhar a evolução tecnológica; Identificar detentores de tecnologias concorrentes; Identificar tendências tecnológicas; Identificar mercados potenciais. Diretoria de Patentes - 16
Patentear: por que e para que? Para o País: Instrumento pró-competitivo: Estimula o usuário ativo (pesquisadores e esfera da produção); Estimula o desenvolvimento de novas tecnologias ou o aperfeiçoamento das tecnologias existentes; Atendimento das necessidades do usuário passivo (consumidor). A propriedade é limitada temporalmente; findo o prazo de vigência, o conhecimento protegido na patente poderá ser utilizado livremente. Diretoria de Patentes - 17
Patentear: por que e para que? Para o titular: Comprovar que tem tecnologia própria; Excluir terceiros do mercado; Controlar/limitar a concorrência; Assegurar os investimentos da empresa em seus elementos imateriais; Maior poder de negociação na comercialização de seus produtos; Marketing. Diretoria de Patentes - 18
Quem pode depositar um pedido de patente? Diretoria de Patentes - Qualquer Pessoa Física ou Jurídica pode depositar um Pedido de Patente
Titularidade A patente poderá, mediante qualificação, ainda, ser requerida: nomeação e Em nome próprio; Herdeiros ou Sucessores do autor; Cessionários; Por quem a lei ou o contrato de trabalho determinar. Diretoria de Patentes - 20
Titularidade Se dois ou mais autores tiverem realizado a mesma invenção ou modelo de utilidade, de forma independente, o direito de obter patente será assegurado àquele que provar o depósito mais antigo, independentemente das datas de invenção ou criação. Primeiro a depositar Diretoria de Patentes - 21
Nomeação e Qualificação do Inventor O inventor deve ser nomeado e qualificado. Porém, o inventor pode optar pela não-divulgação de seu nome no ato do requerimento do pedido de patente. Neste caso, o nome do inventor é omitido: em quaisquer publicações oficiais do ; em cópias do processo fornecidas a terceiros; no pedido publicado; na carta-patente. Terceiros, com legítimo interesse, podem obter essa informação através do. Compromisso, sob as penas da lei, de não divulgar informação, além do necessário. Diretoria de Patentes - essa 22
PROPRIEDADE DA DESCOBERTA X INVENÇÃO Diretoria de Patentes - 23
DESCOBERTA Consiste na revelação de algo (ou fenômeno) até então ignorado, mas já existente na natureza, o qual é determinado através da capacidade de observação do homem. Exemplos formulação da lei da gravidade; propriedades (física, química, etc.) de determinado material; metal, como por exemplo, o ferro; genes e proteínas. Diretoria de Patentes - 24
INVENÇÃO Invenção é a concepção resultante do exercício da capacidade de criação do homem, manipulando ou interferindo na natureza, que represente a solução para um problema específico, dentro de determinado campo das necessidades humanas. Exemplos Telescópio (Newton) Dinamite (Nobel) Fibra Óptica Insulina recombinante e seu processo de síntese Aspirina Band-Aid As invenções são patenteáveis, as descobertas não. Diretoria de Patentes - 25
É possível patentear-se uma ideia? A resposta é NÃO. É preciso que a idéia esteja concretizada (CRIAÇÃO DO INTELECTO INVENÇÃO), e que tenha sido demonstrada a sua APLICAÇÃO. As invenções são patenteáveis, mas as ideias não. Diretoria de Patentes - 26
DESCOBERTA x INVENÇÃO Arctium Lappa (Carrapicho) INVENÇÃO Produto e método VELCRO Diretoria de Patentes - 27
VELCRO Invenção Inovação Tecnológica (EMPRESA) Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico VELCRO Easy Coin VELCRO Quick Tape VELCRO PS-19 Diretoria de Patentes - Velcro silencioso 28
Patentear não Significa Impedir o Avanço da Ciência Art. 43 / LPI O direito do titular não se aplica: aos atos praticados por terceiros não autorizados, com finalidade experimental, relacionados a estudos ou pesquisas científicas ou tecnológicas. Diretoria de Patentes - 29
Artigos X Patentes Brasil: artigos publicados em periódicos científicos internacionais indexados no Institute for Scientific Information (ISI) e percentual em relação ao mundo, 1981-2006 20.000 18.000 Pedidos de patentes de invenção depositados no escritório de marcas e patentes dos EUA; alguns países, 2006 2,0 No. de Artigos % em relação ao mundo Chile 51 1,8 Argentina 103 16.000 1,6 México 179 14.000 1,4 Brasil 287 12.000 1,2 10.000 1,0 8.000 0,8 França 6.813 6.000 0,6 Reino Unido 7.792 4.000 0,4 2.000 0,2 0 0,0 81 82 83 8485 86 87 88 8990 91 92 9394 95 96 9798 99 00 01 02 03 04 05 06 Fonte: Institute for Scientific Information (ISI), National Science Indicators (NSI). Elaboração: MCT, 2007. Diretoria de Patentes - Rússia 334 Espanha 696 1.655 China Alemanha 19.824 Japão 64.812 EUA 189.536 0 25.000 50.000 75.000 100.000 125.000 150.000 175.000 200.000 Fonte: United States Patent and Trademark Office (USPTO). Elaboração: MCT, 2006. 30
PROPRIEDADE DA PATENTES: NATUREZAS DE PROTEÇÃO Diretoria de Patentes - 31
Naturezas de Proteção Patente de Invenção (PI) - 20 (vinte) anos contados da data de depósito; Patente de Modelo de Utilidade (MU) - 15 (quinze) anos contados da data de depósito; Registro de Desenho Industrial (DI) - 10 (dez) anos, prorrogáveis por mais 3 (três) períodos de 5 (cinco) anos, contados da data de depósito. Prazo de vigência não será inferior a 10 (dez) anos, para patente de invenção, e 7 (sete) anos, para modelo de utilidade, a contar da data de concessão, ressalvadas questões judiciais ou força maior. Diretoria de Patentes - 32
Patente de Invenção (PI) Concepção resultante do exercício de capacidade de criação do homem que represente uma solução para um problema técnico específico dentro de um determinado campo tecnológico. Avanço Tecnológico Diretoria de Patentes - 33
Patente de Invenção Descreve Tecnologia Diretoria de Patentes - 34
Patente de Invenção Exemplo: desenvolvimento do telefone Graham Bell Pat. US0174465 1876 Diretoria de Patentes - Western Electric sistema de disco 1921 Western Electric discagem por tom 1964 35
Patente de Invenção: exemplos Sterilair PI 8302255-4 Sistema de esterilização de ar por dutos de alto gradiente térmico. Cadeira de rodas vertical PI 0105828-2 Dispositivo para locomoção de deficientes físicos. Diretoria de Patentes - 36
Patente de Invenção: exemplos Mouse US 3541541 Indicador de posição X-Y para uma tela Lacre para conservas PI 9101018-7 Processo para formação de um furo de alívio portador de lacre obturador destacável, em tampas metálicas, destinadas ao fechamento inviolável e a vácuo de copos e outras embalagens de vidro. Diretoria de Patentes - 37
Patente de Modelo de Utilidade (MU) Nova forma ou disposição conferida em objeto, que resulte em melhoria funcional no seu uso ou em sua fabricação. Praticidade Comodidade Eficiência Diretoria de Patentes - 38
Patente de Modelo de Utilidade Descreve OBJETO forma ou estrutura ou sua combinação que resulte em melhoria funcional. Diretoria de Patentes - 39
Modelo de Utilidade: exemplos Organizador de gavetas modular MU 7000709-8 Módulos para composição de caixas e/ou divisões para disposição de objetos, peças e produtos diversos Diretoria de Patentes - 40
Modelo de Utilidade: exemplos Porta Sabão em pó com dosador MU 7702338-2 Disposição construtiva em porta sabão em pó e similares Diretoria de Patentes - 41
Desenho Industrial (DI) Toda forma plástica que possa servir para a fabricação de produtos, que se caracterize por nova configuração ornamental. Toda disposição ou conjunto novo de traços, linhas e cores ou sua combinação, que tendo finalidade comercial, possa ser aplicado na ornamentação de um produto. É um registro Não é concedido como Patente Diretoria de Patentes - 42
Registro de Desenho Industrial Descreve Forma Plástica Ornamental Conjunto de traços, linhas e cores aplicado na ornamentação Diretoria de Patentes - 43
Desenho Industrial: exemplos É um registro Não é concedido como Patente Diretoria de Patentes - 44
Diferentes naturezas de proteção PI sistema de aquecimento sistema de controle da temperatura MU ergonomia do cabo dispositivo de apoio do ferro dispositivo para não queimar os botões de uma camisa *DI Diretoria de Patentes - modificação da forma plástica, sempre com caráter ornamental. *Registro 45
PI PI MU DI MU DI MU PI Diretoria de Patentes - DI 46
PROPRIEDADE DA PATENTES: REQUISITOS E CONDIÇÕES PARA CONCESSÃO Diretoria de Patentes - 47
Requisitos e condições para concessão da patente INVENÇÃO MODELO DE UTILIDADE Novidade Novidade Atividade Inventiva Ato Inventivo Aplicação Industrial Suficiência descritiva Diretoria de Patentes - Melhoria funcional Aplicação Industrial Suficiência descritiva 48
Dos requisitos para a patenteabilidade Art. 11 / LPI Novidade A Invenção e o Modelo de Utilidade são considerados novos quando não compreendidos no estado da técnica. Diretoria de Patentes - 49
ESTADO DA TÉCNICA Art. 11 / LPI Tudo aquilo tornado acessível ao público antes da data de depósito do pedido de patente, por descrição escrita ou oral, por uso ou qualquer outro meio, no Brasil ou no exterior, ressalvados: período de graça; prioridade; prioridade interna. Diretoria de Patentes - 50
PERÍODO DE GRAÇA Art. 12 / LPI Problema 12 meses Publicação de artigos em revistas; Apresentação em congressos; Anterior ao depósito do pedido de patente Defesa de tese. Alguns países não reconhecem o período de graça Diretoria de Patentes -
PRIORIDADE Art. 16 / LPI Terá assegurado ao pedido de Patente depositado em país que mantenha acordo com o Brasil, ou em organização internacional, que produza efeito de depósito nacional, o direito de prioridade, nos prazos estabelecidos no acordo, não sendo o depósito invalidado nem prejudicado por fatos ocorridos nesses prazos. CUP Prioridade Unionista Diretoria de Patentes - 52
PRIORIDADE INTERNA Art. 17 / LPI Será assegurado ao pedido de Patente de Invenção (PI) ou Modelo de Utilidade (MU), sem reivindicação de prioridade e não-publicado, o direito de prioridade ao pedido posterior sobre mesma matéria, não se estendendo à matéria nova introduzida. Só poderá ser requerida pelo mesmo depositante ou sucessores. Prazo de 1 ano a partir da data de depósito. O pedido base é definitivamente arquivado. Diretoria de Patentes - 53
ESTADO DA TÉCNICA pedido depositado em 02/09/2004 Linha do tempo Estado da Técnica: Documentos publicados até 01/09/2004 Período de Graça Prioridade Unionista Prioridade Interna em 02/09/2003 pedido depositado em 02/09/2004 Linha do tempo Estado da Técnica: Documentos publicados até 01/09/2003 Diretoria de Patentes - Não será considerado Estado da Técnica. 54
Requisitos para a concessão da patente: Atividade Inventiva / Ato Inventivo INVENÇÃO MODELO DE UTILIDADE Art. 13 da LPI Art. 14 da LPI Uma invenção é dotada de O Modelo de Utilidade é atividade inventiva sempre dotado de ato inventivo que, para um técnico no sempre que, para um assunto, não decorra de técnico no assunto, não maneira evidente ou óbvia do decorra de maneira Estado da Técnica. comum ou vulgar do Estado da Técnica. Diretoria de Patentes - 55
TÉCNICO NO ASSUNTO Domínio tecnológico da invenção ou do modelo de utilidade. Nível de conhecimento: Suficiente para utilizar o conhecimento profissional sobre o assunto. Intimamente ligado à natureza técnica da invenção. O conhecimento pode ser teórico e prático. Diretoria de Patentes - 56
TÉCNICO NO ASSUNTO Deve ser capaz de: Executar trabalhos de bancada; Conduzir experimentos de teste; Efetuar substituições por elementos equivalentes; Buscar informações: bibliotecas, bancos de teses, bancos de dados. Diretoria de Patentes - 57
TÉCNICO NO ASSUNTO Capacidade Intelectual Técnico no Assunto é a pessoa detentora dos conhecimentos medianos sobre a matéria e não um grande especialista ou sumidade na matéria. Diretoria de Patentes - 58
Requisitos para a concessão da patente: Aplicação Industrial Art. 15 / LPI Uma invenção é considerada suscetível de aplicação industrial se o seu objeto for passível ou capaz de ser fabricado ou utilizado em qualquer tipo / gênero de indústria. Inclui: Indústrias agrícolas; Indústrias extrativas; Indústrias de produtos manufaturados ou naturais. Diretoria de Patentes - 59
Melhoria Funcional Considera-se melhoria funcional, a introdução em objeto de uma forma ou disposição que acarrete comodidade ou praticidade ou eficiência à sua utilização e/ou obtenção. Diretoria de Patentes - 60
Suficiência Descritiva Art. 24 da LPI O relatório deverá descrever clara e suficientemente o objeto, de modo a possibilitar sua realização por técnico no assunto e indicar, quando for o caso, a melhor forma de execução. Atenção ao redigir o pedido de patente Diretoria de Patentes - 61
Suficiência Descritiva na Área de Biotecnologia De acordo com o artigo 24 da LPI, Parágrafo Único: No caso de material biológico que não possa ser descrito na forma do caput e que não estiver acessível ao público, o relatório será suplementado por depósito de material em instituição autorizada pelo ou indicada em acordo internacional. Diretoria de Patentes - 62
PROPRIEDADE DA PATENTES: MATÉRIAS EXCLUÍDAS DE PROTEÇÃO Diretoria de Patentes - 63
Matérias excluídas de proteção Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade e Art. 18 Não são patenteáveis Diretoria de Patentes - 64
Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade I descobertas, teorias científicas e métodos matemáticos; II concepções puramente abstratas; Diretoria de Patentes - 65
Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade As pesquisas do casal Curie culminam no descobrimento de um novo elemento químico - Rádio (Ra). Descoberta: revelação ou identificação de algo (ou fenômeno) até então ignorado, mas já existente na natureza, através da capacidade de observação do homem. Albert Einstein elaborou a Teoria da Relatividade. Teoria científica não é uma invenção. Diretoria de Patentes - 66
Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade Um método rápido de divisão não é enquadrado como Invenção. No entanto, a máquina de calcular construída para operar de acordo com o método desenvolvido se constitui em invenção. Um método matemático para o desenvolvimento de filtros é uma concepção puramente intelectual e abstrata. No entanto, o filtro desenvolvido de acordo com tal método é uma criação patenteável. Diretoria de Patentes - 67
Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade III esquemas, planos, princípios ou métodos comerciais, contábeis, financeiros, educativos, publicitários, de sorteio e de fiscalização. Diretoria de Patentes - 68
Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade Métodos para ensinar idiomas, resolver palavras cruzadas, métodos de jogos (definido por suas regras) ou esquemas para organizar operações comerciais, não constituem invenções. No entanto, os dispositivos ou equipamentos idealizados para executar tais concepções são criações concretas que se enquadram no conceito de patentes. Diretoria de Patentes - 69
Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade IV - As obras literárias, arquitetônicas, artísticas e científicas ou qualquer criação estética; As criações que envolvem aspectos puramente estéticos ou artísticos, por não apresentarem caráter técnico, não são consideradas invenções. Diretoria de Patentes - Proteção por Direito Autoral 70
Entretanto, se o efeito estético ou artístico for obtido através de meios envolvendo características técnicas, tais meios constituem matéria patenteável. Exemplo: Um efeito estético ou artístico obtido em tecidos através de relevos, tramas e urdiduras. A obtenção de tal tecido se realizou por meio de processo específico de tecelagem e formação de tufos. Neste caso, tanto o processo como o tecido resultante são invenções, sem que o efeito estético ou artístico tenha sido levado em consideração. Diretoria de Patentes - 71
Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade V - Programas de computador em si; Proteção por Direito Autoral Lei de Software Diretoria de Patentes - 72
Entretanto, se o equipamento que possui o software resolve um problema técnico e produz um efeito técnico, ele é passível de proteção por patente. Neste caso, a proteção não recai sobre o programa de computador em si, mas sobre o equipamento. Diretoria de Patentes - 73
Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade VI - Apresentação de informações; O conteúdo da informação apresentado por meios diversos (sinais acústicos, visuais, etc.), não é considerado invenção. Entretanto, tal conteúdo pode ser gravado em suportes variados, que podem ou não ser passíveis de patenteamento (mas não as informações em si e/ou a maneira como elas são apresentadas). Proteção por Direito Autoral Diretoria de Patentes - 74
Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade VII - Regras de jogo; No caso de um jogo, só os meios físicos são protegidos. Diretoria de Patentes - 75
Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade VIII Técnicas e métodos operatórios ou cirúrgicos, bem como métodos terapêuticos ou de diagnóstico, para aplicação no corpo humano ou animal; Diretoria de Patentes - 76
Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade Métodos terapêuticos: são aqueles que implicam na cura e/ou prevenção de uma doença ou mau funcionamento do corpo humano ou animal, ou alívio de sintomas de dor, sofrimento e desconforto, objetivando restabelecer ou manter suas condições normais de saúde. Diretoria de Patentes - 77
Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade Métodos operatórios ou cirúrgicos: todo método que requeira uma etapa cirúrgica, ou seja, uma etapa invasiva do corpo humano ou animal (por exemplo: implantação de embriões fertilizados artificialmente, cirurgia estética, cirurgia terapêutica, etc). Diretoria de Patentes - 78
Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade Métodos de diagnóstico - São aqueles que indicam o estado de saúde de um paciente como resultado da técnica utilizada. Quando realizados fora do corpo humano ou animal são passíveis de proteção por patente. Exemplo: Métodos de detecção in vitro como de uma condição patológica através de uma amostra biológica (sangue, urina, fezes, etc...). Diretoria de Patentes - 79
Lei 9.279/96 Art. 10 Não se considera invenção nem modelo de utilidade IX - O todo ou parte de seres vivos e materiais biológicos encontrados na natureza, ou ainda que dela isolados, inclusive o genoma ou germoplasma de qualquer ser vivo natural e os processos biológicos naturais. DNA, plantas, animais, processo de polinização, extratos de animais/plantas Diretoria de Patentes - Compostos sintéticos indistinguíveis dos de ocorrência natural 80
Entretanto, são passíveis de proteção por patente: O processo de extração de substâncias de animais/plantas; A composição que contenha o extrato, desde que não represente uma mera diluição. Diretoria de Patentes - 81
Lei 9.279/96 Art. 18 Não são patenteáveis: I - O que for contra a moral, bons costumes, segurança, ordem e saúde públicas; Interpretação subjetiva e mutável, uma vez que tais conceitos relacionam-se aos costumes e valores sociais. Diretoria de Patentes - 82
Lei 9.279/96 Art. 18 Não são patenteáveis: II - Matérias relativas à transformação do núcleo atômico; São patenteáveis somente os equipamentos, máquinas, dispositivos e similares e, eventualmente, processos extrativos que não alterem ou modifiquem a estrutura do núcleo atômico. Diretoria de Patentes - 83
Lei 9.279/96 Art. 18 Não são patenteáveis: III o todo ou parte dos seres vivos, exceto os microorganismos transgênicos que atendam aos três requisitos de patenteabilidade novidade, atividade inventiva e aplicação industrial previstos no art. 8 e que não sejam mera descoberta. Diretoria de Patentes - 84
Lei 9.279/96 Art. 18 Não são patenteáveis: Parágrafo único. Para fins desta Lei, microorganismos transgênicos são organismos, exceto o todo ou parte de plantas ou animais, que expressem, mediante intervenção humana direta em sua composição genética, uma característica normalmente não alcançável pela espécie em condições naturais. Bactéria transgênica Diretoria de Patentes - 85
PROPRIEDADE DA PATENTES: ESTRUTURA DO DOCUMENTO Diretoria de Patentes - 86
ESTRUTURA DO DOCUMENTO DE PATENTE Relatório Descritivo Pedido de Patente Reivindicações Resumo (Desenhos) (Listagem de Sequências) + Lei 9.279/96 (Art. 19) Ato Normativo 127/97 Formulário, comprovante de recolhimento, outros... Folha de rosto do depósito - Formulário 1.01 (Disponível na Internet www.inpi.gov.br) Deve conter os dados do pedido/titular Diretoria de Patentes - 87
O pedido de patente é um documento legal que deve ser redigido de forma clara, precisa e em um formato particular. Pedido de Patente Diretoria de Patentes - A estrutura e o formato de um pedido de patente são determinados por regras definidas pelo AN 127/97 e que devem ser obrigatoriamente respeitadas pelo Requerente do pedido de patente 88
Relatório Descritivo Deverá conter: Título; Setor técnico; Estado da técnica; Descrição da abordagem do problema técnico e vantagens; Relação das figuras, caso presentes; Descrição da Invenção; Exemplos, se necessário. Diretoria de Patentes - 89
Título Deve ser curto, preciso e específico. Setor Técnico Indica o campo técnico relacionado com a invenção. Estado da técnica Deve descrever o estado da técnica pertinente, possibilitando o entendimento, a busca e o exame da invenção, e evidenciando os problemas técnicos existentes. Diretoria de Patentes - 90
Descrição da abordagem do problema e vantagens Definir os objetivos da invenção, descrevendo de forma clara e concisa, a solução proposta para o problema existente, bem como as vantagens da invenção. Descrição da Invenção Descrever a invenção em detalhes de maneira suficiente para reprodução da mesma, inclusive os materiais, finalidades de uso e metodologias envolvidas. Indicar, se necessário, a melhor forma de execução. Exemplos Se necessário, fornecer pelo menos um exemplo de concretização da invenção. Diretoria de Patentes - 91
Reivindicações Base legal da proteção patentária. Os termos e a estruturação das reivindicações definem os limites de proteção conferidos por uma patente. Formam uma linha que delimita a proteção, evidenciando infrações dos direitos por terceiros. Diretoria de Patentes - 92
Resumo Sumário do exposto no relatório descritivo, nas reivindicações e nos desenhos; Setor técnico; Instrumento eficaz para fins de pesquisa; Sinais de referência constantes dos desenhos. Diretoria de Patentes - 93
Desenhos São representações dos aparelhos, peças e acessórios, esquemas elétricos, diagramas de bloco etc., que sejam imprescindíveis para a compreensão da invenção. No caso dos modelos de utilidade (MU), definem o escopo da invenção. MU Diretoria de Patentes - PI 94
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PRAIA Diretoria de Patentes - 99
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Devem ser os mesmos do Relatório Descritivo As figuras não devem apresentar textos explicativos Diretoria de Patentes - 103
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Listagem de Sequências Diretoria de Patentes - 108
PROPRIEDADE DA PATENTES: ETAPAS DO PROCESSAMENTO Diretoria de Patentes - 109
Processamento Administrativo do Pedido de Patente Apresentação do Pedido Apresentação do Pedido Art. 19 Relatório descritivo; Reivindicações; Desenhos (se for o caso); Resumo; Comprovante de recolhimento; (continua) Diretoria de Patentes - 110
Processamento Administrativo do Pedido de Patente Exame Formal Preliminar e Depósito (...) Exigência para Correção Art. 21 Não 30 dias Pedido Corrigido Não Pedido Devolvido ou Arquivado Diretoria de Patentes - Exame formal Preliminar atendido Art. 20 Sim Sim Pedido Depositado Art. 30 Art. 30 1 Publicação Antecipada Publicação do Pedido (18 meses após o depósito ou prioridade mais antiga) (continua) 111
Publicação do Pedido Art. 30 O pedido de patente será mantido em sigilo durante 18 meses contados da data do depósito ou da prioridade mais antiga, quando houver, após o que será publicado, à exceção do caso previsto no Art. 75. Diretoria de Patentes - 112
Processamento Administrativo do Pedido de Patente Exame Formal Preliminar e Depósito (...) Art. 33 Até 36 meses do depósito Pedido de Exame Não 60 dias Sim Subsídio ao Exame Art. 31 Até o fim do Exame Exame Técnico não pode ser iniciado antes de 60 dias da Sim publicação do pedido Arquivado Sim Requerer Desarquivamento Não Diretoria de Patentes - Arquivamento Definitivo 113
Processamento Administrativo do Pedido de Patente Solicitação de Exame (Art. 33 LPI) Relatório de Busca e Parecer técnico (Art. 35 LPI) 1º Exame técnico 6.1 (exigência) 7.1 (ciência) 9.1 (deferimento) Manifestação 2º Exame técnico 9.1 (deferimento) Diretoria de Patentes - 6.1 (exigência) 7.1 (ciência) 9.2 (indeferimento) 114
Processamento Administrativo do Pedido de Patente Exame Técnico: Parecer de Exigência Técnica (6.1): Correção e Delimitação (90 dias); Não respondida - Arquivado Definitivamente (Art. 36 1 ); Respondida dar prosseguimento ao exame. Diretoria de Patentes - 115
Pedido de Patente Modificações no Pedido de Patente: Retificações de erros datilográficos ou de tradução. Correções de irregularidades formais. Modificações do quadro reivindicatório: Espontâneas prazo até o requerimento do exame (Art. 32). Decorrentes de exame técnico. Ambas estão limitadas pelo conteúdo inicialmente revelado no pedido. Diretoria de Patentes - 116
Processamento Administrativo do Pedido de Patente Exame Técnico: Parecer de Ciência (7.1): Chamada para Manifestação; Não patenteável ou natureza incompatível (prazo 90 dias); Respondida ou não - prossegue o exame (Art.36 2º); Razões não aceitas - Indeferido (Art. 37). Diretoria de Patentes - 117
Processamento Administrativo do Pedido de Patente Exame Técnico: Parecer de Deferimento (9.1) Pagamento de retribuição; Expedição da Carta Patente (60 dias); Não pagamento - Arquivado Definitivamente (Art. 38 2º LPI). Diretoria de Patentes - 118
CONCESSÃO DA PATENTE Art. 38 A patente será concedida depois de deferido o pedido, e comprovado o pagamento da retribuição correspondente, expedindo-se a respectiva carta-patente Art. 39 Da carta Patente deverão constar: número, título e natureza; nome do inventor e qualificação; domicílio do titular; prazo de vigência; relatório descritivo, reivindicações e desenhos; dados da prioridade. Diretoria de Patentes - 119
Processamento Administrativo do Pedido de Patente Segunda Instância Recurso contra o Indeferimento: Até 60 dias após a decisão; Interessados podem oferecer Contra-Razões (60 dias); Deferido ou mantido o indeferimento. Nulidade: Processo Administrativo de Nulidade - Até seis meses da data de concessão; Ação de Nulidade - Poderá ser proposta a qualquer tempo da vigência da patente. Diretoria de Patentes - 120
Tramitação no to n e ir m o fe urs e c d In Re Subsídios ao exame (terceiros) ito s pó e D I P IN ão ç a ic l b Pu Decisão Decisão Retribuição p/ expedição 18 meses 36 meses Pedido de Exame te to n n e te a m i P er a f t r a De C Anuidades (início) (Anuidades) Nulidade Pareceres técnicos Diretoria de Patentes - Manifestações 121
Depósitos de pedidos de patentes 15% Pedidos de Patente depositados no Brasil - 2006 10% Total = 24.230 75% Residentes Fonte : WIPO Patent Report, 2007 Diretoria de Patentes - Não Residentes (CUP) Fase Nacional (PCT) 122
QUANTO CUSTA? Custos Básicos A taxa de depósito é de R$ 140,00, mas pode diminuir para R$ 55,00 para pessoas físicas, instituições de ensino e pesquisa e microempresas. O pedido de exame de invenção com até 10 (dez) reivindicações é de R$ 400,00 (R$ 160,00). Já o pedido de exame de modelo de utilidade custa R$ 280,00 (R$ 110,00). Não havendo obstáculos processuais como exigências ou subsídios ao exame deverão ser pagos R$95,00 (R$ 40,00) pela expedição da Carta-Patente, (invenção ou modelo de utilidade). O depositante do pedido e o titular estarão sujeitos ao pagamento de retribuição anual, denominada anuidades (Arts. 84 a 86 da LPI). Veja os custos na Tabela de Retribuição. Valores de jan/2008 Diretoria de Patentes - 123
(*) Retr.2 Resolução No. 211/09, de 14 de maio de 2009. Redução de valor de retribuição a ser obtida por : - pessoas físicas; microempresas, assim definidas em lei; sociedades ou associações de intuito não econômico; órgãos públicos Diretoria de Patentes - 124
Da publicidade dos atos, despachos e decisões A Convenção da União de Paris em seu Art. 12 exige e preconiza a ampla publicidade dos atos, despachos e decisões relativos a Propriedade Industrial, para os países membros. Conforme a Convenção, o efetua através da Revista da Propriedade Industrial (RPI), a mencionada publicidade. Diretoria de Patentes - 125
Extinção do privilégio Expiração do prazo de vigência; Renúncia do titular, sem prejuízo de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento de anuidade; Falta de procurador para os não residentes. Diretoria de Patentes - 126
www.inpi.gov.br Diretoria de Patentes - 127
Diretoria de Patentes - 128
PROPRIEDADE DA Obrigado! Eng. Sérgio Bernardo - DSc. sergiob@inpi.gov.br Tel: (21) 2139-3252 Diretoria de Patentes - 129