GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL

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Transcrição:

GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL 1. Posição e situação geográfica. O Rio Grande do Sul é o estado mais meridional do Brasil, localiza-se no extremo sul do país. Tem um território de 282.062 km 2, ou seja, 3,30% da área do país. É o maior estado da região sul. www.redebrasileira.com.br 1.1 Limites Ao Norte e Nordeste: Estado de Santa Catarina separados pelo Rio Uruguai Ao Sul e Sudoeste: Uruguai separados pelos rios Quaraí e Jaguarão A Leste: Oceano Atlântico A Oeste e Noroeste: Argentina - separados pelo Rio Uruguai 1.2 Situação Geográfica A situação geográfica de um território é definida pela sua posição em relação a fatos ou elementos externos capazes de influir em sua história e em seu desenvolvimento. Assim, pode-se afirmar que a situação geográfica do Rio Grande do Sul reveste-se de grande importância geopolítica em razão da extensa fronteira com a Argentina e o Uruguai e da proximidade com o Paraguai. As fronteiras do estado formaram-se em meio a intensas disputas entre portugueses e espanhóis, às quais se seguiram sucessivos conflitos entre o Brasil e seus vizinhos platinos. Ou seja, são áreas nas quais sempre predominou a preocupação com a preservação e a defesa e que por isso marcam de modo concreto a separação entre o território brasileiro e dos países vizinhos. 1

Hoje, no estágio de capitalismo globalizado e sob patrocínio do Mercosul, as fronteirasque outrora eram elementos de separação tendem a se tornar espaços onde avança a pretendida integração. Nesse sentido, o Rio Grande do Sul tem uma situação potencialmente favorável por sua proximidade com Montevidéu, Assunção, Buenos Aires, Santiago, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. 2. O Relevo e os Solos O relevo do Rio Grande do Sul assemelha-se ao do resto do Brasil pois possui um substrato rochoso muito antigo, que há milhões de anos não sofre manifestações tectônicas expressivas. Por isso mesmo, o relevo é relativamente suave. O relevo do Rio Grande do Sul possui diferentes unidades, cada qual com suas altitudes, tipos de rochas e formas predominantes: o planalto Sul-Rio-Grandense, o planalto Norte-Rio- Grandense, a depressão central, a planície litorânea e a campanha. O planalto Sul-Rio-Grandense Constitui-se de rochas muito antigas, por este motivo as paisagens geralmente apresentam morros arredondados e somente em alguns lugares as altitudes ultrapassam 300 metros. Nessa partes mais altas os morros são mais salientes e aparecem agrupados formando serras, são as serras Sul-Rio-Grandenses. (p.12)

O planalto Norte-Rio-Grandense Constitui-se terrenos mais ou menos elevados. Trata-se da extremidade sul do planalto Meridional do Brasil, que se estende desde o sul de Goiás até o Rio Grande do Sul. As maiores elevações do planalto estão na sua parte leste e nordeste, onde chegam a mais de mil metros de altitude. É nessa parte que se encontra o ponto mais elevado do território rio-grandense: o monte Negro. (p.12) A depressão central Uma faixa de terras relativamente baixas, planas ou levemente onduladas. Assemelha-se a uma planície, que se estende de leste a oeste e sobre o qual corre o rio mais importante do estado o rio Jacuí. (p.14) A Planície Litorânea O litoral rio-grandense, isto é, a faixa de terra que fica junto ao oceano Atlântico, é uma planície, pois seus terrenos são baixos e planos. No interior de toda a Planície Litorânea existem numerosas lagoas, cuja água é salobra, isto é, salgada. Por se comunicarem diretamente com o oceano algumas delas tem o nome de lagunas, em vez de lagoas. Esse é o caso da Laguna dos patos, a maior do Brasil, que se comunica com o atlântico através do canal de Rio Grande. (p. 14) Além da laguna dos Patos, a lagoa Mirim e a lagoa Mangueira também merecem destaque por sua extensão. A Campanha A região oeste e sudoeste do Rio Grande do Sul tem o nome de campanha. Em seus terrenos predominam elevações suaves e alongadas. As elevações suaves e compridas do estado receberam o nome de coxilhas - primitivamente cobertas por uma vegetação rasteira, de campos limpos, são os elementos predominantes nas paisagens da Campanha, mas também aparecem em outras áreas do estado. (p. 15) 3. O Clima O clima do Rio Grande do Sul é classificado como subtropical. No Rio Grande do Sul o ar atmosférico varia muito no decorrer do ano. Isso acontece devido à posição geográfica do estado, que o torna ora dominado por massas de ar tropicais, ora por massas de ar polares. 3.1 Os ventos Nos meses de verão o território rio-grandense é geralmente dominado por ventos vindos do norte. Por se originarem em latitudes baixas esse ventos são quentes e, em conseqüência, ocasionam altas temperaturas, sobretudo nos meses de dezembro e janeiro. Nos meses de inverno o estado é freqüentemente invadido por ventos frios de origem polar. Eles provocam baixas temperaturas, sobretudo nos meses de junho e julho. Quando é seco o vento frio vindo do sul é chamado de minuano. (p.16) A existência de duas estações climáticas bem diferentes representa um fator favorável à agricultura do Rio Grande do Sul. Assim, o calor do verão e do fim da primavera favorece o cultivo

de muitos produtos tropicais, cujo desenvolvimento exige altas temperaturas: arroz, milho, soja, fumo e outros. Também são praticadas no estado algumas culturas de inverno, como a do centeio, do linho e, sobretudo, do trigo. (p.18) 4. Os Rios Graças a uma pluviosidade intensa e bem distribuída por todo o ano, o Rio Grande do Sul tem uma farta rede hidrográfica. É um dos estados brasileiros mais bem servidos de águas internas, já que, além dos rios, possui um número considerável de lagoas e lagunas costeiras, algumas de grande extensão. MOREIRA, Igor O Espaço Rio-Grandense, Editora ática, 2007. P. 19 Devido à influência decisiva do relevo, os rios do território rio-grandense correm em duas direções. Uns dirigem-se para o rio Uruguai, formando seu conjunto a bacia do rio Ururguai. Outros encaminham-se para leste, desaguando nas lagoas costeiras ou indo diretamente para o oceano: eles formam a bacia Atlântica. (p.19) Entre os numerosos afluentes do rio Uruguai destacam-se os rios Passo Fundo, Ijuí e Ibicuí. Da bacia Atlântica, destacam-se o rio Jacuí e seus afluentes: o rio Pardo, o rio Taquari; e ainda o rio Jaguarão e Camaquã.

O Rio Jacuí deságua no lago Guaíba, onde três outros rios também despejam suas águas: o rio Caí, o rio dos Sinos, e o rio Gravataí. O lago Guaíba tem ampla ligação com a laguna dos Patos, que por sua vez se comunica com o oceano Atlântico através do canal de Rio Grande. (p.20) 1 5. As Paisagens Vegetais No Rio Grande do Sul as condições de clima e solo favoreceram tanto a formação de matas quanto a de campos. No litoral, porém, a vegetação é escassa e pobre devido à presença de solos arenosos e com muito sal. A vegetação litorânea é formada por plantas baixas e arbustos, adaptados ao ambiente em que vivem. (p.21) 5.1 Os campos Há dois tipos de campos no Rio Grande do Sul: as campinas e os campos do planalto. (p.21) As campinas são campos limpos, que cobriam quase toda a metade sul e o oeste do estado. Nas áreas remanescentes dessa vegetação no Rio Grande do Sul forma-se um verdadeiro tapete de gramíneas, que se estende pelas terras onduladas das coxilhas. (p.21) Os campos do planalto, ou de cima da serra, aparecem em solos relativamente pobres, em comparação aos solos ricos de origem vulcânica do planalto Norte-Rio-Grandense. No nordeste do estado, nos campos de Bom Jesus e de vacaria, os solos são arenosos. Além disso o frio rigoroso do inverno contribui para a ocorrência e vegetação campestre. (p.22) 5.2 As matas

A mata subtropical ocupava a encosta do planalto e o alto vale do rio Uruguai, onde a pluviosidade é farta e o inverno não é muito frio. Ela é parecida com as florestas tropicais: possui grande variedade de árvores, de folhas largas e perenes, que estão entrelaçadas por cipós. No entanto, as árvores são de menor porte que as das florestas tropicais, e algumas delas perdem as folhas durante o inverno. Por isso é do tipo subtropical.(p.22) (...) A devastação da floresta Subtropical começou no início do século XIX, para a extração da madeira, e prosseguiu com a vinda dos imigrantes europeus, que passaram a cultivar as áreas que receberam para colonizar. (p.23) A mata dos Pinhais é formada pelo pinheiro-do-paraná, também chamada de floresta ou mata de Araucária. Os pinheiros são árvores que preferem as baixas temperaturas. Antigamente os pinhais cobriam boa parte do território rio-grandense. No entanto, devido ao intenso desmatamento para a exploração de madeira, restam hoje poucos lugares onde as araucárias podem ser encontradas.