Mariana Reis Liparizi



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Transcrição:

Mariana Reis Liparizi

60 a 90% do tempo: ambientes fechados Exposição cotidiana Diversidade de finalidades Mesma marca, diferentes formulações Composição similar, aplicações diferentes Exposições múltiplas Regionalidade de hábitos e marcas Uso inadequado

MECANISMO DE AÇÃO São produtos cujo princípio ativo são surfactantes; agentes tensoativos, que baixam a tensão superficial da água, desnaturam proteínas, alteram a permeabilidade das membranas celulares, permitindo a passagem de enzimas e metabólitos. São classificados conforme sua carga iônica: Não iônicos Aniônicos Catiônicos

Pouca atividade germicida, levemente irritantes de mucosas. Constituintes:glicol e ésteres gliceróis Quadro clínico Brando e benigno, irritação local Tratamento: descontaminação do local, sintomático e de suporte

Possuem carga negativa; são derivados sulfonados alquil-benzênicos; atuam sobre germes Gram positivos Princípios ativos: alquil sulfatos e sulfonatos Quadro clínico: irritação local moderada TGI: náuseas, vômitos, diarréia Tratamento: diluição, demulcentes, descontaminação cutâneo-mucosa e sintomático

Possuem carga positiva; atuam como bactericidas e antissépticos, sobre germes Gram positivos e negativos, fungos, bactérias e vírus Princípios ativos: derivados quaternários da amônia Quadro clínico: altamente tóxicos, depende da dose ingerida. TGI, SNC até PCR e morte. Tratamento: descontaminação cutâneo-mucosa, demulcentes, sintomático e de suporte

Uso: polimento e lustro de objetos ou superfícies (madeira, pedra ou metal) Princípios ativos: Detergente não iônico Ceras naturais ou sintéticas Silicone Óleos Solventes derivados do petróleo Ácido oxálico Essências

Toxicidade: média a alta: devido ao solvente, que pode causar pneumonia por aspiração ou ao ácido oxálico que pode provocar hipocalcemia e lesão renal. Tratamento:sintomático, suporte e semelhante aos cáusticos quando da presença de ácidos.

Usos: limpador de utensílios e superfícies. Líquido, pó ou pasta. Princípio ativo: surfactantes aniônicos e sílica ou pedra pome. Toxicidade: Média: surfactante aniônico irritação TGI Baixa: pedra pome e sílica: irritação TGI e mucosa respiratória.

Qualquer substância com ação química, oxidante ou redutora, que exerce ação branqueadora

MECANISMO DE AÇÃO Efeitos irritativos sobre pele e mucosas Efeitos irritativos sobre pele e mucosas Hipoclorito + Suco gástrico ácido hipocloroso (irritação e corrosão de mucosa) Sensibilização alérgica

QUADRO CLÍNICO Ingestão Soluções acima de 5% e/ou associadas com agentes como hidróxido de Na, carbonatos (X-14), peróxidos, perboratos são Cáusticas Dor em queimação em áreas de contato, boca, faringe, esôfago, estômago. Erosões em mucosas. Vômitos (pode haver hematêmese); choque circulatório; confusão, delírio, coma

QUADRO CLÍNICO Inalação Da solução concentrada ou de fumos de cloro, cloramina, ácido hipocloroso: Tosse, dispnéia, fraqueza generalizada; Náuseas, vômitos; Narcose, hipotensão; Pneumonia química; edema pulmonar. Pode ocorrer EDEMA DE GLOTE

QUADRO CLÍNICO Contato Ocular: irritação moderada a intensa até erosões Pele: irritação leve até dermatite vesicular

TRATAMENTO Descontaminação cutânea e ocular ampla das áreas de contato Inalação maciça: assistência respiratória, broncodilatadores. Controle posterior para possível pneumonite química (6h) Opiáceos para controle da dor. Medidas gerais de suporte e específicas para choque, infecções intercorrentes, distúrbios ácido-básicos, possíveis perfurações Contra-indicações: provocar êmese, lavagem gástrica (risco de aspiração, perfuração), uso de soluções ácidas, sucos cítricos, vinagre diluído

MECANISMO DE AÇÃO Agente oxidante, muito instável; há rápida quebra de ligação entre o oxigênio e a água. A ação desinfetante ocorre pela liberação de oxigênio desinfetante ocorre pela liberação de oxigênio quando aplicado nos tecidos.

QUADRO CLÍNICO Exposição severa (concentrações acima de 10%): Sialorréia, irritação ocular, irritação de vias aéreas superiores Ulceração corneal, eritema, queimaduras corrosivas Vesículas na pele, descoramento de cabelos Êmese espontânea e diarréia, distensão abdominal e perfuração. Ingesta de produto em concentrações de 3% são normalmente atóxicas

TRATAMENTO Diluição Descontaminação das áreas de contato Tratamento sintomático e de suporte Assistência ventilatória (oxigenioterapia, gasometria, intubação, se necessário)

São formulações que têm na sua composição substâncias microbicidas e apresentam efeito letal para microrganismos não esporulados São eles: o de uso geral, o para indústrias alimentícias, o para piscinas, o para lactários, o hospitalares para superfícies fixas e o hospitalares para artigos semicríticos

Compostos fenólicos Creolina, Lisol, benzoilclorofenol CA + sintomáticos Formaldeído Protetor mucosa+sintomáticos+eda Óleos voláteis Pinho, eucalipto, mentol, aniz LG+IOT+sintomáticos TODOS IRRITANTES PODENDO TER AÇÃO CAÚSTICA

QUADRO CLÍNICO Ingesta: irritação gastrintestinal, náuseas,vômitos, diarréia. Freqüentemente pacientes podem estar assintomáticos. Há alguns relatos de anemia hemolítica, icterícia, metemoglobinemia. Inalação de vapores: causa irritação ocular, nasal e de vias respiratórias; cefaléia, rinite, edema periorbitário. Contato: direto pode causar irritação de pele, grau leve. Ocular: dor, irritação de mucosa.

TRATAMENTO INGESTA carvão ativado; lavagem gástrica somente em dose elevada. CONTRA-INDICADO: êmese, alimento lipídico,leite ou óleos, pelo menos 2 h após ingesta (aumentam absorção). INALAÇÃO Remover da exposição, assistência respiratória. CONTATO Lavar amplamente áreas de exposição. Realizar medidas sintomáticas e de manutenção.

MECANISMO DE AÇÃO Estimulação no SNC; metabólito alfa-naftol tem ação HEMOLÍTICA, podendo ocorrer metemoglobinemia. QUADRO CLÍNICO Irritação gastrintestinal, sudorese Irritação do trato urinário Hiperexcitabilidade, letargia, convulsões, coma. HEMÓLISE em 1-3 dias, insuficiência renal. Possível metemoglobinemia. Irritante ocular ou por contato dérmico.

TRATAMENTO Êmese LAVAGEM GÁSTRICA : Usualmente diâmetro das "bolinhas" excede calibre de tubos orogástricos; risco de obstrução mecânica. Descontaminação cutâneo-mucosa e ocular. Contra-Indicado: laxante oleoso, alimentos lipídicos, leite (aumentam absorção). Tratamento sintomático e de suporte: assistência respiratória, anticonvulsivantes, hidratação, alcalinização urinária se anemia hemolítica, azul de metileno se metemoglobinemia, observação por 24 horas no mínimo).

MECANISMO DE AÇÃO Efeito mecânico (obstrução) e químico (ruptura). QUADRO CLÍNICO Obstrução de vias aéreas; impactação no esôfago, causando lesões/perfurações locais, ou rompimento da pilha no trato gastrintestinal liberando conteúdo corrosivo (solução eletrolítica e metal pesado). Pilha impactada: usualmente tem grande diâmetro (21-25 mm). Causa lesão caústica por liberação/vazamento de seu conteúdo, necrose por compressão mecânica e/ou lesão por condução de corrente nos tecidos circundantes.

TRATAMENTO CONDUTA IMEDIATA: Raio-x para localização da bateria. Se passar do esôfago: o prognóstico é muito favorável. Alojadas no esôfago ou brônquios: remoção endoscópica urgente, risco de lesão local, perfuração. Livres no estômago: acompanhar trânsito (Rx) a cada 72h. 1. Em geral, passam espontaneamente (89,9%) sem complicações. 2. Surgindo sinais de ruptura: indicado remoção cirúrgica. 3. Localização no canal auditivo ou cavidade nasal: remoção imediata;não instilar solução fisiológica ou medicamentos (eleva corrente local).

Exposições a produtos de baixa toxicidade

Produtos utilizados em cuidados pessoais e cosméticos Produtos Industriais Medicamentos Produtos de Jardim Plantas com possibilidade de causar leve dermatite Plantas causadoras de possível desconforto abdominal Produtos de uso domiciliar Outros

Produtos utilizados em cuidados pessoais e cosméticos Desodorante Condicionador Gel de cabelo Creme de barbear Hidratante Loções e colônias Maquiagem Produtos de bebê Sabão em barra

Produtos Industriais Massa de vidraceiro Cola de papel de parede Tinta em emulsão Cola plástica Verniz

Medicamentos Antiácidos, corticosteróides e antiobióticos Glicerol Óxido de titânio Laxantes Lubrificante óleo Mineral Peróxido de Hidrogênio

Produtos de Jardim

Plantas com possibilidade de causar leve dermatite Monstera spp Geranium spp Rosa spp Fícus spp Hypericum spp

Plantas causadoras de possível desconforto abdominal Begonia spp Impatientis spp Berberi spp Chlorophytum spp Cotoneáster spp Muscari spp Lonicera spp Trandescatia spp

Produtos de uso domiciliar Carvão Mercúrio de termômetro Borracha Cola branca Cianoacrilato Lápis de Cor Vaselina Vela Lápis Comum Adoçante artificial

Colas: Base de Cianoacrilato:não produzem quadro tóxico. Transtornos: secagem extremamente rápida pele úmida ou mucosas (dedos, lábios e pálpebras). Tratamento: - Não intervir cirurgicamente - Água quente e sabão

Outros Adesivos plásticos Aditivos de aquário Cêra para sapatos Cigarro/charuto Desembaçador de Vidros Desumidificadores Fermento Fósforo Goma de mascar Jornal Odorizadores de ambiente

Na maioria das notificações de produtos domiciliares: NÃO se trata de intoxicação e não há necessidade de intervenção Discernir EXPOSIÇÃO x INTOXICAÇÃO Classificar com segurança uma exposição não tóxica Evitar procedimentos e gastos desnecessários Desafogar os serviços de saúde

Obrigada!