CURSO ON-LINE PROFESSOR: DEUSVALDO CARVALHO RESOLUÇÃO DA PROVA DE AFO/MPOG/2008 ÚLTIMA PARTE



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Transcrição:

RESOLUÇÃO DA PROVA DE AFO/MPOG/2008 ÚLTIMA PARTE Prezados colegas! Enfim, a última parte da resolução da prova MPOG/2008. Depois do descanso do feriadão da Semana Santa, nesse de 21 de abril não os deixarei em paz! Assim sendo, no nosso encontro de hoje resolvo algumas questões de AFO e Contabilidade Pública para sua diversão. Bom estudo! Atenção! O número da questão refere-se ao original da prova. Reflexão! Toda conquista é determinada a partir da autoconfiança. Quando temos consciência das nossas habilidades, do nosso potencial, nos tornamos mais confiantes e percebemos que somos capazes de crescer. 23(ESAF APO/MPOG 2008) Assinale a única opção correta. A Lei n. 4.320, de 17 de março de 1964, a) foi recepcionada pela ordem constitucional vigente com status de lei ordinária. b) define fundo especial como o produto de receitas específicas que se vinculem, independentemente de lei, à realização de determinados objetivos ou serviços. c) permite que haja deduções nas receitas e despesas que, obrigatoriamente, devam constar da lei orçamentária. d) condiciona o pagamento de uma despesa à sua liquidação e realização, bem como à existência de prévio empenho. e) considera os investimentos, realizados com freqüência pelo Estado, como despesas correntes. 1. A Lei nº. 4.320/64 estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Essa norma foi aprovada como lei ordinária e recepcionada pela Constituição Federal/88 com status de lei complementar. 2. Para a Lei nº. 4.320/64, fundo especial constitui o produto de receitas especificadas que, por lei, se vinculam à realização de determinados objetivos ou serviços, facultada a adoção de normas peculiares de aplicação. 3. A norma em comento não permite que haja, em respeito aos princípios da universalidade e do orçamento bruto, deduções nas receitas e despesas que, obrigatoriamente, devam constar da lei orçamentária. 1

4. Para a lei 4.320/64 os investimentos são realizados mediante aplicação de despesas de capital. 5. As regras da lei 4.320/64 não permitem o pagamento de despesa sem prévio empenho e sem liquidação. Opção D. 24(ESAF APO/MPOG 2008)- De acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal acerca da Lei Complementar n. 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal): a) os entes da Federação não podem ser atingidos pelas limitações jurídicas que derivam da inscrição, em cadastros restritivos, de suas entidades da administração indireta. b) o Poder Executivo pode limitar os valores financeiros segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas fiscais e o Poder Legislativo ou Judiciário ou o Ministério Público não promova limitação de empenho e movimentação financeira no prazo legal. c) o Distrito Federal, embora submetido a regime constitucional diferenciado, está bem mais próximo da estruturação dos Municípios do que da arquitetura constitucional dos Estados-membros. d) o Distrito Federal custeia seu Poder Judiciário e Ministério Público. e) a Lei de Responsabilidade Fiscal, ao disciplinar as operações de crédito efetuadas por fundos, vedando as que se dêem entre um fundo de um ente da Federação e outro ente, atenta contra o princípio federativo. a) O STF entende que os Entes da Federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) não podem ser penalizados (atingidos) por limitações jurídicas quando suas entidades da administração indireta tenham sido inscritas em cadastro restritivo. Exemplo: um município não pode ser penalizado pela não transferência de recursos ou empréstimos da União em virtude de inadimplência de uma empresa pública municipal. Ainda como exemplo pode-se citar a Ação Cautelar - AC nº. 266 favorável ao Estado de São Paulo, que teve como relator o ministro Celso de Mello. Nela, o Estado supramencionado estava sofrendo restrições em virtude da inscrição, no cadastro informativo de créditos não quitados do setor público federal (CADIN), de uma sociedade de economia mista estadual com débito. CERTO. b) No julgamento da ADIN 2.238-5 o STF entendeu que o Poder Executivo não pode realizar a limitação de empenho dos outros Poderes, haja vista o artigo 2º da Constituição, que estabelece a separação de poderes, assegurando a independência e harmonia entre eles. ERRADO. 2

c) No julgamento da ADIN nº. 3.756 DF, o STF entendeu que o Distrito Federal é uma unidade federativa de compostura singular, dado que: a) desfruta de competências que são próprias dos Estados e dos Municípios, cumulativamente (art. 32, 1, CF); b) algumas de suas instituições elementares são organizadas e mantidas pela União (art. 21, XIII e XIV, CF); c) os serviços públicos a cuja prestação está jungido são financiados, em parte, pela mesma pessoa federada central, que é a União (art. 21, XIV, parte final, CF). Assim sendo, entendeu a Corte Suprema que: conquanto submetido a regime constitucional diferenciado, o Distrito Federal está bem mais próximo da estruturação dos Estados-membros do que da arquitetura constitucional dos Municípios. Isto porque: a) ao tratar da competência concorrente, a Lei Maior colocou o Distrito Federal em pé de igualdade com os Estados e a União (art. 24).... (ADIN nº. 3.756-DF Relator: Min. Carlos Britto). ERRADO. d) O Distrito Federal NÃO custeia seu Poder Judiciário e o Ministério Público, essa atribuição é da União, conforme estabelecido na LRF (alínea c), inciso I, do art. 20). ERRADO. e) Não atenta contra o princípio federativo a regra prevista na LRF que veda sobre as operações de crédito efetuadas por fundos, especialmente as que se dêem entre um fundo de um ente da Federação e outro ente. ERRADO. 25(ESAF APO/MPOG 2008) Acerca de receitas públicas, assinale a opção incorreta. a) Algumas receitas derivadas dos entes da Federação podem ser vinculadas à prestação de garantia ou contragarantia à União, mas não ao pagamento de débitos para com esta. b) Tanto a taxa quanto o preço público têm pagamento compulsório, mas só a primeira pode ser cobrada pela mera disposição de um serviço público. c) A estimativa do impacto orçamentário-financeiro e o atendimento à lei de diretrizes orçamentárias são condições necessárias mas não suficientes à renúncia de receita. d) A receita originária caracteriza-se fundamentalmente pelo fato de sua percepção não ter o caráter coercitivo próprio da atividade do Estado. e) Concessões de isenção em caráter não geral estão compreendidas no conceito legal de renúncia de receita. a) O 4º do art. 167 da CF/88 estabelece que é permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem os arts. 155 e 156, e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a prestação de garantia ou 3

contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993). Todas as receitas referidas no 4º do art. 167 são provenientes de tributos, portanto, receitas derivadas. Para facilitar o entendimento, veremos os conceitos de receitas derivadas e originárias: Receita originária: É a Receita Efetiva oriunda das rendas produzidas pelos ativos do Poder Público, pela cessão remunerada de bens e valores (aluguéis e ganhos em aplicações financeiras), ou aplicação em atividades econômicas (produção, comércio ou serviços). As Receitas Originárias são formadas por receitas correntes e também são denominadas como Receitas de Economia Privada ou de Direito Privado. Ex: Receitas Patrimoniais, Receitas Agropecuárias, Receitas Comerciais, Receitas de Serviço, etc. Receita derivada: É a Receita Efetiva obtida pelo Estado em função de sua soberania, por meio de Tributos, Penalidades, Indenizações e Restituições. As Receitas Derivadas são formadas por Receitas Correntes, segundo a classificação da Receita por Categoria Econômica. Ex: Receita Tributária, Receita de Contribuições, etc. As receitas Correntes podem ser classificadas em: a) Originárias Resultante da venda de produtos ou serviços colocados à disposição dos usuários ou da cessão remunerada de bens e valores. b) Derivadas são obtidas pelo Estado em função de sua autoridade coercitiva, mediante a arrecadação de tributos e multas. A partir dos conceitos acima podemos dizer que as receitas derivadas são todas aquelas que o Estado exige coercitivamente da sociedade, sendo que esta (sociedade) não pode optar pelo não pagamento. Já as receitas originárias a sociedade pode optar por não pagar. Incorreta. b) Tanto a taxa quanto o preço público têm pagamento compulsório, mas só a primeira pode ser cobrada pela mera disposição de um serviço público. Exemplo de taxa paga pela mera disposição de um serviço: taxa de serviço de esgoto. Preço público são receitas não tributárias. Portanto, o preço público não é nenhuma espécie de tributo (não é receita tributária), pois sua exigência não é compulsória e nem tem por base o poder fiscal do Estado. Exemplo de preço público: serviços de correios. Certo. c) A LRF estabelece como condição necessária para a renùncia de receitas: 1. Demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária e de que não afetará as 4

metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias; 2. Estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado no caput, por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. Assim, a estimativa do impacto orçamentário-financeiro e o atendimento à lei de diretrizes orçamentárias são condições necessárias, mas não suficientes à renúncia de receita. Certo. d) A receita originária caracteriza-se fundamentalmente pelo fato de sua percepção não ter o caráter coercitivo próprio da atividade do Estado. Exemplo de renúncia de receita originária: Deixar de cobrar aluguel de bens públicos. Certo. e) Perfeito! Concessões de isenção tributária em caráter não geral estão compreendidas no conceito legal de renúncia de receita. Caso a renúncia fosse de caráter geral não seria o caso de renúncia. Certo. 26(ESAF APO/MPOG 2008)- Assinale a opção correta acerca de crédito e dívida públicos. a) O Banco Central do Brasil não pode conceder empréstimos ao Tesouro Nacional (TN), sendo-lhe vedado, portanto, comprar títulos de emissão do TN. b) A dívida pública consolidada caracteriza-se, legalmente, por ser composta de obrigações financeiras do ente da Federação para amortização em prazo superior a doze meses, nela não se incluindo as operações de crédito de prazo inferior a doze meses cujas receitas tenham constado do orçamento. c) As operações de crédito por antecipação de receita orçamentária podem exceder o montante das despesas de capital, desde que liquidadas até o dia dez de dezembro de cada ano. d) Uma instituição financeira estatal pode conceder empréstimo a outro ente da Federação, desde que se destine a financiar suas despesas correntes ou refinanciar dívidas contraídas junto a outras instituições financeiras. e) A operação de crédito realizada com infração do disposto na Lei Complementar n. 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), é considerada nula, devendo-se proceder a seu cancelamento, mediante a devolução do principal acrescido de juros e demais encargos financeiros. a) O art. 36. da LRF proíbe a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo. Porém, o parágrafo único desse art. 36 não é vedado que uma instituição financeira controlada adquira, no mercado, títulos da dívida pública para atender 5

investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios Assim sendo, o Banco Central do Brasil não pode conceder empréstimos ao Tesouro Nacional (TN), mas não é vedado, portanto, comprar títulos de emissão do TN. Errado. b) A dívida pública fundada ou consolidada caracteriza-se, legalmente, por ser composta de obrigações financeiras do ente da Federação para amortização em prazo superior a doze meses, nela incluindo-se as operações de crédito de prazo inferior a doze meses cujas receitas tenham constado do orçamento. Errado. c) O 1º do art. 38 da LRF estabelece que as operações de crédito por antecipação de receita orçamentária podem exceder o montante das despesas de capital, desde que liquidadas até o dia dez de dezembro de cada ano. Certo. d) Uma instituição financeira estatal pode conceder empréstimo a outro ente da Federação, desde que NÃO se destine: 1. Financiar, direta ou indiretamente, despesas correntes; 2. Refinanciar dívidas não contraídas junto à própria instituição concedente. Errado. e) O 1º do art. 38 da LRF estabelece que a operação de crédito realizada com infração aos seus regramentos será considerada nula, procedendo-se ao seu cancelamento, mediante a devolução do principal, vedados o pagamento de juros e demais encargos financeiros. Certo. 34(ESAF APO/MPOG 2008) Em relação aos Sistemas de Contas utilizados na Contabilidade Pública e sua relação com o Plano de Contas da Administração Pública Federal, não se pode afirmar: a) no Sistema Financeiro, são registrados os ingressos e dispêndios de recursos, sejam de natureza orçamentária ou extra-orçamentária. b) no Sistema Patrimonial, são registrados os fatos não financeiros ou extra-caixa, tais como: bens móveis, bens imóveis, incorporações e desincorporações de bens independentes da execução orçamentária. c) no ativo e passivo compensado, existem contas do sistema orçamentário. d) no Sistema Orçamentário, são efetuados os registros de controle do orçamento, tais como: previsão da receita, fixação da despesa, descentralização de créditos e empenho da despesa. e) no Sistema de Compensação, são registrados os fatos permutativos, ou seja, aqueles que não afetam o Patrimônio de imediato e se compensam por serem fatos meramente permutativos da composição patrimonial. Atenção! O comando pede o que não se pode afirmar acerca do sistema de contas e sua relação com o plano de contas. 6

Na Contabilidade Pública existem quatro sistemas de contas interdependentes entre si: orçamentário, financeiro, patrimonial e de compensação. 1. No sistema orçamentário são registradas os eventos econômicos de controle da execução do orçamento, tais como: previsão e arrecadação da receita, fixação e execução da despesa, descentralização de créditos etc. 2. No sistema financeiro são registrados os ingressos e dispêndios de recursos de natureza orçamentária ou extra-orçamentária. Ou seja, registra-se no sistema financeiro as entradas e saídas de recursos orçamentários e extra-orçamentários. 3. No sistema patrimonial são registrados os fatos não financeiros ou extra-caixa, tais como: bens móveis, bens imóveis, incorporações e desincorporações de bens independentes da execução orçamentária direitos, obrigações etc. 4. No sistema de compensação são registradas as contas de controle, ou seja, os fatos potenciais que podem ou não afetar o patrimônio de imediato e se compensam porque o ativo compensado é contrapartida do passivo compensado. Opção E. 35(ESAF APO/MPOG 2008) A respeito dos sistemas de contas que compõem o Plano de Contas Único da Administração Federal, é correto afirmar: a) são três os sistemas previstos no Plano de Contas. b) no Sistema Compensado, são registrados os atos potenciais que podem afetar o patrimônio do ente público. c) as receitas orçamentárias são registradas no sistema patrimonial. d) as contas analíticas (nível que recebe lançamento) estão sempre no último nível do Plano de Contas. e) em razão do método das partidas dobradas, os lançamentos não necessitam contemplar débito e crédito no mesmo sistema. a) Os sistemas de contas de administração pública não são três, mas sim quatro: orçamentário, financeiro, patrimonial e de compensação. Errado. b) Perfeito! No sistema de contas compensado são registrados as contas de controle, atos potenciais que podem afetar o patrimônio público, aumentando-o ou diminuindo. Certo. c) As receitas orçamentárias não são registradas no sistema patrimonial, mas sim nos sistemas orçamentário e financeiro. Errado. d) Nem sempre as contas analíticas (nível que recebe lançamento) estão no último nível do Plano de Contas. Os grupos de contas da Contabilidade Pública são estruturados em níveis de desdobramento, classificados e codificados de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação orçamentária, 7

financeira e patrimonial, compreendendo sete níveis, da seguinte forma: 1º nível classe. X 1º dígito - código da conta. 2º nível grupo. X 2º dígito - código da conta. 3º nível subgrupo. X 3º dígito - código da conta. 4º nível elemento. X 4º dígito - código da conta. 5º nível subelemento. X 5º dígito - código da conta. 6º nível item. XX 6/7º dígitos - código da conta. 7º nível subitem. XX 8/9º dígitos - código da conta. Conta corrente. Código variável. Cada nível pode ser reconhecido como uma conta. Assim, existem contas analíticas a partir do quarto nível (elemento). Exemplo: Conforme a estrutura do plano de contas da União, podemos estabelecer que o ativo circulante disponível está assim representado: 1.0.0.0.0.00.00 A T I V O 1º nível classe 1.1.0.0.0.00.00 CIRCULANTE 2º nível grupo 1.1.1.0.0.00.00 - DISPONÍVEL 3º nível subgrupo 1.1.1.1.0.00.00 - DISPONÍVEL EM MOEDA NACIONAL 4º nível elemento 1.1.1.1.2.00.00 - BANCOS CONTA MOVIMENTO 4º nível subelemento 1.1.1.1.2.01.00 - CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIONAL 6º nível item 1.1.1.1.2.01.01 - BANCO CENTRAL DO BRASIL 7º nível subitem Errado. e) Em razão do método das partidas dobradas, os lançamentos necessitam, necessariamente, contemplar débito e crédito no mesmo sistema. Errado. 36(ESAF APO/MPOG 2008) Em relação aos registros contábeis da execução da despesa orçamentária e com base na estrutura do Plano de Contas da Administração Pública Federal, marque com F o item falso e com V o item verdadeiro e indique a opção que corresponde à seqüência correta. I. Na descentralização de créditos, há registro em contas do sistema orçamentário. II. Considerando que o empenho cria para o estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição, o seu registro na contabilidade movimenta conta do passivo, pertencente ao sistema patrimonial. III. Quando da transferência de recursos (cota, repasse e subrepasse) entre unidades integrantes do orçamento fiscal e da 8

seguridade social, para pagamento de despesas orçamentárias, não há registro de receita orçamentária na unidade beneficiária. IV. No registro da apropriação de despesas orçamentárias de aquisição de material de consumo vinculada a contrato há lançamentos contábeis em quatro sistemas de contas: Financeiro, Patrimonial, Orçamentário e Compensação. V. Considerando que pertence ao exercício as despesas nele legalmente empenhadas, na inscrição de restos a pagar não processados, debita-se despesa orçamentária (classe 3) e credita-se conta de passivo (classe 2) no sistema financeiro. a) F,V,F,F,V b) V,V,V,V,V c) F,F,F,F,F d) V,V,V,V,F e) V,F,V,V,V I- Como o próprio nome indica, na descentralização de crédito haverá sempre registro no sistema orçamentário, posto que descentralização de crédito refere-se à execução do orçamento. Observe os lançamentos referentes à descentralização de crédito (provisão), realizada dentro de um Ministério qualquer: Lançamentos no sistema orçamentário Provisão descentralização interna de créditos (dentro do mesmo ministério). Lançamento na UG concedente: D Créditos disponíveis C Provisão concedida Lançamento na UG beneficiária: D Provisão recebida C Créditos disponíveis Verdadeiro. II- Realmente, o empenho cria para o estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. Porém, o seu registro na contabilidade movimenta conta do sistema orçamentário. Observe o registro contábil de empenho de despesa: Exemplo: compra de uma máquina a vista, por $ 10.000,00. No empenho da despesa sistema orçamentário: D Créditos disponíveis 10.000,00 C Despesa empenhada liquidada 10.000,00 Empenho de despesa é sempre no sistema orçamentário e representa o primeiro estágio de execução da despesa. 9

Observe que no empenho de despesa aparece o registro a débito de créditos disponíveis. Esse lançamento a débito informa o seguinte: se uma Unidade Gestora - UG possui uma dotação orçamentária de R$ 100.000,00, esse crédito disponível foi reduzido (diminuído), no momento do empenho, para R$ 90.000,00. Falso. III- Perfeito! Quando da transferência de recursos (cota, repasse e sub-repasse) entre unidades integrantes do orçamento fiscal e da seguridade social, para pagamento de despesas orçamentárias, não há registro de receita orçamentária na unidade beneficiária. Observe os lançamentos: Atenção! O comando da questão refere-se a registro na entidade beneficiária. Transferência financeira (liberação dos recursos - COTA): Na entidade concedente: D Cota concedida C Bancos c/ movimento conta única D Disponibilidades financeiras C Disponibilidades por fonte de recursos Observação: Cota é a transferência financeira da STN para o órgão setorial de programação financeira do ministério OSPF. Na entidade beneficiária: D Bancos c/ movimento conta única C Cota recebida D - Disponibilidades por fonte de recursos C - Disponibilidades financeiras Transferência financeira externa (liberação dos recursos - REPASSE): Na entidade concedente: D Repasse concedido C Bancos c/ movimento conta única D - Disponibilidades financeiras C - Disponibilidades por fonte de recursos Observação: Repasse é a transferência financeira externa do OSPF para a UG responsável pela aplicação dos recursos (ministério diferente). Na entidade beneficiária: D Repasse concedido C Bancos c/ movimento conta única D - Disponibilidades por fonte de recursos C - Disponibilidades financeiras Transferência financeira interna (liberação dos recursos SUB-REPASSE): Na entidade concedente: D Sub-Repasse concedido C Bancos c/ movimento conta única D - Disponibilidades financeiras C - Disponibilidades por fonte de recursos 10

Observação: Sub-Repasse é a transferência financeira interna do OSPF para a UG responsável pela aplicação dos recursos (dentro do mesmo ministério). Os lançamentos contábeis na entidade beneficiária dos recursos são semelhantes, muda-se só o nome da primeira conta, de sub-repasse concedido para sub-repasse recebido. Verdadeiro. IV- Esse tipo de situação, registro contábil de despesa vinculado a contrato ou convênio, tem visitado bastante os concursos públicos! No registro da apropriação de despesas orçamentárias de aquisição de material de consumo vinculada a contrato há lançamentos contábeis em quatro sistemas de contas: Financeiro, Patrimonial, Orçamentário e Compensação. Toda vez que ocorrer despesa com aquisição de bens e esta despesa estiver vinculada a contrato, convênio, acordo ou outro instrumento congênere, haverá registro contábil nos quatro sistemas de contas. Isso ocorre porque tais instrumentos contratuais são controlados no sistema de compensação. Verdadeiro. V- Considerando que pertence ao exercício as despesas nele legalmente empenhadas, na inscrição de restos a pagar não processados, debita-se despesa orçamentária (classe 3) e credita-se conta de passivo (classe 2) no sistema financeiro. Exemplo de registro de restos a pagar não processados: D Restos a pagar (despesa classe 3) C Restos a pagar não processados (obrigação a pagar classe 2 - sistema financeiro) Verdadeiro. Conclusão: V,F,V,V,V. Opção E. 37(ESAF APO/MPOG 2008) Cabe à Contabilidade registrar os atos e fatos relacionados com receita orçamentária. No que diz respeito ao assunto e com base na estrutura do Plano de Contas da Administração Pública Federal, julgue os itens a seguir e marque a opção que corresponde à seqüência correta. I. As restituições de receitas são registradas em contas retificadoras de receita pertencentes ao sistema financeiro, sem necessidade de prévio empenho. II. As receitas orçamentárias correntes são registradas a crédito de contas do sistema financeiro, pertencentes à Classe 4 e Grupo 1 (4.1). III. Quando da realização de receitas de operações de crédito, registra-se uma mutação passiva (débito de conta da classe 5) em contrapartida de um passivo (crédito de conta da classe 2), no sistema patrimonial. IV. Sob a ótica contábil, a previsão da receita orçamentária é um ato potencial registrado apenas em contas do sistema de compensação, enquanto que a arrecadação é um fato que deverá ser registrado no mínimo em contas dos sistemas orçamentário e financeiro. 11

V. Quando do registro contábil do recebimento de receita inscrita na dívida ativa, registra-se uma mutação ativa em contrapartida da baixa de um ativo, no sistema patrimonial. a) F,F,V,F,V b) V,V,V,F,F c) F,V,F,V,F d) V,V,V,F,V e) V,F,F,V,V I- Na Contabilidade Pública, todas as restituições de receitas são registradas em contas retificadoras de receita. Tais contas de receita pertencem ao sistema financeiro. Na devolução não existe registro de empenho, tendo em vista que haverá apenas registro da saída de recursos da conta bancos. Verdadeiro. II- As classes do plano de contas são: Classes do plano de contas (1º nível agregação máxima): 1. Ativo (contas patrimoniais) 2. Passivo (contas patrimoniais) 3. Despesa (contas de resultado) 4. Receita (contas de resultado) 5. Resultado diminutivo do exercício (contas de resultado) 6. Resultado aumentativo do exercício (contas de resultado) Assim, (ativo, passivo, despesa, receita, resultado diminutivo do exercício e resultado aumentativo do exercício) representam os níveis máximos de agregação das contas contábeis, ou seja, da classificação contábil. Portanto, as receitas orçamentárias correntes são registradas a crédito de contas do sistema financeiro, pertencentes à Classe 4 e Grupo 1 (4.1). Exemplo: 4 R E C E I T A (classe) 4.1 RECEITAS CORRENTES (grupo) 4.2 RECEITAS DE CAPITAL (subgrupo) 4.9 - * DEDUÇÕES DA RECEITA. Verdadeiro. III- Quando da realização de receitas de operações de crédito, o estado está se endividando, assim, deve-se registrar uma variação passiva (mutação passiva), débito de conta da classe 5 e, em contrapartida, registra-se um passivo (crédito de conta da classe 2), no sistema patrimonial. Exemplo: D Receita de operação de crédito Mutação passiva classe 5 C Passivo permanente dívida fundada classe 2 Observe a estrutura do plano de contas: 1 A T I V O (classe) 1.1 CIRCULANTE (grupo) 1.1.1 DISPONÍVEL 1.1.2 CREDITOS EM CIRCULAÇÃO 2 P A S S I V O (classe) 2.1 CIRCULANTE (grupo) 2.1.1 DEPÓSITOS 2.1.2 OBRIGAÇÕES EM CIRCULAÇÃO 12

1.1.3 BENS E VALORES EM CIRCULAÇÃO 2.1.3 EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS EM 1.1.4 VALORES PENDENTES A CURTO PRAZO CIRCULAÇÃO 1.2 REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 2.1.4 VALORES PENDENTES A CURTO PRAZO 1.2.1 DEPÓSITOS REALIZÁVEIS A LONGO PRAZO 2.2 EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 1.2.2 CRÉDITOS REALIZÁVEIS A LONGO PRAZO 2.2.1 DEPÓSITOS EXIGÍVEIS A LONGO PRAZO 1.4 PERMANENTE 2.2.2 OBRIGAÇÕES EXIGÍVEIS A LONGO PRAZO 1.4.1 INVESTIMENTOS 2.2.9 OUTRAS EXIGIBILIDADES 1.4.2 IMOBILIZADO 2.3 RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS 1.4.3 DIFERIDO 2.3.1 RECEITAS DE EXERCÍCIOS FUTUROS 1.9 ATIVO COMPENSADO 2.3.9 CUSTOS OU DESPESAS CORRESPONDENTES AS 1.9.1 EXECUÇÃO ORCAMENTÁRIA DA RECEITA RECEITAS 1.9.2 EXECUÇÃO ORCAMENTÁRIA DA DESPESA 2.4 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 1.9.3 EXECUÇÃO DA PROGRAMAÇÃO 2.4.1 PATRIMÔNIO/CAPITAL FINANCEIRA 2.4.2 RESERVAS 1.9.4 DESP.E DÍVIDAS DOS ESTADOS E 2.4.3 RESULTADO ACUMULADO MUNICÍPIOS 2.4.9 AJUSTE DO PATRIMÔNIO/CAPITAL 1.9.5 EXECUÇÃO DE RESTOS A PAGAR 2.9 PASSIVO COMPENSADO 1.9.9 COMPENSAÇÕES ATIVAS DIVERSAS 2.9.1 EXECUÇÃO ORCAMENTÁRIA DA RECEITA 2.9.2 EXECUÇÃOO ORCAMENTÁRIA DA DESPESA 2.9.3 EXECUÇÃO DA PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA 2.9.4 DESP.E DÍVIDAS DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS 2.9.5 EXECUÇÃO DE RESTOS A PAGAR 2.9.9 COMPENSAÇÕES PASSIVAS DIVERSAS 3 D E S P E S A (classe) 3.3 DESPESAS CORRENTES 3.4 DESPESAS DE CAPITAL 5 RESULTADO DO EXERCÍCIO ( - ) (classe) 5.1 RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 5.1.1-DESPESA ORCAMENTÁRIA 5.1.2-INTERFERÊNCIAS PASSIVAS 5.1.3-MUTAÇÕES PASSIVAS 5.2 RESULTADO EXTRA ORÇAMENTÁRIO 5.2.1 DESPESA EXTRA-ORCAMENTÁRIA 5.2.2 INTERFERÊNCIAIS PASSIVAS 5.2.3 MUTAÇÕES PASSIVAS 4 R E C E I T A (classe) 4.1 RECEITAS CORRENTES 4.2 RECEITAS DE CAPITAL 4.9 - * DEDUÇÕES DA RECEITA. 6- RESULTADO DO EXERCÍCIO ( + ) (classe) 6.1 RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 6.1.1 RECEITA ORCAMENTÁRIA 6.1.2 INTERFERÊNCIAS ATIVAS 6.1.3 MUTAÇÕES ATIVAS 6.2 RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO 6.2.1 RECEITA EXTRA-ORCAMENTÁRIA 6.2.2 INTERFERÊNCIAIS ATIVAS 6.2.3 MUTAÇÕES ATIVAS 6.3 RESULTADO APURADO. Atenção! O que está representado acima é a estrutura do plano de contas. Não se confunde com a estrutura das demonstrações contábeis. Verdadeiro. IV- Sob a ótica contábil, a previsão da receita orçamentária é um ato potencial, porém, registra-se em contas do sistema de compensação e do sistema orçamentário. A arrecadação é um fato que deverá ser registrado em contas dos sistemas orçamentário e financeiro. Exemplo de registro da previsão e arrecadação da receita: Previsão de receita: D - Receita prevista. C - Receita orçada. Arrecadação de receita: D - Execução da receita. C - Receita prevista. Falso. V- Quando do registro contábil do recebimento de receita inscrita na dívida ativa, registra-se uma mutação passiva em contrapartida da baixa de um ativo permanente, no sistema patrimonial. Observe um exemplo de registro contábil: Recolhimento, pelo contribuinte, de receita da dívida ativa ao caixa único (cofres públicos): 13

D- Mutação passiva (receita da dívida ativa) C- Ativo permanente (não financeiro) Falso. Conclusão: V,V,V,F,F. Opção B. 38(ESAF APO/MPOG 2008) Assinale a afirmação correta referente à contabilização da fixação da despesa orçamentária no âmbito federal. a) O registro contábil ocorre somente no início e fim do exercício. b) No Passivo Compensado, são demonstrados os créditos iniciais consignados em lei. c) Créditos extraordinários, em razão da sua excepcionalidade, não são registrados na abertura. d) Os saldos de créditos disponíveis são demonstrados em contas do passivo. e) No ativo, a despesa fixada é registrada pelo seu valor líquido (deduzidos os créditos contidos e contigenciados). Atenção! O comando da questão refere-se a registro contábil da fixação da despesa orçamentária. Assim sendo, veremos um exemplo de fixação e liquidação da despesa no sistema orçamentário: Fixação da despesa: D - Despesa orçada. C - Créditos disponíveis. Liquidação de despesa: D - Despesa empenhada. C Despesa liquidada. a) O registro contábil ocorre tanto na fixação quanto na liquidação. Errado. b) No Passivo Compensado, haverá controle da execução orçamentária da despesa. Observe abaixo: 2.9 PASSIVO COMPENSADO 2.9.1 EXECUÇÃO ORCAMENTÁRIA DA RECEITA 2.9.2 EXECUÇÃOO ORCAMENTÁRIA DA DESPESA Errado. c) Para toda e qualquer abertura de crédito adicional deve haver registro contábil. Exemplo de abertura de créditos extraordinários: D Créditos extraordinários C Créditos disponíveis Errado. 14

d) Perfeito! Os saldos de créditos disponíveis são demonstrados em contas do passivo. Observando o lançamento acima (opção C), podese verificar que a conta créditos disponíveis é credora. Certo. e) A despesa fixada é registrada no sistema orçamentário pelo seu valor bruto. Errado. 39(ESAF APO/MPOG 2008)- O Balancete Contábil, embora não seja uma demonstração obrigatória no setor público, é instrumento de grande importância para a gestão contábil. Assinale a opção falsa em relação ao Balancete adotado na contabilidade federal. a) Somente pode ser emitido para as contas analíticas. b) Pode ser emitido tanto para órgão quanto para unidade gestora. c) Para unidades situadas no exterior, a emissão poderá ser feita em moeda estrangeira. d) O número de colunas de valores pode ser de até quatro. e) A coluna Saldo do Exercício Anterior pode ser omitida. Atenção! O comando da questão pede a opção falsa em relação ao Balancete adotado na contabilidade federal. O balancete é um relatório não obrigatório e tem por finalidade, tanto para a Contabilidade Pública quanto para a Geral, conferir os dados relativos aos débitos e créditos. Dessa forma, pode-se verificar se os registros de débito e crédito apresentam valores totais iguais. Geralmente esse demonstrativo é denominado no meio contábil de balancete de verificação. A partir do balancete de verificação pode-se realizar correções e ajustes contábeis para fins de elaboração dos balanços públicos. Análise das opções: a) O balancete de verificação contempla todo e qualquer tipo de conta, analíticas, sintéticas etc. Exemplo de conta analítica e sintética: Bancos conta movimento (conta analítica), imobilizado (conta sintética). Falsa. b) O balancete de verificação pode ser emitido tanto para órgão quanto para unidade gestora. Exemplo de órgão, unidade gestora e unidade orçamentária para fins de execução orçamentária: órgão orçamentário (Ministério da Justiça), unidade orçamentária (Departamento de Polícia Federal) unidade gestora (Superintendência Regional de Polícia Federal no Espírito Santo). Certo. c) Para unidades situadas no exterior, exemplo da PETROBRÁS na Bolívia, a emissão do balancete pode ser feita em moeda estrangeira ou em Real. Certo. d) Perfeito! No balancete o número de colunas de valores pode ser de até quatro ou mais. Exemplo: Contas Saldo anterior Débito Crédito 15

Certo. e) A coluna Saldo do Exercício Anterior pode ser omitida. Exemplo: Contas Débito Crédito Consolidado Certo. 40(ESAF APO/MPOG 2008) Ao final do exercício, uma determinada entidade integrante do orçamento fiscal e da seguridade social apresentou balancete com os seguintes dados referentes à execução orçamentária (valores em mil): Analisando as informações, indique a opção correta em relação ao Balanço Orçamentário da entidade. a) Houve superávit de capital. b) O superávit corrente foi de 850. c) Houve superávit orçamentário de 300. d) As receitas correntes e de capital apresentaram excesso de arrecadação. e) Houve economia de despesas de capital de 400. Conforme o art. 102 da Lei nº. 4.320/64, o Balanço Orçamentário (BO) demonstrará as receitas e despesas previstas em confronto com as realizadas. 16

Assim sendo, o resultado apurado no balanço orçamentário (déficit ou superávit) inclui só as receitas arrecadadas comparando-as com as despesas executadas. Cálculos: a) O déficit ou superávit de capital é apurado somando-se as receitas de capital arrecadadas e subtraindo-se as despesas de capital executadas. Receitas de capital arrecadadas 700 (-) Despesas de capital executadas (1.300) = Déficit de capital (600) Conclusão: Déficit de capital no valor de R$ 600. b) O déficit ou superávit corrente é apurado somando-se as receitas correntes arrecadadas e subtraindo-se as despesas correntes executadas. Receitas correntes arrecadadas 2.150 (-) Despesas correntes executadas (1.250) = Superávit corrente (900) Conclusão: superávit corrente de R$ 900. c) O superávit orçamentário é apurado somando-se todas as receitas arrecadadas e subtraindo-se das despesas executadas. Receitas arrecadadas 2.850 (-) Despesas correntes executadas (2.550) = Superávit corrente (300) Conclusão: superávit orçamentário de R$ 300. d) O excesso de arrecadação é apurado utilizando-se só os dados do lado das receitas, comparando-se as receitas previstas com as receitas arrecadadas. Quando a Receita prevista > Receita arrecadada haverá insuficiência ou déficit de arrecadação (frustração de receita). Receitas previstas 3.000 (-) Receitas executadas (2.850) = Déficit de arrecadação (150) Conclusão: déficit de arrecadação de R$ 150. e) Apura-se a economia de despesas de capital comparando a despesa fixada com a executada. Despesa de capita fixada 1.600 (-) Despesa de capital executada (1.300) = Economia de despesa de capital (300) Conclusão: Economia de despesa de capital de R$ 300. 42(ESAF APO/MPOG 2008) Assinale a opção correta relativa às Finanças Públicas e aos princípios gerais da atividade econômica. a) Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos suplementares e especiais, destinados aos órgãos do Poder Executivo, do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e do Ministério Público, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos. 17

b) O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação no projeto relativo às diretrizes orçamentárias enquanto não encaminhado o projeto relativo ao orçamento anual. c) Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum. d) Ressalvados os casos já existentes quando da promulgação da Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo conforme definidos em lei. e) As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, garantida à União a propriedade do produto da lavra. a) O art. 168 da Constituição Federal estabelece que os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, na forma da lei complementar a que se refere o art. 165, 9º. Atualmente a norma em vigor é a Lei nº. 4.320/64, recepcionada pela CF/88 com estatus de lei complementar. As regras do art. 168 não contemplam o Poder Executivo e ainda não prevê a transferência de tais recursos em duodécimos. Errado. b) O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação no projeto relativo às diretrizes orçamentárias enquanto ainda estiver tramitando no Congresso Nacional. Não existe regra constitucional que vincula a proposição de modificação enquanto não estiver encaminhado o projeto relativo ao orçamento anual. Errado. c) Perfeito! A redação dessa questão foi Ctrl C, Ctrl V do art. 166 da CF/88. Observe: Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum. Certo. d) O art. 173 da Constituição da República de 1988 estabelece que: Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. 18

Conforme se extrai do texto do art. 173 não ressalva quanto aos casos já existentes quando da promulgação da Constituição. Errado. e) O art. 176 da Carta Magna estabelece que: As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e pertencem à União, garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra. Conforme se extrai da leitura do texto acima, a garantia a propriedade do produto da lavra é ao concessionário, e não à União. Errado. 33 (ESAF EPPGG/MPOG 2008) As afirmativas a seguir se referem ao Plano Plurianual (PPA). I. É um instrumento mediador entre o planejamento de longo prazo e os orçamentos anuais que consolidam a alocação dos recursos públicos a cada exercício. II. O elemento organizativo central do PPA é o Programa, entendido como um conjunto articulado de ações orçamentárias, na forma de projetos, atividades e operações especiais, e ações nãoorçamentárias, com intuito de alcançar um objetivo específico. III. O impacto dos programas é analisado anualmente a partir de avaliações externas conduzidas por uma equipe de especialistas independentes. IV. É revisto periodicamente, adotando a estratégia de programação deslizante (Rolling Plan). Estão corretas: a) As afirmativas I, II, III e IV. b) Apenas as afirmativas I, II e IV. c) Apenas as afirmativas I, II e III. d) Apenas as afirmativas II, III e IV. e) Apenas as afirmativas I e II. I- Dentro dos Ministérios e órgãos públicos existem planejamentos de longo prazo, que pode ser de 10 ou até 15 anos. Exemplo: o Departamento de Polícia Federal aprovou em 2008 um planejamento para 2022, ou seja, de 15 anos. Parte desse planejamento, ou seja, a previsão para 4 anos será incluída a cada PPA e a previsão anual, contemplada na LOA. Assim sendo, o PPA torna-se, na prática, um instrumento mediador entre o planejamento de longo prazo e os orçamentos anuais que consolidam a alocação dos recursos públicos a cada exercício. Verdadeiro. II- A legislação atual impõe que a Administração pública brasileira exerça seu planejamento através da técnica orçamentária denominada orçamento-programa. Assim sendo, o elemento organizativo central do PPA é o Programa, entendido como um conjunto articulado de ações orçamentárias, na forma de projetos, 19

atividades e operações especiais, e ações não-orçamentárias, com intuito de alcançar um objetivo específico de governo. Verdadeiro. III- De acordo com o Decreto Federal nº. 5.233/2004, o PPA deve ser permanentemente monitorado avaliado e revisto, se for o caso, por uma Comissão de Monitoramento e Avaliação instituída no MPOG. Portanto, o impacto dos programas é analisado anualmente a partir de avaliações INTERNAS conduzidas por uma equipe de especialistas independentes daqueles que o elaboram. A Comissão acima mencionada será constituída por representantes de órgãos do Poder Executivo e contará com suporte técnico e administrativo da Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Falso. IV- O Rolling Plan (programação deslizante), é uma inovação trazida ao PPA 2004-2007 é a implementação de uma sistemática que consiste na inclusão de um exercício de programação a cada revisão do Plano. Fundamentação da programação deslizante : Visa evitar o que tem ocorrido em planos anteriores, que se ativeram a cobrir o horizonte de um exercício além do mandato que os formulou. Com a programação deslizante, em cada quadriênio de governo, ano a ano, o horizonte se reduz e o plano abrange cada vez menor período. Dessa forma, a ação planejada de médio prazo vai deixando de existir. No último ano de vigência de um PPA, quando já não se possui qualquer informação que possa orientar o planejamento, inicia-se a elaboração de outro plano plurianual, totalmente novo. Sem uma programação deslizante, ficaria prejudicada a continuidade e a integração entre sucessivos quadriênios, necessárias em muitos programas e ações. Conclusão: O PPA é revisto periodicamente, adotando-se, a estratégia de programação deslizante (Rolling Plan). Verdadeiro. Opção B. 34 (ESAF EPPGG/MPOG 2008) As frases a seguir referem-se à ordem orçamentária e financeira estabelecida pela legislação vigente. Classifique as opções em Verdadeiras (V) ou Falsas (F). ( ) As despesas a serem realizadas pelo governo devem fazer parte de um programa do Plano Plurianual e não podem contrariar nenhuma das disposições da Lei de Diretrizes Orçamentárias; ( ) É vedada a realização de qualquer despesa que não seja prevista explicitamente na Lei Orçamentária Anual aprovada pelo Congresso Nacional; ( ) Após a aprovação da Lei Orçamentária Anual, será elaborado o decreto de programação financeira e orçamentária pelo órgão central 20

de programação financeira, com o planejamento detalhado das despesas a serem realizadas em cada unidade administrativa, inclusive suas unidades supervisionadas; ( ) Toda alteração em programa governamental deverá ser acompanhada de uma estimativa do impacto orçamentário-financeiro no qüinqüênio subseqüente, em conformidade com os princípios da programação deslizante. Indique a opção correta. a) F, F, V, V b) V, F, F, F c) V, F, V, F d) V, V, F, V e) V, F, V, V 1. Regra geral, as despesas realizadas pelo governo devem estar alocadas em um programa do Plano Plurianual e não podem contrariar nenhuma das disposições da Lei de Diretrizes Orçamentárias, ou seja, devem obedecer as regras da LDO. Verdadeiro. 2. Em princípio a legislação veda a realização de despesa que não esteja prevista na Lei Orçamentária Anual aprovada pelo Congresso Nacional. Porém, essa regra não é absoluta, mesmo porque as despesas imprevisíveis e urgentes podem ser realizadas mesmo não estando prevista na LOA. Nessa situação o governo abre crédito adicional extraordinário por medida provisória, no caso da União ou nos estados que a constituição permite a edição de MP. Também os créditos adicionais especiais são abertos para a realização de despesas não previstas na LOA. É importante entender que as despesas realizadas através de créditos extraordinários podem ou não estar contempladas na LOA. Isso porque os fundamentos para abertura de créditos extraordinários são a imprevisibilidade e urgência do gasto. Falsa. 3. Após a aprovação da Lei Orçamentária Anual, será elaborado o decreto de programação financeira e orçamentária pelo Chefe do Poder Executivo, com o planejamento detalhado das despesas a serem realizadas em cada unidade orçamentária, inclusive suas unidades supervisionadas. Falsa. 4. Toda alteração em programa governamental deverá ser acompanhada de uma estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício a que se refere e nos dois subseqüentes (3 anos), em conformidade com os princípios da programação deslizante. Falsa. Conclusão: V F F F. Opção B. 35(ESAF EPPGG/MPOG 2008) - Sobre o modelo de gestão do Plano Plurianual, não é correto afirmar que: 21

a) atribui a função de gerente de programa ao titular da unidade administrativa, à qual o programa está vinculado. b) confere ao gerente de programa a função de buscar mecanismos inovadores para financiamento do programa. c) incorpora mecanismos de gerenciamento dos riscos envolvidos nos programas e ações governamentais. d) atribui ao coordenador da ação a função de estimar e avaliar o custo da ação e os benefícios esperados. e) considera o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social como o órgão que coordena o monitoramento e avaliação das ações orçamentárias. 36(ESAF EPPGG/MPOG 2008) As frases a seguir referem-se ao suprimento de fundos. Classifique as opções em Verdadeiras (V) ou Falsas (F). ( ) Pode ser utilizado para atender despesas eventuais, inclusive aquelas em viagens e com serviços especiais, que exijam pronto pagamento em espécie; ( ) A movimentação de suprimento de fundos somente poderá ocorrer mediante a utilização de Cartão de Pagamento do Governo Federal; ( ) Na prestação de contas, as faturas do Cartão de Pagamento do Governo Federal substituem as notas fiscais quando as despesas realizadas forem inferiores a R$ 300,00 (trezentos reais); ( ) A emissão do empenho, em relação ao Cartão de Pagamento do Governo Federal, poderá ser feita em nome da Unidade Gestora ou do suprido. Indique a opção correta. a) F, F, V, V b) V, F, F, V c) V, F, V, F d) V, V, F, V e) V, F, V, V Nos termos da legislação em vigor (Decreto Federal 93.872/86), as principais despesas que poderão ser atendidas por meio de suprimento de fundos são: Com serviços que exijam pronto pagamento em espécie (despesas de viagens e serviços especiais) ((art. 45, inciso I, do Decreto nº 93.872/96). Que devam ser feitas em caráter sigiloso, adotando-se o mesmo grau de sigilo, conforme se classificar em regulamento (art. 45, inciso II, do Decreto nº 93.872/96). De pequeno vulto, assim entendidas, no nível federal, aquelas cujo valor não ultrapasse os limites estabelecidos em Portaria do Ministério da Fazenda (art. 45, inciso III, do Decreto nº 93.872/96). 22

Atualmente os valores máximos permitidos são: (5% dos limites de compras e serviços e 5% do limite de execução de obras estabelecidos em processo licitatório, por meio da modalidade convite. Ou seja, esses valores são, respectivamente: R$ 4.000,00 e 7.500,00). Quadro exemplo de limites para concessão de suprimento de fundos e pagamento de despesas de pequeno vulto. Limites para concessão de suprimento de fundos: Objeto Limite Valor Obras e serviços de engenharia. Outros serviços e compras em geral. 5% do valor máximo para obras e serviços de engenharia na modalidade de licitação "convite" (alínea a, inciso I do art. 23 da lei 8.666/93, alterada pela Lei nº 9.648 de 27/05/98). 5% do valor máximo para outros serviços e compras em geral na modalidade de licitação "convite" (alínea a, inciso II do art. 23 da Lei nº 8.666/93 - alterada pela Lei nº 9.648 de 27/05/98). Limite para pagamento de despesas de pequeno vulto: Objeto Limite Valor Obras e serviços de engenharia. Outros serviços e compras em geral. 0,25% do valor máximo para obras e serviços de engenharia na modalidade de licitação "convite" (alínea a, inciso I do art. 23 da Lei nº 8.666/93, alterada pela Lei nº 9.648 de 27/05/98). 0,25% do valor máximo para outros serviços e compras em geral na modalidade de licitação "convite" (alínea a, inciso II do art. 23 da Lei nº 8.666/93 - alterada pela Lei nº 9.648 de 27/05/98). 5% X R$ 150.000,00 = 7.500,00. 5% X R$ 80.000,00 = 4.000,00. 0,25% x R$ 150.000,00 = R$ 375,00 0,25% X R$ 80.000,00 = R$ 200,00 O limite a que se refere este último quadro é o de cada despesa, ou seja, em cada item de despesa. Por que os limites são de quatro e sete mil reais? É porque a regra é licitar, sendo, a exceção, utilizar-se de procedimentos que venham a "fugir" desse preceito legal. Em virtude dessa regra, poderá utilizar-se dessa exceção tão-somente para aqueles casos onde as despesas não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. Em relação aos limites, a intenção do legislador foi estipular valores para os quais não pudessem dar margem a manobras para furtar-se de atender à regra geral de licitar. 23